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ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
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MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 14:36 
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24 de agosto. Há exatamente 30 anos, começava a rica e bela história de duas séries no Brasil. Vindas do México, no começo elas eram consideradas "pobres", "trash", entre outros adjetivos pouco agradáveis, por muita gente. Passados 30 anos, há poucos que não são capazes de reconhecer essa brilhante trajetória. Duas obras do puro humor latino conquistavam o Brasil para sempre - e continuam como um sucesso absoluto de público, de audiência e, principalmente, de paixão.

Hoje, 24 de agosto, comemoramos os 30 anos de Chaves e Chapolin no Brasil.

E para esse dia tão especial, você confere aqui um especial sobre a história das nossas séries preferidas no Brasil, passando pelos episódios perdidos, pelas vindas dos atores ao país, pelos dubladores e, claro, pelos fãs, que são a razão desse sucesso permanente.

Convidamos você a passear conosco por essa grande história. Sigam-nos os bons!

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 15:07 
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Antes de falar de nossas séries, precisamos voltar ao ano de 1981. Em 19 de agosto, o apresentador e empresário Sílvio Santos recebe a concessão para criar o seu próprio canal de TV, então chamada de TVS. Apostando em uma programação mais voltada ao público popular, a emissora se estrutura para exibir séries, desenhos, jornais e também novelas. Para tanto, o canal fecha uma parceria com a Televisa, do México, de quem passa a importar novelas. No entanto, quando chegaram as primeiras novelas, duas séries vieram por acaso no pacote, passando quase despercebidas. Eram Chaves e Chapolin.

Alguns episódios foram dublados para a avaliação do alto escalão do SBT - trabalho feito pela cooperativa MAGA Produções Artísticas, de Marcelo Gastaldi. Episódios prontos, eles foram assistidos pelos diretores do canal. E a resposta foi negativa. A impressão era de que as séries eram fracas, com cenários e figurinos ruins, que era algo distante de uma qualidade melhor de programação. As chances de ir ao ar eram mínimas. Mas aí surge a figura do diretor do núcleo de dublagem da emissora, José Salathiel Lage, que convenceu Sílvio Santos de que Chaves e Chapolin eram bons produtos e que poderiam render bons índices de audiência. O dono do canal então manda dublar as séries, o que ocorre nos fins de 1983.

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"O Matador de Lagartixas": o pioneiro no Brasil


E em agosto de 1984, finalmente as séries vão ao ar pela primeira vez no Brasil. A estreia, segundo relatos, ocorreu em um programa chamado "Sessão Sorteio da Tarde", apresentado pelo palhaço Bozo, que sorteava um desenho ou série para ser exibida naquele horário, entre 17h40 e 18h15. E em 24 de agosto, ocorre a estreia. Não há confirmação segura de qual série foi exibida no dia. Mas muito provavelmente, Chaves foi o pioneiro, com o episódio "O Matador de Lagartixas", de 1976. Chapolin teria sido exibido no dia 27, com "Aristocratas vemos, gatunos não sabemos", de 1978.

A partir de então, as séries foram ganhando espaço fixo na programação, sendo transmitidas de forma intercalada: Chaves às segundas, quartas e sextas, e Chapolin às terças, quintas e sábados. O primeiro lote de episódios continha 72 do Chaves e 26 do Chapolin. E assim as séries foram sendo exibidas - e nessa época, já surgiam os primeiros episódios perdidos. Em 1987, a TVS é extinta e então surge o SBT. Chaves passa para o horário nobre, sendo transmitido às 19h45. Em 1988, um novo lote de episódios começa a ir ao ar. Já naquele tempo, Chaves incomodava a Rede Globo na audiência.

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Gugu entrevista Chespirito em 1989


Com o sucesso, Chaves e Chapolin começam a ser explorados pelo SBT e também por outras empresas. Em 1989, o apresentador Gugu Liberato foi ao México, onde entrevistou Roberto Gómez Bolaños, Edgar Vivar, Rubén Aguirre e Florinda Meza, para o programa Viva a Noite. Na época, era gravado o Programa Chespirito, então inédito no Brasil. Também nesse ano, é lançado o Disco do Chaves, produzido por Mário Lúcio de Freitas e gravado pela Polygram, contendo adaptações de músicas originais de Chaves e também canções inéditas como "Seu Madruga" e "O Rei da Palhaçada". Ainda em 1989, uma empresa anuncia a intenção de trazer o elenco das séries para uma turnê no Brasil, o que suscitou até uma reportagem na Revista Veja - tal ideia nunca saiu do papel, infelizmente.

Em 1990, são lançados no Brasil os gibis do Chaves e Chapolim (com m), pela Editora Globo. Brinquedos como o Óculos do Chaves e o jogo Chapolim x Drácula também surgem, dando início a uma era de produtos licenciados com a marca das séries, destinados ao público infantil. Em 1991, Gugu Liberato volta ao México, onde entrevista novamente Chespirito. No mesmo ano, é lançado no país o filme "Charrito - Um Heroi Mexicano", em versão dublada pela Maga. Além disso, pela primeira vez um personagem da série aparece em outro canal. Tentando pegar o público de Chaves, a Band adquire algumas séries protagonizadas por Carlos Villagrán, que são exibidas com o nome "Kiko". Todas elas realizadas após o ator sair de Chaves. Em 1992, o SBT faz uma reorganização dos episódios, tirando muitos deles do ar e colocando outros novos em exibição. No ano seguinte, as séries ganham as aberturas que vão ao ar até hoje.

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Nova abertura do Chapolin, no ar até hoje


Posteriormente, Chaves e Chapolin também são lançadas em fitas VHS, por várias distribuidoras. Em 1997, o Programa Chespirito aparece pela primeira vez no Brasil. O canal CNT faz uma parceria com a Televisa, de quem adquire novelas e também a série de Bolaños. Foram exibidos apenas episódios do período de 1990 a 1995, com dublagem realizada na BKS. A série ficou cerca de um ano em exibição. O SBT não perdeu tempo e tratou de adquirir a nova série. A dublagem, no entanto, não agradou, e o programa foi redublado pela Gota Mágica, em 1999.

O Programa Chespirito foi ao ar somente no ano de 2001, com o nome de "Clube do Chaves", trazendo episódios do período de 1990 a 1995. No entanto, a recepção dos novos personagens e da dublagem não foi boa na audiência. A série sai do ar algum tempo depois. Nessa época, o Chapolin também começa um período de vai e vem na programação, indo ao ar pela última vez para todo o Brasil no SBT - desde então, tem figurado apenas em horários locais.

A partir de 2003, Chaves e Chapolin começam a viver seu período de ouro no Brasil. As vindas de atores ao país tornam-se frequentes, com turnês e participações em programas. Novos produtos são lançados, como os livros "Chaves - Foi sem querer querendo?", de Luis Joly, Fernando Thuler e Paulo Franco, e "Chaves de um Sucesso", de Pablo Kaschner, em 2005. No mesmo ano, a distribuidora Amazonas Filmes manda dublar uma série de episódios de Chaves, Chapolin e Chespirito, que são lançados em oito boxes de DVDs. Em 2007, o Chaves em Desenho desembarca no Brasil.

Em 2010, as séries de Chespirito deixam de ser exibidas apenas no SBT. No começo do ano, o canal TLN, da Televisa, começa a transmitir as séries. Em novembro, o Cartoon Network inicia as exibições de Chaves e Chapolin, em horário nobre. Isso abriria caminho para depois as séries entrarem no Netflix e também nos canais Boomerang e TBS.

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Ratinho entrevista Chespirito


No ano de 2011, Chaves vira uma estrela do aniversário do SBT. O apresentador Ratinho viaja ao México, onde entrevista Roberto Gómez Bolaños. Episódios perdidos vão ao ar em agosto. Episódios da série são parodiados em uma versão brasileira com artistas do canal. No começo de 2012, voltam ao ar os chamados "episódios semelhantes". Também nesse ano, o SBT inicia a dublagem de um novo lote de episódios de Chaves, composto por doze capítulos, que são transmitidos em janeiro de 2014. É lançado no Brasil o livro "Chaves - A História Oficial Ilustrada", além de muitos outros produtos.

E chegamos a 2014. Chaves e Chapolin continuam como um grande sucesso no país, com milhões de fãs espalhados por todos os estados. 30 anos de uma história que não cabe aqui.

Leia mais sobre a história de CH no Brasil aqui: http://forumchaves.com.br/portal/historia-de-ch-no-brasil/

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 16:07 
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Um dos aspectos mais interessantes - e inquietantes - de Chaves e Chapolin no Brasil são, sem dúvida, os episódios perdidos. Enquanto que todos os outros países da América Latina adquiriram todos os episódios de uma vez, o SBT fez diferente: os episódios foram comprados em lotes, que foram estreando ao longo dos anos, em 1984, 1988, 1990 e 1992 - além de 2014. Isso fez com que muitos capítulos sigam até hoje sem uma dublagem brasileira. E o pior de tudo é que o SBT criou uma nova forma para classificar e exibir os episódios.

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Murilo Fraga fala sobre os semelhantes


Apesar dos inúmeros boatos sobre enchente, incêndio e censura, o principal motivo para uma quantidade imensa de episódios ter ficado de fora do ar são os remakes. Como todos sabem, muitos capítulos têm mais de uma versão - somente a saga das novas vizinhas tem três versões na série clássica. O SBT, conforme revelou o seu diretor de programação, Murilo Fraga, em 2011, optou por exibir apenas uma versão de cada episódio, deixando as outras arquivadas. Isso fez com que muitos capítulos ficassem fora da programação por 20, até quase 30 anos! Algo que somente o SBT fez em toda a América Latina.

Já em 1985, haviam episódios perdidos. Caso de ”Os refrescos do Chaves” (1974), de Chaves, e ”De caçador e de louco, todos nós temos um pouco” (1975) e ”Pedintes em família” (1975), de Chapolin. O número foi aumentando a cada novo lote e renovação de acervo. Em 1992, o canal fez uma completa reorganização dos episódios, eliminando os chamados "episódios semelhantes", num total de 51 episódios. Isso também aconteceu com o Chapolin, embora em menor escala. Alguns dos semelhantes sequer foram ao ar, permanecendo inéditos até os últimos anos.

A situação só começou a mudar em 2003. Nesse ano, o SBT exibiu oito episódios perdidos do Chaves - que não eram semelhantes. Vários outros tiveram trechos exibidos no programa "Falando Francamente", de Sônia Abrão. Em 2005, com a volta do Chapolin à programação, depois de um período fora do ar, o canal também passa episódios perdidos do Polegar - além de episódios inéditos.

Em 2010, a estreia de Chaves e Chapolin na TLN e Cartoon Network revelou algumas preciosidades ao público, como "A Festa da Amizade", "Os Espíritos Zombeteiros", "Assistindo ao Jogo", entre outros episódios, que permaneciam perdidos no SBT. Tal fato enterrou definitivamente a ideia de que esses episódios estariam danificados. Isso fez com que o SBT se mexesse. Em 2011, no especial de Chaves no Festival SBT 30 Anos, o canal deu um posicionamento oficial sobre os perdidos: a questão dos semelhantes, como citamos antes. Com o buzz gerado, o SBT anunciou a volta de nove episódios, que foram ao ar em agosto daquele ano. Em 2012, mais uma leva de capítulos. Finalmente os semelhantes voltariam a ser exibidos no SBT, a partir de janeiro. No total, o canal transmitiu 59 episódios da série.

No ano seguinte, foi a vez do Chapolin ter novos episódios na programação do SBT. Entre fevereiro e março, no período em que a série foi ao ar, o canal transmitiu vários capítulos perdidos e vários outros inéditos - muitos deles semelhantes. Infelizmente, com a baixa audiência, a série saiu do ar. E os fãs ficaram sem ver outras joias.

Atualmente, ainda existem episódios que são considerados perdidos. São eles:

Chaves
1. O Mordomo Revoltado/Pintores Amadores (1973)
2. As Novas Vizinhas - Parte 1/As Novas Vizinhas - Parte 2 (1973)
3. Quem será o novo chefe? (esquete, 1973)
4. A velhinha (esquete, 1973)
5. Como agarrar um touro à unha (1973)
6. Dom Quixote (esquete, 1974)
7. Animais na vila, não! - Parte 2 (1977)

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O Planeta Vênus: desaparecido no SBT


Chapolin
1. O Vampiro (esquete, 1973)
2. A Autópsia/O Casamento (1973)
3. Aventuras em Vênus (1973)
4. A tragédia (esquete, 1974)
5. Ovos podres e moscas (1977)
6. A Herança (1977)
7. A Despedida do Chapolin (1979)

Há ainda vários episódios semelhantes do Chaves que estão há bastante tempo fora do ar, apesar de terem voltado em 2012. Outros muitos talvez sigam inéditos nos arquivos do SBT, sem uma justificativa para tanto. E há também o famoso episódio "O Revolvinho do Chaves", que segue como uma incógnita nas prateleiras de fitas do canal.

Para entender melhor a questão dos episódios perdidos de Chaves, confira este link: http://forumchaves.com.br/portal/episodios-perdidos/

E o pior de tudo é que todos esses semelhantes não são distribuídos pela Televisa. Os fãs acreditam que isso se deve a um acordo entre a emissora mexicana e o SBT. Isso impede que tais episódios - e muitos outros possíveis inéditos - apareçam em outras plataformas e canais, como Netflix, Boomerang e TBS.

Quando veremos todos os episódios dublados no ar no SBT? Uma pergunta que segue sem resposta.

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 16:31 
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O sucesso de Chaves no Brasil fez com que quase todos os atores ainda vivos da série viessem ao país, para turnês ou participação em programas.

Em 1989, o elenco do então Programa Chespirito poderia ter vindo ao país. Chespirito, Maria Antonieta de las Nieves, Florinda Meza, Rubén Aguirre, Edgar Vivar, Raúl "Chato" Padilla, Angelines Fernández e Horácio Gómez, todos de uma só vez. Isso chegou a ser anunciado em uma reportagem da Revista Veja, quando uma empresa manifestou a intenção de trazer todo o grupo para uma turnê por várias cidades brasileiras. Infelizmente, isso nunca aconteceu. Os relatos dão conta de que o momento político do país - as manifestações contra o então presidente, Fernando Collor - teriam feito com que a turnê fosse cancelada.

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No ano de 1995, tivemos a primeira visita de um ator de Chaves no Brasil: Carlos Villagrán, o Kiko, fez uma série de shows por cidades do interior de vários estados, como Rio Grande do Sul e São Paulo, até idos de 1997. Nesse ano, o ator participou de dois programas do SBT, o Programa Livre e o Jô Soares Onze e Meia, onde conheceu seu dublador, Nelson Machado.

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Rubén Aguirre foi o segundo a desembarcar em terras brasileiras, fazendo shows em cidades do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, no "Circo do Professor Girafales", que circulava por toda a América Latina. Com a ajuda de uma professora, o ator fez seus espetáculos em português.

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No dia 11 de setembro de 2003, quem veio ao país foi Edgar Vivar. O Senhor Barriga participou do Falando Francamente, que à época explorava muito as séries de Chespirito para matérias. No programa, o ator encontrou sua voz brasileira, o dublador Mário Vilela.

Contudo, foi apenas em 2010 que os fãs brasileiros puderam se deliciar com a presença quase que permanente dos atores de Chaves no país. Nesse ano, Edgar Vivar e Carlos Villagrán se apresentaram no Festival da Boa Vizinhança, em 24 de abril de 2010, em São Paulo, para mais de dez mil pessoas. A partir de então, os atores nunca mais pararam de passar pelo país, seja para shows ou para programas de televisão.

2011
- Carlos Villagrán faz dois shows na cidade de Fortaleza, em junho.
- Edgar Vivar faz um show em Sâo Paulo e outros dois em Belo Horizonte, em setembro.
- Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha, vem ao Brasil para participar do Programa do Ratinho, em outubro.

2012
- Edgar Vivar participa do Programa do Ratinho e do Agora É Tarde, em março.
- Edgar Vivar volta ao país mais uma vez, para shows em Porto Alegre e São Paulo, entre julho e agosto.

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2013
- Carlos Villagrán faz uma turnê do show do Kiko entre abril e maio, passando pelas cidades de São Paulo (dois shows), Porto Alegre (dois shows), Belo Horizonte, Recife, Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro.
- Edgar Vivar volta ao Brasil para shows em Porto Alegre e Caxias do Sul, em setembro, e um bate-papo com fãs em Belo Horizonte.
- Maria Antonieta de las Nieves faz sua primeira tour no Brasil, que esteve em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, em novembro.

2014
- Edgar Vivar vem ao Brasil várias vezes: o ator esteve por aqui lançando o Chaves Kart, foi ao jogo entre Brasil x México pela Copa do Mundo, em Fortaleza, e ainda foi ao programa Tudo pela Audiência, do Multishow, em uma surpresa para a apresentadora Tatá Werneck.
- Carlos Villagrán voltará ao país, para shows em outubro. Duas cidades já estão confirmadas: Porto Alegre e Novo Hamburgo.
- Edgar Vivar estará mais uma vez no Brasil, para participar da Comic Con Experience, em dezembro, em São Paulo.

Dos atores vivos, apenas Chespirito e Florinda Meza nunca vieram ao Brasil para shows ou programas de TV. O mais perto disso foi uma passagem por Foz do Iguaçu.

A presença de tantos atores das séries no país tem ajudado a fortalecer a imagem das séries no Brasil, além de ser um catalisador de audiência para vários programas de TV. É também uma grande oportunidade para o público ver de perto seus grandes ídolos.

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Edgar Vivar: "espero poder visitar ainda mais o Brasil!"
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Em entrevista para o Fórum Chaves, o ator Edgar Vivar fala sobre suas visitas ao país e também sobre os 30 anos de Chaves e Chapolin por aqui.

No dia 24, Chaves e Chapolin completam seus 30 anos de exibição no Brasil, país onde talvez haja o maior número de fãs das séries em toda a América. Há algo que explique todo esse sucesso das séries em nosso país?
Churin churin fun flais! Hehehehe! Durante todas as minhas visitas ao Brasil, aprendi muito sobre o país e pude sentir de perto todo o amor do público brasileiro pelo Chaves e Chapolin. Acho que não exista algo que possa explicar todo esse sucesso, é realmente um presente de Deus e tenho certeza que falo por todos os meus amigos do elenco. Seremos eternamente agradecidos por isso.

Recorda quando foi a primeira vez que soube do grande sucesso das séries no Brasil?
Me lembro de uma história engraçada que ocorreu nos anos 80. Estávamos fazendo um show no Paraguai e visitei as Cataratas do Iguaçu. Acabamos atravessando para o lado do Brasil, somente para almoçar, e umas pessoas vieram falar comigo. Na época eu não falava uma palavra em Português e eles insistiam em falar comigo como se eu fosse brasileiro. Acho até que saíram um pouco bravos, achando que eu estivesse me comportando como um rock star ou algo assim. Só depois me disseram que a série era uma grande sucesso no Brasil e que todos achavam que nós éramos brasileiros!

Hoje, o que significa o Brasil para você?
O Brasil é a minha segunda casa. Eu amo o Brasil e o povo brasileiro.

O senhor é o ator de Chaves que mais esteve no Brasil nos últimos anos. Com tantas vindas, já se sente um pouco brasileiro?
Sim, com certeza. E espero poder visitar ainda mais o Brasil, pois estive aí várias vezes, mas o país é enorme e ainda falta conhecer muitos lugares. Visitei o Rio pela primeira vez neste mês! Meus amigos brasileiros se espantam que já conheço as ruas de São Paulo, posso apontar caminhos, sei até como fugir do trânsito, hehehe!

Que mensagem você gostaria de enviar aos fãs de Chaves e Chapolin que estão comemorando os 30 anos das séries no Brasil?
Muito obrigado por permitir que nosso trabalho faça parte da sua vida por tanto tempo. Muito obrigado por passar esse carinho de geração em geração. Temos fãs de oitenta e tantos anos, de apenas vinte e seis e até bebezinhos que já se vestem como os personagens. Muito obrigado de coração e desfrutem de tudo isso que fizemos com muito esforço, dedicação e, principalmente, com muito amor. Vejo vocês em dezembro na Comic Con Experience para comemorarmos juntos!

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 17:00 
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Chaves e Chapolin não seriam esse sucesso enorme de público há 30 anos se não tivessem uma dublagem que transmitisse de forma brilhante os textos de Chespirito. Felizmente, as séries tiveram a sorte de contar com verdadeiros gênios na dublagem brasileira, que deram não apenas um toque certeiro ao programa, como também uma verve única que mantém as séries no imaginário popular há tanto tempo.

Chaves e Chapolin foram dublados na MAGA, cooperativa dirigida pelo ator e dublador Marcelo Gastaldi, falecido em 1995. Durante dez anos, o elenco da MAGA dublou as séries de Chespirito, com o seguinte elenco:

- Marcelo Gastaldi (Roberto Gómez Bolaños)
- Nelson Machado (Carlos Villagrán)
- Marta Volpiani (Florinda Meza)
- Carlos Seidl (Ramón Valdés)
- Sandra Mara Azevedo (até 1988) e Cecília Lemes (depois de 1988) (Maria Antonieta de las Nieves)
- Helena Samara (Angelines Fernández)
- Mário Vilela (Edgar Vivar)
- Potiguara Lopes (1984) e Osmiro Campos (depois de 1984) (Rubén Aguirre)

Além de vários outros dubladores que fizeram diversos personagens.

Posteriormente, com outras séries de Chespirito e outras mídias, novos dubladores foram se somando ao grande elenco de vozes que já passaram por CH. Somente Chaves teve mais quatro dubladores desde então: Sérgio Galvão (Chespirito/BKS), Cassiano Ricardo (Clube do Chaves/Gota Mágica), Tatá Guarnieri (Amazonas Filmes/Gábia e Chaves Animado) e Daniel Müller (Chaves e Chaves Animado/Riosound). Apenas uma dubladora fez as vozes de uma única atriz: Marta Volpiani, que dublou Florinda Meza em absolutamente todas as séries até hoje.

O elenco completo de dublagem das séries de Chespirito no Brasil está aqui: http://forumchaves.com.br/portal/dublagem/

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Márcio Gastaldi: Eu ia com o meu pai aos estúdios de dublagem do SBT

Márcio é um dos filhos de Marcelo Gastaldi, a eterna voz de Chaves e Chapolin no Brasil. Hoje com 34 anos, engenheiro eletrônico e pesquisador em astrofísica, Márcio conta um pouco sobre suas recordações do pai e o orgulho de vê-lo ainda tão idolatrado pelos fãs brasileiros.

Você costuma assistir ao Chaves e Chapolin?
Quase não vejo TV, mas quando vejo, gosto de assistir Chaves e Chapolin, sim. Acho bem engraçado, principalmente os episódios do Chapolin com o Alma-Negra, o Tripa-Seca, o Quase-Nada, o Rasga-Bucho, o bebê Jupiteriano.

Chaves e Chapolin estão completando 30 anos no Brasil. Um dos motivos apontados pelo sucesso há tanto tempo é a dublagem, comandada pelo Marcelo Gastaldi. Como você se sente sem relação a isso?
Muito orgulhoso.

O seu pai é considerado por muitos fãs de Chaves como um "gênio" da dublagem. Como é o sentimento de vê-lo ser tão idolatrado até hoje?
Todos nós ficamos contentes e orgulhosos disso.

Em 2005 você participou com sua mãe e seus irmãos do Festival da Boa Vizinhança, onde o Marcelo foi homenageado. Como foi aquele momento para você e sua família?
Foi muito emocionante por dois motivos. Primeiro, ver as fotos do meu pai com fundo musical "In my life" dos Beatles, foi muito bacana. Meu pai sempre foi super fã dos Beatles e eu aprendi isso com ele. Segundo, por ver o carinho dos fãs pelo trabalho que ele fez.

Que lembranças você tem de seu pai relacionada a Chaves? Você chegou a acompanhá-lo algum dia nos estúdios de dublagens?
Me lembro como se fosse ontem sobre um evento de quando eu tinha uns 4 anos. eu estava tomando banho em uma banheirinha, meu pai chegou em casa e me disse alguma coisa que me deixou mega entusiasmado e eu reagi como o Chaves com o zás-zás, sabe? rsrs. Nessa época o Chaves ainda não havia começado a ser exibido e ele disse pra mim e pra minha mãe que ele estava trabalhando numa série que tinha um menino que fazia bem do jeito que eu tinha acabado de fazer quando estava muito animado. Eu ia bastante com o meu pai aos estúdios de dublagem do SBT na Vila Guilherme. Me lembro muito dos estudios, do ar condicionado, das mesas de controle, de encontrar outros dubladores por ali, e personagens como o Bozo, a Vovó Mafalda, o Carlos Alberto de Nóbrega, nas outras dependências do SBT.

Hoje, o que significam Chaves e Chapolin em sua vida?
Chaves e Chapolin simbolizam pra mim muitas coisas boas. Me fazem lembrar do meu pai, do meu tempo de criança... Tempos fantásticos que me fazem sentir uma enorme gratidão. Chaves e Chapolin mostram o tipo de humor que eu mais me identifico... Um tipo de humor inocente, sem maldade. Se está no ar a tanto tempo e tanta gente gosta, mostra que as pessoas ainda têm pelo menos um pouco disso dentro de si. Isso é bom sinal e equilibra um pouco quando ficamos tristes por ver tanta maldade e banalização no nosso país.

Carlos Seidl, dublador do Seu Madruga: "o elenco foi muito bem escolhido"

No próximo dia 24, Chaves e Chapolin completam 30 anos de sua estreia no Brasil. Depois de tanto tempo, as séries ainda são um enorme sucesso no país. Como explicar todo este sucesso?
Acho que é uma série que passa de pai para filho, acontece que não existe nada parecido para substituir, com o mesmo tipo de humor. É tudo muito simples, adultos fazendo uma critica do comportamento infantil e também do adulto.

A dublagem é considerada uma das peças fundamentais para o sucesso das séries no Brasil, sendo elogiada por todos os fãs. Como você avalia isso?
Acho sinceramente que a dublagem deu um colorido nos personagens, que tiveram suas características bem acentuadas sem cair no caricato, foi tudo na medida certa. E o elenco foi muito bem escolhido.

Olhando para o passado, no período em que a Maga dublou as séries, você tem alguma recordação especial relacionada a Chaves e Chapolin?
Foi um trabalho de conjunto muito legal, embora na hora de gravar cada um fizesse a sua parte separadamente. Varias baixas no elenco dão um tom de nostalgia ao falar daquela época. A gente se divertia muito e tinha chance de improvisar, enfim foi um trabalho muito prazeroso e criativo.

Sandra Mara Azevedo, dubladora da Chiquinha: "foi um momento muito bom da minha vida"

No próximo dia 24, Chaves e Chapolin completam 30 anos de sua estreia no Brasil. Depois de tanto tempo, as séries ainda são um enorme sucesso no país. Como explicar todo este sucesso?
Eu tenho quase certeza que o motivo maior do sucesso, é a concepção do Roberto Gómez Bolaños, não à toa chamado de "Chespirito"("pequeno Shakespeare"), pois os personagens são criados a semelhança de todos os arquétipos do "Homem", e portanto, em cada estória podemos apreciar o bom e ruim que existe em toda a raça humana com humor e leveza.

A dublagem é considerada uma das peças fundamentais para o sucesso das séries no Brasil, sendo elogiada por todos os fãs. Como você avalia isso?
Este é mesmo um fato a se apreciar pois além da escolha de vozes que mais se identificavam com o caráter apresentados em cada personagem, as versões sempre primavam pela "fidelidade" ao que se dizia no original, porém colocando o nosso contexto brasileiro, sem cair na piada fácil dos palavrões ou expressões pejorativas. É a máscara da "comédia" e "tragédia" pura, sem interferência do humano rotineiro.

Olhando para o passado, no período em que a Maga dublou as séries, você tem alguma recordação especial relacionada a Chaves e Chapolin?
Na verdade foi um momento muito bom da minha vida, cheio de coisas novas acontecendo,uma carreira que começava a se firmar, então tenho muito carinho por este período porque foi profundamente marcante prá mim

Como você se sente hoje, sendo tão idolatrada pelos fãs, por ser a dubladora da Chiquinha?
Eu sou profundamente agradecida a todos singularmente pois é este carinho e reconhecimento que nos faz entender o quanto o que fizemos marcou e marca a vida de tanta gente!Adoro o Bolaños, acho ele um gênio e sou agradecida por participar de um "pedacinho" da grandiosa obra dele.

O que significa a Chiquinha na sua vida?
É um privilégio! Um momento da televisão brasileira que fica prá história!

Cecília Lemes, dubladora da Chiquinha: "a Chiquinha que me tornou mais conhecida do público"

No próximo dia 24, Chaves e Chapolin completam 30 anos de sua estreia no Brasil. Depois de tanto tempo, as séries ainda são um enorme sucesso no país. Como explicar todo este sucesso?
O seriado Chaves é atemporal, é por isso que ele "não sai de moda". A simplicidade crítica de seus personagens cabem em muitas situações do cotidiano, então as pessoas se identificam com as situações criadas para o seriado pelo genial Roberto Bolaños. Eu penso que é por isso que faz tanto sucesso até hoje.

A dublagem é considerada uma das peças fundamentais para o sucesso das séries no Brasil, sendo elogiada por todos os fãs. Como você avalia isso?
É verdade. A dublagem exerce uma influência decisiva para o sucesso das séries. Uma dublagem bem feita, e todos achamos que a dublagem do seriado Chaves foi muito bem feita, é sempre elogiada. É um reconhecimento importante para todos nós, dubladores.

Olhando para o passado, no período em que a Maga dublou as séries, você tem alguma recordação especial relacionada a Chaves e Chapolin?
Aquela foi uma época muito gostosa, que me traz como maior recordação o convívio com o Marcelo Gastaldi. Ele curtia muito a série, incorporava o personagem sempre. Teve uma vez em que eu fiquei um tempo sozinha no estúdio para continuar a gravação e como o técnico de som e o Marcelo, que estava dirigindo a dublagem, não apareciam, eu disse: Oh, e agora, quem poderá me defender? E ai de repente, entra no estúdio o Marcelo gritando: Eu....o Chapolin Colorado!!! Claro que eu levei o maior susto, mas rimos muito. Puxa, que saudade dele.

Como você se sente hoje, sendo tão idolatrada pelos fãs, por ser a dubladora da Chiquinha?
Foi um enorme privilégio ter dublado as personagens da Maria Antonieta De Las Nieves, uma atriz tão talentosa e uma pessoa tão doce, de quem nunca vou esquecer, e eu me sinto muito feliz com o carinho dos fãs. Essa é a maior motivação que um artista pode ter.

O que significa a Chiquinha na sua vida?
Eu dublei muitas, mas muitas personagens, entretanto foi a Chiquinha que me tornou mais conhecida do público. A Chiquinha foi quem me proporcionou a oportunidade de conhecer muitas pessoas, participar de muitos eventos e com isso me aproximar de todos os fãs e poder dizer o quanto são importantes para mim. Cada gesto de carinho que eu recebo é uma coroação do meu trabalho.

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 17:21 
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Parte fundamental do sucesso de Chaves e Chapolin no Brasil é também a Televisa, que enviou as séries para o SBT junto com suas novelas, apesar do canal até então querer apenas nos dramas mexicanos.

Hoje, a Televisa atua junto com o SBT no licenciamento de produtos das marcas de Chaves e Chapolin, além de cooperarem em ações como o Show do Chaves Animado, que esteve no país em 2011 e 2012, e América Celebra a Chespirito, grande homenagem realizada pela Televisa a Roberto Gómez Bolaños.

Em entrevista para o Fórum Chaves, a diretora da Televisa Consumer & Products, Maca Rotter, fala um pouco sobre os 30 anos de Chaves e Chapolin por aqui:

Chaves e Chapolin completam 30 anos de Brasil e, até hoje, segue com enorme êxito em nosso país. Como explicar todo esse sucesso no Brasil?
Oxalá pudéssemos explicar o êxito dos personagens de Roberto Gómez Bolaños no mundo hispânico, não só no Brasil. Sem dúvida é um dos [países] mais grandes pelo carinho e pelo tamanho. Chespirito sempre expressou um profundo carinho pelos brasleiros, mas sobretudo seu agradecimento por tantos anos de respeito e entrega para com seu trabalho. O êxito de sua obra é sem dúvida baseado na constância de cada um dos seus personagens, a continuidade de todas as suas histórias e o profundo respeito por cada um dos programas que fez, isto sem dúvida se vê refletido em cada conteúdo neste idioma. Isso deu uma permanência única na região e se existisse uma fórmula para isso, o repetiríamos, mas não há. É um trabalho único feito pela cabeça e pelo coração de um gênio.

O que significa hoje o Brasil para Televisa, a respeito dos seriados de Chespirito?
Para Televisa, Brasil significa crescimento, oportunidade, força e desafios. Temos trabalhado muitos anos junto com o SBT para poder levar todos os produtos desenvolvidos no México para o Brasil, não só o conteúdo, mas os produtos e promoções que no México cresceram muito e no mercado hispânico dos Estados Unidos. Acreditamos que ainda estamos longe de alcançar uma meta digna de um produto como Chaves e Chapolin, mas não deixaremos de nos esforçarmos e trabalhar por nossas marcas.

Há planos de novos produtos ou ações no Brasil?
A cada ano haverá coisas novas e novos produtos, todos pela mão do SBT. Hoje o mais importante é o seriado em animação do Chapolin Colorado, que se encontra em produção e que estreará em 2015. Ainda não está definida a data [de estreia], mas sem dúvida estreará no Brasil, assim como que no resto da América Latina.

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 18:58 
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Os fãs de Chaves e Chapolin são, talvez, a parte mais importante dessa rica história de 30 anos de sucesso. Sem um público fiel, que se renova a cada ano, dificilmente as séries teriam permanecido com tanta força até hoje no país.

Nessa história de 30 anos, os fãs começaram a marcar presença mais forte no final da década de 1990. Com a popularização crescente da internet, foram surgindo os primeiros sites sobre Chaves e Chapolin, reunindo informações ainda escassas sobre os nossos seriados preferidos. Com a grande oferta de servidores gratuitos, sites simples foram pipocando às dezenas, reunindo muitos fanáticos.

Através desses espaços, os fãs foram formando redes de colaboração, trocando informações, experiências e também criando amizades, ainda que apenas pela internet. Nesse período, surgiram também os primeiros fóruns e listas de discussões sobre Chaves e Chapolin. A partir daí, se estabeleceu o que é hoje conhecido pelos fãs como o "Meio CH", que congrega todos os sites e espaços destinados a discutir e informar sobre as obras de Chespirito, além de conhecer outras pessoas que compartilham dessa mesma paixão.

Em 2000, essa união de fanáticos rendeu seus primeiros frutos. O Chapolin saiu do ar no SBT, o que causou revolta entre os chavesmaníacos. Organizados pelos fãs Gustavo Berriel e Bruno Pires, surge o "Volta Chapolin", primeiro movimento encabeçado por fãs de Chaves e Chapolin. A iniciativa teve êxito. As caixas de e-mail do SBT ficaram sobrecarregadas com tantas mensagens pedindo a volta do Vermelhinho, o que aconteceu algum tempo depois. Outros movimentos nesse mesmo sentido aconteceram depois disso. O mais relevante foi, sem dúvida, o que ocorreu em 2005. Nesse ano, o SBT anunciou que abriria mão dos direitos de Chaves e Chapolin, que iriam parar em outra emissora. A ação dos fãs foi tamanha que chegou a ser notícia em jornais de outros países, como o México. Mais uma vez, sucesso: o SBT renovou os direitos das séries. Recentemente, iniciativas como essas tiveram até mesmo o apoio de atores de Chaves, como em 2012, quando o Volta Chapolin teve a colaboração de Rubén Aguirre, Edgar Vivar e Chespirito.

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No ano de 2002, surge um dos principais representantes dos fãs de Chaves no Brasil: o Fã-Clube Chespirito-Brasil. Criado por Gustavo Berriel, era inicialmente restrito a uma lista de discussão por e-mail. Em pouco tempo, o FC já vinha atuando em ações pela chavesmania no Brasil. Em 2004, o fã-clube realizou os primeiros eventos de fãs de Chaves, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, fez o primeiro "Festival da Boa Vizinhança", em São Paulo, que reuniu mais de 5.000 pessoas. Além disso, colaborou na adaptação e tradução dos episódios de CH para os DVDs da Amazonas Filmes. Em 2010, o grupo abriu as portas do Brasil aos atores de Chaves novamente, ao trazer Edgar Vivar e Carlos Villagrán para o segundo FBV. Realizado em São Paulo, foi o maior evento de fãs de Chaves da história, com mais de dez mil participantes de todas as partes do país.

Em 2009, surge mais uma grande força dos fãs: o Fórum Chaves, atualmente o maior espaço de discussão sobre Chespirito no mundo e maior portal da América do Sul. Nos últimos anos, o FCH tem atuado em diversas iniciativas para difundir a chavesmania no país, como apoio aos shows, promoções, além de produzir e distribuir conhecimento CH.

Pelas redes sociais, foram surgindo mais e mais espaços em que os fãs se conhecem, confraternizam e criam círculos de amizades. Há ainda hoje vários sites que seguem no trabalho para organizar a história das séries no país e no mundo.

É impossível dizer quantos fãs de Chaves existem no Brasil. Mas é fato reconhecido por todos que o Brasil é o país que mais tem fanáticos pelas séries em todo o mundo. Não à toa, os produtos lançados no Brasil com a marca Chaves seguem sucesso de público; os shows dos atores levam centenas e até milhares de fãs para teatros e casas de shows; e Chaves prossegue com boa audiência no SBT, apesar da queda que vem afetando a todas as emissoras.

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Karen Moreira, fã cega: "Chaves é o melhor seriado que já existiu"

O Fórum Chaves entrevistou a fã Karen Cristina Moreira. Com 34 anos e vivendo em São José dos Campos, ela perdeu a visão aos 11 anos, após ter catarata e descolamento da retina. Isso, no entanto, não a impede de seguir sendo uma fanática por Chaves e Chapolin

Você acompanhava Chaves antes de perder a visão? Se sim, desde que idade? Quais são suas lembranças de quando podia ver a série?
Comecei a acompanhar o seriado Chaves mais ou menos em 1986 e nessa época ainda enxergava. Lembro-me de que passava as, se não me engano, 20:30 no SBT e nesse tempo assistia em branco e preto pois era a única televisão que tínhamos. Eu estava com 6 anos e nunca me esquecia do "giro" que o Seu Madruga dava quando levava um tapa da Dona Florinda.

Hoje em dia, como você costuma acompanhar Chaves? Pelo SBT mesmo?
Atualmente acompanho o Chaves pelo SBT e as vezes pelo TBS.

Você assiste ao Chaves com a audiodescrição? Como é a experiência?
Pra ser sincera, já tentei assistir ao Chaves com audiodescrição mas não gostei muito não. No meu caso, como cheguei a assistir ao Chaves quando enxergava, lembro-me da maioria dos episódios e a audiodescrição me atrapalhava um pouco; talvez seja falta de costume com a audiodescrição.

Qual o seu personagem preferido?
É uma briga boa pois poderia dizer mais de um personagem. Porém, o que tá mais em alta pra mim é o Seu Madruga.

Qual seu episódio favorito?
R.: Aí a briga fica mais difícil ainda. Mas citarei três episódios: O Aniversário do Seu Madruga; O episódio de Acapuco e aquele que o Seu Barriga se finge de morto pra assustar o Chaves. Ah, também aquele em que o Chaves, Kiko e Chiquinha têm que entregar o jornal na casa da Dona Clotilde e ficam imaginando coisas. mas, se tiver que colocar um só, podem colocar o Aniversário do Seu Madruga.

O que Chaves significa para você?
R.: Hoje quando assisto o seriado Chaves, volto à minha infância; ainda dou risadas e risadas com os episódios. Cheguei a chorar quando o Kiko veio ao Brasil no programa do Ratinho em 2010. Para mim, mesmo com as pancadas do Seu Madruga no Chaves, dos tapas da Dona Florinda no seu Madruga, acredito ser um seriado sem maldades e com muita simplicidades pois retratava, de certa forma, a vida de muitas pessoas. É para mim o melhor seriado que já existiu e continuará existindo.

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O que significam os 30 anos de Chaves e Chapolin para você? Fãs de todo o país respondem

O Fórum Chaves convidou fãs de todos os estados do país para falar sobre os 30 anos de Chaves e Chapolin no Brasil. Confira o depoimento de cada um:
(clique no spoiler para ler)

ACRE
Felipe da Silva Almeida, estudante de direito. Tem 20 anos e vive em Rio Branco. Assiste às séries desde os 7 anos.

O sucesso que Chaves e Chapolin têm até hoje é um reflexo de que o humor inocente ainda tem chance na vida dos brasileiros, porque podemos ver que não é só com adultos, mas os pais têm o orgulho de apresentar esses programas para seus filhos que estão chegando ao mundo. Sempre gostei dos programas, todos os dias assisto, se não assistir pela televisão, assisto pela internet. Esses programas fazem parte da minha vida, tenho bonecos de pelúcia, caderno, fantasias, DVDs, tenho músicas instrumentais do Chaves como toque de celular. Então, posso dizer que sou um chavesmaníaco. Não importa a idade que eu tiver, sempre estarei com o Chaves e Chapolin na minha vida, todos os meus amigos sabem do meu gosto e tanto que às vezes quando alguns vêem frases no Facebook ou postagens em relação à série, eles me marcam. Sou feliz por conhecer esse humor, e feliz mais ainda quando uma geração na minha casa se reúne para assistir aos episódios, minha mãe, minhas irmãs, meus sobrinhos... Então, como disse anteriormente, a geração Chaves e Chapolin nunca vai parar.

ALAGOAS
Ludmilla Silva Brandão, turismóloga. Tem 23 anos e vive em Maceió. Assiste às séries desde os 5 anos.

Representa que as histórias de Chaves e Chapolin, criadas por Roberto Gomez Bolaños agradou e ainda agrada todas as idades, por serem histórias relativamente simples com personagens cativantes com um humor inocente, que é responsável pelo Longevo sucesso. E que por fim, fazem parte de uma fase importante na vida que começou principalmente na infância e entraram consequentemente coração das pessoas que assistiram. A minha relação de Chaves e Chapolin é de amizade e felicidade. Tantas vezes eu ia assistir triste ou não, esperava ansiosamente criança pela a hora que ia começar chaves para me alegrar e me entreter, lembro que acordava de manha no final de semana para assistir, pois o Chapolin começava pelo que me lembro num Domingo na época em que eu comecei a curtir. Hoje em Dia, não assisto como antes. Mas sempre em que estou triste ou desanimada com a vida, assistir Chaves e Chapolin ainda me faz ter esperanças na vida de que tudo vai da certo e ainda me faz da gargalhas tanto quando eu era criança.

AMAPÁ
Vitor Pingarilho, estudante. Tem 22 anos e vive em Macapá. Assiste às séries "desde que me entendo por gente".

Sempre adorei a série, de vez em quando na hora do almoço ainda assisto no youtube quando nao passa na tv aberta. Meu avô inclusive ama o Seu Madruga e ainda devo pra ele uma camisa com o mesmo nela estampada. Sempre me interessei por dublagem e até tenho como amigo no face o dublador do kiko, o memoravel Nelson Machado. Sei que chaves é um humor pacato e encantador que atravessa geracoes. E espero que a serie continue sendo reprisada indefinidamente.

BAHIA
Bruno Batista, bibliotecário. Tem 27 anos e vive em Salvador. Assiste às séries desde "muito pequeno".

Isso é muito bom, porque para um seriado latino antigo estar no ar por tantos anos, em plena época de acesso ilimitado a mídias digitais e novos conteúdos, precisa ter um valor inestimável, não só para os telespectadores, como também para o mercado televisivo.
Ultimamente tenho acompanhado pouco de perto o que acontece no meio CH, mas procuro me manter antenado sempre que possível. Espero um dia poder ir para algum show dos nossos ídolos que graças a Deus elegeram o Brasil como mais uma de suas praças. Espero também que o SBT exiba mais tesouros com a dublagem MAGA, principalmente aqueles episódios que só eles têm.

CEARÁ
Jônatas Holanda, professor de espanhol. Tem 27 anos e vive em Fortaleza. Assiste às séries "desde sempre".

Como fã da serie fico feliz por 30 anos que a serie esta fazendo no Brasil. Mas por mais que a diferença seja apenas de 12 anos, já que no México fazem 42 , ainda tem muito material Ch que ainda não vimos. E espero que nos próximos 30 anos possamos ver na nossa TV!

DISTRITO FEDERAL
Eduardo Gomes Freire, professor. Tem 18 anos e vive em Taguatinga. Assiste às séries desde os 4 anos.

Acredito que Chaves e Chapolin são séries que conseguiram vencer o tempo através de piadas simples. Uma série que começou a tomar o conhecimento do público brasileiro em 1984 e que mesmo depois de 30 anos consegue ter um público fiel e que ama a tudo que seja relacionado à série, público esse que assiste várias vezes os mesmos episódios, prevendo as falas e ainda assim conseguindo dar risadas das trapalhadas desse garoto que conseguiu conquistar o coração de todos os brasileiros. Minha relação como fã se inicia a partir do momento que eu começo a ter internet em casa, com mais ou menos 9 anos. Uma vez me falaram sobre coisas do universo CH que até então pra mim eram desconhecidas. Através de algumas pesquisas eu pude começar a entender e aprender um pouco sobre todas as coisas que o rodeiam as séries de Chespirito. Sempre que posso eu ainda assisto ao Chaves no SBT e não deixo de dar boas risadas com as piadas feitas por um elenco composto de pessoas das quais eu considero mitos da comédia. Parabéns, Chavinho!

ESPÍRITO SANTO
Jayme Lyrio, contabilista. Tem 26 anos e vive em Vitória. Assiste às séries desde os 4 anos.

Minha relação com Chaves e Chapolin é muito intensa, uso bordões da série comumente na minha vida social, profissional e estudantil. Como por exemplo: "É você satanás?" , "É culpa dos energéticos", "Não brinque com ele tesouro, para isso você tem a sua bola." "Então não me deixe ganhar outra guerra hein?" "São as Pérolas" "Estava fechado né?".. dentre outras frases de impacto do Seriado. Inclusive o meu filho se chamará Ramón em homenagem a Don Ramón.

GOIÁS
Bruna Noronha do Prado, estudante de medicina. Tem 21 anos e é de Uruana. Assiste às séries "desde sempre".

Bom, 30 anos de exibição no Brasil, bastante tempo, eu nem existia nessa época. Isso representa muito mais do que vários anos de programa, mas vários anos de total desprendimento das coisas mundanas durante alguma meia hora.. Roberto Bolaños não é conhecido como Chespirito atoa, ele é um gênio da comédia e do entretenimento. Não só em Chaves e Chapolin, mas como nos diversos outros programas que ele criou. Li sua bibliografia, já o admirava antes, depois disso passei a admirá-lo ainda mais.! A minha relação com Chaves e Chapolin chega a ser até engraçada, todos conhecem o grande amor que sinto por essas séries, e tudo o que envolve isto, eu sou avisada. Seja por uma foto, um boneco, uma exposição, qualquer coisa que tem a ver, sempre vem alguém me avisar. Como não amar esses programas? Como "não ter paciência" com o pequeno Chaves? Ou como não contar com a "astúcia" do Chapolin? Meus dias são bem apertados, sempre tenho aula cedo, hospital a tarde, tanta coisa pra fazer e estudar.. Mas eled não se completam se, nem que seja pela internet, eu assistir um capítulo de Chaves ou Chapolin. Quando trabalhei, como voluntária, em um hospital que tratava de crianças com câncer, visitei um pequeno garoto que tomava café em seu quarto, quando cheguei, o que ele assistia? Chaves! Domingo cedo. Não conseguia acreditar. Ele devia ter em torno de 8 anos de idade. Estava sem cabelo, com soro no braço. Mas parecia que nada disso o importava enquanto seus olhos brilhavam ao assistir a TV. Me sentei ao seu lado. Assisti um pouco, dei um beijo nele e fui embora. Não podia ficar muito pq tinha outras crianças pra visitar. Mas foi incrível ver como o pequeno Chaves podia fazer uma criança, que infelizmente estava bem doente, esquecer um pouco de sua dor. Assim como eu esquecia de todos os meus problemas quando assisto todos os dias. E da mesma forma como faz com que várias pessoas se sintam bem melhor mesmo com tantas adversidade no dia. Nessas férias, quando, enfim, voltei pra casa, me surpreendi com meu irmão me chamando em seu quarto e me perguntando que que eu achava se ele baixasse todas as temporadas de Chaves pra mim. Fiquei surpresa na hora. Muito. Não conseguia acreditar! Ele quase não faz nada por mim. Sério. Mas quando se trata de Chaves, ele é meu parceiro! Hahaha
Enfim, minha relação de fã se baseia em pequenos gestos que o amor por essas séries me proporciona, além de claro, sempre dar uma boa risada com eles. Ri nos faz liberar um hormônio conhecido como endorfina, ele é o responsável pelo prazer e bom humor. Isso Chaves e Chapolin me proporciona. E quero, sempre, proporcionar aos meus futuros pacientes.


MARANHÃO
Vangessyca Silva, estudante. Tem 22 anos e vive em São Luís. Assiste às séries "desde o início da minha infância".

Tentar explicar sobre o que os seriados Chaves e Chapolin representam na minha vida é complicado, isso por que falar de algo que me marcou tanto e que continua marcando é como tentar explicar sobre a minha vida. Mesmo sendo 30 anos de exibição, representando inúmeras gerações de crianças, jovens e os adultos, os assuntos apresentados continuam sendo atuais em seus debates, simplesmente por serem demonstrados de forma natural ao público sem apelações. A minha relação é de eterna fã, sendo ou não transmitido no SBT, continuarei sendo viciada e fã de todos os episódios, isso por que assistir Chaves e Chapolin é ver "[...] a juventude que nunca morrerá !!! [...]"

MATO GROSSO
Gian Franco Baldo, policial civil. Tem 31 anos e vive em Cuiabá. Assiste às séries desde 1991.

Pra mim, Chaves e Chapolin tem uma importância incrível, pois desde muito pequeno acompanho essa turma. Conheci Chaves em uma viagem de férias que fiz a casa da minha vó, quando tinha 10 anos. Ela reside em Esteio-RS e lá o programa já era transmitido. Como eu morava em Cuiabá MT, o programa foi pra mim uma novidade, já que na minha cidade não tinha retransmissora do SBT. O problema foi que tive que esperar muito ate o SBT passar a ser transmitido aqui, e quando veio foi a melhor coisa pra mim e para os milhares de fãs da minha cidade. Pude acompanhar os programas e confesso que a partir de então não deixei de vê-los por nada. Hoje, mais velho, ainda paro tudo o que faço para assisti-los, mesmo já sabendo o que advém em cada episódio. Quando vejo que hoje, meu sobrinho com 11 anos já se vê viciado na turma da vila, comprando DVDs e acompanhando tudo deles, me da um orgulho enorme de ter apresentado a série pra ele... Hoje, digo com toda segurança, que muito do meu humor advém do que aprendi com a turma da vila, um humor simples, inteligente e que nos faz pensar que a vida pode ser muito melhor, rindo das situações que ela nos impõe.

MATO GROSSO DO SUL
Aline Otsuka, estudante. Tem 21 anos e vive em Campo Grande. Assiste às séries desde que "me entendo por gente".

Como fã, me sinto muito orgulhosa e feliz com esse sucesso tão prolongado das séries no Brasil, onde acredito que está grande parte dos fãs mais calorosos. Acredito que a causa, motivo, razão ou circunstância desse sucesso todo é que, apesar de serem produções antigas com pouca tecnologia, recursos ou verba são baseadas em enredos inteligentes e bem estruturados que resultamem um humor simples e ingênuo, não esquecendo dos atores muito preparados com suas personagens caricatas inesquecíveis. Outra questão interessante é que ainda é possível se extrair das séries valores morais e lições de vida como a de amar seus amigos e também os inimigos, em Chaves, e a oportunidade de conhecer clássicos literários nos quais se baseiam vários dos episódios de Chapolin, como Romeu e Julieta, Dom Quixote, Napoleão etc. Além disso, as situações vividas tanto em Chaves quanto em Chapolin são universais e nunca deixam de ser atuais, quem nunca viveu alguma delas como, por exemplo, ter que carregar baldes e baldes de água durante uma falta d’água ou até mesmo levar vários sustos ao passar a noite em uma suposta “casa mal-assombrada”? Quem nunca decorou sequer um dos ditados confusos do Chapolin ou dos bordões de alguma personagem da vila?É incrível como essas séries, mesmo sendo reprisadas centenas de vezes, sempre conseguem arrancar risos desde as crianças mais novas até algum velho rabugento que acaba não resistindo. Pessoalmente, como uma boa chespiritomaníaca, quero dizer que admiro muito o tão querido Roberto Gómez Bolaños, grande a(u)tor e um dos maiores gênios que a televisão já conheceu, e todos os seus colegas de trabalho e equipe que contribuíram para a produção e humanização dos nossos ídolos, cada um com seus valores e princípios, o que possibilita que qualquer pessoa possa se identificar com algum deles. Hoje em dia, o que sinto ao assistir Chaves e Chapolin é o prazer de saber que os anos podem ter passado mas a minha criança interior está viva e explode de alegria toda vez que vê seus “velhos amigos”, quase “da família” em cena. Essa é a mágica que Chespirito nos proporciona com o seu trabalho, a de saber que a nossa juventude nunca morrerá. Por fim, espero sinceramente que esses mitos da televisão humorística continuem no ar por muitississíssimos anos trazendo alegria para os fãs antigos e para as novas gerações deles com suas histórias e personagens que viveram, vivem e viverão eternamente nas lembranças de milhões de telespectadores pelo mundo todo... Porque todo esse sucesso não foi sem querer querendo!

MINAS GERAIS
Thiago Louzada, empresário. Tem 29 anos e assiste às séries "desde sua primeira exibição".

Pra mim fã de qualquer coisa que Chespirito tenha feito é um orgulho que mesmo depois de três décadas, CH ainda esteja sendo exibido mantendo bons índices de audiência, como novos admiradores e assim mantendo aceso o nome CH no Brasil. Eu mantive um site sobre Chespirito e suas obras desde 2001 até o início desse ano, com o tempo cada vez mais escasso tive que dar um tempo, coleciono qualquer item relacionado a série, viajei para o Rio duas vezes para ver o Quico e outra para ver a Chiquinha. Conheci ambos, tirei fotos. Fui recebido pelo Edgar Vivar em um hotel em Belo Horizonte, a convite dele por ligação. Infiltrei na alterosa como produtor só para conhecê-lo em sua primeira passagem por aqui. E pretendo fazer mais algumas loucuras. VIVA CH !

PARÁ
Caroline Campos, assistente de RH. Tem 30 anos e vive em Belém. Assiste às séries desde "que me entendo por gente".

Falar de 30 anos de Chaves no Brasil é falar um pouco da minha história. Não sei exatamente em que momento assisti pela primeira vez, pois deveria ser um bebê. Meus irmãos e eu, assistíamos, religiosamente e depois brincávamos com os coleguinhas de 'Vila do Chaves' e sempre escolhia ser a Chiquinha, minha personagem predileta, juntamente com o Seu Madruga. Tive vários brinquedos inspirados na série, mas o predileto eram os óculos do Chaves, com aqueles canudos, onde a criançada passava o dia tomando água ou suco. Nossa, era simplesmente demais! Eu adorava! O Chaves é mais que um seriado para mim, pois ele me acompanha durante toda minha vida, e foi uma das minhas primeiras janelas para ter noção de tamanho do mundo, de culturas que apesar de diferentes, tem inúmeras semelhanças. Através do seriado, ainda criança, comecei a me interessar pela cultura latino americana, representada pelo México. Sou muito fã de novelas, filmes, seriados e músicas mexicanas. Criou-se um amor incondicional que chego a torcer pela seleção mexicana, depois da brasileira (e sim, amei ver a torcida vestida como os personagens e também todas as ‘zoeras’ que rolaram na internet) E por isso um dos meus maiores sonhos é conhecer o país do Chaves. Sim, porque não importa o que se diga, para mim, o México é a terra do Chespirito. E assim como eu, acredito que todo brasileiro fã da série, também tenha o México no coração. Eu assisto todos os dias (tenho um celular com TV para assistir no carro) tenho diversos brinquedos, tenho fantasia de chiquinha, tenho miniatura de Chapolin na minha mesa de trabalho. Meu chaveiro é o Chaves (brinde do MC Donalds), a foto que mais fui marcada ou mencionada no facebook era aquela das crianças fantasiadas de Chiquinha e Chaves e por ai vai.. Sempre dou as mesmas risadas, e brinco de dublar as falas. É mais que assistir TV, é o momento que me esqueço dos problemas diários e me entrego ao prazer do riso leve, sem conotações ambíguas, ironias e agressões. Os seriados do Chespirito serão sucesso sempre por essa leveza, e pureza, que tanto nos faz falta hoje em dia, e por representar através de seus personagens a sociedade latina americana, que tem traços, mazelas, qualidades em comuns, desde o México até o Brasil, englobando todos os países latinos e também onde a máxima do ‘sorrir, apesar dos pesares’ prevalecer. Em termos de Brasil, poderíamos dizer que é 'Batucar na panela vazia fazendo carnaval'


PARAÍBA
Táyra Gil de Andrade, atriz. Tem 26 anos e vive em Campina Grande. Assiste às séries "desde que tenho memória".

Pra mim, esses 30 anos no ar só confirmam o que nós já sabemos: Os personagens e as histórias são atemporais. Vão continuar sendo atuais não importa quantos anos passem. Continuaremos nos emocionando, rindo e nos identificando. Chaves e Chapolin, especialmente em tempos difíceis como os que estamos vivendo no mundo atualmente, de falta de amor ao próximo, guerras, nesse tempo onde as pessoas colocam o dinheiro e o poder em primeiro lugar, nos fazem lembrar dos verdadeiros ingredientes para uma vida feliz: Amor, amizade, alegria, solidariedade, compaixão, perdão. Nos fazem ver o mundo com o olhar inocente de uma criança, nos lembram que somos sempre jovens independente da idade que tenhamos. Que as desavenças com o nosso próximo podem e devem ser perdoadas(assim como os aluguéis atrasados) e nos ensinam que todos podemos ser super heróis, apesar dos nossos medos. Minha relação com as séries é de muito amor. Desde bem pequena assisto e continuo rindo, até hoje, apesar saber decor as histórias e até as falas dos personagens! O que é puro e inocente nunca sai de moda! Os personagens de Chaves e Chapolin são como parte da família brasileira. Cada um de nós certamente pode se identificar com algum deles, ou até mesmo com todos! Com seus defeitos e qualidades! A linguagem dos programas é completamente acessível a todos os públicos sem importar a idade, o país ou a classe social. Quem não gosta de Chaves e Chapolin muito provavelmente é uma pessoa mais triste do que nós, que temos o privilégio de acompanhar e amar essas duas séries há tantos anos. Desejo de coração que as próximas gerações também possam conhecer Chaves e Chapolin! Que venham mais 30, 60, 90 anos de Chaves na TV brasileira! E meu eterno agradecimento ao Sílvio Santos que teve fé nesse sucesso!


PARANÁ
Guilherme Liça, assistente de marketing e comunicação. Tem 20 anos, vive em Curitiba e assiste às séries desde que tinha 1 ou 2 anos.

Chaves e Chapolin fazem parte da minha vida desde quando eu me entendo por gente. Uma das minhas grandes companheiras na infância foi a televisão, e a melhor hora era quando começava o menino do oito ou o Polegar Vermelho. O fato das séries estarem completando 30 anos no Brasil, me surpreende pelas diversas gerações que se divertiram e se divertem com as criações de Chespirito. Lembro que meu avô assistia, meu pai, eu e, agora, meus primos pequenos. O medo que eu tinha, quando criança, de que um dia as séries poderiam sair do ar, hoje é a certeza de que elas continuarão por muito tempo, seja na TV ou na internet, embaladas por novos fãs das novas gerações. Me tornei fã dos seriados pelas dúvidas que pairavam no ar. Quem eram aqueles atores? O que faziam? Por que tanto sucesso? De onde vinha tanta originalidade? Ao buscar respostas, não teve jeito, confirmei a minha admiração pelas séries. Quando olho para trás, fico surpreendido ao ver que aquele menino, que parava tudo que estava fazendo para acompanhar o dia a dia de uma vila ou as aventuras de um herói atrapalhado, hoje, com 20 anos, pode contar que conheceu dois atores daquele universo fantástico. Ao me deparar com Carlos Villagrán e Edgar Vivar a minha frente, os meus olhos só viam o menino sentado, “atento, olhando pra TV”, rindo e aproveitando a melhor época de todas em companhia daqueles personagens.

PERNAMBUCO
Eduardo Monteiro, técnico em edificações. Tem 23 anos e vive em Recife.

Programas que no mundo inteiro já foi líder de audiência por onde foi exibido, se trata de um fenômeno. Sendo fã, obviamente que isso só comprova a tese de que CH é de fato atemporal e vai continuar tendo seu sucesso garantido. Como fã hoje em dia eu confesso que estou bem "farrapeiro" (risos). Mas o que mais me embevece é sempre ser relacionado às séries ou consultado como uma fonte fidedigna de informações por pessoas que apenas gostam do seriado.

RIO DE JANEIRO
Alexandre Cesar, estudante. Tem 19 anos e vive no Rio de Janeiro. Assiste às séries desde os 3 anos.

Chaves e Chapolin, tem um grande significado na minha vida, eu cresci assistindo. As primeiras recordações que tenho das séries foi aos 3 anos, quando ganhei uma VHS do Chaves que na época foram lançadas pela Cosmos Vídeo. Aos 5 anos, eu mesmo ja gravava alguns programas, os primeiros episódios que gravei de Chapolin e Chaves foram "Segurem a minha mão" e "Lavagem Completa". Quando eu era criança, meus amiguinhos tinham como heróis o Batman, Super Homem, Homem aranha, mas o meu era o Chapolin Colorado, que sempre surgia de um modo engraçado e me fazia rir pelas tardes em frente a televisão. Hoje em dia faço faculdade de Radio e TV, e creio que Chaves e Chapolin me influenciarem nessa escolha, pois quando eu estava na frente da televisão, eu queria estar com eles, o tempo todo, era algo magico, e a magia dos programas era a sua simplicidade com que os fatos aconteciam, creio que seja esse a grande formula de Chaves e Chapolin e não é a toa que até hoje ainda fazem sucesso e sempre são lembrados pelos fãs com muito carinho. A minha relação como fã das séries não podia ser melhor, nos últimos tempos tivemos o privilégio de receber Edgar Vivar, Carlos Villagran e Maria Antonieta em terras brasileiras com seus diversos shows e nos dando a oportunidade de estar ali pertinho com eles. Consegui registar esses momentos com Carlos e Maria em seus respectivos shows no Rio através de fotos e videos, que guardarei sempre com muito carinho e com aquela sensação de ter tornado um sonho que um dia pareceu impossivel, em algo real. E espero brevemente registar esses momentos com Edgar, Ruben, Florinda, e claro, com o Mestre Roberto Gomez Bolaños. Desejo as séries uma grande comemoração nesses 30 anos no Brasil e espero que possa durar mais 30 anos de humor, alegria e sucesso.

RIO GRANDE DO NORTE
Pedro Gabriel Morais, estudante. Tem 21 anos e vive em Natal. Assiste às séries "desde muito pequeno".

Os programas do Chespirito representam muito pra mim, são simplesmente as melhores séries de humor da america latina, e sem dúvida são, porque é impossível estar no ar ha mais de 40 anos sem ser um sucesso estrondoso, e isto é um feito UNICO na TV mundial, estamos falando de um produto que atravessa gerações, que meu pai via, meu irmão, eu e agora meus sobrinhos. Me da orgulho ser fã disto e de fazer parte dessa história. Resumindo em palavras, Chespirito para mim é Felicidade, amor e simplicidade. O sucesso é mais do que merecido, não tenho dúvidas que ainda passarão mais vários anos no ar.

RIO GRANDE DO SUL
Johnny Vila, bancário. Tem 28 anos e vive em Alvorada. Assiste às séries desde "o meu início".

Representa a fidelidade de fãs que cresceram ao lado dessa fantástica vizinhança, passando por gerações o legado de um humor atemporal, simples e inocente, um humor que ajudou a formar “caráteres” A genialidade de Chespirito, aliada a um elenco único, tornou capaz a existência de algo que jamais será igualado em termos de entretenimento....onde mesmo ao assistir 20, 30, 40....100 vezes o mesmo capítulo, é como se fosse a primeira vez a cada nova vez.. Chaves e Chapolin remetem à infância, aos bons tempos em que a única preocupação era chegar logo da escola para assistir ao seriado e evitar a fadiga.....Remetem à nostalgia dessas saudosas tardes ao lado da família e amigos, com todos sorrindo a cada episódio assistido.....remetem às lições de humildade e generosidade retratadas através de um humor inocente tão esquecido nos programas atuais....Remetem às grandes amizades construídas e cultivadas em razão desse interesse comum... Ser fã de Chaves e Chapolin é valorizar diariamente estes sentimentos, é dedicar parte do tempo disponível a algo que realmente vale a pena, a simplicidade de um humor inocente, saudável e único.

RONDÔNIA
Victor Gabiatti, personal trainer. Tem 19 anos e vive em Espigão do Oeste. Assiste às séries desde os 3 anos.

Pra mim Chaves e chapolin representa muito. representa a minha infância, é um grande exemplo pois além de ainda me fazer dar risada é um grande exemplo para a sociedade atual. É um seriado aonde não representa maldade alguma e ainda nos mostra grandes lições de vida, e além é claro de nos fazer dar muitas risadas ainda. para mim Seu Madruga é o maior exemplo da série.

RORAIMA
Ailton Furtado, militar. Tem 23 anos e vive em Boa Vista. Assiste às séries desde os 5 anos.

O que as vezes me faz ficar pensativo é como um programa que não tem palavrões e nenhum tipo de bullying consegue nos fazer rir tanto. Chaves é meu programa favorito e posso ate assistir outras series e programas mas chaves não abandono nunca. É um programa cujo toda a família pode assistir tranquilamente desde o filho mais novo ao avó pois o mesmo consegue divertir a todos.

SANTA CATARINA
Taíse Zapellini, estudante. Tem 23 anos e vive em Itajaí. Assiste às séries desde os 5 anos.

Sentimento sem explicação. Apesar de ter 30 anos Chaves e Chapolin ainda continuam conquistando fãs pelo mundo todo. Um programa simples que consegue cativar desde crianças até idosos. Enfim é um programa que vai passando de geração a geração. Minha relação como fã de Chaves e Chapolin é assistir a série Chaves sempre que posso e também sempre me manter atualizada sobre a vida dos Ex integrantes das séries.

SÃO PAULO
Danny Sequia, estudante de jornalismo. Tem 21 anos e vive em São Paulo. Assiste às séries "desde pequena".

Sempre admirei a forma como Chespirito tratava suas séries. Sempre foi um humor inocente, puro, com ensinamentos. Com Chaves aprendi a compartilhar as coisas, a amar os inimigos, a não me misturar com a gentalha, a levar sempre um sorriso franco e espontâneo no rosto, entre tantos outros. Minha relação como fã de Chaves ultrapassou a barreira do ‘apenas assistir’. Hoje em dia faço parte do Fã Clube Chespirito Brasil, participo de eventos voltados aos fãs de Chaves e Chapolin, fiz amigos, além de ter realizado o sonho de conhecer o Edgar Vivar (Senhor Barriga), Carlos Villagrán (Kiko) e a Maria Antonieta de Las Nieves (Chiquinha), verdadeiros ídolos para mim! No meu dia a dia uso camisetas CH, faço piadas, reproduzo situações vividas nos seriados....Posso afirmar que Chespirito inspira minha vida! Além de me fazer rir, Chespirito, através de paródias, me ensinou sobre diversos personagens, filmes e histórias, como Charles Chaplin, Cleópatra, Don Juan Tenório, O Gordo e o Magro, Leonardo da Vinci, Romeu e Julieta entre tantos outros. Nestes 30 anos de exibição de Chaves no Brasil, só consigo agradecer por ter tido a oportunidade de ter crescido com as melhores referências em humor, com os melhores personagens, as melhores risadas, e pedir que passem os seriados por mais 30, 50, 100 anos para que as próximas gerações tenham a mesma sorte que eu tive!

SERGIPE
Márcia Fernandes, 33 anos. Vive em Aracaju e assiste às séries desde os 9 anos.

Sou apaixonada por todos os personagens principalmente pela ingenuidade transmitida e por seu humor sempre inteligente. Cresci ouvindo as sábias frases do Sr. Madruga (algumas nem tanto rsrsrs) como: "A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena."; com as tiradas espertíssimas da Chiquinha; da ingenuidade do menino Chaves, enfim, de toda a turma que reside na Vila do Sr. Barriga. E o que falar do Chapolin? O herói mais atrapalhado do mundo! Os anos se passam mas nunca deixo de rir com suas aventuras.

TOCANTINS
Pablo Oliveira, estudante. Tem 21 anos e vive em Palmas. Assiste às séries desde 1999.

Eu sei que muitas pessoas tentam explicar todo esse sucesso com argumentos um tanto quanto triviais, mas pra mim isso é algo que dificilmente alguem conseguirá apresentar as reais causas, motivos, razões ou circunstâncias de todo esse exito. São 30 anos de exibição quase que ininterrupta e ainda continua conseguindo altos índices de audiência. É um programa que eu assisto desde muito pequeno, e diferentemente dos meus outros vícios de infância, Chaves me acompanha até hoje, e nos últimos anos fez com que eu me tornasse um verdadeiro fanático e um super admirador de todo o universo que envolve as séries de Chespirito. Meu pai acompanhou o inicio das séries nos anos 80 e continua gostando até hoje. Eu assisto desde sempre e continuo amando até hoje. E conheço muitas crianças com seus 6 ou 8 anos que se divertem com o programa de igual maneira que com as séries atuais. Não posso garantir que, daqui à 30 anos, Chaves continuará em exibição e provocando o mesmo efeito nos telespectadores, mas tenho certeza que, não só o Chaves, mas como todos os programas de Chespirito já tem um lugar privilegiado no hall dos melhores programas já produzidos na TV latinoamericana. Em se tratando da minha relação como um fã das séries, tudo começou com os primeiros grupos de fãs, os fóruns e agora através das redes sociais. E depois de todos esses anos não me considero apenas um fã dos programas. Todo mundo gosta e conhece o Chaves e o Chapolin, mas fãs de verdade, que conhecem, que acompanham e que participam de tudo o que envolve as séries, já se torna um grupo mais reduzido. Hoje, depois de tudo que conheci sobre o mundo das séries, sou um grande admirador do trabalho de todos os atores que fizeram parte do elenco dos programas e, acima de tudo, aprendi a admirar, de todo coração, o criador de tudo isso. Sou muito grato ao senhor Roberto Gómez Bolaños por ter me proporcionado tantos momentos de alegria, e o admiro, não somente pela pessoa humilde e simples que ele é, mas também por toda sua genialidade como ator, como escritor, poeta, compositor e em várias outras atividades. E creio que posso me considerar um privilegiado por ter tido a honra de conhecê-lo em sua casa, de conversar alguns minutos com ele e de poder agradecer pessoalmente por ele ter levado alegria à casa de milhões de pessoas através de gerações. Chaves é um marco da nossa TV, e toda essa legião de fãs que tem se manifestado ultimamente é a prova de que ele continuará a ser admirado por muitos anos mais.

*Os fãs selecionados para os estados do Amazonas e Piauí não enviaram as respostas até o fechamento da matéria.

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 21:22 
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30 anos de sucesso no Brasil, mais de 40 em toda a América Latina. Por quanto tempo mais Chaves e Chapolin seguirão figurando na programação? Muito difícil dizer. Em entrevista para o jornalista José Armando Vanucci, o diretor de programação do SBT, Murilo Fraga, afirmou: "Não dá pra saber [quando vão parar de exibir Chaves], mas volto a insistir naquele ponto da qualidade da programação. Vai chegar um momento que o Chaves vai ser o diferencial de tudo isso, vai estar perdido dentro de um conteúdo em HD, qualidade 100%. Então, precisamos encontrar um lugar para atender a esse público que está aí há muito tempo e que é fã de Chaves. Evidente que não tem como abandonar o Chaves. A gente só precisa acertar no horário".

O certo é que as séries de Chespirito têm um patrimônio de fãs e também de potencial de lucro que não é nem um pouco desprezível. Mesmo tão antigas, permanecem no imaginário popular, ainda são capazes de dar picos de mais de 10 pontos de audiência e de levar milhares de fãs para ver seus ícones, quando eles se apresentam por aqui. A Televisa segue lançando produtos com a marca "Chaves" às dezenas e, no próximo ano, lançará um desenho do Chapolin.

O legado de Chespirito é incomensurável. Passam-se os anos e ainda há mistérios para se resolver, preciosidades a se descobrir, novidades para se conferir. O Brasil tem sido partícipe desse processo de forma mais intensa nos últimos dez anos e assim deve seguir.

Chaves e Chapolin completam 30 anos de uma história extraordinária, como séries que criaram laços permanentes com o público brasileiro, como se daqui fossem nativos. Já fazem parte de nossa cultura como pouquíssimas obras semelhantes. As obras de Chespirito nos ensinaram a ver o humor de uma forma mais pura, ingênua e ainda com uma pitada de crítica sobre o mundo. São séries de caráter atemporal e universal, que resistem ao tempo e são facilmente compreendidas por todas as gerações. Como fãs, sentimos um imenso orgulho de toda essa história e desse legado.

E mais ainda, devemos a Chespirito, à Televisa e ao SBT o crédito por ter nos proporcionado conhecer essas séries tão incríveis. E elas mesmas, nos proporcionaram a chance de descobrir a alegria, a boa comédia, de fazer grandes amizades. Continuaremos a assistir a essas séries, por muitos anos mais! E seguiremos firmes na defesa de melhores exibições e também para que essa chavesmania se difunda cada vez mais.

Portanto, parabéns, Chaves e Chapolin, por seus 30 anos de Brasil!

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 23 Ago 2014, 23:59 
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No ar, 30 anos de CH no Brasil! :D

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 24 Ago 2014, 00:29 
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Parabéns a todos que colaboraram para o sucesso das obras!


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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 24 Ago 2014, 00:54 
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Emocionante todas as matérias e parabéns a todos que colaboraram para que CH estreasse no Brasil, pois graças a isso chegou um humor bem sádio e muito bom de se ver, e parabéns também aos que fizeram essa matérias e aos fãs que ajudaram bastante principalmente com os episódios perdidos e semelhantes e quase chorei aqui de emoção e alegria :cry: :joia:

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 24 Ago 2014, 00:57 
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As matérias ficaram muito boas.

E que venham logo mais 30 anos :joia:


Editado pela última vez por Ambrosi em 24 Ago 2014, 01:05, em um total de 1 vez.

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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 24 Ago 2014, 01:04 
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Lhe desejo muitos anos mais de Sucesso :reverencia: e parabéns a equipe do Fórum :joia:


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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 24 Ago 2014, 01:09 
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Time de Futebol: Flamengo
!!!Leitura obrigatória para hoje!!!

O último capítulo só será feito quando o SBT concluir a exibição dos semelhantes de ‪#‎Chapolin‬. Não importa o tempo que leve! Será o capítulo mais importante da obra. - Por Gustavo Berriel

http://grandesclassicos.net/movimento/c ... almenu.htm


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Re: ESPECIAL - 30 ANOS DE CHAVES E CHAPOLIN NO BRASIL
MensagemEnviado: 24 Ago 2014, 01:15 
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Ótimo material! Viva CH!!!

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