Eleições 2022

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Chapolin Gremista
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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 11 Mai 2022, 22:37

Picolé de chuchu
Alckmin, um peso morto que Lula terá que carregar
Alckmin é uma bomba-relógio que tende a estourar na véspera das eleições

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Geraldo Alckmin – Reprodução

Nesta sexta-feira, 6, Geraldo Alckmin testou positivo para COVID-19. Dessa forma, sua presença no lançamento da pré-candidatura de Lula ocorreu por vídeo. A doença, um fato casual, mostra já no início da jornada da candidatura de Lula, quais serão as dificuldades da parceria com Alckmin. Um político tradicional da maior escória brasileira, o PSDB paulistano, com presença destacada na candidatura que deveria ser de luta do povo brasileiro para a libertação da dominação imperialista.

O lançamento da candidatura ocorreu neste sábado, 7, na central de eventos Expo Center Norte. O local já mostrou a tendência ao distanciamento popular, pela necessidade da realização de um credenciamento prévio para a participação. Em vez de realizar o lançamento como um grande ato público que mobilizasse as bases operárias da candidatura de Lula, ele foi realizado em um local de difícil acesso.

Ainda falando sobre o lançamento da pré-candidatura de Lula, destaca-se o fato de que o ex-presidente não fez um discurso espontâneo, como lhe é de costume. Dessa vez ele leu um discurso pronto e moldado para falar de coisas pouco polêmicas para a política atual, uma possível retaliação da direção petista da declaração de Lula em favor da Rússia na guerra da Ucrânia para a revista Times.

Alckmin, um peso morto em uma candidatura que deveria inflamar a população

Lula é o candidato mais popular nas eleições brasileiras de 2022. Um candidato marcado pela sua história no movimento operário, nas greves do ABC e na luta contra a ditadura. Essas características, tornam a candidatura Lula a peça chave da campanha contra o golpe de estado que levou Bolsonaro ao poder nas eleições fraudadas de 2018. Quer dizer, uma candidatura que deveria ser combativa, com a força de insuflar uma grande revolta popular.

Todas essas características, contudo, entram em contradição com a presença do vice-candidato, Alckmin, colocado na chapa como uma forma de desmobilizar setores importantes das bases petistas na luta pela candidatura de Lula. Alckmin, nesse sentido, é um peso morto que Lula se colocou a carregar nessas eleições, com a suposta contrapartida de ganhar apoio de setores importantes da burguesia paulista. Não é verdade.

Após uma briga no PSDB de São Paulo, Alckmin entrou no partido que é a sublegenda do mesmo PSDB, o PSB de São Paulo. Nesse partido, ele se colocou à disposição de Lula a uma parceria eleitoral com a suposta garantia de um apoio de setores importantes da burguesia paulista a essa mesma candidatura. Na realidade, o que se vê no cenário nacional é uma tendência da burguesia paulista de apoiar Bolsonaro, caso a terceira via não se consolide. Isso mostra que a presença de Alckmin na chapa de Lula é uma mera forma de o próprio Lula apoiar a burguesia paulista, regenerando-a politicamente, após a grande insatisfação popular com os governos do PSDB e PSB em São Paulo. A esquerda nada ganha, pelo contrário.

Alckmin é o cavalo de troia da candidatura de Lula

Alckmin é uma bomba-relógio que tende a estourar na véspera das eleições. Como Lula é o grande candidato de oposição ao imperialismo, a burguesia tratou de introduzir um elemento surpresa para a campanha na própria chapa petista. Alckmin não tem nenhum compromisso com a vitória de Lula nas eleições. Na realidade, ele é o candidato que tende a apoiar a burguesia em grandes campanhas de calúnia contra o PT nas vésperas das eleições, sob o pretexto de ter sido ludibriado pela própria esquerda.

As denúncias caluniosas contra a esquerda são uma tática tradicional da direita e do imperialismo. Em eleições polarizadas como a presente no Brasil hoje, é de se esperar que todas as armas da burguesia sejam utilizadas em seu benefício.

Apenas a ação das massas pode defender a candidatura de Lula

As eleições de 2022 tendem a ser uma grande guerra política. E nessa batalha, de um lado há Bolsonaro e a terceira via, apoiados pela burguesia, de outro há Lula, cuja candidatura deve se basear apenas no apoio popular. Diferente do que a direção do PT vem declarando, o apoio da centro-esquerda e da centro-direita não é uma realidade. O PSOL e o PCdoB, assim como a dita “união das centrais sindicais” não fizeram do primeiro de maio com a presença de Lula, um grande ato de massas. Pelo contrário. O ato, realizado em um local isolado da população, foi pequeno e não teve o calor político necessário para as eleições deste ano.

Não são, nesse sentido, os conchavos feitos “por cima” que levarão a candidatura de Lula a vitória. É a luta travada de baixo, a luta por uma grande mobilização popular, que deve levar a crise politica do pais a um nível, no qual não seja possivel manobrar perante a vitória do candidato da esquerda nacionalista.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... -carregar/
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Eleições 2022

Mensagem por E.R » 12 Mai 2022, 01:04

Bolsonaro tem mais apoio popular que Lula nos dias de hoje. Muito mais engajamento em redes sociais e em manifestações nas ruas.

Se Bolsonaro perder a eleição, vai ser pela rejeição que tem, principalmente por causa da inflação. Ou seja, caso Lula ganhe (espero que não), será muito mais por um "voto anti-Bolsonaro" do que por uma suposta popularidade do Lula.

A pandemia também atrapalhou muito o Bolsonaro, seja pela postura que teve especialmente em 2020 em relação à vacina, seja pelo lockdown que afetou a economia do mundo inteiro.

Outra coisa que atrapalhou foi o sistema, seja ministros do STF, como gente dentro do Congresso (Rodrigo Maia, Rodrigo Pacheco e senadores e deputados de oposição, dentro do Congresso e fora também - entrando com ações toda semana no STF).

Maiores erros do governo Bolsonaro, na minha opinião, foram nas áreas da Cultura, da Educação e do Meio Ambiente.
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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Mai 2022, 01:46

Lula tem uma popularidade verdadeira, apesar da paralisia das centrais sindicais e o peleguismo do partido infestado de golpistas e direitistas.
O que vai fazer com o que o Bolsonaro vença é esse tipo de manipulação aqui:
Fraude eleitoral?
O que está por trás dos 300 mil títulos cancelados na Paraíba
Burguesia faz campanha pelo voto dos jovens enquanto cancela centenas de milhares de títulos de eleitor

ImagemCentenas de milhares de eleitores estão tendo os eu direito de votar cassado pelo TRE. – reprodução

Em meio à campanha promovida pela burguesia, com o apoio até mesmo de artistas hollywoodianos como Leonardo di Caprio, para que os jovens brasileiros tirem o título de eleitor, tem se uma notícia que vai completamente na contramão daquilo que supostamente está sendo desejado para o próximo pleito e justamente no quintal eleitoral do partido dos trabalhadores.

Na Paraíba, Estado em que o presidente Lula conta com 55% das intenções de votos segundo dados da pesquisa Datavox, deverá ver uma grande parcela de seus eleitores impedidos de ir às urnas.

Informações do TRE dão conta de que próximo de 300 mil títulos de eleitor foram cancelados. Segundo dados divulgados pelo órgão,267.549 títulos foram cancelados por falta de “regularização”. O prazo dessa revisão se encerrou no dia 4 de maio e o número de cancelamentos informados até agora corresponde, na verdade, apenas àqueles casos que já foram processados, o que significa que na realidade esse número será até o fim muito maior do que 300 mil.

O tribunal considera falta de regularização o fato de o eleitor ter deixado de comparecer às urnas por três eleições seguidas ou o de não ter comparecido para uma revisão solicitada pelo tribunal. Como se vê, o dever de votar, tão aclamado na propaganda da burguesia, está sendo retirado de centenas de milhares de eleitores, sem maiores cerimônias, por motivos completamente banais.

As instituições da burguesia ,que se colocam como o grande baluarte da democracia, são, na verdade, as maiores inimigas da verdadeira democracia, qual seja, o poder popular.

Diante desses fatos, a que fim serviria a campanha “hollywoodiana” para angariar novos eleitores? Só podemos deduzir que se trata de conseguir argumentos para possíveis manobras com o resultado real das eleições.

Uma massa de eleitores inéditos pode servir para justificar resultados inesperados.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... a-paraiba/
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Eleições 2022

Mensagem por E.R » 12 Mai 2022, 01:52

Não que o Lula não tenha nenhuma popularidade, mas a popularidade do Bolsonaro é maior e muito orgânica. Pessoas foram para as ruas no meio de uma pandemia para impedir que Bolsonaro fosse derrubado. Ele teria sofrido impeachment se não tivesse o apoio de milhões de brasileiros.

Lula pode até vencer a eleição esse ano, mas, repito, será muito mais um voto "anti-Bolsonaro" (muitas pessoas pobres, afetadas pela inflação e a questão da pandemia e das privações impostas pela pandemia) e também de jovens que querem ser aceitos pela maioria dos grupos de influência e não querem ser perseguidos pela "nova esquerda canceladora".

Se Lula for eleito e a situação da economia do país continuar ruim, mesmo que não sofra o impeachment, será muito pressionado, mais até do que Dilma foi.

Lula tem sim seus apoiadores, mas numa escala muito menor do que o de décadas passadas. Até porque depois de Petrolão, Mensalão e outros crimes, fica difícil manter a popularidade que tinha antes.
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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Mai 2022, 04:07

Acho um erro subestimar o tamanho da capilaridade de Luis Inácio. A bem da verdade ele estaria preso até hoje se não fosse boa parte da mobilização realizada em torno da prisão dele. Eu vi com meus próprios olhos em Curitiba o pessoal da Vigília. Um fenômeno muito raro que só acontece com raríssimos indivíduos e Lula faz parte de uma história de luta dos trabalhadores.

O golpe aconteceu e boa parte da popularidade do Bolsonaro é artificial, criado pela burguesia que não emplacou Aécio e teve que se contentar com um cachorro louco da extrema-direita.

E tem também toda a questão em torno de tentarem emplacar um nome da terceira via, que não estão conseguindo:

Definições
Aonde vai a Terceira Via?
Movimentações na “Terceira-via” tentam viabilizar candidatura própria, mas já deixam a porta aberta para apoiarem Bolsonaro contra uma enventual disputa contra Lula

ImagemEduardo Leite ''Bolsogay'', Simone Tebet, João Dória e Ciro Gomes– Foto: Reprodução


Luciano Bivar, do União Brasil, declarou no último dia 4, que sairá como candidato pelo seu partido, deixando de participar das negociações pela “frente democrática”, quer dizer, pela formação da terceira via. Ele declara, inclusive, que os candidatos do PSDB e do MDB “não têm chancela executiva” para serem candidatos pelos seus partidos ao pleito nacional. Dessa forma, a formação da chapa da terceira via, que envolve nomes como Simone Tebet, do MDB, João Dória, do PSDB, Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), ainda está incerta.

A promessa de formação definitiva dessa chapa, marcada para o dia 18 de maio, ainda pode ser surpreendida por novos acordos entre os partidos. A desistência de Bivar da participação na frente, inclusive, ainda pode ser considerada como um blefe no sentido de forçar a saída de Dória do pleito. Figuras como Eduardo Leite, que se colocaram ativas para a participação da chapa mesmo com a negativa das prévias do partido em relação ao seu nome, agora são escanteadas pela falta de apoio.

Tebet falou que não abre mão. O União Brasil saiu do grupo da Terceira Via, do candidato Bivar.

As possibilidades incluem Simone Tebet como candidata ao Planalto

Simone Tebet é a mais bem quista pelo seu partido, o MDB, para participar como cabeça de chapa para o Planalto. Apesar das suas intenções de voto indicarem um apoio baixo, apenas 2%, o fato de ser uma mulher em meio a uma eleição polarizada e cuja a pauta feminina está em voga, são fatores positivos para a sua indicação a candidata à presidência da república.

Nesse sentido, a vaga da vice-presidência ficaria aberta para o partido mais indeciso do nome que irá levar às eleições do Planalto neste ano. O PSDB, cujo candidato eleito pelas prévias do final do ano passado, João Dória, é mal visto por uma grande parte do partido, ainda pretende nomes como o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Essa indecisão coloca em questão a própria viabilidade da candidatura da terceira via que, apesar de tudo, tende a ser a via de apoio oficial do imperialismo. A tendência da conformação de uma chapa encabeçada por uma mulher é um elemento sintomático. De fato, a burguesia imperialista está realizando toda uma campanha no sentido da participação dos muito jovens nas eleições deste ano.

Essa campanha, inclusive, realizada por figuras estrangeiras, como Leonardo Dicaprio, mostra que a intenção do imperialismo é manipular o pleito de 2022 com pautas despolitizadas que tenham um apelo a setores da juventude. A questão identitária da mulher é uma delas.

A grande tendência de apoiar Bolsonaro

Por outro lado, a burguesia está pavimentando o caminho para o apoio a Bolsonaro se não der certo a terceira via, como mostra a notícia de que 70% do MDB apoiaria Bolsonaro caso não houvesse candidatura própria. Segundo o Editorial do Estadão do dia quatro de maio, denominado “Vendilhões da Democracia”, tanto o MDB, quanto o PSDB têm uma grande tendência de apoiar Bolsonaro nas eleições deste ano. A política de acordos parlamentares que compraram o centrão nas eleições que elegeram Arthur Lira, o candidato bolsonarista, em detrimento de Baleia Rossi, para presidente da câmara no ano passado, se mostra muito mais profunda.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... ceira-via/
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Mensagem por E.R » 12 Mai 2022, 06:54

A popularidade do Bolsonaro é maior que a do Lula, não é artificial.

Essa popularidade ficou maior quando o sistema (ministros do STF, nova esquerda, Globo e boa parte da classe artística) passaram a atacar o Bolsonaro, virou o sistema e parte da elite contra ele, sem contar a questão religiosa, de boa parte desse sistema ser contra os valores da família e, por fim, o garantismo judicial que acabou ajudando o Lula e até mesmo traficantes, reforçando a sensação de impunidade no país.

Sérgio Moro tentou colar por um tempo que o Bolsonaro era conivente com a destruição da Operação Lava Jato, mas essa narrativa não emplacou, se tivesse emplacado teríamos o Sérgio Moro disputando o segundo turno contra o Lula nesse ano.

Bolsonaro se aliou ao Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto e outros integrantes do Centrão para não sofrer o impeachment, porém não loteou os ministérios como Lula e Dilma fizeram em seus governos, acabou que Bolsonaro colocou muitos ministros técnicos (até mesmo militares no seu governo).

Esse argumento de Centrão também é falho, pois Lula e Dilma também governaram com o Centrão, com gente como Gilberto Kassab, Michel Temer e outros políticos desse espectro político dentro do governo. O próprio Ciro Nogueira, se não me engano, fez parte da base aliada do Lula.

Não é o Bolsonaro que se fez tão popular e sim seus adversários (muitos deles poderosos) que o atacam incansavelmente, alguns até de forma obsessiva. Junte isso com o medo do PT voltar ao poder e deu nisso.

As perseguições aos aliados do presidente (feitas não só por ministros do STF, mas também pela imprensa e pelas big techs) também ajudam a uní-los ainda mais.

Tanto a derrota do Lula como a derrota do Bolsonaro acontecendo em outubro têm explicações. Os dois têm rejeição muito alta, se o Lula acha que se voltar ao poder vai ser igual a 2003 ou mesmo 2007, está muito enganado. A começar que deverá ter minoria no Congresso, mesmo com muitos governadores de esquerda se elegendo senador neste ano.

Em momento algum, o Lula procurou ser "aquele Lula moderado" do seu primeiro mandato como presidente, ele quando discursa se mostra uma figura raivosa, querendo destruir o que foi feito no país desde que Michel Temer assumiu o poder, com avanços na legislação trabalhista, o teto de gastos que dá uma credibilidade econômica maior ao país para os investidores, etc.

Todas as propostas de Lula para a economia lembram muito do que o presidente da Argentina, Alberto Fernandez, fez nos últimos anos, e que não deu muito certo lá no nosso país vizinho.
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Mensagem por Barbano » 12 Mai 2022, 11:36

Chapolin Gremista escreveu:
11 Mai 2022, 15:37
Lula segue sendo o maior cabo eleitoral do Bolsonaro. Quem vai querer votar em um candidato que desde já não demonstra a menor preocupação com a responsabilidade fiscal, e que fala esse monte de bobagem?
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Mensagem por Burrro Estropiado » 12 Mai 2022, 17:30

Barbano escreveu:
12 Mai 2022, 11:36
Chapolin Gremista escreveu:
11 Mai 2022, 15:37
Lula segue sendo o maior cabo eleitoral do Bolsonaro. Quem vai querer votar em um candidato que desde já não demonstra a menor preocupação com a responsabilidade fiscal, e que fala esse monte de bobagem?
Quem vai votar nesse criminoso é o brasileiro medíocre que nem sabe o que é teto de gastos e só se preocupa em receber auxílio, gastar em cerveja e ouvir pisadinha.
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Eu acho que o velho Chespa criou uma série de piadas genéricas, que poderiam serem usadas em qualquer situação, por qualquer personagem. De fato, ele as usou durante 25 anos e ganhou o mundo e rios de dinheiro. Isso não é ser gênio?

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Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Mai 2022, 01:09

Lula está bastante comportado. Ele sofreu o golpe encomendado pelo imperialismo e certamente isso influencia nas falas dele, mas apesar disso a campanha eleitoral dele em si está sendo super moderada. A própria inserção do picolé de chuchu na chapa a contra gosto da maioria dos eleitores dele provam isso. Porém isso é um grande erro que pode custar a eleição. O eleitor dele não está interessado na figura ''paz e amor'' como 2003. O eleitor de esquerda quer a polarização, por isso é correto falas contra reforma trabalhista, teto de gastos e outros programas da burguesia. Lula nesse sentido acerta bastante.

Eleições 2022
“Bom-mocismo” na campanha de Lula beneficia a terceira via
Enganam-se os setores da esquerda que acreditam que a campanha eleitoral precisa ser bem comportada

ImagemA campanha de Lula precisa ser uma campanha antissistema, ou seja, uma campanha que reflita a raiva e o ódio do trabalhador contra o governo Bolsonaro – Foto: Reprodução

Neste último final de semana, num evento organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a candidatura de Lula lançou-se mais uma vez para o pleito de 2022. Desta vez, apresentando suas coligações, ou podemos considerar uma cambada de golpistas que o PT insiste em fazer acordos políticos para derrotar o que seria o fascismo nas eleições.

Entretanto, pelo tom que a campanha vem tomando, dá para perceber que a candidatura do ex-presidente está cedendo às pressões da direita. Sua campanha mais parece a expressão política para a terceira via, isso porque ela toma formas cada vez mais direitistas. Um detalhe que chamou muita atenção foi Lula lendo o seu discurso, ao invés da tradicional improvisação como é de costume. Se expressar através de discurso lido é uma tradição comum da cultura política norte-americana, que é imitada pela direita nos palanques do Brasil. Para o povo trabalhador, que está acostumado com seu jeito de falar genuíno e muito espontâneo, se deparou com um candidato comportado, que atacava Bolsonaro dizendo que ele era incapaz de “verter” uma lágrima pelo povo brasileiro.

Para muitos, sobretudo para setores da esquerda pequena burguesa da internet, esse Lula “politicamente correto” é o ideal para enfrentar um candidato animalesco como Bolsonaro. No entanto, a campanha não aponta o dedo para a direita golpista, responsabilizando ela pelo Golpe de Estado de 2016 e pelo avassalador governo Bolsonaro, que destruiu as estruturas econômicas e atacou duramente os direitos democráticos dos trabalhadores à mando dos empresários capitalistas.

Pois bem, enganam-se os setores da esquerda que acreditam que a campanha eleitoral precisa ser bem comportada. Lula precisa estar no lugar de um candidato antissistema, e não por caprichos teóricos, mas sim pela necessidade de representar um trabalhador que está com raiva, revoltado e frustrado com o governo Bolsonaro. Um trabalhador que teve a sua vida completamente desfalecida pela crise econômica aprofundada pelos arrochos da direita.

Para quem acha que Lula precisa estar comportado para não ser cancelado, é preciso destacar a campanha ferrenha do Tribunal Superior Eleitoral que, financiando artistas influentes no meio da esquerda pequeno burguesa, está tramando alternativas para desqualificar a campanha do PT e inserir uma terceira via na disputa. É válido perguntar: é a toa nos depararmos com propagandas de grandes multinacionais capitalistas estrangeiras oferecendo descontos em sanduíches em troca da apresentação do título de eleitor? Não à toa.

É comum nos depararmos com matérias da imprensa serviçal da direita, atacando as posturas de Lula e reivindicando uma posição de politicamente correto. Matérias do Estadão que dizem que “Lula calado é um poeta”, ou aquelas que falam sobre os “erros da campanha de Lula” ou as que dizem que as “declarações de Lula geram mal-estar” até entre os seus eleitores têm apenas um objetivo: desqualificar ou, ao menos, empurrar cada vez mais para a direita um candidato que representa os trabalhadores que exigem a nacionalização e estatização do petróleo; que exigem a suspensão de todas as reformas trabalhistas e previdenciárias aprovadas pela direita desde 2016; que exigem o fim do teto de gastos e a volta do investimento público em setores essenciais como educação e saúde, esporte, tecnologia e cultura, que garantem o direito democrático da população brasileira.

É preciso colocar a campanha de Lula na rota de uma campanha que denuncie a direita que financiou concretamente o bolsonarismo, de uma campanha que denuncie abertamente golpistas como Geraldo Alckmin. De uma campanha que coloque em pauta os interesses da classe trabalhadora, esta que está absolutamente enraivecida com a direita e que não lembra de ser bem comportada porque não tem tempo nem razão para isso. A campanha de Lula, representando a esquerda, deve ser o reflexo da revolta do povo pobre e trabalhador, que viu seu salário diminuir junto com a quantidade de comida disponível na mesa, que ficou diante de um abismo quando foi demitido, dos jovens que ainda não conquistaram o pleno emprego e que estão dispostos a bater de frente a qualquer custo com o projeto político da direita.

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Mensagem por Barbano » 13 Mai 2022, 10:51

Chapolin Gremista escreveu:
13 Mai 2022, 01:09
Lula está bastante comportado. Ele sofreu o golpe encomendado pelo imperialismo e certamente isso influencia nas falas dele, mas apesar disso a campanha eleitoral dele em si está sendo super moderada. A própria inserção do picolé de chuchu na chapa a contra gosto da maioria dos eleitores dele provam isso. Porém isso é um grande erro que pode custar a eleição. O eleitor dele não está interessado na figura ''paz e amor'' como 2003. O eleitor de esquerda quer a polarização, por isso é correto falas contra reforma trabalhista, teto de gastos e outros programas da burguesia. Lula nesse sentido acerta bastante.
Cara, o voto do eleitor de esquerda o Lula já tem, independente do que ele fale ou deixe de falar. Nenhum eleitor de esquerda vai deixar de votar no Lula para votar no Bolsonaro em um segundo turno. O voto que o Lula precisa atrair é o de quem votou no Bolsonaro em 2018, mas não é bolsonarista doente. Sem o voto dos arrependidos, Bolsonaro faria os mesmos 55%, ou até mais.
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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Mai 2022, 13:52

Infelizmente isso não é totalmente verdade porque existe '''eleitor de esquerda'' pregando voto nulo ou no PSTU, PCB, Ciro Gomes, etc.

Esses são os chamados Quinta Coluna.

Mas uma coisa eu posso garantir: muita gente que votaria no Lula em 2018 votou no Bolsonaro porque o candidato era o Haddad. Foi uma candidatura pra perder de propósito.

Exemplo de Quinta-Coluna:
Radicalismo meia-boca
Contratada por empresas, Rita von Hunty pede voto anti-Lula
Rita von Hunty quer "fazer a revolução" no "ambiente acolhedor" do mundo corporativo, que paga por suas palestras

Imagem“Influenciadora digital”, drag queen quer tirar votos de Lula e favorecer Bolsonaro – Reprodução: Instagram

Ser “influenciador digital” e, de quebra, virar “palestrante” pode ser um meio de vida. A economia capitalista absorve qualquer coisa que se apresente como mercadoria, até mesmo discursos esquerdistas, que, embalados em versão soft, são destinados ao mundo corporativo ou a quem quer que pague por eles.

Vários jovens já descobriram esse nicho e, aparentemente, agradam à esquerda pequeno-burguesa, que adora fazer política em casa, atrás da tela do computador, e que acha que basta “ser do bem” para estar do lado certo da luta. “Ser do bem”, por óbvio, pressupõe aderir às políticas identitárias, afinal temos de combater o racismo estrutural, a lgbtqiap+fobia estrutural e o machismo estrutural. O adjetivo “estrutural” tem o condão de estender a toda a sociedade a responsabilidade por essas mazelas, anulando o papel da luta de classes nos conflitos.

Não por outra razão, os palestrantes identitários, alcunhados “especialistas” nos diversos temas, são bem-vindos nas grandes empresas, que os contratam para falar aos seus funcionários. É esse o caso de um certo Guilherme Terreri, que, sob o nome de Rita von Hunty, é apresentado na Wikipédia como professor, ator, youtuber, comediante e drag queen.

É na pele da drag queen Rita von Hunty que disputa seu lugar no mercado de palestras. Seu nome integra o casting da DMT Palestras, que assim se apresenta aos potenciais clientes: “Hoje, mais do que oferecer palestrantes, a DMT Palestras se preocupa em recomendar profissionais que realmente agreguem valor aos seus eventos e estejam alinhados com a sua necessidade”.

Rita von Hunty põe à disposição da clientela o seu Curso Revolucionário e palestras sobre vários temas, como Masculinidade tóxica, Estereótipos, O amor como construção social e até Consciência de classe. Segundo o site, “tanto o Curso Revolucionário de Rita von Hunty quanto as palestras formatadas para o meio corporativo surgiram do desejo de tornar o conhecimento mais acessível e de se criar um espaço acolhedor e seguro para o desenvolvimento do pensamento crítico”.

Ao que tudo indica, para Rita von Hunty, o meio corporativo é o tal ambiente acolhedor e seguro para o desenvolvimento do pensamento crítico. Antes de informar que Rita “está disponível para mediações de debates, mestre de cerimônias e intervenções em eventos corporativos”, a página dela no site de palestras apresenta-se como “um espaço para se ensinar, aprender, pensar, questionar e formar uma rede de pessoas que desejam transformar o mundo através da transformação da própria realidade”. Sua transformação em drag queen seria, então, o seu ato político.

À Folha de S. Paulo, que, no fim do ano de 2019, filmou a sua transformação de Guilherme em Rita, declarou que “a esquerda precisa se reinventar” e que se alegrava de ver o crescimento da bancada do PSOL. O mundo corporativo, que contrata as palestras revolucionárias de Rita von Hunty, deve estar adorando a nova esquerda reinventada, a mesma que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff.

Não bastasse a conversa identitária, que já sabemos onde desemboca, Rita von Hunty resolveu usar seu “poder de influência” para demover seus seguidores da intenção de votar no Lula na próxima eleição. Segundo a personagem em questão, Lula não estaria suficientemente à esquerda, pois, em seu discurso de lançamento da candidatura, não prometeu, com todas as letras, revogar a reforma trabalhista. Dito isso, a drag queen conclamou o voto “radical” no PCB, na UP, na Vera do PSTU ou no Glauber Braga, do PSOL.

Criticar o discurso do Lula e a escolha do seu vice está na ordem do dia. O problema é, com base nessas críticas, pedir o voto em legendas que estão fora da disputa majoritária, hoje polarizada entre Lula e Bolsonaro. Os apelos da drag queen, que se apresenta como “esquerdista”, caso sejam ouvidos, vão emagrecer a candidatura da esquerda, representada por Lula, favorecendo a direita bolsonarista.

Rita von Hunty deveria explicar se tem compromisso com a classe trabalhadora (e se está disposta a lutar ao seu lado) ou com os empresários, que comemoraram a reforma trabalhista e, a exemplo de Luiza Trajano, lamentaram que ela não tenha sido mais “radical”.

Somos levados a pensar que Rita von Hunty ou Guilherme Terreri não tenha intenção de atrapalhar os próprios negócios. Muito pelo contrário, fazer campanha contra o voto no Lula pode aumentar o valor do seu cachê nos espaços acolhedores do mundo corporativo.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... anti-lula/
O Chapolin é um herói latino-americano lutando contra as forças imperialistas (Super Sam, Batman, Superman). Ele sempre foi vermelho.

Chaves é sobre a luta de classes. Burguesia (Seu Barriga, Nhonho), Pequeno-burguesia (Dona Florinda, Girafales, Quico) e Classe Operária (Chaves, Seu Madruga, Chiquinha).E você, de que lado está?

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Eleições 2022

Mensagem por Dias » 13 Mai 2022, 16:12

Barbano escreveu:
13 Mai 2022, 10:51
Chapolin Gremista escreveu:
13 Mai 2022, 01:09
Lula está bastante comportado. Ele sofreu o golpe encomendado pelo imperialismo e certamente isso influencia nas falas dele, mas apesar disso a campanha eleitoral dele em si está sendo super moderada. A própria inserção do picolé de chuchu na chapa a contra gosto da maioria dos eleitores dele provam isso. Porém isso é um grande erro que pode custar a eleição. O eleitor dele não está interessado na figura ''paz e amor'' como 2003. O eleitor de esquerda quer a polarização, por isso é correto falas contra reforma trabalhista, teto de gastos e outros programas da burguesia. Lula nesse sentido acerta bastante.
Cara, o voto do eleitor de esquerda o Lula já tem, independente do que ele fale ou deixe de falar. Nenhum eleitor de esquerda vai deixar de votar no Lula para votar no Bolsonaro em um segundo turno. O voto que o Lula precisa atrair é o de quem votou no Bolsonaro em 2018, mas não é bolsonarista doente. Sem o voto dos arrependidos, Bolsonaro faria os mesmos 55%, ou até mais.
Quem votou no Bolsonaro em 2018, que não é doente e que poderia votar no Lula são eleitores que votam sempre em quem está a frente das pesquisas eleitorais. Conheço gente que ia votar no Lula, mas como não foi possível, votaram em Bolsonaro.
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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Mai 2022, 17:28

O Chapolin é um herói latino-americano lutando contra as forças imperialistas (Super Sam, Batman, Superman). Ele sempre foi vermelho.

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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 14 Mai 2022, 09:04

Sobre a polêmica do teto de gastos.
Contra o neoliberalismo
Lula deve ser “irresponsável”
Imprensa golpista quer domesticar Lula, mas não importa o que o ex-presidente faça não o querem na presidência

ImagemPrograma de Lula deve ser empurrado, pelos trabalhadores, cada vez mais à esquerda – Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (13), o jornal golpista Estadão publicou um editorial intitulado Lula anuncia que será irresponsável. No texto, o veículo reproduz a fala de Lula em uma de suas viagens, na qual afirmou que “não haverá teto de gastos para o nosso governo”. Prontamente, o Estadão ataca a posição de Lula, afirmando se tratar de uma grande irresponsabilidade fiscal que promete levar os cofres públicos à bancarrota.

Para ressaltar o seu – falacioso – ponto, o jornal vai além e redige uma breve retrospectiva dos trâmites legais da PEC 95, a infâme PEC do Teto de Gastos:

“O teto de gastos não nasceu por geração espontânea. Tampouco é um fetiche de economistas ou “instrumento de opressão” das elites sobre os mais pobres, como querem fazer crer seus detratores”, afirma a imprensa golpista.

Em seguida, “explicam” que a Emenda foi uma resposta necessária à administração de Dilma, aproveitando a ocasião para afirmar, mais uma vez, que seu processo de impeachment foi constitucional e uma consequência de sua tentativa de “maquiar o estado tenebroso das contas públicas”.

Antes de qualquer coisa, deve ficar claro que o teto de gastos é, acima de tudo, um aparato jurídico instituído para esvaziar o financiamento estatal sobre políticas de seguridade social. Em outras palavras, é uma forma justamente da “elite”, como usa o Estadão, de divergir os gastos do Estado para os seus próprios bolsos.

Não é atoa que, desde então, o Brasil se aprofunda em uma crise econômica cada vez maior. Algo que não pode ser justificado simplesmente pela pandemia, já que, desde 2016, o ano do golpe, esta tendência já estava instaurada. Não é atoa que surgem novas aferições de indicativos socioeconômicos que, mesmo deturpadas, mostram que do golpe para cá, o Brasil foi só ladeira abaixo.

Nesse sentido, é imprescindível que o governo Lula mantenha firme o seu compromisso de jogar na lata de lixo o teto de gastos. É um dos passos fundamentais para a reversão do processo golpista no País, ao lado da revogação integral das reformas de Temer (trabalhista, da previdência etc.).

Finalmente, o Estado serve ao povo, não o contrário. Portanto, seus gastos devem estar integralmente atrelados aos interesses dos trabalhadores. Qualquer alternativa representa, antes de tudo, a utilização das contas públicas para favorecer os capitalistas. Não é atoa que, no começo da pandemia, o governo Bolsonaro entregou 1 trilhão de reais para os bancos. Algo que, sorrateiramente, não é lembrado pelo Estadão.

Vale ressaltar que, ao final do artigo em questão, o jornal clama a burguesia (que é o público alvo de sua orientação política) a apoiar as “forças moderadas do País”:

“Mais do que nunca, é preciso que as forças moderadas do País se unam para convencer o eleitor de que a irresponsabilidade fiscal não é solução – é, ao contrário, a fonte de todos os problemas”, escreve o jornal, chorando para que a Terceira Via cresça.

Ou seja, fica claro que a política de Lula não é só a política acertada para os trabalhadores, como também uma política que colide frontalmente com os interesses da burguesia neoliberal – que, inclusive, também joga Bolsonaro na fogueira. Consequentemente, é um programa que deve ser cada vez mais radicalizado e empurrado à esquerda. Essa é a única forma de verdadeiramente reverter o estrago gerado pelo golpe no Brasil.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... sponsavel/
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Eleições 2022

Mensagem por Chapolin Gremista » 15 Mai 2022, 06:21

Não importa o que aconteça
Burguesia vai continuar atacando Lula
PT pode fazer as alianças que quiser, burguesia não está disposta a ceder

ImagemLula e Fidel Castro – O caminho correto para seguir – Foto: Reprodução

Em discurso na Universidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, o primeiro colocado nas pesquisas de intenção de votos, Luiz Inácio Lula da Silva, disse aos espectadores que não haverá teto de gastos no governo dele e de Alckmin, se forem eleitos.

A declaração causou enorme alvoroço na direita golpista, levando a um editorial do jornal Estadão e matérias de outros jornais que deixa amplamente clara a política imperialista. Eles encerram a matéria afirmando que uma coisa é Lula dizer que vai acabar com o teto de gastos, outra coisa é conseguir, e continuam a frase explicando que alterar a Constituição não será tarefa fácil.

Se referem aos dois candidatos preferenciais para o segundo turno, Lula e Bolsonaro, dizendo que é comum entre eles a rejeição ao teto de gastos. E que será necessário que os moderados do país se unam para convencer o eleitor que a “irresponsabilidade fiscal não é a causa, mas a solução dos problemas”. Aqui deixam clara a intenção de reforçar a terceira via ou então apoiam o Bolsonaro mesmo. Lula é o “irresponsável fiscal”.

Notamos assim o cinismo da direita. Mentem propositadamente para iludir os eleitores e principalmente a classe operária brasileira, para tentar viabilizar a terceira via nas eleições, coisa que até agora não surtiu efeito nenhum, pelo contrário.

Ao afirmarem que o teto de gastos é a solução, omitiram o fato de que a Emenda Constitucional 95 no governo golpista do Temer, no golpe de estado de 2016, não mostrou a que veio. O resultado das contas do governo acumulam déficits orçamentários por oito anos consecutivos.

Se é assim, pra que ter um teto de gastos que não resolve o problema? E todos sabem que o que pressiona os déficits são os empréstimos contraídos pelo governo para financiar a economia e o capital, não o trabalhador. Os 1,2 trilhões destinados aos bancos e grandes empresas demonstram isso. Os financiamentos das folhas de pagamentos das empresas também. E o trabalhador recebeu apenas míseros 600 reais que foram ainda mais reduzidos para 200 ou 300 reais.

Ademais, com política de juros altos o montante da dívida do governo eleva-se da noite para o dia, consumindo mais da metade do orçamento do estado há décadas. A dívida é a responsável pela quebra do estado, não os benefícios sociais como afirma a direita e o jornal golpista.

Além de reduzidos recursos destinados aos trabalhadores, foram todos cortados a partir do golpe e a situação só se agrava, basta olhar os indicadores econômicos divulgados pelo FMI, Banco Central, FGV e IPEA. Todos registraram quedas consecutivas do PIB, da atividade industrial, dos salários, do emprego e aumento da inflação e dos juros, levando a economia ao fundo do poço a cada dia.

Mas durante os governos Lula do PT, mesmo com a crise gigantesca de 2008, seu governo continuou a gerar crescimento do PIB em torno de 4,1%. Os 7,5% de crescimento em 2010 levou o país à capa da revista de ultradireita The Economist. Por mais que se possa apontar como insuficiente o crescimento, fato é que houve e muito maior do que agora.

Com todas as “fake news” impunes e diariamente publicadas na imprensa oficial e imperialista, contra o Lula e o Brasil, só podemos entender que não há a menor chance de Lula ser aceito pelo imperialismo. Deixam claro o tempo todo que ele não será bem vindo, se eleito.

Então fica a pergunta. Por qual razão ele e o PT insistem em tentar a todo custo “agradar” a direita e o centro? Só eles sabem a resposta, porque não faz o menor sentido lógico ou político.

A única chance que o Lula tem para se eleger é se apoiar nos trabalhadores, como fazia quando era presidente do sindicato dos metalúrgicos, esses sim continuam dando o maior apoio à sua candidatura e os únicos que poderão evitar novo golpe pelo vice ou por outro artifício da direita.

O exemplo foi dado com o falecido Hugo Chávez, após um golpe de estado que o depôs do governo, o povo foi às ruas e o trouxeram novamente ao palácio, e as forças armadas não tiveram como impedir, dado o nível de mobilização e enfrentamento do golpe. É esse exemplo que o PT e o Lula deveriam seguir, se quiserem realmente voltar ao governo.

Caso contrário, assistiremos novamente às manipulações feitas pelo Estado burguês em 1989, no golpe de 2016 e posteriormente em 2018 que o prenderam por 580 dias com várias condenações, em processos escandalosamente fraudados pelo judiciário e por todo o estado e que agora reconheceram de público. Mas se necessário poderão usar o mesmo artifício ou outro ainda pior para impedi-lo de governar. É hora de mudar a política e se aproximar do povo e dos trabalhadores, mobilizando os sindicatos em mais uma tentativa de melhorar as condições de vida dos brasileiros. A crise afeta tão somente aos trabalhadores, o capital continua a lucrar cada vez mais.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... ando-lula/
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Chaves é sobre a luta de classes. Burguesia (Seu Barriga, Nhonho), Pequeno-burguesia (Dona Florinda, Girafales, Quico) e Classe Operária (Chaves, Seu Madruga, Chiquinha).E você, de que lado está?

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