Televisão Internacional

Tópico destinado a programação dos canais internacionais

Espaço destinado às discussões sobre TV, como programas, audiências, grades de programação, etc.
iago83
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Re: Televisão Internacional

Mensagem por iago83 » 29 Set 2019, 20:17

Barbano escreveu:
Coração de Tinta escreveu:
Rede hoteleira condenada a pagar 2 bilhões de ienes para NHK
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O Supremo Tribunal de Tóquio rejeitou o recurso da rede Toyoko In, de business hotels, portanto, o ganho de causa foi da estatal NHK, em decisão judicial de 24 deste mês.

A rede hoteleira terá que pagar 1,935 bilhão de ienes referentes às taxas obrigatórias, dos 34 mil aparelhos de tevê nos apartamentos. São 230 hotéis que deixaram de pagar no período de janeiro de 2012 a janeiro de 2014.

Esse foi o maior valor de taxas de recepção não pagas, com ganho de causa na justiça.

Quanto custa a taxa de recepção

O valor é o mesmo para todo o país. Todas as residências e estabelecimentos comerciais que tenham aparelhos de tevê devem recolher obrigatoriamente a taxa de recepção.

Há opções para pagamentos mensais, bimestrais, semestrais e anual. Custam ¥1.260, ¥2.520, ¥7.190 e ¥13.990, respectivamente, descontados da conta bancária ou do cartão de crédito, para recepção do sinal digital. As tarifas mudam para a transmissão por satélite.

Nas residências e estabelecimentos com mais de um aparelho há descontos a partir do segundo.

Dependendo do número de aparelhos, por exemplo, de 100 a 300, a tarifa mensal é de ¥1.980.
1 real equivale a 27 ienes. Ou seja, o valor anual é de pouco mais de 500 reais. Acho muito caro.

As taxas que o hotel terá que recolher equivalem a cerca de 72 milhões de reais, ou seja, 36 milhões de reais por ano.
Sobre essa taxa de licença de televisão, isso não existe só no Japão. Existem muitos outros países que possuem esse tipo de imposto para financiar a sua emissora de rádio e televisão pública, entre eles Reino Unido, Suíça, Itália, Noruega, Suécia, França, Portugal, entre muitos outros. Isso é mais comum na Europa, e em alguns países da África e da Ásia, principalmente aqueles que criaram uma emissora de televisão pública nos moldes da BBC britânica. Já nos países americanos, como o Brasil, Chile, Uruguai, Estados Unidos e Canadá, isso não é comum.

Vale a pena conferir como funciona isso em outros países:

Reino Unido: Um dos primeiros países a criar um sistema de televisão pública, no Reino Unido, cada família precisa pagar uma licença (TV license) de £150,50 (R$ 768,87) se o aparelho televisor for em cores ou £50,50 (R$ 257,99) se o aparelho for em preto e branco (se é que alguém ainda tem uma dessas ainda). Desde setembro de 2016, os usuários do BBC iPlayer (uma espécie de Globoplay deles) também precisam pagar a licença para assistir ao conteúdo on-demand do serviço. Como essa taxa de licença é classificada na legislação como um imposto, assistir um aparelho de televisão sem pagar a licença é considerada crime. Sempre que se compra um aparelho de TV, se paga essa taxa, e existem detectores para identificar quem está assistindo a TV sem pagar a licença. Em 2014, 204.018 pessoas foram processadas ou multadas por assistirem TV sem pagar a licença.

Essa taxa de licença é usada quase inteiramente para financiar todos os serviços de rádio, TV e internet da BBC, que não transmite intervalos comerciais (apenas chamadas na programação). O dinheiro recebido da taxa representa aproximadamente 75% do custo desses serviços, com a maior parte do restante proveniente dos lucros da BBC Studios, que é responsável por produzir séries e programas e distribuí-los fora do Reino Unido. Além disso, as emissoras em gaélico escocês e em galês recebem um subsídio direto dos governos locais da Escócia e de Gales. A BBC também recebia um subsídio do Foreign and Commonwealth Office (o Ministério das Relações Exteriores britânico) para financiar a BBC World News (o canal de notícias internacional da BBC) e a rádio em ondas curtas BBC World Service, no entanto, esse subsídio deixou de ser dado em 2014.

A BBC não é a única emissora pública no Reino Unido. O Channel Four também é uma emissora pública, mas é financiada por meio de publicidade e subsídios do governo. Já a emissora galesa S4C é subsidiada pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do País de Gales. Além das emissoras públicas, o Reino Unido tem vários canais de televisão financiados por anúncios comerciais nos intervalos. Uma licença de televisão ainda é exigida dos telespectadores que apenas assistem a esses canais comerciais, embora 74,9% da população assistam à BBC One em qualquer semana, sendo o canal britânico com mais audiência.

França: Assim como o Reino Unido, a França também paga para assistir TV. Em 2018, a taxa de licença (Redevance audiovisuelle) era de € 139 (R$ 632,18) na França Continental e na Córsega, enquanto nos departamentos ultramarinos e coletividades (como a Polinésia Francesa, a Martinica, ou o nosso vizinho da Amazônia, a Guiana Francesa) era de € 89 (R$ 404,78). Essa licença sustenta a France Télévisions, a Radio France e a Radio França Internacional. A França continental (incluindo a ilha da Córsega) recebe o sinal dos canais France 2, France 3, France 5, Arte, France 4 e France Ô. Já os departamentos ultramarinos e coletividades (como a Martinica ou a Guiana Francesa), recebem o sinal da Outre-Mer 1ère e da France Ô, além dos canais da França Continental, que estão disponíveis através da expansão da televisão digital. Os canais públicos franceses também complementam o faturamento com intervalos comerciais, mas mudanças na legislação francesa em 2009 feitas para impedir a competição por audiência nas TVs públicas (na França, o canal público France 2 tem a vice-liderança em audiência, somente perdendo para o privado TF1), impediram as emissoras públicas de passar comerciais depois das 20h. Entre 1998 e 2004, o faturamento da France Télévisions com comerciais caiu de cerca de 40% para 30%. Para manter o custo da licença baixo, ela é cobrada na França como parte dos impostos locais.

Alemanha: Para assistir TV na Alemanha, se paga uma taxa de licença obrigatória (Rundfunkbeitrag) de €17,50 (R$ 79,60). Essa taxa financia o canal de TV público ZDF e as estações de rádio da Deutschlandradio, além das 9 emissoras que fazem parte da rede ARD, que possuem 22 canais de TV e 61 estações de rádio públicas em todos os estados alemães. Ela é paga por domicílio, ou seja, apenas uma pessoa paga a licença. As empresas também devem pagar a licença (o montante é baseado em vários fatores, incluindo o número de funcionários, veículos e, em hotéis, o número de quartos). Até 2013, cada pessoa tinha que preencher um formulário informando quantos e quais aparelhos de TV possuía. Muitos mentiam na declaração, dizendo que não tinham TV em casa, por isso, fiscais faziam visitas esporádicas para checar se os moradores tinham ou não rádio ou televisão. Como, por lei, os moradores não são obrigados a deixá-los entrar, muita gente fingia que não estava em casa ou, simplesmente, batia a porta na cara dos fiscais. Mas hoje em dia, quem não paga a licença obrigatoriamente, pode ser processado judicialmente ou ter bens penhorados. (Tem até uma reportagem da Deutsche Welle sobre isso: https://www.dw.com/pt-br/alemanices-a-t ... a-39593104)

Noruega: A taxa de licença (licens) é de 2.680,56 coroas norueguesas (R$ 1.227,62) por ano na Noruega. Todo proprietário com um aparelho de televisão deve pagar obrigatoriamente a licença na Noruega, que é a principal fonte de receita da emissora pública NRK. Essa licença é cobrada por domicílio, por isso, endereços com mais de um televisor geralmente precisam pagar apenas uma única licença. Uma exceção é feita se a família incluir pessoas que moram em casa que não são mais sustentadas pelos pais, por exemplo, estudantes que vivem em casa. Se as pessoas que não estão no cuidado dos pais possuem uma televisão separada, devem pagar a taxa.

Itália: Em 2014, a taxa de licença (Canone televisivo) custava €113,50 (R$ 516,31) por família com aparelho de TV, independente de usá-lo ou não. Em 2016, o governo decidiu abaixar o custo da licença para € 100 (R$ 454,91), pagas em 10 parcelas mensais por família e embutir a taxa na conta de luz, para evitar que as pessoas não pagassem. Em 2017, o valor baixou para € 90 (R$ 409,36). Essa taxa de licença representa dois terços do faturamento da RAI, a emissora pública italiana, que também transmite intervalos comerciais na programação.

Portugal: Essa taxa foi abolida em todas as emissoras da RTP (com exceção do canal RTP2) em 1992 (no mesmo ano em que surgiu a primeira emissora de TV privada de lá, a SIC). Desde então, a RTP passou a ser financiada por subsídios do governo português e comerciais. No entanto, a RTP2 continua sendo o único canal sem publicidade da RTP. O canal é financiado pela Taxa de Contribuição Audiovisual, que é cobrada através das contas de luz e custa €2,81 por mês (R$ 12,71).

Japão: Os japoneses pagam uma taxa de licença anual (受信料, jushin-ryō) de ¥15.490 (R$ 596,72) ou ¥25.520 (R$ 983,11) se possuir uma antena parabólica que receba sinal por satélite. Há uma taxa separada para TV em preto e branco (que provavelmente, quase ninguém tem no Japão) e o custo da taxa é menor na ilha de Okinawa. Essa taxa é que financia a NHK, a emissora pública japonesa (que assim como a BBC britânica, não transmite nada de intervalos comerciais). Embora todos as famílias no Japão com um aparelho de TV precisem ter uma licença, em 2006, muitas pessoas deixara de pagar a taxa devido a uma série de escândalos envolvendo a NHK. Nessa época, não havia multa ou qualquer outra forma de punição por não pagar a licença.

Coreia do Sul: Na terra do K-Pop, a taxa de licença sul-coreana (수신료 징수제, susinlyo jingsuje) custa ₩30.000 (R$ 103,64) e financia as duas emissoras públicas de TV e rádio de lá, a KBS (que é mais voltada para o entretenimento) e a EBS (que é mais educativa e é uma espécie de TV Cultura deles). Essa taxa está nesse nível desde 1981 e hoje representa menos de 40% da receita da KBS e menos de 8% da receita da EBS. A taxa é cobrada através das contas de luz.

Suíça: Nesse país, a taxa de licença é cobrada por família e financia a emissora pública SRG SSR (que transmite nos quatro idiomas oficiais da Suíça: alemão, francês, italiano e romanche). A taxa anual é de 365 francos suíços (R$ 1.530,93), desde o início de 2019. As empresas pagam entre 365 e 35.590 francos suíços (R$ 149,276,53), dependendo do faturamento anual. Aquelas que ganham menos de 500 mil francos (R$ 2.097.169,55) ao ano estão isentas de pagar a taxa. As casas com aposentados comuns ou por deficiência, ou ainda moradores de asilos de idosos, pensões, internatos ou instituições penais estão isentos do pagamento da taxa. (Mais informações na reportagem neste link: https://tudoradio.com/noticias/ver/2052 ... 9-na-suica)
Editado pela última vez por iago83 em 13 Abr 2020, 10:41, em um total de 2 vezes.

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Re: Televisão Internacional

Mensagem por Chavo Arachán » 31 Out 2019, 10:46


Loco Abreu apresentando a versão uruguaia de "Topa ou não topa". Vai de segunda a quinta, depois do jornal, ás 9hs da noite.
MINHA APRESENTAÇÃO:
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Re: Televisão Internacional

Mensagem por CHarritO » 31 Out 2019, 10:52

Loco Abreu >>>>>>>>>>>>>> Patricia Abravanel
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Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / desde 2016)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
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Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Pentacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017 e 2019)
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Re: Televisão Internacional

Mensagem por Phoebe Buffay » 04 Nov 2019, 11:09

Se Bolsonaro não renovar concessão da Globo, repetirá decisão de Chávez em 2006
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O presidente Jair Bolsonaro ameaçou, na noite de quarta-feira (29), não renovar a concessão da TV Globo e acusou o canal de persegui-lo. O gesto lembra uma medida similar, de Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, que retirou do ar a RCTV, na época a emissora mais vista do país e conhecida por suas novelas.

Em dezembro de 2006, Chávez (1954-2013) fez um discurso logo após conquistar um novo mandato. "Não será renovada a concessão para este canal golpista de televisão que se chama Radio Caracas Televisión (RCTV)", anunciou.

Uma das razões da revolta de Chávez foi que durante a tentativa de golpe de Estado contra ele, em 2002, a emissora não transmitiu os protestos de rua que pediam sua volta ao cargo.



"Esse canal fez muitos danos ao país: os valores negativos, o bombardeio midiático de violência, o ódio, o racismo, o sexo mal visto e mal-entendido, o desrespeito à mulher (...) aos homossexuais, ao país e ao mundo e às pessoas que tem alguma deficiência. Essa é a razão de fundo", afirmou o mandatário.

A RCTV era o mais visto do país e exibia novelas de grande audiência. Primeira emissora da Venezuela, foi inaugurada em 1953. Seu primeiro telejornal, chamado El Observador Creole, levava o nome de um fabricante de combustíveis, assim como o Repórter Esso, que marcou época no Brasil.

Após o anúncio de Chávez, a RCTV questionou a medida, pois dizia ter direito à concessão até 2021. No entanto, o governo resgatou uma lei dos anos 1980, segundo a qual a permissão expiraria em 2007.

Assim como no Brasil, as emissoras de TV e de rádio funcionam por licenças públicas, que precisam ser renovadas periodicamente.

O debate durou alguns meses. O governo defendeu que não se tratava de um fechamento, mas apenas de uma não renovação da permissão, algo que poderia ser feito pela Presidência.

Houve protestos nas ruas e críticas da oposição, mas mesmo assim o canal foi tirado do ar às 23h55 de 27 de maio de 2007. Equipamentos foram expropriados e levados para um novo canal estatal, chamado TVes, que passou a ocupar aquela frequência.

Fora da grade aberta, a emissora foi para a TV paga a partir de julho de 2007, sob o nome RCTV Internacional. No entanto, em 2010, o governo ordenou sua retirada dos pacotes por assinatura, sob acusação de que o canal teria descumprido regras federais ao se recusar a transmitir um pronunciamento de Chávez.

Depois disso, ela saiu do ar de vez. Em 2015, a CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) ordenou a devolução da concessão pública, mas a sentença foi ignorada.

A RCTV possui atualmente um canal no YouTube, com 807 mil seguidores, no qual disponibiliza dezenas de novelas antigas.

Durante um discurso em janeiro, o líder opositor Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela mas não conseguiu assumir o comando do país, levantou um microfone da RCTV e prometeu que o canal voltaria em breve.

BOLSONARO AMEAÇA
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O presidente Jair Bolsonaro ameaçou não renovar a concessão da TV Globo, maior emissora do país, depois que o Jornal Nacional revelou que o nome dele foi citado na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Em tom exaltado, o presidente chamou de "patifaria" a cobertura que a emissora faz de seu mandato e disse que é feito um jornalismo "podre" e "canalha". Ele chamou ainda a imprensa de "porca" e "nojenta".

"Vocês vão renovar a concessão em 2022. Não vou persegui-los, mas o processo vai estar limpo. Se o processo não estiver limpo, legal, não tem renovação da concessão de vocês, e de TV nenhuma. Vocês apostaram em me derrubar no primeiro ano e não conseguiram", disse.

A atual permissão da emissora vence em abril de 2023. A concessão é renovada ou cancelada pelo presidente, e o Congresso pode referendar ou derrubar na sequência o ato presidencial em votação nominal de 2/5 das Casas (artigo 223 da Constituição).

Segundo lei sancionada no governo Michel Temer (MDB), o presidente pode decidir sobre a concessão até um ano antes de ela vencer -ou seja, em abril de 2022, último ano do mandato de Bolsonaro.

Apesar das trajetórias parecidas na TV aberta, a Globo faz parte de uma empresa que possui muito mais canais de distribuição do que a RCTV tinha. O Grupo Globo soma rádios, sites de notícias, canais segmentados de TV paga e a plataforma de vídeo sob demanda Globoplay, entre outros negócios.

O conglomerado teve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2018.
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Re: Televisão Internacional

Mensagem por kleyton-bolanos » 26 Abr 2020, 13:54

Acho inviável que isso vai acontecer para não renovação de concessão da Globo, a Globo tem 32 canais por assinatura, três emissoras de rádio, quatro jornais, 16 revistas, oito sites, uma gravadora, uma produtora de filmes e uma instituição ligada ao nome do fundador, não tem como acabar com essa emissora, ela gere mais de 50 mil empregos (incluindo nas afiliadas) se fechar o desemprego assola o nosso país.
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Re: Televisão Internacional

Mensagem por Phoebe Buffay » 08 Mai 2020, 10:50

Filipinas decreta fim da emissão da televisão independente ABS-CBN
As autoridades das Filipinas ordenaram hoje à maior rede de televisão independente do país, crítica do Governo e do Presidente, Rodrigo Duterte, para deixar de emitir sinal definitivamente.

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Comissão Nacional de Telecomunicações ordenou à corporação ABS-CBN para encerrar suas transmissões, após 25 anos de uma licença que terminou na segunda-feira.

A renovação da licença de transmissão televisiva dependia de audições parlamentares, mas as sessões foram adiadas devido ao confinamento imposto pelas medidas contra a propagação da pandemia do novo coronavírus.

Hoje, a ABS-CBN, tinha noticiado que iria continuar com as emissões de rádio e de televisão, mas posteriormente anunciou que vai pôr fim às transmissões ainda hoje.

"Milhões de filipinos vão perder uma fonte de notícias e de entretenimento quando a ABS-CBN for obrigada a 'sair do ar' quando as pessoas precisam de ter informação no contexto da pandemia de COVID-19", refere um comunicado da estação.

Elementos da oposição acusam o presidente Duterte de atropelos à liberdade de expressão a estações como a ABS-CBN que mantêm posições críticas nos trabalhos jornalísticos como as medidas de força contra o tráfico de estupefacientes que já provocaram a morte a milhares de pessoas suspeitas.

As autoridades governamentais negam que o encerramento da estação seja uma questão de liberdade de imprensa, sublinhando que "todos devem cumprir a lei".

Vários elementos do Parlamento pediram à comissão de telecomunicações para autorizar uma licença temporária à ABS-CBN mas o governo avisou que a empresa de comunicação social só pode emitir estando devidamente licenciada.

O governo também acusou a publicação digital Rappler de violar a constituição por deter capital estrangeiro tendo ordenado o encerramento das edições. A Rappler nega as acusações e continua a funcionar.

A paralisação marcou a primeira vez que a rede saiu do ar desde 1986, tendo sido desligada durante a lei marcial sob Ferdinand Marcos em 1972. A paralisação colocou em risco a segurança no emprego de 11.000 funcionários do ABS-CBN em plena pandemia do COVID-19 nas Filipinas.
A próxima vai ser a Globo :unsure:
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