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Re: DISNEY
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MensagemEnviado: 24 Nov 2019, 10:30 
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https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mauriciostycer/2019/11/a-disney-entra-na-guerra.shtml

A esperada guerra entre serviços de streaming finalmente começou.

A Disney anunciou ter registrado 10 milhões de assinantes nas primeiras 24 horas do lançamento do seu serviço, no último dia 12, nos Estados Unidos. É muita coisa. Para efeito de comparação, a Netflix tem 60,6 milhões de assinantes no seu país.

O aplicativo para celular do Disney+ foi baixado mais de 3 milhões de vezes no dia do lançamento. A estreia da série “The Mandalorian”, com a grife “Star Wars”, foi a cereja do bolo. O primeiro episódio foi visto mais de 2 milhões de vezes nas primeiras 24 horas. Serão oito episódios no total, liberados semanalmente, e não de uma só vez, como se tornou prática neste mercado.

Diferentes analistas de mercado lembraram que este número de 10 milhões de assinantes deve ser visto com cautela.

O resultado foi impulsionado pela oferta gratuita do serviço, por um ano, para um número não informado de assinantes da Verizon, uma gigante de telecomunicações. A Disney também não revelou quantos destes assinantes originais se inscreveram para o teste gratuito de sete dias.

Uma das armas da empresa é o preço. A assinatura mensal custa US$ 6,99 contra US$ 8,99 do plano mais básico da Netflix (cerca de R$ 29 contra R$ 37).

Além disso, a empresa está oferecendo um pacote que inclui o seu próprio serviço e outros dois, o do canal de esportes ESPN e o da plataforma de séries e filmes Hulu, por US$ 12,99 (R$ 54) — separadamente estes outros dois custam US$ 5,99 (R$25) e US$ 4,99 (R$ 21).

Na sequência da estreia nos Estados Unidos, o Disney+ foi lançado nesta semana na Nova Zelândia e na Austrália.

Em março de 2020, chega a Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha.

No Brasil, foi anunciado para o ano que vem, mas não tem data.

Como os investimentos em tecnologia e conteúdo são enormes e o retorno financeiro ainda é baixo, o número de assinantes é uma questão chave neste mercado. É ele que sinaliza o potencial do negócio.

Isso explica a fanfarra da Disney com os seus 10 milhões no primeiro dia e ajuda a entender por que o mercado acompanha com lupa as oscilações dos números da Netflix — hoje ela tem 158,3 milhões de assinantes no total, somando mercado interno e externo.

Em entrevistas, comunicados e no livro de memórias que acabou de publicar, o presidente e CEO da Disney, Robert Iger, tem sido explícito em relação a este problema.

“O custo de desenvolver o aplicativo e criar o conteúdo, combinado com o prejuízo causado pelas perdas nos negócios tradicionais, significou que reduziríamos nossos lucros em alguns bilhões de dólares por ano nos primeiros anos”, diz Robert Iger em “The Ride of a Lifetime” (ed. Random House, 248 págs., US$ 17 na Amazon).


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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 25 Nov 2019, 18:54 
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Confira o artigo "O soldado Mickey":

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(via Pato Donald # 2150, lançado em novembro de 1998)

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 30 Nov 2019, 20:56 
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(via Mickey # 910, de junho de 2018)

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 03 Dez 2019, 04:38 
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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 14 Dez 2019, 23:06 
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(via Almanaque Disney # 86, lançado em julho de 1978)

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 16 Dez 2019, 18:11 
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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 27 Dez 2019, 09:38 
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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 09 Jan 2020, 16:55 
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https://observatoriodatv.bol.uol.com.br/noticias/2020/01/revendo-fusao-cade-quer-saber-se-canais-fox-ganharam-ibope-nas-maos-da-disney

Revendo o negócio de fusão entre Disney e Fox no Brasil, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) quer saber se a Disney ganhou audiência em 2019 comandando os canais Fox no Brasil – com exceção do Fox Sports.

O órgão pediu para as operadoras de TV por assinatura que se manifestassem e apresentassem dados de audiência para o conselho sanar essa dúvida.

Segundo apurou a reportagem do Observatório da Televisão, o motivo da dúvida do Cade em relação a isso é saber se, de fato, a fusão da Disney com a Fox criaria um monopólio na TV por assinatura.

A Disney afirma que não é o caso, já que muitos canais que ela comanda atualmente são de nicho e possuem audiência mínima.

Entre as emissoras que o Cade pediu informações, estão o Fox Channel, o FX, o Nat Geo, o Nat Geo Kids, entre outros. O conselho solicitou os dados de audiência para as operadoras de TV por assinatura, como Claro/Net, Vivo, Oi e Sky. Claro e Vivo responderam aos questionamentos, mas em segredo.

Já a Sky pediu mais tempo para levantar os dados, já que o pedido ocorreu durante o período de festas de fim de ano, o que foi atendido pelo Cade prontamente. Por fim, a Oi comentou que não tem acesso aos dados de audiência da televisão e que eles deveriam ser solicitados ao Ibope.

A solicitação do Conselho é decisiva para o futuro da fusão entre Disney e Fox. Se o ganho de audiência da Disney for grande, o conselho pode colocar empecilhos novamente na fusão, mas a expectativa é que não seja o caso.

Dos canais pedidos, apenas a Fox está entre os 15 canais mais vistos da TV por assinatura no Brasil, por exemplo.

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 12 Jan 2020, 02:42 
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(via Zé Carioca # 2306, de dezembro de 2006)

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 13 Jan 2020, 16:02 
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(via Zé Carioca # 2320, lançado em fevereiro de 2008)

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 14 Jan 2020, 02:36 
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https://exame.abril.com.br/revista-exame/fantasia-sem-limites/

Estamos no segundo dia da D23, a convenção que a cada dois anos reúne os fãs da “família Disney”.

E que família ! A coleção de universos e personagens — ou franquias, como está na moda dizer hoje — da Disney transformou a empresa numa força sem igual no negócio do entretenimento. A casa construída por Mickey Mouse também abriga o Homem de Ferro, o Homem-Aranha e o Capitão América; o xerife Woody, o astronauta Buzz Lightyear e o peixinho Nemo; Luke Skywalker, Darth Vader e Han Solo; Homer e Bart Simpson; animações clássicas de ontem e de hoje, como O Rei Leão, Cinderela, A Pequena Sereia e uma longa lista de princesas. Além, é claro, dos parques de diversões em três continentes e de uma legião de fãs que vão literalmente dos 8 aos 88 anos, como provam as várias cabeças brancas que circulam pelos corredores da D23 (algumas delas escondidas sob a fantasia de seus personagens prediletos).

O serviço de streaming Disney+, lançado no dia 12 de novembro nos Estados Unidos, é a culminação desse acúmulo das propriedades intelectuais mais reconhecidas e lucrativas do imaginário coletivo mundial.

Por uma assinatura mensal de meros 7 dólares — ante 13 dólares do pacote mais barato da Netflix e 15 dólares do HBO Now — a Disney oferece acesso à sua enorme família num único endereço digital, de Steamboat Willie, primeira aparição do Mickey, às 30 temporadas de Os Simpsons; de A Noviça Rebelde a Star Wars: O Despertar da Força.

A chegada da Disney e grande elenco inaugura uma nova fase da guerra pela supremacia no entretenimento online e promete ser para muita gente o primeiro gostinho do que será o consumo de mídias digitais no século 21.

O legado dos 15 anos de Bob Iger à frente da Disney, um ícone americano com quase um século de história, será determinado pelo sucesso do Disney+. Descrito como “o cara mais bonzinho de Hollywood”, Bob Iger, de 68 anos, começou como faz-tudo nos estúdios da rede de TV ABC e trabalhou como homem do tempo em uma emissora regional antes de passar para o outro lado das câmeras. No comando da Disney, ele foi às compras com apetite insaciável. Negociou, em 2006, a compra da produtora Pixar diretamente com Steve Jobs, presidente do estúdio e seu amigo pessoal, por 7,4 bilhões de dólares. Três anos depois arrematou a Marvel Entertainment por 4,2 bilhões. Em 2012, após um ano e meio de namoro, comprou a Lucasfilm, dona da série Star Wars, também por 4 bilhões de dólares. Neste ano, Bob Iger assinou a última adição de conteúdo à família Disney : os estúdios 21st Century Fox, por mais de 71 bilhões de dólares.

De todas as aquisições, entretanto, talvez nenhuma tenha sido mais estratégica do que a BAMTech Media, há dois anos e meio. A startup nasceu como braço tecnológico da liga americana de beisebol e, sob o novo nome de Disney Streaming Services, é a responsável pelo serviço de streaming Disney+. Com exceção do negócio de parques, a Disney sempre dependeu de intermediários para chegar aos clientes. Agora fala direta e individualmente com cada um deles. “Vamos saber do que eles gostam ou não, as afinidades que têm com cada uma de nossas marcas”, disse Kevin Mayer, responsável pela área de negócios diretos com o consumidor, numa conversa com jornalistas estrangeiros durante a D23.

Os distribuidores tradicionalmente compartilham poucos detalhes sobre o desempenho dos produtos licenciados — uma informação que, num negócio verticalizado, como a nova Disney, pode ser aproveitada para fazer marketing e orientar os investimentos da área criativa e também dos parques temáticos. Kevin Mayer, apontado como um dos favoritos para suceder Bob Iger, que prometeu se aposentar em 2021, afirmou que o Disney+ é o sinal de que “estamos completamente no controle de nosso destino”.

Essa clareza de propósito é relativamente recente. Enquanto Netflix, Amazon e HBO se dedicavam com força total ao streaming, a Disney hesitava. Várias iniciativas digitais no passado custaram caro e deram em nada, como Infoseek, Club Penguin e outros fracassos que ficaram pelo caminho. A empresa parecia viver o clássico dilema dos inovadores : por que mexer em time que está ganhando ? O primeiro grande alarme soou no meio da década. Embora os personagens de fantasia sejam a cara da empresa, parte importante dos lucros vinha do canal esportivo ESPN. A onda crescente de consumidores cancelando a TV paga — algo que significava menos repasses das operadoras para a Disney — assustou os investidores. A decisão de entrar de vez no negócio de distribuição direta só veio há pouco mais de dois anos, quando Bob Iger anunciou a criação do que viria a ser o Disney+ e o fim de um acordo de licenciamento com a futura concorrente Netflix.

O licenciamento do catálogo de filmes e séries é um negócio bilionário, e a Disney estava pronta para abrir mão de dinheiro garantido em troca de controlar o relacionamento com os fãs. Considere as duas seguintes informações. Quatro das cinco maiores bilheterias dos cinemas globais deste ano são da Disney. No topo da lista está Vingadores : Ultimato, que arrecadou 2,8 bilhões de dólares no mundo inteiro e se tornou o filme de maior sucesso comercial da história.

Bob Iger poderia simplesmente seguir usando terceiros (como Apple, Amazon, HBO e Netflix) para lucrar com as janelas de lançamento que vêm depois dos cinemas. Mas a Disney optou pela independência. “Raras vezes vimos uma empresa disposta a criar esse tipo de ruptura financeira numa mudança estratégica de modelo de negócios”, escreveu num relatório o analista Michael Nathanson, especialista em mídia da empresa de pesquisas de mercado MoffetNathanson. Segundo Michael Nathanson, a Disney potencialmente está largando bilhões de dólares na mesa ao deixar de licenciar suas propriedades intelectuais.

Esse buraco nas receitas mais a precificação agressiva do serviço e o investimento em conteúdo original (mais sobre isso em instantes) não parecem assustar os investidores. No fechamento desta edição, a Disney tinha um valor de mercado superior a 260 bilhões de dólares, pouco mais do que o dobro dos 129 bilhões da Netflix. As ações da empresa subiram 35% neste ano e atingiram um pico histórico no dia seguinte à estreia do Disney+. A empresa anunciou que, na primeira semana de operação, o novo serviço já contava com 10 milhões de assinantes (as assinaturas vinham sendo vendidas havia meses). A expectativa é chegar a 90 milhões de clientes nos próximos cinco anos. A estimativa é que a Netflix, hoje com 158 milhões de clientes pagantes, dobre esse total no mesmo período.

Mas a Disney não está só interessada na contagem de assinantes. O serviço de streaming abre um novo espaço para ampliar seus universos de fantasia. “As histórias do Disney+ serão completamente interligadas com o que vemos nos filmes”, diz Kevin Feige, guru maior do Universo Cinematográfico Marvel, conhecido pela sigla em inglês MCU. Apenas em lançamentos nos cinemas, o MCU conta com 23 filmes. O que acontece no Homem-Aranha interfere na história dos Vingadores, que interfere no que acontece no Homem-Formiga, e assim por diante.

Mas os fãs ferrenhos desse mundo de fantasia — e eles são muitos — querem mais, e é pensando neles que a Disney está criando séries exclusivas, como a dedicada a Loki, o irmão adotivo de Thor. “Os personagens [que aparecerem no Disney+] estarão mudados quando reaparecerem no cinema.” Quem quiser entender os próximos filmes do MCU, como disse Kevin Feige numa entrevista recente, provavelmente vai precisar assinar o Disney+.

O maior chamariz do novo serviço é a série original The Mandalorian, parte do universo Star Wars. Estrelado pelo chileno Pedro Pascal, Mandalorian é um faroeste espacial que conta a história de um caçador de recompensa e se passa cinco anos antes dos eventos de O Retorno de Jedi, filme lançado em 1983. A série foi escrita e dirigida por Jon Favreau, um dos pesos pesados da Disney, responsável por Homem de Ferro 2 e pela recente versão computadorizada de O Rei Leão.

Os fãs mais ferrenhos identificaram a semelhança entre Mandalorian e Boba Fett, um dos coadjuvantes mais famosos da trilogia original de Star Wars.

O universo das animações computadorizadas da Pixar também vai ganhar uma série derivada da original que será exclusiva no Disney+. Monsters at Work vai mostrar as novas aventuras de Mike e Sulley, os protagonistas do vencedor do Oscar Monstros S.A., com a dublagem dos atores dos filmes originais, Billy Crystal e John Goodman.

A empresa não revela quanto está investindo em produções originais, mas, segundo estimativas, certos seriados custarão até 25 milhões de dólares por episódio.

A Apple estaria disposta a investir 6 bilhões de dólares numa programação original para seu recém-lançado serviço Apple TV+ — apesar de seus primeiros esforços, como a série The Morning Show, com os astros Jennifer Anniston e Steve Carell, terem recebido críticas tépidas. Os números da Amazon Prime Video, dona da premiada série A Maravilhosa Sra. Maisel, são semelhantes.

A Netflix deve colocar 15 bilhões de dólares em centenas de séries e filmes originais neste ano. A disputa pelos direitos de seriados que fizeram sucesso no passado também desafia a racionalidade. O serviço HBO Max, da WarnerMedia, que estreará nos Estados Unidos no ano que vem, saiu vencedor do leilão pelo direito de exibir Friends por cinco anos. O preço ? Segundo especulações publicadas pela imprensa americana, 425 milhões de dólares. Para não ficar para trás, a Netflix pagou um valor parecido para exibir, a partir de 2021, os 180 episódios de Seinfeld.

A batalha pela supremacia nos serviços de streaming vai se dar, pelo menos no futuro próximo, segundo a lógica das companhias de tecnologia, diz o analista Nathanson : “A preocupação com dinheiro vem depois. O importante agora é conseguir assinantes. É isso que a Netflix vem fazendo há anos”. O jogo não é de soma zero, ou seja, não haverá um único vencedor que ficará com o bolo inteiro. Uma pesquisa do instituto Harris Poll em parceria com o The Wall Street Journal indica que os consumidores americanos estariam dispostos a pagar 44 dólares por mês, na média, para assinar três ou quatro serviços de streaming de vídeo (e essa conta não inclui serviços de música, como Spotify, ou assinaturas de jornais e revistas online).

Mas tanta escolha tem um custo que vai além do dinheiro : assistir à TV vai ficar complicado. O consumidor que se vire para achar o que quiser ver. Por enquanto, não existe nada que se compare ao guia eletrônico de programação das TVs a cabo, um app que organize em um único lugar o que está disponível nas diversas plataformas concorrentes. A alternativa é resignar-se com a tela da TV tomada por um amontoado de aplicativos.

Conquistar a lealdade dos consumidores vai ser essencial, de acordo com a pesquisa do The Wall Street Journal : um terço dos entrevistados disse que provavelmente cancelará a assinatura da Netflix para experimentar um dos novos serviços. Entre os millennials está virando moda fazer um revezamento mensal das assinaturas de streaming, já que é fácil assinar e cancelar os serviços. Para evitar o problema, a Disney vai lançar os episódios de suas produções semanalmente, e não tudo de uma vez, como faz a maioria dos concorrentes.

Netflix e Amazon foram procuradas por EXAME, mas não quiseram se pronunciar sobre o Disney+. Falando num evento no início de novembro, Ted Sarandos, responsável pelo conteúdo da Netflix, disse que a chegada do Disney+ “não muda nada, na verdade”. Segundo ele, o foco da Netflix continua sendo produzir conteúdos amados pelos clientes. Reed Hastings, presidente da empresa, foi um pouco mais diplomático. “Entre todos os competidores”, disse ele, “é com a Disney que temos mais o que aprender em termos de entretenimento.”

No Brasil, o Globoplay, do Grupo Globo, tem investimentos volumosos planejados para o futuro imediato. Com 25 milhões de usuários (incluindo não pagantes), a empresa diz que o total de assinantes do conteúdo pago aumentou 50% neste ano. Para 2020, a meta é investir 1 bilhão de reais na plataforma, a maior parte em conteúdo. “Vamos buscar nossa diferenciação no conteúdo próprio e local, mas isso não quer dizer que não teremos séries estrangeiras para completar o portfólio”, afirma Erick Brêtas, diretor-geral do Globoplay. De acordo com Brêtas, o serviço tem 16 novas produções originais confirmadas para 2020 — nove de produtoras independentes.

No ano que vem, a empresa vai oferecer pela primeira vez novelas produzidas especialmente para o Globoplay e que, posteriormente, serão transmitidas na TV aberta. A primeira delas será a nova fase de Verdades Secretas. A força do conteúdo nacional, produzido pela maior emissora do país e com décadas de conhecimento sobre o que agrada ao telespectador brasileiro, não pode ser descartada, segundo Matteo Ceurvels, analista da eMarketer Consultoria. “Veremos uma grande batalha de conteúdo original em níveis global, regional e local”, diz.

A estratégia da Globo contempla a estreia de documentários jornalísticos exclusivos para a plataforma, que poderão ser produzidos pela equipe do grupo ou por parceiros. O orçamento desse projeto já está reservado para 2020. Haverá, ainda, uma parceria para adquirir direitos de conteúdo da TV britânica BBC. “No futuro, devemos ter um movimento de consolidação no setor, mas temos convicção de que estaremos na liderança de mercado junto com os grandes players globais”, diz.

O que nem a Globo nem as outras empresas puramente de conteúdo podem replicar é a parte offline do negócio da Disney : os parques temáticos. Em 2018, eles foram responsáveis pela metade dos quase 60 bilhões de dólares faturados pela empresa. Ao todo, as propriedades da Disney receberam 157 milhões de visitantes no ano passado. Os cinco parques mais visitados dos Estados Unidos em 2018 foram todos da Disney, segundo o ranking da Themed Entertainment Association, que acompanha a movimentação do setor (a Disney não divulga dados de visitação).

Depois de anos de espera dos fãs, a Disney inaugurou em seus dois parques americanos duas áreas inteiras e idênticas dedicadas a Star Wars. Batizado de Galaxy’s Edge, o espaço de 60.000 metros quadrados contém o primeiro Falcão do Milênio em “tamanho natural”. O simulador da nave espacial mais famosa dos filmes foi o primeiro brinquedo de Star Wars lançado pela empresa. Outra atração, batizada de Rise of the Resistance e com abertura prevista para dezembro no parque da Flórida (e janeiro no da Califórnia), será ainda mais ambiciosa. Os visitantes terão a sensação de participar de uma cena de filme, interagindo com os andadores AT-AT e com um destacamento de stormtroopers.

O Galaxy’s Edge tem uma característica um pouco diferente dos outros “mundos” dos parques da Disney. Os brinquedos e as (muitas) lojas estão lá, é claro, mas a ênfase foi “criar um espaço em que os visitantes pudessem viver a própria história Star Wars”, diz Kirstin Makela, diretora de arte da Walt Disney Imagineering, área da empresa que concebe e constrói as atrações dos parques. Um dos focos principais é a personalização e o uso intensivo da tecnologia, num reconhecimento tácito de que o celular é um concorrente que não pode ser desprezado. Uma oficina permite a montagem de robôs personalizados — equipados com sensores, interagem com o ambiente do parque na saída da loja (preço: 100 dólares). No Savi’s Workshop, o consumidor pode montar o próprio sabre de luz, orientado por um “ferreiro das galáxias” (200 dólares).

Analistas estimam que a Disney investirá 24 bilhões de dólares em reformas e novas atrações de seus seis resorts, que incluem unidades em Paris, Xangai, Tóquio e Hong Kong. É mais do que a empresa pagou para adquirir Marvel, Lucasfilm e Pixar. Mas, no mundo Disney, tudo se mistura. As histórias viram atrações nos parques, as atrações dos parques viram histórias nas telas. Os filmes Piratas do Caribe foram inspirados no brinquedo de mesmo nome. No ano que vem, a Disney vai lançar Jungle Cruise, uma aventura pela Amazônia que se baseia numa das atrações em funcionamento desde a inauguração da Disneyland em junho de 1955.

Nenhuma empresa se compara à Disney quando o assunto é vender sonhos, do frio na barriga da montanha-russa aos suspiros no escurinho do cinema (ou no sofá de casa).

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 16 Jan 2020, 08:27 
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Dois meses após o lançamento, o Disney+ está a todo vapor.

O serviço de streaming da Disney alcançou a marca de 41 milhões de downloads só em celulares mundo afora, segundo um relatório da empresa de inteligência Sensor Tower.

Os números incluem downloads em dispositivos Android e em iPhones.

O relatório aponta que o aplicativo do Disney+ gerou à companhia presidida por Bob Iger um faturamento de 97,2 milhões de dólares nos primeiros 60 dias no ar.

O produto foi lançado em 12 de novembro de 2019. No primeiro mês, o faturamento do Disney+ em celulares foi de 43,9 milhões de dólares, e de 53,3 milhões de dólares no segundo mês.

Não foram medidos dados de outros dispositivos, como TV inteligente ou computadores de mesa, de modo que os números gerais podem ser ainda maiores.

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 18 Jan 2020, 18:18 
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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 30 Jan 2020, 23:28 
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(via Tio Patinhas # 63, de outubro de 1970)

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Re: DISNEY
MensagemEnviado: 31 Jan 2020, 03:38 
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:sbt:

Desde o ano passado, Silvio Santos e o Grupo Disney voltaram a negociar.

Os dois mantiveram uma parceria vitoriosa por três anos, mas que acabou em 2018 porque o dono do SBT não estava satisfeito, não só financeiramente, mas também com o conteúdo oferecido pela parceira.

E ele tinha razão.

A Disney tinha total autonomia para decidir o que exibir tanto na programação como nos seus intervalos.

Só que, mesmo tendo contrato com o SBT, por algum tempo manteve alguns de seus melhores produtos na grade de parabólica da Globo.

Com o lançamento do serviço de streaming Disney Plus, porém, o conglomerado norte-americano pode ter muito a ganhar.

O SBT seria uma excelente "vitrine" para divulgar o novo produto (que não é destinado especificamente às crianças e, portanto, em tese, poderia ser "anunciado" nos intervalos).

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