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Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
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MensagemEnviado: 04 Out 2012, 12:26 
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Tópico para comentarmos o mandato da chefe do Poder Executivo do Brasil, Dilma Rousseff.

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Vamos começar com esse artigo que saiu hoje no jornal e que acho que merece ser lido :

http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/

Ao assumir a defesa dos interesses da classe média, a presidente Dilma parece apontar não apenas para mudanças na condução da sua política econômica, mas também para objetivos novos do seu partido.

Nesta quarta-feira, o mais respeitado jornal de Economia e Finanças do mundo, o Financial Times, publicou matéria e entrevista em que a presidente se propõe a fortalecer não mais o proletariado, mas o consumidor remediado : “Queremos um Brasil de classe média”.

Não deixa de ser objetivo marcadamente diferente do que guiou seu antecessor, o presidente Lula, em suas duas administrações. Ele buscou o resgate do trabalhador e dos mais pobres, com seu programa Fome Zero e com a distribuição de cestas básicas.

A própria escolha da então candidata Dilma à Presidência da República foi pautada pelo realce de valores mais próximos das classes médias urbanas do que do trabalhador braçal – até então, o principal foco das atenções do Partido dos Trabalhadores. A mãe do PAC, que nunca antes havia participado de uma eleição, foi apresentada ao eleitor como a gerente mais indicada para uma governança eficiente do patrimônio público.

Dentro do pressuposto de que a própria classe trabalhadora vai ascendendo na escala social, a presidente se mostra interessada em ser vista como defensora dos direitos do consumidor.

Quer ser não somente aquela que conseguiu derrubar os juros básicos (Selic) – supostamente contra a vontade dos “rentistas” –, mas a que se engajou na luta contra o jogo dos banqueiros. É o que se vê na queda de braço travada com eles na derrubada dos “custos escorchantes” nos financiamentos; na cobrança por mais interesse na concessão de créditos; na redução dos juros cobrados no crédito rotativo dos cartões; e, agora, também na redução das tarifas bancárias e das taxas de administração dos fundos de investimento.

A bandeira dos direitos da classe média está sendo levantada ainda em outras três iniciativas articuladas pela Presidência da República : na queda das tarifas da “conta de luz”; no enfrentamento das administradoras dos serviços telefônicos; e, nos últimos dias, na decisão de impedir novas vendas de participações em planos de saúde.

A nova força não se manifesta só nas novas e crescentes pressões para que o Brasil seja gerido mais competentemente e para que os direitos dos consumidores sejam mais bem defendidos. Também tem aparecido nos movimentos articulados pelas redes sociais eletrônicas, que clamam por punição exemplar dos corruptos deste país.

Não há indícios de que essa nova agenda presidencial seja fruto de estratégia de longo prazo, formulada a partir de profundas reflexões e do exame das forças políticas e sociais em gestação no Brasil. Parece tudo resultado intuitivo surgido a partir do embate diário do exercício do poder. Em todo o caso, reflete a capacidade de ver as coisas antes dos partidos de oposição, que continua prostrada e sem discurso. E explica o alto grau de aprovação popular desfrutado até este momento pela administração Dilma.

Falta saber até que ponto a nova postura da presidente será capaz de mudar o Partido dos Trabalhadores, agora convidado a se identificar mais determinantemente com os pontos de vista da pequena burguesia e a abandonar seu jogo – que, até hoje, tem dado prioridade ao aparelhamento do Estado em benefício próprio.

Além da classe média. Na matéria do Financial Times, Dilma não se apresentou só como defensora das classes médias consumidoras. Também mostrou que sabe dos problemas do empresário. Reconheceu que ele enfrenta não somente as consequências da crise global e o tsunami monetário criado pelos grandes bancos centrais.

É o custo Brasil. A presidente admitiu ainda que um grande número de entraves ao setor produtivo é criado aqui dentro. Entre eles, citou o alto custo do trabalho, a baixa produtividade, a precariedade da infraestrutura e a elevada carga tributária. Em outras palavras, Dilma reconheceu as barreiras impostas pelo elevado custo Brasil.

Novo modelo. Para o Financial Times, diminuir esses custos implica adotar novo modelo de desenvolvimento econômico. Mas, disso, o governo Dilma não parece ainda convencido.

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Editado pela última vez por E.R em 07 Ago 2017, 01:35, em um total de 26 vezes.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 09 Out 2012, 20:36 
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http://www.viomundo.com.br/politica/ricardo-musse-eleicoes-reforcam-o-cacife-de-dilma.html

Ela conseguiu se desvencilhar com desenvoltura da armadilha inerente a uma disputa local na qual os partidos da base quase inevitavelmente tendem a se confrontar com certa dose de virulência.

Surpreendendo a todos que acreditaram no estereótipo (reforçado pelo seu marketing pessoal) de que ela seria pouco afeita às articulações políticas, Dilma movimentou-se com uma perícia equiparável à ação dos principais políticos brasileiros, um grupo historicamente restrito. Não só conseguiu evitar o descontentamento e a temida (e muitas vezes anunciada) desagregação de sua base de apoio, como logrou contentar a quase todos, desferindo golpes fatais sobre a oposição.

A avaliação das eleições municipais não pode deixar de considerar uma antítese que lhe é constitutiva, de antemão. Os eleitores decidem o voto em função de fatores e prioridades locais, mas, ao fazê-lo elegem partidos que são, por definição, nacionais. Grosso modo, podemos agrupar as forças em disputa em três grandes blocos : o de oposição (DEM, PSDB, PPS), o da assim chamada base aliada (PMDB, PSB, PDT, PRB, PP etc.), e o constituído pelo PT e seu aliado mais próximo, o PCdoB.

Os resultados também podem ser vistos como uma aferição das forças regionais que se organizam para a obtenção, no próximo pleito, dos governos estaduais, sobretudo os dados referentes às capitais e ao número total de prefeituras e votos conquistados em cada unidade da federação. Nas capitais, em geral, a disputa se polariza entre o grupo que detém o poder no município e o que controla o estado. Quando o mesmo grupo detém ambos, a polarização se dá com a oposição regional, que se capacitou para tanto pela eleição anterior ou que se fortalece para a próxima.

É a partir das interconexões entre esses dois planos que se torna possível avaliar em que medida os resultados eleitorais reforçam ou enfraquecem os projetos dos atores que se posicionam para a eleição presidencial de 2014.

Para demonstrar minha tese de que as eleições reforçaram o cacife de Dilma, vou ater-me aqui ao resultado das dez capitais de maior população, que concentram uma fatia expressiva do eleitorado brasileiro e, por conseguinte, as ações dos políticos de expressão nacional.

O objetivo primordial da presidente foi construir alianças que possibilitassem uma distribuição não muito desigual, entre os partidos aliados, do comando das prefeituras das principais cidades. No desenho ensaiado no início do ano, o condomínio principal do poder seria assim distribuído : a cabeça de chapa no Rio de Janeiro ficaria com o PMDB, em São Paulo com o PT e em Belo Horizonte com o PSB. A ensaiada rebelião do PSB, insuflada por Aécio Naves, foi debelada por meio de um acordo tácito pelo qual Dilma e Lula se comprometeram a não participar das campanhas em Fortaleza e Recife, cidades nas quais o embate entre o PT e o PSB decidiria as eleições.

A resposta a Aécio se fez presente sob a forma da bem sucedida pacificação do PT mineiro, juntando as alas, até então adversárias, do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias. Embora Márcio Lacerda tenha sido vitorioso, o desempenho de Patrus, lançado na última hora, contra um candidato à reeleição com gestão bem avaliada (em parte graças a parcerias firmadas com programas do governo federal) e a vitória do PT em grandes cidades do estado, indicam que Dilma, no mínimo, tende a dividir o voto dos mineiros, colocando em dúvida o alegado trunfo de Aécio de que Minas se uniria em torno de sua candidatura a presidente.

O aviso ao PSB pode ser resumido mais ou menos assim : o partido de Eduardo Campos e Ciro Gomes pode contar com a neutralidade de Dilma e Lula nas disputas pelo poder local e estadual com o PT, desde que não esteja aliado ao PSDB. Além de Belo Horizonte, isso ficou claro em Curitiba, onde dois candidatos da base aliada, tiraram do segundo turno o atual prefeito do PSB. As dificuldades das chapas PSB-PSDB em Minas e no Paraná, foram um alerta ao PSB de que o papel que a mídia lhe imputa de ser o fiel da balança em 2014 pode resultar numa operação de alto risco.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o PMDB devem parte de seu êxito a Dilma. Ela agraciou com um ministério, retirando-o da corrida eleitoral, o bispo Marcelo Crivella, do PRB, cuja candidatura provavelmente levaria a disputa ao segundo turno. Diga-se de passagem que a aliança PT-PMDB consolida-se ainda mais com o apoio recíproco nas grandes metrópoles – Rio, Belo Horizonte e São Paulo.

Dilma contentou também aliados de menor força eleitoral, como o PDT. Em Porto Alegre, o PT lançou, só para constar, um candidato desconhecido e absteve-se de impulsionar a candidata de seu mais fiel aliado, o PC do B, facilitando a reeleição em primeiro turno de José Fortunati, amigo pessoal da presidente. No mesmo movimento, reforçou-se a ala trabalhista comandada por Brizola Neto, diminuindo o poder de fogo dos dissidentes Cristovão Buarque e Miro Teixeira, e o do neodissidente Carlos Lupi.

Afora Goiânia, onde a CPMI sobre as atividades criminosas e políticas de Carlos Cachoeira minaram o poder do governador Marconi Perillo e a disputa foi resolvidas no primeiro turno com a reeleição do prefeito do PT, nas outras capitais de grande porte, Manaus, Salvador e São Paulo, a disputa em segundo turno se dará entre candidatos da base aliada e da oposição. Com um detalhe que pode ser decisivo: a soma dos votos dos candidatos alinhados ao Palácio do Planalto no primeiro turno forma uma maioria nunca menor que 60% dos votos.

Belém é um caso à parte. O candidato do governador, do PSDB, enfrentará no segundo turno um ex-petista, hoje no Psol. A necessidade de aglutinar apoio pode gerar um cenário inusitado no qual o candidato do Psol venha a contar com o apoio da presidente e do PT. Para Dilma seria uma oportunidade de granjear simpatias com a parcela do eleitorado que se decepcionou com seu apoio incisivo a Eduardo Paes contra Marcelo Freixo.

Se a pauta conjunta desses setores não derrotou o PT, não deixou de minar sua expansão. Na medida em que o PT não obtém a hegemonia eleitoral, o cenário torna-se ainda mais favorável para a candidata Dilma.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 09 Out 2012, 22:59 
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Dilma é muito inteligente politicamente. Evita polêmicas, tem procurado blindar o governo do Mensalão, atua de uma forma que surpreende - e até indigna - alguns setores do PT. Apesar da diferença ideológica, faz bem ver que ela não tem governado com o fígado, como o Lula.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 09 Out 2012, 23:04 
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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 09 Out 2012, 23:21 
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Não acho que a reeleição de Dilma esteja garantida. Ainda temos dois anos de governo pela frente. E a situação econômica do Brasil já não anda tão boa como diz o Governo Federal.

Aécio é um forte concorrente para ela. Se o candidato do PSDB for Alckmin, o PT ganhará disparado.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 10 Out 2012, 00:01 
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Rafinha escreveu:
A reeleição dela é certa.


Mas não é mesmo. De todo modo, eu acho que para ganhar dela só um Aércio Neves mesmo, pois este já transcende o PSDB.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 10 Out 2012, 00:07 
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Só se eclodir um escândalo muito grande mesmo. Se ela permanecer administrado com pulso firme como vem fazendo desde o início do mandato, ela é reeleita sem discussões. Seguramente haverá algum candidato que some uma boa porcentagem, mas nada que decline a Dilma.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 12 Out 2012, 03:45 
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Dilma e a vassourada na ética



Enquanto o mensalão continua em cartaz como um filme de época, com exclamações indignadas sobre aqueles tempos terríveis, os herdeiros do esquema vão muito bem, obrigado. A platéia do julgamento ainda está se perguntando: será que Lula sabia? Então o PT comprou mesmo apoio político? Ora, vamos apressar esse filme velho. O final é o seguinte: deu tudo certo e os mensaleiros da novíssima geração governam o Brasil.

Nem é preciso escutar horas de Joaquim Barbosa, depois horas de Lewandowski dizendo que não foi bem assim, para se entender o esquema que tomou de assalto (com duplo sentido) o Estado brasileiro. Vale mais, neste momento, prestar atenção a um ex-ministro do Supremo. O que aconteceu afinal com Sepúlveda Pertence?

É simples: ele acaba de abandonar a Comissão de Ética da Presidência da República, por causa de um novíssimo escândalo. Ou seria mais correto dizer, um novo capítulo do velho escândalo.

A sucessora boazinha de Lula, que não tem nada a ver com os aloprados do padrinho e ainda faz faxina duas vezes por semana, cassou na mão grande dois membros da Comissão de Ética. Enquanto a platéia se distraía com o faroeste do mensalão, Dilma Rousseff sacou mais rápido e executou a sangue frio os conselheiros Marília Muricy e Fábio Coutinho. Qual teria sido o pecado da dupla fuzilada?

Um pecado mortal: levantar o tapete e mostrar a sujeira guardada pela faxineira. Marília foi quem propôs a demissão do ministro bufão Carlos Lupi, que Dilma tentava manter a todo custo, junto com sua grande família de ONGs companheiras. O esquema de Lupi no Ministério do Trabalho, do qual Dilma era madrinha, nada mais era do que um dos muitos filhotes gordos do mensalão. O DNA do valerioduto estava lá: fabricação de contratos e convênios fantasmas para sugar dinheiro público para o partido que sustenta o governo. A mesmíssima compra e venda de apoio político que arrepia o país na oratória de Joaquim Barbosa.

Como se sabe, o voto de Marília Muricy foi a gota d’água para a demissão de Carlos Lupi, o empurrão que faltava para Dilma não ter mais como segurá-lo. E como também se sabe, na ocasião a presidente jurou de morte a Comissão de Ética da Presidência. Só esperou o momento certo para cortar a cabeça da conselheira sem chamar atenção.

Já Fábio Coutinho, o outro decapitado, cometeu pecado ainda mais grave: mexeu com o companheiro de fé Fernando Pimentel, amigo e irmão camarada da presidente, atual ministro vegetativo do Desenvolvimento.
Fábio não entende nada de ética companheira, e achou que as milionárias consultorias fantasmas de Pimentel à Federação das Indústrias de Minas Gerais não eram corretas. O desavisado conselheiro não sabia que, conforme a tecnologia mensaleira, incorreto é não aproveitar o poder para encher o caixa da revolução.

Às vésperas das eleições municipais, Dilma mandou o pecador para a vala. Preservou assim a ficha mais ou menos limpa do guerrilheiro-consultor, que é cacique petista nas urnas de Belo Horizonte e precisa estar livre para a missão de todo maquinista companheiro: catar votos e preservar cabides.

A operação cala a boca que revoltou Sepúlveda Pertence e o levou a pedir demissão foi muito bem feita. Dilma deixou por algum tempo os dois conselheiros marcados para morrer na geladeira, retardando a dupla substituição já decidida, para melar as reuniões da Comissão de 27 de agosto e 3 de setembro – período chato para se tratar de ética, com eleição a caminho e mensalão em cartaz. Sepúlveda renunciou à presidência da Comissão, e a platéia não deu a menor bola para ele. Gol dos companheiros.

Como disse Lula sobre o mensalão, o que importa agora é a eleição. É o momento dos “quadros” petistas que engordaram em cargos de nomeação irem à luta dos cargos eletivos. O professor Márcio Pochmann, por exemplo, especialista em adestramento progressista de dados, interventor da revolução popular no Ipea, concorre a prefeito de Campinas. A grande aposta, porém, continua sendo o príncipe do Enem Fernando Haddad, que promete fazer com São Paulo o que fez com os vestibulandos de todo o Brasil.

Como se vê, o esquema vai de vento em popa. Os condenados no STF não precisam se preocupar. Seus herdeiros poderosos haverão de saber recompensá-los.

http://colunas.revistaepoca.globo.com/g ... -na-etica/


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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 18 Out 2012, 14:47 
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http://www.cartacapital.com.br/politica/dilma-e-o-presente-2/

Carta Capital : Acompanhei as suas declarações recentes sobre a crise. A senhora disse que o Brasil está mais preparado do que em 2008. É isso?

Dilma : Vivemos um momento que ninguém da nossa geração imaginou viver. Jamais pensei na minha vida que eu veria uma agência de classificação de risco rebaixar a nota dos títulos dos Estados Unidos. Fiquei perplexa. De uma certa forma, tirando um aspecto um tanto irônico da situação, não acho que essa agência (Standard & Poor’s) seja muito responsável ou tenha tomado uma decisão fundamentada. Não houve nenhuma grande alteração, a não ser política, que justificasse. De qualquer forma, isso indica muito o momento que o mundo vive, no qual há duas coisas incontestáveis. Temos uma crise profunda, que, como todos sabem, não foi produzida pelos governos. Deve-se a uma crise do mercado financeiro, da sua desregulamentação, com aquiescência, aí sim, do poder público. Ontem, por acaso, estava com dificuldade de dormir e voltei a assistir ao documentário Inside Job, um filme que todo mundo deveria assistir. É impressionante como, por meio dos depoimentos, o absoluto descontrole fica patente. E em vez de tomarem medidas cabíveis para retomar as condições de crescimento, encheram os bancos de dinheiro outra vez, mantiveram a desregulamentação, continuaram com o processo de descontrole e agora a crise se exprime de forma muito forte na Europa. Há duas utopias apresentadas como possíveis. Há aquela americana, a solução dos republicanos, que acham ser possível sair de uma das maiores crises, gerada não pelo descontrole dos gastos públicos, diminuindo o papel do Estado. Nesse debate há a tentativa dos republicanos de reduzir a nada o Estado. Não se recupera uma economia desse jeito.

Carta Capital : E a outra?

Dilma : Tem uma segunda utopia vendida lá na Europa. É a seguinte : é possível a gente ter uma união monetária em que a economia central, ou as economias centrais, se beneficiam de uma única moeda, estruturam um mercado, vendem os seus produtos para esse mercado e não têm a menor responsabilidade fiscal, punindo seus integrantes quando eles entram em crise, também provocada pelo nível de empréstimo dos bancos privados. Há um sujeito oculto engraçado, um Estado supranacional com uma política fiscal comum para socorrer os integrantes e não deixar, por exemplo, que a Grécia não tenha outra saída a não ser matar seus velhinhos, atirá-los do penhasco, que era o que acontecia antes, ou acabar em uma redução brutal dos salários e das pensões. Agora, com a Itália e a Espanha, o problema ficou mais complexo, entra em questão a União Europeia. Parece, lendo os jornais europeus, que as ofertas de socorro são poucas e chegaram tarde. São duas utopias muito graves, porque, é mais do mesmo e uma tentativa de responder à crise com aquilo que a causou. Em vez de mudar o roteiro da pauta, responde-se com o que a causou. Agora, o Brasil tem de reagir a essa situação.

Carta Capital : Como ?

Dilma : Todas as situações são inusitadas, não são aquilo que ocorreu no passado. O momento agora não é igual ao de 2008 e 2009. Temos um problema sério, porque os Estados Unidos vão para o quantitative easing 3 (emissão de dólares) e aí eles vão inundar este nosso país. Não tem para onde ir e então eles virão para os mercados existentes, ou seja, nós. Como disse a ministra da Indústria da Argentina, virão para um mercado apetecible. Somos apetecibles, acho que o espanhol tem essa capacidade sonora de às vezes mostrar quão apetecibles somos. Começamos a tentar uma política bastante clara no sentido de conter esses avanços quando o governo colocou aquela tributação sobre os derivativos, porque sabemos que o efeito disso é a entrada aqui, ela se dá por essa arbitragem dos juros.

Carta Capital : Mas o que se pode fazer ? Começar a baixar os juros ?

Dilma : Não vou te dizer qual é a nossa receita, porque, se fizer essa antecipação, cometerei um equívoco político e econômico. Vamos, o governo, olhar a partir de agora de uma forma diferente essa situação que vem pela frente, porque é algo distinto. Não estamos mais na mesma situação de antes, nem sabemos direito o que vem, mas estamos com abertura suficiente para perceber que pode ser exigido de nós um grande esforço para conter isso. De outro lado, percebemos que, além de tudo, há o fato de que a indústria manufatureira no mundo está com uma grande capacidade ociosa, procurando de forma urgente mercados, e que somos esse mercado. Não vamos deixar inundar o Brasil com produtos importados por meio de uma concorrência desleal e muitas vezes perversa. Vamos fazer uma política de conteúdo nacional com inovação, a mesma que aplicamos em relação à Petrobras e que deu origem à encomenda de estaleiros novos produzidos no país. Também vamos olhar o efeito da crise por setor, porque ele é assimétrico. Alguns são mais prejudicados que outros. Os mais afetados receberão estímulos e proteção específicos. Haverá uma política de defesa comercial, além da continuidade de nossas políticas sociais e de estímulo ao investimento e ao consumo. Por exemplo, ampliamos o Supersimples. Fizemos uma grande isenção tributária que beneficiará um universo muito grande de empresas. Teremos ainda uma política de incentivo à exportação por meio do Reintegra, uma novidade. Nunca tínhamos feito nessa escala. Sabemos que isso é só um início e estamos abertos a todas as outras hipóteses de trabalho, vamos acompanhar de forma pontual.

Carta Capital : Falando da Copa do Mundo 2014. Como ficará a situação dos aeroportos e da infraestrutura ?

Dilma : No dia dos jogos vai ter feriado e não haverá concorrência com a estrutura logística. Os aeroportos são essenciais, ainda mais em um país continental. Dos aeroportos com grandes problemas, temos São Paulo e Brasília, os demais têm muito menos problemas. Por isso decidimos fazer concessões privadas em ambos. Estamos perto de bater o martelo na formatação do leilão. O edital sai em dezembro, a contratação em fevereiro ou março. Concederemos 51%, os outros 49% ficam com a Infraero. Antes, explico o que não vamos conceder: o sistema de navegação e o de aproximação, portanto, nenhuma das torres. Nem o sistema público responsável pela gestão dos voos. Vai continuar a ser responsabilidade do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), na sua grande maioria, e da Infraero, em menor proporção. Sobra para o setor privado a exploração comercial, a administração do aeroporto e a ampliação.

Carta Capital : Aumentar a capacidade.

Dilma : Em São Paulo, vamos reforçar Guarulhos, mas o futuro está em Viracopos, pois Cumbica caminha a passos acelerados para o esgotamento de sua capacidade. Ele não tem retroárea suficiente para expandir, a cidade cresceu naquela direção e o custo para desapropriar é elevado, tanto no que se refere a pequenos imóveis unifamiliares quanto a empresas. Já estudamos várias alternativas, inclusive mudar a configuração da pista, mas é inviável. O que podemos expandi r? Os terminais de passageiros. Há ainda o que fazer no pátio e na pista. Fizemos agora uma contratação por emergência de um módulo e de um terminal. Serão entregues até dezembro, pois nossa preocupação não é só a Copa. A taxa de uso de avião cresce 20% ao ano no Brasil, um escândalo.

Carta Capital : São os puxadinhos…

DR: Puxadinhos, meu filho, foi o que segurou a Copa da África do Sul. Não faremos isso. Vamos segurar até a Copa, mas, quando ela chegar, teremos estrutura. Qual é o problema ? Guarulhos sustenta o sistema. A licitação terá de levar em conta esse fato. Vamos ter de criar um fundo que pegue parte dessa renda e a distribua. Ela não pode ficar apenas para quem explora o aeroporto. Não é uma licitação trivial, portanto. Em um segundo momento, vamos nos concentrar no Galeão (Rio de Janeiro) e em Confins (Belo Horizonte). O problema dos aeroportos não é da Copa, é algo para depois de amanhã. Asseguro que em 2014 estará tudo prontinho.

Carta Capital : Como a senhora imagina o Brasil em 2014?

Dilma : Farei tudo que estiver ao meu alcance para que o Brasil, em 2014, tire 16 milhões de cidadãos da miséria. Que a nossa classe média tenha na educação um caminho para manter sua condição e que aqueles que estão um pouquinho acima na pirâmide social desses 16 milhões de miseráveis passem para a classe média. Quero consolidar um Brasil de classe média. Além disso, quero ter transformado, ao menos em parte, a área de saúde. Não podemos ter hospitais em quantidade absurda, mas podemos ter uma política de regionalização. E aí tem outra solução. Não sei se vocês sabem, mas precisamos ter, no governo, obsessões. E a minha próxima obsessão é o tratamento em casa, o home care, levar o atendimento de um hospital às casas das famílias. Por quê ? Por que queremos inventar uma coisa sofisticada ? Não, porque é mais barato, é melhor para as pessoas e por poder ser feito em escala maior com um custo fixo muito pequeno e com um custo variável interessante. Isso vai descongestionar o tratamento final nos hospitais e diminuir a quantidade de tempo que as pessoas permanecem ocupando um leito. Hoje, a convicção sobre a viabilidade do projeto é de 90%. Vamos dimensionar o tamanho. Por isso falo: certas coisas só se fazem com obsessão. Começamos pelas UBS (Unidades Básicas de Saúde). Estamos reequipando, remodelando e modernizando cerca de 40 mil unidades. Temos o mapa da pobreza feito pelo Censo, por grupo e região, e as 3 mil UBS que temos para construir vão para esses locais. O mesmo acontece com a Rede Cegonha. Não vamos conseguir fazer em todos os municípios, mas estamos começando por aqueles com o mais baixo nível de tratamento, de acesso a equipamentos de saúde.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 27 Out 2012, 15:06 
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http://www.istoe.com.br/reportagens/248766_A+DEMOCRACIA+VENCEU

Em abril de 1972, a militante política Dilma Rousseff já havia deixado para trás os nomes de Estela, Vanda, Luiza, Marina, Maria Lúcia e Ana, que usara na clandestinidade. Dilma estava presa havia dois anos e três meses, desde que foi capturada em São Paulo pela Operação Bandeirante, braço do Exército para combater os opositores da ditadura. Faltavam sete meses para a futura presidenta se livrar do cárcere e da tortura. Mas Dilma ainda não sabia disso. Tampouco imaginava o que lhe aconteceria 40 anos depois, quando seria eleita presidenta da República com 56 milhões de votos. “Há 40 anos, não tínhamos ideia do que viria. Não pensávamos nisso. Queríamos sair da cadeia e derrubar a ditadura”, resume o ex-colega de militância e amigo Fernando Pimentel, hoje ministro do Desenvolvimento.

Em 1972, Dilma Rousseff foi condenada a penas que somaram seis anos e um mês de prisão, por crimes contra a segurança nacional. Num desses inquéritos, o auditor classificou Dilma de “papisa da subversão”, além de “uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais”, conta o jornalista Ricardo Amaral em “A Vida Quer É Coragem”, livro sobre a trajetória da presidenta. A pena total de prisão foi revista pelo Superior Tribunal Militar, que liberou Dilma da prisão em novembro de 1972. Em Juiz de Fora, ela respondia pela participação num plano de fuga de um ex-companheiro do Comando de Libertação Nacional (Colina).

A trajetória da presidenta Dilma, nas últimas quatro décadas, se confunde com a luta pela consolidação da democracia no país. No final dos anos 70, o Brasil concedia anistia aos presos políticos da ditadura. Cinco anos depois forjou nas ruas a ampla campanha nacional pelas “Diretas, Já”, promulgou a Constituição de 1988, elegeu um presidente pelo voto direto em 1989, “impeachou-o”, sob denúncias de corrupção.

Aos olhos de Carlos Araújo – companheiro durante 30 anos e uma das pessoas mais próximas de Dilma até hoje –, chegar à Presidência da República não estava nos planos da jovem dos anos 70, embora reconheça que ela tenha se preparado para isso nos anos seguintes. “Ela sempre teve paixão pela política. É sua vocação”, diz Araújo. Ao deixarem a cadeia, Dilma e Araújo mantiveram a militância política. Na fase final da ditadura, ajudaram a fundar o PDT de Leonel Brizola. Dilma retomou a graduação em economia e aprofundou o gosto de organizar ideias, uma de suas marcas. Em meados dos anos 80, foi a primeira mulher a assumir o comando das finanças de uma capital, ao ser nomeada secretária da Fazenda de Porto Alegre. Mas ela nunca havia disputado uma eleição até 2010. Venceu com quase 56 milhões de votos. “Ela não comenta isso, mas é evidente que vai disputar a reeleição”, aposta Carlos Araújo, que não nota grandes mudanças no jeito Dilma de ser: “Essa fama de durona vem de longe.”

Quarenta anos e um mês depois do interrogatório de Juiz de Fora, Dilma Rousseff escreveria outro capítulo no processo da consolidação democrática no país. Posou para os fotógrafos ao lado de Lula, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Fernando Collor numa cena que reuniu todos os presidentes da República desde o fim do regime militar, com exceção de Itamar Franco, já morto. O encontro marcou a instalação da Comissão da Verdade, que investiga violações aos direitos humanos pelo Estado. No discurso, Dilma fez um resumo do que ela e o País viveram em quatro décadas. “Esse é o ponto culminante de um processo iniciado nas lutas do povo brasileiro pelas liberdades democráticas, pela anistia, pelas eleições diretas, pela Constituinte, pela estabilidade econômica, pelo crescimento com inclusão social.” Numa espécie de ajuste de contas com o passado, disse que a Comissão da Verdade não seria movida a revanchismo nem a ódio. “Construímos uma democracia sólida, com redução radical da desigualdade social e estabilidade econômica, não é pouca coisa”, anota Fernando Pimentel. “Passamos no teste”, encerrou.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 27 Out 2012, 18:12 
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Gastos de Dilma com eleições serão divulgados após segundo turno
http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/125276-gastos-de-dilma-com-eleicoes-serao-divulgados-apos-segundo-turno.html

O valor gasto pela presidente Dilma Rousseff nas eleições municipais deste ano será divulgado dez dias úteis após o segundo turno, que acontece neste domingo (28). A legislação determina que os valores gastos sejam ressarcidos pelo partido dos candidatos que motivaram a viagem e campanha da presidente. Uma das viagens de Dilma foi a Salvador, onde visitou o bairro de Cajazeiras com o prefeiturável petista Nelson Pelegrino. Em julho deste ano, o Palácio do Planalto estabeleceu as regras que determinam os prazos e que gastos devem ser pagos pelos partidos. Segundo informações da Folha, outra determinação da norma é que os custos de combustível usados em veículos oficiais para as viagens, tanto em terra quanto no ar, e locação de particulares, devem ser informados até três dias depois do fim da viagem à Secretaria Geral da Presidência.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 29 Out 2012, 16:13 
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Recém-eleito prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) teve como primeiro compromisso em Brasília uma audiência com a presidente Dilma Rousseff (PT). Em tom amistoso, a conversa de 40 minutos girou sobre a campanha e sobre a vitória nas urnas.

"Eu vim fazer uma visita de cortesia para a presidenta Dilma, agradecer todo o seu empenho, sua amizade, seu carinho e também estabelecer com ela já uma rotina de trabalho", disse Haddad. "Foi uma conversa primeiro de agradecimento e alguns assuntos importantes para cidade", acrescentou.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 02 Nov 2012, 01:52 
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http://www.istoe.com.br/reportagens/250796_O+PT+REPAGINADO

O Partido dos Trabalhadores não é mais o mesmo.

Uma revolução silenciosa, cujo signo é o sentimento da mudança, faz nascer novas lideranças, oblitera velhos caciques e desencadeia a maior transformação da história da legenda.

Basta olhar os resultados das eleições municipais para entender a dimensão desse processo.

Eleito prefeito em São Paulo, Fernando Haddad, 49 anos, é um dos símbolos da transformação. Em seu discurso da vitória, Fernando Haddad falou em autocrítica, na reconstrução do partido e agradeceu efusivamente à presidenta Dilma Rousseff. No texto, escrito de véspera, Fernando Haddad fez ainda um chamamento à intelectualidade, às forças produtivas e aos movimentos sociais, num claro resgate das raízes partidárias do PT da década de 80.

Nas primeiras tratativas para a montagem de seu gabinete, Fernando Haddad avisou que não se renderá ao “toma lá dá cá”. A referência ao modo de governar de Dilma Rousseff ganha cada vez mais espaço dentro do PT, serviu de slogan para centenas de candidaturas e passou pelo primeiro grande teste nas urnas. O resultado foi a maior votação de um partido em eleições municipais, com mais de 17,2 milhões de votos em todo o país. Foram 635 prefeitos eleitos, o que significou um crescimento de 14% no número de municípios nas mãos do PT. Dilma Rousseff foi uma das grandes vitoriosas da eleição. Seu governo, pela primeira vez, foi submetido ao escrutínio público – e os resultados, para ela, não poderiam ter sido melhores.

Na terça-feira 30, o presidente do PT, Rui Falcão, se reuniu com a bancada do partido no Congresso. Foi informado de que parte importante da sustentação do PT, como os sindicatos bancários, de professores e da saúde, está decidida a se alinhar totalmente à imagem de Dilma e se afastar do grupo de José Dirceu. Rui Falcão percebeu que o partido vem perdendo espaço nos movimentos sindicais, debandando para a órbita de legendas como o PSOL. O impacto da condenação dos réus petistas, a propósito, foi alvo de uma pesquisa encomendada pelo PT logo após o fim do segundo turno. A cúpula da sigla desconfia que a abstenção recorde registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – mais de 22 milhões não compareceram às urnas – faça parte de um fenômeno de “desilusão” política e que grande parte desse exército de desencantados seria de eleitores ou simpatizantes do PT. Dependendo do resultado da pesquisa, o partido poderá tomar medidas mais radicais para minimizar o “efeito mensalão” e reconquistar esses votos antes que eles encontrem outro destino.

No desenho de uma nova cúpula partidária, poucos políticos somam tantos pontos como a paranaense Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil. Braço direito da presidenta Dilma Rousseff, a ministra conseguiu eleger Gustavo Fruet (PDT) na capital do Paraná e será candidata ao governo do Estado. Apesar de estar no partido desde 1989, ela é um dos exemplos mais emblemáticos da renovação partidária porque sempre esteve em cargos técnicos, ganhando espaço político a partir da eleição para o Senado, em 2010. Outro novo líder petista é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que se credencia como a opção para o governo de São Paulo. Também vindo do movimento estudantil, o ministro tem atraído a simpatia dos políticos petistas ao abrir o cofre da pasta que comanda para atender a reivindicações de emendas parlamentares.

Alexandre Padilha foi o ministro mais solicitado pelos candidatos às prefeituras no primeiro turno, gravando cerca de 90 vídeos de apoio a petistas. Nos discursos, prometeu investimentos na área da saúde e ressaltou a boa vontade da sua gestão com os municípios. Ele tem sido lembrado pelos defensores da renovação como um nome competitivo para a disputa pelo governo de São Paulo daqui a dois anos.

A construção da nova onda petista terá um novo capítulo já em dezembro, quando a Fundação Perseu Abramo escolherá a nova direção. A entidade, que funciona como braço intelectual do PT, elabora estudo cruzando a votação dos candidatos municipais com os nomes dos dirigentes locais. Aqueles que estão no comando apenas por indicação, sem lastro nas urnas, deverão ser substituídos pelos campeões de votos. A medida fatalmente acabará com o reinado de dirigentes veteranos que se apegaram à burocracia partidária e se afastaram das ruas e dos eleitores. O estudo da fundação também se dedicará a traçar um perfil dos novos filiados do PT. Nos últimos dez anos, apesar da saída de algumas lideranças e até fundadores, a legenda quase dobrou de tamanho, passando de 828 mil para 1,5 milhão de filiados. Nesse período, a parcela do Fundo Partidário a que o PT tem direito cresceu de R$ 12,4 milhões para R$ 31,7 milhões, em consequência da ampliação de representantes no Congresso. A preocupação em saber quem são esses filiados está diretamente relacionada à composição do comando partidário.

Em novembro do ano que vem, ocorrem as eleições para a escolha dos membros do Diretório Nacional e sua Executiva, e dos diretórios estaduais e municipais. “São os filiados que escolhem quem vai dirigir o PT”, diz o secretário Nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi. Segundo ele, essa eleição será um marco no processo de renovação da imagem da legenda. Estão em jogo o futuro imediato do partido e a elaboração de uma nova agenda para o País. Dentro do partido, a pressão pela renovação das lideranças só aumenta. Na opinião do senador Wellington Dias (PI), há uma demanda crescente pela construção de um novo discurso, por novas bandeiras. “O PT precisa se atualizar”, avalia Dias. “Nós ainda estamos falando sobre temas da ditadura, mas 50% dos eleitores são jovens que só conhecem o regime militar pelos livros de história.” Essa renovação tem alimentado várias batalhas por espaço dentro do partido, não só nos palanques como dentro do Congresso.

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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 02 Nov 2012, 02:35 
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Com essa onda de violência em São Paulo já tô pensando na possibilidade de votar num candidato do PT pra governador em 2014. Desde que não seja a Marta ou o Mercadante e que o Haddad faça uma boa gestão na prefeitura.

Aí, quem sabe, fecha o arco de vez e melhore alguma coisa.

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Agente da Coroa a serviço da Rainha


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Ouça Don Cristóvão quero avisar que a tripulação está com fome!
E por que não comem?
Porque não há comida!
E por que não há comida?
Porque acabou!
E por que acabou?
Porque comeram!
E por que comeram?
Porque tinham fome!
Tá vendo, deveriam ter esperado!



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Dá licença, gente! Tô passando pelo tópico!!!


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Re: Dilma Rousseff • Dilma pode ser denunciada pelo MPF
MensagemEnviado: 02 Nov 2012, 13:11 
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Sindicato dos professores, alinhados com a Dilma? Acho que não...

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(Roky Erickson)


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