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América Latina
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MensagemEnviado: 25 Ago 2010, 03:15 
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Tópico para falar sobre os países da América Latina.

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Re: Cristina Kirchner quer controlar a imprensa na Argentina
MensagemEnviado: 25 Ago 2010, 03:59 
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Re: Cristina Kirchner quer controlar a imprensa na Argentina
MensagemEnviado: 25 Ago 2010, 11:25 
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eu vi o futuro, ele é passado ♪

ao ouvir essa música de Marcelo Nova, ex vocalista do Camisa de Vênus, me pairou um pensamento
a América Latina caminha a largos passos de tornar a ser rincões ditatoriais, ou melhor dizendo, a voltar a ser

o futuro é passado mesmo

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Eduardo 'Godinez' Monteiro
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Re: Cristina Kirchner quer controlar a imprensa na Argentina
MensagemEnviado: 25 Ago 2010, 12:50 
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Já não é de hoje que os Kirchner estão guerreando com o Clarín. E a Argentina vai descendo cada vez mais ao fundo do poço... -_-

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Re: Cristina Kirchner quer controlar a imprensa na Argentina
MensagemEnviado: 25 Ago 2010, 14:11 
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Argentina tá uma porcaria mesmo, e lamentável esses ditadorezinhos sul-americanos.
Argentina ainda cresce mais de 6% ao ano?

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Re: Cristina Kirchner quer controlar a imprensa na Argentina
MensagemEnviado: 26 Ago 2010, 17:45 
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O casal K, como disse o Antonio persegue a tempos a imprensa, em especial o grupo Clarin. É impresionante como falta vocação democrática aos governantes esquerdistas da américa latina (inclusive a Lula). Uma eventual eleição de Dilma tornará a situação ainda mais grave aqui na região.

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América Latina
MensagemEnviado: 04 Nov 2010, 23:56 
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Tópico destinado à discussão, debate, notícias e informação sobre a nossa região no planeta.

É de suma importância que todos nós tenhamos consciência e conheçamos a história do nosso continente à luz dos nosso próprios teóricos, com a visão de quem vive aqui e ultrapassar essa visão de que somos apenas um capítulo na história europeia.

Que vai aparecer gente para falar mal do continente já esperamos, a europeização avança [EUA são europeizados e agora revertem isso ao mundo e à própria Europa.

Para ilustrar, posto a introdução do livro "As veias abertas da América Latina", de Eduardo Galeano, é extenso, mas vale a pena ler, vai iluminar as nossas perspectivas.

Cento e vinte milhões de crianças no meio da tormenta


Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram os séculos, e a América Latina aperfeiçou suas funções. Este já não é o reino das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina e ganha produzindo-os. São muito mais altos os impostos que cobram os compradores do que os preços que recebem os vendedores; e no final das contas, como declarou em julho de 1968 Covey T. Oliver, coordenador da Aliança para o Progresso, "falar de preços justos, atualmente, é um conceito medieval. Estamos em plena época da livre comercialização..." Quanto mais liberdade se outorga :" aos negócios, mais cárceres se torna necessário construir para aqueles que sofrem com os negócios. Nossos sistemas de inquisidores e carrascos não só funcionam para o mercado externo dominante; proporcionam também caudalosos mananciais de lucros que fluem dos empréstimos e inversões estrangeiras nos mercados internos dominados. "Ouve-se falar de concessões feitas pela América Latina ao capital estrangeiro, mas não de concessões feitas pelos Estados Unidos ao capital de outros países... É que nós não fazemos concessões", advertia, lá por 1913, o presidente norte-americano Woodrow Wilson. Ele estava certo: "Um país - dizia - é possuído e dominado pelo capital que nele se tenha investido." E tinha razão: Na caminhada, até perdemos o direito de chamarmo-nos americanos, ainda que os haitianos e os cubanos já aparecessem na História como povos novos, um século antes de os peregrinos do Mayflower se estabelecerem nas costas de Plymouth. Agora, a América é, para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub- América, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação.

É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo. A cada um dá-se uma função, sempre em beneficio do desenvolvimento da metrópole estrangeira do momento, e a cadeia das dependências sucessivas torna-se infinita, tendo muito mais de dois elos, e por certo também incluindo, dentro da América Latina, a opressão dos países pequenos por seus vizinhos maiores e, dentro das fronteiras de cada país, a exploração que as grandes cidades e os portos exercem sobre suas fontes internas de víveres e mão-de-obra. (Há quatro séculos, já existiam dezesseis das vinte cidades latino-americanas mais populosas da atualidade.)

Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos; outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial/Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta do cimo dos esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos filões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da selva amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou alguns povoados petrolíferos de Maracaibo têm dolorosas razões para crer na mortalidade das fortunas que a natureza outorga e o imperialismo usurpa. A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes - dominantes para dentro, dominadas de fora - é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga.

A brecha se amplia. Em meados do século passado, o nível de vida dos países ricos do mundo excedia em 5O% o nível dos países pobres. O desenvolvimento desenvolve a desigualdade: Richard Nixon anunciou, em abril de 1969, em seu discurso perante a OEA, que no fim do século XX a renda per capita nos Estados Unidos será quinze vezes mais alta do que esta mesma renda na América Latina. A força do conjunto do sistema imperialista descansa na necessária desigualdade das partes que o formam, e esta desigualdade assume magnitudes cada vez mais dramáticas. Os países opressores tornam se cada vez mais ricos em termos absolutos, porém muito mais em termos relativos, pelo dinamismo da disparidade crescente. O capitalismo central pode dar-se ao luxo de criar e acreditar em seus próprios mitos de opulência, mas os mitos não são comíveis, e os países pobres que constituem o vasto capitalismo periférico o sabem muito bem. A renda média de um cidadão norte-americano é sete vezes maior que a de um latino-americano, e aumenta num ritmo dez vezes mais intenso. E as médias enganam, pelos insondáveis abismos que se abrem, ao sul do rio Bravo, entre os muitos pobres e os poucos ricos da região. No topo, com efeito, seis milhões de latinoamericanos açambarcam, segundo as Nações Unidas; a mesma renda que 14O milhões de pessoas situadas na base de pirâmide social. Há 6O milhões de camponeses, cuja fortuna ascende a 25 centavos de dólares por dia; no outro extremo, os proxenetas da desgraça dão-se ao luxo de acumular cinco milhões de dólares em suas contas privadas na Suíça ou nos Estados Unidos, e malbaratam na ostentação e luxo estéril - ofensa e desafio - e em inversões improdutivas, que constituem nada menos do que a metade da inversão total, os capitais que América Latina poderia destinar à reposição, ampliação e criação de fontes de produção e de trabalho. Incorporadas desde sempre à constelação do poder imperialista, nossas classes dominantes não têm o menor interesse em averiguar se o patriotismo poderia ser mais rentável do que a traição ou se a mendicância é a única forma possível de política internacional. Hipotecase a soberania porque "não há outro caminho"; os álibis da oligarquia confundem interessadamente a impotência de uma classe social com o presumível vazio de destino de cada nação.

Josué de Castro declara: "Eu; que recebi um prêmio internacional da- paz, penso que, infelizmente, não há outra solução que a violência para América Latina." Cento e vinte milhões de crianças se agitam no centro desta tormenta. A população da América Latina cresce como nenhuma outra; em meio século triplicou com sobras. Em cada minuto morre uma criança de doença ou de fome, mas no ano 2OOO haverá 65O milhões de latino-americanos, e a metade terá menos de 15 anos de idade: uma bomba de tempo. Entre os 28O milhões de latino-americanos há, aualmente, cinqüenta milhões de desempregados ou subempregados cerca de cem milhões
15de analfabetos; a. metade dos latino-americanos vive apinhada em moradias insalubres. Os três maiores mercados da América Latina - Argentina, Brasil e México - não chegam a igualar, somados, a capacidade de consumo da França ou da Alemanha Ocidental, mesmo que a população reunida de nossos três grandes exceda de muito a de qualquer país europeu. A América Latina produz, hoje em dia, em relação a sua população, menos alimentos do que antes da última guerra mundial, e suas exportações per capita diminuíram três vezes, a preços constantes, desde a véspera da crise de 1929. O sistema é muito racional do ponto de vista de seus donos estrangeiros e de nossa burguesia de intermediários, que vendeu a alma ao Diabo por um preço que teria envergonhado Fausto. Mas o sistema é tão irracional para com todos os demais que, quanto mais se desenvolve, mais se tornam agudos seus desequilíbrios e tensões, suas fortes contradições. Até a industrialização dependente e tardia, que comodamente coexiste com o latifúndio e as estruturas da desigualdade, contribui para semear o desemprego ao invés de tentar resolvê-lo; estende-se a pobreza e concentra-se a riqueza, que conta com imensas legiões de braços cruzados, que se multiplicam sem descanso. Novas fábricas se instalam nos pólos privilegiados de desenvolvimento - São Paulo, Buenos Aires, a cidade do México -, porém reduz-se cada vez mais o número da mão-de-obra exigido. O sistema não previu esta pequena chateação: o que sobra é gente. E gente se reproduz: Faz-se o amor com entusiasmo e sem precauções. Cada vez mais, fica gente à beira do caminho, sem trabalho no campo, onde o latifúndio reina com suas gigantescas terras ociosas, e sem trabalho na cidade, onde reinam as máquinas: o sistema vomita homens. As missões norte-americanas esterilizam maciçamente mulheres e semeiam pílulas, diafragmas, DIUs, preservativos e almanaques marcados, mas colhem crianças; obstinadamente, as crianças latino-americanas continuam nascendo, reivindicando seu direito natural de obter um lugar ao sol, nestas terras esplêndidas, que poderiam dar a todos o que a quase todos negam.

Em princípios de novembro de 1968, Richard Nixon comprovou em voz alta que a Aliança para o Progresso havia cumprido sete anos de vida e, entretanto, agravaram-se a desnutrição e a escassez de alimentos na América Latina. Poucos meses antes, em abril, George W. Ball escrevia em Life: "Pelo menos durante as próximas décadas, o descontentamento das nações pobres não significará uma ameaça de destruição do mundo. Por mais vergonhoso que seja, o mundo tem vivido, durante gerações, dois terços pobres e um terço rico. Por mais injusto que seja, é limitado o poder dos países pobres". Ball encabeçara a delegação dos Estados Unidos na Primeira Conferência de Comércio e Desenvolvimento em Genebra, e votara contra nove dos doze princípios gerais aprova
16dos pela conferência, com o objetivo de aliviar as desvantagens dos países subdesenvolvidos no comércio internacional.
São secretas:" as matanças da miséria na América Latina; em cada ano explodem, silenciosamente, sem qualquer estrépito, três bombas de Hiroxima sobre estes povos, que têm o costume de sofrer com os dentes cerrados. Esta violência sistemática e real continua aumentando: seus crimes não se difundem na imprensa marrom, mas sim nas estatísticas da FAO. Ball diz que a impunidade é ainda possível, porque os pobres não podem desencadear uma guerra mundial, porém o Império se preocupa: incapaz de multiplicar os pães, faz o possível para suprimir os comensais. "Combata a pobreza, mate um mendigo!", rabiscou um mestre do humor-negro num muro da cidade de La Paz. O que propõem os herdeiros de Malthus senão matar a todos os próximos mendigos, antes que nasçam? Robert McNamara, o presidente do Banco Mundial, que tinha sido presidente da Ford e secretário da Defesa, afirma que a explosão demográfica constitui o maior obstáculo para o progresso da América Latina e anuncia que o Banco Mundial dá prioridade, em seus empréstimos, aos países que realizam planos para o controle da natalidade. McNamara comprova, com pesar, que os cérebros dos pobres pensam cerca de 25% a menos, e os tecnocratas do Banco Mundial (que já nasceram) fazem zumbir os computadores e geram complicadíssimas teses sobre as vantagens de não nascer. "Se um país em desenvolvimento, que tem uma renda média per capita de 15O a 2OO dólares anuais, consegue reduzir sua fertilidade em 5O% num período de 25 anos, ao cabo de 3O anos sua renda per capita será superior pelo menos e 4O% ao nível que teria alcançado mantendo sua fertilidade, e duas vezes mais elevada ao fim de 6O anos", assegura um dos documentos do organismo. Tornou-se célebre a frase de Lyndon Johnson: "Cinco dólares investidos contra o crescimento da população são mais eficazes do que cem dólares investidos no desenvolvimento econômico." Dwight Eisenhower prognosticou que, se os habitantes da Terra continuassem multiplicando-se no mesmo ritmo, não só se intensificaria o perigo de uma revolução, mas também se produziria "uma degradação do nível de vida de todos os povos, o nosso inclusive".

Os Estados Unidos não sofrem, dentro de suas fronteiras, o problema da explosão demográfica, mas se preocupam, como ninguém, em difundir e impor, nos quatros pontos cardiais, a planificação familiar. Não somente o governo; também Rockefeller e a Fundação Ford sofrem pesadelos com milhões de crianças que avançam, como lagostas, partindo dos horizontes do Terceiro Mundo. Platão e Aristóteles haviam-se ocupado do tema antes de Malthus e McNamara; contudo, em nossos tempos, toda esta ofensiva universal cumpre uma função bem definida: propõe-se justificar a desigual distribuição de renda entre os países e entre as classes sociais, convencer aos pobres que a pobreza é o resultado dos filhos que não se evitam e pôr um dique ao avanço da fúria das massas em movimento e em rebelião. Os dispositivos intra-uterinos competem com as bombas e as metralhadoras, no Sudeste asiático, no esforço para deter o crescimento da população do Vietnã. Na América Latina é mais higiênico e eficaz matar os guerrilheiros nos úteros do que . nas serras ou nas ruas. Diversas missões norte-americanas esterelizaram milhares de mulheres na Amazônia, apesar de ser esta a zona habitável mais deserta do planeta. Na maior parte dos países latino americanos não sobra gente: ao contrário, falta. O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilômetro quadrado do que a Bélgica; Paraguai, 49 vezes menos do que a Inglaterra; Peru, 32 vezes menos do que o Japão. Haiti e El Salvador, formigueiros humanos da América Latina, têm uma densidade populacional menor do que a Itália. Os pretextos invocados ofendem a inteligência; as intenções; reais inflamam a indignação. Afinal, não menos da metade dos territórios da Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai e Venezuela está habitada por ninguém. Nenhuma população latino-americana cresce menos do que a do Uruguai, país de velhos; entretanto nenhuma outra nação tem sido tão castigada, por uma crise que parece arrastá-la aos últimos círculos dos infernos. O Uruguai está vazio e seus campos férteis poderiam dar de comer a uma população infinitamente maior do que a que hoje sofre, sobre seu solo, tantas penúrias.

Há mais de um século, um chanceler da Guatemala tinha sentenciado profeticamente: "Seria curioso que do seio dos Estados Unidos, de onde nos vem o mal, nascesse também o remédio." Morta e enterrada a Aliança para o Progresso, o Império propõe agora, com mais pânico do que generosidade, resolver os problemas da América Latina, eliminando de antemão os latinoamericanos. Em Washington, já há motivos para suspeitar que os povos pobres não preferem ser pobres. Mas não se pode querer o :" fim sem querer os meios: aqueles que negam a libertação da América Latina, negam também nosso único renascimento possível, e de passagem absolvem as estruturas vigentes. Os jovens multiplicam-se, levantam-se, escutam: o que Ihes oferece a voz do sistema? O sistema fala uma linguagem surrealista: propõe evitar os nascimentos nestas terras vazias; diz que faltam capitais em países onde estes sobram, mas são desperdiçados; chama de ajuda a ortopedia deformante dos empréstimos e à drenagem de riquezas que os investimentos estrangeiros provocam; convoca os latifundiários a realizarem a reforma agrária, e a oligarquia para pôr em prática a justiça social. A luta de classes não existe - decreta-se -, mais que por culpa dos agentes forâneos que a fomentam; em troca existem as classes sociais, e se chama a opressão de umas por outras de estilo ocidental de vida. As expedições criminosas dos marines têm por objetivo restabelecer a ordem e a paz social, e as ditaduras fiéis a Washington fundam nos cárceres o estado de direito, proibem as greves e aniquilam os sindicatos para proteger a liberdade de trabaIho.

Tudo nos é proibido, a não ser cruzarmos os braços? A pobreza não está escrita nos astros; o subdesenvolvimento não é fruto de um obscuro desígnio de Deus. As classes dominantes põem as barbas de molho, e ao mesmo tempo anunciam o inferno para todos. De certo modo, a direita tem razão quando se identifica com a tranqüilidade e a ordem; é a ordem, de fato, da cotidiana humilhação das maiorias, mas ordem em última análise; a tranqüilidade de que a injustiça continue sendo injusta e a fome faminta. Se o futuro se transforma numa caixa de surpresas, o conservador grita, com toda razão: "Traíram-me." E os ideólogos da impotência, os escravos, que olham a si mesmos com os olhos do dono, não demoram a escutar seus clamores. A águia de bronze do Maine, derrubada no dia da vitória da revolução cubana, jaz agora abandonada, com as asas quebradas sob o portal do bairro velho de La Habana. A partir de Cuba, outros países iniciaram, por vias distintas e com meios distintos, a experiência da mudança: a perpetuação da ordem atual das coisas é a perpetuação do crime. Recuperar os bens que sempre foram usurpados, equivale a recuperar o destino.

Os fantasmas de todas as revoluções estranguladas ou traídas, ao longo da torturada história latino-americana, emergem nas novas experiências, assim como os tempos presentes, pressentidos e engendrados pelas contradições do passado. A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi e contra o que foi, anuncia o que será. Por isso, neste livro, que quer oferecer uma história da pilhagem e ao mesmo tempo contar como funcionam os mecanismos atuais de espoliação, aparecem os conquistadores nas caravelas e, próximo, os tecnocratas nos jatos; Hernán Cortés e os fuzileiros navais; os corregedores do reino e as missões do Fundo Monetário Internacional; os dividendos dos traficantes de escravos e os lucros da General Motors. Também os heróis derrotados e as revoluções de nossos dias, as infâmias e as esperanças mortas e ressuscitadas: os sacrifícios fecundos. Quando Alexander von Humboldt investigou os costumes dos antigos habitantes indígenas do planalto de Bogotá, soube que os índios chamavam de guihica as vitimas das cerimônias rituais. Quihica significava porta: a morte de cada eleito abria um novo ciclo de cento e oitenta e cinco luas.

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Re: América Latina
MensagemEnviado: 19 Nov 2010, 07:05 
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http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,brasil-propoe-parceria-com-cuba-para-ajuda-ao-haiti,641652,0.htm

. Brasil e Cuba negociam a criação de hospitais de campanha no Haiti para atender aos casos de cólera e evitar que a doença desestabilize mais uma vez o país caribenho já castigado por furacões, golpes de Estados e um terremoto de 7 graus na Escala Richter que deixou mais de 300 mil mortos em janeiro.

O governo brasileiro já enviou a Havana uma proposta para que o governo cubano use os mil médicos que mantém no Haiti em centros para o atendimento da população. A revelação é de Carlos Oliveira, coordenador dos projetos no Haiti do Ministério da Saúde. "Queremos ter uma definição sobre esse projeto nas próximas 48 horas", disse.

"A situação é muito crítica e o pior é que não sabemos nem mesmo se o surto já atingiu seu pico ou não", afirmou o brasileiro. "A meta era criar uma barreira sanitária e evitar que a doença chegasse a Porto Príncipe, mas isso não pôde ser evitado", disse Oliveira.

A maior preocupação é com o risco de que a epidemia contamine os campos de deslocados onde vivem mais de 1,5 milhão de pessoas desde o terremoto de janeiro. "Só nesses locais existem mais de cem mil grávidas", disse.

A ideia de Brasília é dar recursos que seriam aplicados pelos médicos cubanos. O Ministério da Saúde, porém, evita ainda falar em números. Mas, até agora, a ajuda do Brasil para o setor da saúde do Haiti já é o maior projeto realizado pelo Ministério da Saúde.

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Re: América Latina
MensagemEnviado: 21 Nov 2010, 16:36 
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GRAÇAS AO SACRIFICIO DOS ESCRAVOS NO CARIBE, NASCERAM A MÁQUINA DE JAMES WATT E OS CANHOES DE WASHINGTON


Che Guevara dizia que o subdesenvolvimento é um anão de cabeça enorme e barriga inchada: suas pernas débeis e seus braços curtos não se harmonizam com o resto do corpo. Havana resplandescia, zuniam os cadilaques por suas avenidas de luxo; no maior cabaré do mundo, ao ritmo de Lecuona, ondulavam as vedetes mais lindas; enquanto isso, no campo cubano, só um entre dez operários agrícolas bebia leite, apenas 4% consumia carne e, segundo o Conselho Nacional de Economia, as três quartas partes dos trabalhadores rurais ganhavam salários que eram três ou quatro vezes inferiores ao custo de vida.

Porém, açúcar não só produziu anãos. Também produziu gigantes, ou pelo menos contribuiu intensamente para o desenvolvimento de gigantes. O açúcar do trópico latino-americano deu um grande impulso à acumulação de capitais para o desenvolvimento industrial da Inglaterra, França, Holanda e, também, dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que mutilou a economia do Nordeste do Brasil e das ilhas do Caribe e selou a ruína histórica da África. O comércio triangular Europa, África e América teve por viga mestra o tráfico de escravos com destino às plantações de açúcar. "A história de um grão de açúcar é toda uma lição de economia, de política e também de moral," dizia Augusto Cochin.

As tribos da África Ocidental viviam lutando entre si, para aumentar, com prisioneiros de guerra, suas reservas de escravos. Pertenciam aos domínios coloniais de Portugal, porém os portugueses não tinham naves nem artigos industriais para oferecer na época do auge do tráfico de negros, e se converteram em meros intermediários entre capitães negreiros e os régulos africanos. A Inglaterra foi, enquanto lhe era conveniente, a grande campeã da compra e venda de carne humana. Os holandeses tinham, contudo, maior tradição no negócio, porque Carlos V lhes havia presenteado o monopólio de transportes de negros para a América, tempos antes de a Inglaterra obter o direito de introduzir escravos em colônias alheias. Em relação à França, Luís XIV, o Rei Sol, compartia com o rei da Espanha a metade dos lucros da Companhia da Guiné, formada em 17O1 para o tráfico rumo à América, e seu ministro Colbert, artífice da industrialização francesa, tinha motivos para afirmar que o comércio de negros "era recomendável para o progresso da marinha mercante nacional”.

Adam Smith dizia que o descobrimento da América tinha "elevado o sistema mercantil a um grau de esplendor e glória, que de outro modo não seria alcançado jamais". Segundo Sergio Bagú, o mais formidável motor de acumulação do capital mercantil europeu foi a escravatura americana; por sua vez, esse capital tornou-se a "pedra fundamental sobre a qual se construiu o gigantesco capital industrial dos tempos contemporâneos"38. A ressurreição da escravatura greco-romana no Novo Mundo teve propriedades milagrosas: multiplicou as naves, as fábricas, as ferrovias e os bancos de países que não estavam na origem nem, com exceção dos Estados Unidos, no destino dos escravos que cruzavam o Atlântico. Entre os albores do século XVI e a agonia do século XIX, vários milhões de africanos, não se sabe quantos, atravessaram o oceano; sabe-se, sim, que foram muito mais que os imigrantes brancos, provenientes da Europa, embora, está claro, muito menos sobreviveram. Do Potomac ao rio da Prata, os escravos edificaram a casa de seus amos, abriram as matas, cortaram e moeram cana-de-açúcar, plantaram algodão, cultivaram o cacau, colheram o café e o tabaco, afogaram- se nos socavãos mineiros. A quantas Hiroximas equivaleram seus extermínios sucessivos? Como dizia um plantador inglês de Jamaica; "os negros, é mais fácil comprá-los do que criá-los". Caio Prado Júnior calcula que até o princípio do século XIX havia chegado ao Brasil entre cinco a seis milhões de africanos; por esta época, Cuba já era um mercado de escravos tão grande como o havia sido, antes, todo o hemisfério ocidental.

Por volta de 1562, o capitão John Hawkins tinha arrancado 3OO negros de contrabando da Guiné portuguesa. A rainha Elizabete ficou furiosa: "Esta aventura - sentenciou - clama vinga céu." Porém, Hawkins contou-lhe que no Caribe havia obtido em troca dos escravos, um carregamento de açúcar e peles, pérolas gengibre. A rainha perdoou o pirata é converteu-se em sócia comercial dele. Um século depois, o duque de York marcava a ferro quente suas iniciais, DY, sobre a nádega esquerda ou o peito dos três mil negros que sua empresa conduzia anualmente para "as ilhas do açúcar". A Real Companhia Africana, entre cujos acionistas figurava o rei Carlos II, dava 3OO% de dividendos, apesar de que, dos 70 mil escravos que embarcaram entre 168O e 1688, só 46 mil sobrevivessem à travessia. Durante a viagem, numerosos africanos morriam vítimas de epidemias ou desniutrição, ou se suicidavam negando-se a comer, enforcando-se com suas correntes ou lançando-se pela borda ao oceano eriçado pôr barbatanas de tubarões. Lenta porém firmemente, a Inglaterra ia quebrando a hegemonia holandesa no tráfico negreiro. A South Sea Company foi a principal usufrutuária do "direito de asiento" concedido aos ingleses pela Espanha, e nela estavam envolvidos os mais proeminentes personagens da política e das finanças britânicas: o negócio, brilhante como nenhum outro, enlouqueceu a bolsa de valores de Londres e deflagro uma especulação legendária.;

O transporte de escravos elevou Bristol, sede dos estaleiros, à categoria de segunda cidade da Inglaterra, e converteu Liverpool no maior porto do mundo. Partiam os navios com seus porões carregados de armas, tecidos e rum abençoados, quinquilharias e vidros de cores, que seriam o meio de pagamento em troca da mercadoria humana da África. Os ingleses impunham seu reinado sobre os mares. Em fins do século XVIII, África e o Caribe davam trabalho a 18O mil operários têxteis em Manchester; de Sheffield vinham os punhais e de Birmingham, 15O mil mosquetões por ano40. Os caciques africanos recebiam as mercadorias da indústria britânica e entregavam os carregamentos de escravos aos capitães negreiros. Dispunham, assim, de novas armas e abundante aguardente para empreender as próximas caçadas nas aldeias. Também proporcionavam marfins, ceras e azeite de palmeira. Muitos dos escravos provinham da selva e nunca tinham visto o mar; confundiam os rugidos do oceano com os de alguns monstros submergidos que os esperavam para devorá-los ou, segundo o testemunho de um traficante da época, acreditavam, é de certo modo nâo se equivocavam, que "iam ser levados como carneiros ao matadouro, sendo sua carne muito apreciada pelos europeus." 41 De muito pouco serviam os chicotes de sete pontas para conter o desespero suicida dos africanos.

Os "fardos" que sobreviviam à fome, às doenças e ao amontoamento da travessia, eram recebidos em farrapos, pura pele e ossos, na praça pública, depois de desfilarem pelas ruas coloniais ao som das gaitas. Os que chegavam ao Caribe demasiado exaustos podia-se engordá-los nos depósitos antes de exibi-los aos olhos dos compradores; os enfermos deixava-se morrer nos cais. Os escravos eram vendidos em troca de dinheiro em espécie ou promissórias de três anos de prazo. Os barcos zarpavam de regresso a Liverpool levando diversos produtos tropicais: em princípios do século XVIII, as três quartas partes do algodão fiado pela indústria têxtil inglesa provinham das Antilhas, embora logo Georgia e Louisiania se tornassem as principais fontes de abastecimento; em meados do século, havia 12O refinarias de açúcar na Inglaterra.

Um inglês podia viver, naquela época, com seis libras por ano; os mercadores de escravos de Liverpool somavam lucros anuais de mais de 1.1OO mil libras, contando exclusivamente o dinheiro obtido no Caribe e sem agregar os benefícios do comércio adicional. Dez grandes empresas controlavam um novo sistema de molhes; cada vez se construíam mais navios, maiores e de maior calado. Os ourives ofereciam "brincos e colares de prata para negros e cachorros", as damas elegantes mostravam-se em público acompanhadas de um macaco vestido de colete bordado e um menino escravo, com turbante e bombachas de seda. Um economista escreveu por esta época: o comércio de escravos é "o princípio básico e fundamental de todo o resto; como o principal impulso da máquina que põe em movimento cada roda da engrenagem". Os bancos se propagam em Liverpool e Manchester, Bristol, Londres e Glasgow; a empresa de seguros Lloyd’s acumulava lucros segurando escravos, navios e plantações. Desde muito cedo, os anúncios da London Gazette indicavam que os escravos fugidos deviam ser devolvidos ao Lloyd:"s. Com fundos do comércio negro construiu-se a grande ferrovia inglesa do oeste e nasceram indústrias, como as fábricas de louças de Gales. O capital acumulado no comércio triangular - manufaturas, escravos, açúcar - tornou possível a invenção da máquina a vapor: James Watt foi subvencionado por mercadores que haviam feito assim suas fortunas. Eric Williams afirma-o em sua documentada obra sobre o tema.

Em princípios do século XIX, a Grã Bretanha converteu-se na principal impulsionadora da campanha antiescravista. A indústria C inglesa já necessitava de mercados internacionais com maior poder aquisitivo, o que obrigava a propagação do regime de salários. Ademais, ao estabelecer-se o salário nas colônias inglesas do Caribe, o açúcar brasileiro, produzido com mão-de-obra escrava, recuperava vantagens por seus baixos custos comparativos 42. A Armada britânica lançava-se ao assalto dos navios negreiros, mas o tráfico continuava crescendo para abastecer Cuba e Brasil. Antes que os botes ingleses chegassem aos navios piratas, os escravos eram lançados ao mar: dentro só se encontrava o odor, as caldeiras quentes e um capitão que morria de rir. A repressão ao tráfico elevou os preços e aumentou os lucros enormemente. Em meados do século, os traficantes entregavam um fuzil velho por cada escravo vigoroso arrancado da África, para logo vendê-lo por mais de 6OO dólares em Cuba.

As pequenas ilhas do Caribe foram infinitamente mais importantes, para Inglaterra, do que suas colônias do norte. Em Barbados, Jamaica e Montserrat proibia-se o fabrico de uma agulha ou uma ferradura por conta própria. Muito diferente era a situação da Nova Inglaterra, e isto facilitou seu desenvolvimento econômico e, também, sua independência política.

O tráfico de negros na Nova Inglaterra deu origem a grande parte do capital que facilitou a Revolução industrial nos Estados :" Unidos da América. Em meados do século XVIII, os barcos negreiros do norte levavam de Boston, Newport ou Providence barris cheios de rum até a África; na África trocavam-nos por escravos; vendiam os escravos no Caribe e dali traziam melaço a Massachusetts, onde se destilava e convertia, para completar o ciclo, em rum. O melhor rum das Antilhas, o West Indian Rum, não se fabricava nas Antilhas. Com capitais obtidos deste tráfico de escravos, os irmãos Brown, de Providence, instalaram o forno de fundição que produziu os canhões de George Washington na guerra da independência. As plantações açucareiras do Caribe, condenadas à monocultura de cana, não só podem ser consideradas como o centro dinâmico do desenvolvimento das "treze colônias", pelo alento que o tráfico de escravos presenteou à indústria naval e às destilarias da Nova Inglaterra. Também constituíram o grande mercado para o desenvolvimento das exportações de víveres, madeiras e implementos diversos com destino aos engenhos, com o que deram viabilidade econômica à economia de granjas e precocemente manufatureira do Atlântico Norte. Em grande escala, os navios fabricados por estaleiros dos colonos do norte levavam ao Caribe peixes frescos e defumados, aveia e grãos, feijões, farinha, manteiga, queijo, cebolas, cavalos e bois, velas e sabões, tecidos, travas de pinho, carvalho e cedro para caixas de açúcar (Cuba contou com a primeira serra a vapor que chegou à América hispânica, porém não tinha madeira que cortar), duelas, arcos, aros, argolas e cravos.

Assim, ia-se esvaindo o sangue por todos estes processos. Desenvolviam-se os países desenvolvidos de nossos dias; subdesenvolviam-se os subdesenvolvidos.


Fonte: do livro "As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano.






Cuba, mudanças a caminho


Após uma longa espera, o Partido Comunista de Cuba convocou seu VI congresso que será realizado em abril de 2011. O congresso anterior ocorreu em 1997, há mais de treze anos. Presidente Raúl Castro lança documento distribuído à população com as propostas de mudanças na política econômica e social do país. Entre elas, destacam-se a descentralização da economia por meio da autonomia empresarial, a demissão de 500 mil funcionários públicos r a supressão de subsídios. O artigo é de Leonaro Padura Fuentes.

Leonardo Padura Fuentes - IPS (*)

Ao mesmo tempo do anúncio da realização do congresso, feito pelo segundo secretário da organização e presidente da República, o general Raúl Castro, também foi divulgado e posto em circulação, com uma edição de milhares de exemplares, uma publicação de 32 páginas intitulada “Proyecto de lineamientos de la política económica y social”, um documento que, por meio de um texto introdutório e 291 propostas, começa a definir um novo modelo de política econômica, produtiva, comercial e social do país, que se espera, consiga superar a crise atual.

Esse esforço é anunciado sob o princípio de que “o sistema de planificação socialista continuará sendo a via principal para a direção da economia nacional” e com a perspectiva de que a ilha rume para a direção de uma eficiência produtiva, promova a eliminação das mais diversas formas de paternalismo geradas e estimuladas pelo próprio Estado cubano e obtenha a necessária credibilidade por parte de antigos e novos investidores estrangeiros.

O propósito da massiva distribuição do Proyecto de lineamientos...é que ele se converta em um texto debatido pelas diversas instâncias partidárias e pela população em geral, em busca de acordos, divergências e propostas de mudanças em suas propostas concretas, táticas e estratégicas. No entanto, a formulação categórica de muitos de seus pontos, a especialização necessária (em matéria econômica, financeira e comercial) para a compreensão de muitos de seus parágrafos e seu percurso pelos mais diferentes aspectos da realidade econômica cubana (desde a balança internacional de pagamentos até a produção artesanal e a recuperação de pneus) advertem que sua aplicação global é uma política em vias de fato, cuja materialização está se produzindo como parte do chamado “aperfeiçoamento do modelo econômico cubano” promovido pelo governo diante das dificuldades, incongruências e incapacidades do modelo até aqui posto em prática que, em muitos aspectos, respondeu às exigências da profunda a crise que o país atravessou na década de 1990, e que promoveu, entre outros males, a existência de uma dupla circulação monetária.

São muitos os aspectos que chamam a atenção no documento distribuído ao público, mas, sem dúvida, entre os mais notáveis destaca-se a descentralização da economia por meio da autonomia empresarial e a adoção de mecanismos econômicos e financeiros em um processo no qual se costumava aplicar decisões políticas e administrativas, muitas vezes antieconômicas, como a realidade do país demonstrou. Por isso, em uma linguagem muito precisa, o projeto partidário adverte que a existência de quase todas as empresas dependerá de sua capacidade de gerar lucros. Caso não consigam esse objetivo, essas empresas serão liquidadas. Além disso, entidades que receberam recursos do Estado serão reduzidas ao mínimo. O texto afirma, inclusive, que nos projetos solidários com outros países (parte essencial da política internacional cubana) será levado em conta o elemento econômico, um fator quase sempre ignorado nesta esfera.

Na mesma direção aparecem abundantes apelos à supressão de subsídios (que podem levar até à desaparição da caderneta de abastecimento ou racionamento, que fornece uma pequena quantidade de produtos indispensáveis a baixos preços para a alimentação de um alto percentual de famílias cubanas), à eliminação de postos de trabalho nas empresas estatais e organismos do Estado (processo já em marcha que envolve a demissão de 500 mil trabalhadores em seis meses) e ao fomento de formas não estatais de produção, serviço e posse da terra, com previsão de aumento da força laboral em cooperativas e por conta própria, tendência que é acompanhada pela implementação de uma nova política fiscal que contempla grandes impostos para os maiores lucros.

O processo de inversão econômica que iniciou em Cuba é, em todos os seus aspectos, profundo e radical, sem que isso implique grandes modificações no sistema político unipartidário e na estrutura de governo. Mas a ressonância social provocada pelas mudanças já anunciadas e por outras que ainda virão, será sem dúvida um desafio que deverá ser assumido por esse mesmo modelo político, até aqui baseado na máxima estatização, no controle centralizado, na total dependência do cidadão das estruturas produtivas, distributivas e econômicas do Estado.

Do ponto de vista da população, as mudanças mais polêmicas têm a ver, precisamente, com a nova política laboral e com a supressão de subsídios – que chega até os setores da educação e da saúde. A possibilidade de que 1% dos desempregados dos próximos meses rumem para o trabalho por conta própria, ao mesmo tempo em que os que já estavam nesta situação legalizem sua situação, parece ser uma das soluções mais complexas, levando em conta a crítica situação econômica do país (falta de insumos, materiais, etc.), a política tributária que contempla altos pagamentos ao Estado e a carestia, que voltou a aumentar recentemente, de elementos básicos para algumas produções e serviços, como a eletricidade e o combustível.

É evidente que as necessárias mudanças “estruturais e de conceitos” do modelo cubano, anunciadas há três anos pelo então presidente interino Raúl Castro, começam a tomar forma e espaço na vida social e econômica cubana. É preciso ver agora como sua implementação afetará a vida de milhões de cubanos, chamados a viver em um país onde a competitividade econômica e o trabalho substituirão o paternalismo estatal, onde a eficiência pretende ocupar o lugar do subsídio e onde se geram, inevitavelmente, desigualdades econômicas e sociais após décadas de igualitarismo, oficialmente criado e promovido (IPS).

(*) Leonardo Padura é escritor e jornalista cubano. Suas novelas já foram traduzidas para mais de 15 idiomas; seu livro mais recente, “O homem que amava os cães”, tem como personagens centrais Leon Trotsky e seu assassino, Ramón Mercader.


http://www.cartamaior.com.br/templates/ ... a_id=17205

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Re: América Latina
MensagemEnviado: 18 Dez 2010, 15:45 
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'Venezuela entra em fase de radicalização', diz vice-presidente

A aprovação da lei habilitante que concede plenos poderes ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para governar por decreto até meados de 2012, representa uma 'nova etapa' que determina a 'radicalização' da revolução bolivariana, de acordo com vice-presidente da Venezuela, Elias Jaua.

Em entrevista à BBC Brasil, Jaua - que é visto como o representante do núcleo de esquerda do chavismo - defende os 'super-poderes' concedidos à Chávez como um instrumento para corrigir as falhas do governo, há 11 anos no poder.

O sociólogo que passou a ser o único vice-presidente que Chávez permitiu exercer maior protagonismo na cena política venezuelana e se converteu em um de seus homens de confiança.

O ex-ministro de Agricultura e de Economia Popular advertiu que a radicalização da revolução prevê uma aceleração na expropriação de terras e no combate aos monopólios no país. ' Os recursos estratégicos devem ser controlados pelo Estado'.

Leia a entrevista na íntegra:

BBC Brasil - A oposição afirma que a lei habilitante, recém aprovada, anula a atividade legislativa da próxima Assembleia e representa um desrespeito ao voto popular. Como o senhor responde a essas críticas?

Jaua - A atual Assembleia Nacional, também eleita pelo povo, decidiu conceder a lei habilitante ao presidente da República devido à situação de emergência que estamos enfrentando. Mais de 40% do país foi afetado e a oposição tenta minimizar este fato e capitalizar a situação a seu favor. É a oposição quem deve aprender a respeitar a Constituição. Os deputados que estarão na Assembleia até a meia-noite do dia 4 de janeiro têm o direito legal de conceder a habilitante ao presidente e o presidente tem o direito de solicitá-la. Isso está previsto na Constituição.

BBC Brasil - Chávez ganhou poderes para legislar também na economia. A lei fala do combate aos monopólios e latifúndios. Haverá novas nacionalizações?

Jaua - Sim. Há uma política contínua de desenvolvimento que inclui as nacionalizações e o governo está na obrigação de cumprir com isso. Não temos nenhuma intenção de estatizar toda a economia, como nos acusa a oposição. Defendemos um modelo econômico misto, no qual os recursos estratégicos, como petróleo, telecomunicações, siderúrgica, eletricidade, alimentação, água, bancos, devem ter o controle do Estado. O restante deve estar sob controle privado. Não queremos e não podemos assumir o controle de toda a economia.

BBC Brasil - A revolução bolivariana entra em uma nova etapa, de radicalização?

Jaua - Sem dúvida. A resposta que obtivemos das urnas nas eleições legislativas é de que é preciso radicalizar o processo, corrigir os erros, melhorar a gestão. As chuvas se encarregaram de colocar em evidência que tínhamos que acelerar o passo na construção de moradias (o déficit é de 2 milhões de casas). Por isso a urgência de elaborar leis que permitam isso.

BBC Brasil - Em que consiste essa radicalização?

Jaua - Significa aplicar a Constituição. Ir à raiz da democracia. Radicalizar significa restituir o poder ao povo, tanto no plano econômico como no social. Significa colocar na prática o poder popular, que deve exigir do Estado maior eficiência para combater as causas da desigualdade social.

BBC Brasil - A oposição afirma que Chávez pretende centralizar o poder por meio das comunas socialistas, cuja legislação foi recém aprovada, e reduzir o papel dos governos e prefeituras. Isso vai acontecer?

Jaua - Não é o objetivo eliminar prefeituras e governos, isso não está colocado. Está prevista na Constituição a ideia de a população exercer o autogoverno. Para restituir os direitos à saúde e educação não há que fazer uma revolução socialista. Isso a democracia burguesa pode fazer. Agora, uma revolução socialista é a autêntica democracia e nela os meios de produção têm de ser coletivizados, assim como o exercício da política não pode ser controlado por uma só pessoa, deve ser de todos.

BBC Brasil- As comunas serão financiadas diretamente pelo Executivo. Não há risco de se transformarem em corrente de transmissão do governo?

Jaua - Sempre será o Executivo quem transferirá os recursos. O autogoverno não se trata do desmantelamento do Estado nacional. Mas a legislação agora prevê que a transferência de recursos aos conselhos comunais já não depende da vontade do governo e sim de um mandado da Constituição. A autonomia dependerá da conscientização das comunidades.

BBC Brasil - O presidente governará por decreto até cinco meses antes das eleições presidenciais. Há preocupação quanto à reeleição de Chávez?

Jaua - Mais do que a preocupação com a reeleição, há um problema ético. Temos 133 mil pessoas desabrigadas em consequência das chuvas, além dos outros problemas já existentes antes da emergência. O governo tem que ser submetido aos três erres que o presidente Chávez fala. Retificação, revisão e reimpulso ao quadrado. Em um governo neoliberal, no qual impera a lógica do Estado mínimo, seria impossível solucionar esses problemas.

BBC Brasil - Chávez fala da construção de um projeto hegemônico, porém, mais de 5 milhões de pessoas não votaram a favor do chavismo nas eleições legislativas. A polarização não impede a construção dessa hegemonia?

Jaua - A polarização é um instrumento de avanço da democracia. Qual é a armadilha da burguesia? Fazer ver que o sistema democrático tem que ser consensual. Para nós, as ditaduras é que são consensuais. As democracias são o espaço para a divergência, para a batalha das ideias. Isso é o que fazemos todos os dias. A polarização e a confrontação são necessárias para alcançar a real unidade. Unidade não é que governo e elite façam parte do mesmo pacto e não digamos coisas duras um para o outro.

BBC Brasil - Então nessa lógica é positivo para o governo que a oposição tenha voltado à Assembléia Nacional?

Jaua - É o que tem que ser. Há uma parte da população que se opõe ao projeto da revolução bolivariana e deve ter uma representação na Assembleia Nacional. É bom que a tenha. É bom que usem esse espaço para o debate e que defendam ali seus projetos de privatização do país. Nós já tivemos a esses parlamentares ali e não precisamente apresentaram um debate de ideias. Queimaram as leis. Chegaram a levar porcos em uma sessão na Assembleia. Tomara que venham de verdade defender o projeto neoliberal que eles acreditam e nós responderemos, a partir de uma visão socialista, o projeto de país que queremos.


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/ ... dente.html

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Re: América Latina
MensagemEnviado: 12 Jan 2011, 13:39 
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Brasil proíbe a parada de um navio da Marinha britânica
que se deslocava para as Malvinas


Como ocorreu com o Uruguai em setembro passado, o governo do Brasil proibiu a entrada no porto do Rio de Janeiro do patrulheiro da Royal Navy com destino as ilhas Malvinas.

Fontes diplomáticas confirmaram o incidente. Em Buenos Aires, as autoridades dizem que estão perfeitamente “satisfeitos”, mas evitaram fazer declarações públicas que possam embaraçar o Brasil, ao preparar uma visita da nova presidente do país, Dilma Rousseff em 31 de janeiro próximo.

Segundo o jornal Clarín, o navio em questão é o HMS Clyde, que realiza missões de vigilância marítima na zona da ilha controlada pelos britânicos. O Chile or sua vez autorizou a permanencia do navio em seus portos.

A Embaixada do Reino Unido em Buenos Aires informou que: “O Governo do Reino Unido respeita o direito do governo brasileiro em tomar essa decisão. O governo britânico mantém relações estreitas com o Brasil e o tratado de cooperação e de defesa assinado em setembro é um bom exemplo da força destas ligações.

Esta é a primeira vez o Brasil proibiu uma paragem de um navio britânico com destinoa o arquipélago desde o fim doconflitono atlântico sul. O Uruguai já rejeitou duas vezes uma parada de navios de guerra britânicos no porto de Montevidéu, em apoio dos pedidos da Argentina.


http://planobrasil.com/2011/01/11/brasi ... -malvinas/





Para que pode ler em espanhol:

REFLEXIONES DEL COMPAÑERO FIDEL
Sin violencia y sin drogas


http://www.granma.cu/espanol/reflexione ... iones.html

É sempre muito interessante saber como as pessoas pensam e como algumas coisas repercutem no mundo. Ás vezes é bom sair um pouco da casca do ovo e explorar o desconhecido. Para aqueles que venceram o preconceito e o lugar-comum, aqui está um texto interessante para reflexão.

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Danças/modas mexicanas : Choke
MensagemEnviado: 21 Jan 2011, 12:02 
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Essa é uma dança chamada 'choke' muito comum no México. Resumindo a dança, as mulheres ficam rebolando e os homens ficam atrás encoxando , simples assim .


Nesse vídeo o que chama a atenção é a idade dos participantes


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Re: Danças/modas mexicanas : Choke
MensagemEnviado: 21 Jan 2011, 18:18 
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Tópico do Tormentador mesclado com esse.

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Re: América Latina
MensagemEnviado: 21 Jan 2011, 23:29 
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Ah, que bom que achei , já ia fazer outro tópico , hahahahaha .
Assim fica difícil criar novos tópicos... num é verdade ?

PS. aliás, não entendi, o que Esse tópico tem a ver com o meu post ?


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Re: América Latina
MensagemEnviado: 21 Jan 2011, 23:37 
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Cara, o lugar certinho pro teu tópico é o depósito de bobagem, mas eu não sabia se tu tava achando interessante a dança dos pivetes ou tavas zoando..

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