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Educação
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Autor:  Victor235 [ 06 Set 2017, 19:59 ]
Título:  Re: Educação

Seis universidades brasileiras saem de ranking das mil melhores do mundo
http://www.em.com.br/app/noticia/nacion ... -mun.shtml

Aluna surda passa por 1ª banca da USP toda traduzida em língua de sinais
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ ... nais.shtml

Autor:  FellipeKyle [ 07 Set 2017, 19:48 ]
Título:  Re: Educação

Barbano escreveu:
FellipeKyle escreveu:
O pior é que boa parte dos mais velhos - que tiveram aula nas escolas em épocas mais rígidas - meio que apoiam essas coisas com um tom de nostalgia, estilo "na minha época era muito melhor". Tenso.

E era melhor mesmo. Claro que não falo da época em que existiam as palmatórias e que professores davam reguadas nas crianças, o que considero abominável. Mas mais rigor e disciplina seriam sim bem vindos para melhorar o desempenho escolar. Aquela coisa de ter medo de reprovar ou de te mandarem pra diretoria...

Aí que tá, ninguém aprendia por incentivo ou simplesmente vontade de aprender, era só por medo, por obrigação. É por isso que muitas crianças vão mal hoje em dia, pois ninguém foca no incentivo, ou mesmo em disciplina. Não tem coisa mais chata do que ter que aprender uma matéria só pra poder passar na prova.

Autor:  Barbano [ 07 Set 2017, 21:06 ]
Título:  Re: Educação

É utópico achar que criança e adolescente irão pra escola por gostar, por mera vontade de aprender. A grande maioria vai por obrigação mesmo. Se tiverem a obrigação de se comportar e ter um bom desempenho a coisa flui. É muito difícil aprender alguma coisa em uma sala onde a maioria não queira nada com nada.

Autor:  Victor235 [ 07 Set 2017, 21:55 ]
Título:  Re: Educação

Uma bola dentro do Freire:

Amarras. Asfixiado por cortes no orçamento, o setor de Ciência, Tecnologia e Inovação pode ter garantido na Constituição um porcentual mínimo de recursos. O deputado Roberto Freire (PPS-SP) protocolou PEC obrigando a União a destinar 5% de suas receitas correntes ao CNPq e à Finep para uso exclusivo nessas áreas.
COLUNA DO ESTADÃO / ESTADÃO

Autor:  Antonio Felipe [ 10 Set 2017, 12:11 ]
Título:  Re: Educação

Não precisa fixar um valor percentual. Isso é só pra inglês ver. A União simplesmente tem de tratar a ciência como algo estratégico e que necessita receber investimento.

Autor:  FellipeKyle [ 10 Set 2017, 14:40 ]
Título:  Re: Educação

Barbano escreveu:
É muito difícil aprender alguma coisa em uma sala onde a maioria não queira nada com nada.

E onde o ensino é enferrujado e a escola é rígida demais, também.

Autor:  Bgs [ 10 Set 2017, 15:00 ]
Título:  Re: Educação

Victor235 escreveu:
Uma bola dentro do Freire:

Amarras. Asfixiado por cortes no orçamento, o setor de Ciência, Tecnologia e Inovação pode ter garantido na Constituição um porcentual mínimo de recursos. O deputado Roberto Freire (PPS-SP) protocolou PEC obrigando a União a destinar 5% de suas receitas correntes ao CNPq e à Finep para uso exclusivo nessas áreas.
COLUNA DO ESTADÃO / ESTADÃO


Caraca, excelente, de verdade.

FellipeKyle escreveu:
Barbano escreveu:
É muito difícil aprender alguma coisa em uma sala onde a maioria não queira nada com nada.

E onde o ensino é enferrujado e a escola é rígida demais, também.


Sim.

É preciso definir disciplina e quais as causas da indisciplina. Só "militarizar" é uma decisão muito simplista.

Autor:  Barbano [ 10 Set 2017, 15:29 ]
Título:  Re: Educação

FellipeKyle escreveu:
Barbano escreveu:
É muito difícil aprender alguma coisa em uma sala onde a maioria não queira nada com nada.

E onde o ensino é enferrujado e a escola é rígida demais, também.


Não é o que mostram os resultados de desempenho das escolas militares e escolas católicas, por exemplo.

Autor:  iago83 [ 29 Set 2017, 16:26 ]
Título:  Re: Educação

Sinceramente, tenho que parabenizar aos vereadores de Jundiaí que fizeram essa lei! Que mais e mais escolas tenham uma escola sem doutrinação às crianças, onde haja educação e não proselitismo de esquerda ou de direita!

Câmara de Vereadores de Jundiaí aprova projeto de lei 'Escola sem Partido'
A Câmara de Vereadores de Jundiaí (SP) aprovou, durante sessão realizada na noite desta terça-feira (26), o projeto de lei 12.347, que institui o programa "Escola sem Partido" na rede municipal de ensino.

Em sessão tumultuada, que durou mais de duas horas e contou com vários protestos no plenário, o programa que pretende "prevenir" que professores doutrinem alunos de forma política e ideológica nas escolas municipais recebeu 11 votos favoráveis conta sete contrários. O projeto é de autoria do vereador Antônio Carlos Albino (PSB).

O projeto gera polêmica, já que grande parte da discussão é em torno da inconstitucionalidade e de uma possível censura aos professores que o programa poderá provocar nas salas de aula.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jundiaí protocolou uma nota técnica, junto à Câmara Municipal, considerando inconstitucional o projeto de lei que estabelece o programa Escola sem Partido na rede municipal de ensino.

Inclusive, a nota técnica contém pareceres do Ministério Público Federal, do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e até da Organização das Nações Unidas (ONU) que seguem a mesmo pensamento.

Já para os representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), que estiveram presentes na Câmara acompanhando a votação do projeto, o programa está amparado pela lei.

Fonte: G1

https://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba ... tido.ghtml

Autor:  Dias [ 29 Set 2017, 16:32 ]
Título:  Re: Educação

Quando que vai ter o Escola sem Religião?

Autor:  Antonio Felipe [ 29 Set 2017, 20:22 ]
Título:  Re: Educação

Esse projeto Escola sem Partido visa somente impedir que se fale ou apresente conteúdo considerado "perversivo" pela direita: ou seja, ideias de esquerda, de diversidade.

Tem muito, muito, muito mais criança estudando em condições precárias do que sofrendo com esse espantalho da doutrinação.

Autor:  Tufman [ 30 Set 2017, 21:56 ]
Título:  Re: Educação

Doutrinação está ligada diretamente a uma educação imprecisa e errônea, o que a torna improdutiva ao aluno. É um assunto muito sério que não se restringe a um processo de alienação, lavagem cerebral e motivador do ativismo, mas coloca em xeque o nível da educação brasileira como um todo, e o modo do ensino dado ao aluno pelo professor é determinante para isso. O educador lecionando uma matéria adulterada significa uma precariedade na educação. Em nada adianta uma sala de aula bem equipada nesse caso. Toda a trajetória de um estudante que teve o seu material de estudo deturpado (falso) em nada servirá para si próprio no futuro.

O projeto Escola Sem Partido tem pontos interessantes que eu acredito ter concordância entre todos:

Art. 2º. A educação nacional atenderá aos seguintes princípios:

I - neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado;

II - pluralismo de ideias no ambiente acadêmico;

III - liberdade de aprender, como projeção específica, no campo daeducação, da liberdade de consciência;

IV - liberdade de crença

Art. 4º. No exercício de suas funções, o professor:

I - não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente política, ideológica ou partidária;

II - não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas;

IV - ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões
e perspectivas concorrentes a respeito;


O problema, na minha opinião, é isso aqui:

Art. 3º. São vedadas, em sala de aula, a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes.

Art. 4º.
III - não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas

V - respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;


Não vou me aprofundar em cada artigo, mas eu discordo desses. O projeto fala muito em moral e tem um dialeto conservador. Não é à toa que quem apoia são os mesmos que querem "acabar com ideologia de gênero" nas escolas, que abominam o tema "sexo" em sala (pois fere os valores tradicionais da crença) e que exageram ao falar de doutrinação escolar.

O que são "conteúdos ou atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes"? O que é moral? Ela se sobrepõe ao saber e ao restante da classe que não possuem essa moral? A moral pertence a cada um e é subjetiva. Eu considero desnecessário a inclusão dela no processo de aprendizado de diferentes vertentes.

Autor:  iago83 [ 01 Out 2017, 15:14 ]
Título:  Re: Educação

Antonio Felipe escreveu:
Esse projeto Escola sem Partido visa somente impedir que se fale ou apresente conteúdo considerado "perversivo" pela direita: ou seja, ideias de esquerda, de diversidade.

Tem muito, muito, muito mais criança estudando em condições precárias do que sofrendo com esse espantalho da doutrinação.

"Espantalho da doutrinação"... Veja com os seus próprios olhos o que os livros do MEC vem ensinando para as crianças.
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Cinco táticas de doutrinação em sala de aula que você precisa conhecer
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A doutrinação em sala de aula entrou de vez no debate nacional

Na semana passada, por exemplo, a cidade de Jundiaí (SP) aprovou o projeto de lei da Escola Sem Partido na cidade. Em dezenas de municípios e no Congresso Nacional, projetos semelhantes estão em tramitação.

A doutrinação – ou aliciamento intelectual – já foi diagnosticada em outros países. Um livro de referência sobre o tema é Maquiavel Pedagogo, escrito pelo francês Pascal Bernardin e publicado em 1995.

A obra explica algumas técnicas de manipulação psicológica usadas por professores, com ou sem o respaldo das bases curriculares, para provocar mudanças comportamentais nos alunos.

No centro delas está a dissonância cognitiva: confrontado com duas ideias, valores ou sentimentos que não podem coexistir de forma harmônica, o estudante tende a modificar um deles.

Bernardin explica desta forma o conceito de dissonância cognitiva: “Se um indivíduo é levado a cometer publicamente (na sala de aula, por exemplo) ou frequentemente (ao longo do curso) um ato em contradição com seus valores, sua tendência será a de modificar seus valores, para diminuir a tensão que lhe oprime”.

É, na prática, uma forma de modificar as opiniões por meio do comportamento.

Veja cinco técnicas de manipulação psicológica dissecadas por Bernardin em Maquiavel Pedagogo.

1) Submissão à autoridade

É o que comprovou o célebre experimento psicológico de Stanley Milgran: estudantes foram induzidos a acreditar que os participantes de um teste estavam sendo submetidos a choques elétricos. Mas, orientados pelos seus superiores a não interromper a prática, a maioria deles foi adiante. O experimento foi replicado diversas vezes, com conclusões parecidas: se estimuladas da maneira certa, as pessoas farão quase qualquer coisa quando acreditam que estam seguindo ordens superiores.

2) Pé na porta

Esta tática consiste em atribuir tarefas vão aumentando gradativamente de complexidade até atingir o objetivo adequado. Em vez de partir diretamente para o objetivo final, o que poderia causar uma rejeição, a estratégia é começar com pedidos simples e, passo a passo, exigir missões mais elaboradas. Como o estudante já se comprometeu com a “causa” anteriormente, tende a aceitar.

3) Porta na cara

Neste caso, a estratégia é pedir algo absurdo, irrealizável, para ouvir um “não” e depois fazer um segundo pedido – este, sim, aquilo que se deseja obter de fato. Em face da solicitação absurda, a tarefa apresentada em seguida parece mais razoável, mesmo que não seja. Isso aumenta a chance de convencimento.

4) Prova iniciática

A lógica é simples, e foi comprovada em pesquisas: quando alguém é induzido a praticar um determinado ato com o qual não concorda por inteiro mas aceita fazê-lo, passa a mudar sua visão sobre a prática em questão. Para reduzir a dissonância cognitiva, o participante – ou vítima – tende a passar a tratar como aceitável aquilo que praticou.

5) Dramatização

É fazer o aluno representar o papel que se pretende convencê-lo a adotar. Um exemplo são as atividades em que os estudantes se vestem como um membro do sexo oposto (como nesta escola de Alagoas - http://www.gazetadopovo.com.br/educacao ... 2ynf8), o que tende a reduzir a resistência para tal – não porque a prática combate o preconceito, mas porque as pessoas costumam justificar seus atos de forma a evitar constrangimentos maiores.

Fonte: Gazeta do Povo

http://www.gazetadopovo.com.br/educacao ... h43q0zi30v

Autor:  Dias [ 01 Out 2017, 17:37 ]
Título:  Re: Educação

Não vi nada demais aí.

Autor:  Victor235 [ 01 Out 2017, 20:04 ]
Título:  Re: Educação

O objetivo é não ensinar nas escolas nada referente a coisas da esquerda?

Porque o exemplo dado traz a situação defendida pelo capitalismo (ou vão negar que o patrão quer lucrar?) e a defendida (em tese) pelo socialismo. O livro não diz "só esta segunda é boa".

A única coisa que pode levar o aluno a este entendimento é a charge, na qual os operários só estão felizes no segundo modelo.

Mas os alunos não são burros, eles sabem que isso é só uma charge.

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