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Re: Educação
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MensagemEnviado: 16 Jul 2018, 03:43 
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Parece que não é só o Brasil que quer uma "Escola Sem Partido". Isso está se espalhando por outros países...

Como movimentos similares ao Escola sem Partido se espalham por outros países
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Foto: Divulgação/Con Mis Hijos No Te Metas

A disputa sobre o que deve ser ensinado nas salas de aula está quente na América Latina. Em resposta a iniciativas de diferentes governos para incluir educação sexual e questões de gênero no currículo escolar, grupos conservadores e religiosos têm se articulado para combater o que, segundo eles, seria uma intromissão do Estado na educação moral praticada em casa pelas famílias.

No Brasil, o movimento Escola Sem Partido acabou emprestando seu nome a um controverso projeto de lei que está em apreciação na Câmara dos Deputado. O texto estabelece regras para a conduta dos professores com objetivo de evitar supostas "doutrinações" em sala de aula e proíbe o ensino de questões de gênero.

Nos vizinhos latino-americanos, a resistência conservadora ganhou um lema comum: o "Con Mis Hijos No Te Metas" - em português, "não se meta com meus filhos". O slogan começou a se espalhar pelas ruas e redes sociais do Peru em 2016, quando grupos conseguiram barrar a implementação de parte do novo Currículo Nacional para Educação Básica, e acabou inspirando articulações com o mesmo nome em países como Equador, Chile, Argentina e Paraguai.

O inimigo comum é a "ideologia de gênero" - que, na visão desses grupos, seria uma forma de ensinar as crianças erroneamente que elas podem ser, sexualmente, o que quiserem. Todos repetem a mesma identidade visual, baseada nas cores azul e rosa, para marcar o que consideram a diferença natural entre homens e mulheres.

Já os grupos que defendem as escolas como promotoras da igualdade de gênero e do respeito à diversidade sexual veem o mundo de forma mais "colorida" e rechaçam o termo ideologia, adotado pelos opositores.

À BBC News Brasil, o advogado Miguel Nagib, coordenador do Escola Sem Partido, diz que não mantém articulação com esses grupos, mas reconheceu a semelhança.

"Eu gosto muito dessa expressão, 'con mis hijos no te metas'. É exatamemte isso: os pais querem apenas poder educar os seus filhos. É um direito natural das famílias e estão querendo tirar para virar um Estado totalitário", disse.

Os opositores da proposta, por sua vez, dizem que o autoritarismo está em impedir que os filhos aprendam outras perspectivas nas escolas. "O movimento tem uma noção de família em que os pais são proprietários dos filhos. É uma relação muito autoritária", afirma Renata Aquino, docente de história e integrante do movimento Professores contra o Escola Sem Partido.

A Organização das Nações Unidas tem criticado esses movimentos e se manifestou contra a suspensão do ensino de questões de gênero no Peru.

"Os valores familiares não precisam ser contrapostos pela escola, mas precisam ser colocados em perspectiva, entendendo que existe uma variedade de valores. Temos crianças e adolescentes sofrendo muito com esse apagamento da possibilidade de discutirem sua identidade de gênero", ressalta Ítalo Dutra, chefe de Educação do Unicef (órgão da ONU para os direitos das crianças) no Brasil.

Homem é homem, mulher é mulher'
No Peru, o Con Mis Hijos No Te Metas conseguiu levar multidões às ruas em março de 2017, em diversas cidades. Poucos dias depois, o governo peruano baixou uma resolução alterando a redação de alguns trechos do currículo escolar, com objetivo de promover uma "adequação" para superar "mal-entendidos", explicou à BBC Brasil Marilú Martes, na época ministra da Educação peruana.

No entanto, um tópico bastante criticado pelo movimento foi mantido: o que regula como deve se dar o enfoque de igualdade de gênero na sala de aula.

Ele começa dizendo: "Todas as pessoas têm o mesmo potencial para aprender e se desenvolver plenamente. Igualdade de gênero refere-se à avaliação igualitária dos diferentes comportamentos, aspirações e necessidades de mulheres e homens".

O trecho que gerou mais resistência aparece pouco depois e diz: "Embora o que consideramos feminino ou masculino seja baseado em uma diferença biológica sexual, essas são noções que construímos dia a dia, em nossas interações".

Na sequência, o documento orienta o professor a fomentar a "valorização respeitosa do corpo" como forma de "prevenir situações de abusos sexuais". Também chama atenção para a não reprodução de preconceitos como considerar que mulheres limpam melhor ou que homens não são sensíveis.

Embora o tópico não aborde diretamente a diversidade de orientação sexual, o Con Mis Hijos No Te Metas considera que o texto promove o homossexualismo. O movimento conseguiu no ano passado uma decisão liminar da Justiça peruana suspendendo o enfoque de igualdade de gênero do currículo escolar. Ainda se aguarda uma manifestação definitiva da Suprema Corte. Cientes de que a vitória não é definitiva, seguem mobilizados, disse à BBC Brasil o porta-voz do movimento, Christian Rosas.

"Já estamos anunciando uma nova marcha para garantir que não se volte a implementar uma abordagem que não seja a abordagem humana, isto é, a imposição de uma ideologia (teoria do gênero), independentemente de que alguns possam ou não estar de acordo. Não compete às nossas autoridades decidir, dado que a função do Estado é transmitir um ensinamento a partir da neutralidade e não da imposição ideológica", escreveu, por email.

Já a ex-ministra da Educação Marilú Martes, que deixou o governo após a renúncia do presidente Pedro Pablo Kuczynski em março, espera que os sucessivos casos de violência doméstica sensibilizem a Suprema Corte a autorizar a volta do enfoque de gênero na sala de aula.

"Grupos evangélicos dizem que estamos confundindo as crianças. Não é verdade. Você não confunde quando informa bem e é isso que faz o Ministério da Educação: informar as crianças e jovens quais são seus direitos", defendeu.

"Lamentavelmente, é justamente nas famílias que mais ocorrem violações a meninas menores. Como podemos dizer então que a educação sexual deve ser apenas promovida pelos pais se justamente os pais, tampouco educados, lamentavelmente causam dano a seus próprios filhos?", questionou ainda.

'Erradicar a ideologia de gênero do mundo'
Após o sucesso do movimento peruano, algumas dezenas de milhares de equatorianos foram às ruas de Guayaquil e Quito em outubro contra a inserção de artigos que previam ensino de questões de gênero em uma lei de combate à violência contra as mulheres. O texto aprovado não agradou completamente a nenhum dos lados da disputa.

Também em outubro passado, após manifestações nas ruas do Paraguai, o então ministro da Educação Enrique Riera determinou a retirada de materiais didáticos, herdados da gestão anterior, que diziam que gênero é uma construção social.

"A família tradicional é papai, mamãe e filhinhos. Naturalmente, nós respeitamos as opções diferentes, mas não vamos inculcar (essa percepção) nas escolas públicas", disse Riera à imprensa paraguaia na ocasião.

O Con Mis Hijos No Te Metas do Chile, por sua vez, tem marcado oposição às "tomas", movimento liderado por feministas de ocupação de universidades e escolas contra as práticas de assédios sexuais dentro dessas instituições. O movimento critica a interrupção das aulas e apresentou, por meio de parlamentares aliados, um projeto de lei para proibir as ocupações.

Iniciativas parecidas com outras denominações também vêm ganhando força em países como México e Costa Rica. O debate no continente, porém, não se limita aos latinos. Recém-eleito para governar a província de Ontario, no Canadá, Doug Ford cumpriu sua promessa de campanha e suspendeu nesta semana o currículo de educação sexual implementado em 2015, que havia sido alvo de protestos. O currículo estabelecia, por exemplo, o ensino sobre diferentes identidades de gênero e abordava a masturbação como algo natural "que muitas pessoas fazem e sentem prazer".

Christian Rosas, porta-voz do Con Mis Hijos No Te Metas peruano, disse que tem mantido articulação frequente com esses grupos. Segundo ele, o movimento está presente em todo o continente americano e já inspirou grupos na França, Dinamarca, Japão e Austrália. No Brasil, citou a presença de uma vertente, mas suas páginas no Facebook somam poucas dezenas de seguidores.

"Temos reuniões mensais de forma virtual, onde compartilhamos uma agenda e acompanhamos programaticamente as iniciativas que são apresentadas nos diferentes países. Isso nos ajuda a ter uma reação mais sincronizada, compartilhando estratégias sociais, comunicacionais, políticas etc.", contou.

"Nosso objetivo é erradicar a ideologia de gênero do Peru, do continente e do mundo. Nesse sentido, as conexões com o Brasil e outros países fazem parte da estratégia programática no curto, médio e longo prazo", explicou ainda.

Disputa no Brasil
O Escola Sem Partido, criado em 2004, não nasceu com o enfoque em questões de gênero, mas a partir da indignação de Miguel Nagib contra o que considerou uma tentativa de doutrinação do seu filho quando um professor comparou o líder comunista Che Guevara a São Francisco de Assis.

As reivindicações se aproximaram, porém, depois que grupos religiosos conseguiram barrar em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, a distribuição do material pedagógico "Escola Sem Homofobia", que acabou apelidado de "kit gay" pelos opositores.

"A proposta que está no Congresso trata de aspectos políticos, partidários e ideológicos e também dessa questão relacionada à ideologia de gênero. Não acho que seja possível separar uma coisa da outra hoje", afirma Nagib.

A proposta em discussão na Câmara dos Deputados prevê, entre outras determinações, que o professor "não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas". Estabelece também que o docente, "ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito". Além disso, proíbe qualquer ensino de questões de gênero.

Críticos da proposta dizem que ela tolhe a liberdade de ensino garantida aos professores no artigo 206 da Constituição Federal. Dizem também que a Constituição já prevê o "pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas" nas salas de aula. Afirma, ainda, que a proposta Escola Sem Partido é na verdade uma "cortina de fumaça" para impor o conservadorismo ao ensino no Brasil.

Estava previsto que o deputado Flavinho (PSC-SP), relator do projeto de lei, apresentasse seu parecer final nesta semana na comissão especial que está debatendo a proposta. Após uma longa e tensa sessão de debates na quarta-feira, porém, não houve tempo para a apreciação do texto, que agora só deve ocorrer em agosto, após o recesso parlamentar de julho.

Fonte: BBC Brasil

https://www.bbc.com/portuguese/geral-44787632

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Re: Educação
MensagemEnviado: 16 Jul 2018, 14:20 
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Re: Educação
MensagemEnviado: 31 Ago 2018, 01:13 
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Mais da metade dos alunos brasileiros de 14 a 17 anos não aprendeu o esperado para as séries que estão cursando, tanto na disciplina de Português quanto em Matemática.

Até mesmo no 3º ano do ensino médio, a maior parte dos estudantes não sabe identificar a informação principal de um texto após realizar leitura ou fazer cálculos de porcentagem, por exemplo.

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Re: Educação
MensagemEnviado: 25 Set 2018, 20:16 
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Representantes de presidenciáveis debatem no Roda Viva propostas para educação
https://www.poder360.com.br/eleicoes/re ... -educacao/


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Re: Educação
MensagemEnviado: 15 Out 2018, 21:34 
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Professores: Haddad propõe valorização e Bolsonaro cita agressões
https://www.poder360.com.br/eleicoes/pr ... agressoes/


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Re: Educação
MensagemEnviado: 17 Out 2018, 00:12 
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General da equipe de Bolsonaro quer nova bibliografia nas escolas
Ele defende que professores exponham a verdade sobre o "regime de 1964", narrando, por exemplo, mortes "dos dois lados".
Aléssio Ribeiro Souto também é contrário à política de cotas, defende a "prevalência do mérito" e diz que professores serão valorizados.
https://noticias.r7.com/eleicoes-2018/g ... s-15102018

Haddad sugere Mario Sérgio Cortella para Ministério da Educação
https://exame.abril.com.br/brasil/hadda ... -educacao/


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Re: Educação
MensagemEnviado: 25 Out 2018, 01:20 
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Re: Educação
MensagemEnviado: 26 Out 2018, 23:32 
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Após ordem do TRE, diretor de faculdade no Rio manda retirar bandeira
Juíza alega que bandeira colocada na UFF é propaganda negativa contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).
https://istoe.com.br/apos-ordem-do-tre- ... -bandeira/

MEC muda regras para expedição de diplomas de graduação
https://istoe.com.br/mec-muda-regras-pa ... graduacao/

Com Bolsonaro, frente evangélica quer revolução na educação e autonomia do BC
Ainda na educação, o grupo defende 1 novo modelo de ensino superior. “Libertar a Pós-graduação, Mestrado e Doutorado da repressão aos professores pela Capes. Rever todos os métodos de uso do dinheiro público”, diz o texto.
https://www.poder360.com.br/eleicoes/co ... mia-do-bc/


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Re: Educação
MensagemEnviado: 27 Out 2018, 00:33 
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https://veja.abril.com.br/educacao/sem-o-dever-de-casa/

Questionado sobre a situação do país hoje, qualquer brasileiro vai responder com um lamento.

Não é preciso ser economista para reconhecer que os últimos anos foram de degradação geral, seja na educação, na saúde ou na economia.

A fim de evitar que isso viesse a acontecer, a consultoria de estratégia McKinsey, uma das maiores do mundo, em parceria com uma coalizão de entidades privadas sem fins lucrativos, editou em 2014 o estudo “Visão Brasil 2030”, com metas a ser batidas e uma série de medidas governamentais para que o país estivesse em condições de alcançar o estágio de nação desenvolvida até o fim da próxima década. O documento foi entregue aos então candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). E foi ignorado.

Agora, os autores do trabalho se reuniram novamente para fazer uma avaliação dos últimos quatro anos, e o balanço é alarmante: o país registrou um avanço tímido em três aspectos, ficou estagnado em outros quatro e recuou em três. Em outras palavras: o Brasil está hoje mais distante do estágio desejado de país desenvolvido do que estava há quatro anos. O documento foi revisado e novamente entregue aos candidatos à Presidência — desta vez com um tom mais urgente. “O estudo serve como um chamado de alerta para as autoridades e a sociedade. Não temos todo o tempo do mundo, e a cada ano de letargia as condições para o desenvolvimento pioram”, diz Nicola Calicchio, sócio da McKinsey para a América Latina e um dos autores do trabalho.

Calicchio faz referência a fatores que favorecem o crescimento mas não estão à disposição dos países de forma duradoura. Um exemplo é o chamado bônus demográfico, ou seja, o aumento do número de pessoas em idade ativa para trabalhar em relação ao total da população. Quanto maior essa fatia, melhores as condições para a expansão da economia. É um fenômeno do qual o país desfruta há alguns anos e com previsão de término em 2023, mas que pode ter se encerrado neste ano de acordo com cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em termos concretos, o estudo original tinha por objetivo criar as condições para elevar a renda per capita no Brasil dos atuais 15 600 dólares (medida pelo conceito de paridade do poder de compra, que retrata mais fielmente o custo de vida de diversos países) para 32 800 dólares em 2030. Dada a piora da economia desde 2014, período em que a renda caiu 7% em vez de subir, a nova versão do documento adia a meta dos 32 800 dólares para 2036 — seis anos mais tarde. Para isso, especialistas de diferentes áreas determinaram uma série de medidas já testadas e bem-sucedidas em outros países para orientar políticas públicas e decisões de investimento. Às vésperas de um novo governo, os autores defendem a ideia de que os políticos e a sociedade firmem um pacto pela adoção de uma agenda comum que esteja acima de questionamentos ideológicos. “Não acredito que algum partido discorde, por exemplo, da importância de ampliar o investimento na educação na primeira infância”, diz o executivo da McKinsey em relação à fase na qual o desenvolvimento cognitivo acontece.

No Brasil, apesar da valorização do ensino técnico, mais da metade dos alunos formados não atua na área em que se especializou. É uma distorção que não se vê na Alemanha, onde existe uma agência federal para identificar e antecipar necessidades do mercado e assim direcionar de forma precisa a oferta de cursos nas escolas técnicas, em vez de deixar que essa tarefa complexa fique a cargo do próprio jovem. Esse tema mereceu atenção especial dos autores do documento. O investimento na formação do jovem que está prestes a entrar no mercado de trabalho deve ser tratado como prioridade pelas autoridades. “Um em cada quatro jovens brasileiros nem trabalha nem estuda. Se eles permanecerem à margem da sociedade, vão sofrer uma perda de identidade como cidadãos e o país terá um dano irreparável nos níveis de produtividade”, diz Ana Marina de Castro, gerente de mobilização do Centro de Liderança Pública, uma das entidades que participaram da elaboração do estudo.

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Re: Educação
MensagemEnviado: 29 Out 2018, 04:50 
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. Na Educação, Escola Sem Partido é principal bandeira de Jair Bolsonaro - https://oglobo.globo.com/brasil/na-educacao-escola-sem-partido-principal-bandeira-de-bolsonaro-23193777

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Re: Educação
MensagemEnviado: 30 Out 2018, 00:54 
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Deputada aliada do Bolsonaro cria canal anônimo de denúncia contra professores universitários
https://politica.estadao.com.br/noticia ... 0002571720


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Re: Educação
MensagemEnviado: 30 Out 2018, 08:17 
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https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/10/especialistas-questionam-eficiencia-da-educacao-na-gestao-bolsonaro.shtml

Os dois pilares do programa de educação do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) — a expansão do ensino a distância para crianças a partir de seis anos e o uso de vouchers nas universidades — geram dúvidas em relação aos custos e desconfiança quanto a possíveis conflitos de interesse de membros da campanha.

As propostas de Bolsonaro buscam responder às dificuldades orçamentárias e às restrições aos investimentos em educação, que, submetidos ao teto de gastos, não podem crescer acima da inflação.

Segundo o programa registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a educação a distância "deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais, onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais".

A prática do ensino a distância, mais conhecido como EaD, já vem sendo usada no ensino superior, especialmente no setor privado, como forma de reduzir as mensalidades e atrair alunos.

Na década passada, a modalidade explodiu, passando de 1,8% do total de matrículas do ensino superior privado em 2005 para cerca de 30% em 2017.

A EaD tem custos menores para a instituição porque o aluno realiza parte dos estudos em casa, desafogando despesas com infraestrutura da instituição e salário de professores.

No entanto, em locais onde a EaD é financiada pelo governo, como em alguns estados americanos, dados apontam que o modelo remoto não é necessariamente mais barato.

Estudo publicado pelo Centro Nacional de Política de Educação (NEPC), da Universidade do Colorado, mostra que, em 11 de 16 estados americanos, as escolas virtuais demandavam praticamente o mesmo volume de recursos das escolas físicas.

A redução de custo, quando ocorria, era entre 5% e 8%.

Para Allan Kenji, pesquisador da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), afora a discussão básica sobre a qualidade desse tipo de ensino na infância, que tende a deixar lacunas, é preciso considerar a viabilidade de implementação.

Kenji reforça que o ensino a distância com crianças pressupõe ter um adulto em casa cuidando do menor, o que pode ter repercussões negativas sobre emprego e renda.

O voucher, por sua vez, funciona como uma bolsa para famílias de baixa renda escolherem a escola de seus filhos —algo semelhante ao ProUni.

A ideia, disse Paulo Guedes, é que aqueles que podem passem a pagar a universidade pública e que quem não pode leve o voucher.

O gasto por aluno no ensino superior gira em torno de R$ 9.700 ao ano. Se todos os recursos fossem usados no novo sistema e repartidos, cada aluno receberia R$ 800 mensais para bancar a graduação.

Para especialistas, a quantia é insuficiente para arcar com diversos cursos.

Como o objetivo é que os alunos de renda mais alta paguem mensalidade, o valor rateado entre os de menor renda poderia ser maior.

Se o voucher fosse ampliado para o ensino básico, o valor transferido ao estudante seria de R$ 530 mensais, considerando o atual gasto anual por aluno, segundo cálculos de Naercio Menezes, professor do Insper.

"A ideia de gerar concorrência no sistema escolar é interessante, mas o que escolher com R$ 500?", questiona.

Julia Dietrich, que cursa mestrado em educação na Universidade Federal do ABC, diz que a política de voucher foi adotada por alguns países latino-americanos, como o Chile, no início dos anos 1980.

A expectativa era que a competição entre escolas levaria a uma melhora da qualidade.

"Não deu certo. Dentre as famílias mais pobres, as que tinham condição financeira um pouco mais favorável escolhiam as escolas melhores. O resto ficou com escolas de formação duvidosa, exatamente o que se critica no Fies", afirma Dietrich.

O Fies é o programa de financiamento estudantil do governo que atraiu estudantes para faculdades privadas com crédito barato a partir de 2010, mas foi enxugado em 2015 pelo corte no Orçamento.

Segundo William Klein, presidente da consultoria especializada Hoper Educação, ainda não está claro de onde viriam os recursos para o voucher.

"O Fies é diferente. É um financiamento estudantil, ou seja, mesmo que tenha uma quebra, com um percentual de alunos inadimplentes, esse fundo tem um retorno que dá sustentabilidade", diz Klein.

Outro ponto que preocupa especialistas é que os modelos defendidos durante a campanha de Bolsonaro beneficiam setores ligados a possíveis futuros integrantes do governo.

Stavros Xanthopoylos, conselheiro de Bolsonaro na área de educação e cotado para comandar a pasta, passou parte da carreira na defesa do segmento de ensino a distância.

Xanthopoylos já foi vice-presidente e hoje é diretor da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), entidade que reúne empresas com atuação na área.

Entusiasta do ensino a distância, Guedes tem, ele mesmo, apostado no setor, por meio de sua Bozano Investimentos, que hoje conta com oito empresas de educação investidas no portfólio de fundos private equity e venture capital (que investem em empresas).

Entre eles estão a Wide, de soluções de EaD para companhias de educação, e a QMágico, plataforma online que conecta alunos a professores.

"Usar ensino a distância para crianças e alunos da zona rural, que mais precisam de acompanhamento, é rasgar dinheiro. Fora o conflito de interesses", diz José Marcelino, professor da USP em Ribeirão Preto.

Ele lembra que os maiores gargalos no Brasil estão nas creches e no ensino superior.

Carlos Monteiro, presidente da CM Consultoria, especializada em educação, estima que a implementação da EaD no ensino básico seria rápida.

"Em termos práticos, como já há ensino superior, eu penso que seria só descer essa legislação para o ensino fundamental e médio. Não é nada do outro mundo, não precisa passar pelo Congresso. Pode ser tratado na órbita do próprio Ministério da Educação."

Procurado, o MEC informa que não há nenhuma diretriz do Conselho Nacional da Educação sobre educação a distância na educação básica.

"A atual gestão do MEC entende que há várias possibilidades de aproveitamento das tecnologias educacionais, mas nunca em substituição ao professor em sala de aula."

Procurados, Abed e Bozano não se pronunciaram.

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Re: Educação
MensagemEnviado: 30 Out 2018, 22:45 
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MP-SC investiga deputada do PSL que instigou aluno a dedurar professor
https://horadopovo.org.br/mp-sc-investi ... ofessores/

Internautas mandam 'gemidão' para deputada que quer censurar professores
https://www.redebrasilatual.com.br/elei ... fessores-1


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Re: Educação
MensagemEnviado: 31 Out 2018, 07:06 
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O presidente do Itaú, Candido Bracher, listou a reforma da Previdência como a mais urgente a ser realizada pelo novo governo, mas ressaltou que outras mudanças precisam ser feitas para que o país apresente crescimento econômico maior.

“A principal, no sentido de que precede as demais e é mais urgente, é a reforma da Previdência. Mas se ficarmos só nisso, o crescimento vai ser medíocre”, afirmou.

Candido Bracher defendeu uma reforma educacional, sem citar como seria essa mudança. “Não só por questão de ganho de produtividade, mas em igualdade de oportunidades”, acrescentou.

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Re: Educação
MensagemEnviado: 01 Nov 2018, 13:50 
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