Saúde e Medicina

Anvisa aprova por unanimidade uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford.

Espaço para debates sobre assuntos que não sejam relacionados a Chespirito, como cinema, política, atualidades, música, cotidiano, games, tecnologias, etc.
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Mensagem por Rondamon » 22 Out 2020, 09:45

Morre voluntário brasileiro que participava de testes da vacina de Oxford - https://noticias.uol.com.br/videos/2020 ... oxford.htm
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Mensagem por E.R » 27 Out 2020, 09:10

NOTÍCIAS
Mortes - Covid 19 :

1. Estados Unidos - 225.692
2. Brasil - 157.451
3. Índia - 119.502
4. México - 89.171
5. Reino Unido - 44.998
6. Itália - 37.479
7. Espanha - 35.031
8. França - 35.018
9. Peru - 34.149
10. Irã - 32.953
11. Colômbia - 30.348
12. Argentina - 29.031
13. Rússia - 26.589
Capaz da Índia passar o Brasil em breve.
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Mensagem por Barbano » 28 Out 2020, 09:05

Acho que não. A curva de óbitos na Índia tá caindo mais ou menos igual a do Brasil.

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Mensagem por E.R » 30 Out 2020, 19:43

NOTÍCIAS
https://oglobo.globo.com/economia/desem ... o-24720289

A flexibilização das medidas de isolamento levou mais brasileiros a procurar trabalho e pressionou a taxa de desemprego, que bateu novo recorde no trimestre encerrado em agosto.

A taxa acelerou para 14,4%, de acordo com dados da Pnad Contínua do IBGE, divulgados nesta sexta-feira.

São 13,8 milhões de brasileiros à procura de uma vaga.

Em um ano em que o Brasil foi afetado pela pandemia da Covid-19, o número de desempregados bateu recorde desde que o IBGE usa essa estatística (desde 2012).
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Mensagem por E.R » 01 Nov 2020, 00:04

NOTÍCIAS
https://cultura.uol.com.br/noticias/127 ... curta.html

Um estudo da Universidade de Amsterdã, na Holanda, publicado na revista Nature Medicine, sugere que a imunidade da Covid-19 pode ser comparada à da gripe comum e tem vida curta.

Os cientistas acompanharam pessoas saudáveis por mais de 35 anos e perceberam que a reinfecção por quatro tipos de coronavírus sazonais ocorreu em até 12 meses após a primeira infecção.

Saber quanto tempo dura a imunidade é importante para avaliar a chance de novas ondas da pandemia e também indica como deverá ser a imunização quando houver uma vacina.

Mas, por enquanto, só o tempo vai mostrar se a vacina terá que ser sazonal, assim como a da gripe.

"A gente está trabalhando com as duas situações, inclusive, de fazer uma que seria uma vacinação sazonal, assim como a gente já faz com a influenza", explicou o professor.
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Mensagem por E.R » 09 Nov 2020, 13:40

NOTÍCIAS
https://exame.com/ciencia/vacina-da-pfi ... a-em-2020/

A farmacêutica americana Pfizer divulgou nesta segunda-feira novos resultados da última fase de testes de sua vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

Segundo a companhia, a vacina experimental se mostrou mais do que 90% eficaz em participantes que não tiveram infecções pela covid-19 depois de uma semana da administração da segunda dose necessária da imunização.
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Mensagem por E.R » 10 Nov 2020, 06:15

NOTÍCIAS
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Mensagem por Rondamon » 11 Nov 2020, 12:29

Morte que suspendeu pesquisas da CoronaVac foi registrada como suicídio - https://noticias.uol.com.br/saude/ultim ... ite-texto/

Anvisa autoriza retomada dos testes da Coronavac - https://noticias.uol.com.br/colunas/rei ... onavac.htm
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Mensagem por E.R » 12 Nov 2020, 18:56

NOTÍCIAS
https://noticias.uol.com.br/ultimas-not ... m-2021.htm

O presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, disse hoje que trabalha com a previsão de que a vacina contra a covid-19 da farmacêutica americana esteja à disposição no país até março de 2021.
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Mensagem por E.R » 19 Nov 2020, 02:09

NOTÍCIAS
Vem vacina !
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Mensagem por Bazzo » 25 Nov 2020, 13:05

NOTÍCIAS
Brasil ultrapassa os 170 mil mortos por Covid

As médias de mortes e de casos continua em alta. Nas últimas 24 horas, 638 mortes e 33.445 novos casos foram registrados, segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa.

O Brasil ultrapassou os 170 mil mortos por Covid neste dia 24 de novembro, após o país registrar, nesta terça-feira (24), 638 mortes por Covid. O total oficial é de 170.179 vítimas da doença.

Nas últimas 24 horas, 33.445 novos casos foram confirmados. Já são 6.121.449 brasileiros infectados. Assim, a média móvel de casos ficou em 30.350 novos casos por dia, a maior desde 20 de setembro; 34% a mais do que a média de 14 dias atrás.

Agora a média móvel de mortes: na última semana, foram, em média, 491 mortes por dia; 54% a mais do que a média de duas semanas atrás.

E essa alta nas mortes se espalhou pelo país, e se reflete no gráfico, que mostra a quantidade de estados com alta na média de mortes de um mês para cá. No dia 24 de outubro, havia apenas um estado com aumento de mortes. Depois, subiu para oito e caiu de novo para um em 2 de novembro. E aí foi aumentando até chegarmos ao pico de 17 estados com alta nas mortes no último dia 16. Esse número recuou um pouco, mas ainda estávamos na segunda (23) com 11 estados em alta na média de mortes.

É importante lembrar que a instabilidade que afetou o sistema de registros do Ministério da Saúde no começo de novembro ainda provoca impacto nos percentuais.

Nesta terça, dez estados aparecem com alta: Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul; todos os estados do Sudeste: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro e Goiás registraram as maiores altas.

Em estabilidade, temos o Distrito Federal, que na segunda estava em queda, e dez estados: Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Bahia e quatro estados que vieram de queda: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe e Mato Grosso.

E, com queda na média de mortes, aparecem seis estados: Acre, Roraima, que estava em alta na segunda, Amapá, Tocantins, Alagoas e Paraná. As maiores reduções foram no Paraná, no Acre e no Tocantins.

Os números e os gráficos do seu estado estão em g1.com.br/coronavirus.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/no ... ovid.ghtml
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Mensagem por E.R » 01 Dez 2020, 02:41

NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/202 ... -cnn.shtml

Criticada pela condução do início da crise da Covid-19, que já infectou mais de 63 milhões de pessoas pelo mundo, a China escondeu informações sobre o avanço da doença e acumulou erros de gestão, segundo documentos confidenciais do Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hubei, obtidos pela rede americana CNN.

O vírus foi identificado ainda no final de 2019 em Wuhan, na província de Hubei — e a Organização Mundial da Saúde foi notificada em 31 de dezembro sobre vários casos de pneumonia.

Os documentos, que cobrem um período incompleto entre outubro de 2019 e abril de 2021, foram revelados por uma pessoa que trabalhou no sistema de saúde chinês e que pediu que seu nome não fosse revelado.

O material mostra a discrepância nos números oficiais : no dia 10 de fevereiro de 2020, por exemplo, as autoridades chinesas relataram 2.478 novos casos confirmados — elevando o número global total para mais de 40 mil, com menos de 400 casos ocorrendo fora da China continental.

De acordo com a CNN, entretanto, o relatório lista um total de 5.918 novos casos detectados, mais do que o dobro do número divulgado. Esse número interno era dividido em subcategorias, fornecendo uma visão de todo o escopo da metodologia de diagnóstico de Hubei na época : 2.345 eram de "casos confirmados", 1.772 de "casos clinicamente diagnosticados" e 1.796 de "casos suspeitos".

Para o mundo, as autoridades de Hubei apresentavam um número diário de "casos confirmados" e, em seguida, incluíram em suas declarações "casos suspeitos", sem especificar o número de pacientes que foram diagnosticados pelos médicos como "clinicamente diagnosticados".

Os documentos revelam problemas que ultrapassam a questão da falta de transparência. As falhas no controle da pandemia passam pelo excesso de burocracia do sistema de saúde, falta de equipamentos e lentidão no monitoramento dos casos.

Em 10 de janeiro de 2020, um dos documentos diz que, durante uma auditoria em instalações de teste, as autoridades relataram que os kits de teste que estavam sendo usados ​​para diagnosticar o novo vírus eram ineficazes, dando regularmente falsos negativos. Além disso, de acordo com os documentos, havia falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

Dois meses depois, o tempo médio entre os primeiros sintomas e o diagnóstico confirmado era de 23,3 dias, mostra outro levantamento feito no início de março.

Esta terça-feira (1) marca um ano desde que o primeiro paciente conhecido apresentou sintomas da doença em Wuhan, de acordo com um estudo publicado no jornal médico Lancet.

Naquele momento, a China lidava com um significativo surto de gripe, que registrou um número de infectados 19 vezes maior quando comparado com o ano anterior. O então desconhecido coronavírus encontrou um sistema de saúde já sobrecarregado pela influenza. ​

O surto de gripe não era só em Wuhan e alcançou cidades vizinhas como Yichang e Xianning. Os documentos recém-divulgados não esclarecem o impacto ou a conexão que o pico de influenza teve no surto de Covid-19, mas mostram que esse aumento de casos de gripe não chegou a ser divulgado pelas autoridades.

Embora a China nunca tenha revelado o número total de casos Covid-19 em 2019, um gráfico em um dos documentos sugere um número muito maior, que pode chegar a quatro vezes maior do que aquele divulgado.

Os documentos não dão detalhes, mas falam em "casos confirmados" e "casos clinicamente diagnosticados" perto dos 200.

As autoridades chinesas disseram à OMS (Organização Mundial da Saúde) que foram só 44 "casos de pneumonia de etiologia desconhecida" até 3 de janeiro de 2020.

Desde o início da crise sanitária, a China tem sido criticada pela condução dos primeiros momentos da pandemia – que permitiram que o vírus ganhasse terreno com muita força.

Um estudo feito por pesquisadores do centro de pesquisas na Imperial College de Londres e publicado ainda em janeiro estima que, àquela altura, Wuhan tinha cerca de 1.723 casos confirmados, contra os 198 informados pelo governo.

O jornal The New York Times também já tinha mostrado que as autoridades chinesas haviam colocado o segredo e a ordem acima do combate aberto à crise cada vez mais grave, a fim de evitar causar alarme ao público e de escapar a embaraços políticos.

Uma reconstrução das primeiras sete e cruciais semanas entre o surgimento dos primeiros sintomas, no começo de dezembro, e a decisão do governo de bloquear o acesso a Wuhan, baseada em duas entrevistas com moradores da cidade, médicos e autoridades, declarações do governo e reportagens na mídia chinesa, revela decisões que retardaram uma ofensiva coordenada de saúde pública contra o surto.

Nas semanas em questão, as autoridades silenciaram os médicos e outras pessoas que estavam tentando alertar sobre a doença. Minimizaram os riscos para o público, impedindo que os 11 milhões de moradores da cidade soubessem que precisavam se proteger. O mercado de comida no qual o vírus supostamente tinha surgido foi fechado, mas as autoridades não proibiram a venda de animais em outros locais.

Sua relutância em adotar medidas públicas se devia em parte a motivos políticos, já que as autoridades locais e nacionais estavam se preparando para seus congressos anuais em janeiro. Enquanto o número de casos subia, as autoridades ainda assim declaravam repetidamente que era provável que não tivessem surgido novas infecções.

Ao não agir agressivamente para alertar o público e os médicos, dizem especialistas em saúde pública, o governo chinês perdeu uma de suas melhores oportunidades de impedir que a doença se tornasse epidemia.
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Mensagem por JF CHmaníaco » 01 Dez 2020, 08:33

Alguém surpreso? Porque eu não.
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Antonio Felipe escreveu:
07 Dez 2020, 19:39
Nessa pandemia eu rodo mais quilômetros descendo o scroll pelos posts gigantes do Flash do que caminhando na rua.
http://forumchaves.com.br/piadaitaliano/

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Mensagem por E.R » 01 Dez 2020, 08:55

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Mensagem por E.R » 04 Dez 2020, 08:40

NOTÍCIAS
O ESTADO DE S.PAULO

O telefone não para de tocar na ImunoVacin, em Campinas, no interior paulista. Muitas pessoas ligam para a clínica privada de vacinação para saber quando poderão receber o imunizante contra a covid-19. A resposta é que ninguém sabe ainda.

A previsão mais otimista é entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022, segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC).

Mas não há nada acertado ainda. As farmacêuticas que estão mais avançadas no desenvolvimento dos imunizantes têm resposta padrão para a rede privada : todas as negociações iniciais estão sendo feitas com os governos.

Somente depois, quando já houver um excedente de produção, as clínicas particulares serão atendidas.

“Estamos recebendo inúmeras ligações diariamente, muitas pessoas pedem para ser colocadas em listas de espera”, contou Fernanda Gomes Pereira Rosa, diretora da ImunoVacin. “Por enquanto, não há nenhuma previsão concreta sobre quando teremos as vacinas; então não posso fazer listas de espera, alimentar a esperança da população desse jeito.”

O presidente da ABCVAC, Geraldo Barbosa, contou que a associação esteve em contato com todos os fabricantes em fase avançada desenvolvimento de imunizantes e que, de fato, não há previsão de vendas a curto prazo para a rede privada.

“Somente num segundo momento, quando houver um excedente de produção, será aberta a negociação com o mercado privado”, explicou. “E está certo. A atitude correta é priorizar quem mais precisa da vacina”.

Enquanto os produtos distribuídos pelo governo podem, eventualmente, se valer de algum registro de uso emergencial pela Anvisa para atender às populações mais vulneráveis, possivelmente isso não será estendido às clínicas privadas.

Segundo Geraldo Barbosa, a rede privada dispõe da tecnologia necessária para transporte e armazenagem das vacinas da Pfizer e da Moderna – que demandam temperaturas de – 70ºC.

No futuro, se, de fato, o governo brasileiro optar por não distribuir estas vacinas por causa da logística envolvida, a rede privada poderá oferecer uma alternativa aos produtos de Oxford e da chinesa Sinovac. “Mas nada disso ocorrerá a curto prazo”, frisou Barbosa. “Mesmo que o governo brasileiro não compre as vacinas da Pfizer e da Moderna, as duas farmacêuticas só estão negociando com governos”.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, que também é membro da câmara técnica assessora do Programa Nacional de Imunizações, afirma ser pouco provável que toda a população seja contemplada com as vacinas que o governo colocará à disposição. Além disso, diz, dificilmente o governo vai trabalhar com mais de duas vacinas. “As clínicas privadas, em geral, têm esses dois focos mesmo : aqueles que não foram contemplados nas campanhas e no oferecimento de vacinas de nova geração não oferecidas pelo governo”, explica.
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