América Latina

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Chad'
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Re: América Latina

Mensagem por Chad' » 22 Jun 2012, 20:46

Felizmente a religião se separou da política no Paraguai! :)
Títulos e posições de destaque:
1º em A Fazenda do Fórum Chaves 4 :campeao:
1º no Foot Betting 2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - dezembro/2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - setembro/2016 :campeao:
1º no Torneio GUF 19 - Série A :campeao:
1º em A Fazenda do Fórum Chaves Segunda Chance :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - junho/2019 :campeao:
2º na eleição de usuário do mês - agosto/2012 :vice:
2º na eleição de usuário do mês - outubro/2013
2º no XIV Concurso de Piadas
2º no Trivia Fórum Chaves 3
2º na A Casa do Chavesmaníacos 14
2º no Foot Betting 2017
3º na eleição de usuário do mês - setembro/2013 :terceiro:
3º no Torneio GUF Série B 14
3º na eleição de usuário do mês - outubro/2015
3º no Torneio GUF Série A 18
3º na eleição de usuário do mês - janeiro/2016
3º na eleição de usuário de 2016
3º na eleição de usuário do mês - novembro/2017
3º na eleição de usuário do mês - março/2019
3º no Bolão do Brasileirão 2019
4º na III A Fazenda do Fórum Chaves Imagem
4º na eleição de usuário do mês - abril/2015
4º na eleição de usuário do mês - novembro/2015
4º no Bolão da Copa América 2019
4º na eleição de usuário do mês - setembro/2019

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Re: América Latina

Mensagem por Furtado » 22 Jun 2012, 20:58

E deu rolo também:
Venezuela, Bolívia e Nicarágua denunciam golpe no Paraguai
As diplomacias da Venezuela, da Nicarágua e da Bolívia denunciaram nesta sexta-feira à Organização de Estados Americanos (OEA) que o processo de impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, é um golpe de Estado. "Estamos prestes a ver um novo golpe de Estado, com outros modos de desrespeitar a autoridade do presidente", disse o embaixador da Nicarágua, Denis Moncada, que pediu que a OEA não reconheça um novo governo se Lugo for destituído do poder.

A OEA convocou uma reunião extraordinária em sua sede em Washington, nos Estados Unidos, para discutir a crise política no Paraguai. "Nós denunciamos toda uma tentativa escondida de golpe de Estado em pleno andamento", disse a representante alterna da Venezuela na OEA, Carmen Velásquez. O embaixador da Bolívia, Diego Pary, endossou o discurso.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, rejeitou que o que está em curso é um golpe de Estado, porque "o procedimento legal está sendo seguido". "O que estamos propondo é a dúvida de se, ao seguirmos o processo (de impeachment), estamos respeitando os direitos que as pessoas têm de se defender e ter um processo justo", disse Insulza. "Realmente não haveria nenhum dano à democracia paraguaia dar um tempo maior (a Lugo) e criar melhores condições de defesa", afirmou ele.

Insulza, que assinalou que tinha conversado com o próprio Lugo e o chanceler paraguaio, Jorge Lara, durante as últimas horas, afirmou que o processo está sendo "um tanto apressado" e se mostrou surpreso como se vai ditar uma "sentença com tanta rapidez".
Em Assunção, o Senado paraguaio julga Lugo por "mau desempenho" em suas funções, depois que a Câmara dos Deputados pediu o impeachment do presidente. A origem do processo foi a morte de 11 trabalhadores sem-terra e de 6 policiais em um confronto armado na última sexta-feira, em Curuguaty, 250 km a nordeste de Assunção, durante a desocupação de uma fazenda.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noti ... aguai.html
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Re: América Latina

Mensagem por Jean Bruno » 22 Jun 2012, 21:31

Chad Little #94 escreveu:Felizmente a religião se separou da política no Paraguai! :)
Lugo é um religioso de araque, e é de esquerda. Tanto que tem muito esquerdista-ateu-laicista aqui no Brasil esperneando por sua queda.

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Re: América Latina

Mensagem por Barbano » 23 Jun 2012, 10:13

Só podiam ser o Morales e o Chávez mesmo...

Até o Lugo aceitou a decisão do senado, e esses coiós ficam se metendo...

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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 02 Jul 2012, 11:11

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Re: América Latina

Mensagem por Furtado » 02 Jul 2012, 21:20

E ontem, lá no México, foi eleito o Peña Nieto, do PRI. Não o conheço, mas andei lendo esse fim-de-semana e achei as propostas e o próprio perfil dele muito populista. Não é à toa que ele é chamado de "Muñeco" lá. Parece um Collor mexicano.

E ainda por cima do PRI, que por décadas e décadas reinou no México.
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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 14 Jul 2012, 17:01

http://veja.abril.com.br/noticia/intern ... o-mercosul


O governo do Paraguai apresentou um requerimento ao Tribunal Permanente do Mercosul para restabelecer seus direitos no Mercosul, do qual foi suspenso temporariamente, e para fazer oposição à inclusão plena da Venezuela.

"A suspenção do Paraguai e a incorporação da Venezuela são disposiçõe nulas e que não podem ter aplicação e efetividade jurídica", afirmou Ernesto Velázquez, advogado que compõe a equipe jurídica montada pelo governo paraguaio para agir na questão.

O advogado afirmou que o governo de Federico Franco, presidente desde que Fernando Lugo foi destituído pelo Senado, em 22 de junho, exige a devolução plena das atribuições do Paraguai dentro do bloco.

O Mercosul suspendeu o Paraguai até as próximas eleições do país, que estão previstas para abril de 2013.
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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 22 Jul 2012, 01:56

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrev ... BLICIDADE+

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Antonio Patriota, Ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Istoé - O Brasil não se equivocou ao afastar o Paraguai do Mercosul ?

Antônio Patriota - Não há mais espaço para aventuras antidemocráticas na nossa região. Nós, membros do Mercosul, subscrevemos o Protocolo de Ushuaia que é um compromisso com a democracia. No caso do Paraguai, o juízo político não observou o amplo direito de defesa. E isso, na opinião unânime dos membros do Mercosul e da Unasul, configurou uma ruptura do processo democrático.

Istoé - A decisão não foi tomada apenas para favorecer a Venezuela ?

Antônio Patriota - Isso é uma incompreensão dos fatos. As decisões relacionadas com o Paraguai têm a ver com o rito sumaríssimo no Paraguai de destituição do presidente.

Istoé - Mas o resultado concreto não é que a Venezuela conseguiu seu ingresso no bloco com a saída do Paraguai, que vetava sua participação ?

Antônio Patriota - O ingresso da Venezuela é discutido desde o início da década. No ano passado, na Cúpula de Montevidéu, já se vinha discutindo como fazer para promover a participação plena da Venezuela. Agora, por uma declaração dos presidentes do Brasil, da Argentina e do Uruguai, a Venezuela será incorporada oficialmente ao Mercosul em 31 de julho de 2012.

Istoé - Essa parceria com a Venezuela de Hugo Chávez é benéfica para o Brasil ?

Antônio Patriota - A Venezuela é o quarto PIB da América do Sul, tem a quarta população da região e uma economia dinâmica. Com a sua entrada, o Mercosul se estenderá da Patagônia ao Caribe. A reserva petrolífera venezuelana está entre as maiores do mundo, de modo que é um ganho enorme. O Brasil está se transformando num dos principais parceiros da Venezuela em matéria de comércio, investimentos em infraestrutura, cooperação na área agrícola e essa rede de cooperação econômica deverá aumentar ainda mais. É uma evolução interessante na história recente da Venezuela, que sempre foi um país muito voltado para os mercados consumidores do seu petróleo, o Norte.


Istoé - E os paraguaios como ficam ?

Antônio Patriota - Não tomaremos nenhuma decisão que prejudique a população paraguaia ou qualquer medida de natureza econômica. Ficou claro que prosseguirão os programas de cooperação com o Paraguai, por exemplo, sobre o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (os recursos somam anualmente US$ 100 milhões e o Paraguai tem direito a 48% deles).


Istoé - E a relação com os Estados Unidos ? O Brasil está cada vez mais distante dos americanos ?

Antônio Patriota - Não sei se a afirmação é correta. Nos Estados Unidos, a presidenta Dilma se reúne no Fórum dos Altos Executivos dos dois países, juntamente com o presidente Barack Obama. Em abril, na visita dela aos EUA, foi criado um grupo sobre inovação, sob a égide da Comissão de Cooperação Científica Tecnológica. A relação com os Estados Unidos vem se desenvolvendo com incrementos de atividade econômica. A balança comercial tem conhecido sucessivos recordes, às vezes com superávit, às vezes com déficit, mas atingindo números cada vez maiores. Foi criado um diálogo global entre os dois chanceleres. Eu e a Hilary Clinton temos nos falado frenquentemente e sistematicamente para comentar a realidade internacional. A relação é muito próxima e tem um componente de cooperação econômica e comercial forte, tradicional, e que hoje em dia se aprofunda e se amplia.
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Re: América Latina

Mensagem por Jean Bruno » 22 Jul 2012, 03:06

E.R escreveu:
Antônio Patriota - Não há mais espaço para aventuras antidemocráticas na nossa região(...)
Mas em Cuba pode, né?

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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 01 Ago 2012, 03:46

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/ ... ela-1.html

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A presidente do Brasil, Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a entrada da Venezuela no Mercosul dá maior "dimensão geopolítica" ao bloco e sinalizou que o Paraguai só será novamente aceito no grupo quando "normalizar sua situação institucional".

A presidente fez as declarações durante declaração conjunta ao lado dos demais presidentes do bloco : Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai) em Brasília.

"A Venezuela aumenta as potencialidades do bloco, dando-lhe ainda mais dimensão geopolítica e econômica", disse Dilma em sua declaração, após o ingresso do país ser formalizado em reunião extraordinária de cúpula do bloco nesta terça.

Segundo Dilma, a presença da Venezuela no Mercosul "amplia nossas capacidades internas".

"A Venezuela tem reserva de petróleo e gás certificada, entre as maiores do mundo [...] Queremos convidar setores empresariais dos países da região a participar deste momento", declarou Dilma.

A entrada da Venezuela no Mercosul foi aprovada em reunião de cúpula do bloco na cidade argentina de Mendoza no final de junho. Na ocasião também ficou decidida a suspensão dos direitos políticos do Paraguai no grupo regional.

Os líderes do Mercosul entenderam que o impeachment do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo feriu a cláusula democrática do bloco. Na prática, a suspensão do Paraguai abriu espaço para a entrada da Venezuela no Mercosul.

"Nossa perspectiva é que o Paraguai normalize sua situação institucional interna para que possa reaver seus direitos no Mercosul", disse Dilma, destacando que o Mercosul é contra a imposição de punições econômicas ao país vizinho e que os fluxos comerciais com o Paraguai foram mantidos.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 08 Out 2012, 14:00

http://www.estadao.com.br/noticias/impr ... 2333,0.htm

A pobreza existente na Argentina pode ser seis vezes superior àquela admitida pelo governo da presidente Cristina Kirchner.

A afirmação é da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE), que elaborou pesquisa paralela aos números do governo que sustenta que a pobreza real assolaria 37,4% dos argentinos, o equivalente a 9,42 milhões de pessoas. Desse total, 9,3% seriam indigentes.

No entanto, segundo o governo, a proporção de pobres atualmente é mínima, já que seria de apenas 6,5%, sendo 1,7% indigentes. Desta forma, de acordo com os números oficiais, existiriam somente 2,3 milhões de pobres, enquanto que os indigentes não passariam de 600 mil pessoas.

Mas os dados, elaborados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) - organismo sob intervenção do governo - são suspeitos de manipulação.

A ATE, que reúne a maior parte dos sindicatos do funcionalismo público, preparou a estatística extraoficial com a colaboração de ex-funcionários do Indec, removidos de seus postos depois da intervenção federal.

O índice de pobreza de 37,4% tem como base a cesta de consumo básico da cidade de Buenos Aires. A ATE também calculou a pobreza levando em conta a criticada cesta básica do Indec. Nesse caso, a pobreza seria de 18,2%. A indigência assolaria 4% dos argentinos.

Outro relatório, da Universidade Católica Argentina (UCA), sustenta que a pobreza atinge 21,9% da população.

O Indec também é acusado de manipular o índice de inflação. O cálculo oficial mostra que a inflação acumulada dos últimos 12 meses é de 9,9%. No entanto, economistas independentes, empresários, sindicatos e associações de defesa dos consumidores consideram que o índice está sendo manipulado desde os últimos meses do governo de Nestor Kirchner, em 2007, e que a inflação real acumulada entre agosto de 2011 e o mesmo mês deste ano é de 23,2%.

Há uma semana, a presidente Cristina Kirchner criticou os economistas que elaboram um cálculo rival do Indec : "Se a inflação fosse de 25% o país explodiria pelos ares, pois não poderíamos sustentar o crescimento".

Na contramão da Casa Rosada, a consultoria Broda calcula que a inflação neste ano ficará entre 28% e 30%. Os economistas independentes sustentam que a inflação de setembro estaria ao redor de 2%. A expectativa no mercado é que o Indec anuncie uma inflação inferior a 0,9% para o mês passado.
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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 08 Out 2012, 20:06

http://noticias.terra.com.br/mundo/noti ... antes.html

O presidente do Paraguai, Federico Franco, disse que está confiante na possibilidade do fim da suspensão, imposta ao país pelo Mercosul, antes de abril de 2013.

Segundo ele, conversas com autoridades dos governos do Brasil e do Uruguai indicam que há possibilidade de reverter a situação nos próximos meses. O Paraguai está suspenso do Mercosul há pouco mais de três meses.


"Os chanceleres Antonio Patriota Brasil e Luis Almagro Uruguai parecem entender que o Paraguai está se tornando cada vez mais necessário para a região. Temos o que é mais valioso, o mais necessário do Mercosul, que é a nossa energia ", disse Federico Franco.

"Mais cedo ou mais tarde o Paraguai pode ser reintegrado e reconhecido como um livre, soberano e independente, considerando sua relevância."

Para os líderes políticos do Mercosul, o Paraguai quebrou a ordem democrática durante o processo de impeachment do então presidente paraguaio, Fernando Lugo, em 22 de junho. Lugo foi destituído do poder em menos de 24 horas, o que para as autoridades sul-americanas demonstrou que não foi dado prazo a ele para se defender.

Desde junho, o governo paraguaio tenta reverter a suspensão tanto no Mercosul como também na União de Nações Sul-Americanas (Unasul). As autoridades do Paraguai negam irregularidades no processo de destituição de Lugo e alegam que a ordem democrática foi seguida e a Constituição respeitada.
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Re: América Latina

Mensagem por CHarritO » 08 Out 2012, 20:15

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. Hugo Chávez é reeleito por mais 6 anos como presidente da Venezuela. É o 4º mandato dele. :lingua:
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / desde 2016)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH (2010)
Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Pentacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017 e 2019)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)
Campeão de O Sobrevivente - Copa América (2019)
Campeão do Bolão da Copa América (2019)

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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 18 Out 2012, 11:19

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/ ... tar-1.html

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O Senado da Argentina aprovou uma lei para reduzir a 16 anos a idade mínima para votar, a tempo para a decisiva eleição legislativa do ano que vem que pode determinar se a presidente Cristina Kirchner realmente buscará um terceiro mandato.

Cristina Kirchner, que era uma defensora da lei que autoriza pessoas de 16 e 17 anos a também votar, deu cargos importantes no governo a membros do La Cámpora, um grupo político juvenil fundado pelo filho da presidente, Máximo, e costuma parabenizar os jovens ativistas por seu fervor político.

O Senado aprovou a proposta com 52 votos a favor, 3 contra e duas abstenções, e agora cabe à Câmara dos Deputados converter o projeto em lei nas próximas semanas.

Muitos jovens argentinos se identificam com o estilo desafiador da presidente e consideram que suas políticas econômicas pouco ortodoxas foram responsáveis por um período de crescimento econômico que coincidiu com o momento em que estavam entrando no mercado de trabalho.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 28 Out 2012, 16:25

http://oglobo.globo.com/mundo/guerra-ao ... er-6556802

O ano está terminando, e a Argentina continua às voltas com dramas sociais como a insegurança, principal preocupação da população segundo pesquisas recentes, e a escalada da inflação, que deverá superar 20%. Essas são as dores de cabeça que sofrem a maioria dos argentinos.

No entanto, para a presidente Cristina Kirchner e todo o seu gabinete, a prioridade nos últimos dois meses de 2012 será obter uma vitória contundente na disputa com o grupo de meios de comunicação Clarín, o mais importante do país. Enfraquecer o Clarín — conseguir que o grupo seja obrigado a vender dezenas de licenças de rádio e TV aberta e a cabo — tornou-se uma das maiores obsessões da presidente argentina.

Sem adversários de peso na oposição, Cristina Kirchner, seus ministros, secretários e membros de movimentos políticos como o Unidos e Organizados — integrado por ultracristinistas —, dedicam-se a reforçar estratégias para enfrentar o que consideram seu maior adversário. Na prática, isso significa fazer tudo o que estiver ao alcance do governo, incluindo pressões sobre a Justiça, para garantir que a partir de 7 de dezembro o grupo seja obrigado a adequar-se à Lei de Serviços Audiovisuais, aprovada no Congresso em 2009 e, desde então, questionada pelo Clarín na Justiça.

O já famoso 7-D será um dia glorioso, dizem os kirchneristas. Em 22 de maio, a Corte Suprema de Justiça determinou que nesse dia entrará em vigência o artigo 161 da polêmica lei, que prevê um “processo de desinvestimento” para que todos os grupos com operações no país respeitem as novas regras, entre elas, as que limitam a quantidade de licenças permitidas por empresa. Antes, era possível ter uma licença de TV a cabo em cada cidade do país — até 2.200 licenças por empresa. Com a nova lei, o limite caiu para 24, e o grupo Clarín tem hoje mais de 250. A mudança também impede que uma empresa possa administrar, na mesma cidade, uma TV aberta e outra a cabo. Ou seja, em Buenos Aires, o grupo deverá optar entre o canal 13, um dos líderes de audiência, e a Cablevisión, que controla quase 60% do mercado de TV a cabo nacional.

A meta do governo é clara : acabar com o que chama de um “monopólio midiático” que todos os dias transmite, segundo afirmou a própria Cristina Kirchner, “a rede nacional do desânimo”. Em conversas informais, funcionários da Casa Rosada admitem, sem rodeios, as intenções do Executivo.

— A partir do dia 7 de dezembro, se o Clarín não respeitar a lei estará atuando na ilegalidade, e só um golpe de Estado poderá salvá-lo — diz uma fonte kirchnerista, que pediu anonimato.

Em meio a fortes rumores sobre a possível intervenção estatal em empresas do grupo, a fonte afirmou que “não passa pela cabeça do governo implementar uma intervenção física, enviando forças de segurança para ocupar meios de comunicação”. Como seria uma intervenção não física ?

— Existem várias alternativas, por exemplo, a de bloquear contas bancárias — revelou.

Nos corredores do Clarín, o clima é de absoluta incerteza sobre o futuro de suas empresas. Nem mesmo as mais altas autoridades dos principais canais de TV e jornais do grupo sabem o que acontecerá a partir do 7-D. A decisão, até lá, é continuar esperando que a Justiça determine se os artigos questionados são ou não inconstitucionais. Para o Clarín, eles violam direitos adquiridos — várias licenças foram renovadas por dez anos em 2005, no governo do ex-presidente Néstor Kirchner.

Nas últimas semanas, diversos juízes designados para atuar no processo iniciado pelo grupo em 2009 foram afastados ou renunciaram. No Congresso, deputados da oposição acusaram a Casa Rosada de exercer fortíssimas pressões sobre os magistrados para obter uma resolução contra o Clarín. Paralelamente, a bancada kirchnerista no Senado conseguiu avançar na discussão sobre um projeto de lei que, se aprovado, deixará a decisão final sobre a constitucionalidade ou não dos artigos nas mãos da Corte Suprema. O projeto, que será votado na próxima quarta-feira no Senado, estabelece um mecanismo que permitirá ao Executivo pedir a ação da Corte Suprema em processos que representem “riscos institucionais”.

O kirchnerismo já está organizando festivais populares e manifestações em todo o país para comemorar um triunfo que, para o governo, será histórico. A campanha contra o Clarín começou em 2008, quando a Casa Rosada acusou o grupo de favorecer os produtores rurais em meio a uma onda de protestos que paralisou o país durante meses. Antes de morrer, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) declarou que o relacionamento entrou em crise anteriormente, quando seu governo negou ao grupo a possibilidade de investir no mercado telefônico. A realidade é que há quatro anos o Clarín tornou-se inimigo público da Casa Rosada e da família Kirchner. A queda de braço está entrando na reta final — e o governo parece perto da vitória.
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