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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 24 Out 2011, 04:52

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/ ... ntina.html

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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confirmou favoritismo e foi reeleita presidente para um novo mandato de quatro anos, anunciou o Ministério do Interior, responsável pelas eleições no país.

No seu primeiro discurso após ter sido anunciada como vitoriosa, Cristina Kirchner pediu união e comemorou o fato de ser a primeira mulher reeleita presidente do país.

"Sou uma mulher de 58 anos que milita desde muito jovem que cheguei a lugares que nunca pensei que chegaria na vida. Não apenas tive a honra de ser mulher presidente, como de ser a primeira mulher reeleita presidente. Não quero mais nada. Que mais posso querer ?", brincou a presidente, em um discurso transmitido em cadeia de TV do Hotel Intercontinental, no centro de Buenos Aires.

"A única coisa que quero é cooperar com a Argentina, a seguir crescendo com o país, gerando mais postos de trabalho, mais ciência e tecnologia, mais escolas, mais saúde. Ajudar a mudar a vida dos argentinos. Precisamos da colaboração de todos", afirmou.

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"Quero dizer um imenso obrigado aos 40 milhões de argentinos, a todos os homens e mulheres de todos os partidos políticos que participaram dessas eleições. Quero agradecer a ligação solidária, amiga, fraternal de Dilma Rousseff", disse a presidente argentina.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 28 Out 2011, 20:59

http://www.istoe.com.br/reportagens/172 ... RISTINISTA

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Conhecida como Cidade dos Ventos, por causa das correntes de ar que chegam da Antártica, Río Gallegos, a capital da província argentina de Santa Cruz, amanheceu com o ar parado na quinta-feira 27. Já no solo o movimento era inusitado para a cidade de 100 mil moradores. Acompanhada pelos filhos Máximo e Florencia, a presidente Cristina Kirchner trasladou os restos do marido morto um ano antes para o mausoléu que mandou levantar em Río Gallegos. A construção de três andares e 600 metros quadrados se destaca no cemitério de túmulos baixos e virou ponto de romaria. As homenagens na terra natal foram as primeiras de uma série feita em todo o país ao ex-presidente Néstor Kirchner, cuja morte interrompeu os planos de se alternar com Cristina no comando da Casa Rosada. Em apenas um ano, a presidente, que sucedera o marido em 2007, potencializou a herança de Kirchner e começou uma nova era na política argentina. Quatro dias antes de inaugurar o mausoléu, Cristina foi reeleita presidente com quase 54% dos votos, a maior votação já recebida por um líder político argentino depois da redemocratização do país, em 1983.

No novo mandato, que começa em 10 de dezembro, Cristina vai governar sem oposição, pois também conquistou maioria absoluta no Senado e na Câmara dos Deputados. Tamanho poder já provoca a conversão em massa dos kirchneristas, como são conhecidos os seguidores de seu marido, em cristinistas. Também atrai outros remanescentes do peronismo, a força política criada em 1945 pelo coronel Juan Domingo Perón. O peronismo governou a Argentina em 32 dos últimos 62 anos. “Cristina tem as duas coisas necessárias para liderar os caciques peronistas : dinheiro e voto”, afirma o sociólogo Ricardo Sidicaro, da Universidade de Buenos Aires. Dona de capital político próprio, a presidente não dependeu de prefeitos e governadores para se tornar a favorita dos eleitores. Além disso, lembra o sociólogo, Cristina pode “organizar a política através de fundos que disciplinam governadores e prefeitos”. Sidicaro se refere ao fato de as transferências de recursos federais não dependerem do Congresso.

Em 2015, quando a presidente terminar o novo mandato, a era cristinista, somada à de Kirchner, vai se igualar em duração à de Perón e sua terceira mulher, Isabelita: 12 anos. A marca poderá ainda ser superada se a possibilidade de eleições sucessivas for aprovada em uma futura mudança da Constituição, como deseja parte dos aliados de Cristina. Com relação aos tempos de Perón, a presidente gosta mesmo é de ser comparada à Evita, a elegante e carismática primeira-dama conhecida como a “mãe dos descamisados”. Vaidosa e determinada como Evita, Cristina revelou outras características depois da morte do marido. Centralizadora, participou das tomadas de decisão nas mais diversas áreas, a começar pela econômica. Enlutada, conquistou a simpatia da maioria dos argentinos, mesmo perseguindo adversários.

No discurso da vitória, Cristina pediu a união de todos os argentinos, mas ressaltou que nos próximos anos atuará para “aprofundar o modelo”. Logo após assumir o segundo mandato, a presidente afastará de vez o atual vice-presidente, Julio Cobos, que há três anos votou contra o governo durante o enfrentamento com o setor agropecuário que quase paralisou o país – na Argentina, o vice também ocupa a presidência do Senado. Hoje ministro da Economia, Amado Boudou é o vice-presidente eleito e deve continuar a ter posição de destaque entre o restrito grupo que assessora Cristina nas tomadas de decisão. “Além da lealdade, valorizo o fato de Boudou não ter medo, porque eu preciso de alguém a meu lado que não tenha medo das corporações”, disse a presidente ao indicá-lo para a chapa presidencial.

Economista, o vice eleito conquistou a simpatia dos Kirchner ao idealizar a estatização dos fundos privados de pensão em 2008. No ano seguinte, Boudou não hesitou em assumir o ministério no pior momento do governo Cristina. Durante a campanha eleitoral, com o país em fase de recuperação econômica, ele fez sucesso tocando nos palcos, como ocorria nos tempos de estudante em Mar del Plata. Aos 48 anos, Boudou costuma circular em uma Harley-Davidson e tem uma coleção de 12 guitarras elétricas.

Outra estrela em ascensão no cristinismo é Máximo Kirchner, 34 anos, o filho mais velho da presidente. Ele é criador do La Cámpora, um grupo de jovens militantes que se espalhou de Río Gallegos para o resto do país e acaba de eleger cinco deputados. Com a base governista mais do que consolidada e um poder político inédito, daqui para a frente a presidente reeleita terá na economia um de seus maiores desafios. O modelo argentino, baseado em um elevado nível de subsídios, permitiu o aumento do consumo interno, mas levou a um crescimento de 35% no gasto público e a uma inflação estimada em até 25%, embora o índice oficial do governo seja de 9%. Em cenário de crise mundial, a Argentina depende inclusive do desempenho da economia no Brasil, que consume 20% de suas exportações.

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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 29 Out 2011, 21:27

O GLOBO

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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 07 Nov 2011, 17:49

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/ ... tezas.html

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Poucas semanas após ser reeleita, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, iniciou a implementação de ajustes da política econômica de seu marido e antecessor, Nestor Kirchner (2003-2007), como o fim de subsídios e mudanças na política cambial - medidas que, segundo analistas, podem causar incerteza e voltar a opinião pública contra o governo.

Neste período de oito anos, o país registrou forte expansão econômica e de consumo, com a moeda desvalorizada, estabilidade financeira, tarifas de serviços públicos congeladas e uma inflação tida por muitos como 'maquiada' desde 2007.

Na semana passada, em uma tentativa de conter a fuga de capitais registrada nos dias anteriores, o governo aumentou o controle para a venda de dólares no país. A moeda americana funciona como referência para os argentinos, tanto na hora de poupar quanto de comprar imóveis, por exemplo.

'Sabemos quanto cada pessoa recebe, quanto gasta e se tem ou não dinheiro sobrando para comprar dólares', afirmou nesta semana o diretor da Afip (Administração Federal de Ingressos Públicos, equivalente à Receita Federal), Ricardo Echegarray.

Se o órgão entender que o comprador não tem recursos para a compra da moeda americana, não autorizará sua venda nos bancos ou casas de câmbio.

'O dólar pode se transformar no verdadeiro opositor do novo governo', escreveu o colunista Eduardo van der Kooy, do 'Clarín', jornal critico do governo, sugerindo que a medida poderia gerar mau humor na classe média argentina.

Desde a semana passada, a Afip enviou fiscais, com cães, para as filas das casas de câmbio para fiscalizar os motivos da compra da moeda americana, gerando criticas dos analistas.

O professor de Economia Pública da Universidade Católica Argentina (UCA), Gerardo Sanchis Muñoz, disse à BBC Brasil que a medida poderia provocar 'incertezas' entre os argentinos.

'Se as instituições fossem respeitadas, o governo precisaria de uma ação judicial para mandar soldados para as filas de câmbio. Mas na Argentina, o regime presidencialista é concentrado e assim funciona, há pelo menos vinte anos. Mas este estilo se intensificou a partir do governo (Nestor) Kirchner e continuou com Cristina.'

O economista Orlando Ferreres, da consultoria Ferreres e Associados, afirmou que o governo não implementou 'uma só medida impopular' desde 2003, e que era esperado que o governo implementasse alguns ajustes.

'Era esperado que o governo reduzisse os subsídios para diminuir seu gasto público e organizar seu caixa, ainda mais num momento de fuga de capitais. Mas o que não era esperado é que mandasse controlar a venda de dólares, moeda de referência para os argentinos', disse ele à BBC Brasil.

Segundo o economista Marcelo Elizondo, da consultoria DNI, a presidente, que dá início ao novo mandato no dia 10 de dezembro, pode estar 'arrumando a casa' antes da posse.

No entanto, para especialistas, a maior dúvida é quando e como o governo reconhecerá 'a inflação real', como afirma o economista Ernesto Krtiz, da Sel Consultores.

Nesta quarta-feira, os ministros da Economia, Amado Boudou, e do Planejamento, Julio de Vido, anunciaram a eliminação da transferência de recursos do governo, chamados de subsídios, para bancos, empresas e até cassinos e hipódromos, que assim deverão pagar mais pelo fornecimento de água, luz e gás.

A ajuda do governo foi decisiva para manter congeladas as tarifas dos serviços públicos privatizados, nas empresas e residências, apesar da disparada da inflação registrada recentemente.

A expectativa é que o governo elimine a transferência de recursos para outros setores o que poderia provocar a alta no preço das tarifas para o consumidor final como se especulou na imprensa local.

'Queremos continuar trabalhando para combater a desigualdade social. Ninguém pode receber subsídio do governo se dele não precisa', disse Boudou.

A interpretação dos especialistas foi a de que os que ganham mais poderiam passar a pagar mais pelos serviços e os que ganham menos pagariam tarifas menores.

O prefeito de Buenos Aires, o opositor Mauricio Macri, disse que o fim do repasse de verbas do governo central para o metrô da cidade, por exemplo, deverá triplicar o preço do bilhete, passando de 1,10 pesos para 3,30 pesos.

'Esse é o valor que estimamos porque o metrô era responsabilidade do governo nacional, e não do governo municipal', disse Macri.

Num artigo no jornal La Nación, o economista Roberto Cachanosky disse que o corte nos subsídios 'pode ser apenas a ponta do iceberg do que virá' no novo mandato.

'O governo anunciou corte de uma parte mínima dos subsídios, mas pode ser um sinal das próximas medidas do governo', afirmou. Para ele, o governo poderia estar resolvendo os problemas que 'varreu durante muito tempo para debaixo do tapete', como o congelamento das tarifas.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Antonio Felipe » 17 Dez 2011, 10:10

G1

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse nesta sexta-feira (16) que não pensa em ter um jornal, em resposta às críticas de entidades de imprensa ao projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que declara o papel de jornal como de interesse público.

"Eu não penso em ter nenhum jornal, não me interessa. A lei é para que cada um possa dizer o que quiser", garantiu a presidente em um ato de inauguração de um terminal de ônibus na província de Mendonza (oeste).

Os maiores partidos da oposição votaram contra o projeto porque garantem que ele pretende controlar os meios de comunicação e que é baseado no conflito do governo com o Clarín e o La Nación, os dois jornais mais importantes do país.

"Por trás de uma roupagem supostamente igualitária se oculta uma medida que acabará tornando mais fácil para o governo usar essa ferramenta de controle sobre o jornalismo", disse Carlos Jonet, presidente da Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa, na sigla em espanhol).

Atualmente, a empresa Papel Prensa, controlada por Clarín (49%), La Nación (22%) e pelo Estado (27,46%) é a única fornecedora do país de papel para jornal, com uma produção anual de 170 mil toneladas, que abastecem 130 meios de comunicação impressos. A demanda local é de cerca de 230 mil toneladas, por isso, alguns jornais têm que importar papel.

"Papel mordaça?", era a manchete desta sexta-feira do La Nación, que destaca que "se o governo assumir o controle do papel, só haverá lugar para a imprensa do governo".

Kirchner enfatizou que a iniciativa "democratiza o acesso ao insumo básico", o que era uma demanda de jornais e revistas do interior do país.

A iniciativa votada pelo 'kircherismo' e seus aliados declara de interesse público o processo de fabricação e distribuição desse insumo e cria uma comissão dentro do Congresso para verificar o cumprimento desta norma, que fixa um preço 'igualitário' para todos os veículos.

O projeto será debatido na próxima semana no Senado. Na Câmara, foi aprovado com 134 votos a favor, 93 contra e 12 abstenções.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Antonio Felipe » 21 Dez 2011, 09:30

FOLHA

A poucas horas da votação no Senado de um projeto de lei que modifica as regras atuais para produção, comercialização e distribuição de papel jornal na Argentina, aumenta a tensão entre o governo e setores da imprensa.

Cerca de 50 soldados ocuparam nesta terça-feira um edifício da empresa de TV a cabo Cablevisión, do Grupo Clarin
. Trata-se de mais um episódio controverso envolvendo o maior jornal do país, acusado por militantes governistas de conspirar contra o governo durante a crise no campo, em 2008.

Os soldados da Gendarmería Nacional, polícia especializada em fronteiras e alguns crimes federais, permaneceram três horas no edifício, em Buenos Aires, obedecendo a uma ordem judicial da Província de Mendoza.

Oficialmente, a Justiça teria atendido pedido de outro grupo empresarial, o Vila Manzano.

O conglomerado, de propriedade de aliados do governo Kirchner, segundo o Clarín, é contra a fusão da Cablevisión com outra companhia do ramo, a Multicanal.

A presença dos soldados, com uniforme verde oliva como os do Exército, surpreendeu os trabalhadores da empresa que foram retirados do local durante a operação.

Segundo emissoras de rádio, os soldados chegaram ao edifício da Cablevisión acompanhados por repórteres de veículos considerados "simpáticos" ao governo.

O grupo Clarín divulgou um comunicado dizendo que a Cablevisión não possui negócios em Mendoza e que a operação faz parte da "campanha ostensiva" do governo contra a companhia.

De acordo com a imprensa local, a ordem judicial era para que documentos da empresa fossem revisados.

Recentemente, a Secretaria de Comunicação do governo emitiu uma norma anulando a fusão da Cablevisión e da Multicanal. Na pratica, a fusão continua em vigor, de acordo com o jornal "La Nación".

A ocupação da Cablevisión marca mais um capítulo polêmico para o Clarín. Em ocasiões anteriores, sindicalistas ligados ao governo chegaram a bloquear a distribuição do jornal e também hastearam anúncios com a mensagem: "Clarín mente".

"PAPEL COMO BEM PÚBLICO"

A operação policial ocorreu em meio a expectativas para a votação, nesta quarta ou quinta-feira, do projeto de lei que muda as regras para a empresa Papel Prensa - na qual "Clarin" e "La Nación" juntos têm maioria acionária e o governo minoria.

O texto, que declara o papel como "bem público", foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na semana passada, e aguara o aval dos senadores.

Nos últimos dias, os dois maiores jornais argentinos publicaram amplos anúncios contra a medida, dizendo: "O Papel da Censura".

Entrevistados pela BBC Brasil, o presidente do jornal "La Nación", Julio Saguier, e o deputado Edgardo di Petri, da governista Frente para a Vitória, justificaram por que são contra e a favor do projeto do governo da presidente Cristina Kirchner.

Para Saguier, a medida do governo afeta a liberdade de expressão.

"O papel é um insumo básico para os jornais. Hoje situação parecida já existe com a publicidade oficial que o governo entrega aos meios simpáticos às suas medidas. É um sistema de prêmios e castigos que busca impor o discurso oficial único", afirmou.

Segundo Saguier, se a medida for aprovada, como é esperado, o "La Nación" vai apelar aos foros internacionais para tentar "reverter este atropelo à liberdade de imprensa e a propriedade privada".
Ele afirmou que jamais se opuseram a instalação de outras empresas de papel jornal no país.

"Somos contra sim a que o governo pretenda concretizar o aumento de capital que modificará a sua participação acionaria e significa uma confiscação disfarçada (da Papel Prensa)".
Mais um achaque à imprensa na Argentina. Maldita Cristina Kirchner.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por @EA » 27 Dez 2011, 23:32

Exames detectam câncer na tireoide de Cristina Kirchner
http://economia.estadao.com.br/noticias ... 7508,0.htm

BUENOS AIRES - Após a realização de exames de rotina, realizados no último dia 22, médicos detectaram um câncer na glândula tireoide da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O carcinoma papilar na glândula tireoide é localizado e não compromete os gânglios linfáticos, informou o porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro. O porta-voz também descartou metástase. A presidente terá de ser submetida a uma cirurgia no próximo dia 4 de janeiro e permanecerá em licença médica até o dia 24 do mesmo mês.

Neste período, a presidência será ocupada pelo vice-presidente, Amado Boudou. Este é o quinto caso de câncer em presidentes da América Latina, a mesma doença já acometeu os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, Fernando Lugo, do Paraguai, e Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do Brasil.

Baixas no governo argentino

Ainda nesta terça-feira, o cônsul adjunto da Argentina na Bolívia, Antonio Deimundo Escobal, foi encontrado morto em Yacuiba, extremo sul boliviano, fronteira com a província argentina de Salta.

A morte foi confirmada pelo Ministério de Relações Exteriores da Argentina. "As autoridades do Estado Plurinacional da Bolívia iniciaram todos os procedimentos legais necessários diante desta lamentável circunstância", disse uma nota do ministério.

De acordo com a chancelaria, as autoridades de ambos os países estão tomando as providências para repatriar o corpo do diplomata, que foi encontrado pela polícia boliviana por volta das 10 horas da manhã, em um dormitório no terceiro andar do edifício onde funciona o consulado.

Versões da imprensa atribuídas à polícia da Bolívia, indicam que a morte por enforcamento teria ocorrido há dois ou três dias. Escobal havia assumido o cargo há uma semana. Yacuíba é um povoado de 80 mil habitantes e possui um intenso trânsito de pessoas e de mercadorias com a Argentina.

Esta é a segunda morte em sete dias no novo governo de Cristina Kirchner, que renovou seu mandato no dia 10 de dezembro. Na semana passada, em Montevidéu, funcionários de um hotel cinco estrelas, onde se hospedava a delegação argentina, encontraram o corpo do subsecretário de Comércio, Iván Heyn, de 34 anos, que participava da reunião de Cúpula do Mercosul.

O corpo do economista foi encontrado nu e enforcado com o próprio cinto, pendurado no armário. Em um primeiro momento, a informação oficial indicava que Heyn teria se suicidado, mas as investigações da polícia uruguaia analisam a hipótese de morte acidental pela prática de asfixia erótica, que consiste em provocar a própria asfixia ou a do parceiro durante a relação sexual como forma de potencializar o orgasmo. As investigações ainda não foram concluídas.
Agente da Coroa a serviço da Rainha


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Ouça Don Cristóvão quero avisar que a tripulação está com fome!
E por que não comem?
Porque não há comida!
E por que não há comida?
Porque acabou!
E por que acabou?
Porque comeram!
E por que comeram?
Porque tinham fome!
Tá vendo, deveriam ter esperado!



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Dá licença, gente! Tô passando pelo tópico!!!
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Barbano » 28 Dez 2011, 13:56

O que eu tive no ano passado foi mais ou menos isso também. O procedimento pelo menos é bem similar (retirada da glândula via cirurgia, ingestão de iodo radioativo e reposição do hormônia via levotiroxina sódica).

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Re: ARGENTINA

Mensagem por Antonio Felipe » 04 Jan 2012, 10:03

FOLHA

A presidente argentina, Cristina Kirchner, passa por uma operação nesta quarta-feira para tratar de um câncer na tireoide. Desde a noite anterior simpatizantes faziam fila em frente ao hospital, com cartazes dizendo "Força Cristina".

Cristina chegou ao Hospital Austral, na cidade de Pilar de helicóptero, localizado na região metropolitana de Buenos Aires, para a retirada de um câncer na glândula tireóide. O tumor foi diagnosticado em dezembro, após exames de rotina.

A mandatária saiu da residência oficial argentina, em Olivos, e chegou de helicóptero ao local, sem passar pela portaria do centro de saúde, onde partidários faziam vigília.

A operação deve durar entre duas ou três horas. Segundo o jornal "Clarín", fontes do governo afirmam que toda a glândula, que possui um tumor do lado direito, deverá ser retirada.

Após o procedimento cirúrgico, a presidente deverá ter alta em 72 horas. A recuperação é estimada em vinte dias, período no qual será substituída pelo vice-presidente, Amado Boudou.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 18 Fev 2012, 02:15

http://veja.abril.com.br/noticia/esport ... no-futebol


A reivindicação argentina de soberania sobre as Ilhas Malvinas (Falkland Islands) chegou ao futebol com a decisão da Federação Argentina de Futebol (AFA) de batizar a próxima edição do Torneio Clausura de 'Crucero General Belgrano', em homenagem ao navio que afundou durante a guerra disputada com o Reino Unido em 1982, pelo domínio das ilhas.

O Comitê Executivo da entidade aprovou na terça-feira em reunião a nova denominação do campeonato nacional, que começou no fim de semana passado.

A troca de nomes faz parte de uma iniciativa do Governo argentino dentro da retomada da tensão com o Reino Unido pela disputa sobre a soberania das Ilhas Malvinas, quando se aproxima do 30º aniversário da guerra entre os dois países, que resultou na morte de quase 900 pessoas.

A mudança levou a Fifa a pedir explicações à AFA, já que o estatuto do organismo que regular o futebol mundial 'proíbe a discriminação política', afirmou a imprensa local.

Diferentes versões advertiram sobre uma possível punição da Fifa, cujo um dos vice-presidentes é o principal dirigente da AFA, Julio Grondona, mas a entidade argentina descarta que o organismo máximo do futebol mundial estabeleça uma punição pela polêmica denominação do campeonato em um país que 'respira futebol'.

A AFA mantém desde 2009 um acordo de dez anos com o governo argentino para a transmissão gratuita dos jogos de futebol da Primeira Divisão, durante a qual são veiculados anúncios oficiais sobre as ações estatais.

O conflito pela soberania das ilhas atingiu inclusive o Lanús, que decidiu colocar o mapa das Ilhas Malvinas nas mangas de suas camisas.

Segundo o presidente do clube, Nicolás Russo, sua administração preferiu deixar de contar com um patrocinador, para que a manga do uniforme mostre as ilhas 'como um símbolo' pelo qual todos os argentinos estão comprometidos.

'Este ano o assunto das Malvinas é política de Estado, e o Lanús quer acompanhar esta situação', afirmou o dirigente.

O afundamento do 'General Belgrano' ocorreu no oceano Atlântico, com 1.093 tripulantes a bordo, no dia 2 de maio de 1982, por conta de ataques do submarino nuclear britânico 'Conqueror', jogando por terra questões diplomáticas para conseguir um cessar-fogo no conflito.

Cerca de 320 marinheiros morreram no naufrágio após o ataque do submarino britânico, que aconteceu fora da 'zona de exclusão' militar fixada pelo Reino Unido, quando deslocou suas forças navais e tropas para manter o domínio das ilhas, o que faz desde o início de sua ocupação, em 1833.
De novo essa história !
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 08 Mar 2012, 14:31

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... s_mc.shtml

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pediu a ele que a Petrobras aumente sua presença no mercado de seu país.

"A presidente pediu uma presença mais forte, mais intensa da Petrobras aqui. E presença mais forte tem que ser com investimentos", afirmou Edison Lobão.

Edison Lobão disse que essa presença maior poderia ocorrer, por exemplo, por meio de rede de postos de gasolina ou da exploração de gás não convencional na Província de Neuquén, na Patagônia.

As declarações foram feitas na embaixada do Brasil em Buenos Aires, poucos dias após a presidente ter criticado a "falta de investimentos" das petrolíferas estrangeiras instaladas no país.

Recentemente, a Petrobras vendeu sua rede de postos, como já era previsto em seus planos de investimentos, como afirmaram assessores da companhia em Buenos Aires. Lobão sugeriu que estas decisões podem ser revistas pela empresa brasileira.

"Mas (a Petrobras) pode voltar a atuar (na área de postos de gasolina). Nós não fizemos isso com a Bolívia, por exemplo ? (A Petrobras) reduziu (sua presença) e depois voltou a investir na Bolívia", disse.

O pedido de Cristina a Lobão foi feito no momento em que surgem informações de que o governo argentino estaria travando uma disputa com a petrolífera espanhola-argentina Repsol-YPF, a maior do país.

A petrolífera recebeu multa milionária em fevereiro devido a dívidas com o fisco, e teria descoberto gás não convencional na bacia de Neuquén, mas sem realizar sua exploração, segundo autoridades do governo.

A empresa nega as acusações. Segundo a imprensa argentina, o rei Juan Carlos teria ligado para a presidente, na semana passada, pedindo que os investimentos da petrolífera não fossem afetados, em meio a rumores de nacionalização da Repsol-YPF, como publicaram os jornais Clarín e La Nación, de Buenos Aires.

Lobão negou que o pedido de Cristina possa estar vinculado a esta relação com a Espanha e a Repsol-YPF.

Questionado se a Petrobras poderia chegar a ocupar o espaço deixado pela petrolífera espanhola-argentina, o ministro respondeu: "Não sei, essa é uma hipótese que depois será vista pela Petrobras. Acho que o fundamental é o desejo (da presidente) da presença mais forte aqui. O resto é detalhe".

Segundo Lobão, a maior presença da Petrobras no mercado argentino será discutida em uma reunião, a ser realizada dentro de 15 dias, em Brasília, entre ele, o ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

O ministro se negou a comentar se a Petrobras poderia chegar a comprar participação acionária na Repsol-YPF. Segundo ele, a reunião servirá para que a Petrobras analise "os pontos de maior interesse" sobre sua atuação na Argentina.

Ele disse ainda que as acusações feitas pelo governo contra as petrolíferas – de que estariam realizando cartel de preços – é um assunto que deve ser tratado diretamente pela Petrobras.

"É claro que preocupa (o governo brasileiro), mas a Petrobras cuida diretamente disso. Não é assunto para ser tratado, penso eu, por dois presidentes ou por ministro de Estado. As companhias estão tratando disso."

Na ocasião das acusações feitas por Cristina, assessores da Petrobras lembraram que a empresa tem participação "mínima" no setor de combustível - alvo das criticas da presidente.

Lobão viajou a Buenos Aires para participar da abertura dos envelopes para a concessão das obras das hidrelétricas de Garabi e Panambi, que vão gerar energia para o Brasil e para a Argentina.

Segundo ele, o resultado da licitação será anunciado nas próximas horas pelo governo argentino. A previsão é que as obras comecem em 20 meses e que as hidrelétricas já gerem energia em 2018.

De acordo com Lobão, as presidentes Cristina Kirchner e Dilma Rousseff consideram que essas usinas serão "poderosos instrumentos de integração sul-americana".
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 17 Abr 2012, 03:39

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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, editou ontem decreto de "necessidade e urgência" por meio do qual o Estado argentino tomou o controle da petroleira YPF/Repsol.

Simultaneamente, Cristina Kirchner enviou ao Congresso projeto de lei para expropriar os 51% da petroleira pertencentes aos acionistas espanhóis.

O restante das ações seguirá nas mãos da família Eskenazi, ex-aliada do governo que detém a porção argentina da empresa (25,4%), e de acionistas minoritários.

A presidente disse que "os fundamentos claros e precisos" para a expropriação estão explicados no projeto, cujo objetivo é garantir "a recuperação da soberania hidrocarbônica da Argentina".

A maioria kirchnerista no Congresso deve garantir ao governo aprovação tranquila do projeto de lei.

Cristina Kirchner designou como interventores na petroleira o ministro do Planejamento, Julio De Vido, e o vice-ministro da Economia, Axel Kicilloff.

Os representantes espanhóis da YPF foram obrigados a arrumar suas coisas e a deixar a sede da companhia.

O argumento do governo para a expropriação da YPF é o de que a empresa não vinha fazendo os investimentos necessários para suprir o aumento da demanda.

"Isso é uma política de Estado, que deve unir todos os argentinos", disse Cristina Kirchner.

Dirigindo-se aos "trabalhadores da YPF", ela pediu que "em seus postos de luta ajudem a reconstruir essa grande empresa".

Haverá pagamento à Repsol pela desapropriação, mas o valor ainda não foi estabelecido.

Das ações expropriadas, o governo nacional ficará com 51% e o restante, a cargo dos governos das províncias (Estados).

O Estado nacional controlará 26,01% do total da companhia e as províncias produtoras de petróleo, 24,99%.

Após o anúncio, as ações da YPF despencaram mais de 10% na Bolsa de Nova York, que suspendeu a negociação dos papéis. A Bolsa de Buenos Aires fez o mesmo.

O governo espanhol classificou a atitude como uma "agressão" e anunciou que tomará medidas de represália.

Quando apresentou um gráfico sobre a queda das reservas de petróleo da YPF, Cristina Kirchner comparou a curva à tromba de um elefante, numa referência indireta e irônica ao rei da Espanha, Juan Carlos, que se acidentou no fim de semana, enquanto caçava elefantes na África.

No discurso em cadeia de TV no qual anunciou a expropriação, Cristina afirmou que as empresas que operam na Argentina são argentinas e alertou os "empresários argentinos" de que devem "entender a necessidade de comprometer-se com os interesses do país".

Para o economista Marcelo Elizondo, o principal efeito negativo da lei será na imagem do país para os investidores externos.

"Já estávamos isolados. Com essa medida, nossa reputação diante dos países da União Europeia cai lá embaixo. Não haverá investidor que aguente", afirma.
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Re: POLÍTICA

Mensagem por Chad' » 10 Jun 2012, 14:10

Bem, como não existe um tópico para políticos, nem outro para política internacional vou postar isso aqui:
Presidente mais pobre do mundo anda de Fusca e doa 90% do salário
Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.

Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.
“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.
Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.


Mujica também oferece residência oficial para abrigar moradores de rua

O presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31) sua residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso faltem vagas em abrigos oficiais do governo.
Ele pediu que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a necessidade da concessão da sede da Presidência. De acordo com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o palácio de Suarez y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.
No último dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social. Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.

O presidente não mora em sua residência oficial, pois escolheu viver em seu sítio, localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu. Nem mesmo seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente progressistas da história do Uruguai.
No inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.

Moradias populares

Em julho de 2011, Mujica assinou a venda da residência presidencial de veraneio, localizada em Punta del Este, principal balneário turístico do país, para o banco estatal República. A operação rendeu ao governo 2,7 milhões dólares e abrirá espaço para escritórios e um espaço cultural.
A venda dessa residência estava nos planos de Mujica desde que assumiu a Presidência em março de 2010. Com os fundos amealhados, será incrementado o orçamento do Plano Juntos de Moradias. Também é planejado o financiamento de uma escola agrária na região, onde jovens de baixa renda poderão ter acesso a cursos técnicos.
Que pena que isso não ocorre no Brasil... :triste:
Títulos e posições de destaque:
1º em A Fazenda do Fórum Chaves 4 :campeao:
1º no Foot Betting 2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - dezembro/2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - setembro/2016 :campeao:
1º no Torneio GUF 19 - Série A :campeao:
1º em A Fazenda do Fórum Chaves Segunda Chance :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - junho/2019 :campeao:
2º na eleição de usuário do mês - agosto/2012 :vice:
2º na eleição de usuário do mês - outubro/2013
2º no XIV Concurso de Piadas
2º no Trivia Fórum Chaves 3
2º na A Casa do Chavesmaníacos 14
2º no Foot Betting 2017
3º na eleição de usuário do mês - setembro/2013 :terceiro:
3º no Torneio GUF Série B 14
3º na eleição de usuário do mês - outubro/2015
3º no Torneio GUF Série A 18
3º na eleição de usuário do mês - janeiro/2016
3º na eleição de usuário de 2016
3º na eleição de usuário do mês - novembro/2017
3º na eleição de usuário do mês - março/2019
3º no Bolão do Brasileirão 2019
4º na III A Fazenda do Fórum Chaves Imagem
4º na eleição de usuário do mês - abril/2015
4º na eleição de usuário do mês - novembro/2015
4º no Bolão da Copa América 2019
4º na eleição de usuário do mês - setembro/2019

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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 22 Jun 2012, 01:26

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/ ... aguai.html

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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, anunciou nesta quinta-feira (21) que não vai renunciar e que vai se submeter ao julgamento político de destituição iniciado pela Câmara de Deputados, em consequência de um confronto armado que matou pelo menos 6 policiais e 11 camponeses na sexta-feira passada.

"Este presidente não vai apresentar renúncia ao cargo e se submete com absoluta obediência à Constituição e às leis para enfrentar o julgamento político com todas as suas consequências", disse em pronunciamento.

"Não existe nenhuma causa válida, nem política, nem jurídica, que me faça renunciar a este juramento", acrescentou.

Fernando Lugo acusou os congressistas de terem abandonado a reflexão e de levarem "a tambor batente" o julgamento para sua destituição.

Ele também afirmou que os opositores "querem roubar a suprema decisão do povo" que o escolheu na eleição de 20 de abril de 2008.

A Câmara paraguaia, controlada pela oposição, aprovou inesperadamente um pedido de julgamento político para destituir Fernando Lugo por "mau desempenho de suas funções".
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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 22 Jun 2012, 20:44

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/ ... -lugo.html

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Menos de duas horas depois do julgamento político que destituiu o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, nesta sexta-feira (22), por “mau desempenho de suas funções”, o vice-presidente Federico Franco assumiu o cargo de presidente do Paraguai, que deverá exercer pelos próximos nove meses, até a próxima eleição presidencial.

Federico Franco prometeu conservar e cumprir a Constituição e as leis.

Pretendo, com a ajuda de todos vocês, chegar a 15 de agosto de 2013 e andar com a cabeça erguida nas ruas de meu país e entregar a Presidência da República a um novo presidente eleito.”
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