América Latina

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Re: ARGENTINA

Mensagem por @EA » 06 Jul 2011, 23:04

Pra pararem de falar besteira aviso que esse tópico foi renomeado, foi uma boa, pra não precisar abrir vários tópicos sobre a Argentina, e digo mais acho que Estados Unidos e Europa também deveriam ter tópicos próprios.

E pra não parecer que esse tópico voltou ao topo só por causa de alguns floods, uma notícia.
Cresce apoio à reeleição da presidente na Argentina, mostra pesquisa
http://noticias.r7.com/internacional/no ... 10706.html

Uma pesquisa indicou nesta quarta-feira(6) que a intenção dos eleitores de votar na presidente argentina, Cristina Kirchner, cresceu quase 5 pontos percentuais depois de seu anúncio de que tentará ser reeleita nas eleições que vão acontecer 23 de outubro.

A última pesquisa da consultoria Management & Fit mostrou que 38,3% das pessoas entrevistadas votariam em Cristina, acima dos 33,4% vistos na pesquisa da mesma empresa divulgada há três semanas.

A presidente argentina anunciou em 21 de junho que buscará sua reeleição depois de manter suspense por meses sobre seu futuro político.

A intenção de voto para seu principal rival, segundo a pesquisa, o deputado social democrata Ricardo Alfonsín, cresceu quase 8 pontos percentuais, para 23,2 %, diminuindo a ampla diferença que o separa da presidente.

Com níveis de aprovação próximos a 50%, a imagem de Cristina foi beneficiada pelo forte crescimento da economia, apesar das queixas dos argentinos pela falta de segurança e uma inflação elevada que o governo não reconhece oficialmente.

Em um distante terceiro lugar na pesquisa, aparece o governador de Santa Fé, o socialista Hermes Binner, com 6,4%, seguido pelo ex-presidente Eduardo Duhalde, com 5,4%.
Agente da Coroa a serviço da Rainha


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Ouça Don Cristóvão quero avisar que a tripulação está com fome!
E por que não comem?
Porque não há comida!
E por que não há comida?
Porque acabou!
E por que acabou?
Porque comeram!
E por que comeram?
Porque tinham fome!
Tá vendo, deveriam ter esperado!



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Dá licença, gente! Tô passando pelo tópico!!!
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Dani Vieira » 07 Jul 2011, 12:16

Continuo achando que é uma besteira esse tópico. Mas se tem gente que entra para comentar tudo bem então!
Sigam-me os bons: @danironia
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Rafinha » 07 Jul 2011, 15:06

Dani Vieira escreveu:Continuo achando que é uma besteira esse tópico. Mas se tem gente que entra para comentar tudo bem então!
Ué, só não acessar esse merda tópico. :D Tem tópicos que não acho legais também, é normal.
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Riddle Snowcraft » 07 Jul 2011, 20:56

Pessoal lê qualquer piadinha de bosta sobre Argentina e Portugal nos cantos da Internet e começa a levar a sério....

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Re: ARGENTINA

Mensagem por Dani Vieira » 08 Jul 2011, 11:15

Aham senta lá [EAJS] Riddle...
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Re: ARGENTINA

Mensagem por Riddle Snowcraft » 08 Jul 2011, 14:13

E eu esperava uma respostinha mais séria.... só me resta dar um suspiro de vergonha alheia...

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Re: ARGENTINA

Mensagem por Scopel » 08 Jul 2011, 23:15

Já tem um tópico sobre América Latina. Não precisa de um sobre a Argentina. A não ser para o ER malhar o PT de tabela.

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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 08 Jul 2011, 23:42

O tópico da América Latina foi criado depois deste tópico.

--
http://g1.globo.com/economia/noticia/20 ... encas.html

. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Fernando Pimentel, e a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, negaram que os países estejam em "guerra comercial" e se dispuseram, após reunião em Brasília, a tentar agilizar a liberação das suas importações.

As tensões comerciais entre as duas nações voltaram com mais intensidade nas últimas semanas, após o Brasil ter estabelecido licenças não-automáticas para a importação de automóveis de todos os países, medida que prejudicou principalmente a Argentina. O mesmo procedimento já é adotado pelo país vizinho há mais de um ano para quase 600 produtos. Em alguns casos, como para os têxteis, a liberação das vendas do Brasil chega a 600 dias.

"Nunca houve uma crise, uma ruptura, uma descontinuidade na relação comercial e diplomática entre Brasil e Argentina. O Brasil e a Argentina têm uma corrente de comércio muito volumosa. Já chegou aos US$ 15 bilhões nos primeiros cinco meses. São países que têm fronteira seca e uma integração produtiva em andamento. Isso gera ruídos. Aqui e ali têm problemas nas aduanas", declarou Pimentel.

Para a ministra argentina, Débora Giorgi, nunca houve "guerra comercial" entre os dois países. "Guerra comercial de nenhuma maneira. A integração é um caminho para melhorar (...) Os avanços são muitos. A Argentina é o primeiro destino de manufaturas do Brasil nesse momento", declarou Giorgi a jornalistas.

Apesar das declarações dos representantes dos dois países, as licenças não-automáticas de importação, que existem de ambos os lados, ainda continuam de pé. Porém, tanto a ministra Débora Giorgi, quanto Fernando Pimentel, se comprometeram a tentar agilizar a liberação das importações dos dois países.

O comunicado conjunto cita que foi "manifestada a posição de facilitar trâmites para a obtenção e aprovação de licenças de importação, bem como a liberação de produtos que se encontram atualmente na fronteira com os dois países". Também foi definido que representantes das duas nações se reunirão a cada 30 dias para evitar o "acúmulo de pedidos".

De acordo com Fernando Pimentel, o governo brasileiro decidiu estabelecer as licenças não-automáticas para automóveis, no mês passado, como uma "medida cautelar". "A balança do setor automotivo está muito desequilibrada. Podemos estudar licenças não-automáticas se estiver havendo um grande prejuízo para a balança, como é o caso dos automóveis zero quilômetro, que estão entrando em quantidades nunca antes vistas. Não é retaliação a nenhum país, especialmente à Argentina", disse ele.

Já a ministra argentina, Débora Giorgi, lembrou que, embora o país exporte muitos automóveis para o Brasil, há uma grande importação de autopeças brasileiras para sua fabricação. Segundo ela, foi registrado, em 2010, um déficit comercial da Argentina com o Brasil de US$ 2 bilhões nos segmentos de automóveis, maquinário agrícola e caminhões.

Sobre a liberação dos produtos na fronteira entre os dois países, a ministra disse que será respeitado o prazo da Organização Mundial de Comércio (OMC), de 60 dias. Segundo ela, as licenças não-automáticas não chegaram a 20% das exportações brasileira nesses primeiros cinco meses deste ano. "É um pequeno universo. Os outros 80% dos exportadores brasileiros podem, e estamos contentes, aportar [os produtos]. Temos história", concluiu Giorgi.
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Re: América Latina

Mensagem por Scopel » 21 Jul 2011, 19:12

Apontamentos sobre o 6º congresso e os rumos da revolução cubana
Terminou na última terça-feira, em Havana, o 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba. Uma vez concluídas as discussões, é possível analisar mais concretamente os impactos da chamada reestruturação econômica sobre a revolução cubana e dialogar com as muitas preocupações que têm sido manifestadas em relação às mudanças no sistema econômico. Além das propostas na economia, o Congresso apontou ainda mudanças na estrutura política do partido e do Estado, que serão debatidas numa conferência específica, a realizar-se em janeiro do próximo ano, e que buscará colocar o partido e o Estado no ritmo da modernização proposta inicialmente no campo econômico. Portanto, atenho-me aqui apenas às mudanças previstas para a economia.

Antes, é preciso fazer uma preliminar. Muito se escreveu sobre o caráter do Congresso e o quão inócuo ele seria diante do poder concentrado nas mãos de uma "elite burocrática" que controla o partido e o Estado. Estive em Cuba entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano e pude atestar o engajamento da sociedade cubana nas discussões preparatórias ao Congresso. Em todos os bairros, nas escolas, nos CDRs, nas fábricas e nas organizações políticas – Federação de Estudantes Universitários, Central dos Trabalhadores de Cuba, Federação de Mulheres – discutia-se ativamente os impactos das medidas propostas pelo "Projeto de Lineamentos da Política Econômica e Social".

Portanto, não procede a idéia de que o Congresso foi realizado apenas para aprovar aquilo que o Comitê Central já havia determinado. Definitivamente, em Cuba não se vive uma "democracia de fachada". Aliás, as diferenças circulavam livremente no debate pré-congressual, e iam desde a proposta de abolição da famosa "libreta" até o regime de produtividade, passando pelo problemático bimonetarismo, e encontrando pouco consenso mesmo entre os quadros do partido. Aliás, fruto do debate realizado nos diversos segmentos da sociedade cubana, foi apresentada ao Congresso a proposta de reformulação de cerca de 68% das diretrizes apresentadas inicialmente, o que demonstra a força das organizações sociais no debate preparatório ao Congresso.

Os debates econômicos

Uma das críticas que o processo de reestruturação econômica tem recebido está no fato de colocar a produtividade no centro do problema econômico. Sob a idéia de que "socialismo é igualdade de direitos e oportunidades, e não igualitarismo" o Congresso questionou o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de Estado e de economia e baseado na estatização de todas as atividades econômicas. As soluções apontadas, apesar do temor de setores da esquerda latino-americana, em nada se parecem com a abertura chinesa ou vietnamita dos anos 70/80, muito menos podem ser anacronicamente comparadas a uma espécie de perestroika tardia.

A economia cubana sobrevive apesar de sua irracionalidade, mas sobrevive mal. Numa fazenda em que seriam necessários cinco trabalhadores para cumprir com qualidade as tarefas de produção, havia dez. Trabalhadores do serviço público, com jornada diária de oito horas, que vão embora no meio da jornada. Jovens completamente desinteressados por qualquer profissão que envolva tarefas braçais ou manuais. Menosprezo pelo trabalho no campo. Esses são apenas alguns dos sintomas identificados ao longo dos últimos anos.

Como enfrentar essa situação? É fato que Cuba necessita de recursos capazes de manter os excelentes serviços prestados pelo Estado. Mas o país não é auto-suficiente em praticamente nenhum ramo da economia. Para ter acesso a bens indispensáveis à sua sobrevivência, Cuba precisa recorrer ao mercado internacional, onde os preços são determinados pela concorrência entre grandes grupos econômicos e monopólios. Para ter acesso a esses bens, Cuba precisa comercializar seus excedentes, precisa produzir mais, vender mais; e para isso, tem de alcançar níveis máximos de produtividade. Essa explicação, um tanto prosaica, seria dispensável, não fosse o fato de grande parte das análises sobre as mudanças aprovadas pelo 6º Congresso do PCC desconsiderarem esta realidade. Em bom "economês", Cuba precisa manter um saldo favorável de sua conta corrente, o que significa exportar mais, importar menos, gerando mais dividendos e remessas. A linguagem parece estranha à retórica da revolução cubana, mas está presente como meta dos Lineamentos (Capítulo II, item nº 40) que foram amplamente discutidos pela sociedade cubana.

Usemos um exemplo concreto. Digamos que em uma usina de açúcar sejam necessários para cumprir as metas de produção um total de 30 trabalhadores. Porém, ao invés de 30, a usina emprega 50. Essa situação diminui a produtividade e gera vários outros problemas. A usina, assim, precisa diminuir seu quadro funcional de 50 para 30 trabalhadores para ajustar-se às metas de produtividade. Para isso, será composta uma comissão formada por trabalhadores e os diretores daquela unidade de produção. Essa comissão receberá dos trabalhadores uma proposta com os nomes dos 20 funcionários que deverão ser dispensados com base em critérios objetivos. Uma vez dispensados daquela unidade de produção, o Estado lhes oferecerá duas opções de reocupação laboral:

a) Receber crédito para a abertura de um pequeno negócio familiar (um restaurante, uma sapataria, uma marcenaria, etc.);

b) Recolocação em outro ramo da produção estatal – preferencialmente na agricultura.

Caso o trabalhador demitido não queira abrir seu próprio negócio e nem esteja disposto a seguir trabalhando em outro setor da produção estatal, ainda assim o Estado lhe oferecerá cinco meses de seguro-social. Isso, incrivelmente, não está presente na maioria das análises que têm sido publicadas. Reclamam que o Estado cubano não está disposto a manter indefinidamente os indivíduos que não querem trabalhar e não mencionam que ele, o Estado, oferecerá pelo menos duas alternativas de ocupação imediata ao trabalhador dispensado. Um estranho socialismo este defendido por certos analistas, onde o trabalho ocupa posição secundária em relação aos deveres de um Estado paternalista.

Concretamente, além da realocação de uma parte dos trabalhadores hoje localizados em setores estatais da economia, a proposta aprovada prevê que os trabalhadores que vierem a se tornar empreendedores por conta própria ou micro-empresários pagarão um imposto sobre os rendimentos que poderá chegar aos 50% para as receitas mais altas da tabela, evitando assim o surgimento de uma pequena-burguesia vinculada ao setor de serviços. Além disso, um decreto-lei do Conselho de Estado regulamentou recentemente a atuação das empresas mais eficientes, e determinou que cada unidade, de acordo com a sua tecnologia, elaborará a sua própria estrutura e organização, "redimensionando os processos que não atinjam os níveis de rentabilidade previstos, bem como os que perderam a sua competitividade". Ou seja, a autonomia das unidades de produção será o elemento que garantirá um processo de reordenamento da força de trabalho o mais objetivo possível, evitando apadrinhamentos ou subjetivismos.

Assim, a idéia de uma abertura descontrolada da economia está completamente fora de questão, tanto quanto a idéia de um processo de demissões em massa, conforme tem sido divulgada pela imprensa burguesa e pelos oportunistas de plantão: os trabalhadores que serão dispensados de seus postos terão ao menos duas opções para seguirem ajudando seu país. Enquanto isso, ao contrário do que aconteceu em países como a China, o grande capital privado internacional não terá um milímetro a mais de espaço que aquele reservado a ele no setor de turismo hoje.

Por fim, é preciso lembrar que muitos analistas que oram criticam as mudanças aprovadas pelo 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba omitem de suas análises os impactos do bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de 50 anos. Informe publicado pelo governo de Cuba sobre a Resolução 64/6 da Assembléia Geral da ONU revela os prejuízos do bloqueio à economia do país. Segundo o documento "os danos econômicos se devem fundamentalmente à necessidade de adquirir medicamentos, reativos, peças de reposição para equipamentos médicos, instrumentos e outros insumos em mercados distantes e muitas vezes com o uso de intermediários, o que traz um incremento nos preços". Apenas entre abril de 2009 e março de 2010, o bloqueio trouxe um prejuízo de mais de U$ 155 milhões nas relações comerciais de Cuba com o exterior, valor irrisório considerando-se a balança comercial de países desenvolvidos, mas que afeta duramente a frágil economia cubana.


Por tudo isso, fica evidente que as mudanças aprovadas pelo Congresso não ameaçam as conquistas essenciais da revolução cubana nem interferem em seu caráter profundamente comprometido com o socialismo e a justiça social. Os problemas de Cuba são conhecidos e não é possível enfrentá-los com frases de efeito ou saídas de manual. É tarefa do povo cubano reinventar seu socialismo. Até lá, confiemos nos homens de Praia Girón.
http://www.correiocidadania.com.br/inde ... Itemid=187





Sobre o bloqueio econômico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Embargo_do ... dos_a_Cuba
- É proibido empresas de terceiros países a exportação para os Estados Unidos de qualquer produto que contenha alguma matéria-prima cubana (A França não pode exportar para os Estados Unidos uma geléia que contenha açúcar cubano).
- É proibido a empresas de terceiros países que vendam a Cuba bens ou serviços nos quais seja utilizada tecnologia estadunidense ou que precisem, na sua fabricação, produtos dessa procedência que excedam 10% do seu valor, ainda quando os seus proprietários sejam nacionais de terceiros países.
- Proibe-se a bancos de terceiros países que abram contas em dólares norte-americanos a pessoas individuais ou jurídicas cubanas, ou que realizem qualquer transação financeira em essa divisa com entidades ou pessoas cubanas, em cujo caso serão confiscadas. Isso bloqueia totalmente Cuba de utilizar o dólar em suas transações de comércio exterior.
- É proibido aos empresários de terceiros países levar a cabo investimentos ou negócios com Cuba, sob o suposto de que essas operações estejam relacionadas com prioridades sujeitas a reclamação por parte dos Estados Unidos da América. Os empresários que não se submetam a essa proibição serão alvo de sanções e represálias como o cancelamento, ou não renovação, de seus vistos de viagem aos Estados Unidos.
Se fizessem isso com o Brasil, que é um país extremamente dependente do setor externo [base exógena], as consequências seriam 1000 vezes mais devastadoras, por não contar o país com uma boa base interna de crescimento econômico [base endógena] e tão pouco um modelo de desenvolvimento planejado. A abertura econômica para o mercado nos anos 90 fez o favor de desmontar todo o aparato estatal de planejamento e desenvolvimento econômico.

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Re: América Latina

Mensagem por Aolynthon » 28 Jul 2011, 19:24

ÚltimoSegundo

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O militar reformado Ollanta Humala, de 49 anos, tomou posse nesta quinta-feira como novo presidente do Peru, em uma cerimônia realizada na sede do Congresso de Lima, sem a presença do ex-presidente peruano Alan García.

Antes da cerimônia, García entregou a faixa presidencial ao chefe da casa militar no palácio de governo e deixou o local sem participar da posse de seu sucessor. O ex-presidente saiu pelo pátio da frente do palácio do governo, cercado pelo gabinete ministerial e colaboradores, tirou a faixa e uma medalha e as entregou ao chefe militar, Jaime Araújo, em meio aos aplausos dos presentes.

García já havia anunciado que só iria ao Congresso com o compromisso dos parlamentares de que não seria vaiado como ocorreu em 1990, ao final de seus primeiros cinco anos de governo.
Saiba sobre o universo da luta-livre/pro-wrestling no podcast Cotovelo Voador[/center]

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Re: América Latina

Mensagem por CHarritO » 01 Ago 2011, 16:15

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/ ... abelo.html

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Em tratamento contra um câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apareceu pela primeira vez em público, nesta segunda-feira, com o cabelo raspado, em consequência da queda capilar ocasionada pelas sessões de quimioterapia a que foi submetido há duas semanas.
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / desde 2016)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH (2010)
Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Pentacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017 e 2019)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)
Campeão de O Sobrevivente - Copa América (2019)
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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 12 Ago 2011, 20:37

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Lá é um escândalo atrás do outro, por isso que querem censurar a imprensa. Parecem até o Franklin Martins.
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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 28 Set 2011, 04:55

http://noticias.terra.com.br/mundo/noti ... essao.html

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O presidente boliviano, Evo Morales, chamou a imprensa de "maior oposição" na noite de terça-feira, no discurso de posse dos novos ministros do Interior e da Defesa, em meio à tempestade provocada pela repressão policial a indígenas que protestavam contra o traçado de uma estrada.

"Na noite passada, alguns meios informavam nove mortos, outros falavam em massacre, em uma criança morta. Quero perguntar a estes meios : Onde está o menino morto ? Onde foi velado ? Como chamam seus pais ?"

"Alguns meios servem apenas para mentir, mentir e mentir", mas o povo sabe "quem diz a verdade e quem mente", falou.

"Já disse isto e não tenho medo de repetir : a maior oposição a Evo Morales são os meios de comunicação, mas vamos lutar esta batalha, da verdade contra a falsidade".

Evo Morales empossou os novos ministros do Interior e da Defesa, Wilfredo Chávez e Rubén Saavedra, após a renúncia de Sacha Llorenti e de Cecilia Chacón. Llorenti e Chacón abandonaram os ministérios em meio às acusações de extrema violência na repressão da marcha indígena para protestar contra a estrada sobre uma reserva ambiental na amazônia boliviana.

No domingo passado, a polícia dispersou com violência o acampamento da marcha indígena em Yucumo, onde os manifestantes foram retirados de suas barracas e forçados a embarcar em ônibus.

Diante da onda de indignação pela repressão ao protesto, Evo Morales suspendeu o projeto de construção da estrada que cortaria o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure", até que "todas as partes sejam ouvidas".

Evo Morales também propôs a criação de "uma comissão de alto nível, com organismos internacionais e o defensor do Povo, para que haja uma profunda investigação sobre os fatos" envolvendo a repressão.

A estrada em questão é parte da rodovia que unirá os oceanos Pacífico e Atlântico e promoverá o comércio na América do Sul. O projeto é financiado pelo Brasil, com custo total de 415 milhões de dólares.
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Re: América Latina

Mensagem por Scopel » 07 Out 2011, 12:30

Cubano é libertado após passar 13 anos preso nos EUA por espionagem
René González, um dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos em 1998 sob acusação de espionagem, foi libertado hoje, após passar 13 anos detido no país.

Ele deixou a prisão federal de Marianna, no norte da Flórida, por volta das 4h locais (5h no horário de Brasília). O cubano é o primeiro integrante do grupo, conhecido em Cuba "cinco heróis", a ser solto.

González, no entanto, não poderá voltar à ilha caribenha devido a uma sentença que o obriga a passar três anos sob liberdade assistida em solo norte-americano. Ele pretendia voltar a Cuba na companhia de sua esposa e de suas duas filhas.

O cubano, que tem nacionalidade dupla, pois nasceu em Chicago, teve seu pedido de retorno à ilha negado em fevereiro pela juíza Joan Lenard.

González foi preso em 1998, junto a Gerardo Hernández, Ramón Labaniño, Antonio Guerrero e Fernando González. Eles foram condenados em 2001 por espionagem e envolvimento no abatimento de dois aviões de um grupo opositor radicado em Miami.

As autoridades cubanas admitiram que os "cinco heróis" trabalhavam como agentes, mas afirmaram que sua missão era impedir atos terroristas contra o então presidente Fidel Castro e que não ameaçavam a segurança dos Estados Unidos.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/9870 ... agem.shtml
Protesto de estudantes no Chile termina com 250 jovens detidos
Pelo menos 250 jovens foram detidos nesta quinta-feira no Chile, após o término de uma nova e grande manifestação estudantil que reivindica educação pública gratuita e de qualidade.

Os protestos, produzidos após a ruptura do diálogo entre os estudantes e o governo, terminou com pelo menos 30 policiais e 15 civis feridos, entre eles vários profissionais da imprensa nacional e estrangeira.

Um dos enfrentamentos mais violentos entre estudantes e polícia aconteceu na Praça Peru, em Concepción, cidade 515 quilômetros ao sul de Santiago, em distúrbios que se estenderam até o fim da noite desta quinta-feira.

As novas manifestações aconteceram poucas horas depois de os estudantes terem deixado a mesa de diálogo com o governo para destravar o conflito que se arrasta desde maio.

Os jovens reivindicam educação pública gratuita e de qualidade no Chile, onde o Estado subvenciona parte da educação privada.

A jornada desta quinta-feira foi encerrada com um "panelaço" na Praça Itália e em outros pontos de Santiago, até mesmo em edifícios, em uma amostra da simpatia de parte da população ao movimento dos estudantes.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/9869 ... idos.shtml

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Re: ARGENTINA

Mensagem por E.R » 16 Out 2011, 10:59

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