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Mensagem por E.R » 22 Fev 2021, 20:56

NOTÍCIAS
https://oglobo.globo.com/mundo/classe-m ... e-24891591

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A professora de espanhol argentina Inés Barcia, de 41 anos, está na contagem regressiva. Mais quatro semanas, e ela, seu marido e três filhos embarcarão rumo à pequena cidade espanhola de La Cala de Mijas, em Málaga, na Espanha, em busca de uma vida melhor.

Não existem estatísticas oficiais, mas pesquisas mostram uma forte tendência a um novo êxodo de argentinos para o exterior.

Êxodos são cíclicos na História do país, mas, no embalo da volta do kirchnerismo ao poder, em dezembro de 2019, e dos estragos causados pela pandemia, os que já estão indo ou se preparando para partir transmitem uma sensação de desengano definitivo. O país vive, em palavras de especialistas em tendências sociais, uma epidemia de desilusão.

O fenômeno se concentra na classes média e na classe média alta, e os destinos preferidos são Espanha, Estados Unidos, Itália e, em alguns casos, países limítrofes de vida política e econômica menos conturbada, entre eles Uruguai (o preferido dos mais ricos) e Chile.

Segundo opiniões recolhidas pela empresa de consultoria Inovação, Política e Desenvolvimento (IPD) em outubro de 2020, 51% dos entrevistados afirmaram que abandonariam o país se tivessem uma oportunidade.

Entre os jovens de 16 a 25 anos, o percentual alcançou 71%.

Esse é o segmento no qual se encaixa Inés, representante de uma classe média absolutamente esgotada. Como se não bastassem as crises econômicas crônicas e o drama sanitário, o fracasso do governo de Mauricio Macri (2015-2019) foi, para muitos que viram no ex-presidente a esperança de uma mudança, o basta final.

— Sempre tive vontade de morar fora, e o que vivemos nos últimos anos me expulsou de vez. Minha mãe diz que tenho de ficar, lutar. Mas não quero atravessar mais nenhuma crise na Argentina, pra mim chega — conta Inés.

Ela está nas tratativas finais para alugar um apartamento e, com um endereço formal, poder inscrever seus filhos em escolas públicas. Todos têm cidadania espanhola pela família materna. Seu marido, Federico, terá residência legal. Inés sabe que os primeiros tempos serão difíceis, já que ela e o marido, que é contador, continuarão trabalhando on-line e recebendo a maior parte dos pagamentos em pesos argentinos (no mercado paralelo, a cotação do euro está em 180 pesos). Mas tem confiança em conseguir um emprego com carteira assinada.

— Nunca vi tanta gente ao meu redor querendo ir embora. A pandemia foi fatal, a quarentena, horrorosa, nos trancaram em casa durante meses. Pessoalmente, fiquei muito mal — desabafa a professora.

O destino escolhido por ela está se transformando num gueto de argentinos na Espanha. Nos últimos tempos, a Costa do Sol recebeu dezenas de famílias argentinas atraídas pelo clima e a qualidade de vida.

Para lá, rumou em novembro do ano passado Juan Portesan, gerente de uma multinacional, de 64 anos. Levado pela frustração deixada pelo governo Macri, o engenheiro decidiu antecipar um projeto que já tinha com sua mulher, Romina, de 48, e as duas filhas do casal, de 15 e 9 anos. Toda a família tem cidadania italiana.

— No condomínio onde morava, na província de Buenos Aires, conheço outras 15 famílias indo embora. Entre pessoas próximas, poderia somar outras 30 ou 40. É impressionante — afirma.

Uma de suas cunhadas, que é advogada, já está com as malas prontas para se mudar para a Itália com o marido e dois filhos. A ideia é, após conseguir encerrar os trâmites para obter a cidadania, juntar-se ao resto da família na Espanha.

— Minha outra cunhada já está se mobilizando também, porque minha sogra também virá. Temos a ilusão de estar melhor. Na Argentina, a única ilusão possível é a de estar pior — lamenta o engenheiro, que se instalou no município de Benalmadena, em Málaga.

De olho nesse movimento migratório, surgiu o aplicativo Argentapp, criado pela argentina Eliana Diehl, que emigrou há seis anos para a Espanha. Hoje, sua comunidade nas redes sociais tem 43 mil integrantes.

A plataforma ajuda argentinos que queiram emigrar para países europeus com orientações sobre como enviar dinheiro para parentes na Argentina, conseguir cidadania e emprego, entre outras.

Na visão da historiadora Silvina Jensen, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), a emigração é estrutural na Argentina.

— Ainda não temos estatísticas sobre o atual momento, mas uma percepção. A pandemia está limitando os movimentos, e eles poderiam aumentar a partir do momento em que as pessoas tenham mais alternativas — diz. — O governo Macri contribuiu para a sensação de que o país não tem solução. Foi a última grande decepção.

Em 2001, a socióloga e também pesquisadora do Conicet Lucia Nejamkis estudou em detalhe o êxodo de argentinos. Ela lembra que, naquele momento, muitos enfrentavam dificuldades para conseguir emprego e terminavam trabalhando em atividades sem relação com sua profissão. Há 20 anos, como hoje, a fuga do país está, na opinião de Lucila, concentrada nas classes média e média alta, universitários e pessoas de cabeça globalizada.

— É bom lembrar que a Argentina ainda recebe mais do que expulsa, temos muitos imigrantes latino-americanos, cerca de 5% de nossa população — destaca socióloga.

Lucila observa que a pandemia levou muitos argentinos a uma reflexão pessoal profunda, e isso reforçou, em muitos casos, a insatisfação com problemas políticos, sociais e econômicos. De 2012 a 2020, o PIB sofreu queda de 15%, a pobreza passou de 26% para 41%, e a inflação foi de 1.500%.

Nos últimos três anos, o valor do dólar triplicou. Isso, somado a frustrações políticas, inclusive entre eleitores de Fernández, arrastou a Argentina para o que Guillermo Oliveto, especialista em sociedade e consumo, chama de uma epidemia de decepção.

— Para alguns, sobretudo pessoas entre 40 e 50 anos, o país não tem mais solução. Esses emigram pensando em seus filhos. Os jovens vão embora porque seus salários em pesos tornaram inviável circular fora da Argentina — explicou o consultor.
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Mensagem por Chapolin Comunista » 23 Fev 2021, 00:18

A Emenda Platt, inserida na Constituição de Cuba pelos EUA, permitiu a instalação da Base Naval de Guantánamo e a intervenção externa nos assuntos internos da ilha


No dia 17 de fevereiro de 1903, o Tratado Cubano-Norte-Americano foi assinado entre o primeiro presidente de Cuba, Tomás Estrada Palma, e o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Theodore Roosevelt. Conforme as cláusulas do acordo, o governo da ilha caribenha arrendava, de maneira perpétua, a área da Baía de Guantánamo aos Estados Unidos para a instalação de um porto naval. Este último adquire controle absoluto sobre a área e reconhece a soberania de Cuba sobre o território. Os navios cubanos mercantes ou de guerra deveriam ter livre navegação pelas águas.

O Tratado fazia parte da Emenda Platt, uma cláusula da Constituição de Cuba inserida após a independência da Espanha que autorizava a intervenção dos Estados Unidos nos assuntos internos da ilha. Isto é, a soberania nacional da ilha estava sujeita à supervisão dos EUA, que poderia interferir quando julgasse conveniente conforme seus interesses.

Assim, os Estados Unidos construíram a Base Naval da Baía de Guantánamo, na província de mesmo nome, em Cuba. A instalação militar abriga o Campo de Detenção da Baía de Guantánamo, composto por três campos de detenção: Camp Delta, construído em 2002 e composto de 5 outros campos (1, 2, 3, 4 e Camp Echo), Camp Iguana e Camp X-Ray, atualmente fechado.

A presença de uma base naval e um campo de detenção de uma potência estrangeira no território de Cuba são um atentado contra a soberania nacional do País. O governo cubano reivindicou o fechamento da base, mas jamais foi atendido pelos Estados Unidos. Apareceram denúncias na imprensa que assinalam a base naval como local de conspiração permanente para desestabilizar e derrubar o governo, bem como uma cabeça de ponte no caso de uma intervenção militar.

A prisão tornou-se famosa em virtude das bárbaras torturas as quais eram submetidos os prisioneiros da Guerra do Afeganistão, deflagrada pelos americanos em 2001. Há documentos oficiais que recomendam técnicas agressivas de interrogatório, ou seja, procedimentos de tortura. Os prisioneiros políticos são submetidos às piores condições possíveis e julgados por cortes militares.

Dezenas de presos foram mantidos em segredo pela Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) no Campo de Detenção, sem sequer serem processados. As torturas visavam obrigá-los a confessar ligações com a organização Al-Qaeda ou Talibã.

A base representa uma ameaça permanente para a sociedade cubana por parte das forças militares dos Estados Unidos. É um verdadeiro roubo de uma parte de seu território e atentado à soberania de um país independente.



https://www.causaoperaria.org.br/o-roub ... americano/
O Chapolin é um herói latino-americano lutando contra as forças imperialistas (Super Sam, Batman, Superman). Ele sempre foi vermelho.

Chaves é sobre a luta de classes. Burguesia (Seu Barriga, Nhonho), Pequeno-burguesia (Dona Florinda, Girafales, Quico) e Classe Operária (Chaves, Seu Madruga, Chiquinha).E você, de que lado está?


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Mensagem por E.R » 23 Fev 2021, 07:33

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Mensagem por Chapolin Comunista » 24 Fev 2021, 01:27

O Peronismo, como todo nacionalismo burguês, foi o resultado de uma mobilização de massas que desestabilizou o regime político.

Assim como Getúlio Vargas no Brasil, Juan Domingo Perón (1895-1974) materializou as contradições e as vitórias do nacionalismo burguês da América Latina, entrou pra história da Argentina, e da própria América Latina, sendo uma figura bastante complexa e, em certo sentido, contraditória.

Com carreira militar, assim como Vargas, Perón teve três décadas de serviço, tendo inclusive abandonado a patente de Tenente-General para seguir a carreira política e se tornou um personagem crucial na história argentina como instrumento do nacionalismo burguês, um projeto de desenvolvimento nacional e de ruptura com setores oligarcas que comandavam a Argentina.

O Peronismo, como todo nacionalismo burguês foi o resultado de uma mobilização de massas que desestabilizou o regime político. E isso foi feito com uma base fundamental nos sindicatos. É nessa época, por exemplo, que a CGT (Confederação Geral do Trabalho da República Argentina) se consolida nas mãos dos peronistas.

Este governo argentino, do período que se manteve neutro na Segunda Guerra Mundial e foi simpático com Alemanha nazista, a Itália fascista, ao Franquismo, etc. acabou tomando um golpe de Estado em 1945, sendo derrubado por outros militares. O alvo principal do golpe era o próprio Perón, cujo poder perante a classe operária já estava bem evidente diante do imperialismo.

Foi um golpe totalmente orquestrado pelo imperialismo norte-americano. Um fato histórico é que o articulador do golpe foi Spruille Braden, um americano embaixador da Argentina com relações com a família Rockefeller, um cidadão articulador de diversos golpes da América Latina, como também Nicarágua e Guatemala.

Os golpistas são tomados de surpresa, porque, embora o movimento sindical não estava preparado para dar uma resposta ao golpe, eles emitiram um chamado por Greve Geral. Quando o rádio anunciou que o golpe aconteceu e Perón foi deposto – justo o homem das leis trabalhistas e sociais – a classe operária começou a sair das cidades do entorno de Buenos Aires e se dirigiram ao Palácio do Governo.

Foram cerca 50 mil operários na manifestação que lotaram completamente A Praça de Maio, um local que fica em frente a Casa Rosada, o palácio do governo. O local sendo tomado totalmente, ocupado pelos operários industriais, colocou o golpe em cheque. Eles decidiram que não iam sair de lá, criando um impasse total e exigiam a volta de Perón, ficando até a madrugada. Só abandonando o local após o próprio Perón, libertado de sua prisão, aparecer na sacada da Casa Rosada e proferir um discurso anunciando que havia sido anunciado um pacto para realizar eleições democráticas no ano seguinte, em 1946.

O imperialismo vai se unificar totalmente contra a candidatura de Perón nas eleições. Ele cria um partido chamado Partido Laborista (Partido Trabalhista). A eleição vai se transformar numa verdadeira guerra civil, com o imperialismo atacando o Perón abertamente. O embaixador Braden, emissário dos Norte-Americanos chegou a publicar um livro chamado ”O livro branco dos crimes de Perón”.

Num dos grandes comícios eleitorais de Perón, ele destacou: ”É Braden ou Perón!”, querendo dizer que era a escolha entre os Estados Unidos e a nação Argentina. E foi assim que a eleição se polarizou concretamente com Perón, vencendo a guerra da eleição e governando o país por três mandatos – de 1946 a 1952, de 1952 a 1955 e de 1973 a 1974.

https://www.causaoperaria.org.br/ha-75- ... sidencial/
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Mensagem por E.R » 24 Fev 2021, 01:31

O regime de esquerda tá "funcionando muito bem" na Argentina. O país cada vez mais indo para o buraco.

Se Haddad for eleito presidente em 2022, a gestão dele não vai ser muito diferente de Fernandéz, na Argentina.
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Mensagem por Chapolin Comunista » 24 Fev 2021, 01:44

Fernandez era homem dos bancos, pra esquerdista está muito longe, assim como Haddad, o homem mais tucano do PT, como Lula já disse.

Mas o PT não tem tantas chances de vencer com Haddad, porque a extrema-direita da Argentina é fraca perto da brasileira. Só Lula vence Bolsonaro.

Mas em último caso, o Haddad pode ser um Fernandez sim. A burguesia tolera Fernandez e Haddad, mas não tolera Lula ou ou Kirchnerismo.
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Mensagem por E.R » 24 Fev 2021, 05:42

Lula não tem mais força pra vencer Bolsonaro.

Lula é associado ao Petrolão e à corrupção (envolvimento corrupto com empreiteiras), além de estar dentro da política do Foro de São Paulo, desviando dinheiro do Brasil para investir em países socialistas como Cuba.
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Mensagem por Chapolin Comunista » 24 Fev 2021, 13:13

Lula é conhecido no Brasil inteiro, nos principais grotões e vilinhas. Justamente por isso está inelegível, porque é o único candidato que tem força para vencer a direita. Este é o golpe de estado operado por Deltan ''a prisão do Lula foi um presente da CIA'' Dallagnol e Sérgio ''Marreco de Maringá'' Moro.

Não estamos numa democracia, por isso o candidato provavelmente será Haddad, sem mobilização popular teremos mais outra fraude eleitoral em 2022, com Bolsonaro sendo reeleito e aumentando o controle do país enquanto a esquerda chora e a direita ''civilizada'' apoia o Bolsonarismo de conjunto ''para vencer o Petismo''.
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Mensagem por E.R » 26 Fev 2021, 01:52

Bolsonaro é conhecido no Brasil inteiro também, assim como o criminoso do Lula.

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Mensagem por Chapolin Comunista » 26 Fev 2021, 18:15

Após União Europeia atacar a Venezuela e suas instituições com várias sanções, Venezuela expulsa soberanamente a embaixadora do bloco europeu.
Nesta semana, a Venezuela declarou a embaixadora da União Europeia, Isabel Brilhante Pedrosa, “persona non grata”, com um prazo de 72 horas para ela deixar o país sul-americano. A lição de soberania nacional praticada por Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, se dar após a União Europeia anunciar várias sanções contra 19 autoridades venezuelanas, um claro ataque ao país e alinhamento com o imperialismo americano, que vem tentando derrubar Maduro e se apossar das riquezas naturais da Venezuela.
Jorge Arreaza, Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, entregou pessoalmente à embaixadora a carta de sua expulsão. Arreaza foi quem informou à imprensa, após reunião na sede do Itamaraty, em Caracas, essa legítima reação Venezuela contra a União Europeia, a qual, segundo o ministro, já vem com 55 sanções contra o país. “ Fazemo- lo porque as circunstâncias o exigem”, disse o ministro.
A União Europeia atacou a Venezuela quando inseriu, cinicamente, em reunião do seu Conselho, 19 funcionários venezuelanos na lista de pessoas sujeitas a restrições, devido aos seus ataques à democracia, ao Estado de Direito da Venezuela e a violações aos direitos humanos. A União Europeia duvidou ainda das eleições legislativas de 6 de dezembro na Venezuela, considerando-as pouco “críveis, inclusivas ou transparentes”. Nessas eleições para o Parlamento, o chavismo venceu legitimamente ao eleger 256 deputados, num total de 277.
A União Europeia, em suas sanções, atacou também autoridades do poder eleitoral, do Supremo Tribunal de Justiça e das Forças Armadas Bolivarianas. Em resposta a esses ataques, Maikel Moreno, presidente da Suprema Corte da Venezuela, rejeitou as sanções e disse que a União Europeia “se colocou fora do Direito Internacional, reconhecido pelas nações civilizadas, por tentar direcionar e avaliar o desempenho de “Funcionários venezuelanos.”

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou o repúdio às medidas coercitivas da União Europeia e também considerou a embaixadora como persona non grata. A deputada Ilenia Medina, que apresentou a proposta de repúdio, disse que

“aação da União Europeia neste momento responde a uma visão filosófica monárquica e desrespeitosa das nações livres do mundo”.

Para o ministro Jorge Arreaza, é inaceitável essas medidas da União Europeia. Nicolás Maduro foi até diplomático demais com os europeus quando estes o ignoraram e deram reconhecimento ao deputado golpista e bajulador do imperialismo Juan Guaidó. Segundo Arreaza, “(…)o Presidente (Nicolás) Maduro foi generoso ao permitir que os chefes de missão e missões, incluindo os da União Europeia, permanecessem na Venezuela, quando em fevereiro de 2019 o ignoraram”.
Essa ação intrometida dos europeus, sim, foi de encontro ao Estado de direito e democracia do país, um ataque à soberania venezuelana.
O ministro Arreaza criticou ainda o fato de a União Europeia querer ser o centro do mundo, mas na verdade é a velha Europa que cometeu vários crimes, desencadeou várias guerras, conflitos e genocídios na América e na África.
Depois da reação soberana do governo Maduro, Arreaza desafiou a União Europeia para refletir sobre suas arbitrariedades e “reconstruir as pontes de entendimento e diálogo”.
Enfim, diante de tanta arrogância da União Europeia, que sonha em recrudescer seu imperialismo, o governo Nicolás Maduro, dando aula de soberania, foi até muito diplomático ao convidar o bloco para refletir e restabelecer um diálogo. Certamente mais à frente a Venezuela verá que a saída para os povos oprimidos no mundo é continuar se organizando militarmente, educar seu povo e resistir a todo tipo de invasão e interferências.
É preciso continuar desmascarando todos os sabujos do imperialismo americano e europeu na América Latina: o deputado sabujo Juan Gauidó, que sempre procura desestabilizar o governo e seguidas vezes saiu derrotado; o golpista Jair Bolsonaro, que também está a serviço do imperialismo para golpear a Venezuela, como fez ao apoiar o fiasco da invasão da embaixada da Venezuela no Brasil; e toda a cúpula da União Europeia e o governo americano, os quais querem derrubar um governo legítimo e soberano como o de Maduro, a fim de oprimir sua população e roubar seu petróleo.

A América Latina está sob constante ataque imperialista, sobretudo agora em tempos de profunda crise capitalista e sanitária. As forças opressoras da América Latina lutarão para privatizar as riquezas do continente, como já estão fazendo no Brasil, exigindo que se respeite toda a cartilha neoliberal, as quais colocarão o povo para pagar a conta da crise, deixando-o sem saúde, sem educação, sem emprego e de cabeça baixa.
Nicolás Maduro, que vem resistindo há várias tentativas de golpe, tem bastante apoio popular e soube, ao assumir o poder, conter os reacionários das Forças Armadas e educá-los para defender a soberania do país, cujo juiz é a população, não o imperialismo europeu e americano.
A expulsão da Embaixadora da União Europeia é um acerto de Nicolás Maduro e do povo venezuelano.

https://www.causaoperaria.org.br/maduro ... nte-da-ue/
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Mensagem por Chapolin Comunista » Ontem, 02:22

Oito mortos foram encontrados na prisão de Latacunga, onde cumpre pena o ex-vice-presidente de Rafael Correa, Jorge Glas, preso político do regime
Familiares de detentos equatorianos denunciaram as forças policiais do país por terem cometido um massacre contra a população carcerária. Ao todo a operação desastrosa da Polícia deixou 79 mortos. O episódio teve início nesta terça (23/02) quando os presos da Penitenciária do Litoral em Guayaquil e dos Centros de Reabilitação de Turi na cidade de Cuenca (Azuay) e de Latatunga (Cotopaxi) começaram uma série de motins envolvendo sequestros de agentes penitenciários e confrontos entre os demais internos.

O Serviço Nacional de Atenção Integral a Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores (SNAI) do Equador confirmou na quarta (24) que ao menos 79 pessoas morreram em quatro prisões do país após os motins. O diretor-geral do SNAI, Edmundo Moncayo, declarou que eles são o resultado de uma “disputa interna pelo controle das prisões”, onde existiriam 38 mil detentos vinculados à “organizações criminosas” do País.

Até a última terça a contagem do setor de Criminalística da Polícia havia registrado 62 mortos subdivididos da seguinte maneira:

Guayas: 21 mortos e dois feridos graves na Penitenciária do Litoral;
Azuay: 33 mortos no Cárcere de Turi;
Cotopaxi: 8 mortos em Cotopaxi;
Atualmente este número está em 79 mortos.

Oito mortos foram encontrados na prisão de Latacunga, na província de Cotopaxi, onde cumpre pena o ex-vice-presidente de Rafael Correa, Jorge Glas, preso dentro das investigações do caso Odebrecht.

Ecuador′s VP Jorge Glas jailed for six years over Odebrecht kickbacks | News | DW | 14.12.2017
Jorge Glas foi preso em 14/12/2017 como parte da campanha de “combate à corrupção”, em que o imperialismo atacou a Odebrecht através da Lava Jato.
O ex-vice-presidente liderou setores estratégicos do Equador durante o governo do presidente Rafael Correa (2007-2017) e foi condenado por ter recebido 13,5 milhões de dólares em supostos subornos da construtora Odebrecht.

Ele chegou a ser reeleito vice-presidente na chapa de Lenin Moreno em 2017, e como era um último elo entre o ex-presidente acabou destituído do cargo e preso, abrindo o caminho para a ditadura neoliberal do traidor Moreno.

Glas, assim como o ex-presidente brasileiro, Lula, é mais um preso político do imperialismo, condenado sem provas, como vem acontecendo em diversos países latino-americanos. Recentemente Glas chegou a iniciar uma greve de fome por tempo indeterminado e começou a denunciar que sua vida corre perigo.

O Equador, desde o início do mandato de Lenin Moreno, vive em um regime neoliberal ditatorial. A escalada da repressão policial foi ampliada após a insurreição de 2019, quando o governo Moreno impôs uma intervenção militar aberta para afogar em sangue as manifestações que quase derrubaram seu governo.

O golpista, não satisfeito, também tentou culpar a oposição pelos motins ocorridos nos presídios, insinuando ainda que os protestos de 2019 também teriam sido contratados pelos correístas.

“En octubre (2019), el correísmo contrató a criminales que estaban fuera de las cárceles para provocar los desmanes y distorsionar la legítima aspiración de los indígenas. No nos asombraría que ahora la mano de ellos esté presente. Total, son bastante conocidos”, afirmou.

Por trás da situação existe a possibilidade do governo alegar falta de segurança para a realização do segundo turno presidencial marcado para abril. Não à toa os massacres querem passar a sensação de insegurança do país e serviriam de desculpa para impedir a vitória do candidato da esquerda nacionalista, Adrés Arauz (UNES – Unidade pela Esperança), que é apoiado por Rafael Correa.

O episódio equatoriano mostra mais uma vez que o modelo prisional vigente é um sistema carcomido e podre, assim como todas as instituições criadas pela burguesia para oprimir a classe trabalhadora. É preciso exigir a liberdade para todos os presos e levantar a palavra de ordem pelo fim dos presídios e de todas as forças de repressão do Estado capitalista.



https://www.causaoperaria.org.br/massac ... o-equador/
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