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Don CHelipe
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Re: Livros

Mensagem por Don CHelipe » 09 Mai 2020, 10:05

Usem o APP Ubook, é fantastico! Esta com promoção, 14,90$ mangos por mês.
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Re: Livros

Mensagem por E.R » 10 Mai 2020, 03:52

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/m ... -meireles/

No ano passado, o espólio do escritor J. D. Salinger passou a autorizar, pela primeira vez a publicação de ebooks com a obra do autor, que não gostava do formato.

Agora, chegou a vez do Brasil.

A Todavia lança agora os ebooks em português das reedições do autor americano. "O Apanhador no Campo de Centeio", "Nove Histórias" e "Franny & Zooey" estão disponíveis a partir do dia 9 de maio de 2020.
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Re: Livros

Mensagem por E.R » 12 Mai 2020, 02:18

https://cultura.estadao.com.br/blogs/ba ... implencia/

Para entender o impacto financeiro da pandemia do coronavírus no mercado editorial e identificar os caminhos que as editoras independentes estão buscando para superar a crise, a Liga Brasileira de Editoras fez uma pesquisa que revelou que 80,3% das editoras, associadas à entidade ou não, estão sendo pagas com atraso e que 20% delas disseram que mais de 50% de sua receita já sofre com a inadimplência do setor.

Coordenada por Whaner Endo, publisher da W4, a pesquisa ouviu 75 editoras em abril.

Apesar de não estarem recebendo como o esperado, 64% das editoras disseram que mantiveram os seus pagamentos a fornecedores em dia enquanto 16% afirmaram que vão precisar atrasá-los pelo período de 30 a 90 dias.

A grande maioria, 98%, já alterou a previsão de faturamento para 2020 e 78% prevê queda anual de mais de 25%. Além disso, 81,4% das editoras ainda não buscaram linhas de crédito adicionais para combater as consequências da pandemia. A complexidade do processo foi um dos motivos apontados.
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Mensagem por E.R » 13 Mai 2020, 22:12

https://veja.abril.com.br/blog/radar/sa ... ronavirus/

Deric Guilhen, o diretor de negócios do grupo Saraiva, divulgou comunicado há pouco para anunciar a decisão da fechar sete lojas da rede por causa dos prejuízos causados com o fechamento das atividades na pandemia de coronavírus.

O grupo Saraiva fechará uma loja em Brasília, uma em Belo Horizonte, uma em Canoas, no Rio Grande do Sul, três em São Paulo e uma em São Caetano.

“Hoje compartilhamos a difícil notícia de que será necessário reduzir nosso número de lojas. Esse é um momento extremamente difícil de enfrentar e sabemos que impactará muitos que nos ajudaram a chegar até aqui. Mas precisamos ser racionais e buscar equalizar os custos”.

Além das unidades fechadas, outras 12 lojas estão sob risco de “possível encerramento”, se os contratos em negociação para redução de custos não forem efetivados. A lista de possíveis fechamentos é formada por quatro lojas no Rio de Janeiro, uma Londrina (PR), duas em São Paulo, duas no Recife, uma em Porto Alegre, uma em Salvador e uma em Santo André (SP).
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Mensagem por E.R » 15 Mai 2020, 08:54

NOTÍCIAS
https://www.omelete.com.br/crepusculo/s ... eco-titulo

A Editora Intrínseca confirmou o título nacional e lançamento de Midnight Sun.

O novo livro de Stephenie Meyer, que recontará Crepúsculo pela perspectiva do vampiro Edward Cullen, se chamará Sol da Meia-Noite no Brasil, e terá lançamento simultâneo no país, em 4 de agosto de 2020.
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Mensagem por E.R » 19 Mai 2020, 18:41

NOTÍCIAS
https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-ja ... ntena.html

A Companhia das Letras registrou 825,4 mil downloads de e-books dos 35 títulos liberados gratuitamente entre 23 de março e 10 de abril de 2020, segundo dados da editora.

"Viagem ao centro da Terra", clássico de Julio Verne editado pela Zahar, foi o mais baixado, com 89,9 mil downloads.

"O Vilarejo", de Raphael Montes, foi o segundo livro mais requisitado, com 74,9 mil exemplares digitais.

"O Jardim Secreto", de Frances Hodgson Burnett, mais um clássico, foi o terceiro com maior procura : 67 mil downloads.
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Mensagem por E.R » 20 Mai 2020, 23:43

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Mensagem por E.R » 21 Mai 2020, 13:45

NOTÍCIAS
https://oglobo.globo.com/cultura/lancam ... a-24435157

Quem está ansioso para passear entre estantes de livros, entrar na fila de autógrafos e aproveitar indicações de livreiros, se prepare.

Quando as livrarias reabrirem, será preciso lambuzar as mãos com álcool gel antes de folhear os livros.

Mesmo passado o pico da pandemia, os eventos de lançamento continuarão sendo virtuais, e a conversa com os livreiros será à distância, às vezes por aplicativos de mensagem.

Lá estarão os lançamentos já previstos, mas, por um tempo, a oferta de novos títulos será menor que o normal.

Festivais literários ? Com público reduzido e talvez ao ar livre.

Por enquanto, não há data para a reabertura das livrarias no Brasil.

Mas Rui Campos, proprietário da Livraria da Travessa, está animado. O desconfinamento em Portugal permitiu a reabertura da Travessa de Lisboa em 4 de maio — com horários reduzidos, funcionários mascarados, restrição de público, muito álcool gel e outras medidas adotadas na Europa e nos Estados Unidos, onde o comércio já volta a funcionar.

De portas fechadas, livrarias acostumadas a conquistar o público do bairro com boa curadoria, eventos e cafezinho investiram em vendas virtuais. O e-commerce da Travessa, que representava cerca de 12% do faturamento da rede, cresceu 50%.

A Livraria Mandarina, em São Paulo, antecipou o lançamento de seu e-commerce para o final deste mês e, enquanto isso, recebe pedidos por telefone, e-mail, redes sociais e aplicativos de mensagem. Há encomendas de diversos estados.

— Sacamos que dá, sim, para vender on-line — afirma Daniela Amendola,sócia da Mandarina. — Com o e-commerce, esperamos vender para todo o Brasil. Vamos continuar indicando livros, só que de máscara e às vezes por WhatsApp, não cara a cara.

A Mandarina exemplifica o que Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL) chama de “modelo híbrido” a ser adotado por pequenas livrarias no pós-pandemia : investir em vendas on-line sem descuidar do atendimento presencial.

— Alguns leitores vão correr para as lojas. Já outros vão continuar, como nos últimos meses, comprando on-line — diz.

As vendas despencaram durante a quarentena. Segundo o Painel do Varejo de Livros no Brasil, o faturamento do mercado editorial encolheu 47,61% em abril. Segundo fontes das editoras, mesmo que haja uma retomada, essa queda deve se reverter em enxugamento de estrutura e mais seletividade nos lançamentos, adiando, por ora, projetos de retorno incerto.

Por outro lado, a compra de e-books cresceu. Entre 9 de março e 26 de abril, a Bookwire distribuiu 9,5 milhões de livros digitais — quase 80% dos 12 milhões vendidos em 2019.

Segundo Marcelo Gioia, CEO da Bookwire, a quarentena acelerou a formação de leitores “multiformato”, que leem no papel e na tela. As editoras, muitas das quais têm disponibilizado livros gratuitos ou a preços irrisórios na rede, se preparam para garantir o estoque de e-books dos leitores “multiformato” quando passar a pandemia.

— Não tínhamos muita intenção de migrar para o digital, mas decidimos oferecer e-books em um e-commerce próprio até setembro – diz Florence Curimbaba, fundadora da Temporal, dedicada a textos teatrais.

Como as noites de autógrafo não vão voltar tão cedo, as editoras pretendem continuar investindo em eventos virtuais em parceria com livrarias. Durante a quarentena, as lives aproximaram escritores do público leitor e, com alguma frequência, resultaram no aumento das vendas on-line.

Otavio Marques da Costa, publisher da Companhia das Letras, aposta na proliferação de festivais literários virtuais organizados pelas editoras para divulgar os seus autores. Neste fim de semana, a Companhia apresenta a segunda edição do festival Na Janela, uma parceria com a Amazon transmitida pelo YouTube. A primeira edição ocorreu em abril.

— Para as editoras, é muito desejável estabelecer contato direito com o leitor por meio desses festivais, especialmente num momento em que aumentam as vendas virtuais. Não teremos nada presencial até, no mínimo, agosto, e planejamos outros festivais. Os nossos, é claro, não substituem os festivais independentes.

Se serve de consolo aos leitores, ainda que encontros em livrarias e as festas literárias demorem a voltar, não vão faltar livros no mundo pós-pandemia — livros digitais ou de papel, devidamente desinfetados com álcool gel.

— Durante a quarentena, redescobrimos o prazer da leitura — diz Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. — Obrigados a ficar sozinhos, constatamos que o livro é uma companhia excepcional.
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Mensagem por E.R » 25 Mai 2020, 09:20

NOTÍCIAS
https://cultura.estadao.com.br/blogs/ba ... -historia/

A FTD Educação fez uma parceria com a startup Dentro da História e lança, na próxima semana, três livros dentro da plataforma que propõe que o leitor seja o protagonista das obras.

São eles : "Agora Eu Sou", de Januária Cristina Alves, "Que Confusão! Perdi Meu Bicho de Estimação", de Tino Freitas, e "Uma Amizade Assustadora", de Maria Amália Camargo.

Inaugurada há três anos, a plataforma brasileira permite a criação de um avatar com características físicas da criança, que será o personagem da história.

Após a conclusão do processo de criação, o livro é impresso e enviado para os leitores.

Dentro da História já soma 400 mil exemplares vendidos e se prepara para expandir os negócios no segundo semestre para os Estados Unidos e Canadá, com livros em inglês e espanhol.
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Mensagem por E.R » 26 Mai 2020, 15:00

NOTÍCIAS
https://exame.com/pme/clube-tag-divulga ... vao-falir/

O mercado de livros vive dias difíceis há tempos e a pandemia do novo coronavírus piorou a situação. Mas não há só más notícias no setor.

O cube do livro TAG, que faturou 36 milhões de reais em 2019, ainda espera crescer este ano, com meta de faturamento de 40 milhões de reais (antes da pandemia, a expectativa era chegar a 45 milhões de reais).

A empresa viu mais cancelamentos em sua base de assinantes devido à perda de renda causada pela crise.

Mas também teve uma leva de novas assinaturas, impulsionada pela busca de novos hábitos em meio à quarentena.

Com isso, o número de assinantes do clube ficou estável até agora, com cerca de 50 mil pessoas. A expectativa é chegar a 55 mil até o final do ano.

Os números contrastam com os do setor, que perdeu 47% do faturamento no mês passado : foi de 125 milhões de reais em abril de 2019 para 67 milhões de reais em abril de 2020.

Para tentar ajudar pequenas empresas em apuros, o clube tem usado as redes sociais e seu contato com uma base de clientes interessada em livros para fazer propaganda das livrarias.

Dentre as ações, o clube está divulgando uma lista com mais de 200 livrarias pelo país que estão atuando com entregas e atendimento online. “O mercado do livro está assustado, vejo muita gente com medo do impacto da pandemia para o setor. O que temos pensado é como fazemos para o impacto não ser tão ruim”, afirma Arthur Dambros, um dos fundadores.

A empresa também está ajudando pequenas editoras nas vendas. A TAG vende o livro da editora em seu site e entrega o exemplar sem custos para quem é assinante do clube.

O livro vem na caixa mensal que já seria entregue pela TAG de qualquer forma. “Estamos fazendo uma campanha com editoras pequenas para divulgar os livros aos nossos associados, porque muitas editoras pequenas vão falir”, diz.

Na visão do empreendedor, o isolamento social tem tido efeitos diferentes entre os leitores. Por um lado, as pessoas estão mais ansiosas e com dificuldade para se concentrar na leitura. Por outro, há também as que estão revendo o tempo que ficam no celular e se esforçando para retomar o hábito de ler livros. “Sou otimista, o que espero é que essa ansiedade passe e que esse período deixe percepções sobre o tipo de vida que levamos e os hábitos que queremos. E com isso, acho que os livros vão crescer. Uma nação que lê é mais sensível e inteligente”, afirma.

A TAG percebeu aumento nos downloads de seu aplicativo Cabeceira, que ajuda na gestão da leitura. O app foi de 7.500 usuários para 12.500 usuários entre março e abril deste ano.

Também percebeu que, com as pessoas em casa, o tempo de leitura ficou mais homogêneo durante a semana – antes os picos eram mais evidentes nos finais de semana.

A pandemia cancelou os encontros entre leitores, que eram organizados pelos próprios assinantes do TAG. Com isso, o clube tem realizado lives com curadores para falar sobre os livros do clube e também dar dicas para quem está com dificuldade de manter a leitura em dia em tempos de coronavírus. Dentre os nomes que já participaram estão Conceição Evaristo, Contardo Calligaris e Milton Hatoum.

O clube também vai seguir com alguns dos planos para o ano, dentre eles uma modalidade para o mundo corporativo, com livros sobre negócios e carreira, que está prevista para começar em agosto.
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Mensagem por E.R » 30 Mai 2020, 07:08

NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/m ... rise.shtml

Enquanto Saraiva e Cultura seguem fechadas, quem tem crescido em participação no mercado é a Amazon.

Conhecida por em geral não trabalhar com consignação, o site americano se tornou uma das principais opções dos editores na crise.

Agora, começou a oferecer crédito também para algumas casas que vendem títulos em seu site.

A loja tem oferecido antecipar o pagamento por vendas, com juros abaixo dos praticados pelo sistema bancário.
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Mensagem por E.R » 31 Mai 2020, 15:06

NOTÍCIAS
LAURO JARDIM - O GLOBO

Em maio de 2020, o mercado editorial sangrou menos do que em abril, de acordo com uma pesquisa inédita feita pela Nielsen para o Sindicato Nacional das Editoras de Livros.

Em maio, as vendas de livros caíram 33% ante o mesmo mês do ano passado.

Em abril, a queda fora de 47% no faturamento, também quando comparado com igual mês de 2019.
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Mensagem por E.R » 05 Jun 2020, 22:02

NOTÍCIAS
O ESTADO DE S.PAULO

Quando for seguro sair de casa novamente, não vamos encontrar mais algumas lojas da Saraiva espalhadas por shoppings de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Canoas e São Caetano.

Enfrentando a pior crise de sua história, que vem de antes mas foi agravada pela pandemia, a rede, que está em recuperação judicial, está fechando pelo menos 7 livrarias – mas esse número pode chegar a 19 num futuro próximo.

No mesmo barco, a Cultura acaba de apresentar um novo plano de recuperação e tenta negociar com editoras outra forma de voltar a ter crédito com elas e livros para vender, propondo dividir o pagamento na hora, o Split, com uma porcentagem extra para amortecer a dívida recente.

Enquanto as duas lidavam com seus problemas nesses dois meses, outras livrarias e redes usavam a criatividade para seguir vendendo, mesmo com as portas fechadas. Usaram WhatsApp, investiram no e-commerce, aprenderam a fazer marketing digital, ouviram o cliente. Alguns deram férias aos funcionários. Houve alguma demissão.

E, embora os números não sejam animadores – segundo a Nielsen, o varejo registrou queda de 33% em maio, em relação a 2019, e acumula perdas de 13% em 2020 –, elas estão conseguindo, com mais ou menos dificuldade, passar por isso. E algumas até já se preparam para a reabertura.

Não há uma data certa para isso acontecer. A Associação Nacional de Livrarias está ouvindo seus associados para apresentar uma proposta para a prefeitura de São Paulo.

Quando essa resposta sair, Alexandre Martins Fontes já estará com a sua Livraria Martins Fontes minimamente adaptada.

Nesta semana, foram instalados escudos protetores nos caixas e adesivos no chão, demarcando um distanciamento seguro além de máscara para funcionários, álcool em gel. Tudo conforme manda o novo figurino.

Apesar disso, Martins Fontes não acredita que haverá um movimento minimamente parecido com o de antes do coronavírus, e continua apostando no e-commerce, que já era importante para a empresa, no serviço de televendas que criou agora e em marketplace (por exemplo, é possível comprar pela Amazon um livro que será vendido e entregue pela Martins Fontes). “A pandemia chegou para mudar para sempre a maneira como as pessoas consomem bens e serviços e confirmou a importância da tecnologia. Vamos investir mais do que nunca em infraestrutura logística, comunicação e marketing digital”, disse o livreiro que projetava faturar 30% do que havia sido previsto antes, mas que fechou abril e maio com 75%.

O que salvou a Leitura, a maior rede em número de lojas, foi o caixa anterior, principalmente, e as vendas online – e olha que, até o ano passado, a mineira nem tinha mais um e- commerce (a regra lá é não manter aberta uma loja deficitária por muito tempo, e o site era).

Entre 20 de março e o final de abril, com as 73 lojas fechadas e atendimento só pelo e-commerce e delivery, a venda caiu 96%, diz Marcus Telles, sócio da rede.

A Leitura demitiu 10% dos funcionários e, mesmo agora com o início da reabertura em algumas cidades, ele prevê demitir mais 10% de seus funcionários em julho – e diz que dará preferência a eles quando retomar as contratações em novembro.

Os planos, porém, não foram desacelerados e a Leitura quer encerrar este ano estranho com 79 lojas (uma foi fechada mês passado).

E como foi a reabertura ? “As duas lojas de rua de Belo Horizonte voltaram acima das expectativas e venderam quase igual a antes. As seis de Brasília recomeçaram faturando 60% do que seria o normal.”

Voltando para um cenário mais modesto e menos virtual. Samuel Seibel, dono da Livraria da Vila, disse que, por ser uma livraria de loja física, o impacto foi muito forte. “Nossa filosofia sempre foi a de criarmos uma relação pessoal com o cliente, indicando livros e trocando ideias. Por priorizar as lojas físicas, o e-commerce só foi lançado em dezembro. Janeiro e fevereiro serviram de teste sem saber o que viria pela frente. E, quando houve o fechamento das lojas, tínhamos pelo menos o site para vender”, comentou. O crescimento tem sido dia a dia, e as vendas online equivalem ao faturamento de uma pequena loja da rede, que já reabriu em Curitiba e em Londrina.

A Travessa também sofreu o baque. “Muito doloroso ver as lojas fechadas”, disse Rui Campos, que não demitiu, mas suspendeu contratos e reduziu jornada. Segundo ele, o site teve um incremento de 50% nas vendas e, somado ao televendas, a Travessa está faturando cerca de 20% do que faturaria em condições normais.

Rui Campos citou Vinicius de Moraes, que diz a vida é arte do encontro, e completou: “A Travessa é um espaço pensado para encontros. Do livro com o leitor e de pessoas que gostam de livros com pessoas que gostam de livros. Vai continuar a ser.”

A Blooks também aposta na livraria como ponto de encontro, e Elisa Ventura acha que os eventos não voltam tão cedo. Por outro lado, com algum investimento no site, as vendas online melhoraram – mas elas representam 10% do que vendiam nas lojas antes. A lição que fica ? “Que é fundamental olhar melhor para o cliente, fazer um atendimento personalizado e atender demandas de regiões onde não há lojas físicas”, disse.

A Mandarina estava começando a entender o mercado quando teve que fechar as portas, sete meses depois da inauguração, em Pinheiros. De lá para cá, tem vendido pelo WhatsApp porque o e-commerce só começa a funcionar na semana que vem. “Conseguimos manter a receita para pagar as contas e aceitamos todas as ajudas. Fizemos parceria com Milton Hatoum, que assinou livros para os clientes; com a Companhia das Letras, que ofereceu linha de crédito para mantermos a folha; e com editoras menores, como a Nós, que destinou parte das vendas de abril para a livraria”, contou Roberta Paixão.

Muitas editoras estão tentando ajudar pequenas livrarias, mas existe uma sensação de que uma nova fase conturbada vai começar – com as editoras, receosas de novos calotes, endurecendo negociações. “A indústria vai precisar dar crédito para o varejo, embora ela já faça isso consignando os livros. Esperávamos que a ajuda do governo chegasse com mais facilidade”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros.

Há uma proposta de projeto de lei, do senador Jean Paul Prates, para ajudar o mercado durante o período de calamidade, mas ela ne sequer entrou na pauta. “Para o ecossistema do mercado editorial, a livraria é fundamental. Uma importante vitrine. O varejo online não dá conta da quantidade novos títulos”, afirmou Pereira. “Torço muito para que esse processo de reabertura não tenha um soluço mais grave. O medo de todos é a segunda onda do coronavírus.”
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Mensagem por Phoebe Buffay » 06 Jun 2020, 13:50

Que a Leitura consiga sair com uma sobrevida nesta pandemia.
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Mensagem por E.R » 07 Jun 2020, 20:36

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LAURO JARDIM - O GLOBO

Até onde a família de Rubem Fonseca sabe, não há obra inédita do escritor a ser publicada postumamente —embora ele ainda escrevesse com frequência até às vésperas de morrer aos 94 anos, em abril.

Mas não dá para descartar uma boa notícia : não foi feita ainda uma busca minuciosa no apartamento que Rubem Fonseca morava no Leblon.
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