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Re: Livros
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MensagemEnviado: 01 Set 2017, 20:25 
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Re: Livros
MensagemEnviado: 02 Set 2017, 11:39 
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É belíssimo. Uma pena que também não teve uma edição em São Paulo este ano. Eu gostaria muito de ter ido.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 05 Set 2017, 00:29 
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O GLOBO

Apesar do aumento da programação cultural e do número de escritores convidados (30% a mais que na última edição), os expositores da 18ª Bienal do Livro do Rio, iniciada quinta-feira, sentiram o efeito da crise em seu primeiro fim de semana (o evento segue até o próximo domingo).

Grupos editoriais tradicionais, como Record, Companhia das Letras, Sextante e Autêntica (a Rocco e a Intrínseca não concluíram seu balanço de vendas até o fechamento desta edição), estão decepcionados com o fluxo de público no Riocentro e com o volume de vendas. Até o fim da tarde de ontem, projetavam uma queda de 15 a 30% das vendas em relação ao primeiro fim de semana de 2015.

— Já esperávamos uma diminuição, mas não tanto — diz Túlio Ormond, assistente comercial do Grupo Editorial Companhia das Letras.
— O público não está ruim, mas as vendas caíram. Muita gente circula pelo estande, mas reclama dos preços.

Pela alta movimentação em torno dos espaços que trabalham com pontas de estoque e vendem publicações a preços populares, é possível que os consumidores tenham trocado os títulos das editoras pelas promoções dos “saldões”.

O que é confirmado pelo diretor da PromoLivros, Cristian Eloy Mendes, que este ano só vendeu livros a R$ 10.
— Na edição passada trabalhamos com livros de vários preços, mas este ano resolvemos apostar apenas em exemplares com preço promocional — diz ele. — Fazemos várias feiras pelo país, esta é a tendência, as pessoas estão com menos dinheiro.

A gerente comercial da Autêntica, Judith de Almeida, vê uma diminuição significativa de público e culpa, além da crise econômica, uma menor presença de autores best-sellers internacionais na programação. Para ela, nem a estreia do BRT no evento, que facilitou o acesso do público, parece ter compensado a falta de estrelas estrangeiras.
— O evento está bem divulgado, a estrutura está boa e a aposta em autores nacionais é positiva, mas são os grandes nomes internacionais que costumam chamar multidões — pontua Judith, que participa de sua nona bienal como profissional do livro. — É sempre o primeiro fim de semana que sinaliza o resto do evento, então imagino que não mudará nos próximos dias.

Diretor de marketing do Grupo Editorial Record, Bruno Zolotar, por sua vez, espera uma virada a partir do feriado de 7 de setembro.
— Esse fim de semana concorremos com dias bonitos — lamenta ele. — Mas ainda há esperança de que mude na semana que vem.

Para tentar fugir da crise, as editoras fizeram um investimento pesado na sua participação na feira. Os estandes, que se tornam, a cada ano, uma atração em si, receberam até uma sala de cinema. Um dos mais concorridos no primeiro fim de semana foi o da Rocco. Casa dos livros do bruxo Harry Potter, a editora aproveitou os 20 anos da série e transformou o seu espaço num castelo de Hogwarts. Uma enorme fila tem se formado para tirar foto em uma vassoura.

Já a HarperCollins Brasil, que faz sua estreia na Bienal depois de ter se separado, no início deste ano, do Grupo Ediouro, montou um cinema no Riocentro. As sessões, a cada dez minutos, atraíram uma multidão, que deita no chão para assistir a um filme sobre a importância da leitura. De quinta a domingo, mais de oito mil pessoas passaram pela atração.

Uma das poucas a não se queixar dos números foi a LeYa/Casa da Palavra, que elevou a meta de vendas para o fim do evento. Em comunicado de sua assessoria, ela informou: “os quatro primeiros dias de Bienal têm se mostrado uma continuidade da edição de 2015, que foi de recuperação e ótimos resultados”. No sábado, a Leya promoveu a viagem ao Rio de 42 leitores de São Paulo, fãs de literatura fantástica, especialmente para conhecer o evento. E atribui o bom resultado ao investimento feito no público jovem.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 05 Set 2017, 00:57 
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Re: Livros
MensagemEnviado: 06 Set 2017, 01:48 
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Imagine, de John Lennon, é adaptada para livro infantil
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A canção Imagine, escrita pelo músico John Lennon, serviu de inspiração para um livro infantil. A história contará as aventuras de uma pomba que viaja o mundo inteiro espalhando mensagens de esperança e tolerância.

O livro ilustrado será lançado no dia 21 de setembro, data em que é comemorado em diversos países o “Dia Internacional da Paz”. Os lucros serão revertidos para a ONG Anistia Internacional (AI), que tem como hino a canção do ex-Beatle.

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Yoko Ono, antiga companheiro de John Lennon, transmitiu no prólogo do livro toda sua felicidade por ver o texto do marido reproduzido na obra.

Devemos tratar todas as pessoas de forma igual, sem nos importarmos de onde são ou se falam outra língua, como a pomba deste livro, que aceita todos os outros pássaros: tanto lhe faz a cor das suas penas ou a forma do seu bico”, ressaltou.



ISTOÉ > http://istoe.com.br/imagine-de-john-lennon-e-adaptada-para-livro-infantil/


Agora vai.


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Re: Livros
MensagemEnviado: 09 Set 2017, 06:45 
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Re: Livros
MensagemEnviado: 09 Set 2017, 20:57 
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Ele conta a história pro jornalista, que é quem escreve o livro, e depois o Jô que assina?


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Re: Livros
MensagemEnviado: 10 Set 2017, 01:05 
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Victor235 escreveu:
Ele conta a história pro jornalista, que é quem escreve o livro, e depois o Jô que assina?


Acredito que sim. O Jô conta a história e o escritor deve gravar o áudio da conversa deles pra depois escrever no computador. Aí depois o Jô lê, diz o que precisa ser revisado e o escritor revisa e edita o texto da forma que o Jô pediu.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 11 Set 2017, 04:48 
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https://oglobo.globo.com/cultura/livros/publico-jovem-cresce-bienal-do-livro-bate-recorde-21806537

Se a projeção dos organizadores se confirmar, 680 mil pessoas terão circulado pelo Riocentro nos 11 dias da 18ª Bienal do Livro do Rio — um novo recorde de público, superando os 677 mil da última edição, em 2015.

Encerrado na noite deste domingo, o evento superou a expectativa do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel) e da Fagga, responsáveis por sua realização.

Em tempos de crise econômica, os jovens puxaram os números para cima, com um aumento significativo do público entre 15 e 19 anos (33% contra 18% em 2015).

Sinal de que a aposta do evento nesse segmento, que incluiu uma nova arena de 400 lugares (quatro vezes maior do que a da edição anterior) só com autores e atrações infantojuvenis, foi bem-sucedida.

— É uma aposta que estamos fazendo há 10 anos, acompanhando o mercado — diz Tatiana Zaccaro, diretora da Fagga, notando que 24% do público compareceu no evento pela primeira vez.

Uma pesquisa parcial com os visitantes mostrou que as vendas de livros foram similares às do ano passado (6,6 unidades por pessoa).

O preço médio, porém, diminuiu de R$ 26,94 para R$ 25,18. O reflexo foi sentido por algumas editoras, como a Record, que viu o faturamento cair nessa edição.

Diretor da Sextante, Marcos da Veiga Pereira diz que, em função do boom dos livros de colorir da edição passada que não se repetiu esse ano, houve uma queda de 15% do faturamento de sua editora. O resultado, porém, “já era previsto”, afirma Pereira, que também é presidente do Snel. Ele celebrou, no entanto, a maior presença de autores nacionais, que movimentaram público nos estandes e nas atividades.

— Apostamos que a Bienal deste ano conseguiria manter o público da edição anterior e tivemos a maior programação de autógrafos e participação de nossos autores de todos os tempos – informou o editor, em comunicado à imprensa.

Entre as editoras que finalizaram seu balanço até o fechamento desta edição, a Intrínseca manteve o mesmo desempenho de 2015 — ano no qual bateu recorde em volume de vendas.

Já as editoras Leya, Astral Cultural, Globo Livros e a Valentina apresentaram um aumento em seu faturamento.

A forte procura por promoções e saldões — lojas que vendem a preços populares livros adquiridos em pontas de estoque — levou editoras a ampliar as suas promoções ao longo do evento.

Foi o caso da HarperCollins, que começou a Bienal oferecendo descontos de 20% e, depois, passou para uma estratégia mais agressiva, com descontos pontuais de até 50%.

— Essa foi a bienal da procura pelo preço baixo — define Daniela Kfuri, diretora de marketing e de vendas da editora. — O momento é de crise, muitas pessoas fotografando o código de barra dos livros para pesquisar o preço depois. Elegemos alguns produtos para promoção, que alavancaram o giro no estande e as vendas de outros produtos.

Em um ambiente de crise, o aumento pela busca de promoções é natural, acredita a vice-presidente do Snel, Mariana Zahar. Ela acredita que a Bienal se mostrou um termômetro da “retomada para as empresas”.

— O mais importante é que haja mais pessoas querendo ler — diz ela. — O objetivo principal da Bienal é a ampliação do público leitor.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 17 Set 2017, 19:16 
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http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,serie-de-reportagens-sobre-desafios-do-brasil-vira-livro,70002002756

A série especial de reportagens sobre os desafios do Brasil para alcançar o desenvolvimento sustentável, a estabilidade política e o bem-estar social, pós-impeachment, virou livro.

A Reconstrução do Brasil será lançada pelo Estado na terça-feira, dia 19 – o e-book estará disponível a partir de outubro.

A obra reúne as 15 reportagens produzidas pelo jornalista José Fucs, repórter especial do jornal, e os dez editoriais correlatos publicados entre setembro de 2016 e janeiro deste ano.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 23 Set 2017, 12:13 
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https://gshow.globo.com/Famosos/noticia/isis-valverde-se-prepara-para-lancar-seu-primeiro-livro-os-textos-sao-sobre-superacao-e-amor.ghtml

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Escritora nas horas vagas, esse lado até então desconhecido de Isis Valverde começa a ser revelado com o anúncio do seu primeiro livro, previsto para 2018.

A atriz explica que começou a escrever há uns dez anos e de lá para cá já fez contos, poesias e textos sobre muitos assuntos que marcaram sua vida.

"O Jorge Bastos Moreno, colunista do jornal O Globo, foi um dos grandes incentivadores para que eu publicasse meus textos. Ele ter ido embora me deixou mais com vontade de lançar o livro."

Sobre o hábito de escrever, a atriz comenta que não tem hora nem local para se inspirar.
"Eu continuo escrevendo muito. Às vezes, eu escrevo no celular e depois eu vou relendo e passo para um arquivo."

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Re: Livros
MensagemEnviado: 25 Set 2017, 17:18 
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http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/os-livros-de-jo.html

A "biografia desautorizada" de Jô Soares, que a Companhia das Letras lança sob o título de "O livro de Jô", terá dois volumes.

O primeiro sai na última semana de novembro e vai do seu nascimento até 1969.

O segundo, que será lançado em meados de 2018, pega de sua entrada na Globo, em 1970, até hoje.

Ambos terão cerca de 400 páginas.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 29 Set 2017, 20:40 
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Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus livros : Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

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Re: Livros
MensagemEnviado: 04 Out 2017, 05:24 
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https://oglobo.globo.com/cultura/livros/critica-novo-romance-de-dan-brown-traz-de-volta-esperto-robert-langdon-21893254

Autor do arrasa-quarteirão “O código Da Vinci” (2003), que vendeu 80 milhões de exemplares e virou filme estrelado por Tom Hanks em 2006, Dan Brown acaba de tirar do forno mais um thriller protagonizado pelo simpaticão Robert Langdon, professor de iconografia religiosa em Harvard.

No livro “Origem”, os ingredientes são familiares : uma seita secreta ultraconservadora, um homicida cristão fundamentalista, críticas às religiões, pitadas de filosofia de botequim e o molho secreto de sempre. Bom proveito.

O feijão com arroz do escritor americano costuma dar certo, e nada sugere que será diferente agora.

Espécie de Indiana Jones sem presepadas, desta vez o professor Langdon se vê enrolado na Espanha, graças ao bilionário Edmond Kirsch, seu ex-aluno e amigo de longa data.

Aos 40 anos, Edmond é um gênio da tecnologia que vive em Barcelona. Vaidoso, coloca-se na mesma linhagem de ninguém menos que Galileu, Copérnico e Darwin. Como pretensão pouca é bobagem, prepara-se para anunciar via internet uma novidade que vai revolucionar o planeta. Mais do que isso, garante que responderá a duas perguntas até hoje irrespondíveis : De onde viemos ? Para onde vamos ? Apenas isso.

Antes do anúncio oficial, porém, Edmond cai na besteira de contar sua descoberta para os chefes das três maiores religiões monoteístas do planeta. Eles ficam apavorados. O líder muçulmano, por exemplo, se vê tão atarantado que se mata. O rabino também sai do prumo. Reações um tanto inverossímeis, mas vá lá. E o líder católico ? Aí é que está o busílis. O líder católico é um bispo espanhol ultraconservador, descontente com a permissividade exagerada do Vaticano em relação a fatos da vida como controle de natalidade e casamento gay. Linha-dura, o bispo Antonio Valdespino é profundamente ligado ao rei da Espanha, com forte influência sobre as altas esferas políticas e religiosas. Diga-se que o rei está moribundo, e o príncipe Julián, que vai suceder a ele, é um pateta.

E o que Edmond está planejando ? O bilionário quer nada menos que usar a ciência para erradicar o mito de todas as religiões. Como fazer isso ? Edmond é engenhoso. Ele sabe tudo sobre pesquisas biológicas, modelagens matemáticas e o poder da computação quântica. É por esses meios que ele garante ter descoberto a origem do homem e, pior, o seu destino — abalando as hipóteses a respeito de um deus criador.

Só que as instituições religiosas não costumam abrir mão de seu poder milenar. Não por acaso, um complô consegue deixar Edmond fora do jogo. Mas isso é detalhe, porque o herói do livro, não esqueçamos, é o esperto professor Langdon. Caberá a ele divulgar ao mundo o tal segredo (mas só depois de descobrir a senha de 47 letras). Ele também terá que proteger, durante um tempo, a bela Ambra Vidal — que, além de diretora do Guggenheim de Bilbao, é noiva do tal príncipe abobalhado.

Chegando a esse ponto da história, o leitor estará fisgado. Brown domina a arte de criar teorias da conspiração, dessas que se aproveitam de elementos reais para alimentar “fatos irreais” (expressão que deixou de ser tão contraditória em tempos de pós-verdades). O escritor americano capricha no uso de referências que nos aproximam dos seus delírios.

Edmond Kirsch, por exemplo, é claramente inspirado no bilionário Elon Musk, hoje o mais festejado guru do mundo da tecnologia — que ainda se ressente da morte de Steve Jobs, há quase seis anos. O conflito entre ciência e religião também pode render boas reflexões sobre o mundo doido que nos cerca.

Outro bom personagem é o Winston, software de inteligência artificial baseado em computação quântica (se é que isso já existe) capaz de ir muito além da inteligência humana (se é que isso ainda existe). Langdon e Winston tornam-se parceiros, numa relação quase humana.

Como a realidade é cada vez mais virtual, não é de se estranhar que a epígrafe do livro cite Joseph Campbell, o grande estudioso dos mitos e símbolos da Humanidade — a mesma especialidade do protagonista da história. Esta quinta aventura de Langdon se passa nos mais intrigantes museus, mosteiros e igrejas da Espanha. Tudo a ver. Nenhum outro país europeu foi tão fundo nas entranhas da fé católica. Por isso mesmo, é cenário ideal para a gestação de ultraconservadores como o bispo Valdespino, seitas malucas e reacionários políticos em geral.

Será que “Origem” é mais do mesmo ? Pode ser, só que o povo curte o estilo “me engana que eu gosto”. A gente sabe que o romance é uma mentirinha que não vai mudar nossa vida, mas, como sabem alguns religiosos, não há nada como uma mentira bem contada para nos consolar diante dos mistérios insondáveis. A não ser, claro, que nem tudo seja tão mentira assim.

Nos tempos difíceis, Dan Brown foi professor de inglês e de espanhol, além de músico. Chegou a gravar dois CDs que foram fracasso total de vendas. Reza a lenda que, em 1993, leu o romance “Juízo final”, de Sidney Sheldon (1997-2007), ficou inspirado e decidiu enveredar pela literatura. Foi então que sua vida mudou. E muito.

Depois de experiências literárias em coautoria com a mulher, Brown lançou seu primeiro romance, “Fortaleza digital”, em 1998. Tomou gosto pela fama com “Anjos & demônios” (2000) e “Ponto de impacto” (2001). Com “O código Da Vinci”, de 2003, sua fama explodiu, assim como sua conta bancária. Sem afobação, Brown emplacou “O símbolo perdido” (2009) e “Inferno”(2013).

É inegável o talento de Dan Brown para ganhar o leitor em busca de puro entretenimento, ainda mais porque cutuca a religiosidade, assunto cada vez mais espinhoso na nossa época, tão intolerante a opiniões e crenças alheias. Por essas e por outras, o americano não liga, aliás, para a crítica literária, que costuma torcer o nariz para a sua obra. Coisas da vida.

Daí a expectativa pela chegada de “Origem”, trazendo mais uma vez o professor Robert Langdon, que sabe tudo de religiões antigas. Pode apostar sem medo : vai vender pra burro. O vídeo promocional do novo livro bateu um milhão de acessos menos de 24 horas depois de ser lançado.

Mas “Origem” certamente vai provocar muito descontentamento, não só entre católicos, como também entre os criacionistas, sobretudo nos EUA. Criacionistas não são exatamente bem-humorados quando se trata de dizer que Deus não tem nada a ver com a origem do homem — tese do bilionário Edmond Kirsch no novo thriller.

De qualquer modo, Brown já deve estar preparado para uma nova perseguição religiosa (que, de resto, faz bem ao seu marketing). Em 2006, o Vaticano incluiu o livro e o filme “O código Da Vinci”, dirigido por Ron Howard, na lista de obras a serem boicotadas pelos cristãos de todo o mundo. Parece coisa da Idade Média. E é. É tão medieval que se torna tremendamente contemporâneo.

Só que, pelo jeito, o pedido de boicote sob o papado de Bento XVI não deu certo. Desde que foi lançado, “O código Da Vinci” vendeu mais de 80 milhões de cópias em todo o mundo, para alegria de livrarias e cinemas. Dos seus sete livros, três foram adaptados para o telão — sempre com Tom Hanks encarnando Langdon.

O currículo vencedor de Brown só é manchado por suspeitas de que ele tenha surrupiado o argumento principal do seu maior best-seller. Dois dos três autores de “The holy blood, holy grail”, de 1982, entraram na Justiça britânica acusando-o de plágio. Michael Baigent e Richard Leigh alegavam que ambas as obras partiam da ideia de que ainda existem descendentes de Cristo circulando por aí, protegidos por uma ordem secreta. A dupla perdeu a causa e ainda teve que pagar o equivalente a R$ 10 milhões das custas do processo. Brown sempre vence.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 08 Out 2017, 11:57 
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ANCELMO GOIS - O GLOBO

Jô Soares foi convidado a falar sobre seu livro “Autobiografia não autorizada” no programa “Conversa com Bial”, da TV Globo.

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