Economia

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Chapolin Comunista
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Re: Economia

Mensagem por Chapolin Comunista » 07 Mar 2020, 03:33

Sintoma da fraqueza do governo
O pibinho de Bolsonaro
As contínuas crises do governo abalam a confiança de empresários e afastam investimentos.
Em 2019, primeiro ano de mandato do ilegítimo presidente Bolsonaro, foi de 1,1% o crescimento do produto interno bruto (PIB) brasileiro – a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil. Um resultado tão medíocre refuta todas as ilusões semeadas pela imprensa burguesa nos últimos anos.

A burguesia impulsionou o golpe de estado de 2016 com promessas de crescimento econômico. O imperialismo, os típicos políticos burgueses, os diversos setores do empresariado brasileiro – a imprensa capitalista, o agronegócio, os bancos, a indústria, o comércio –, e os seus capatazes pequeno-burgueses criaram inúmeras crises, antes, durante e depois da queda de Dilma Rousseff. Tentaram jogar toda a responsabilidade por essas crises nos ombros da presidente eleita. Quiseram esconder o seu óbvio desprezo pela constituição alegando que o golpe era um remédio amargo necessário para se alcançar um “bem maior”.

As mesmas falsas promessas retornaram na fraude eleitoral de 2018. A prisão do candidato mais forte por meio da farsesca operação Lava-jato, bem como a colaboração de toda a burguesia para colocar na presidência um presidente ilegítimo, mas subserviente aos interesses fundamentais do imperialismo, foram maquiadas pela imprensa capitalista e apresentadas como dois processos naturais de um regime democrático. O que veio à tona, no entanto, foi justamente o contrário: a ditadura da burguesia sobre a população.

A burguesia diagnosticou que o problema fundamental da economia brasileira era o “descontrole fiscal” do estado. Propôs mais uma vez a velha receita neoliberal, que consiste em privatizações e cortes de gastos estatais, supressão de políticas sociais, precarização de todos os direitos democráticos – direito de greve, de organização política etc.

Antes da “reforma” da previdência, no ano passado, não havia um dia sequer em que a imprensa burguesa não martelasse a suposta necessidade de suprimir o direito dos trabalhadores a uma aposentadoria justa. A pretexto de guardar dinheiro para pagar credores parasitas da dívida pública, a “reforma” foi aprovada. Alguns meses depois, a dívida pública cresceu, o dólar disparou, os investimentos públicos foram drasticamente reduzidos, o desemprego alcançou sua taxa mais alta em 30 anos.

Diante de um palhaço fantasiado de presidente, os investidores privados nacionais e estrangeiros não têm a menor confiança na estabilização da economia brasileira. As tentativas da burguesia no sentido de domesticar Bolsonaro estão fracassando. Estima-se que o crescimento econômico da atual década será o menor em 120 anos.

A queda de Bolsonaro é urgente. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!
https://www.causaoperaria.org.br/o-pibi ... bolsonaro/
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Re: Economia

Mensagem por E.R » 07 Mar 2020, 03:37

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... irus.shtml
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o governo Jair Bolsonaro tem contribuído para afastar investidores do país.

A afirmação, segundo ele, tem como base conversas recentes com investidores estrangeiros, que têm mencionado essas questões.

Rodrigo Maia responsabilizou o Ministério da Economia pelo atraso no andamento das reformas, mas afirmou que líderes do Congresso irão se reunir com integrantes da Pasta para organizar uma pauta que ajude a aumentar a confiança no Brasil e a enfrentar os problemas econômicos gerados pela crise do coronavírus.

Disse ainda que há ministros que deveriam garantir o equilíbrio e passaram a ser ministros do desequilíbrio, citando nominalmente o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que declarou que o Congresso chantageava o governo.

“O governo gera uma insegurança grande para sociedade e para os investidores. As pessoas estão deixando de investir pela questão do meio ambiente”, afirmou Rodrigo Maia durante palestra no Instituto FHC sobre reformas econômicas.

Ele citou reunião recente com investidores europeus que manifestaram impedimentos para investir no país por conta da postura do governo na área de meio ambiente.

Rodrigo Maia disse que o país vive um momento difícil na relação entre os Três Poderes, ao qual se somam um baixo crescimento na economia e, agora, a desaceleração global e a incerteza provocada pelo cenário externo.

“Vivemos uma crise econômica, sem dúvida nenhuma. Os dados do ano passado confirmam isso. A agenda do Parlamento passa a ter outra preocupação. Teremos uma reunião da equipe econômica com o Congresso para que a gente possa compreender qual o tamanho da crise, e o que aqueles que têm uma cabeça racional no governo podem dialogar com a Câmara e o Senado e organizar uma pauta e um calendário priorizando aquilo que de fato vá gerar impacto e uma sinalização importante à sociedade e aos atores econômicos”, afirmou Rodrigo Maia durante palestra no Instituto FHC sobre reformas econômicas.

Sobre a agenda de reformas, citou a demora no envio das propostas do Executivo nas áreas tributária e administrativa. Também disse que a PEC Emergencial, que tem efeitos imediatos nos gastos públicos, já estaria mais avançada se o Ministério da Economia tivesse aceitado incluir sugestões em outra PEC que já tramita na Câmara, do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que tem muitos pontos em comum.

“O ministro Paulo Guedes diz que temos só 15 semanas [de votações até as eleições municipais]. É claro, perderam o ano passado inteiro. Já querem mais uma vez transferir para o Parlamento [a responsabilidade]. Só que a tributária não chegou, a administrativa não chegou. A PEC Emergencial só chegou em novembro, e perderam a oportunidade de usar a PEC do deputado Pedro Paulo, que já é muito mais dura. Perdemos um ano na PEC Emergencial, que é a mais importante para organizar as contas públicas."

Rodrigo Maia disse também que um governo sem base parlamentar dificulta o trabalho do Legislativo, o que resulta, por exemplo, em situações como a da aprovação em uma comissão do 13º permanente para o Bolsa Família, mesmo sem previsão orçamentária para isso.

"É importante que o governo entenda que já perdemos algum tempo. A responsabilidade do Congresso e do governo é colocar esses projetos para avançar. Temos um olhar para futuro de que precisa das reformas, mas temos também um problema de curto prazo, uma crise econômica que foi agravada pela questão do coronavírus. E cabe aos Poderes encontrar as soluções para que essa crise afete menos a sociedade brasileira."

“Temos de compreender que o governo está muito pressionado, que o governo prometeu muito e não entregou, tinha uma previsão de crescimento no início do ano passado de 2,5%, mas cresceu 1,1%. Nós entendemos a aflição do governo nesse momento. Estamos aqui para ajudar.”

Presente ao mesmo evento, o economista Marcos Mendes, colunista da Folha, afirmou que o governo atualmente pratica um “presidencialismo de omissão”.

“Joga os projetos no Congresso e deixa a coisa rolar lá dentro sem coordenação nenhuma”, afirmou Marcos Mendes.

Ao falar sobre reformas, Marcos Mendes disse que as privatizações e a abertura comercial não estão andando, a reforma administrativa está sendo boicotada pelo próprio governo e que as PECs do ajuste fiscal caminham lentamente no Congresso.

“O presidencialismo de omissão pode levar ao estancamento de reformas”.
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Re: Economia

Mensagem por Chapolin Comunista » 07 Mar 2020, 03:45

US$3 bilhões em uma tarde!
Imprensa menospreza a desvalorização do real e o pibinho de Bolsonaro
Destruição econômica e rapina financeira atingem proporções inimagináveis sob o governo Bolsonaro. Imprensa supostamente crítica ao regime fala em “swap cambial”
Seguindo a política de colocar Bolsonaro na linha, os três principais porta vozes da burguesia, O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão tem adotado em seus editoriais posições muito similares nas críticas feitas à indefensável condução da economia, tendo contudo o cuidado de não fazer mais do que um leve puxão de orelha.

Sobre a forte desvalorização do real frente ao dólar nesta quinta feira, 05 de março, nem uma linha sequer minimamente parecida com a campanha de terror que anunciava a ultrapassagem da “barreira psicológica” dos R$2,90 em março de 2015. Para o Globo, excesso de transparência teria atrapalhado tentativa de evitar disparada da moeda norte americana por parte do governo, que anunciou na quarta-feira a realização de intervenções eufemisticamente chamadas “swap cambial”, onde o governo interfere nas operações de compra e venda da moeda para mantê-la em um determinado valor. Com isso, os especuladores teriam se aproveitado do “ingênuo” Banco Central de Bolsonaro para forçar uma queda de braço que custou ao povo brasileiro de US$3 bilhões em um único dia. Um dos “especialistas” entrevistados pelo jornal carioca aconselhou o governo a fazer leilões “com volume maior de dólar”, enquanto outro afirma que sem a intervenção “o cenário de pressão sobre o real poderia ser ainda maior.” Detalhe interessante é que o custo desse “swap cambial” foi negligentemente esquecido pelo Globo.

“Muita besteira”

Estadão e Folha, que fazem um esforço maior para parecerem sérios, até lembram quanto custou a brincadeira do governo com os banqueiros, mas nem de longe se animam a dar mais do que explicações aparentemente técnicas a respeito do conjunto da obra. Bolsonarista desde 1964, o Estadão abre sua reportagem anunciando que o “dólar desacelerou o ritmo de alta”, para depois reproduzir um declaração estúpida no nível da pura escatologia feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que a exemplo de seus pares “imprecionantes” declarou: “não tem nada de errado, a flutuação do câmbio está num nível mais alto.” Nenhum questionamento a respeito desse verdadeiro atentado intelectual pelos outrora implacáveis críticos do governo da presidenta derrubada Dilma Rousseff, a declaração (que poderia ter sido dada pelo palhaço escalado na quarta feira para responder aos jornalistas sobre o “pibinho”) simplesmente foi publicada tal como foi cometida.

Tida como bolchevique pela extrema direita, a Folha também se limitou a reproduzir falas loucas de Guedes alertando que “se o presidente pedir para sair, se todo mundo pedir para sair”, o dólar pode chegar a R$5,00. Ao contrário do terrorismo feito durante a campanha pela derrubada do governo petista, quando manipulações eram realizadas para produzir porcentagens estratosféricas que minassem o governo, com Bolsonaro, de 30 de dezembro a 05 de março “o dólar ficou R$ 0,64 mais caro”. A matéria ainda acusa a redução da Selic, o juro americano e o coronavírus como fatores “relacionados” com explosão do dólar. Deus e o mundo, tudo e todos, menos a política econômica do governo.

Essa linha da Folha, por sinal, coincide com a coluna de Merval Pereira. Para a “voz de deus”, “talvez” por causa das piadas de Bolsonaro sobre o “pibinho”, o país enfrenta uma crise econômica grave, ocasionadas porque o facista estaria “deixando de lado seu viés liberal”, o que precisaria ser combatido por mais reformas. Mencionando um duvidoso indicador de êxito econômico que faria do Chile um exemplo a ser seguido, Pereira exime a política imposta pela classe burguesa e atribui à catástrofe uma relação subjetiva, como se o estranho senso de humor fosse o responsável pela destruição e a rapina provocada pelo neoliberalismo imposto por meio de um golpe de Estado. Vale tudo para isentar a burguesia.

Se Mensalão e Petrolão foram usados para colar no PT a marca de “corruptos”, o que não faria a imprensa capitalista se em uma única tarde, Lula ou Dilma roubassem da população quase R$14 bilhões para dar aos tubarões do capitalismo?
https://www.causaoperaria.org.br/impren ... bolsonaro/
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Re: Economia

Mensagem por Chapolin Comunista » 07 Mar 2020, 12:17

Reindustrializar é preciso
O desafio é reindustrializar o Brasil
A participação da indústria no PIB nacional declinou de 21,4% para 12,6%, nos últimos 50 anos, Em 2019, mais um tombo, (- 1,1%). “Política industrial”, é “blasfêmia” para Bolsonaro

Por Nivaldo Orlandi
“Se você quer mesmo consertar a economia brasileira e reencontrar o caminho do crescimento econômico, o governo deverá promover a reindustrialização do país”, alerta jornal Estadão, em editorial de 05/02/2020.

A produção industrial recuou 1,1% em 2019, depois de dois anos de modesta expansão. O parque industrial brasileiro ainda é um dos nove ou dez maiores do mundo, mas está estagnado, atrasado e sem poder de competição.

Indústria precisa crescer 21,9%, para voltar ao pico atingido no governo PT

Houve um tombo de 18% entre os pontos mais altos da série histórica, atingidos no trimestre encerrado em maio de 2011, no início do governo Dilma e os três meses finais de 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Para voltar ao pico de produção industrial de 2011, no governo do PT, o volume industrial a ser produzido precisa crescer 21,9%.

No primeiro ano de Bolsonaro, nada de crescimento industrial, e ainda queda de 1,1%. Antes, no governo Temer, breve e acanhada recuperação. Indústria cresceu 2,5% em 2017 e 1% em 2018. O desastre da mineração, sempre lembrado quando se comenta os números da indústria, explica apenas uma pequena parte do desastre. O exame mais detalhado mostra recuos em 16 dos 26 ramos de atividades cobertos pela pesquisa industrial. Recuo em 40 dos 79 grupos. Recuo em 54,2% dos 805 produtos industriais incluídos no levantamento regular.

Em todos os trimestres de 2019, no governo Bolsonaro, o desempenho foi pior do que um ano antes, que já raquítico fora. Embora o preocupante resultado tenha ocorrido desde os três meses finais de 2018, o novo governo nada fez, para tentar pelo menos conter o declínio da indústria.

59%, a fatia de manufaturados exportados em 2000, hoje é de apenas 35%

Além das perdas na produção industrial desde 2013, Brasil sofre um atraso enorme em termos de tecnologia e inovação. Isso é visível no comércio exterior. Em 2000, as vendas de manufaturados corresponderam a 59% do valor exportado. Em 2009, já recuara para 44%. Não mais parou de recuar. Com exceção de 2016, a participação dos produtos industriais nas exportações do Brasil, sempre foi inferior a 40%. Em 2019, a parcela dos manufaturados caiu para 35%, a menor taxa desde o ano 2000.

“Política industrial”, para o governo Bolsonaro, a expessão é tida como “blasfêmia”

“De vez em quando algum membro do governo fala de produtividade e competitividade, mas sem apresentar mais que vagas intenções e idéias. A expressão “política industrial” é evitada, tida como blasfêmia. O discurso é geralmente um recitativo com tinturas de liberalismo econômico e nenhuma referência clara a planos, metas e instrumentos.

Não surpreende que, até as modestas projeções de crescimento industrial chegam a parecer “otimistas.”. O alerta do Estadão, feito em 05/02/2020, é taxativo, “o desafio é reindustrializar o Brasil. Somado à epidemia do coronavírus chegando no país, a disparada do dólar, beirando os R$ 4,50, queda do Ibovespa de 7%, viomundo, de 26/02/2020, antevê racha no bloco do poder bolsonarista.

Para além dos impactos de curto prazo na economia, que a imprensa capitalista tenta colocar na conta do coronavírus, existe algo que só um projeto de longo prazo poderia consertar.

A destruição histórica da indústria nacional

Na Crítica da Economia, Fernando Grossman e José Martins explicam que os propagandistas das “reformas” desconsideram a decadência da indústria como um fator fundamental, quando analisam o Pibinho de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro.

Estes economistas da era bolsonariana e das reformas imperialistas no território nacional não tem a mínima idéia do papel estratégico de um forte e necessário desenvolvimento industrial para a solução dos problemas do crescimento (para não falar do desenvolvimento) econômico nacional. Atual equipe econômica bolsonarista não têm nenhum projeto real de desenvolvimento econômico para o Brasil. Para eles, só há o liquidacionismo. A destruição pura e simples. O processo de destruição puro e simples da antiga indústria produtora brasileira é enfiado pela goela da opinião pública nacional como uma coisa natural e sem importância.

Mas existem outros economistas com um mínimo de sanidade mental, como aqueles do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI). Uma minoria que ainda mantém certa lucidez teórica e prática na defesa do que ainda resta daquela agonizante indústria desenvolvimentista do passado. Estes últimos moicanos da antiga “burguesia industrial progressista” são o passado. Em voga, para primeiro plano, os inconfessáveis desígnios da nova maioria burguesa bolsonariana da FIESP, CNI, etc. A participação da indústria no PIB nacional já foi de 21,4%, informa o IEDI. Declinou nos últimos 50 anos findos em 2017, para 12,6%. Não para de desabar, 2019 foi mais um ano de declínio da produção da indústria nacional, queda de 1,1%.

A desindustrialização veio para ficar e é crescente, se a direita se mantiver no poder. Intensificou-se na era Collor, continuou na era FHC, e fortaleceu-se a partir da crise fabricada pelo impeachment de Dilma e a retirada do PT do Governo e a chegada de Governo Bolsonaro.

Brasil amolda-se aos desígnios do imperialismo

Brasil amolda-se aos desígnios do imperialismo. Cada vez mais o país será fornecedor de commodities, e importador de produtos industrializados, consumidos por cada vez menos pessoas, em um crescente oceano de miseráveis à margem da linha de pobreza.

A indústria brasileira está rigorosamente estagnada, não sai do lugar desde 2013, aproximadamente. A evolução da economia nacional subordina-se rigidamente à dinâmica da indústria de transformação. Essa importância estratégica da indústria, ignorada pelos atuais arautos da destruição, não passa despercebida por amplos setores das classes dominantes.

É o caso do conservador jornal O Estado de São Paulo. No editorial de (05/02) coloca o dedo na ferida, “o desafio é reindustrializar” o Brasil. Adverte àqueles liquidacionistas acima destacados que “se quiser mesmo consertar a economia brasileira e reencontrar o caminho do firme crescimento, o governo terá de promover a reindustrialização do País”. Essa crítica conservadora do Estadão à cantilena liberal do governo e da atual direção da FIESP morrendo de amores por Boçalnaro e seu liquidacionismo econômico é um movimento para se observar na lupa.

O processo de afundamento da economia é o suprimento material para a inevitável tendência de cisão burguesa no coração da produção industrial nacional.

Esta tendência deve ser considerada como variável de peso nos cenários da guerra civil que se avizinha. Fora Bolsonaro!
https://www.causaoperaria.org.br/o-desa ... -o-brasil/
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Re: Economia

Mensagem por E.R » 07 Mar 2020, 12:21

https://valor.globo.com/brasil/noticia/ ... iais.ghtml

A variação do dólar em relação ao real está acima do razoável, afirmou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Segundo ele, a moeda americana deverá retornar a um patamar “razoável” futuramente.

“Todo mundo tem a percepção de que o dólar apreciou acima do que seria razoável”, disse o executivo, em entrevista coletiva realizada pela Coalizão Indústria, que reúne entidades representativas de diversos segmentos dentro do setor.

“Isso traz vantagens relativas à exportação e desvantagens em tudo o que diz respeito à importação. Achamos que ele [dólar] está excessivamente apreciado e nossa expectativa é que ele retorne a um patamar que seja razoável”, completou.

Segundo o executivo, o dólar havia subido inicialmente devido a uma “atitude correta” do Banco Central, de reduzir a taxa básica de juros. “Tivemos a saída do país do capital especulativo.”
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Re: Economia

Mensagem por E.R » 08 Mar 2020, 06:54

O GLOBO

Após dois anos de recessão, seguidos por três anos de crescimento baixo, o Brasil saiu do radar de investimentos de grandes empresas internacionais.
As dificuldades em avançar na agenda de reformas, os constantes ruídos políticos entre governo e Congresso e a falta de regras claras para os negócios são fatores apontados por empresários, especialistas e consultores para a perda de espaço do Brasil justamente quando há, no mundo, capital disponível para investir em bons projetos.

Em 2019, pela primeira vez, o país desapareceu do Índice Global de Confiança para Investimentos Estrangeiros, da consultoria americana Kearney. O índice mede a perspectiva de investimento nos próximos três anos, a partir de entrevistas com 500 executivos das maiores multinacionais, compondo uma lista de 25 países. Até 2014, o Brasil estava no top 5.

No ranking da Kearney, o Brasil caiu para sexto lugar em 2015, 16º em 2017 e foi para a lanterna no ano seguinte, até deixar a lista em 2019.

Segundo Mark Essle , sócio da Kearney, o crescimento baixo inibe o investimento :
— A multinacional está cansada do Brasil. Nos últimos cinco anos, pelo menos, não tem retorno. O CEO todo ano tem de explicar à matriz por que não está ganhando dinheiro. É o cansaço da falta de crescimento.

Se a falta de crescimento é um problema, a ausência de uma agenda de reformas que abriria espaço para ele é outro inibidor, dizem especialistas. Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) avançou apenas 1,1%, informou o IBGE semana passada, e a taxa de investimento — o quanto do PIB é destinado a aumentar a capacidade produtiva — ficou em 15,4%.

Em 2013, antes do início da crise econômica, era de 20,9%.
— Em 2020, é preciso acelerar as reformas e investir na capacidade de articulação do governo para criar bases para um 2021 melhor — diz André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company.

Para analistas, a crise entre Planalto e Congresso cria instabilidades que podem afastar investidores, pois passa a sensação de que o país está sem rumo :
— A incerteza política e a dificuldade de articulação entre Executivo e Legislativo desestabilizam as instituições. O cálculo de atuação política do Planalto está numa posição de antagonismo ao crescimento do país — alerta Cláudio Frischtak,

Para ele também é importante o país rever sua política ambiental :

— Ela prejudica a imagem do Brasil, pondo em xeque a decisão de investimento. Mudança climática é assunto de primeira ordem. A elite do investimento mundial está comprometida com a green finance (finanças verdes). Ouvi algumas vezes que o Brasil não foi considerado por questões ambientais — conta.

O dólar já subiu 15,6% somente este ano. Seria um sinal positivo para atrair investimentos, pois deixa os ativos brasileiros mais baratos para os estrangeiros.

Mas, neste momento de turbulência, com a epidemia de coronavírus assustando o mundo, essa vantagem pode não trazer os resultados esperados.

Thiago Xavier, da Tendências Consultoria, explica que a desvalorização do real ocorreu concomitantemente à de outras moedas, o que iguala o país aos concorrentes :

— É preciso ver se houve alteração do câmbio na relação com outras moedas, com os quais o país quer se relacionar. Se for um movimento de desvalorização global, pode ser que não tenha gerado ganho para o Brasil. Mudanças bruscas do câmbio deixam os agentes sem saber qual será o valor para fechar o negócio. Um investidor pode ficar receoso de aplicar um recurso aqui e, depois, o dólar se desvalorizar.

— As empresas costumam fazer hedge (seguro contra alta ou baixa do dólar) para se proteger. Mas em momentos de alta volatilidade esse seguro fica mais caro — diz.

Para Mark Essle, sócio da consultoria americana Kearney, os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as incertezas com o coronavírus mais recentemente e as advindas de conflitos políticos continuarão a frear investimentos aqui :
— Isso afeta a Bolsa, e já houve uma saída brutal de investidores, o que pressiona o dólar, incentivando uma fuga em direção a ativos de maior qualidade e menor risco. Antes, as empresas usavam a taxa de juros do Brasil para ganhar. Havia um risco cambial, mas valia a pena. A apreciação da moeda americana foi matando o apetite por investimento em ativos do mercado brasileiro. Só este ano, saíram R$ 44,8 bilhões da Bolsa brasileira.

Para João Carlos Brega, presidente da Whirlpool para a América Latina, maior fabricante de eletrodomésticos do país e dona das marcas Brastemp e Consul, é preciso avançar na reforma tributária, de forma a simplificar a vida das empresas, evitando a judicialização e a sonegação :

—Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o país com mais de 100 milhões de habitantes com maior potencial de crescimento a curto prazo. As reformas trabalhista e da Previdência foram importantes, mas o país precisa de uma reforma tributária que alinhe os interesses dos diferentes segmentos da economia. O governo já está reduzindo o tamanho do Estado na economia. O investimento privado já cresceu, mas é preciso que os estrangeiros tenha segurança para aplicar a longo prazo.
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Re: Economia

Mensagem por Phoebe Buffay » 08 Mar 2020, 16:31

Sinceramente? Jair Bolsonaro é um incompetente-mor. Só estão esperando dar o prazo de 2 anos pra tirarem ele do poder, pois o cara é um ser abjeto que não entende a altura do cargo.
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Re: Economia

Mensagem por Chapolin Comunista » 08 Mar 2020, 22:17

Política Neoliberal
Sob delírio, Paulo Guedes afirma que economia está “reacelerando”
Em mais um delírio, Paulo Guedes afirma que a economia está “reacelerando”. Isso na contramão da realidade do país, que evidencia o aumento da pobreza e da miséria.
O Ministro da Economia do governo Bolsonaro, o Chicago Boy Paulo Guedes, declarou na última quinta-feira (5), após uma reunião com acionistas e empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que a economia brasileira está “reacelerando”.

Guedes afirma que há um clima de otimismo no país e que há a estimativa de que a economia cresça 2% neste ano de 2020. O Chicago Boy, um dos membros da equipe econômica da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, atribui o baixo desempenho econômico do Brasil ao fato de a “economia ainda é muito fechada”. Em sua ótica, a política econômica neoliberal, aplicada por Bolsonaro com as bençãos do FMI e do Banco Mundial, com privatizações, retirada de direitos sociais e trabalhistas e entrega do patrimônio e das riquezas nacionais levaria à prosperidade nos próximos anos.

Quando Guedes refere-re ao “crescimento econômico”, quer dizer por isto o aumento da taxa de lucro dos bancos, instituições financeiras, dos grandes capitalistas e latifundiários. Não passa pela sua cabeça que o crescimento econômico deveria beneficiar o povo e atender às suas necessidades fundamentais, com a elevação de sua qualidade de vida. Diferentemente de sua percepção, a situação econômica do país piora dia após dia, e o sentimento da população é de que o desemprego, o subemprego e a miséria se aprofundam. Entre os jovens, observa-se descrença em relação ao futuro e o desalento.

A política econômica do governo é um absoluto fracasso, no que tange às necessidades do povo. Até a própria imprensa burguesa e seus “especialistas” apontam para o fracasso e salientam a incapacidade de Bolsonaro e Guedes de aplicarem até as últimas consequências a política neoliberal. Estes temem os efeitos da aplicação da política neoliberal, que inevitavelmente causará convulsões sociais.
https://www.causaoperaria.org.br/sob-de ... celerando/
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Re: Economia

Mensagem por E.R » 09 Mar 2020, 02:42

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/p ... scal.shtml

Uma das saídas discutidas por senadores para destravar a PEC Emergencial, que cria gatilhos para reduzir o gasto público, é retirar os estados da proposta.

Para usar as medidas de corte de despesas - suspensão de reajustes para servidores e de concursos públicos - os governadores teriam que referendar as regras nas assembleias locais.

Parlamentares pretendem, assim, diminuir a pressão de servidores contra a proposta - o funcionalismo estadual é numeroso e organizado e inclui, além de professores, policiais.

A ideia ainda obrigaria os gestores a deixarem as digitais em projeto eleitoralmente amargo.
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Re: Economia

Mensagem por Chapolin Comunista » 09 Mar 2020, 04:05

Real: a maior desvalorização
Bolsonaro faz com que real seja a moeda que mais desvalorizou no mundo
Depois da alta do dólar Bolsonaro arranjou outro recorde na economia: Real é a moeda que mais se desvalorizou no mundo.
Depois da alta do dólar Bolsonaro arranjou outro recorde na economia: Real é a moeda que mais se desvalorizou no mundo, aponta Bloomberg. Segundo a agência, a tendência é continuar caindo. O real é a moeda “com o pior desempenho do mundo, com queda de 13%”.

É preciso dizer que nem a intervenção do Banco Central impediram o real de ser a moeda “com o pior desempenho do mundo”. É um grande feito negativo: a moeda brasileira atingiu repetidamente novos recordes de desvalorização este ano.

De fato, o real é a moeda que mais perdeu em relação ao dólar em 2020, aqui também, agora, somos campeões mundiais.

Tirar o cavalo da chuva é o mais correto. O dólar mudou de patamar, não vai voltar mais aos R$ 4. Se o quadro se reverter e houver muita notícia boa: vacina, cura, pode voltar a R$ 4,10, R$ 4,15, isso se houver um verdadeiro milagre.

Alguém pode aventar que embora a alta do dólar observada este ano tenha muito reflexo das preocupações globais — principalmente em torno do avanço do coronavírus. Contudo, no caso do Brasil, o desempenho da moeda brasileira em relação à americana tem se mostrado pior que o de outras moedas de países emergentes, comparáveis ao Brasil e, nenhuma relação tem com o coronavírus. O problema é um combo chamado Golpe-Bolsonaro-Guedes-Neoliberalismo.

Só em 2020, enquanto o real já caiu quase 15% em relação ao dólar, outros países acumulam perdas menores na mesma comparação. Mesmo países de economias mais frágeis que a do Brasil tiveram desempenho superior. Veja o caso da perda em relação a moeda dos EUA foi de 4,98% na moeda do México (peso mexicano), 9,40% da África do Sul (rand), e 12,75% da Turquia (lira turca). Somos campeões negativos.

O colapso da economia brasileira já está a nossa porta. Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial brasileira recuou 1,1% em 2019, após dois anos de expansão. Em 2018, a indústria havia insignificantes crescimento de 1%.

Após o Golpe de Estado em 2016, as vendas do comércio cresceram pelo terceiro ano seguido, mas perderam ritmo. No ano passado, vendas do varejo aumentaram 1,8% em 2019. Ou seja, o comércio brasileiro fechou 2019 em um nível de vendas 3,7% abaixo de seu pico mais alto, alcançado em outubro de 2014

Vem aí um tsunami na economia mundial e, o Brasil, na mão de golpistas vai naufragar. É preciso ganhar as ruas e derrubar os golpistas!

A destruição da economia trará de volta (e ainda pior) a fome, o desemprego, o desespero da era de FHC. A esquerda tenta agora uma frente, justamente, com os partidos que arquitetaram o Golpe de Estado. É preciso romper qualquer acordo com os golpistas. Fora Bolsonaro!
https://www.causaoperaria.org.br/bolson ... -no-mundo/
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Re: Economia

Mensagem por Bugiga » 09 Mar 2020, 06:38

Ué, agora dólar alto é ruim? Em 2015 a esquerda passava pano para isso sob o "argumento" de que "não comemos dólar". Como são volúveis.

(E sim, dólar alto é uma merda. Só acho engraçada a incoerência típica da esquerda).
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Re: Economia

Mensagem por Bazzo » 09 Mar 2020, 07:06

Bugiga escreveu:acho engraçada a incoerência típica da esquerda.
Eles mudam o discurso confome a narrativa desejada precisa. Bom e ruim pra eles é relativo, o que é importa é sempre distorcer os fatos para torná-los heróis, e os opositores, vilões.
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Re: Economia

Mensagem por Chapolin Comunista » 09 Mar 2020, 07:46

O resultado do golpe de Estado
Novo recorde do dólar: mais que o coronavírus, é Bolsonaro e o golpe!
Vamos para a 9ª alta e vai a R$ 4,64, um novo recorde (no câmbio R$ 5,05). Bolsonaro culpa o surto do novo coronavírus pela alta do dólar.
O dólar não para de subir. Vamos para a 9ª alta e vai a R$ 4,64, um novo recorde (no câmbio R$ 5,05). Quanto ao euro também vai às alturas chegou ao seu nível mais alta: R$ 5,17

A notícia de que o dólar comercial emendou hoje sua nona alta consecutiva, de 0,13%, e encerrou o dia a R$ 4,487 na venda revela o maior valor nominal (sem considerar a inflação) de fechamento já alcançado pela moeda norte-americana.

Contrariando a Lei da gravidade (onde tudo que subiu tem que descer) o dólar pode testar nível acima de R$ 4,64 e ficar ali (ou subir ainda mais), dizem analistas.

De outro lado, o covid-19 enfraquece economia global e isso reduz ainda mais o fluxo de dólares para Brasil. No cenário local, atritos de governo Bolsonaro que, ameaça o Congresso com o AI 5.

O quadro se completa com a desculpa deslavada de Bolsonaro que culpa o surto do novo coronavírus pela alta do dólar. Verdade é que esta é a 9ª alta do dólar e o coronavírus só muito recentemente aportou a Terra Brasilis.

É mesmo folclórico que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenha culpado o surto do novo coronavírus pela nova escalada do dólar. Disse a peça: “Estamos tendo problema nesse vírus aí, o coronavírus. O mundo todo está sofrendo. As Bolsas estão caindo no mundo todo, com raríssimas exceções…”

Aproveita e avisa sobre maiores desgraças e consequências: “O dólar também está se valorizando no mundo todo, e no Brasil o dólar está R$ 4,40. A gente lamenta, porque isso aí, mais cedo ou mais tarde, vai influenciar naquilo que nós importamos, até no pão, o trigo. Vai influenciar”… “O problema agora do dólar, a culpa é do coronavírus, paciência”, arremata.

Dentre as principais moedas globais, o real teve o terceiro pior desempenho do pregão. No ano, a divisa brasileira tem a pior performance, com queda de 11,5% ante o dólar. Isso nada tem a ver com o surto da doença, que só agora tem alguns casos no Brasil.

Verdade é que nas últimas semanas o dólar vem aumentando exponencialmente em relação ao real, salta de recorde atrás de recorde. A explicação convencional para isso é o coronavírus. Entretanto, uma epidemia não costumava afetar tanto assim a economia de um país antigamente.

Uma fragilidade do regime capitalista já em sua fase de putrefação dá o tom da gravidade num país que se desindustrializa, privatiza setores estratégicos e retira direitos dos trabalhadores.

Assim, após crise e mais crises estruturais, a economia vem desabando, particularmente a partir de 1974, 2008. Segue-se que após o golpe no Brasil uma nova fase é inaugurada sob novas exigências da crise do imperialismo que, precisa impor regimes de força para saquear as riquezas dos países atrasados para salvar os lucros dos grandes capitalistas.

E Bolsonaro está a serviço disso, por isso adota uma política neoliberal de desmonte e devastação econômica. Dessa forma, as medidas bolsonaristas levam ao caos econômico e à precarização da vida da população, ao aumento da carestia. O coronavírus não pode isentar de culpa uma crise construída pelos arquitetos do golpe de Estado. Fora Bolsonaro e todos os golpistas.
https://www.causaoperaria.org.br/novo-r ... e-o-golpe/
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Re: Economia

Mensagem por CHarritO » 09 Mar 2020, 14:00

E hoje o preço do dólar tá valendo R$ 4,75 (até o momento). :pancada:
Meus títulos e conquistas no FCH:
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Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Pentacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017 e 2019)
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Re: Economia

Mensagem por Barbano » 09 Mar 2020, 16:40

Dólar alto com juros baixos, comodities em baixa e inflação controlada é bem menos danoso do que o cenário de 2015, né? Aliás, em boa parte a alta do dólar atual é consequência desses fatores.

Mas agora, com o cenário de crise global, provavelmente o Banco Central vai ter que começar a rever essa política de juros. E milagre não vai dar pra fazer, a crise vai pegar geral.
Victor235 escreveu:
Risco-país tem a maior alta em um dia desde o 'Joesley Day'
É a maior alta percentual diária desde o “Joesley Day” –18 de maio de 2017, logo depois da divulgação de uma gravação comprometedora entre Joesley Batista e o então presidente Michel Temer. Naquela ocasião, o risco-país subiu 29%, para 265 pontos, e a Bolsa caiu 8,8%.
https://www.oantagonista.com/economia/r ... esley-day/
Sim, mas agora o risco-país tá subindo em decorrência de um fenômeno global, e não local. E tá pegando geral... Até o risco de países como a Alemanha e Coreia do Sul disparou nos últimos 30 dias. Não tem Posto Ipiranga que resolva...
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