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Re: Mundo
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MensagemEnviado: 31 Jan 2020, 04:41 
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A imprensa americana burguesa trata o Bernie como se fosse Trotski, sei não...

Imperialismo no Oriente Médio
Em represália à Arabia Saudita, rebeldes Houtis bombardeiam refinarias
O grupo xiita dos Houthis anunciou um ataque a localidades da Arábia Saudita. O atentado vem como resposta ao genocídio causado pelos sauditas e norte-americanos na região

Na manhã desta quarta-feira (29), o grupo iemenita dos Houthis anunciou e reivindicou a autoria dos ataques às instalações da empresa de petróleo Saudi Aramco. Outros pontos estratégicos, como os aeroportos das cidades de Jizan e Abha, além de uma base militar em Khamis Mushait, também estão entre os alvos.

A informação foi transmitida pelo próprio movimento Houthi em mensagem no aplicativo Telegram, mas carece de confirmação oficial.

Os Houthis, compostos majoritariamente por muçulmanos de doutrina xiita, enfrentam uma longa campanha de ataques do imperialismo. Na complexa geopolítica do Oriente Médio, os Estados Unidos agem através de seus governos subordinados, Arábia Saudita e Israel. Naturalmente, a resistência iemenita conta com o apoio do maior antagonista atual dos sauditas, o Irã.

Embora se utilizem de métodos rudimentares e de eficácia questionável, a revolta dos rebeldes Houthis é absolutamente justificável. Afinal, desde 2015 está em marcha um acelerado processo genocida da população do país, que, historicamente, figura entre os mais pobres de todo o Oriente Médio.

Não por acaso, a crise humanitária gerada pelo conflito, sabidamente fomentada pelas potências imperialistas, é considerada a maior do mundo até mesmo por organizações burguesas como a ONU.

Contudo, a instabilidade política gerada pelo assassinato do líder Iraniano Qasem Soleimani por ordem dos Estados Unidos tende a uma escalada dos conflitos na região. Na última terça-feira (28), o enviado especial da ONU, Martin Griffiths, alertou o Conselho de Segurança sobre o risco do acirramento da crise.

A medida que o desmoronamento econômico mundial ganha corpo, o imperialismo perde espaço de manobra para conter a revolta popular dos países oprimidos. É nesse sentido que se tornam deletérias todas as análises de cunho moral que buscam relativizar a razão dos grupos rebeldes. O imperialismo e seu manto de miséria devem ser contidos, senão pela força da razão, pela força bruta.

https://www.causaoperaria.org.br/em-rep ... efinarias/

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Avatar: Bolsocorno, o rei do gado se transformou em boi para se assemelhar ao rebanho bolsonarista. Osmar Enterra na rachadinha da Micheque.

O Chapolin é um herói latino-americano lutando contra as forças imperialistas (Super Sam, Batman, Superman). Ele sempre foi vermelho.

Chaves é sobre a luta de classes. Burguesia (Seu Barriga, Nhonho), Pequeno-burguesia (Dona Florinda, Girafales, Quico) e Classe Operária (Chaves, Seu Madruga, Chiquinha).E você, de que lado está?


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Re: Mundo
MensagemEnviado: 31 Jan 2020, 12:45 
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“Bofetada do século”
Palestinos protestam contra imposição de EUA-Israel e são reprimidos
Proposta imperialista para o fim do massacre palestino é um escárnio


Terminou em protestos o chamado “Acordo do Século”, assim batizado pelo mandatário estadunidense Donald Trump em referência ao plano para consolidar a dominação imperialista sobre a Palestina, eufemisticamente chamado de acordo de paz entre palestinos e israelenses.

Chamado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de “bofetada do século”, o plano imperialista prevê a legitimação da ocupação israelense no Vale do Jordão. Cerca de 65 mil palestinos vivem na área reclamada pelo imperialismo e controlada pelas forças de repressão israelenses. Outra medida absurda denunciada pelos palestinos prevê um congelamento de 4 anos para a política de criação de assentamentos no Jordão, o que foi recebido pelos palestinos como cinismo.

Ainda, o acordo prometia migalhas de dinheiro caso as propostas fossem aceitas, o que foi considerado um escárnio pela população palestina, uma das mais massacradas pelo imperialismo, vítima de um verdadeiro estupro político que impôs um Estado fictício dentro de seu território e, desde então, tem se mantido sob a base de um genocídio escandaloso que só não é denunciado como tal por ser apoiado pelas principais nações imperialistas do mundo, especialmente Estados Unidos e Inglaterra.

Entre os palestinos, o suposto acordo foi recebido com uma onda de protestos em dezenas de cidades e uma cisão política. Enquanto Abbas convocou manifestações pacíficas, a organização nacionalista Hamas declarou que “todas as opções estão abertas” sobre a resposta que os palestinos mais indignados adotariam e já responsabilizando o imperialismo estadunidense pelas reações provocadas.

Mesmo com toda a tirania exercida por Israel, que fechou estradas e impediu a circulação de manifestantes, nas rodovias e nas ruas, mais de mil palestinos foram às ruas protestar contra o ultrajante plano imperialista, enfrentando forte repressão do aparato israelense. Ao menos 22 manifestantes foram gravemente feridos pelos invasores militares israelenses.

A esquerda de conjunto tem que levar tudo isso em consideração quando se deparar com manifestações de apoio a esse genocídio, como a que vimos do ex-deputado psolista Jean Wyllys. A luta do povo palestino tem que ser defendida por todos que não desejam ser vítimas do mesmo destino por parte do imperialismo. Todo apoio à luta dos palestinos pela sua autodeterminação e a soberania em suas terras.

https://www.causaoperaria.org.br/palest ... eprimidos/

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 02 Mar 2020, 01:55 
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Oriente Médio
Talibã capitula em acordo com os EUA que mantém ocupação imperialista
O acordo assinado entre Talibã e os Estados Unidos neste sábado (29) é uma politica de capitulação do grupo islâmico perante o imperialismo norte-americano.


Os Estados Unidos e o Talibã assinaram um acordo neste sábado (29) em Doha no Catar. O texto foi assinado pelo enviado americano Zalmay Khalilzad, e pelo líder da delegação do Talibã, Abdul Ghani Baradar. O presidente Afegão Ashraf Ghani, que não participou das conversas entre EUA e Talibã, declarou que alguns pontos do pacto precisarão de “consideração” e serão discutidos com o grupo Islâmico. Segundo ele, “esperamos que o acordo leve a um cessar-fogo permanente” no país.

O documento prevê que os Estados Unidos retirem gradualmente seus soldados do Afeganistão em 14 meses. Atualmente são 13 mil militares americanos no país, e dentro de 135 dias após a assinatura do acordo 8.600 devem deixar o território. O Talibã por sua vez deve negar abrigo e apoio a grupos como Al Qaeda e Estado Islâmico e não permitir suas articulações naquela região. Donald Trump disse na sexta-feira que “se o Talibã e o governo afegão conseguirem cumprir os compromissos, teremos um caminho claro para acabar com a guerra no Afeganistão e levar nossos soldados para casa”.

Em uma coluna de opinião no The New York Times, publicada no dia 20 de fevereiro, vice-líder do Talibã Sirajuddin Haqqani diz que as negociações com os EUA começaram em 2018, e que a confiança era quase nula. “Não confiamos nas intenções americanas após 18 anos de guerra e várias tentativas anteriores de negociação que se mostraram inúteis”. segundo o líder, eles não escolheram a guerra, foram forçados e se defender. “A retirada de forças estrangeiras tem sido nossa principal demanda” afirma o vice-líder do Talibã.

Essa capitulação do Talibã em direção ao imperialismo descontentou e inquietou setores do grupo armado, que ainda sofre com ataques e bombardeios americanos em suas aldeais e regiões, segundo Haqqani. Para a imprensa imperialista o cessar-fogo depende agora de negociações entre os talibãs e governo afegão. No entanto o Talibã considera Ashraf Ghani um capacho dos Estados Unidos. Em comunicado, o Talibã afirma que ambas as partes “criariam uma situação adequada de segurança” antes que o acordo seja definido, e espera que seus militantes não sejam atacados e perseguidos.

Na manhã deste domingo (1) em menos de 24 horas do acordo assinado, o presidente do Afeganistão negou que o governo de Cabul reconhecesse o compromisso de libertar 5.000 presos ligados ao Talibã em troca de 1.000 presos ligados ao governo da capital. O texto assinado pelos EUA e o Talibã previam que as liberações deveriam ocorrer até o dia 10 de março. Segundo o presidente afegão a questão dos prisioneiros “não é da competência dos Estados Unidos decidir, eles são apenas um facilitador” disse em uma conferência de imprensa em Cabul.

Em reportagem da Sputnik em novembro de 2018 o general americano encarregado das operações dos Estados Unidos e da Otan, Austin Scott Miller admitiu que a guerra no Afeganistão não pode ser vencida militarmente e a paz só será alcançada por meio de uma resolução politica com o Talibã. Um mês antes um líder do grupo disse em uma entrevista que não tinham vontade de negociar com os americanos. Apesar de os EUA terem em vista diminuir suas tropas no Afeganistão, eles não pretendem abandonar os treinamentos militares americanos às tropas daquele país.
Segundo o governo norte-americano eles querem diminuir os soldados e aumentar as forças de inteligencia especiais para combater o que eles consideram como “terrorismo” no Afeganistão e na “busca pela paz” na região. O que deixa claro que diante da capitulação do Talibã para os americanos os perigos se tornam iminentes e que esses acordos com o imperialismo sempre acabam mal para aqueles que combatem o capitalismo e invasões estrangeiros em seus territórios.

https://www.causaoperaria.org.br/taliba ... ialista-2/

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 02 Mar 2020, 19:37 
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Índia
Somam 34 os mortos por ataques de grupos de direita em Nova Delhi
Mais de 200 pessoas ficaram feridas nos confrontos

Nova Deli, 27 fev (Prensa Latina) Ao menos 34 mortos somam até hoje os violentos confrontos no nordeste de Deli desatados por grupos de direita contra manifestantes opostos à discriminatória Lei de Cidadania (Emenda).
A legislação favorece a refugiados indianos, cristãos, sijs, budistas e parsi que fugiram da perseguição religiosa do Paquistão, Afeganistão e Bangladesh mas exclui muçulmanos e outras crenças.
Dita norma aviva as divisões religiosas e étnicas, pois a cidadania de uma pessoa não pode ser determinada por sua afiliação religiosa, segundo críticas lançadas por setores progressistas na Índia.

Até a noite da quarta-feira, a contagem de vítimas manteve-se em 27, mas mais sete mortes foram registradas hoje em três hospitais, levando o total de mortes a 34, disse um servidor público do Departamento de Saúde de Deli.

Mais de 200 pessoas resultaram feridas até o momento na violência que se desatou nos últimos dias, apontou a agência Press Trust of India.

Multidões da direita atacaram os lugares de protesto contra a discriminatória e divisiva Lei de Emenda da Cidadania (CAA, por suas siglas em inglês). Os grupos de direita queimam veículos, golpeiam as pessoas e gritam consignas ofensivas contra os muçulmanos.

Protestos pacíficos ocorrem na Índia contra o CAA, o Registro Nacional de Cidadãos e o Registro Nacional de População, que muitos temem reduzirá aos centos de milhões de muçulmanos que vivem na Índia a cidadãos de segunda classe.

A lei também afeta aos mais pobres e às classes trabalhadoras de todas as religiões, refletiu o portal Peoples Dispatch.

Vários líderes do governamental partido Bharatiya Janata (BJP) são acusados de instigar as multidões Hindutva, refletiu o jornal The Wire.

A polícia dispersou com canhões de água a estudantes da Universidade Jawaharlal Nehru e membros da Associação de Antigos Alunos da Universidade Jamia Millia Islamia que exigiam reunir com o ministro principal de Deli, Arvind Kejriwal, para apresentar uma carta de demandas pela violência na capital.

Os estudantes anunciaram uma marcha de protesto até o Parlamento no próximo 3 de março contra a Lei de Emenda da Cidadania e para condenar a violência comunal no nordeste de Deli.

O Clube de Imprensa, o Grêmio de Editores e o Corpo de Mulheres Jornalistas da Índia expressaram sua preocupação pela segurança dos repórteres que cobrem os acontecimentos e pediram que o Ministério do Interior e a polícia garantam sua segurança.

Em vista da situação, as escolas nas zonas afetadas estão fechadas e pospuseram-se os exames das classes 10 e 12 no nordeste de Deli.

https://www.causaoperaria.org.br/somam- ... ova-delhi/

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MensagemEnviado: 05 Mar 2020, 21:01 
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Oriente Médio
Netanyahu vence em Israel mas crise política tende a se aprofundar
O primeiro-ministro israelense, capacho do imperialismo norte-americano, consegue vitória apertada nas eleições legislativas


Nas eleições legislativas israelenses da última segunda-feira (2), o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu conseguiu uma vitória importante. Com 90% dos votos apurados – quando fechávamos esta edição – Netanyahu obteve 59 dos 120 assentos da casa. O bloco que apoia o atual primeiro-ministro israelense é formado por partidos conservadores e ortodoxos, sendo que o Likud, que é diretamente liderado por Netanyahu, obteve 36 desses 59 votos.

Essa é a terceira vez no último ano em que o parlamento isralense realiza eleições com vistas a formar um governo. Na última tentativa, o Likud havia obtido apenas 32 votos, e o bloco pró-Netanyahu, 55. Nesse sentido, as últimas eleições representaram um avanço, ainda que artificial, da influência de Netanyahu.

Embora o resultado tenha sido comemorado por Netanyahu, ainda não se sabe se os votos serão suficientes para garantir que o primeiro-ministro obtenha a maioria. Em caso contrário, terá de fazer um acordo com a legenda Yisrael Beiteinu, do ex-ministro Avigdor Lieberman, que possui sete cadeiras no momento. Após as últimas eleições israelenses, Lieberman havia se recusado a integrar o governo de Netanyahu. Embora também seja de direita, Lieberman é considerado uma liderança “secular”, o que dificulta a aliança com os ultraortodoxos.

Se por um lado Netanyahu obteve uma importante vitória parcial para o imperialismo, as condições em que essa vitória foi conquistada revelam uma crise de enormes proporções na região. Afinal de contas, essa foi a terceira tentativa de formar um governo — e mesmo assim, há a possibilidade de Netanyahu não conseguir governar sozinho. Além disso, Netanyahu se encontra em um profundo desgaste, enfrentando inclusive denúncias de corrupção — indício de que há uma parcela da burguesia israelense em contradição com o primeiro-ministro.

As dificuldades que Netanyahu vêm passando são resultado da crise do imperialismo, que se agudiza em todo o mundo, particularmente a crise no Oriente Médio, que se agravou ainda mais no início do ano com o assassinato do general Qasem Soleimani. Israel é o principal enclave do imperialismo na região, é um Estado artificial criado de maneira criminosa pelo imperialismo para interferir diretamente e ameaçar de todas as maneiras os povos árabe, palestino, turco, persa e demais. Na medida em que a direita vai perdendo o controle da situação em Israel, o controle do imperialismo no Oriente Médio ficará ainda mais débil.

https://www.causaoperaria.org.br/netany ... profundar/

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 06 Mar 2020, 11:30 
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Enganar é uma arte americana
EUA ignoram cessar-fogo e bombardeiam talibãs no Afeganistão
Os EUA não respeitam ninguém e agem como se fossem naturalmente os senhores do mundo. Forçaram um acordo com o Talibã e quatro dias depois os atacaram.

O Afeganistão tem uma longa história de dominação e resistência. Atualmente tem fronteira com a Turquia, o Uzbequistão, Turcomenistão, Irã e China. Registra-se que por volta do ano por volta de 500 a.C, foi conquistado por Dario I da Babilônia, e em 329 aC por Alexandre, o Grande, entre outros.

Já foi parte de um grande império, junto com o que hoje é o Irã e a Índia, conquistado por Mahmud de Ghazni, no século 11 d.C., e até mesmo Genghis Khan teria assumido o território no século 13 d.C, mas somente no século XVIII o território reconhecido atualmente foi, de fato, unificado em um único país.*

No século 19, a Inglaterra, com a desculpa de proteger seu império indiano da Rússia, procurou anexar o Afeganistão, o que levou a uma série de guerras entre britânicos e afegãos (1838-42, 1878-80, 1919-21).

Assim, em 1921, os ingleses, que já estavam sitiados após a Primeira Guerra Mundial, são derrotados e o Afeganistão, finalmente, se torna uma nação independente.

Entre as décadas de 1950 e 1970, após derrubada da monarquia, o Afeganistão se aproxima da União Soviética e tem forte influência do comunismo. No entanto, em 1978, há uma rebelião de líderes islâmicos contra as mudanças introduzidas pela constituição de 1975-77, que concedia direitos às mulheres e apontava para a modernização do estado amplamente social.

Em 1979, o embaixador americano Adolph Dubs é morto e os EUA cancelam toda a ‘assistência’ ao Afeganistão. Nesse ponto, há uma intensa luta pelo poder entre Nur Mohammad Taraki, um dos membros fundadores do Partido Comunista Afegão, e o vice-primeiro ministro Hafizullah Amin. Taraki será morto em 14 de setembro em um confronto com apoiadores de Amin.

A União Soviética invade o país em 24 de dezembro e, em 27 de dezembro, Amin e muitos de seus seguidores são executados. O vice-primeiro ministro Babrak Karmal se torna primeiro ministro, mas se forma uma enorme oposição a ele e aos soviéticos, o que vai gerar manifestações públicas violentas.

No início de 1980, os rebeldes Mujahadeen** se uniram contra invasores soviéticos e o Exército Afegão apoiado pela URSS.

A partir de então, muitos afegãos fogem para a Turquia e o Irã. Em 1984, Osama Bin Laden, vindo a Arábia Saudita, chega ao país para se unir aos anti-soviéticos e posteriormente receberá apoio armada dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e China via Paquistão.

Após uma década de confrontos, em 1995, a milícia islâmica recém-formada, Talibã, chega ao poder com promessas de paz. A maioria dos afegãos, exaustos por anos de seca, fome e guerra, aprovam o Talibã por defender os valores islâmicos tradicionais.

Agora quem se opõem ao governo afegão, dominado pelo Talibã, são os Estados Unidos que se colocam como inimigos do estado e o pressiona fortemente.

Em 1998, depois dos atentados a duas embaixadas americanas na África pela Al Qaeda, o presidente Clinton ordena ataques aos campos de treinamento de Bin Laden no Afeganistão.

Em 2000, os norte-americanos exigem a extradição de Bin Laden, o que é ignorado pelo Talibã. Em 2001, após o ataque da Al Quaeda aos EUA (Torres Gêmeas e Pentagono), com a recusa do Afeganistão em entregar Osama Bin Laden, os EUA e a Inglaterra lançam um pesado ataque ao país.

O Talibã é forçado a se refugiar e um governo interino, com apoio dos EUA, é assumido por Hamid Karzai. O governo interino que deveria durar 6 meses, vai se estender até 2004.

No entanto, os talibãs e a Al-quaeda continuam atuando no país e os conflitos jamais cessaram, tornando o pais um dos mais violentos do mundo. Com essa desculpa, a OTAN assume o controle de Cabul e implementou uma guerra continuada, sob comando dos Estados Unidos, que vão durar, oficialmente, até 2014, data em que as tropas estrangeiras deveriam ter deixado o país.

No entanto, os embates com os talibãs se mantiveram e, somente em 29 de fevereiro deste ano, os Estados Unidos e o Talibã teriam assinado um acordo, pondo fim aos conflitos e a saída das tropas norte-americanas e da OTAN, em até 14 meses.

Passados 4 dias, com a desculpa de executar um ataque defensivo, os EUA executaram um bombardeio em Nahr-e Saraj, em Helmand, contra supostos combatentes talibãs, acusados de atacarem as forças de segurança afegãs.

OU seja, faz mais de duas décadas que os norte-americanos e seus aliados europeus atacam o Afeganistão e com a conivência internacional colocaram tropas dentro de seu território. Quando finalmente se chega a um acordo para a saída de tropas estrangeiras, os norte-americanos fazem como sempre fizeram, inventam um conflito, uma conspiração inexistente, para descumprir acordos.

O Afeganistão não é o único caso, mas é um bom exemplo. Os americanos fazem acordos para outros cumprirem, eles não precisam cumprir e geralmente não cumprem ou encontram modos de justificar o descumprimento.

O que importa é manter sua posição de força e seu domínio, que seja à custa do uso de armas e da morte de civis.

NOTAS:

* É importante ressaltar que somente em 1870, após ser conquistado por árabes, o Islã se enraizou no país.

**Posteriormente constituiram a Unidade Islâmica do Mujahidin do Afeganistão (Aliança Mujahidin dos Sete Partidos ou Sete de Peshawar), entre 1981 ou 1985, entre os sete partidos afegãos mujahidin que lutavam contra os soviéticos – na época eram os que davam sustentação à República Democrática do Afeganistão (Guerra Afegã-Soviética).

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EUA tentam se blindar da culpa por crimes de guerra no Afeganistão
EUA fazem de tudo para barrar as investigações sobre seus crimes de guerra no Afeganistão, incluindo perseguição aos investigadores e denunciantes

Os Estados Unidos farão todo o possível para obstruir investigações sobre crimes de guerra cometidos por eles durante a ocupação do Afeganistão, segundo uma fala de Mike Pompeo, secretário de estado norte-americano. A fala se deu no momento em que o Tribunal Penal Internacional (TPI), do qual não fazem parte os Estados Unidos, abriram uma investigação para apurar os crimes de guerra em território afegão. Tanto o exército quanto a CIA tiveram participação nos crimes de guerra.

No ano passado, a responsável pelo pedido de abertura do inquérito, Fatou Bensouda, teve seu visto para viajar para os EUA recusado, após Mike Pompeu ter falado que o país imperialista recusaria o visto de todos os que apoiassem as investigações. Segundo Bensouda, os EUA “cometeram atos de tortura, tratamento cruel, ultrajes à dignidade pessoal, violações e violência contra detidos”.

Dentre os crimes de guerra dos EUA estão o desaparecimento, mortes, torturas e execuções tanto militares quanto de civis. O exército norte-americano também matou presos sob custódia, destruiu artefatos culturais importantes, bombardeou hospitais e dizimou povoados inteiros, sendo que alguns desses povoados foram invadidos e destruídos à noite, enquanto as pessoas dormiam.

Em 2015, veio à tona que o Departamento de Defesa dos EUA deram carta branca para que seus aliados das forças armadas afegãs tivessem crianças como escravos sexuais, o que possivelmente ainda ocorre dentro do país. Pelo menos 9 crianças morreram ou foram mutiladas por dia desde que os EUA invadiram o país árabe. As crianças são também as principais vítimas dos ataques aéreos norte-americanos, que simplesmente destroem casas de civis e vilarejos inteiros.

Em 2009 e em 2010, ficou famoso também o caso de três afegãos mortos por militares norte-americanos, que após fuzilarem os três civis, tiraram fotos com os corpos e levaram seus pertences embora como se fossem troféus de caça (Bacurau não está nem um pouco longe da realidade). Bem conhecidos são também os casos de tortura na prisão de Bragam, em que os prisioneiros eram duramente torturados e assassinados. Alguns deles eram acorrentados elos pulsos e, depois, eram puxados pelas correntes de modo a se chocarem com o teto.

Durante as buscas por Osama Bin Laden, vários afegãos foram mortos pelo exército de ocupação dos EUA, que preferiam
matar qualquer um que se parecesse com Osama à “perder a oportunidade” de não pegar o verdadeiro chefe da Al-Qaeda.

Há de se lembrar que os EUA e o Talibã assinaram um acordo no último dia 29 de fevereiro, que previa a retirada total dos exércitos norte-americanos do Afeganistão. No entanto, o exército de ocupação já realizou operações militares no país e não dá mostras de que respeitará o acordo feito.

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Matança contra estudantes
Policiais e paramilitares massacram estudantes na Índia
Estudantes reagem a lei racista. Governo fascista responde com 30 assassinatos

Foram assassinados, na semana passada, cerca de 30 estudantes pela polícia indiana e paramilitares, na capital da Índia, Nova Delhi. O motivo foi por conta das manifestações estudantis contra uma lei racista que tira os direitos de cidadania dos islâmicos. O governo Narenda Modi, aliado de Bolsonaro, está cada vez mais cercando o movimento estudantil, partidos de esquerda e movimentos sociais, utilizando em conjunto a repressão estatal e com a maior organização paramilitar do mundo, a Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS).

A lei fere um dos princípios fundamentais da constituição indiana, que é o secularismo, a liberdade de crença. Devido a isso, a União de Estudantes da Universidade Jawaharlal Nehru (JNU), que fica na capital indiana, entende que se quaisquer princípios fundamentais da Constituição são violados, então não há mais diferença entre regimes ditatoriais e democráticos. Nota-se que neste exemplo ocorre não somente a perda do direito à liberdade religiosa aos muçulmanos, como também a liberdade de expressão, massacrando a juventude organizada. Processo este que também está ocorrendo no Brasil desde 2016 por conta do golpe de estado, no qual vem evoluindo uma série de ataques contra os direitos democráticos.

Além disso, é importante destacar que os fascistas sempre utilizam da religião como uma camuflagem para atrair os seus seguidores ‘fiéis’. Isto porque usufruem da religiosidade como uma desculpa para atacar seus inimigos. Percebe-se que tanto no governo do Bolsonaro (cristianismo), como a do Narenda (hinduismo), usam elementos de tais religiões para justificar o massacre dos estudantes organizados no movimento estudantil, provocar chacina contra comunidades indígenas, quilombolas, sem terras, etc.

Infelizmente, tal qual como no Brasil, os partidos de esquerda na Índia ainda apostam nas instituições, um caso é o Partido Comunista Marxista Indiano (CPI-M), com a sua nota sobre esse massacre, no qual exige que a polícia pare com “comportamento pouco profissional tendencioso e aja rapidamente para parar a violência”. Não somente a isso, CPI-M e demais principais partidos de esquerda pedem que o governo reconheça o fracasso da polícia e convoque o Exército para tentar erradicar a violência na capital. Quando na verdade esses partidos estão entregando de bandeja para o governo fascista atacar mais duramente os manifestantes. É importante que esse acontecimento sirva de alerta aqui no Brasil para estimular cada vez mais os comitês de auto-defesa.

https://www.causaoperaria.org.br/polici ... a-india-2/

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 07 Mar 2020, 20:18 
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Todo o apoio ao regime de Modi, que está enfrentando esses islâmicos radicais horrendos.


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Re: Mundo
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Tensões sírio-turcas
Estaria o imperialismo retomando o controle político da Turquia?
Após se distanciar da influência imperialista durante alguns anos, o presidente Erdogan adota uma postura que atende aos interesses imperialistas de desestabilizar o Oriente Médio

Por Eduardo Vasco

Voltaram a escalar as tensões entre Turquia e Síria. A região de Idlib é o palco dos combates. O governo do presidente Recep Tayyip Erdogan mantém forças militares – exército e aeronáutica – no território sírio para apoiar guerrilheiros opositores de Bashar al-Assad.

Os embates têm se intensificado e a Rússia – aliado fundamental da Síria em sua guerra contra o Estado Islâmico, outros grupos armados promovidos pelo imperialismo e a própria intervenção imperialista direta – tomou partido de Damasco contra os turcos, dos quais se aproximaram intensamente nos últimos anos.

Já houve troca de ataques entre sírios e turcos, e mesmo entre turcos e russos, embora estes últimos tentem mediar a situação.

Para fazer qualquer esboço de análise sobre a complexa situação na qual se encontra a política externa turca atualmente, entretanto, é preciso voltar um pouco no tempo.

As oscilações de Erdogan

Erdogan foi consolidando seu poder na Turquia desde sua ascensão como primeiro-ministro, em 2003. Durante o período que se encerrou em 2014, quando se elegeu presidente, a Turquia manteve uma firme aliança com o imperialismo, sendo fortemente cogitada para integrar a União Europeia e considerada um país democrático em comparação com as outras nações de maioria islâmica.

Em 2011, os turcos foram responsáveis por iniciar a desestabilização e finalmente a guerra na Síria, junto com outros países do Oriente Médio, como Catar e Arábia Saudita, com o imperialismo por trás, armando e financiando “rebeldes” para derrubar Assad.

No entanto, tudo mudou após julho de 2016, quando militares apoiados pelos Estados Unidos e a OTAN tentaram um golpe de Estado contra Erdogan, que não caiu graças à ajuda da inteligência russa e da reação popular nas ruas, respondendo com um violento expurgo no interior das forças armadas para enfraquecer os setores pró-imperialistas.

A partir daí, a política externa turca mudou consideravelmente. Os EUA foram perdendo cada vez mais terreno para a Rússia e Erdogan se aliou a outros governos nacionalistas pelo mundo, como a Venezuela de Maduro.

Mas seu governo continuou mantendo fortes contradições, tanto interna como externamente.

Defesa das fronteiras e agressões militares

Um episódio que reflete bem essas contradições, no caso externas, do governo turco, foi a Operação Ramo de Oliveira. Em janeiro de 2018, o exército da Turquia invadiu o noroeste da Síria, ocupando a região de Afrin sob a desculpa de combater as forças separatistas curdas, que constituiriam uma ameaça à sua integridade territorial.

A invasão foi fortemente denunciada pelo governo sírio e pela Rússia. Os próprios Estados Unidos não a viram com bons olhos, uma vez que naquela oportunidade as suas relações com a Turquia não estavam em alta e uma ação turca visava esmagar aqueles que estavam sendo treinados por Washington para confrontar o exército sírio em sua última tentativa de derrubar Assad. É importante lembrar que naquela ocasião o Pentágono já mantinha bases militares no noroeste da Síria, sob os protestos de Damasco.

Na prática, Turquia e Síria lutavam contra um inimigo em comum: os curdos, que buscam constituir uma nação independente e para isso precisam de partes territoriais que hoje pertencem aos dois países, além do Iraque. Logo, o correto seria se aliarem. Mas não foi o que ocorreu e o exército turco permanece até hoje na região, financiando organizações armadas radicais sunitas contra as forças armadas do governo sírio.

Esse dado é importante. O governo sírio, ao contrário dos outros governos do Oriente Médio, é laico e secular. Assad é alauíta, uma vertente do xiismo. O principal aliado da Síria na região é o Irã, xiita. Assim, tal aspecto do conflito sírio-turco se insere na disputa geopolítica regional, na qual Irã e Turquia disputam – junto com a Arábia Saudita – para ver quem consegue alcançar maior influência entre os países, povos e movimentos armados.

Erdogan está tratando as regiões no noroeste da Síria, com presença militar turca (Afrin e Idlib), como se fossem territórios da Turquia. Ele tem feito sérias ameaças contra Bashar al-Assad caso as suas tropas sejam atacadas e prometido reagir violentamente às mortes de seus soldados pelas forças de Damasco. Ora, mas o agressor é justamente a Turquia! A Síria está apenas se defendendo de uma invasão ilegal.

Na atual etapa do conflito, Erdogan está apelando a discursos nacionalistas para reforçar sua base de apoio interna. Os sentimentos ufanistas sempre foram utilizados pelo imperialismo ao longo da história para jogar um povo contra o outro. Países que, um dia, já foram potências regionais, são ainda mais suscetíveis a isso, pois seus setores mais atrasados ainda têm alguma ambição reacionária de voltar à antiga condição reconquistando territórios perdidos. Basta lembrar da Guerra da Iugoslávia, quando forças reacionárias sérvias se aproveitaram da situação em que o imperialismo financiava de alguma maneira todos os lados do conflito e falavam em reconstruir a “Grande Sérvia” e até mesmo alguns albaneses chegaram a cogitar uma “Grande Albânia”.

Ou então a guerra entre Irã e Iraque na década de 1980, quando dois governos nacionalistas se digladiaram ao invés de se unirem pelo interesse comum que era expulsar o imperialismo do Oriente Médio. Ou mesmo os frequentes conflitos territoriais que duram desde o final dos anos 1970 entre a China e o Vietnã. A própria China e a União Soviética caíram nessa trama, logicamente com o imperialismo tendo um papel obscuro na fustigação dessas escaramuças.

O Império Otomano, cujo centro era o que hoje é a Turquia, foi uma fortíssima potência regional que abrangeu, em diferentes momentos históricos, partes da África do Norte, do Sudeste Europeu e do Oriente Médio. Certamente, com o crescimento da Turquia como um “país emergente”, isto é, devido à política nacionalista de Erdogan que levou o país a um relativo desenvolvimento econômico – e à força militar turca –, há diversos setores retrógrados que anseiam pela volta de uma “Grande Turquia”.

É de se recordar que o norte da ilha de Chipre é controlado pelos turcos – a Turquia é o único país que reconhece a independência do Chipre do Norte, após a invasão de 1974. Ou seja, trata-se de um território ocupado pela Turquia. Por sua vez, além da invasão da Síria desde 2018, Ancara está empreendendo uma nova intervenção em terras estrangeiras, e agora longe de suas fronteiras: na Líbia.

É difícil de saber, entretanto, até que ponto todas essas investidas representam os interesses nacionais da Turquia e até que ponto não servem à política do imperialismo de utilizá-la para seus próprios interesses.

A Turquia se reaproxima das potências imperialistas

Os turcos são o maior exército da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Teriam condições de se protegerem por conta própria sem precisar estar sob a bota dos militares dos países imperialistas que controlam a OTAN. No entanto, mesmo quando sofreu a tentativa golpista de 2016 promovida pelo imperialismo, Erdogan não se retirou da Aliança.

No final de fevereiro, a Turquia solicitou uma reunião no âmbito do Artigo 4º do Tratado de Washington, que estipula a assistência dos países da OTAN a um membro que veja sua segurança nacional ameaçada.

A ajuda militar da OTAN à Turquia contra a Síria só não ocorreu até agora por causa do veto da Grécia. Além da rivalidade histórica entre helenos e otomanos (à qual o Chipre está incluso), os gregos exigem que a Turquia impeça a passagem em massa de refugiados para a Europa, o que afeta primeiramente a Grécia devido à sua posição fronteiriça.

A fronteira com a Europa é o principal instrumento de barganha de Erdogan com a União Europeia, tanto para acordos benéficos à Turquia como para a política que vem de anos de ingresso de seu país ao bloco continental.

O país sempre foi um ponto estratégico do imperialismo, especialmente durante a Guerra Fria. Quando da Crise dos Mísseis, todos culparam a União Soviética por quase ter desencadeado uma guerra nuclear ao instalar arsenal em Cuba, mas poucos se lembram que isso foi apenas uma resposta à instalação de mísseis nucleares norte-americanos na Turquia, apontados para a URSS.

Após o golpe fracassado de 2016, Erdogan preferiu comprar o sistema de mísseis S-400 russos ao invés do Patriot dos EUA. Porém, diante da invasão à Síria a qual não é apoiada por Moscou, a Turquia está buscando finalmente armamento norte-americano.

As tensões políticas e diplomáticas entre Turquia e Rússia têm se intensificado ao ponto de a polícia turca ter prendido, neste final de semana, jornalistas da agência de notícias russa Sputnik em Istambul e Ancara. Esse episódio apenas aumentou a crise entre os dois países.

Aparentemente o imperialismo está tentando enfraquecer a aliança formada entre Turquia e Rússia e, ao mesmo tempo, provocar um conflito na Síria que sirva de pretexto para retomar uma intervenção no país árabe após a derrota que sofreu para a Síria, o Irã e a Rússia. Isso afeta diretamente outro inimigo do imperialismo, o Irã, que tem lutado para estabilizar a região e aumentar sua influência, cujo ponto máximo até o momento foi justamente a vitória na Síria.

Além disso, a cooperação econômica da Turquia com a Rússia entra em contradição com os interesses dos Estados Unidos. O Turkstream, gasoduto que levará gás russo à Europa através da Turquia, está a ponto de ser inaugurado, o que é um duro golpe aos monopólios norte-americanos do gás.

É preciso acompanhar detalhadamente o desenvolvimento da situação no Oriente Médio e a crise entre Síria e Turquia, bem como os passos dados por Erdogan na política externa e interna, para tirar qualquer tipo de conclusão. Todavia, o que não pode restar dúvidas é o fato de que o imperialismo age de todas as maneiras possíveis para retirar a autonomia política dos governos nacionalistas, extremamente suscetíveis de sofrerem pressões para que atendam aos interesses das grandes potências capitalistas.

https://www.causaoperaria.org.br/estari ... a-turquia/

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 12 Mar 2020, 06:49 
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Coronavírus nas prisões
Irã liberta 70 mil presos para protegê-los do coronavírus
O trabalhador preso, massacrado pelo capitalismo, agora pode morrer na prisão ou nos hospitais por falta de socorro contra o coronavírus


As autoridades do Irã concederam liberdade temporária a 70 mil presos para impedir a disseminação do novo coronavírus nas penitenciárias. O país enfrenta um surto da doença, com 7.161 casos e 237 mortes.

Nesta segunda-feira (09/03), o Ministério da Saúde iraniano informou a ocorrência de 595 novas infecções e 43 mortes pela enfermidade nas 24 horas anteriores. Os números são pouco menores do que os de domingo, enquanto 2.394 pessoas superaram a doença.

A maioria dos pacientes foi registrada na província de Teerã, com 1.945 casos; seguida por Qom, origem da epidemia no Irã, com 742; Mazandaran (633); e Isfahan (601).

Enquanto tentam controlar a situação, escolas e universidades permanecem fechadas, assim como ginásios, centros esportivos e a maioria dos locais turísticos. E todos os tipos de eventos culturais, esportivos e religiosos foram suspensos.

Na verdade, essas prisões são resultado de muita violência que, ordinariamente, a envolve e caracteriza um Estado Burguês, para impor a ordem diante da acumulação injusta que o capital impõe, o que agride diretamente a classe trabalhadora, notadamente o exército de desempregados que o sistema é obrigado a manter para manter o salário baixo.

A realidade da população carcerária, deve ser encarada como uma prática da tortura, física e psicológica, no Irã e em todo lugar cujo capital é determinante. E essa conduta, reflete no judiciários do país.

A violência antecede as prisões, quando milhões de trabalhadores, impedidos de trabalhar, são impelidos a pequenos furtos para a mantença de suas famílias. E, quando são pegos, não conseguem se defender do pesado braço do Estado, que faz cair sobre eles todo o aparato repressivo de forma vil e covarde.

Soma-se a isso, o fato da polícia alcançar confissões e informações por meio de torturas, que contaminam os inquéritos policiais e a instrução criminal, material que, utilizado pelo Ministério Público e o Judiciário, serve tão somente para segregar o trabalhador condenado nas prisões.

Depois, presas ou detidas, quando ficam à disposição da justiça, são submetidas à tortura ou ao tratamento desumano, enquanto aguardam julgamento ou quando já cumprem sentenças. Em tais situações, o modo como permanecem presas, e as situações concretas de danos que sofrem, ou do risco de sofrê-las, põe por terra qualquer garantia constitucional, ou estados de direitos existentes.

A crise nas penitenciárias, não só do Irã, como do mundo todo, e que, frise-se não sofrem só com o coronavírus, demonstram um completo fracasso do sistema prisional e servem somente para esmagar a classe operária mais pobre. É tarefa da esquerda combater o sistema penitenciário e lutar pela libertação dos presos, tanto os que aguardam julgamento quanto os que já cumprem penas, e por abaixo esse degradante sistema, que, de tão desumano, não se espera outra coisa dele que não um foco de doenças, que, numa hora como essa, percebe-se bem o drama dessa realidade e como ela afeta a todos.

https://www.causaoperaria.org.br/ira-li ... ronavirus/

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 12 Mar 2020, 12:14 
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Questionando o regime dos Aiatolás? Os EUA fazem o mesmo. Beijam ou não o bumbum da extrema-direita?

Crise na Venezuela: cada vez mais mães são forçadas a abandonar seus bebês
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"Proibido descartar bebês."

O impactante aviso, ilustrado com um bebê sendo jogado em um lixo, foi colocado em mais de 300 pontos de Caracas pelo artista venezuelano Eric Mejicano.

Um recém-nascido havia sido abandonado no lixo perto de sua casa, e Mejicano tentou chamar atenção sobre um problema crescente no país.

"Queria que as pessoas se dessem conta de que algo que nunca deveria ser normal está virando o novo normal."

Na Venezuela, que vive uma de suas piores crises econômicas da história recente, trabalhadores de serviços de saúde e de proteção à infância dizem que os abandonos e entregas irregulares de bebês são cada vez mais habituais.

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51721004


Venezuela, 'paraíso' defendido pelo PCO/PT/Jair Bolsonaro virando a Romênia comunista de 1989.

Morte à Maduro e a Cilia Flores!


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Re: Mundo
MensagemEnviado: 21 Mar 2020, 01:09 
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Re: Mundo
MensagemEnviado: 21 Mar 2020, 01:29 
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Eu assisti! Foi a resposta do Ano!

A Band está sendo melhor emissora, batendo de frente com esta merda de Governo! Espero que não sofra represálias.


Editado pela última vez por Baixinho em 21 Mar 2020, 01:34, em um total de 2 vezes.

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Re: Mundo
MensagemEnviado: 21 Mar 2020, 01:33 
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Estou chocado com a coragem da Band. Não achei que se posicionariam desta maneira. Em tempos de emissoras "vendidas", este editorial foi incrível.

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