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Re: Venda de armas no Brasil
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MensagemEnviado: 16 Mai 2017, 09:31 
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João Vitor A.K.A The Butcher escreveu:
No ancapistão as armas seriam vendidas por empresas privadas que as fabricariam.

Aqui também são produzidas e vendidas por empresas privadas. Nada de novo até aí.

João Vitor A.K.A The Butcher escreveu:
Sabemos que pessoas apitas psicologicamente a manusear uma arma são maioria do que as que tem problemas.
Se a empresa não fizesse nem mesmo um teste para depois vender o produto, a maioria das pessoas se incomodariam, pois a mesma estaria armando um monte de maluco, ocorrendo assim a pior coisa de uma sociedade capitalista, BOICOTE!!
A mesma teria 2 escolhas : Ou faz o teste antes de vender, ou perde a maioria da demanda e fica no vermelho em relação as concorrentes.

Bem, no livre mercado todos podem buscar o seu espaço. Não é porque a grande maioria da população é destra que uma fábrica que produza coisas para canhotos vá falir.

Provavelmente os principais players do mercado de armas teriam esse cuidado, para garantir sua gorda fatia do mercado. Mas fabricantes menores poderiam justamente focar nesse público rejeitado pelas grandes corporações, e ganhar dinheiro nisso. Oras, é o que já acontece no mercado negro de armas, que vende principalmente para criminosos, mas também para qualquer pessoa que tenha grana para comprar.

Então, sim, no ancapistão qualquer pessoa conseguiria uma arma, e de forma legal (ainda que não necessariamente diretamente do fabricante que ela queira).


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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 28 Mai 2017, 02:39 
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Quando comparamos o exemplo do Brasil(desarmamentista), com Suíça e Filandia( armadas) se fala muito do fato de ser países desenvolvidos, e que países mais emergentes como o Brasil, não daria certo.
Mas e se pegarmos o exemplo de um país como Paraguai? Nele tem a Ciudad Del Este, ponto de tráfico de drogas e armas, contrabando e falsificações.
Outra associação quase imediata é o oba-oba no que diz respeito às armas. Um pais sem lei onde qualquer um compra armas e, não raramente, essas armas vão abastecer o mercado ilegal brasileiro…
Comecemos falando de armas. A legislação paraguaia é realmente uma das menos restritivas da América do Sul, muito semelhante à brasileira antes do malfadado Estatuto do Desarmamento. Qualquer cidadão paraguaio para comprar uma arma, bastando apresentar cópia de identidade, certidão de antecedentes criminais (uma única, emitida pela Policia Nacional) e realizar um teste técnico de conhecimento básico. O trâmite demora em torno de 10 a 15 dias e não há qualquer discricionariedade envolvida. Não há limite de quantidade de armas. Não há restrição de calibres e, apresentando o registro da arma, o cidadão pode comprar quanta munição seu dinheiro permitir. A idade mínima é de 21 anos. O porte requer um laudo psicológico e o preenchimento de uma requisição. O cidadão pode ter o porte para duas armas, sendo ambas curtas ou uma curta e uma longa. A anistia para armas irregulares é permanente e basta que o cidadão requeira o registro após o pagamento de uma pequena “multa”.
Em 2002 o Paraguai enfrentou a sua mais alta taxa de homicídios: 24,63 homicídios por 100 mil habitantes. Hoje, o país tem a terceira menor taxa de homicídios (7,98) da América do Sul, perdendo apenas para o Chile (2,97) e o Uruguai (7,81). Lembrando que o Uruguai é o pais mais armado da América Latina.

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Essa taxa seria ainda menor se eles não fossem vizinhos do… Brasil! Sim, é na fronteira com o Brasil que as taxas de homicídios explodem e jogam para cima as taxas nacionais. Na faixa fronteiriça com o Brasil os números assustam. São 66 homicídios por 100 mil habitantes. Vizinho problema. E esse vizinho problema, com sua fracassada política desarmamentista, também causou estragos na liberdade à posse de armas naquele país. Foi graças às enormes pressões comerciais e políticas brasileiras, vidas pelas mãos do Ministério da Justiça, que o governo paraguaio acabou, em 2010, aceitando restringir a venda de armas “de assalto”. Hoje não é mais possível comprar legalmente armas como AR-15 ou AK-47, mesmo no diminuto calibre .22LR. Enquanto isso, contrabandistas internacionais continuam inundando nossos criminosos com esse tipo de armamento. De nada, amigos paraguaios!

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O Paraguai ainda possui uma das economias mais frágeis da América do Sul, com um IDH de 0,676, considerado médio e bem abaixo do Brasil. Mais de 30% da sua população está situada abaixo da linha da pobreza e sua taxa de desemprego é de quase 7%, o que enterra, mais uma vez, a ideia que o desenvolvimento humano e econômico é um fator decisivo para a redução da criminalidade. O vizinho Paraguai também vai vencendo o Brasil na economia, que melhora ano após ano desde 2010. Independente da evolução econômica, os homicídios estão em queda no Paraguai desde 2003.
Mas como o Paraguai conseguiu reduzir a criminalidade? Pode parecer difícil de acreditar para a maioria dos nossos políticos, mas foi combatendo… o crime! Integração das instituições policiais e judiciárias, investimentos nas polícias e, principalmente, a criação de uma força tarefa para fazer cumprir milhares de mandados de prisão. Enquanto isso, o Brasil segue brincando de segurança pública, impondo o desarmamento civil e assistindo milhares de assassinatos todos os anos. É 7 a 1 todo dia. E, se bobear, esse gol para o Brasil foi dado de lambuja pelo adversário.

http://www.ilisp.org/artigos/como-o-par ... o-brasil/#

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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 28 Mai 2017, 02:59 
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Pois é. Quem sabe quando o Brasil resolver fazer política de segurança, prisional e judicial de verdade, vai conseguir reduzir drasticamente a criminalidade. E sem precisar liberar armas.

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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 28 Mai 2017, 03:36 
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O que antes o gráfico apresentava um crescimento absurdo da taxa de homicídios, após o Estatuto do Desarmamento em 2004 esse número quase que se estabilizou. Interessantes esses dados. Se nossos governantes após a lei tivessem investido mais em políticas públicas, no sistema judicial e prisional como bem citou o Antonio e o fim da guerra às drogas, esses números teriam diminuído bem mais.


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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 28 Mai 2017, 10:25 
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Não dá para comemorar uma estabilidade com números tão altos. Se o Estatuto tivesse surtido efeito, deveria haver queda no número de homicídios, e não estabilidade.

Além disso, em um país com as dimensões do Brasil, números nacionais podem ser enganosos. No estado de São Paulo houve uma redução expressiva no número de homicídios após o Estatuto (não necessariamente por causa dele). Já em alguns estados no Nordeste esse número disparou.

O gráfico de São Paulo é muito parecido com o do Paraguai:
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Isso já derruba por terra uma suposta justificativa de que os homicídios no Paraguai caíram porque a população é armada. Em São Paulo, com desarmamento, graças a boas políticas dos governos tucanos, a queda foi similar. Analisar gráficos simplesmente por período pode levar a qualquer conclusão.

Por outro lado, no Rio de Janeiro há uma correlação entre a queda no número de homicídios e alta no número de desaparecidos:
https://noticias.terra.com.br/brasil/po ... 0RCRD.html
Ou seja, se não acham o corpo, não é homicídio. Parte da queda dos números se explica por uma maior eficácia dos criminosos em sumir com o corpo.

Eu realmente não vejo correlação entre armamento populacional e criminalidade. Há países com cultura armamentista que são extremamente seguros (caso da Suíça e da Finlândia), países com muita restrição à venda de armas também muito seguros (como Japão e Reino Unido), assim com também há países inseguros com ou sem desarmamento populacional. Fatores culturais, nível de desenvolvimento, boa legislação e boas políticas de segurança pública são fatores que pesam bem mais.

No caso do Brasil eu sou contra por achar temerário armar uma população ignorante, que sai no braço e troca ameaças por qualquer bobeira, como uma briga no trânsito ou uma cantada.

E, em um país onde os criminosos roubam carro-forte, sede de empresa de transporte de valores, e recebem a Polícia no morro com fuzis, é bobagem achar que uma arma vai fazer com o que o ladrão tenha medo de você e não vá te roubar. É uma falsa sensação de segurança. Um placebo.


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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 01 Ago 2017, 18:08 
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https://extra.globo.com/noticias/brasil/numero-de-brasileiros-que-se-tornam-atiradores-para-obter-licenca-explode-no-pais-21645864.html

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Nunca o Exército concedeu tantas licenças para pessoas físicas terem acesso à arma de fogo.

Dados levantados pelo órgão mostram um boom inédito a partir de 2016, quando foram emitidas 20.575 autorizações, 185% a mais que os 7.215 do ano anterior.

Com demanda recorde, a tendência é de alta. Somente em 2017, 14.024 cidadãos já obtiveram o aval, média de 2.033 por mês ou 66 por dia.

De 2005 a 2017, o número de pessoas com a autorização válida subiu 395%, de 14.865 para 73.615.

Cerca de 90% do total atual são os chamados CACs, sigla usada para denominar caçadores, atiradores e colecionadores registrados.

Ao contrário das demais pessoas físicas que se reportam à Polícia Federal (PF) para pedir autorização de posse ou porte de arma, essa categoria é regulada pelo Exército.

A corrida à certificação como CAC pode ser explicada, segundo especialistas e a própria categoria ouvida pela reportagem, por diferentes fatores.

Um deles é que essa modalidade de registro virou uma alternativa ao controle da Polícia Federal e uma forma de se armar em meio à escalada da violência.

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A consolidação de entidades e clubes de tiro desportivo pelo país e a popularização da modalidade que deu a primeira medalha ao Brasil nas Olimpíadas do Rio também contribuem.

Mas na visão dos próprios dos donos das armas, o aumento do grupo é consequência de uma política que impede o acesso ao armamento de forma injustificada.

Eles assinalam ainda que atendem a todas as regras do Exército.

Especialistas em segurança, porém, são mais cautelosos com relação ao “atalho” que pode configurar o enfraquecimento das regras de controle de armas no Brasil.

Renato Sérgio Lima, diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cobra dos ministérios da Justiça e da Defesa uma análise criteriosa do aumento expressivo de registros expedidos.

— O governo federal já deveria ter acendido uma luz vermelha para saber se o fenômeno não é uma burla ao Estatuto do Desarmamento. Se for isso, precisamos reforçar a supervisão e o monitoramento. Mas o que vemos é o contrário : o governo afrouxando regras e estendendo prazos para dar uma resposta política a um grupo que grita muito. O Sigma, que é o sistema de controle de armas usado pelo Exército, não se comunica com o Sinarm, que é o da Polícia Federal. Ou seja, o policial militar que aborda um atirador, por exemplo, não tem nem como fazer uma consulta sobre a documentação apresentada — diz Lima.

Carlos Eugênio Mendes de Moraes, vice-presidente da Federação de Tiro Esportivo do Distrito Federal, reconhece um movimento de buscar o CAC como atalho.

— A PF dificultou muito o registro da arma, que é a posse, e tornou o porte quase impossível. Com isso, as pessoas cerceadas desse direito migraram para o Exército. Não é a maioria, mas tem havido isso — defende Moraes, acrescentando : — O que não significa que o Exército seja uma segunda via fácil. A diferença é que eles cumprem a lei, garantem o seu direito se você atende as regras.

A percepção é a mesma relatada por Luiz Gustavo da Cunha. O advogado, que escolheu um estande de tiro para comemorar com a família o aniversário de 39 anos na última semana, conta que a paixão por armas começou ainda na infância. Aos 14 anos, acompanhado do pai, fez um curso de tiro. Mas a história terminou ali por pressão da mãe, que não simpatizava com a ideia.

Só em 2010, Luiz Gustavo comprou a primeira arma, uma Glock de origem austríaca, após obter autorização da PF. Em 2015, pediu o registro de posse da segunda peça, mas foi indeferido. Ali descobriu que era possível obter certificado junto ao Exército. De um apaixonado por tiro, o advogado se tornou um praticante desportivo, com acervo de oito armas que, em breve, chegará a 14, após efetivar transferências pendentes.

— A dificuldade de ter uma segunda arma, pela PF, foi o que me levou a saber que existia o registro de CAC no Exército. A diferença é que tive que me profissionalizar. Já vou para a segunda competição — afirma o rapaz.

Entre outros critérios para obter a certificação de CAC, válida por três anos, estão atestado psicológico, comprovante de aptidão técnica e vinculação a um clube de tiro.

Os requisitos não diferem muito dos exigidos pela PF. Licenciados precisam registrar também junto ao Exército cada uma das armas que possuem. Atiradores de nível 3, o mais avançado, podem ter até 16 armas, sendo oito de calibre restrito.

Segundo o Exército, ainda “não houve um estudo para levantar as causas do incremento na solicitação de CR (certificado de registro) para CAC”. No entanto, ainda conforme o órgão, é possível inferir como possíveis causas “o aumento do interesse do cidadão pela prática de tiro desportivo” e “do número de entidades de tiros e de federações”. Além disso, aponta que profissionais da segurança veem a atividade como forma de treinar o tiro e aponta a melhoria no atendimento e rapidez por parte do Exército como hipótese para o crescimento de licenças concedidas.

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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 01 Ago 2017, 18:56 
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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 05 Out 2017, 21:20 
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Às armas. A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou ontem projeto que amplia o porte de arma no campo. Hoje, o porte no campo é individualizado.

O que muda. O projeto, do deputado Afonso Hamm (PP-RS), permite que as armas sejam registradas em nome das propriedades e que seus trabalhadores, com porte regularizado, as usem para defesa, apenas dentro dessas áreas.

Juntos. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apoiou o projeto, avaliando que deve ser preservado “o direito dos proprietários e trabalhadores rurais de proteger sua vida e a de seus familiares”.
COLUNA DO ESTADÃO / ESTADÃO


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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 27 Out 2017, 19:55 
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Temer sanciona lei que torna crime hediondo o porte de arma de uso restrito
26/10/2017 17h43 Rio de Janeiro
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
Edição: Davi Oliveira

O presidente Michel Temer confirmou na tarde de hoje (26) ter sancionado o projeto de lei que torna crime hediondo o porte ilegal de arma de fogo de uso restrito das Forças Armadas. Durante uma solenidade com a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, Temer afirmou ter sancionado a lei nesta manhã.

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Temer anunciou a sanção ao projeto durante solenidade de assinatura de contrato de financiamento com o município do Rio de Janeiro
Valter Campanato/Agência Brasil

“Quero dizer que, na manhã de hoje, eu sancionei esse projeto mencionado pelo prefeito Marcelo Crivella. Projeto que impede o uso de armas de porte exclusivo de uso do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Porque é isto que aflige o povo do Rio de Janeiro”, disse o presidente.

O prazo para a sanção do projeto de lei estava terminando hoje. A iniciativa da proposta de lei foi de autoria do próprio Crivella, quando ainda era senador, tendo sido aprovado no plenário da Câmara em agosto.

O crime hediondo prevê tratamento mais severo pela Justiça. O condenado, ao receber a pena, deve cumpri-la inicialmente em regime fechado. A progressão do regime para uma pena mais branda só é possível após o cumprimento de dois quintos da pena, se o réu for primário, e de três quintos, se reincidente.

Morte de coronel

Antes da fala de Temer, Crivella tinha feito seu discurso e pedido providência presidencial a respeito do tema. O prefeito citou, inclusive, o assassinato do coronel da Polícia Militar Luiz Gustavo Teixeira, ocorrido hoje, para reforçar a situação de violência da cidade.

Temer também citou a morte do coronel, comandante de uma unidade da PM. O presidente falou em enfrentamento à criminalidade, lembrando da sua atuação como secretário de Segurança Pública no estado de São Paulo, e afirmou que “não há como tratar bandidos com rosas na mão”.

“Vamos entrar cada vez mais no combate feroz e necessário, na proporção de que toda ação deve corresponder a uma reação igual e contrária. Quando eu era secretário da Segurança Pública em São Paulo, eu dizia que não há como tratar bandidos com rosas na mão. Você tem que responder na forma pela qual a bandidagem age. Veja que crime pavoroso [o assassinato do coronel da PM do Rio], que envolve uma pessoa dedicada ao combate à criminalidade”, disse.

Financiamento ao Rio

A solenidade realizada no Palácio do Planalto marcou a assinatura de um contrato de financiamento para a cidade do Rio de Janeiro. O financiamento será feito pela Caixa Econômica Federal e o contrato foi assinado no âmbito do programa Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). Com isso, foi concedido um financiamento de R$ 652 milhões para obras de infraestrutura.

Desse valor, cerca de R$ 198 milhões serão destinados à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, para continuidade dos projetos da região portuária do município.
EBC - AGÊNCIA BRASIL


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Re: Venda de armas no Brasil
MensagemEnviado: 27 Out 2017, 20:25 
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Ótima medida. Agora os traficantes vão se desarmar.

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