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Re: Corrupção

27 Set 2016, 21:41

Lava Jato pede dados do STF contra PT e PP, e ignora PSDB
TER, 27/09/2016 - 12:29
ATUALIZADO EM 27/09/2016 - 12:30

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Jornal GGN
- A equipe de procuradores da Lava Jato na primeira instância, sob o comando de Sérgio Moro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de provas contra dez parlamentares, buscando abrir ações de improbidade administrativa. Apesar de o STF ter provas contra membros de diversos partidos, como o PMDB e o PSDB, os procuradores miraram, sobretudo, em políticos do PT e PP.

O pedido da força-tarefa de Curitiba, sob a coordenação de Deltan Dallagnol, recebeu o aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que foi quem protocolou a solicitação formal ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Suprema Corte.

Isso porque ações cíveis de improbidade administrativa incluindo políticos como alvos são competências da primeira instância, cabendo ao Supremo apenas as ações penais contra aqueles que possuem o chamado foro privilegiado.

Apelando a essa brecha legislativa, Teori acatou ao pedido de Janot e compartilhou os dados contra deputados e senadores à equipe de Sergio Moro. Mas os investigadores não pediram o acesso aos autos de todos os políticos.

A lista de dez inclui os senadores Gleisi Hoffmann (PR-PR), Benedito de Lira (PP-AL) e Fernando Collor (PTC-AL) e os deputados federais Vander Loubet (PT-MS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), José Otávio Germano (PP-RS), Roberto Britto (PP-BA), Nelson Meurer (PP-PR), Athur Lira (PP-AL) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Em tentativa de amenizar a restrição seletiva do acesso às provas, os procuradores da República que trabalham com Sergio Moro informaram que ainda deverão avaliar se cabe a abertura das ações. Mas valorizaram a necessidade de se investigar aqueles parlamentares, especificamente, que não inclui, por exemplo, José Serra (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), também alvos de inquéritos da Lava Jato.

"O material probatório produzido é extremamente relevante, pertinente e necessário para possibilitar a instauração de apuração na esfera de responsabilização por ato de improbidade administrativa ao fim do enquadramento das condutas de agentes públicos e terceiros envolvidos, notadamente porque complementam e auxiliam na compreensão do complexo esquema de desvio de verbas públicas em detrimento da Petrobras", diz o pedido.

Até o momento, a Lava Jato já abriu ações de improbidade relacionadas ao doleiro Alberto Yousseff, aos ex-dirigentes da Petrobras relacionados ao PT, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco e à Eduardo Cunha, sua esposa Cláudia Cruz, ao operador do PMDB João Augusto Rezende Henriques e ao ex-diretor Jorge Zelada.
JORNAL GGN

Re: Corrupção

05 Out 2016, 20:48

PF abre inquérito sobre compra de termoelétricas no governo FHC
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/10/pf-abre-inquerito-sobre-compra-de-termoeletricas-no-governo-fhc.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

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A Polícia Federal (PF) do Paraná abriu um inquérito policial da Operação Lava Jato para investigar um suposto esquema de corrupção na compra de termoelétricas pela Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), entre 1999 e 2001, envolvendo as empresas Alstom/GE e NRG.

De acordo com o delegado Roberto Biasoli, a investigação tem como base declarações dadas pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que cumpre a pena em regime domiciliar desde junho deste ano.

O documento que consta a abertura do inquérito foi publicado pela PF no sistema da Justiça Federal do Paraná no dia 23 de setembro.

Em um dos depoimentos, Cerveró declarou à força-tarefa da Lava Jato que recebeu propina não só em relação à compra das máquinas, mas que, da sua parte, também recebeu propina da empreiteira Camargo Corrêa no valor de R$ 200 mil, das mãos do lobista Afonso Pinto Guimarães.

Cerveró disse ainda no depoimento que o valor foi pago em parcelas mensais de R$ 15 mil entre os anos de 1999 e 2000.

O ex-diretor da Petrobras, que é um dos delatores da Operação Lava Jato, também declarou que a Camargo Corrêa foi responsável pela obra da termoelétrica de Nova Piratininga, em São Paulo.

No caso da usina termelétrica TermoRio, Cerveró declarou que recebeu 300 mil dólares da NRG. Disse ainda que esse valor foi depositado em sua conta na Suíça que era gerenciada por Peter Schmidt.

Cerveró disse também acreditar que o valor tenha depositado de uma só vez, entre o ano de 2000 ou 2001.

No depoimento, Cerveró declarou que são sabia quanto os diretores receberam pelos negócios citados, mas que, certamente, Delcídio do Amaral e Antônio Menezes receberam propina. À época, Delcídio atuou como diretor do setor de Gás e Energia da Petrobras. Já Menezes era diretor de Engenharia e Serviços da estatal.

A construção das termoelétricas

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Cerveró explicou que, em fevereiro do ano 2000, FHC criou o programa prioritário de termoelétricas para geração de energia para enfrentar a crise que ficou conhecida como "apagão".

Segundo o delator, para a construção e exploração era preciso adquirir turbinas de geração de energia térmica a gás. A primeira empresa a fornecer as turbinas foi a ABB, em 1999, posteriormente adquirida pela Alstom, depois pela GE. Cerveró disse que nessa primeira aquisição de turbina já houve o pagamento de propina. O valor ilícito foi negociado por Afonso Pinto Guimarães, segundo Cerveró.

Outro lado

A General Electric (GE) informou que não iria se manifestar. "A GE não foi notificada sobre o inquérito e, por isso, não comenta especulações", informou a assessoria de imprensa da empresa.

Os advogados de Delcídio do Amaral disseram que ele não recebeu nenhuma propina e que não há nenhum envolvimento do ex-senador com esse tipo de fato. A defesa considerou uma mentira a declaração de Cerveró.

O G1 tenta contato com a defesa dos demais envolvidos.

Re: Corrupção

01 Nov 2016, 22:01

Relator diz que vai tipificar o crime de caixa dois eleitoral nas medidas anticorrupção
01/11/2016 - 14h21 Atualizado em 01/11/2016 - 15h18

Já outro deputado afirma que medida visa anistiar quem praticou o crime no passado

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
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Relator das medidas anticorrupção, Onyx Lorenzoni: caixa dois vai passar a ser um crime no Brasil se o relatório for aprovado

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou nesta terça-feira (1) que pretende tipificar como crime a prática de caixa dois eleitoral em seu parecer para a comissão especial que analisa o projeto de lei (PL 4850/16) de medidas de combate à corrupção.

Lorenzoni se reuniu com técnicos do colegiado para acertar os últimos detalhes do texto a ser apresentado na próxima semana.

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que não faz parte da comissão especial, acompanhou o encontro de hoje. Ele é contra a proposta, pois avalia que é uma maneira de anistiar quem fez caixa dois antes.

Miro foi um dos primeiros deputados a se manifestar contrário a proposta nesse sentido que seria analisada pelo Plenário.

Pena de cinco anos

Segundo o relator, o crime será punido com pena de dois a cinco anos de reclusão. “Nós vamos, sim, criminalizar. Caixa dois vai passar a ser, se o relatório for aprovado, um crime no Brasil. Não tem mais o que fazer ginástica para tentar enquadrar o caixa dois."

"Vai estar lá: crime de caixa dois eleitoral e partidário, vai estar escrito: quem recebeu, quem doou, dirigente partidário, tesoureiro de coligação, vai estar todo mundo lá”, acrescentou Lorenzoni.

Atualmente, a contabilidade paralela nas campanhas eleitorais já é considerada crime com base no Código Eleitoral (Lei 4.737/65). Para endurecer a legislação e torná-la mais efetiva, o Ministério Público propôs a responsabilização dos partidos políticos por condutas de caixa dois, lavagem de capitais e utilização de doações de fontes vedadas, além de tipificar a prática como crime na Lei das Eleições (Lei 9.504/97).

Anistia

A polêmica sobre o risco de anistia surgiu em 19 de setembro, quando um outro projeto de lei sobre legislação eleitoral (PL 1210/07) foi pautado para análise do Plenário da Câmara.

Onyz Lorenzoni explicou que, até o envio do texto ao Plenário, ele diz que não haverá qualquer tipo de anistia à prática.

“O que um relator controla? O seu texto até apresentação na comissão e a aprovação. No Plenário, nós sabemos que se pode manter o texto, alterar o texto, fazer substitutivo. É um risco que se corre, mas espero que ninguém tente”, alertou Lorenzoni.

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
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Miro Teixeira: é rídiculo, é vergonhoso; caixa dois tanto é crime que estão fazendo essa manobra como forma de anistiar quem cometeu o delito no passado

Manobra para anistiar

No entanto, a tipificação como crime da prática de caixa dois não é consenso na Câmara. Para o deputado Miro Teixeira, tipificar a prática pode ser entendido como uma manobra para anistiar quem cometeu o delito no passado. Ele defende que legislação atual é suficiente para punir os responsáveis.

“Querem criar, como se fosse novidade, uma figura criminosa da utilização do caixa dois em eleição e sustentar que, como não havia essa figura de caixa dois tipificada como crime, o que houve antes não é punível", avalia o parlamentar.

"É ridículo, é vergonhoso. Já é crime o caixa dois. Tanto é crime que estão fazendo essa manobra como forma de anistia. Já é crime. Quem pratica caixa dois, não pratica um crime só, mas vários crimes”, disse Miro Teixeira.
AGÊNCIA CÂMARA NOTÍCIAS

Re: Corrupção

01 Nov 2016, 23:29

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/11/salario-vitalicio-para-vereador-do-rio-sera-votado-em-sessao-extraordinaria.html

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O projeto que previa que alguns vereadores do Rio de Janeiro continuassem recebendo salário até o fim da vida, mesmo após o fim do mandato, foi votado nesta terça-feira (1º) em regime de urgência.

Por unanimidade (40-0), os vereadores rejeitaram a proposta e o texto agora será arquivado.

Houve abstenções e nenhum voto contrário.

Até o autor da proposta se absteve de manifestar apoio ao projeto. :ponder:

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O texto é de autoria do vereador João Cabral (PMDB).

Na justificativa, o vereador João Cabral disse que é “uma questão de justiça, de igualdade”. Ele não foi reeleito nas últimas eleições para um próximo mandato.


João Cabral, do PMDB. Guardem esse nome.

Re: Corrupção

15 Nov 2016, 22:34

Em tempo:

STF autoriza, e Lava Jato investiga Andrés Sanchez por corrupção
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LANCE!
5 dias atrás

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© Fornecido por Areté Editorial S/A Andrés Sanchez é alvo da operação Lava Jato (Foto: Eduardo Vianna)

O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez é investigado pela Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou abertura de inquérito sobre o deputado federal (PT-SP) por corrupção passiva.

Não há detalhes sobre a apuração, que tramita em segredo de justiça, mas a tendência é que ela esteja relacionada à Arena Corinthians, construída pela construtora Odebrecht.

Recentemente, mais de 80 executivos da Odebrecht assinaram acordo de delação premiada. Já em março deste ano, André Luiz de Oliveira, vice-presidente do Timão, foi conduzido coercitivamente para depor na Polícia Federal depois que o nome e o endereço dele apareceram em uma planilha da construtora ao lado de uma anotação para pagamento de R$ 500 mil.

Ao LANCE!, o advogado de Andrés Sanchez, João dos Santos Gomes Filho disse:

- Desconheço o teor do despacho, apenas sei que foi autorizada a abertura de inquérito. Imagino que estejamos falando dos R$ 500 mil supostamente doados à campanha do Andrés. Eu ouvi da boca do Andrés que ele não recebeu. E também manifestação do André Luiz que ele não recebeu. Então agora ele terá oportunidade de dizer isso na Justiça - declarou.

Andrés Sanchez afirmou em entrevistas recentes que não temia a Lava Jato e que a operação dificultava a venda dos naming rights da Arena Corinthians.

Agora, passam a ser 42 investigações da Lava Jato no Supremo e mais duas ações penais abertas. São 110 investigados, no STF, sendo 42 parlamentares – 29 deputados federais e 13 senadores.
MSN ESPORTES / LANCE!

Re: Corrupção

01 Dez 2016, 20:15

Ministro considera exagerada ameaça de renúncia dos procuradores da Lava Jato
01/12/2016 - 19h42
Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Marcelo Oliveira

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, classificou de "exagerada" a ameaça de procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato de renunciarem à investigação. A ameaça foi anunciada na quarta-feira (30) como repúdio às alterações que a Câmara dos Deputados fez na proposta original das medidas de combate à corrupção apresentada pelo Ministério Público com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas. Os procuradores interpretaram como "intimidação" a inclusão no texto da possibilidade de juízes e membros do MP responderem por abuso de autoridade nas apurações.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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Alexandre de Moraes: procuradores já devem ter se arrependido das declarações

“Acredito que a hipótese de renúncia tenha sido uma manifestação no calor dos fatos, foi um ato que não combina com o Ministério Público", afirmou Alexandre de Moraes, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (1º) após participar de audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Câmara.

O ministro procurou ressaltar o papel institucional do Ministério Público e disse acreditar que os procuradores já teriam se arrependido das declarações. "Os agentes do MP são agentes do Estado. Não é uma coisa pessoal. A Lava Jato vem fazendo um trabalho brilhante, é o maior símbolo de combate à corrupção, só que se trata de uma investigação do Ministério Público e da Polícia Federal. As decisões são do Poder Judiciário, e não do cidadão A, B ou C", acrescentou.

Independência
Alexandre de Moraes não quis entrar em detalhes das medidas anticorrupção aprovadas pela Câmara e agora em análise no Senado. Criticou apenas um artigo que, segundo ele, poderia levar à punição de interpretações de juízes e promotores.

Sobre as polêmicas mudanças que os deputados fizeram no texto original, Moraes salientou que o assunto ainda está em discussão no Congresso, que tem "liberdade e independência" para definir o que vai ser definitivamente aprovado. "Tenho certeza de que o Congresso Nacional não vai aprovar nada que fira a independência funcional e a liberdade de interpretação dos membros do Ministério Público e dos magistrados", apontou.
AGÊNCIA CÂMARA NOTÍCIAS

Re: Corrupção

04 Dez 2016, 22:24

Presa na PF em SP, Dárcy Vera passa fim de semana sem receber visitas
http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-f ... sitas.html

Re: Corrupção

08 Dez 2016, 20:14

Ficou caro ser corrupto? Como operações da PF e do MP estão mudando comportamento de empresas brasileiras
Luís Bulcão Pinheiro
De Londres para a BBC Brasil
7 dezembro 2016

THINKSTOCK
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Com possibilidade de prisão de executivos de alto escalão, empresas investem em programas de 'compliance' (conformidade)

Operações como Lava Jato e Zelotes têm exposto não só a classe política como também as grandes empresas do país.

Na última quinta-feira, foi a vez da maior empreiteira brasileira "ficar de joelhos".

Em um comunicado veiculado na imprensa, a Odebrecht pediu perdão pelos atos ilícitos cometidos, concordou em pagar uma multa de R$ 6,7 bilhões e se comprometeu a colaborar com as investigações como parte do acordo de leniência assinado com o Ministério Público Federal.

O caso, com potencial de atingir um grande número de políticos em Brasília, pode ser também representativo de uma guinada no mundo corporativo.

Até pouco tempo, antes de virem à tona as grandes operações como Lava Jato e Zelotes, a corrupção parecia ser um bom negócio no Brasil.

Muitas vezes, a obtenção de um alvará ou de uma licença poderia sair mais em conta ou demorar menos tempo por meios escusos.

A corrupção também ajudava a aumentar a previsibilidade de um empreendimento, ganhar tempo e encontrar atalhos para driblar a burocracia. No balanço final, os meios ilegais poderiam representar uma economia real para uma empresa.

Além disso, atuar fora da conformidade das leis também era visto como vantagem porque poderia ser crucial para a viabilização de um empreendimento. Para obter contratos bilionários com a Petrobras, empreiteiras pagavam de 1% a 5% do valor do negócio em propinas, como revelou a Lava Jato.

Mas esse cálculo de que a corrupção compensa, segundo especialistas, pode estar mudando.

Conformidade

Alexandre Bertoldi, sócio-gerente do escritório de advocacia Pinheiro Neto, um dos mais tradicionais do país, afirma que era comum no meio empresarial que gestores "fechassem os olhos" para práticas ilícitas ou antiéticas ao delegar serviços a indivíduos, empresas ou escritórios de fachada. As operações mostram que talvez isso não seja mais tão tentador.

"Antes as pessoas sabiam o que estava errado. Era mentira dizer que não soubessem. Todo mundo sabia. Mas muitos tinham a sensação de que se não fosse assim, estariam em desvantagem em relação aos competidores. Hoje você está correndo o risco de ir para a cadeia. Isso é salutar para o ambiente de negócios," afirma Bertoldi.

Um indício dessa guindada é a valorização que as empresas têm dado aos mecanismos de compliance, palavra em inglês que significa conformidade com leis e princípios éticos.

O termo carrega um sentido mais amplo no ambiente de negócios. Também pode ser entendido como programa de integridade, governança empresarial, ou ética corporativa.

Ele envolve a adoção por parte das empresas de mecanismos para apurar e prevenir práticas ilegais ou antiéticas. Esses mecanismos vão desde análise de riscos, instalação de investigações internas e canais para denúncia até o treinamento de executivos e funcionários para lidar com propostas e práticas que corram o risco de colocar a empresa no mau caminho.

REUTERS
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Construtora pagará multa bilionária por envolvimento em atos ilícitos e foi à imprensa pedir desculpas a cidadãos

'Explosão'

Especialistas ressaltam, no entanto, que o caminho a percorrer para que as empresas do país alcancem os mais altos padrões de integridade ainda é longo.

"Antes, a palavra não tinha valor, ninguém sabia nem mesmo o significado, e agora compliance passou a ser parte do cotidiano," afirma Esther Flesch, que lidera a equipe de conformidade do Trench, Rossi e Watanabe Advogados, escritório de advocacia
contratado pela Petrobras após o início da operação Lava Jato.

A entrada em vigor da Lei Anticorrupção (12.846/2013), também conhecida como Lei da Empresa Limpa, ajudou a colocar o assunto na agenda.

No entanto, foram operações como Lava Jato e Zelotes que provocaram nas empresas o sentido de urgência verificado pelos especialistas.

O aumento da demanda pelos serviços de compliance foi sentido com força, especialmente no último ano.

"Nem mesmo o nosso escritório anteviu esse impacto. Tivemos que correr atrás. Foi uma explosão, não um aumento gradativo," conta Bertoldi.

Há cinco anos, o Pinheiro Neto não tinha uma área dedicada ao serviço. No último ano, o escritório, que atende principalmente grandes empresas em operações estratégicas, empregou mais de 40 advogados com dedicação exclusiva a essas demandas.

Outro escritório de perfil similar a fazer investimentos expressivos na área foi o Mattos Filho, que aumentou seu quadro de sócios dedicados à conformidade, de um para três.

Thiago Jabor Pinheiro, sócio do escritório e responsável pela equipe afirma: "Não há uma empresa grande no Brasil que não tenha adotado esses mecanismos (de conformidade)."

O aumento da procura também foi sentido pelas grandes firmas globais de consultoria que atuam no Brasil.

"Mais do que dobrou a nossa demanda do ano passado para cá," garante Ronaldo Fragoso, sócio-líder de gestão de riscos da Deloitte.

Empresas como PwC, EY e KPMG também descrevem aumento significativo na demanda.

AP
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Funcionários das seis maiores construtoras do país foram presos na Lava Jato

Custos

Mas o que exatamente explica essa correria por programas para evitar a corrupção em empresas brasileiras?

O principal motivo apontado pelos especialistas é a percepção sobre o aumento do custo de não ter vigente um mecanismo de governança, ou o chamado custo da 'não-compliance'.

Ser conivente com práticas corruptas pode sair caro. E isso passou a ser sentido de muitas maneiras.

A mais evidente são as consequências diretas. A lei prevê multas de até 20% sobre a receita para empresas condenadas por práticas ilícitas.

O acordo de leniência assinado pela Odebrecht é um exemplo do quanto a corrupção pode pesar no bolso de empresários.

"As empresas passaram a ter medo das multas, já que uma multa chega a quebrar uma empresa," afirma Ana Paula Candeloro, que é professora do Insper e coautora do livro Compliance 360º.

No âmbito da Lava Jato, além das multas, as empreiteiras condenadas também ficaram impedidas de firmar contratos públicos ou de adquirir novos créditos bancários até assinarem acordos de leniência.

"A destruição de valor foi significativa," afirma Fragoso, que também cita o caso da mineradora Samarco, que enfrenta uma multa bilionária pela responsabilidade no rompimento da barragem em Mariana, no final de 2015.

"Esses casos levaram as empresas a pensar que teria sido melhor prevenir," afirma ele.

Outro fator que passou a entrar no cálculo foi o temor dos executivos de se verem pessoalmente envolvidos em um escândalo. Essa noção levou o problema até o mais alto escalão de gerenciamento.

Na Lava Jato, diversos executivos foram condenados e presos - o caso mais notável sendo o de Marcelo Odebrecht, que foi condenado a 19 anos de prisão. Já na Zelotes, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, virou réu por suspeita de participação em
esquema de sonegação de impostos.

"Poucos executivos conhecem alguém que não esteja envolvido de alguma forma nas operações em andamento. Isso traz uma noção muito viva de que não há mais impunidade," avalia José Compagno, sócio-líder de investigação de fraudes para América Latina da consultoria EY.

Marco Castro, sócio-líder de auditoria da PwC no Brasil, afirma que o papel da opinião pública e das redes sociais traz um custo ainda maior para as empresas envolvidas em corrupção. "Hoje a voz da sociedade é ouvida de forma amplificada como nunca antes."

De acordo com ele, a presença constante da fiscalização dos cidadãos tem um impacto sobre a cultura que influencia diretamente o ambiente de negócios.

"O dano à imagem e à reputação por não conseguir cumprir com o que a sociedade e seus próprios funcionários esperam ficou muito alto," afirma.

ABR
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Joalherias são algumas das empresas investigadas por envolvimento em caso de corrupção contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral

Longo caminho

Apesar de todo o furor, os especialistas concordam que o Brasil ainda precisa caminhar muito para atingir os níveis de conformidade praticados nos Estados Unidos e na Europa.

Nicole Verillo, consultora do Programa Brasil da Transparência Internacional, também registra uma movimentação das empresas rumo a práticas éticas, mas faz ressalvas.

Ela afirma que os níveis nacionais de conformidade acompanham os níveis de países emergentes, mas "ainda são muito ruins".

Segundo Nicole, "o próprio setor privado assume que há empresas com programas de compliance para inglês ver, que não são efetivos de fato".

Bertoldi lembra que os custos de implementação de um programa de conformidade também podem ser um entrave. Por mais que o programa possa ajudar a prevenir desastres, o mercado brasileiro passa por um momento difícil.

"Algumas empresas estão preocupadas em sobreviver. Implantar o programa não é tão caro, mas é caro mantê-lo," lembra o advogado. "No limite, você cria um departamento especializado com um impacto sobre o orçamento. Evita que você barateie a operação," diz.
BBC BRASIL

Re: Corrupção

10 Dez 2016, 20:42

Notícia do dia 06, mas vale o registro. Que dias conturbados em Osasco. Metade dos vereadores estão presos, inclusive o presidente da Câmara. Tem gente de tudo quanto é partido, incluindo vários nanicos. O próximo prefeito, que acaba de ser eleito pelo PTN e tinha de tudo para construir uma boa carreira, também se manchou e está com mandado de prisão.

Dos 21 vereadores de Osasco (SP), dez estão presos
Edição do dia 06/12/2016
06/12/2016 21h40 - Atualizado em 06/12/2016 21h41

A polícia prendeu nesta terça-feira (6) dez vereadores suspeitos de contratar funcionários fantasmas em Osasco, na Grande São Paulo.

Sem número de vereadores suficiente, a sessão desta terça-feirada Câmara de Osasco foi encerrada. Dez dos 21 vereadores da cidade foram presos. Os mandados de prisão eram para 14, de 11 partidos. Dois não foram encontrados e uma está internada.

O vereador Rogério Lins, do PTN, que foi eleito prefeito de Osasco, também era alvo, mas está viajando para fora do Brasil. O presidente da Câmara, Jair Assaf, do Pros, está entre os presos.

Segundo os promotores, os vereadores contratavam apadrinhados, que não trabalhavam mas recebiam como funcionários. Em troca, os parlamentares ficavam com parte dos salários dos funcionários fantasmas. Pelas contas do Ministério Público, o esquema desviou R$ 21 milhões em sete anos.

Os vereadores investigados diziam não saber o motivo da prisão.

As prisões desta terça devem ter consequências eleitorais. O Ministério Público vai pedir à Justiça Eleitoral para que o prefeito eleito de Osasco e os seis vereadores reeleitos sejam impedidos de tomar posse.

O vereador e prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins, disse que tem colaborado com as investigações e que desconhece qualquer motivo para o que chamou de medida extrema. O presidente da Câmara, Jair Assaf, não quis comentar.
JORNAL NACIONAL/G1

Re: Corrupção

10 Dez 2016, 21:42

Justiça nega revogação de prisão de Rogério Lins
Lins ainda não foi preso por estar em viagem para fora do país, aos Estados Unidos, com a família. Ele deve ser preso quando voltar ao Brasil, segundo o Ministério Público.

Por Redação - 9 de dezembro de 2016

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O Tribunal de Justiça do estado negou, nesta sexta-feira, 9, o pedido dos advogados do prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), pela revogação do pedido de prisão preventiva decretado na terça-feira, 6, na Operação Caça Fantasmas, do Ministério Público estadual.

Lins ainda não foi preso por estar em viagem para fora do país, aos Estados Unidos, com a família. Ele deve ser preso quando voltar ao Brasil, segundo o Ministério Público. Ainda não há data prevista para o retorno dele ao país.

Interpol

A juíza Ana Paula Achoa Mezher, da 2ª Vara Criminal de Osasco, declarou ainda que é desnecessário o pedido de prisão de Rogério Lins à Interpol, já que a cerimônia de posse dele como prefeito está próxima (1º de janeiro) e há, portanto, previsão de retorno dele ao país.

A assessoria de Rogério Lins informou que os advogados do prefeito eleito entraram nesta sexta com pedido de Habeas Corpus no TJSP, com requerimento de medida liminar.

11 vereadores estão presos

Entre os 21 vereadores de Osasco, 14 tiveram prisão preventiva decretada e 11 estão presos na penitenciária de Tremembé, no interior paulista.

Eles são acusados pelo Ministério Público de integrarem um suposto esquema de contratações de funcionários fantasmas.

Rogério Lins e Karen Gaspar (PTdoB) ainda não foram presos por estarem viajando e Andrea Capriotti (PEN) está internada no hospital se recuperando dos ferimentos de um acidente de carro.
VISÃO OESTE

Re: Corrupção

10 Dez 2016, 23:25

Delação da Odebrecht: os agraciados e seus apelidos maravilhosos
"Primo", "Justiça", "Caju", "Caranguejo" e "Bitelo" eram apenas alguns dos beneficiários das propinas da empreiteira

Por Da redação
9 dez 2016, 22h48 - Atualizado em 10 dez 2016, 00h05

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Eduardo Cunha concede entrevistas aos jornalistas setoristas da Câmara

A delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho que VEJA publica na atual edição traz, além de revelações bombásticas sobre o esquema de corrupção comandado pela empreiteira, uma curiosa lista com os apelidos dos políticos envolvidos na organização criminosa.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), apontado pelo delator como o operador dos repasses da empresa destinados a Temer, era chamado de “o Primo”, parte dos 10 milhões de reais pagos a pedido de Temer foi entregue em seu escritório. Outro beneficiário do valor solicitado pelo atual presidente da República, segundo Melo Filho, foi um dos protagonistas da política brasileira em 2016, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mencionado com o maravilhoso apelido “Caranguejo”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, parceiro de “Caju”, ou Romero Jucá, também tinha o seu codinome: “Justiça”. Eles trabalhavam duro pelos interesses da Odebrecht ao lado do companheiro Eunício Oliveira (PMDB-CE), o “Índio” — ele embolsou 2,1 milhões de reais, diz Melo Filho.

O ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) era “Babel”, e teria ficado com 5,8 milhões de reais do esquema. Seu irmão, deputado Lúcio Viera Lima (PMDB-BA), é “Bitelo” (1 milhão de reais).

“Corredor” era como também atendia Duarte Nogueira (PSDB-SP), que levou 350 000 reais. O deputado Marco Maia (PT-RS) era o “Gremista” e teria ficado com 1,3 milhão de reais da empreiteira. Daniel Almeida, deputado do PCdoB-BA, teria recebido, se a delação estiver correta, 100 000 reais.

As mesadas da empreiteira não escolhiam partido: agraciaram do senador Ciro Nogueira, o “Piqui”, presidente do PP, à senadora Lídice da Mata, a “Feia”, do PSB.
VEJA

Re: Corrupção

12 Dez 2016, 08:11

Que nojo da política brasileira

Não descarto o voto nulo em 2018

Re: Corrupção

20 Dez 2016, 20:45

Lava Jato deverá ter trégua de um mês, ao menos em Curitiba
http://paranaportal.uol.com.br/operacao ... -curitiba/

Re: Corrupção

16 Fev 2017, 19:23

Câmara de Foz aprova Comissão Processante contra vereadores presos
16/02/2017 12h14 - Atualizado em 16/02/2017 14h58

Reeleitos são suspeitos de receber uma espécie de 'mensalinho'.
Grupo é acusado de quebra de decoro e poderá ter mandato cassado.

Do G1 PR, com informações da RPC Foz do Iguaçu

A Câmara de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, aprovou na sessão desta quinta-feira (16) a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra cinco vereadores reeleitos presos pela Polícia Federal durante a 5ª fase da Operação Pecúlio. O grupo é investigado por suspeita de receber uma espécie de ‘mensalinho’ em troca de apoio político ao ex-prefeito Reni Pereira (PSB).

A proposta apresentada pelo jornalista José de Oliveira Reis Neto teve sete votos a favor e um contra.

Serão investigados por quebra de decoro parlamentar os vereadores Anice Gazzaoui (PTN); Darci DRM (PTN); Edilio Dal Agnol (PSC); Luiz Queiroga (DEM) e Rudinei de Moura (PEN). Todos estão afastados das funções públicas por determinação da Justiça. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos podem ter o mandato cassado.

A apuração será conduzida pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, cujos membros e suplentes foram definidos nesta quinta e que será presidido pela vereadora Nanci Rafain Andreola (PDT).

"Vou tentar fazer o melhor possível, investigando e dando oportunidade para que todos possam se defender", comentou a vereadora ao adiantar que ainda não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos.

No dia 15 de dezembro, 12 dos 15 vereadores da cidade foram presos pela Polícia Federal. Destes, dois permanecem na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEF1), um deles reeleito.

O G1 tenta contato com a defesa dos vereadores reeleitos.

Saiba qual a condição dos vereadores reeleitos presos pela PF:
. Anice Gazzaoui - teve a liberdade provisória concedida pelo STJ e deixou a prisão no dia 7;
. Edílio Dall'Agnol - teve a liberdade provisória concedida pelo TRF4 e deixou a prisão na quarta (16);
. Darci Siqueira - teve a liberdade provisória concedida pelo TRF4 e deixou a prisão na quarta (16);
. Luiz Queiroga - aguarda decisão do STJ sobre pedido de substituição da fiança;
. Rudinei de Moura - teve a liberdade provisória concedida pelo TRF4 e deixou a prisão na quinta (9) com o uso de tornozeleira eletrônica;
. Beni Rodrigues - preso temporariamente e solto no dia 20 de dezembro de 2016. Tomou posse e assumiu o cargo no dia 1º de janeiro.

Saiba qual a condição dos ex-vereadores:
. Zé Carlos - preso temporariamente e solto no dia 20 de dezembro de 2016.
. Fernando Duso - deixou a prisão no dia 1º de fevereiro após o pagamento de fiança de R$ 100 mil;
. Paulo Rocha - teve a liberdade provisória concedida pelo TRF4 e deixou a prisão na quinta (9) com uso de tornozeleira eletrônica;
. Hermógenes de Oliveira - teve a liberdade provisória concedida pelo TRF4 e deixou a prisão na sexta (10) com uso de tornozeleira eletrônica;
. Paulo Cesar Queiroz - teve a liberdade provisória concedida pelo TRF4 e deixou a prisão na sexta (10) com uso de tornozeleira eletrônica;
. Marino Garcia - aguarda decisão sobre pedido de habeas corpus.

Operação Pecúlio

As investigações da PF que levaram à deflagração da Operação Pecúlio, no dia 19 de abril de 2016, indicam um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras de pavimentação e de serviços na área da saúde.

De acordo com o Ministério Público Federal, a organização criminosa era comandada pelo ex-prefeito Reni Pereira (PSB), que chegou a cumprir prisão domiciliar por 106 dias. Doze presos preventivamente deixaram a prisão depois de assinarem acordos de delação premiada. Além de empresários e do prefeito, foram presos secretários, diretores e servidores de carreira.

Além dos vereadores, três dos 85 réus da ação penal que resultou da operação permanecem presos. Eles respondem, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações.
G1/RPC

Re: Corrupção

13 Mar 2017, 07:15

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