Transporte Público

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Chapolin Comunista
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Mensagem por Chapolin Comunista » 08 Mar 2021, 20:12

Enquanto não fazem nada para combater a pandemia, governantes usam “lockdown” para impor uma verdadeira ditadura contra a população

Nesta última semana o Brasil bateu o recorde de mortes em uma semana, foram 10 mil brasileiros vítimas da pandemia em 7 dias e os números não param de crescer. A maioria dos hospitais já chegam a 100% de lotação nas UTIs e especialistas preveem que ainda neste mês chegaremos a 3 mil mortes diárias. Diante de todo esse caos, quais são as medidas tomadas pelos governos para acabar com a pandemia? Além do retorno às aulas e reprimir a população?

Sobre a volta às aulas não me estenderei nesta coluna, o Partido da Causa Operária está numa intensa luta para impedir que milhões de professores, alunos e trabalhadores da educação sejam vítimas dessa política genocida.

Sobre a repressão é fundamental denunciar as medidas tomadas contra a população durante a imposição dos “lockdowns“.

No Rio de Janeiro a polícia pediu a prisão de 14 funkeiros e organizadores de eventos por estarem realizando bailes durante a pandemia. A alegação é de que estas pessoas estariam realizando o crime de infração de medida sanitária. Bem, se essas pessoas podem ser autuadas por estarem promovendo aglomerações, por que os responsáveis por aglomerarem milhões de pessoas nos transportes públicos não estão nesta lista?

Em São Paulo, milhões de trabalhadores utilizam o transporte público diariamente, obrigados a se aglomerar em trens e ônibus lotados. É um escárnio contra a população, que além de tudo é acusada da sua própria desgraça, imposta pelos golpistas. Tanto que a campanha contra a pandemia nos metrôs de Doria diz “Juntos contra o Coronavírus”, de fato, nos vagões dos trens as pessoas estão bem juntas mesmo.

O lockdown além de não ser uma solução para pandemia, pois além desta medida não há nenhuma política contra a disseminação do vírus, não há vacina para todos, não há leitos, nem hospitais de campanha, não há testes. Nos terminais urbanos, nem em sonho encontra-se um frasco de álcool para higienizar as mãos. A imposição do isolamento só tem servido para uma única coisa: reprimir a população mais pobre!

E é um absurdo que a esquerda defenda que temos que sentar no sofá e esperar a pandemia acabar, enquanto o povo morre e é culpado pela pandemia. É um absurdo que a esquerda defenda que os governos lotem as cadeias, verdadeiras aglomerações de seres humanos nas piores condições sanitárias possíveis como solução para o avanço de mortes pelo coronavírus.

E ainda é mais absurdo que a direções da esquerda não convoquem e apoiem manifestações contra essa política genocida, alegando que “manifestar agora seria colaborar com mais mortes”. Uma tentativa clara de mascarar que sua omitissão diante política genocida dos golpistas é que é uma colaboração com as mortes causadas por eles. Como visto no caso do Paraguai, manifestar é a única saída para a população conseguir medidas que coloquem fim à pandemia. É questão de vida ou morte, é preciso literalmente lutar contra aqueles que estão matando milhares e eles tem nome: Bolsonaro, Doria, Pazuello, Paulo Guedes, os militares e todos os golpistas.

https://www.causaoperaria.org.br/se-o-b ... era-preso/
O Chapolin é um herói latino-americano lutando contra as forças imperialistas (Super Sam, Batman, Superman). Ele sempre foi vermelho.

Chaves é sobre a luta de classes. Burguesia (Seu Barriga, Nhonho), Pequeno-burguesia (Dona Florinda, Girafales, Quico) e Classe Operária (Chaves, Seu Madruga, Chiquinha).E você, de que lado está?


''A direita é a escória.''
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Mensagem por Dias » 08 Mar 2021, 21:40

"omitissão" pqp
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Mensagem por JF CHmaníaco » 08 Mar 2021, 22:11

Pasquale aprova.
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Antonio Felipe escreveu:
07 Dez 2020, 19:39
Nessa pandemia eu rodo mais quilômetros descendo o scroll pelos posts gigantes do Flash do que caminhando na rua.
http://forumchaves.com.br/piadaitaliano/

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Mensagem por Barbano » 09 Mar 2021, 09:14

Não tá de todo errado o texto. Aqui em São Paulo o governador acha de boa ter missa e aula na fase vermelha, mas uma loja de sapato com meia dúzia de clientes usando máscara não pode. Pelo jeito o vírus gosta de frequentar o comércio, não igrejas e escolas.

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Mensagem por E.R » 10 Mar 2021, 20:00



Com menos ônibus nas ruas, pessoas são obrigadas cada vez mais a se aglomeraram em transporte público em plena pandemia.
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Mensagem por E.R » 11 Mar 2021, 09:30

NOTÍCIAS
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/notic ... emia.ghtml

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Passageiros reclamaram de aglomerações em ônibus que circulavam lotados na manhã desta quarta-feira em São Paulo.

As cenas foram registradas pelo Bom Dia São Paulo e ocorrem todos os dias na capital.

Essas denúncias ocorrem na semana que o estado de São Paulo está na fase vermelha implantada pelo governo estadual para combater a pandemia de coronavírus.

A fase vermelha é a mais restritiva do Plano São Paulo de flexibilização da economia.

Mas essas restrições não estão ocorrendo dentro do transporte público, segundo usuários do sistema ouvidos pela reportagem.

“Os ônibus sempre lotados, uma movimentação intensa. Nenhuma mudança”, disse Katiane Silva de Oliveira, que vende cafés da manhã em frente a um ponto de ônibus no Capão Redondo, Zona Sul da capital.

E apesar de a maioria dos passageiros usarem máscaras, item obrigatório para entrar nos ônibus, os veículos estão circulando lotados, sem distanciamento social.

Além disso, os assentos e apoios das barras de ferro dentro dos veículos acabam sendo um meio de transmissão do vírus já que não são higienizados com frequência com álcool em gel, de acordo com os usuários.

“A minha preocupação maior dentro do ônibus é a questão dos ferros. Você segurar, todo mundo põe a mão. Tem lugar que você coloca e é um grude. Esse horário não tem muita gente, mas tem horas que tá lotado”, falou a líder em condomínio residencial Adriana Aparecida. Ela usa os ônibus da Zona Norte.

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Como muitas pessoas precisam do transporte público integrado para realizar suas tarefas diárias ou trabalhar, elas também correm risco de se contaminar em trens e metrôs.
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Mensagem por Barbano » 12 Mar 2021, 10:53

E.R escreveu:
11 Mar 2021, 09:30
“A minha preocupação maior dentro do ônibus é a questão dos ferros. Você segurar, todo mundo põe a mão. Tem lugar que você coloca e é um grude. Esse horário não tem muita gente, mas tem horas que tá lotado”, falou a líder em condomínio residencial Adriana Aparecida. Ela usa os ônibus da Zona Norte.
Pessoal ainda tá nas recomendações de um ano atrás. O maior risco de contágio é pela aglomeração, não por tocar em superfícies contaminadas. Se não levar a mão ao rosto, e higienizar o mais rápido possível quando sair do ônibus, risco zero de contágio por pegar nos balaústres.

Se as pessoas ficarem quietas e utilizarem máscaras reduz muito o risco também. Tanto que o transporte público não é considerado um foco de contágio pelos especialistas:

https://cnt.org.br/agencia-cnt/estudo-c ... e-covid-19
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Mensagem por E.R » 12 Mar 2021, 11:06

Aqui no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes tomou a decisão de colocar diferentes horários de abertura de lugares (o comércio de rua passou a abrir em um horário, os shoppings em outro horário, os estabelecimentos públicos em outro horário), acredito que tem sim que ter horários de abertura e de fechamento dos lugares, para tentar evitar aglomeração em transportes públicos, mas também precisa colocar mais ônibus em circulação, principalmente nas regiões mais pobres da cidade e principalmente em algumas regiões da Zona Oeste (como Freguesia, Jacarepaguá, Taquara), lá tem poucos ônibus e muitos ônibus lotados, principalmente no sentido Zona Oeste - Zona Sul.

A maioria dos passageiros são trabalhadores que moram em favelas como a Rocinha e que pegam esses ônibus.
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Mensagem por Dias » 12 Mar 2021, 19:06

Barbano escreveu:
12 Mar 2021, 10:53
E.R escreveu:
11 Mar 2021, 09:30
“A minha preocupação maior dentro do ônibus é a questão dos ferros. Você segurar, todo mundo põe a mão. Tem lugar que você coloca e é um grude. Esse horário não tem muita gente, mas tem horas que tá lotado”, falou a líder em condomínio residencial Adriana Aparecida. Ela usa os ônibus da Zona Norte.
Pessoal ainda tá nas recomendações de um ano atrás. O maior risco de contágio é pela aglomeração, não por tocar em superfícies contaminadas. Se não levar a mão ao rosto, e higienizar o mais rápido possível quando sair do ônibus, risco zero de contágio por pegar nos balaústres.

Se as pessoas ficarem quietas e utilizarem máscaras reduz muito o risco também. Tanto que o transporte público não é considerado um foco de contágio pelos especialistas:

https://cnt.org.br/agencia-cnt/estudo-c ... e-covid-19
"O setor de transporte público sofre muito devido à falta de informações corretas. Ele ficou sendo visto como um local de alto risco, por isso fizemos a pesquisa. Ela mostra que o sistema possui segurança. As empresas atuam com protocolo de segurança e saúde, como a higienização dos ônibus, o uso de máscara, janelas abertas e a informação certa de como se transmite a doença”, diz o presidente da NTU, Otávio Cunha.
Aqui no Rio de Janeiro, tem muito ônibus, especialmente ônibus municipal, que não possui janela, e esse protocolo de segurança e saúde só é seguido quando tem algum telejornal filmando. Nos ônibus, pelo menos aqui da Baixada Fluminense que são os que pegava e que eu vi, ainda existia painel de acrílico separando o motorista dos passageiros, e tinha álcool em gel. Agora não tem mais.

E isso é só pro ônibus, trem, metrô, BRT e VLT não tem como ter janela aberta.
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Mensagem por E.R » 13 Mar 2021, 22:22

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Mensagem por E.R » 20 Mar 2021, 04:52

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https://www1.folha.uol.com.br/colunas/e ... anos.shtml

A Covid-19 desarrumou de vez o setor de ônibus urbanos.

O segmento opera hoje com 50% a 55% dos passageiros em comparação ao período anterior à pandemia, de acordo com cálculos apresentados pela Mercedes.

A diminuição do número de usuários é recomendada neste momento para evitar aglomerações, mas o problema não é apenas esse.

A crise vem de antes, com quedas acentudas entre 2014 e 2016 e um ensaio de recuperação nos três anos seguintes.

Com a Covid-19, a venda de chassis para ônibus acima de oito toneladas despencou 33,3% na comparação entre 2019 e 2020. Foram comercializadas 13.830 unidades ao longo do ano passado.

No primeiro bimestre de 2021, a perda acumulada é de 22,1%.

Ao dividir o setor em categorias, é possível observar um grande desequilíbrio. Por exemplo : as vendas de chassis para ônibus em janeiro e fevereiro foram puxadas pelo setor escolar, que cresceu 176 % em relação ao mesmo período de 2020. Em geral, são compras feitas por meio do programa federal Caminho da Escola para renovar a frota de municípios.

A comercialização para fretamento também cresceu : alta de 26% no primeiro bimestre, segundo os dados da Mercedes. Esse segmento foi aquecido com o incremento das frotas privadas para transporte de funcionários. Como é preciso manter o distanciamento a bordo, a lotação máxima tem sido reduzida pela metade, sendo necessário aumentar o número de veículos em circulação.

Já os dados negativos estão concentrados nos segmentos de ônibus urbanos e rodoviários. As vendas de chassis para essas categorias no primeiro bimestre caíram 64% e 67%, respectivamente.

Os caminhões, no entanto, seguem no sentido oposto, com vendas impulsionadas pelo agronegócio. Esse setor que tem garantido a rentabilidade das fabricantes de veículos pesados.

Apesar do momento difícil, as montadoras mantêm a esperança na retomada — que é aguardada para 2022 e se baseia na vacinação em massa.

A Mercedes até está apostando em um novo produto, o Super Padron O 500 R 1830. É um chassi de dois eixos para ônibus urbanos de até 14 metros de comprimento, que foi pensando para atuar em corredores segregados e pode ter até cinco portas.

A montadora diz que será possível transportar até cem passageiros nos ônibus encarroçados sobre o novo chassi de motor dianteiro e dois eixos. A empresa afirma também que essa configuração gera menor custo de aquisição e de manutenção.

Ou seja, é aposta para uma retomada com menos dinheiro circulando e mais gente vacinada e disposta a retomar os deslocamentos em transporte público.
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Mensagem por E.R » 22 Mar 2021, 10:42

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Mensagem por E.R » 23 Mar 2021, 08:45

NOTÍCIAS
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/j ... ra-brasil/

Ocorreu a suspensão, decretada pelo ministro Alexandre Moraes a pedido do PSOL e com o apoio do MPF, do projeto de uma ferrovia essencial para os interesses do país – a Ferrogrão, cerca de 900 quilômetros de trilhos que devem ligar uma das áreas mais produtivas de soja em todo o mundo, no norte de Mato Grosso, ao complexo portuário do Rio Tapajós, no Pará.

Dali, ela seria levada aos mercados internacionais, com uma decisiva redução nos custos e na emissão de carbono por parte dos milhares de caminhões que hoje se encarregam do transporte desta parte da safra brasileira de grãos.

A medida nada tem a ver com as leis ou, como se alega, com a “defesa do ambiente” e dos “povos indígenas” – é um ato puramente político.

Não há nenhuma justificativa decente para a decisão, nem no terreno da lógica nem em qualquer outro. A Ferrogrão foi suspensa porque atravessa, já no seu trecho final, a beirada de uma reserva florestal. Vamos aos fatos. Essa reserva ocupa um território de 1.300.000 hectares; a ferrovia afeta uma área pouco acima de 850 hectares, que foi excluída do parque para possibilitar as obras. Você não leu errado. São 850 hectares em 1.300.000, ou menos de 0,1% da área total.

Há mais. A exclusão dessa porção mínima da área oficial do parque foi decidida por lei, em 2017, pelo Congresso Nacional. Não há absolutamente nada de errado com a medida, salvo uma coisa : o PSOL é contra. E toda vez que a esquerda perde uma votação na Câmara ou no Senado, seus militantes recorrem ao STF para virar a mesa. Levam quase todas.

Se o Parlamento brasileiro não tem o direito de aprovar uma mudança mínima na área de um parque nacional, teria direito a fazer o que, então ? O fato é que o ministro Alexandre de Moraes disse que a lei aprovada dentro de todos os trâmites legais pela Câmara não é “constitucional” – e, portanto, não está valendo. A história vai agora para o plenário.

Enquanto aqui os inimigos do Brasil sabotam todos os dias uma atividade essencial para a sobrevivência econômica nacional, lá fora os competidores deitam e rolam. Enquanto o PSOL, o Ministério Público e o ministro do STF proíbem a construção dos 900 km da Ferrogrão; a China, a cada ano, constrói mais de 4.000 quilômetros de ferrovias de alta velocidade. Isso mesmo : mais de 4.000 quilômetros por ano.

É por essas e por outras que a China vende tanto no exterior; é assim que gera renda e oportunidades na sua economia, e é assim que se tornou o exportador mais competitivo do mundo.
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Mensagem por Barbano » 23 Mar 2021, 19:09

Rede e PSOL adoram judicializar tudo, e acabam freando o desenvolvimento do país. Nas próximas eleições tem que passar longe desse tipo de partido.

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Mensagem por E.R » 25 Mar 2021, 01:01

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https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/ ... -brasil-2/

Eram quase sete horas da manhã do dia 18 março, na cidade do Rio de Janeiro, vendedores ambulantes no trem da SuperVia, anunciam : "comprar barato não é vergonha ! 1 é 2, 3 é 5 !".

Durante as paradas nas estações, avisos sonoros orientam sobre o uso obrigatório de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento de 1,5 metro.

Mas na realidade tudo fica no papel pois os trens estão sempre lotados e as orientações são seguidas por apenas alguns passageiros porque não há fiscalização.

Assim milhares de pessoas seguem rumo aos seus compromissos, seja a trabalho ou estudo. Essa é a realidade de muitos brasileiros, que pouco viram mudanças em suas rotinas no transporte público diante da pandemia do Covid-19.

Enquanto um trem estava lotado numa viagem de quase duas horas, do outro lado da cidade a praia seguia interditada, banhistas e vendedores ambulantes estão proibidos de pisar na areia com fiscais e policiais rondando o local a todo o momento. Algo que tem revoltado algumas pessoas que denunciam o que seria uma hipocrisia : Enquanto os ônibus estão liberados para circular, muitas vezes lotados, locais abertos como a praia, são interditados.

Essa situação não é exclusividade dos trens do Rio de Janeiro. A reportagem também presenciou na última segunda-feira, dia 22, aglomerações, comércio irregular e até música nos metrôs de São Paulo em apenas uma hora de viagem. E também recebeu relatos de todo o país de pessoas apontando situações semelhantes.

Apesar de os muitos governos estaduais e prefeituras assegurarem a segurança do transporte coletivo, ainda não estão totalmente claros quais são os seus riscos exatos. O que se sabe é que locais fechados e com grande número de pessoas são mais favoráveis a “supertransmissões”. E o transporte coletivo contém todos os ingredientes para isso.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transporte público deve ser considerado um ambiente de alto risco em virtude do grande número de pessoas em um espaço fechado e com ventilação limitada, não existir controle de acesso para identificação de pessoas potencialmente doentes e uma variedade de superfícies que podem ser tocadas — corrimões e maçanetas, por exemplo.

Estudos realizados em países desenvolvidos como Japão, Áustria e França, no entanto, apontam que o transporte público de seus respectivos países é seguro.

No Brasil, uma nota publicada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) indicou não haver correlação entre o uso do transporte público e o aumento de casos de Covid-19.

Mas estudos da Fiocruz e de universidades de São Paulo apontam que há, sim, grande risco de transmissão em massa do vírus no transporte público e que parte das mortes por Covid-19 são explicadas pela sua utilização.

A razão para esta discrepância se dá pela diferença entre teoria e a realidade. O transporte público seria seguro se fossem seguidas uma série de medidas de segurança, mas muitas delas acabam por ser inviáveis diante da realidade brasileira.

Diversos estudos no Brasil e no mundo se dedicaram a tentar esclarecer se o transporte coletivo é propagador ou não de Covid-19. Mas isso não é tarefa fácil. Isso porque cada país possui a sua própria peculiaridade e comportamentos únicos. Além desse fator, a questão do tempo também atrapalha. Com as novas cepas em circulação no Brasil, alguns desses estudos acabam ficando desatualizados e precisam de revisão.

Além da diferença entre o transporte público do Brasil e de países desenvolvidos, há também desigualdade de recursos entre as várias regiões brasileiras e até dentro das cidades.

É o que mostra um estudo realizado em agosto do último ano pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que cruzou os dados de mortes na cidade de São Paulo com os usuários do transporte público.

O estudo concluiu que os distritos com maior presença de população de baixa renda lideram tanto no uso de transporte público quanto nas mortes em decorrência do coronavírus.

Segundo o professor do Instituto das Cidades da Unifesp, Anderson Nakano, urbanista e demógrafo, que liderou a pesquisa, há uma forte correlação entre os dois dados coletados.

“Nós vimos uma alta correlação. Conforme aumenta o número de óbitos, aumenta o número de viagens de transporte coletivo. O fator circulação na cidade por meio de transporte coletivo ajuda a explicar bastante a disseminação. Porque quando fizemos o mesmo procedimento de viagens por automóveis não deu nenhuma correlação. Porque as pessoas que viajam de carro não se aglomeram. Vimos uma diferença muito grande no gráfico”, afirma.

Para ele, esse efeito acontece pois as pessoas de baixa renda utilizam com mais frequência o transporte público, já as pessoas de maior renda dão preferência ao transporte individual. Então as pessoas de baixa renda não teriam outra opção senão utilizar o transporte público para se deslocarem de suas residências a trabalho.

“O fato é que nem a prefeitura e nem o governo estado de São Paulo enfrentaram o problema da circulação das pessoas. Não tiveram nem coragem nem expertise, porque de fato não é simples. Numa cidade como São Paulo a circulação das pessoas é um motivo de sobrevivência. Não é só deslocamento, é pra ir trabalhar, sobreviver e ganhar o pão”.

Foi publicada em fevereiro deste ano uma análise realizada pelo urbanista Bernardo Loureiro, criador do site de análises urbanísticas Medida SP, que reforça essa questão.

A partir da análise de dados da SPTrans sobre o uso das linhas de ônibus municipais, verificou-se que em 23/03 do ano passado, no começo da pandemia, o número de passageiros teve uma redução média de 68%, em comparação com os níveis anteriores à pandemia. Já no final de 2020, na época do Natal, o número de passageiros teve uma redução média de apenas 26%, sinalizando uma retomada significativa do uso do transporte público na cidade.

Ele destaca que essa retomada não se distribui igualmente pela cidade. Nas linhas periféricas da cidade o isolamento tem caído mais acentuadamente.

“No fim de 2020, enquanto boa parte das linhas centrais em São Paulo continuavam com poucos passageiros, linhas que partem das periferias já estavam com uma quantidade de passageiros próxima ou até superior à do período pré-pandemia”

“Com as linhas mais cheias, aumenta a exposição potencial dos passageiros ao coronavírus, devido ao maior contato com outras pessoas dentro dos ônibus. Como são as linhas de ônibus que partem da periferia que estão sendo mais utilizadas, podemos concluir que os moradores da periferia estão sendo expostos a um risco maior de serem contaminados nos seus deslocamentos”, afirma.

Uma explicação para esse fenômeno seria o fim do auxílio emergencial, que teria feito com que os moradores dessas regiões passassem a se deslocar mais para trabalhos presenciais ou procurar emprego.

Um outro estudo publicado em junho pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que a redução na oferta de ônibus em São Paulo expôs com maior intensidade os moradores da periferia ao Covid-19. A pesquisa, desenvolvida pelo Centro de Estudos da Metrópole da Universidade de São Paulo, concluiu que a redução da frota adotada por várias cidades brasileiras durante as medidas de distanciamento social piorou as condições de contágio por conta das aglomerações e da lotação. Segundo o estudo, a redução da frota de ônibus, pode até fazer algum sentido do ponto de vista financeiro, mas provoca lotações, aglomerações e aumenta o risco de contágio da população.

O grupo analisou as alterações autorizadas pela Prefeitura de São Paulo, em março do ano passado, para reduzir a frota de ônibus nas ruas e acompanhar a redução do número de passageiros. A conclusão foi que isso aumentou o risco de contágio dos grupos vulneráveis. Os ônibus municipais estariam circulando com até seis passageiros por m². E ainda : “alterações operacionais realizadas pelos governos estaduais e municipais no transporte público, como redução na circulação de ônibus, trens e metrô, não teriam acompanhado adequadamente a demanda e aumentaram as lotações, particularmente nas periferias de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, o que teria elevado o risco de contágio de doenças infecciosas, como a Covid-19, a síndrome respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2.”

Em nota, o Metrô de São Paulo nos informou que ampliou a higienização das estações e trens desde o início da pandemia, e que agora há limpeza ao final de cada viagem, além da lavagem profunda feita durante as madrugadas. O sistema de ar-condicionado dos trens também passa por manutenção rigorosa, com aplicação de ozônio e lavagem dos dutos, evaporadores e condensadores do ar. Segundo o Metrô, a eficiência dessas medidas é atestada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Além disso, o Metrô anuncia que apenas permite a entrada de passageiros de máscara e que distribuiu um milhão de máscaras aos passageiros (circulam diariamente pelo Metrô de SP mais de sete milhões de pessoas) e faz intensas campanhas de orientação sobre os comportamentos que ajudam a prevenir a contaminação.

O secretário Alexandre Baldy defende o escalonamento obrigatório de entrada e saída de trabalhadores em atividades essenciais que sejam permitidas funcionarem, como um caminho possível para evitar a concentração de passageiros nos horários de pico no Transporte, desafogando o horário de pico (5h30 às 7h30 e de 17h às 19h30) otimizando a utilização da infraestrutura existente.

A SuperVia nos informou como medidas de proteção e conscientização dos seus clientes, instalou totens e dispensers de álcool em gel em suas estações e passou a vender passagens apenas aos passageiros que estejam utilizando máscaras no momento da compra nas bilheterias.
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