Transporte Público

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Chapolin Comunista
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Re: Transporte Público

Mensagem por Chapolin Comunista » 10 Mar 2020, 19:59

R$ 4,20 não dá! Fora ACM Neto!
Protesto contra o aumento da passagem em Salvador tem “Fora Bolsonaro”
Estudantes e trabalhadores param Estação da Lapa contra o aumento da passagem!



Da redação – No final da tarde dessa segunda (09/03) na Estação da Lapa, estudantes e trabalhadores se uniram para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus anunciada pelo prefeito ACM Neto (DEM). O protesto ocorreu dentro do terminal da estação e bloqueou durante 30 min. a passagem dos ônibus, tendo o apoio dos passageiros que são, em sua maioria trabalhadores e estudantes também. Além de se levantarem contra o prefeito e o aumento da tarifa os manifestantes também se colocaram contra o governo federal entoando o Fora Bolsonaro.

Rapidamente a Nova Lapa, empresa que administra a estação, ligada à família do prefeito, acionou a polícia para intimidar e atacar os manifestantes em seu legítimo direito.

O aumento da passagem foi anunciado pelo prefeito pouco antes do carnaval, dizendo que já estava definido que haveria ajuste de R$ 4,00 para R$ 4,20, que não abre mão desse valor e da “contrapartida das empresas” de colocar 300 ônibus com ar condicionado. Um engodo completo, pois o aumento da tarifa anterior já tinha como argumento que todos os ônibus tivessem ar condicionado, o que nunca aconteceu e nem irá. Hoje Salvador tem apenas 29 ônibus com refrigeração, segundo a própria prefeitura. Segundo que isso é irrelevante, o que a população quer mesmo é poder ter transporte gratuito e que permita se locomover com qualidade por toda a cidade.

Outro ponto a destacar é a isenção de ISS dada em 2019 pelo prefeito às empresas de ônibus ao custo de aproximadamente 300 milhões de reais retirados da sociedade, bem como o desconto no ICMS dado pelo governo do Estado, ambos foram feitos sob o argumento de que seriam necessários para não haver aumento da tarifa. Mais uma mentira.

Esse é mais um ataque cometido contra os trabalhadores, pois o momento é completamente inoportuno economicamente. O desemprego está beirando a casa dos 70 milhões, as tendências inflacionárias estão se materializando aumentando os preços e os custos de vida em geral, consumindo cada vez mais o orçamento familiar.

Na próxima quinta (12/03) às 17h na região do Iguatemi/rodoviária, ocorrerá outro protesto que visa ser maior. Os estudantes e trabalhadores estão corretos e devem enfrentar mais esse ataque da direita golpista que visa esfolar a população sem pena.

O protesto em Salvador destaca ainda que a pauta contra o aumento das passagens e pelo passe livre parecem ter sido esquecidas pela esquerda. Os últimos atos em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, foram ridículos tanto em tamanho quanto em direcionamento político, no qual, lideranças do MPL se perdem em temas confusos e não falam a mesma “língua” da população, rejeitando o Fora Bolsonaro.
https://www.causaoperaria.org.br/protes ... bolsonaro/
Editado pela última vez por Bugiga em 11 Mar 2020, 18:26, em um total de 1 vez.
Razão: Colocação de spoiler em notícia longa
O Chapolin é um herói latino-americano lutando contra as forças imperialistas (Super Sam, Batman, Superman). Ele sempre foi vermelho.

Chaves é sobre a luta de classes. Burguesia (Seu Barriga, Nhonho), Pequeno-burguesia (Dona Florinda, Girafales, Quico) e Classe Operária (Chaves, Seu Madruga, Chiquinha).E você, de que lado está?


''A direita é a escória.''
RUI COSTA PIMENTA

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Re: Transporte Público

Mensagem por E.R » 11 Mar 2020, 11:26

https://veja.abril.com.br/blog/radar/on ... -mulheres/

O Brasil pouco tem a comemorar quando o assunto é violência contra a mulher. De olho no quadro, algumas iniciativas começam a surgir.

Para evitar casos de assédio e garantir viagens mais confortáveis, algumas empresas de ônibus rodoviário interestadual já oferecem assentos diferenciados para as mulheres.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), a média é de quatro poltronas por ônibus, identificadas com capas em tom lilás ou rosa, especialmente reservadas para o público feminino.

O serviço não tem custo adicional e quando uma poltrona não é ocupada por uma mulher, permanece vazia. É uma forma de garantir às passageiras que somente outra mulher sentará ao seu lado.
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Re: Transporte Público

Mensagem por E.R » 01 Abr 2020, 09:46

EXTRA

Trabalhadores de atividades essenciais, que não podem fazer quarentena, como funcionários de supermercados e vigilantes estão enfrentando dificuldade de deslocamento no Rio de Janeiro.

É que as linhas de ônibus municipais estão circulando com menos veículos, reduziram o horário de operação e, em alguns casos, até pararam de rodar.

O problema é maior na Zona Oeste, onde o serviço de transporte já era uma queixa dos moradores e o problema se agravou desde o início da crise do coronavírus.

Fiscal de caixa de um supermercado no Méier, Ana Paula Chaves de Aguiar, de 37 anos, moradora de Senador Camará, na Zona Oeste, ficou surpresa na quarta-feira passada quando chegou ao ponto e não encontrou o 918 (Bangu-Bonsucesso), que a levaria a até a estação da Supervia em Bangu, onde ela pega outra condução para o trabalho. Ao ligar para a garagem, a passageira foi informada que a suspensão da linha é por tempo indeterminado.

— Era o único ônibus que me servia. Agora tenho de pegar van ou caminhar de 15 a 20 minutos até o ponto final do 393 (Bangu-Candelária). Como trabalho à noite e saio muito tarde, a empresa paga o Uber na volta — disse a passageira, que tem ligado para a garagem da empresa de ônibus todos os dias, recebendo sempre a mesma resposta.

O comerciário Rafael Monteiro, de 26 anos, reclamou do sumiço de pelo menos três linhas em Santa Cruz, onde mora. Segundo ele, a 898 (Sepetiba-Campo Grande), a 870 (Santa Cruz-Sepetiba), sua variante SV 870, que faz o trajeto pela Estrada do Piaí, e a 17 (Santa Cruz-Campo Grande) não são mais vistas nas ruas desde que a pandemia se instalou.

Em alguns casos, segundo ele, a linha primeiro reduz o número de veículos até sumir por completo. Foi o que ele disse ter ocorrido com a 17, criada para atender o eixo da Avenida Cesário de Melo após o fechamento das 22 estações do BRT do trecho. Dessas, apenas três paradas foram reabertas (General Olímpio, Gastão Rangel e Cajueiro). Por isso, a linha ainda é tão importante para os moradores. Mas ontem, no ponto final, em Santa Cruz, até a cabine do despachante estava fechada. A placa indicando o ponto estava coberta pelo mato.

— O reflexo disso é o isolamento total, por falta de opção de transporte, para quem mora no Cesarão, Cesarinho, Cosmos e Vila Paciência — reclamou.
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Re: Transporte Público

Mensagem por E.R » 05 Abr 2020, 16:46

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Re: Transporte Público

Mensagem por E.R » 11 Mai 2020, 23:11

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Mensagem por E.R » 08 Jun 2020, 07:31

NOTÍCIAS
https://valor.globo.com/brasil/noticia/ ... -rio.ghtml

A queda abrupta da circulação de pessoas durante a pandemia da covid-19 já reduziu em R$ 843 milhões as receitas das empresas de ônibus no Rio de Janeiro de meados de março ao fim de maio, o equivalente a 11% do faturamento anual das companhias.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado (Fetranspor), Armando Guerra Junior, conta que o setor se prepara para a retomada das atividades a partir dos próximos dias temendo um colapso no sistema.

Ele destaca que a crise atual pressionará as tarifas para cima de forma “inimaginável” e que será preciso rediscutir o próprio modelo de financiamento da mobilidade urbana do país, de forma a incorporar subsídios.

Os ônibus representam 74% do transporte público no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a Fetranspor, a demanda pelo sistema de ônibus, no Rio de Janeiro, na semana passada, era 66% menor que a registrada em fevereiro, antes da pandemia.

O executivo afirma que as operações voltaram a um viés de alta, mas que a situação financeira das companhias preocupa. Segundo Armando Guerra Junior, a crise atual poderá ser a “gota d’água” para muitas das viações que já operavam com dificuldades.

“[Durante a pandemia], os fornecedores ficaram quietos e deram um tempo para regularização das dívidas. Estamos retomando as operações, agora, mesmo que de maneira incipiente, e aí vai começar a pressão. As companhias de ônibus vão precisar comprar combustível, pneu, peças e os fornecedores só vão querer pagamento antecipado, porque a maioria tem créditos a receber. Acho que na retomada é que o problema maior vai ocorrer”, afirmou ao Valor.

O transporte intermunicipal rumo à capital voltará a operar a partir de sábado. A retomada, contudo, será gradual. A Fetranspor estima que, ao fim do ano, os ônibus estarão operando com 65% a 70% dos níveis de passageiros pré-pandemia e que serão necessários ainda de dois a três anos para que a demanda se recupere totalmente.

Com o agravamento da crise financeira, o setor se movimenta, junto ao Congresso, por meio da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em defesa de um pacote de socorro ao segmento. As empresas pedem entre R$ 1,5 bilhão a R$ 2,5 bilhões - a depender do nível de serviço que os poderes concedentes definirão para a retomada.

A proposta é criar um vale de transporte social.

“O governo federal compraria créditos de transporte para alocar esses créditos em programas sociais, como o Bolsa Família. Seria um programa de âmbito nacional, para ajudar as empresas de transporte a passar por esse momento”, explicou.

Para o executivo, a crise atual exigirá uma solução para a tarifa do transporte público para 2021. Ele explica que o reajuste anual é calculado com base no custo do sistema dividido entre os passageiros pagantes.

Ele defende um novo modelo para sustentar a mobilidade urbana, com subsídios. “Não há mais como sustentar esse modelo predominante no Brasil, onde o passageiro paga 100% do custo de transporte. Aqui, as três pontas [empresas, prefeituras e passageiros] estão insatisfeitas e de certa forma todas têm razão.”
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Mensagem por Rondamon » 08 Jun 2020, 13:28

Da série "Vai dar merda, vai"... (ou melhor, está dando merda)

Prefeitura de SP determina que ônibus circulem apenas com capacidade máxima de passageiros sentados - https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/notic ... ados.ghtml
Ônibus circulavam com passageiros em pé em SP nesta segunda-feira (08) - https://viatrolebus.com.br/2020/06/onib ... -feira-08/
Há 8 anos no Fórum Chaves! :vitoria:

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Mensagem por E.R » 10 Jun 2020, 20:01

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https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/notic ... -rua.ghtml

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Nesta quarta-feira (10), primeiro dia de reabertura do comércio na capital paulista, ônibus circularam lotados e com passageiros em pé, indo contra a recomendação da prefeitura de São Paulo de irem apenas pessoas sentadas.

Uma das linhas em que passageiros estavam em pé nesta terça é a 407P-10, que faz o trajeto de Guaianases, no extremo da Zona Leste, para o Metrô Tatuapé.

No terminal Tatuapé, a reportagem também registrou dois coletivos saindo lotados, das linhas Vila Guarani-Metro Tatuapé e Metrô Tatuapé-Mooca.
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Mensagem por E.R » 17 Jun 2020, 09:29

NOTÍCIAS
https://veja.abril.com.br/blog/radar/ca ... tro-em-sp/

Nesta quarta, o Cade vai julgar em definitivo o caso do cartel do metrô, um dos maiores imbróglios já analisados pelo órgão e que afetou pelo menos 27 licitações e contratos que somam 9,4 bilhões de reais em São Paulo.

O processo que apura formação de cartel para fraudar licitações de trens e metrôs em São Paulo está pautado na sessão que começa às 10h.

Em julho do ano passado, depois de seis anos de investigações, 11 empresas e 42 pessoas foram condenadas pelo conselho por formação de cartel.

A decisão foi unânime e as multas aplicadas às empresas somaram 515,5 milhões de reais.
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Mensagem por E.R » 19 Jun 2020, 11:23

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Mensagem por E.R » 23 Jun 2020, 19:50

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Mensagem por E.R » 25 Jun 2020, 00:20

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Mensagem por E.R » 25 Jun 2020, 09:45

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Mensagem por Barbano » 25 Jun 2020, 09:51

Também, o Caram e o Covas só fizeram bobagem nessa área, com atitudes precipitadas. Ele caiu, vamos ver se agora tem mais racionalidade nas decisões.

Retomar a frota normal com a demanda reduzida foi cagada. O custo operacional fica muito alto para a prefeitura, ainda mais em tempos de queda de receita.
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Mensagem por E.R » 26 Jun 2020, 05:37

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https://extra.globo.com/noticias/rio/pr ... 98993.html

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Três dias após anunciar que ônibus poderiam circular com passageiros em pé, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou um decreto no Diário Oficial que regulamenta a prática.

De acordo com as novas regras, os coletivos deverão respeitar o limite de dois passageiros por metro quadrado.

O texto traz ainda uma série de obrigações tanto para os passageiros como para as concessionárias de transporte público que deverão ser cumpridas durante a flexibilização do isolamento social na cidade.

A Secretaria municipal de Transportes vai recomendar aos usuários que deem um passo de distância dos outros, entre os que estiverem de pé no corredor.

Já as concessionárias serão orientadas a pintar marcações no chão dos coletivos para ajudar no distanciamento.

O decreto prevê punições para os passageiros que descumprirem as regras. De acordo com o texto, os usuários que desobedecerem às normas poderão ser advertidos e, em caso de reincidência, convidados a se retirar dos coletivos ou das estações, com o auxílio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, caso necessário.

O artigo 4º do decreto, direcionado aos passageiros, traz algumas determinações : que os usuários higienizem as mãos antes e depois da viagem; que evitem tocar o rosto enquanto as mãos não estiverem higienizadas; que deem prioridade ao pagamento da passagem com cartão magnético, para evitar manusear dinheiro e que usem o antebraço para proteger o rosto no caso de tosse ou espirros.

As obrigações das concessionárias estão no artigo 5º do decreto, que determina, entre outras coisas, que as empresas higienizem os coletivos nos intervalos das viagens; que disponibilizem álcool em gel nas estações do BRT; que organizem filas na área externa dos terminais; e que providenciem equipamentos de proteção para todos os funcionários.

O secretário municipal de Transportes, Paulo Jobim, afirmou em depoimento gravado em vídeo que a pasta vai "continuar a fiscalizar rigorosamente o cumprimento das normas" e pediu a colaboração dos passageiros e das empresas.

— Nós temos a nossa responsabilidade: continuar a fiscalizar rigorosamente o cumprimento das normas. Agora os prestadores de serviço também têm suas responsabilidades. Eles têm que higienizar os veículos, orientar as equipes, evitar que as regras sejam descumpridas. E você, usuário do serviço, preserve sua vida e preserve as vidas de outras pessoas mantendo as distâncias regulamentares, evitando as aglomerações, higienizando as mãos, usando máscaras o tempo inteiro, evitando portanto que aqueles momentos de pico no transporte público sejam fator de disseminação do vírus — afirmou.

Já o presidente do Rio Ônibus, Cláudio Callack, demonstrou preocupação com alguns pontos do decreto e ressaltou que "não é natural do contrato de trabalho" dos motoristas ter poder de polícia para expulsar passageiros dos veículos.

— Não é natural do contrato de trabalho do rodoviário fiscalizar passageiros ou ter o poder de polícia para controlar o que consta da resolução. É importante também lembrar que a gente precisa de uma atenção maior do poder público, como vem acontecendo em várias outras cidades que tiveram atenção da situação financeira em que as empresas de ônibus se encontram para que elas possam retomar as atividades de uma maneira sadia, que teve o seu resultado agravado durante o período da pandemia — afirmou.

O professor de infectologia da UFRJ Edimilson Migowski afirma que o transporte público é o principal gargalo no combate à disseminação do novo coronavírus.

— É importante ter veículos, vagões e carros suficientes nesses meios de trabsporte para que as pessoas possam ser transportadas com distanciamento seguro umas das outras. O meio de transporte com grandes aglomerações é o principal local de disseminação do vírus. É o principal gargalo, já que estamos diante de uma doença que se transmite de pessoa para pessoa. Todos os olhares devem cair sobre o transporte público nesse momento. Uma prática que pode ajudar é o escalonamento de entrada e saída do trabalho, de forma que reduza os horários de pico nos transportes públicos — afirma o especialista.

O Metrô Rio registrou um aumento no número de passageiros essa semana, em relação às semanas anteriores. A quantidade de usuários registrado nesta quarta-feira foi 10% superior em comparação às últimas semanas, de acordo com a concessionária. Ainda assim, a prestadora de serviço estimou uma perda de 357.518 passageiros somente nesta quarta-feira.

O BRT também registrou um aumento gradativo no número de passageiros. De acordo com o consórcio, "com a adoção das medidas restritivas necessárias para o combate da Covid-19, a redução de passageiros no BRT Rio chegou a 75%. Este índice caiu gradativamente e agora a redução se mantém em 60% em relação ao último dia antes das medidas restritivas".
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