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Codec H.266 Versatile Video Coding (VVC) é 50% menor que H.265 entregando a mesma qualidade

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https://exame.com/revista-exame/pico-de ... uarentena/
A quarentena que começou em março no Brasil já dura mais de 100 dias.
Com profissionais e estudantes em casa, o notebook virou ferramenta essencial para trabalhar ou estudar.
Com lojas fechadas, as vendas desses eletrônicos via internet tiveram uma alta inesperada em 2020.
Segundo dados da empresa brasileira de inteligência de mercado Compre & Confie, o faturamento do setor de notebooks no comércio eletrônico no Brasil foi de 2,1 bilhões de reais entre os meses de março e junho de 2020, um crescimento de 85,2% em relação ao mesmo período no ano passado.
O preço médio dos produtos também subiu. Passou de 1.943 para 2.092 reais, um aumento de 7,1% no período.
A consultoria de mercado americana IDC estima que o segmento de notebooks tenha crescido 18,8% no Brasil durante o primeiro trimestre de 2020.
A maior parte das vendas não foi para empresas, mas para pessoas físicas.
Uma das empresas que mais cresceram no setor foi a Multilaser. A companhia registrou um aumento de 60% nas vendas de notebooks de janeiro a junho deste ano.
Os produtos mais vendidos pela empresa custavam até 1.500 reais, como os aparelhos da linha Legacy. Fernando Nogueira, gerente de produtos da Multilaser, conta que a quarentena diminuiu os gastos dos consumidores.
“Como as famílias estão mais em casa, passou a haver um percentual maior de gastos com produtos que equipam os lares”, afirma.
A curitibana Positivo Tecnologia também registrou um crescimento relevante durante a pandemia da covid-19.
No primeiro trimestre, a Positivo vendeu 18,6% mais notebooks do que no mesmo período do ano passado.
“A demanda foi tão alta que as empresas compraram computadores pelo varejo”, diz Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia.
Além das brasileiras, a sul-coreana Samsung também viu uma alta significativa nas vendas de notebooks.
As vendas de computadores da Samsung subiram 26% entre a segunda quinzena de março e o início de junho.
“Primeiro, vendemos mais notebooks com configurações avançadas. Depois, o mercado voltou ao mix normal, mas mantendo alto volume de vendas”, diz Luciano Beraldo, gerente sênior da divisão de notebooks da Samsung no Brasil.
Já para Ricardo Bloj, presidente da Lenovo no Brasil, a necessidade de usar os notebooks em casa para atividades importantes pode mudar a forma como o consumidor vê esse tipo de produto.
“A pandemia fez com que surgissem novos padrões de comportamento e consumo, além de acelerar a transformação digital nas empresas. Modelos híbridos mesclando trabalho presencial e remoto, por exemplo, podem estimular o segmento corporativo e áreas como educação e saúde”, diz.
A pergunta que fica agora é se a alta do mercado é ou não uma onda passageira. Além da demanda elevada, o que puxa para cima os números do mercado de notebooks neste ano são a antecipação e a estocagem de varejistas antes da alta do dólar, que já era prevista no começo do ano por causa da pandemia.
Rodrigo Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, acredita que a adesão do comércio às vendas online seja um movimento positivo no longo prazo, mas a consultoria prevê uma queda no setor de notebooks ainda neste ano.
“O boom do mercado nos faz esperar uma retomada ao patamar normal, mas devemos ter uma queda no terceiro trimestre no Brasil. Outros mercados também se comportaram assim. Após a queda, é esperada uma retomada gradual”, afirma.
Com mais notebooks e hábitos de consumo de eletrônicos via internet, o “novo normal” deverá ser mais conectado para todo o mercado.
A quarentena que começou em março no Brasil já dura mais de 100 dias.
Com profissionais e estudantes em casa, o notebook virou ferramenta essencial para trabalhar ou estudar.
Com lojas fechadas, as vendas desses eletrônicos via internet tiveram uma alta inesperada em 2020.
Segundo dados da empresa brasileira de inteligência de mercado Compre & Confie, o faturamento do setor de notebooks no comércio eletrônico no Brasil foi de 2,1 bilhões de reais entre os meses de março e junho de 2020, um crescimento de 85,2% em relação ao mesmo período no ano passado.
O preço médio dos produtos também subiu. Passou de 1.943 para 2.092 reais, um aumento de 7,1% no período.
A consultoria de mercado americana IDC estima que o segmento de notebooks tenha crescido 18,8% no Brasil durante o primeiro trimestre de 2020.
A maior parte das vendas não foi para empresas, mas para pessoas físicas.
Uma das empresas que mais cresceram no setor foi a Multilaser. A companhia registrou um aumento de 60% nas vendas de notebooks de janeiro a junho deste ano.
Os produtos mais vendidos pela empresa custavam até 1.500 reais, como os aparelhos da linha Legacy. Fernando Nogueira, gerente de produtos da Multilaser, conta que a quarentena diminuiu os gastos dos consumidores.
“Como as famílias estão mais em casa, passou a haver um percentual maior de gastos com produtos que equipam os lares”, afirma.
A curitibana Positivo Tecnologia também registrou um crescimento relevante durante a pandemia da covid-19.
No primeiro trimestre, a Positivo vendeu 18,6% mais notebooks do que no mesmo período do ano passado.
“A demanda foi tão alta que as empresas compraram computadores pelo varejo”, diz Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia.
Além das brasileiras, a sul-coreana Samsung também viu uma alta significativa nas vendas de notebooks.
As vendas de computadores da Samsung subiram 26% entre a segunda quinzena de março e o início de junho.
“Primeiro, vendemos mais notebooks com configurações avançadas. Depois, o mercado voltou ao mix normal, mas mantendo alto volume de vendas”, diz Luciano Beraldo, gerente sênior da divisão de notebooks da Samsung no Brasil.
Já para Ricardo Bloj, presidente da Lenovo no Brasil, a necessidade de usar os notebooks em casa para atividades importantes pode mudar a forma como o consumidor vê esse tipo de produto.
“A pandemia fez com que surgissem novos padrões de comportamento e consumo, além de acelerar a transformação digital nas empresas. Modelos híbridos mesclando trabalho presencial e remoto, por exemplo, podem estimular o segmento corporativo e áreas como educação e saúde”, diz.
A pergunta que fica agora é se a alta do mercado é ou não uma onda passageira. Além da demanda elevada, o que puxa para cima os números do mercado de notebooks neste ano são a antecipação e a estocagem de varejistas antes da alta do dólar, que já era prevista no começo do ano por causa da pandemia.
Rodrigo Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, acredita que a adesão do comércio às vendas online seja um movimento positivo no longo prazo, mas a consultoria prevê uma queda no setor de notebooks ainda neste ano.
“O boom do mercado nos faz esperar uma retomada ao patamar normal, mas devemos ter uma queda no terceiro trimestre no Brasil. Outros mercados também se comportaram assim. Após a queda, é esperada uma retomada gradual”, afirma.
Com mais notebooks e hábitos de consumo de eletrônicos via internet, o “novo normal” deverá ser mais conectado para todo o mercado.



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https://valor.globo.com/empresas/notici ... anos.ghtml
Impulsionada por dólar alto e demanda elevada durante a pandemia, a inflação dos notebooks em junho de 2020 atingiu o maior patamar em quase sete anos.
Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Valor Econômico, mostra que a alta de preços de computadores e periféricos - segmento representado basicamente por laptops e notebooks - foi de 1,73% no mês passado, a mais forte desde setembro de 2013 (1,79%).
Em 12 meses até junho, a elevação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), já atinge 4,2%, maior nível desde outubro de 2016 (4,69%).
A tendência é que os preços se mantenham em alta, ainda que num ritmo menos intenso, segundo André Braz, economista da FGV e responsável pelo levantamento.
Esse tipo de produto está se tornando mais caro por influência de duas forças : o alto patamar do dólar, que encarece a compra de componentes importados; e o aumento da procura, já que a maior parte das empresas teve de implementar às pressas um sistema de “home office”, para seus funcionários trabalharem em casa durante a quarentena.

Impulsionada por dólar alto e demanda elevada durante a pandemia, a inflação dos notebooks em junho de 2020 atingiu o maior patamar em quase sete anos.
Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Valor Econômico, mostra que a alta de preços de computadores e periféricos - segmento representado basicamente por laptops e notebooks - foi de 1,73% no mês passado, a mais forte desde setembro de 2013 (1,79%).
Em 12 meses até junho, a elevação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), já atinge 4,2%, maior nível desde outubro de 2016 (4,69%).
A tendência é que os preços se mantenham em alta, ainda que num ritmo menos intenso, segundo André Braz, economista da FGV e responsável pelo levantamento.
Esse tipo de produto está se tornando mais caro por influência de duas forças : o alto patamar do dólar, que encarece a compra de componentes importados; e o aumento da procura, já que a maior parte das empresas teve de implementar às pressas um sistema de “home office”, para seus funcionários trabalharem em casa durante a quarentena.




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A quarentena, devido à implementação "forçada" do home-office, salvou as vendas dos notebooks, um tipo de computador que as pessoas praticamente já nem compravam mais.
"Se aproveitaram da minha astúcia" - VELOSO, Caetano
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https://exame.com/revista-exame/do-sem- ... -o-atraso/
Em uma fazenda no interior de Mato Grosso, máquinas agrícolas com sistema de condução autônoma operam em lavouras de soja e milho.
A programação das rotas e o posicionamento preciso são feitos por meio de uma rede de internet celular 4G da operadora Claro. É uma opção em regiões aonde a banda larga fixa, muito comum nos grandes centros, não chega.
Essa tem sido a realidade de muitos brasileiros : 29% dos domicílios no país não têm nenhum tipo de acesso à internet, de acordo com dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.
Em áreas rurais do Brasil, essa parcela sobe para 49%.
Uma das explicações para essa carência está nas dimensões continentais do Brasil, o que dificulta a implantação de redes de fibra óptica, considerada a tecnologia mais eficiente de banda larga fixa.
Há muitos anos, as alternativas adotadas em diversas localidades têm sido o rádio e os chips de 3G e 4G.
Mas está a caminho uma revolução para levar conectividade às grandes massas e colocar o Brasil em pé de igualdade com os países desenvolvidos : é a quinta geração de internet, ou 5G.
Quem está saindo na frente na briga por esse mercado é a Claro, subsidiária da mexicana América Móvil, que começou a implantar em julho as primeiras redes de quinta geração do país em alguns bairros de São Paulo e do Rio de Janeiro — antes mesmo da realização do leilão de frequências 5G pelo governo, que deve ficar para 2021.
O plano da Claro é tirar da espanhola Vivo o lugar de maior operadora de telefonia móvel do Brasil.
“Estamos na corrida para buscar a liderança do mercado nacional. O forte ganho de participação que obtivemos nos últimos anos demonstra a força de nossa trajetória”, afirma Paulo Cesar Teixeira, presidente da unidade de consumo e pequenas e médias empresas da Claro.
O 5G promete uma velocidade teórica de internet de até 10 Gigabits por segundo (Gbps), dez vezes maior do que a do 4G, e com menor latência (velocidade de resposta) na transmissão dos dados, o que permitirá o desenvolvimento de tecnologias promissoras, como a internet das coisas (IoT), a telemedicina, os veículos autônomos, a inteligência artificial e a indústria 4.0.
Em processo similar, a expansão da quarta geração de internet viabilizou uma vasta gama de serviços sem os quais, hoje, é difícil imaginar a vida : transporte individual por aplicativo (como Uber e 99), troca de mensagens instantâneas (WhatsApp), streaming (Netflix, Amazon Prime Video e Spotify) e entregas de todos os tipos (iFood, Uber Eats e Rappi).
O 5G também terá um papel social importante : deverá servir como a última ponta da rede de internet rápida a alcançar regiões que estão fora dos grandes centros.
A fibra leva o sinal até as antenas, que, por sua vez, distribuem a conexão via aérea por um custo mais baixo. O banco de investimento americano Goldman Sachs declarou em um recente relatório a clientes que a implementação do 5G será mais barata do que a de fibra óptica : o custo cairia de 700 dólares para 606 dólares por residência.
Em larga escala, a nova tecnologia levaria a uma economia monumental de recursos, o que poderia reduzir o fosso digital que existe no mundo. A falta de conectividade pune principalmente a população mais vulnerável, que tem pouco acesso imediato a informações sobre saúde, oportunidades de trabalho remoto, telemedicina e escola, no caso de centenas de milhões de crianças e adolescentes que precisam manter os estudos à distância.
No Brasil, 134 milhões de pessoas utilizam a internet, mas somente 15 em cada 100 domicílios têm acesso à banda larga fixa, de acordo com dados do Banco Mundial.
O leilão do 5G promete diminuir o atraso do Brasil, porém a operadora que conseguir se antecipar terá um grande trunfo. Ao se lançar primeiro no 5G, a Claro repete a estratégia da Vivo, a primeira a implantar o 3G no Brasil em meados de 2004.
“O 5G reforça a imagem da Claro de uma empresa inovadora, com tecnologia de ponta. É importante para ganhar mercado. A Vivo fez isso com o 3G e a TIM tentou a mesma estratégia com o 4G”, afirma Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações.
A Claro já dava uma mostra de suas intenções em meados de 2017, quando inaugurou no mercado brasileiro o 4.5G, internet com a promessa de velocidade dez vezes maior do que a do 4G tradicional, porém utilizando a mesma faixa de frequência. Chamadas ilimitadas em território nacional e dentro do grupo em viagens ao exterior, sem custos, também passaram a fazer parte de seu pacote pós-pago.
Segundo a Claro, a ofensiva rendeu à empresa muitos frutos : dos cerca de 580.000 clientes que o segmento ganhou até maio de 2020, 500.000 assinaram com a Claro. Agora a operadora pretende ganhar ainda mais destaque ao ser a primeira a oferecer o 5G no país.
A Claro promete uma conexão até 12 vezes mais rápida do que a do 4G convencional com o compartilhamento de frequências que já estão disponíveis atualmente.
No entanto, a rede funcionará somente em aparelhos que suportam o 5G, como os celulares da linha Edge, da Motorola, lançados no Brasil em julho.
A expectativa é que até o final de 2020 outros aparelhos cheguem ao mercado brasileiro e ampliem o alcance — apesar da previsão de preços altos dos modelos, acima de 5.000 reais.
“O novo processador Snapdragon viabilizará a chegada de celulares 5G de gama intermediária no final deste ano”, afirma Fiore Mangone, diretor de desenvolvimento de negócios da Qualcomm, líder do mercado de processadores e modem para celulares.
Em São Paulo, a nova cobertura de 5G será oferecida inicialmente em regiões de maior concentração de pessoas, como a Avenida Paulista e os Jardins, sendo ampliada gradativamente.
O mesmo vai acontecer no Rio de Janeiro, iniciando pelos bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa.
Depois do lançamento do serviço de “quase 5G” da Claro, as concorrentes Vivo e TIM também anunciaram planos para oferecer serviços similares, mostrando como a disputa pela liderança do segmento não tem sido fácil.
A Claro concluiu no ano passado a aquisição da Nextel, ganhando um pouco mais de espectro de internet e também uma oportunidade de abrir vantagem sobre a TIM, atual terceira maior.
Mas a briga está embolada por causa da recuperação judicial da Oi, que conta com 36 milhões de clientes na telefonia móvel. O plano de reestruturação que foi apresentado aos credores da empresa inclui a venda de quatro ativos. O mais valioso é o de telefonia móvel, avaliado em aproximadamente 15 bilhões de reais.
Na tentativa de abocanhar um pedaço, Claro, Vivo e TIM fizeram entre si um acordo e apresentaram no dia 18 de julho uma proposta conjunta para adquirir o negócio. O que as empresas não esperavam era o lance de uma operadora até então desconhecida no Brasil, a Highline, controlada pelo fundo americano Digital Colony. Em 22 de julho, a Highline ganhou da Oi o direito de negociar exclusivamente o ativo depois de fazer uma oferta cujo valor não foi divulgado.
Fontes próximas às empresas não descartam um novo lance conjunto por parte de Vivo, Claro e TIM, mas até o fechamento desta edição da EXAME não havia notícia de uma nova proposta. Outra possibilidade é que a Highline esteja se cacifando para virar uma grande operadora no país disputando o leilão de 5G, o que atrapalharia os planos das outras três operadoras.
O caminho da prosperidade digital não é fácil. Estados e municípios precisam chegar a um consenso em relação à instalação e ao uso das novas antenas voltadas para o 5G, porque a regulação brasileira do segmento ainda é muito divergente entre os entes da federação.
O Brasil também pode ficar no meio de uma disputa geopolítica : a empresa chinesa Huawei, de produtos e infraestrutura de telecomunicações, é acusada pelo governo americano de espionagem, e sua participação no processo de implementação do 5G nos Estados Unidos e em parceiros comerciais, incluindo o Brasil, poderá ser vetada.
Marcelo Motta, diretor de cibersegurança e soluções da Huawei, refuta as suspeitas que recaem sobre a companhia. “Somos a empresa mais transparente em cibersegurança do mundo, temos centros que permitem a clientes e governos testarem nossas tecnologias. Nos 22 anos que estamos presentes no Brasil, as operadoras nunca apresentaram problemas”, afirma o executivo.
O pano de fundo dessa disputa é um avanço tecnológico e econômico inédito na história das nações e uma oportunidade de ouro de o Brasil finalmente deixar de ser apenas um produtor de commodities para entrar no século 21.
Em uma fazenda no interior de Mato Grosso, máquinas agrícolas com sistema de condução autônoma operam em lavouras de soja e milho.
A programação das rotas e o posicionamento preciso são feitos por meio de uma rede de internet celular 4G da operadora Claro. É uma opção em regiões aonde a banda larga fixa, muito comum nos grandes centros, não chega.
Essa tem sido a realidade de muitos brasileiros : 29% dos domicílios no país não têm nenhum tipo de acesso à internet, de acordo com dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.
Em áreas rurais do Brasil, essa parcela sobe para 49%.
Uma das explicações para essa carência está nas dimensões continentais do Brasil, o que dificulta a implantação de redes de fibra óptica, considerada a tecnologia mais eficiente de banda larga fixa.
Há muitos anos, as alternativas adotadas em diversas localidades têm sido o rádio e os chips de 3G e 4G.
Mas está a caminho uma revolução para levar conectividade às grandes massas e colocar o Brasil em pé de igualdade com os países desenvolvidos : é a quinta geração de internet, ou 5G.
Quem está saindo na frente na briga por esse mercado é a Claro, subsidiária da mexicana América Móvil, que começou a implantar em julho as primeiras redes de quinta geração do país em alguns bairros de São Paulo e do Rio de Janeiro — antes mesmo da realização do leilão de frequências 5G pelo governo, que deve ficar para 2021.
O plano da Claro é tirar da espanhola Vivo o lugar de maior operadora de telefonia móvel do Brasil.
“Estamos na corrida para buscar a liderança do mercado nacional. O forte ganho de participação que obtivemos nos últimos anos demonstra a força de nossa trajetória”, afirma Paulo Cesar Teixeira, presidente da unidade de consumo e pequenas e médias empresas da Claro.
O 5G promete uma velocidade teórica de internet de até 10 Gigabits por segundo (Gbps), dez vezes maior do que a do 4G, e com menor latência (velocidade de resposta) na transmissão dos dados, o que permitirá o desenvolvimento de tecnologias promissoras, como a internet das coisas (IoT), a telemedicina, os veículos autônomos, a inteligência artificial e a indústria 4.0.
Em processo similar, a expansão da quarta geração de internet viabilizou uma vasta gama de serviços sem os quais, hoje, é difícil imaginar a vida : transporte individual por aplicativo (como Uber e 99), troca de mensagens instantâneas (WhatsApp), streaming (Netflix, Amazon Prime Video e Spotify) e entregas de todos os tipos (iFood, Uber Eats e Rappi).
O 5G também terá um papel social importante : deverá servir como a última ponta da rede de internet rápida a alcançar regiões que estão fora dos grandes centros.
A fibra leva o sinal até as antenas, que, por sua vez, distribuem a conexão via aérea por um custo mais baixo. O banco de investimento americano Goldman Sachs declarou em um recente relatório a clientes que a implementação do 5G será mais barata do que a de fibra óptica : o custo cairia de 700 dólares para 606 dólares por residência.
Em larga escala, a nova tecnologia levaria a uma economia monumental de recursos, o que poderia reduzir o fosso digital que existe no mundo. A falta de conectividade pune principalmente a população mais vulnerável, que tem pouco acesso imediato a informações sobre saúde, oportunidades de trabalho remoto, telemedicina e escola, no caso de centenas de milhões de crianças e adolescentes que precisam manter os estudos à distância.
No Brasil, 134 milhões de pessoas utilizam a internet, mas somente 15 em cada 100 domicílios têm acesso à banda larga fixa, de acordo com dados do Banco Mundial.
O leilão do 5G promete diminuir o atraso do Brasil, porém a operadora que conseguir se antecipar terá um grande trunfo. Ao se lançar primeiro no 5G, a Claro repete a estratégia da Vivo, a primeira a implantar o 3G no Brasil em meados de 2004.
“O 5G reforça a imagem da Claro de uma empresa inovadora, com tecnologia de ponta. É importante para ganhar mercado. A Vivo fez isso com o 3G e a TIM tentou a mesma estratégia com o 4G”, afirma Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações.
A Claro já dava uma mostra de suas intenções em meados de 2017, quando inaugurou no mercado brasileiro o 4.5G, internet com a promessa de velocidade dez vezes maior do que a do 4G tradicional, porém utilizando a mesma faixa de frequência. Chamadas ilimitadas em território nacional e dentro do grupo em viagens ao exterior, sem custos, também passaram a fazer parte de seu pacote pós-pago.
Segundo a Claro, a ofensiva rendeu à empresa muitos frutos : dos cerca de 580.000 clientes que o segmento ganhou até maio de 2020, 500.000 assinaram com a Claro. Agora a operadora pretende ganhar ainda mais destaque ao ser a primeira a oferecer o 5G no país.
A Claro promete uma conexão até 12 vezes mais rápida do que a do 4G convencional com o compartilhamento de frequências que já estão disponíveis atualmente.
No entanto, a rede funcionará somente em aparelhos que suportam o 5G, como os celulares da linha Edge, da Motorola, lançados no Brasil em julho.
A expectativa é que até o final de 2020 outros aparelhos cheguem ao mercado brasileiro e ampliem o alcance — apesar da previsão de preços altos dos modelos, acima de 5.000 reais.
“O novo processador Snapdragon viabilizará a chegada de celulares 5G de gama intermediária no final deste ano”, afirma Fiore Mangone, diretor de desenvolvimento de negócios da Qualcomm, líder do mercado de processadores e modem para celulares.
Em São Paulo, a nova cobertura de 5G será oferecida inicialmente em regiões de maior concentração de pessoas, como a Avenida Paulista e os Jardins, sendo ampliada gradativamente.
O mesmo vai acontecer no Rio de Janeiro, iniciando pelos bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa.
Depois do lançamento do serviço de “quase 5G” da Claro, as concorrentes Vivo e TIM também anunciaram planos para oferecer serviços similares, mostrando como a disputa pela liderança do segmento não tem sido fácil.
A Claro concluiu no ano passado a aquisição da Nextel, ganhando um pouco mais de espectro de internet e também uma oportunidade de abrir vantagem sobre a TIM, atual terceira maior.
Mas a briga está embolada por causa da recuperação judicial da Oi, que conta com 36 milhões de clientes na telefonia móvel. O plano de reestruturação que foi apresentado aos credores da empresa inclui a venda de quatro ativos. O mais valioso é o de telefonia móvel, avaliado em aproximadamente 15 bilhões de reais.
Na tentativa de abocanhar um pedaço, Claro, Vivo e TIM fizeram entre si um acordo e apresentaram no dia 18 de julho uma proposta conjunta para adquirir o negócio. O que as empresas não esperavam era o lance de uma operadora até então desconhecida no Brasil, a Highline, controlada pelo fundo americano Digital Colony. Em 22 de julho, a Highline ganhou da Oi o direito de negociar exclusivamente o ativo depois de fazer uma oferta cujo valor não foi divulgado.
Fontes próximas às empresas não descartam um novo lance conjunto por parte de Vivo, Claro e TIM, mas até o fechamento desta edição da EXAME não havia notícia de uma nova proposta. Outra possibilidade é que a Highline esteja se cacifando para virar uma grande operadora no país disputando o leilão de 5G, o que atrapalharia os planos das outras três operadoras.
O caminho da prosperidade digital não é fácil. Estados e municípios precisam chegar a um consenso em relação à instalação e ao uso das novas antenas voltadas para o 5G, porque a regulação brasileira do segmento ainda é muito divergente entre os entes da federação.
O Brasil também pode ficar no meio de uma disputa geopolítica : a empresa chinesa Huawei, de produtos e infraestrutura de telecomunicações, é acusada pelo governo americano de espionagem, e sua participação no processo de implementação do 5G nos Estados Unidos e em parceiros comerciais, incluindo o Brasil, poderá ser vetada.
Marcelo Motta, diretor de cibersegurança e soluções da Huawei, refuta as suspeitas que recaem sobre a companhia. “Somos a empresa mais transparente em cibersegurança do mundo, temos centros que permitem a clientes e governos testarem nossas tecnologias. Nos 22 anos que estamos presentes no Brasil, as operadoras nunca apresentaram problemas”, afirma o executivo.
O pano de fundo dessa disputa é um avanço tecnológico e econômico inédito na história das nações e uma oportunidade de ouro de o Brasil finalmente deixar de ser apenas um produtor de commodities para entrar no século 21.



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Comentário radical
Eu tive o LG G3 e achava ele excelente.
"Se aproveitaram da minha astúcia" - VELOSO, Caetano
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William English, co-criador do mouse de computador, morre aos 91 anos

Uma das primeiras versões do mouse de computador. Crédito: Getty
Se você está em um computador desktop neste momento, provavelmente está usando um mouse. Neste caso, você deveria saudar William English.
English, um engenheiro e pesquisador, morreu em San Rafael, Califórnia, no dia 26 de julho, aos 91 anos de idade, devido a insuficiência respiratória.
Embora seu colega Douglas Englebart seja mais conhecido por ter tido a ideia do mouse para computador, English foi o homem que realmente o fez acontecer.
No final dos anos 1950, os computadores não eram nada parecidos com o que são hoje. Eles eram dispositivos de encaixe que dependiam de cartões perfurados, máquinas de escrever e impressoras.
Foi por volta dessa época, depois de deixar a Marinha, que English encontrou pela primeira vez Englebart no Standford Research Institute (conhecido hoje como SRI International).
A ideia de Englebart era criar um novo tipo de computador onde qualquer um pudesse manipular imagens na tela – um onde fosse possível usar um dispositivo para selecionar imagens e símbolos. Entretanto, de acordo com o New York Times, Englebart teve dificuldades para comunicar a ideia a outros. English era a mente rara que entendia o que Englebart estava tentando fazer, mas também como fazê-lo.
Em 1963, English havia criado um protótipo baseado em notas e esboços rudimentares de Englebart. O primeiro mouse apresentava uma caixa de madeira que abrigava dois “potenciômetros” – mecanismos elétricos que funcionavam rastreando o movimento de duas rodas enquanto elas se moviam através de uma superfície.
Eles decidiram dar ao dispositivo o nome de mouse porque o cursor na tela – apelidado de CAT (gato, em inglês) – parecia estar “perseguindo” o “mouse” (rato) através da tela.
Em 1965, English liderou um projeto patrocinado pela NASA para determinar a melhor maneira de selecionar um ponto na tela de um computador. O mouse ganhou. Mais tarde, enquanto trabalhava no laboratório PARC Xerox nos anos 1970, English desenvolveu o mouse com esfera, que substituiu as rodas por uma esfera móvel.
English também desempenhou um papel fundamental na apresentação histórica de 1968, “The Mother of All Demos” (A Mãe de Todas as Demonstrações). Englebart e English tinham desenvolvido um computador experimental denominado oNLine System (NLS) que tinha de todos os elementos que você encontra hoje na computação pessoal moderna – hipertexto, janelas, gráficos, videoconferência, processamento de texto, etc.
Englebart fez a apresentação de 90 minutos em 9 de dezembro de 1968, mas foi English que fez com que tudo corresse sem problemas nos bastidores. Ele dirigiu toda a produção dos fundos do Auditório Cívico em São Francisco, usando câmeras e microfones para coordenar o vídeo ao vivo, de duas vias, entre o laboratório em Menlo Park e a sala de apresentação.
E como se isso tudo não fosse o suficiente, English também ajudou a adaptar as ideias de Englebart para desenvolver o Xerox Alto enquanto estava na companhia. O Alto serviu mais tarde como inspiração para os sistemas Apple Lisa e Macintosh, assim como para os primeiros PCs Windows da Microsoft.
Da próxima vez que você usar o computador, saúde o herói William English.
https://gizmodo.uol.com.br/william-engl ... s-91-anos/
Se não fossem eles estaríamos digitando comandos até hoje. F
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