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Re: Livros
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MensagemEnviado: 24 Out 2018, 20:58 
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https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/livraria-cultura-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial.html

Afogada em dívidas há pelo menos dois anos, a Cultura, a segunda maior rede de livrarias do Brasil, deu entrada hoje na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo com um pedido de recuperação judicial.

Há pouco mais de um ano, já em crise, a Cultura comprou a operação da Fnac no Brasil, mais um negócio que não deu certo. Há um mês, fechou a última loja da Fnac.

E, na semana passada, fechou as portas de uma das filiais da Cultura no Rio de Janeiro.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 24 Out 2018, 21:08 
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Alguém sabe onde posso encontrar a obra completa de Anne Frank noticiada aqui e prevista para lançamento em 2017?

http://www.blogdaeditorarecord.com.br/2 ... do-diario/

Curioso que uma versão em quadrinhos do diário também foi anunciada e é fácil de achar. :ponder:

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Re: Livros
MensagemEnviado: 27 Out 2018, 08:01 
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https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mauricio-meireles/2018/10/livraria-cultura-diz-que-compra-da-fnac-piorou-sua-crise-financeira.shtml

A aquisição da operação brasileira da Fnac, em vez de ajudar, piorou a crise da Livraria Cultura, diz a rede livreira em seu pedido de recuperação judicial, aceito pela Justiça.

A petição com o pedido dá detalhes até aqui inéditos sobre a real situação das contas da Cultura.

Desde a incorporação da Fnac, em 2017, a receita líquida da rede encolheu 39%.

Mesmo com aumento de seus custos e queda nas vendas, a livraria diz que manteve seus preços estagnados —isso fez com que, nos últimos quatro anos, a empresa tivesse fluxo de caixa negativo.

Diante da situação, a rede precisou apelar ao crédito nos bancos — o endividamento com o setor financeiro está em R$ 63 milhões, cerca de 25% da receita líquida da Cultura.

Diante disso, esses credores colocaram “travas bancárias” para a empresa ter acesso aos recursos gerados com o cartão de crédito da livraria — responsável por 70% de seu faturamento total.

Nesta sexta (26), os advogados da rede pediam à Justiça a liberação dessas contas bancárias.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 27 Out 2018, 11:37 
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em breve teremos o monopólio da Amazon em relação a venda de livros

eles decidirão o que vamos ou não ler

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Quem vota #BgsDNV vota em:

- criação do sub-fórum Espaço Kids: livre postagem de manifestações de apoio ao candidato Jair Bolsonaro
- criação do Fórum Privilegiado: fim das relações diplomáticas com o outro fórum a não ser que haja fusão
- revitalização do mini-chat: o mini-chat vai voltar pra home e todos os candidatos a moderação serão submetidos a uma sabatina ao vivo na plataforma
- fim do puxa saquismo: banimento do usuário Ramyen
- fim da dublagem Maga no Multishow: todos os episódios das séries Chaves e Chapolin serão imediatamente redublados (clipes inclusos)
- fim do privilégio na administração: votos de moderadores terão o mesmo peso que o de administradores em votações internas
- fim dos debates chatos: os debates para a moderação serão organizados por Fabio em uma gincana de #afazendaconectada

ATUALIZAÇÃO:
- fim da mamata (spoiler: ela vai acabar): moderadores que tiverem posturas autoritárias serão punidos da mesma forma com que se punem usuários comuns
- criação do mandato colaborativo: a moderação não pode ser de 1 usuário, dessa forma, propostas e ideias poderão ser apresentadas num tópico específico. As postagens que tiverem mais respostas ou curtidas serão levadas imediatamente a votação na Politura.
- legalização do flood: chega de critérios autoritários para definir o que é o que não é útil.

#BgsDNV, quem conhece confia! :campeao:
coligação pela renovação do FCH


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Re: Livros
MensagemEnviado: 28 Out 2018, 10:27 
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A Amazon só é boa pra comprar livros, revistas ou encadernados. :joinha:

Porque tem outros produtos no site que eles levam semanas pra entregar.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 30 Out 2018, 09:16 
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O GLOBO

O ano de 2018 promete ser um dos mais difíceis para as livrarias do país.

Ontem, a Saraiva anunciou o fechamento de lojas.

De acordo com uma fonte, foram encerradas as operações de 12 unidades, como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. A rede ficará com 84 filiais.

Em comunicado, a empresa, que não confirmou o número de lojas fechadas, disse que “as iniciativas refletem um esforço da companhia em obter rentabilidade e ganho de eficiência operacional, dentro de uma estrutura mais enxuta e dinâmica”.

Com a reestruturação, a Saraiva diz que “continua a investir em seu futuro e reforçará sua estratégia voltada para o digital”. A internet já responde por 38,4% das vendas da empresa.

—O mercado de livraria sofre com a concorrência digital. Os livros são produtos que se adaptam muito bem ao comércio via web, onde os custos são bem menores que os das lojas, principalmente em shoppings. Para completar, o brasileiro lê pouco, e o jovem de hoje, menos ainda — analisa Antônio Cesar Carvalho, sócio da consultoria Acomp e professor de gestão da FGV.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 31 Out 2018, 06:28 
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O GLOBO

A Companhia das Letras confirmou ontem que a americana Peguin Random House comprou mais uma fatia da editora brasileira e passará a ter o controle da empresa. O fundador da casa, Luiz Schwarcz, continua na presidência.

— Na prática, nada muda — disse Luiz Schwarcz, em entrevista ao GLOBO. — O que vai acontecer é uma unificação do departamento financeiro, para melhorar o fluxo de prestação de contas. Do ponto de vista de controle editorial, continua tudo da mesma forma que há seis anos.

O grupo Penguin iniciou sua investida sobre a Companhia das Letras em 2012, quando adquiriu 45% das ações da editora brasileira.

Agora, o grupo Penguin assumiu 70% do total da empresa.

—O cenário de crise em que estamos no momento seria ideal para eles adiarem mais uma vez (a opção de ampliar sua participação). No entanto, foi exatamente o contrário. Na avaliação deles, essa crise é passageira, e o mercado editorial local voltará a se desenvolver —diz o presidente da editora.

Luiz Schwarcz e sua mulher, Lilia, que tem cargo de direção na editora, passarão a ser sócios minoritários, com 30% da empresa.

A família Moreira Salles, que fazia parte da constituição acionária, sai da sociedade.

Pelo acordo, Schwarcz mantém o cargo de presidente por tempo indeterminado. Ele garante apostar na renovação, que já diz estar em curso na editora.

— Durante as negociações, disseram pra mim que, se eu quisesse ficar mais 20 anos, por eles não tinha problema — afirma ele.

Em comunicado, Markus Dohle, presidente da Penguin, escreveu : “Sou grato pela permanência do Luiz na liderança da Companhia, e estou confiante de que, alongo prazo, a situação macroeconômica brasileira vai melhorar ”.

Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), diz que o negócio faz parte de um processo de concentração que vem acontecendo desde os anos 1980 :

— O mercado brasileiro é pequeno ainda, com poucos leitores e consumo baixo. O grupo Penguin é um dos cinco maiores do mundo. Tem condições de administrar uma situação como essa.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 03 Nov 2018, 03:20 
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https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/11/crise-das-redes-saraiva-e-cultura-expoe-problemas-de-gestao-no-setor-livreiro.shtml

O mercado editorial no Brasil nunca pareceu tão próximo de uma catástrofe — com as duas principais redes de livrarias do país, Saraiva e Cultura, em uma crise profunda, reduzindo o número de lojas e com dívidas que parecem sem fim.

Líder do mercado, a Saraiva, que já acumula atrasos de pagamentos a editores nos últimos anos, anunciou nesta semana o fechamento de 20 lojas. Em nota, a rede afirma que a medida tem a ver com “desafios econômicos e operacionais”, além de uma mudança na “dinâmica do varejo”.

Na semana anterior, a Livraria Cultura entrou em recuperação judicial — no pedido à Justiça, a rede afirma acumular prejuízos nos últimos quatro anos, ter custos que só crescem e vendas menores. Mesmo assim, diz a petição enviada ao juiz, não teria aumentado seus preços.

O enrosco da Cultura está explicado aí. Diante da crise, a empresa passou a pegar dinheiro emprestado com os bancos —o tamanho da dívida é de R$ 63 milhões, cerca de 25% de sua receita líquida.

Com os atrasos nos pagamentos das duas redes, editoras já promoveram uma série de demissões ao longo dos últimos dois anos.

O cenário de derrocada, contudo, parece estar em descompasso com os números de vendas. Desde o começo do ano, os dados compilados pela Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, levantados a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mostravam que o meio livreiro vinha dando sinais de melhoras pela primeira vez desde o início da recessão econômica que abala o país.

No acumulado deste ano, o mercado cresceu 5,7% em número de exemplares vendidos e 9,33% em faturamento. No primeiro semestre, o preço do livro aumentou em média 4,5% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Simone Paulino, da Nós, editora independente de São Paulo, enxerga um descompasso entre as vendas em alta e a crise. Nas palavras dela, “um paradoxo assustador”.

“A editora nunca vendeu tanto na Cultura quanto nesses últimos seis meses”, diz. E é justamente nesse período que eles não têm sido pagos.

“O modelo de produção do livro é muito complicado. Você investe desde a compra do direito autoral ou tradução e vai investindo ao longo de todo o processo. Na hora que você deveria receber, esse dinheiro não volta”, diz Paulino.

“Os grandes grupos têm uma estrutura de advogados que vão ter estratégia para tentar receber. E para os pequenos? O que vai acontecer?”

Segundo Paulino, está sendo articulada entre as editoras de pequeno porte uma espécie de coalizão, para que tenham maior poder de pressão.

Para entender essa contradição na qual as vendas de livros crescem e as livrarias penam, vale lembrar que esse crescimento surge depois de um movimento de queda em curso por vários anos.

“Não é que o mercado esteja crescendo, ele está se recuperando”, diz Carlo Carrenho, consultor editorial e fundador do Publishnews, boletim de notícias do segmento.

O que a Saraiva e a Cultura estão enfrentando agora tem a ver com uma questão mundial, segundo Carrenho, em que “a livraria de rede tem um futuro bem complicado”.

O pedido de recuperação judicial da Cultura ilustra bem essa tese. De acordo com os dados apresentados à Justiça, a receita líquida da empresa encolheu quase 40% de 2017 para cá. O lucro, por sua vez, encolheu em quase um terço.

Ismael Borges, gestor da Nielsen e responsável pela ferramenta Bookscan, também coloca a má fase da macroeconomia brasileira como um dos principais fatores da crise do mercado editorial.

Com a recessão, houve queda na venda de livros de entretenimento e cultura, enquanto os voltados para carreira e negócios foram mais visados.

Os preços dos livros, por exemplo, se analisados em longo prazo, sofreram declínio, diz Borges. Ele dá o exemplo de “O Código da Vinci”, que custava R$ 39,90 há quatro anos. “Uma vez aplicada a inflação do período, o mesmo livro deveria custar algo como R$ 80 [hoje em dia]”, diz. Agora, o romance best-seller de Dan Brown custa R$ 49,90.

Editores, de fato, reclamam com frequência que o preço do livro não foi corrigido de acordo com a inflação ao longo da década passada. Nos últimos anos, contudo, as editoras têm pouco a pouco subido o valor, como mostram os números da Nielsen.

Carrenho diz que as causas da crise vão além dos problemas econômicos do país. Em comparação com outras indústrias, “o setor editorial está demorando para se modernizar”. Segundo ele, o segmento tem dificuldades com a padronização e a organização dos livros, e há constante desperdício de
recursos em logística.

Redes de médio porte, como a Leitura e as Livrarias Curitiba, podem não estar no paraíso, mas se encontram em situação mais confortável.

A Leitura abriu seis lojas neste ano e fechou duas. Uma das pioneiras em ecommerce, a rede mineira iniciou suas vendas online em 1998. Há cerca de três anos, na contramão das outras livrarias, decidiu sair do mercado virtual, após anos de déficit.

A estratégia deles inclui fechar todas as lojas que ficam deficitárias por mais de dois anos e abrir novas unidades em locais pouco visados pelo mercado, como Porto Velho, ou mesmo em regiões metropolitanas, por exemplo.

Para o diretor da Leitura, Marcus Teles, o fechamento de unidades da Saraiva é “um bom sinal”. Não porque os competidores, em tese, ganhariam mais espaço, mas sim porque a Saraiva finalmente está dando sinais de que está “trabalhando na recuperação dos resultados”, o que é bom para o mercado, segundo ele.

Neste ano, as Livrarias Curitiba não fecharam nenhuma unidade e abriram uma nova, em São Paulo. Do ano passado para cá, investimentos da empresa somaram R$ 45,3 milhões, segundo Marcos Pedri, diretor comercial do grupo.

Ao contrário da Leitura, a rede paranaense quer expandir as vendas pela internet. “Ele [o ecommerce] funciona bem. Hoje ele tem o faturamento de uma boa loja física, por isso queremos expandir o online”, diz Pedri.

“Enquanto a Cultura e a Saraiva estão com problemas, a Leitura e a Curitiba estão crescendo e indo relativamente bem. No estilo ‘come quieto’, a Leitura já é uma rede nacional”, afirma Carlo Carrenho.

“E ainda há a Amazon crescendo no Brasil, que tem práticas competitivas muito graves: pagar em dia e responder emails”, ironiza o consultor.

Diante do cenário de crise, a maior parte dos editores aposta em uma carta tirada da manga no apagar das luzes do governo Temer — a criação, no país, do preço fixo do livro, nos moldes de boa parte de países europeus, como França e Alemanha.

Um texto, redigido por um grupo de trabalho no Ministério da Cultura, está na Casa Civil, e editores articulam para que a norma seja implantada por medida provisória.

A proposta estabelece que, durante um ano após o lançamento de um título, as livrarias podem dar descontos de no máximo 10% em cada obra. Depois disso, ficam livres para dar o desconto que quiserem.

Os editores se inspiram no pujante mercado europeu. Por lá, o preço fixo existe desde 1837, quando a Dinamarca criou a sua lei limitando descontos, abolida só em 2001.

A crença é a de que a crise atual é em partes causada pela guerra de preço. Unificar o valor de capa permitiria um florescimento das livrarias independentes, uma vez que elas competiriam de forma mais justa com as grandes redes.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 06 Nov 2018, 07:09 
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O ESTADO DE S.PAULO

Depois de verem a Livraria Cultura sucumbir à recuperação judicial, por conta de seu alto endividamento, as editoras estão empenhadas em evitar que a Livraria Saraiva siga o mesmo destino, afirmam fontes do setor.

O Sindicato Nacional das Editoras de Livros (Snel) convocou para amanhã uma reunião para definir estratégias para negociar com a Saraiva, que acumulava dívida com fornecedores da ordem de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.

O entendimento do setor é que a Saraiva seria “grande demais para quebrar”. Mesmo após o fechamento de mais de 20 lojas na semana passada, a companhia ainda é a maior rede do país, com 84 unidades, e também tem uma venda forte pelo e-commerce.

Hoje, a participação da Saraiva nas vendas de livros estaria em cerca de 30%. Logo, perder uma cadeia de distribuição deste porte poderia afetar o fluxo de caixa de curto prazo do segmento.

O problema agora seria definir uma forma de negociar os débitos sem necessidade de recorrer à recuperação judicial – que garante ao devedor um período “sabático” de seis meses nos pagamentos aos credores.

Para evitar a recuperação judicial, no entanto, a Saraiva estaria pedindo cortes de quase 50% nos valores devidos e também um prazo longo para pagamento.

Apesar da disposição das editoras em conversar – tanto para recuperar dívidas que se estendem por até dois anos quanto para evitar a falência de pequenos selos de livros –, esse não é o tipo de negociação que se resolva facilmente.

Além de questões internas – como a malfadada aposta em produtos de tecnologia – fontes ligadas à empresa dizem que a rede brasileira sofre também com a concorrência da Amazon, que hoje já representa cerca de 10% das vendas de livros no País.

Embora a varejista online compre livros – em vez de pegá-los em consignação –, existe a preocupação de o mercado se concentrar demais nas mãos da gigante americana, que é conhecida por vender livros com descontos agressivos.

Apesar das dificuldades das livrarias, dados do Snel mostram que o consumo de livros no País voltou a crescer em 2018. De janeiro a outubro de 2018, as vendas em volume tiveram uma alta de 3,65%, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, houve uma alta de 5,37% no faturamento total. O valor médio por exemplar vendido também subiu, atingindo R$ 43,24.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 09 Nov 2018, 08:08 
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https://veja.abril.com.br/economia/a-beira-do-abismo-2/

É dramático o momento do mercado editorial brasileiro. As duas maiores redes de livrarias do país, a Saraiva e a Cultura, que, juntas, respondem por cerca de 40% das vendas de livros (ficção e não ficção), estão em gravíssima crise financeira. E a derrocada de ambas ameaça levar junto uma parte das editoras, com consequências negativas para os escritores e leitores. Profissionais com décadas de experiência afirmam que nunca enfrentaram turbulência parecida (leia a coluna de José Francisco Botelho, na pág. 101). A redução da tiragem de obras e do número de lançamentos, a limitação de espaço a novos autores e a demissão de funcionários já são medidas adotadas por editoras para diminuir o prejuízo nos últimos meses. Mas o esforço pode ser em vão. “Sabemos que a situação das editoras é muito dura, e nossa postura é negociar como alguém que está do mesmo lado da mesa. A Saraiva precisa de editoras fortes e saudáveis para voltar a crescer”, afirma Jorge Saraiva Neto, diretor-presidente da livraria.

A dívida da Cultura, a segunda maior rede do país, é de 285 milhões de reais. Sem conseguir pagar o que deve, a empresa pediu recuperação judicial, um instrumento da lei que a protege e lhe permite ganhar tempo — são seis meses sem pagar os credores — enquanto monta um plano de reestruturação do passivo a longo prazo. A Saraiva, cuja dívida é estimada em 420 milhões de reais (dos quais 100 milhões em atraso, segundo cálculos do mercado), está em negociação com as editoras para tentar evitar o mesmo caminho, mas sua primeira proposta foi recusada na última semana. As duas já vinham atrasando pagamentos havia meses. Fundador da Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos Pereira acredita que a possibilidade de editoras fecharem por não receber das duas redes é real, especialmente entre as pequenas e médias companhias. Elas estão numa encruzilhada: não podem abrir mão das vendas nos dois gigantes, mas ao mesmo tempo sabem que a probabilidade de tomar um calote é enorme. “É um momento muito nebuloso”, define Pereira. Para seduzirem o leitor, editoras e distribuidoras têm lançado mão de alternativas como clubes de assinatura, uso de plataformas de venda como Submarino, Amazon e Magazine Luiza e feiras de livros. Em paralelo, o investimento em sites próprios de e-commerce também cresceu. Mas ainda são canais de venda complementares, sem o público cativo que a Saraiva e a Cultura oferecem.

A situação das duas maiores redes de livrarias do país obedece a um enredo clássico de crise. Cada uma a seu modo, ambas fizeram investimentos — como lojas muito grandes, as megastores, com mais de 1 500 metros quadrados — que não deram o retorno esperado. Num momento de euforia da economia brasileira, contraíram dívidas para fazer investimentos que não se mostraram sustentáveis. Eletrônicos passaram a dividir espaço com livros, DVDs e CDs nas prateleiras da Saraiva. Se por um lado o mix ajudou a elevar a receita, por outro se mostrou um desafio para os executivos. Esses itens respondem por um terço do faturamento, mas consomem metade do capital de giro da empresa e têm uma complexidade tributária com a qual as livrarias, habituadas à isenção de impostos, não sabem lidar. Para tentar se reerguer, a Saraiva voltará a se concentrar em literatura e música, anunciou a demissão de 700 funcionários e o fechamento de vinte lojas. Na renegociação com as editoras, ainda em andamento, não está descartada a troca de parte da dívida por ações da companhia.

Somada às más decisões executivas, a recessão econômica do país formou a tempestade perfeita. As receitas com as vendas de livros caíram 20% na crise de 2015 a 2017. Outro fator fundamental para a crise foi a estratégia de promoções agressivas de editoras e livrarias. Mesmo livros recém-lançados que eram best-sellers garantidos foram colocados à venda com descontos de 20% ou mais, o que comprometeu a rentabilidade. É uma estratégia consagrada pela Amazon, que ganha dinheiro com outras fontes, mas a prática já era adotada no mercado brasileiro muito antes de o gigante americano entrar no país, em 2011. A francesa Fnac e a Submarino (no comércio on-­line) foram duas das pioneiras desse modelo no Brasil. Para as editoras, o plano era ampliar a base de leitores e compensar a redução da margem de lucro com o volume de vendas. Não deu certo e a conta não fechou. A inflação acumulada nos últimos oito anos ficou em torno de 50%, impactando despesas como aluguéis e salários, enquanto o preço médio do livro caiu 8%.

Agora, as editoras e as livrarias buscam inspiração em modelos como o francês, com limitação do desconto oferecido em lançamentos. As livrarias, por sua vez, prometem implementar inovações que busquem a eficiência da operação. É importante que se mexam rápido, para evitar que um passo em falso arraste todas para o abismo — o que seria uma tragédia para a cultura nacional.

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Re: Livros
MensagemEnviado: 11 Nov 2018, 10:16 
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ANCELMO GOIS - O GLOBO

As editoras brasileiras ficaram em maus lençóis com o pedido de recuperação judicial da Livraria Cultura.

No mercado editorial, a Cultura deve R$ 7,5 milhões à Cia. das Letras, R$ 3,7 milhões à GMT (Sextante, Arqueiro e Sextante Ficção) e R$ 3,6 milhões à Record.

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