Tóquio 2021

Jogos programados para 2020 acontecerão em julho de 2021.

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Mensagem por E.R » 15 Mai 2020, 17:23

NOTÍCIAS
https://www.maquinadoesporte.com.br/art ... 40204.html

O Comitê Olímpico Internacional (COI) prevê que terá um gasto de US$ 800 milhões com o adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021.

O presidente do COI, Thomas Bach, afirmou, em uma entrevista concedida para a mídia mundial, que alocará US$ 650 milhões na realização do evento no ano que vem, enquanto US$ 150 milhões serão destinados para os comitês internacionais dos países-membros.

De acordo com o dirigente, esse valor não inclui os gastos que a cidade de Tóquio terá com o adiamento.

Cálculos preliminares dão conta de que mais US$ 2,7 bilhões deverão ser gastos pelos japoneses, que já haviam desembolsado US$ 12,6 bilhões para organizar a competição em 2020.

Até o momento, o COI já disponibilizou mais de US$ 25 milhões para cobrir os custos extras de atletas e equipes relacionados ao adiamento de um ano das Olimpíadas de Tóquio, que agora ocorrerá de 23 de julho a 8 de agosto de 2021.
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Mensagem por E.R » 02 Jun 2020, 02:15

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https://agenciabrasil.ebc.com.br/esport ... olimpiadas

A federação internacional de skate, World Skate anunciou a aprovação da mudança de calendário das competições esportivas pelo Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), devido alteração dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para 2021.

De acordo com o novo cronograma, todos os eventos classificatórios para as Olimpíadas vão se encerrar em 29 de junho do ano que vem.

Ou seja, os dois melhores resultado obtidos na primeira janela, em 2019, serão mantidos. Restam ainda 4 eventos que serão levados em consideração.

As pontuações conquistadas através de campeonatos nacionais de cada país serão atualizadas trimestralmente no Ranking Mundial de Skate.

Já aquelas alcançadas via competições continentais sofrerão alteração no término delas.

Ao todo serão 20 skatistas de cada gênero disputando o ouro olímpico em Tóquio.

O masculino e feminino utilizam o mesmo critério de classificação : uma vaga destinada ao país-sede, 16 pelo Ranking Mundial e três alcançadas via Campeonato Mundiais.
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Mensagem por E.R » 04 Jun 2020, 20:22

NOTÍCIAS
https://www.uol.com.br/esporte/ultimas- ... m%E2%80%8B

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse, hoje, que pode ser necessário realizar uma Olimpíada "simplificada" no próximo ano devido ao impacto da pandemia de covid-19 e que os organizadores já estão discutindo possíveis mudanças.

Os comentários dela ocorreram depois que o jornal Yomiuri informou que várias opções, como teste obrigatório de coronavírus e números menores de espectadores, estavam sendo consideradas pelos organizadores.

"Precisamos racionalizar o que precisa ser racionalizado e simplificar o que precisa ser simplificado", completou.
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Mensagem por E.R » 20 Jun 2020, 14:01

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https://globoesporte.globo.com/olimpiad ... basa.ghtml

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O futebol já conhece a bola que será usada nas Olimpíadas de Tóquio, no ano que vem.

Foi lançada a peça inspirada no mangá "Capitão Tsubasa".

Os desenhos dos personagens da série foram encomendados diretamente a Yoichi Takahashi, idealizador do mangá.

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O mangá "Captain Tsubasa", sucesso lançado nos anos 80, é sobre o futebol. O foco da história está nas aventuras da seleção japonesa com foco em seu capitão, Oliver Tsubasa.

A série é caracterizada por movimentos de futebol dinâmicos contidos em ações fantasiosas.

Também mostra o relacionamento de Tsubasa com seus amigos e oponentes, além de sua rotina como jogador.
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Mensagem por E.R » 26 Jun 2020, 04:32

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Mensagem por E.R » 18 Jul 2020, 02:18

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Mensagem por E.R » 08 Set 2020, 16:59

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https://www.terra.com.br/esportes/lance ... 7kc2p.html

Vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o australiano John Coates declarou nesta segunda-feira que os Jogos de Tóquio acontecerão em 2021, independentemente da disponibilidade ou não de uma vacina contra a Covid-19.

A abertura da Olimpíada está marcada para o dia 23 de julho, e a da Paralimpíada, para o dia 24 de agosto.

"Vão acontecer com ou sem Covid. Os Jogos vão começar em 23 de julho do ano que vem. Os Jogos seriam os Jogos da Reconstrução após a devastação do tsunami (em referência ao desastre natural em 2011). Agora, serão os Jogos que conquistaram a Covid, a luz no fim do túnel", disse.
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Mensagem por E.R » 28 Set 2020, 23:39

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https://www.maquinadoesporte.com.br/art ... 41445.html

O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2020 espera diminuir o número de participantes não-atletas entre 10% e 15%.

Adiado para o ano que vem, a medida faz parte de uma redução de 50% nos custos da competição.

Em 25 de setembro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os organizadores locais anunciaram que chegaram a um acordo sobre medidas destinadas a maximizar a economia de custos e aumentar a eficiência na entrega de Tóquio 2020, que deverá começar em 23 de julho de 2021.

A lista de medidas foi dividida em quatro categorias principais : partes interessadas, infra-estrutura, promoção e outras áreas de interesse.

Além de reduzir o número de funcionários presentes nos Jogos Olímpicos, as medidas iniciais incluem a racionalização dos serviços de transporte, o ajuste das atividades dos espectadores nos locais de competição e a realização de uma série de reuniões pré-evento on-line.

O COI e os organizadores locais formaram um comitê de direção conjunto para se concentrar na entrega de Tóquio 2020 logo após a pandemia do coronavírus, o que levou ao adiamento do evento em março.

A dupla anunciaria mais tarde que estava planejando realizar um evento "racionalizado" e "simplificado" após o adiamento, o que o COI espera custar à organização US$ 800 milhões.

Os organizadores estimarão agora a economia de custos que pode ser obtida com as medidas propostas e planejam fornecer uma atualização na reunião da diretoria executiva do COI em outubro.
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Mensagem por E.R » 05 Nov 2020, 02:39

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https://globoesporte.globo.com/olimpiad ... 2021.ghtml

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O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio confirmou o processo para reembolso dos ingressos para as Olimpíadas e para as Paralimpíadas, adiadas de 2020 para 2021 por causa da pandemia do coronavírus.

Os torcedores que compraram os bilhetes antes do adiamento podem optar por pedir o dinheiro de volta.

Todas as entradas compradas para 2020 são válidas para 2021.

Para residentes no Japão, o pedido de reembolso dos ingressos das Olimpíadas deve ser feito entre 10 e 30 de novembro, enquanto os das Paralimpíadas, entre 1º e 21 de dezembro.

O fã que mora fora do país-sede dos Jogos e comprou o bilhete em uma revendedora autorizada deve procurar a revendedora, pois cada uma vai ter o próprio processo de devolução do dinheiro.
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Mensagem por E.R » 11 Nov 2020, 08:41

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Mensagem por E.R » 13 Dez 2020, 02:40

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https://entretenimento.r7.com/prisma/fl ... s-12122020

Em uma reunião de final de ano da área de Eventos do Grupo Globo, realizada na última quinta-feira, foram anunciadas algumas alterações no desenho de cobertura esportiva para o próximo ano.

Entre as principais decisões, ficou estabelecido que Olimpíada do Japão, transferida para 2021, terá toda a sua transmissão feita daqui.

O planejamento que existia, com montagem de estúdios lá, realização de programas e o deslocamento de narradores e comentaristas, foi alterado.

Agora, todo o trabalho ou grande parte dele será feito aqui mesmo no Brasil, nas suas sedes do Rio de Janeiro e em São Paulo.

Só os repórteres irão viajar.

Não havendo mudanças, a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Japão irá acontecer no dia 23 de julho, com a sua cobertura se estendendo até 8 de agosto.
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Mensagem por CHarritO » 17 Dez 2020, 18:00

https://globoesporte.globo.com/olimpiad ... quio.ghtml

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A Rússia está proibida de usar seu nome, sua bandeira e seu hino nas competições dos próximos dois anos, incluindo as Olimpíadas de verão, marcadas para Tóquio no ano que vem, os Jogos de Inverno, que serão em Pequim em 2022, e a Copa do Mundo de futebol, no Catar, também em 2022. A decisão foi confirmada nesta quinta-feira pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.

Atletas e times russos poderão competir nas Olimpíadas e em outros eventos, mas não com seus uniformes e bandeiras. Eles, confirmado que não estão envolvidos em escândalos de doping, poderão competir, mas não representando a Rússia, e sim sob uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), no caso das Olimpíadas.

Segundo o Tribunal, as autoridades russas adulteraram um banco de dados do laboratório de testes de Moscou antes de entregá-lo aos investigadores da WADA no ano passado, que continha evidências prováveis ​​para processar violações de doping de longa data. Isso foi a gota d´água, depois de todo o escândalo que já tinha ocorrido em 2015. Na ocasião, veio a público o escândalo de doping institucionalizado no país, inclusive com suporte do Governo local.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas deixou nas mãos das federações nacionais a decisão de executar a suspensão. No Rio, por exemplo, os competidores do atletismo da Rússia não puderam usar a bandeira do país, o mesmo acontecendo com o remo e levantamento de peso. Nos Jogos de inverno de 2018, o pais não participou de nenhuma modalidade, com os atletas, sem a bandeira, conquistando 17 medalhas.
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / desde 2016)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH (2010)
Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Pentacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017 e 2019)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)
Campeão de O Sobrevivente - Copa América (2019)
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Mensagem por E.R » 22 Dez 2020, 03:16

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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2 ... iada.shtml

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu manter a suspensão de dois anos por doping imposta pela Federação Internacional de Judô a Rafaela Silva.

Com isso, a atleta não poderá disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio, com início em 23 de julho de 2021.
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Mensagem por E.R » 02 Jan 2021, 02:55

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Mensagem por E.R » 19 Jan 2021, 02:51

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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2 ... -fas.shtml

Ir a uma Olimpíada não é um sonho só de atletas. Muitos apaixonados pelo esporte se programam durante anos, fazem poupança e gastam o que podem e o que não podem pela chance de presenciar o megaevento.

O que acontece quando a realização dos Jogos está sob dúvidas há quase um ano, como no caso da edição de Tóquio-2020 ?

Em março do ano passado, a Olimpíada japonesa, que aconteceria dali a quatro meses, foi adiada para julho e agosto de 2021. O cenário ainda incerto da pandemia da Covid-19, porém, deixa no ar tanto a sua realização quanto a presença de público local e estrangeiro nas arenas de competição.

“São quatro anos de investimento. É muito trabalho. Decidimos que vamos para o Japão de qualquer jeito e vamos fazer turismo [em caso de cancelamento], mas vai ser decepcionante”, afirma Rubens Tofolo Junior, 50, organizador do grupo de torcedores Chapolins Brasileiros.

Os fãs ainda têm esperanças de participar de sua terceira Olimpíada, desta vez viajando com 15 integrantes e com cerca de 300 ingressos já comprados para várias modalidades.

Segundo o médico, o investimento para a viagem ao Japão foi mais que o dobro das anteriores, girando em torno de R$ 400 mil. Ele destaca que todas as passagens para atravessar o mundo foram compradas com as milhas que acumulou, junto com seu companheiro, nos últimos quatro anos, em viagens para dar palestras.

Profissional da saúde na linha de frente contra o coronavírus em Belém, no Pará, ele diz que preferiria o cancelamento ou um novo adiamento da Olimpíada do que vê-la de arquibancadas vazias. Sabe, porém, que a situação é muito complicada em razão da pandemia.

“Como torcedor tenho esperança, mas, como médico, tenho dúvidas. Na minha opinião teria que vacinar todo mundo, inclusive torcedores. Mas até para atletas, será que todos vão tomar a mesma vacina ? Como vai ter Olimpíada com vacinas diferentes ? Moro em Belém, perto do Amazonas. Ficamos desesperados, mas esperançosos de que daqui até lá tenha uma solução mágica”, afirma.

Segundo determinação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), companhias aéreas tiveram que permitir aos passageiros remarcar ou cancelar voos durante a pandemia.

A Match, revendedora dos ingressos olímpicos no Brasil, deu até novembro de 2020 para quem tinha entradas pedir seu dinheiro de volta. A empresa afirma que 75% dos ingressos disponíveis para os brasileiros já foram vendidos. O COI (Comitê Olímpico Internacional) prevê novo período de reembolso, caso seja necessário.

O advogado Alberto Murray, 55, ex-presidente do Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil e que quase concorreu à presidência da entidade no ano passado, se prepara para ir à sua 13ª Olimpíada consecutiva.

Ele, a mulher e os dois filhos já têm tudo comprado há mais de um ano e também pretendem viajar ao Japão (possivelmente em outra data) caso não possam acompanhar os Jogos.

“Acho que eu sofreria, mas o importante é que os atletas não sofram, então minha opção seria que tivesse a competição [sem público] e paciência. Até porque já quebrou um ciclo de treinamento que é muito relevante para os atletas”, diz.

Quem representa bem o dilema entre o melhor para o esportista e o melhor para o público é Elisa Borges, 51, mãe do mesatenista brasileiro Hugo Calderano, sexto colocado do ranking mundial.

Ela conta que ficou na memória quando, na Rio-2016, o ginásio todo gritava “Hugo é melhor que Neymar” para o filho, criando uma atmosfera incomum na modalidade.

“Com público é sempre melhor. Como espectadora e mãe de atleta, preferia que adiasse um ano, mas sei que não é uma opção. Ou vai ter agora ou não vai ter”, afirma.

Não ir aos Jogos de Tóquio é algo que não passa pela cabeça de Silvia de Oliveira Moraes, 50. Ela trabalha como empregada doméstica na casa de Tofolo, que a convidou para os Chapolins em 2015.

Como o investimento dos integrantes é alto (a caixinha feita por eles prevê R$ 200 por mês para Jogos Pan-Americanos e R$ 500 para Olimpíadas), ela tem auxílio financeiro do grupo, que banca parte dos seus gastos. O médico entende que a organização precisa ter também um papel social.

“Minha maior lembrança foi quando eu vi o [Usain] Bolt. Ele pegou na minha mão. A gente jogou um boneco para ele, aí ele veio com a bandeira perto da gente. Esse dia me marcou”, lembra. Além de ir à Rio-2016, ela esteve no Pan de Lima-2019.

“Acho que minha paixão começou porque minha mãe gostava muito de ver a Olimpíada. Acordava de madrugada, fazia tudo que precisasse para ver. A gente morava em Jurunas [bairro em Belém], e a mamãe sabia o nome de todas as meninas do vôlei, era a paixão dela", conta Silvia, fã da ginasta romena Nadia Comaneci e da brasileira Flávia Saraiva.

Olimpíada também é questão de família para Alberto Murray. Seu avô, Sylvio Magalhães Padilha, disputou os Jogos de Berlim-1936 e foi presidente do COB por 27 anos (1963 a 1990).

“Todas as minhas referências de datas são baseadas em Jogos. Quando quero lembrar um fato que não tem nada a ver com esporte, localizo por ser perto de tal Olimpíada, entre tais Olimpíadas. Eu coleciono objetos, coisas que herdei do meu avô, então não estar presente, ver pela TV, vai ser uma experiência única para mim. Desesperadora”, resume.

Mesmo com o filho classificado, Elisa não tem certeza do que fazer, em razão dos custos e do risco de ter prejuízo se o público for mesmo proibido.

Ela conta que comprou as passagens logo depois do Pan de Lima. Conseguiu lugar para ficar com o marido e a filha por meio de um amigo de Hugo que mora em Tóquio e achou um hotel com preços mais acessíveis.

Como não havia mais ingressos disponíveis para todos os dias de possíveis jogos de Hugo (o calendário só é divulgado às vésperas da competição), a família iria mesmo que apenas com as duas entradas disponibilizadas para os atletas comprarem. Caso não conseguissem adquirir a terceira de outra forma, os três teriam que se revezar, mas ainda assim estavam dispostos a ir ao Japão.

Elisa já suspendeu a reserva da hospedagem e tem até o fim deste mês para remarcar a passagem sem taxas. O problema é que uma definição sobre a presença de público nos Jogos não deve sair antes de março.

“Acho que para a gente morreu muito o clima de ir. Queremos estar lá pelo Hugo, mas é uma viagem super longa, dificilmente estaremos vacinados e não sabemos se vamos conseguir entrar no país. Estou adiando a decisão ao máximo, mas neste momento seria de não ir”, ela diz.

"As pessoas têm passado por coisas muito mais difíceis e dilemas piores que decidir se vamos ou não para a Olimpíada. Só de podermos decidir isso, temos que nos considerar muito sortudos”, completa.
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