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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
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MensagemEnviado: 09 Abr 2018, 14:45 
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A globo fez certinho, ela pagou pelos direito de exibição dos jogos do Coritiba, ai o Atlético-PR na pura malandragem queria exibir e lucrar exibindo o jogo dele contra o Coritiba sozinho, da mesma forma que a Globo não pode exibir jogos do Atlético sem autorização, o Atlético também não pode exibir jogos do Coritiba sem autorização da Globo que é dona destes direitos , aqui no Brasil é um querendo ser mais malandro que o outro...

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Antonio Felipe escreveu:
Uma coisa é "Rafinha", "Borges", "Ecco", etc. Outra coisa é uma escrotidão como "Chapéus sapatos seilá mais o quê CH", "Dona Edivirges CH" e o escambau.

jachegouodiscovoador escreveu:
eu não gosto de cirano de beije rabo de 74 e achei melhor a versão do chapolin.


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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 18 Abr 2018, 16:52 
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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/04/com-fim-de-exclusividade-da-globo-brasileiro-2019-tem-ameaca-de-apagao.shtml

:globo:
Desde 1986, quando não comprou os direitos para a final entre Guarani e São Paulo, o Grupo Globo sempre transmitiu o jogo decisivo do Campeonato Brasileiro. Isso pode não acontecer em 2019.

Dos 20 clubes que hoje estão na Série A do torneio nacional, três estão em negociação com a emissora para renovar pelos jogos em TV aberta e PPV (pay-per-view) para os próximos cinco anos.

Sete clubes assinaram acordos com o Esporte Interativo, emissora que pertence ao Grupo Turner, para as transmissões em TV fechada.

É a maior ameaça à hegemonia da Globo no futebol brasileiro desde 1987, quando o canal fechou contrato com o então recém-criado Clube dos 13 (grupo que reunia as 16 principais equipes do país) e mostrou o torneio com exclusividade.

Consideradas as equipes na elite neste ano, Atlético-PR, Bahia e Palmeiras ainda não assinaram com a Globo para TV aberta e PPV. As negociações estão em andamento porque as equipes não aceitam a oferta, com reduções de 20% (para TV aberta) e 5,2% (em PPV, por jogo).

O corte nos valores é por terem acertado com o Esporte Interativo em TV fechada.

"Embora um clube possa efetivamente vender direitos de mídia separadamente, é inegável que uma mídia pode afetar o valor da outra", justifica Fernando Manuel Pinto, diretor de Direitos Esportivos do Grupo Globo.

Segundo o executivo, os redutores, não obrigatórios, serão aplicados se um clube não garantir os direitos que também valem para os outros, que assinaram em todas as plataformas com a Globo.

As decisões dessas equipes de aceitarem a oferta da Turner limitam a capacidade da Globo de manejar as transmissões. Como o Esporte Interativo dificilmente vai abrir mão dos jogos a que tem direito, a Globo teria uma desculpa para aplicar o redutor.

"Similar à compra de carro usado que contenha uma avaria ou [esteja] amassado. Se você quer o carro, o que faz? Aplica-se um desconto, ou não?", compara Pinto.

Nas primeiras 12 rodadas do Brasileiro deste ano (quando haverá a interrupção para a Copa do Mundo), por exemplo, o SporTV selecionou 24 partidas para serem transmitidas. Não poderia mostrar 16 delas se fossem em 2019.

O artigo 42 da Lei Pelé diz que os direitos de transmissão dos jogos pertencem aos dois times envolvidos.

Se Atlético-PR, Bahia e Palmeiras baterem o pé e não aceitarem o que a Globo propõe, privariam a emissora de 108 dos 380 jogos na TV aberta e PPV, que tem como seu principal atrativo de venda a oferta ao torcedor de todas as partidas de sua equipe.

Em TV fechada, a oferta de partidas será maior, mas, considerando os clubes que estão na Série A neste ano, a gama de opções para o Grupo Globo escolher os jogos a serem mostrados e em quais plataformas será menor.

O Esporte Interativo hoje teria direito a transmitir 42 partidas. O SporTV, 156. Do total, 182 jogos não poderiam ser mostrados por nenhuma emissora em TV fechada. O canal do Grupo Globo pode levar ao ar dois confrontos por rodada. Poderá continuar fazendo isso, mas terá a liberdade de escolha restrita.

A restrição pode ficar maior ou menor dependendo dos rebaixados e promovidos à Série A neste ano. Dos 20 clubes da Série B, o Esporte Interativo fechou com Coritiba, Criciúma, Figueirense, Fortaleza, Paysandu, Ponte Preta e Sampaio Corrêa. Os outros 13 assinaram com a Globo.

A emissora do grupo Turner ofereceu R$ 520 milhões anuais de 2019 a 2024. Do total, R$ 260 milhões serão divididos igualmente entre os clubes, R$ 130 milhões pela classificação no campeonato e outros R$ 130 milhões de acordo com a exposição.

"A força da nossa audiência na TV e nas plataformas digitais vai ajudar a valorizar mais um campeonato que é tão importante para o apaixonado por esportes", afirma Leo Lenz Cesar, vice-presidente de esportes da Turner.

Para a TV fechada, segundo apurou a Folha, o SporTV propôs R$ 500 milhões, partilhados pelas agremiações.

Na aberta, a Globo oferece R$ 600 milhões por ano, sendo R$ 240 milhões divididos de forma uniforme, R$ 180 milhões pela classificação e R$ 180 milhões pela quantidade de jogos transmitidos.

O valor a ser pago no PPV não está definido. A oferta é que dos 100% arrecadados com a venda de assinaturas, 38% sejam repartidos entre os clubes de acordo com pesquisa de torcedores que compraram o serviço.

O time com mais assinantes, receberá mais. Existe valor mínimo a ser pago, que varia de clube para clube. Corinthians e Flamengo assinaram por cerca de R$ 120 milhões por ano, cada.

A reportagem tentou falar com Atlético-PR, Bahia e Palmeiras sobre o assunto, mas não obteve resposta. Por motivos de sigilo contratual, Globo e Esporte Interativo não comentam oficialmente os valores pagos aos clubes.

Até 1987, a Globo fazia as transmissões do Campeonato Brasileiro, mas a negociação ocorria jogo a jogo.
A final de 1986, por exemplo, teve exclusividade da extinta Rede Manchete.

Em 1991, o Grupo Globo fechou um pacote para mostrar ao vivo 25 partidas, mas a Rede Bandeirantes também investia nas transmissões.

Concorrentes como SBT, Record e RedeTV! tentaram a compra dos direitos do Brasileiro, mas nunca conseguiram convencer os clubes.

A Globo passou a ter exclusividade em 1997, negociando com o Clube dos 13. Em alguns anos, cedeu jogos para a Bandeirantes. A entidade que reunia as equipes acabou em 2011, quando houve racha nas negociações de transmissão. A partir daí, a Globo passou a tratar com os clubes.

-

https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2 ... rnet.shtml

Um dos clubes que ainda não fecharam com a Globo a transmissão do Brasileiro de 2019 na TV aberta e no pay-per-view, o Palmeiras ameaça exibir suas partidas pela internet se a emissora não concordar em retirar os redutores dos valores dos contratos em negociação.

O clube acertou a transmissão de seus jogos com o Esporte Interativo na TV fechada e, por isso, recebeu proposta da Globo com descontos.

Uma eventual transmissão pela internet, no entanto, só poderia ser realizada se o adversário do clube concordar.

Na final do Paranaense deste ano, por exemplo, o Atlético-PR teve de encerrar a transmissão que fazia do jogo pela internet por esse motivo.

O Coritiba, adversário do time rubro-negro, havia fechado com a Globo a transmissão de seus jogos no Estadual e não autorizou a exibição da partida pelo rival. A TV Globo também não exibiu a partida por falta de acordo com o Atlético-PR.

Em 2017, no entanto, Atlético-PR e Coritiba decidiram juntos transmitir o clássico paranaense pelo Estadual no YouTube.

A federação vetou a transmissão pouco antes da partida começar e o jogo teve de ser remarcado. Diante da repercussão negativa, a transmissão pela internet aconteceu.

Para ter mais poder de negociação, Atlético-PR, Coritiba, Bahia e Santos combinaram em 2017 que negociariam em conjunto acordo com a Globo.

O novo presidente do Santos, José Carlos Peres, mudou de ideia ao assumir o clube em janeiro. Ele rompeu o acordo do antecessor e assinou com a emissora carioca, o que irritou as outras equipes.

Peres manteve o relacionamento com a Globo na TV aberta e no PPV em troca de um adiantamento de 35% com juros abaixo do de mercado.

Nos contratos assinados entre clubes e Esporte Interativo há previsão de compensação quando a agremiação não fechar com a Globo na TV aberta. Os times e a emissora do Grupo Turner não revelam os valores previstos nesses casos.

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 18 Abr 2018, 17:23 
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então caso o Palmeiras não feche com a Globo ele não poderá exibir os jogos contra times que assinaram com a Globo na internet, acho que não é muito viável pro Palmeiras, tirando que o Palmeiras quer comprar briga com a Globo esse ano a todo custo

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jachegouodiscovoador escreveu:
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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 18 Abr 2018, 17:29 
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Por isso que defendo 3 jogos por semana na TV aberta. Um na quarta às 21:45, outro no sábado às 22:00 e outro no domingo às 16:00.

Assim dava para a Globo aumentar os valores pagos a Palmeiras e Santos, colocando mais jogos desses times na TV aberta.

A Globo devia fazer 3 jogos apenas para RJ e SP. No resto da rede no sábado às 22:00 podia exibir Supercine.

Além de Palmeiras e Santos, podia aumentar as cotas de Vasco, Fluminense, Botafogo e São Paulo.

Manteria as cotas altas de Flamengo e Corinthians, aumentando as cotas dos rivais, com esses 6 clubes (Palmeiras, Botafogo, São Paulo, Vasco, Santos e Fluminense) tendo mais jogos na TV aberta.

No sábado :
:globo:
19:35 Novela das 7
20:20 Jornal Nacional
21:00 Novela das 9
22:00 Futebol (apenas para RJ e SP com jogos dos times dessas praças) / Supercine (rede)
0:05 Altas Horas
2:00 Zero 1

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 18 Abr 2018, 17:37 
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talvez seria interessante até pra exibir na rede, é um bom horário para a TV num sábado, talvez umas 21:45 seria perfeito

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 18 Abr 2018, 21:39 
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São Paulo e Vasco já ganha uns 100 e pouco milhões da Globo, o Santos já ganha 100 ou quase 100 milhões, se aumentar a cota desses times vai ser injusto pra outros e vai dar a maior confusão, teria que aumentar as cotas dos outros clubes da Série A e que tem acordo com a Globo também.


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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 19 Abr 2018, 11:41 
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A Globo está mais do que certa. Se vai ter restrição dos jogos que pode transmitir, não faz sentido pagar o valor cheio.


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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 23 Abr 2018, 14:34 
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https://www.esporteemidia.com/2018/04/e-globo-que-esta-resistindo-assinar.html

:globo:

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, concedeu entrevista ao repórter Nilson Luiz, da Rádio Itapoan FM, quando abordou o contrato com a Globo para o ano de 2019, além da possibilidade ventilada de transmitir jogos pelo YouTube.

O mandatário afirmou que não é o Bahia quem está resistindo assinar com a Globo, e sim ao contrário.

Porém, destacou que o valor razoável oferecido pela emissora não interessa.

Guilherme Bellintani disse ser muito difícil a transmissão dos jogos pelo YouTube, afinal, dependeria dos dois clubes. Ou seja, a única hipótese de isso acontecer seria uma partida contra o Atlético-PR.

“Na verdade não é o Bahia que está resistindo, é a Globo que está resistindo assinar com o Bahia. A gente está tendo o bom senso, porém, não está chegando propostas que nos interessa. Essa negociação hoje está absolutamente congelada. Estamos em contato com o Atlético-PR, mas a priori esse negociação está longe de ser fechada. A Globo está propondo descontos para os clubes que tem contrato com o Esporte Interativo. A cada jogo, se um time ganha 100, o Bahia ganha 80, aproximadamente. Isso porque aquele jogo do Bahia também está sendo transmitido pelo EI. A gente entende, ela [Globo] não é obrigada a fazer uma proposta que nos agrade, mas se não agradar, não vamos aceitar”.

“Muito difícil isso. Pela alteração jurídica, o direito de transmissão precisa da autorização dos dois clubes. Dessa forma, a única hipótese de isso acontecer seria um jogo entre Bahia e Atlético-PR”.

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 29 Abr 2018, 12:55 
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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/04/globo-ve-valor-justo-e-descarta-aumento-de-repasse-no-pay-per-view.shtml

:globo:

Diretor de direitos esportivos do Grupo Globo, Fernando Manuel Pinto tenta convencer Palmeiras, Atlético-PR e Bahia - que acertaram com o Esporte Interativo em TV fechada - a aceitarem as ofertas de transmissão em TV aberta e pay-per-view para as edições do Brasileiro de 2019 a 2024.

Os três clubes são os únicos da Série A que ainda não fecharam acordo com a emissora.

Entre os motivos alegados para não aceitarem a proposta está a divisão da arrecadação do pay-per-view. Os times ficam com 38% do obtido com a venda de pacotes a assinantes. Outros 62% são divididos entre a emissora e operadoras.

“O modelo [de pay-per-view] é justo. Os clubes são remunerados”, disse Fernando Manuel Pinto à Folha.

A proposta da Globo prevê ainda a aplicação de reduções no valor pago aos clubes que fecharam com o Esporte Interativo.

A emissora quer diminuir em 20% (para TV aberta) e 5,2% (em PPV, por jogo) os novos contratos para quem assinou com a rival.


Qual a sua missão à frente do principal cargo do esporte da Globo ?

A negociação dos direitos de transmissão, lidar com essa agenda de futebol, é talvez na realidade menos glamourosa do que parece. É uma missão, tarefa extremamente árdua, que envolve uma agenda frequente, de contato permanente com a entidade, com os clubes e com os outros 'stakeholders' [parte interessada] do futebol. Seria uma ilusão, imagina que você fecha um contrato e, simplesmente, coloca numa mesa e deixa para a empresa operar. Envolve uma agenda frequente tanto dos clubes que você celebrou o contrato quanto dos clubes que você ainda não tem o contrato e você segue engajado.

Qual a visão que a Globo tem do futebol hoje, sendo este responsável por parte significativa do faturamento da emissora ?

O futebol é uma expressão extremamente importante tanto no aspecto cultural, social e econômico. Esse é um dos principais motivos inclusive para que o Grupo Globo ter um investimento tão grande, tão robusto, tão parrudo no futebol. Demonstra a fé e a confiança que o Grupo Globo tem no futebol brasileiro como expressão nacional, cultural e social e também como um produto, como um gerador de negócios.

A Globo já chegou ao teto do que pode ser investido com os clubes ? 

Isso funciona como uma engrenagem. O tamanho de um negócio está ligado à capacidade também que você tem de transformar esse ativo, no caso os direitos ou propriedade esportivas, em receita. Tem uma variação e está sujeito a intempéries do gênero recessão, transformação da mídia...

A Globo já trabalha com a hipótese de não ter 100% dos jogos a partir de 2019 ? 

O novo modelo que foi implementado é uma negociação longa, clube a clube, mas que fundamentalmente leva todos esses contratos individuais para uma mecânica de distribuição de recursos, que é coletiva, similar a todos. A gente tem feitos esforços e logrado êxito. Tanto é que cinco clubes que comercializaram os direitos de TV fechada com um terceiro [Esporte Interativo], já acertaram com o Grupo Globo a venda dos direitos de TV aberta e pay-per-view.

Qual seria o impacto para a Globo não ter como transmitir um Palmeiras e Corinthians, por exemplo, no Campeonato Brasileiro de 2019 [sem o acerto com o clube alviverde, a emissora não poderia exibir a partida] ? 

Já passamos por isso em outras situações. Recentemente, o grupo deixou de ter a final do Campeonato Paranaense. Tem muita água para passar debaixo dessa ponte. Vamos seguir trabalhando.

Um pequeno grupo de clubes acha que a Globo subfatura o que paga em direitos de transmissão ao clube. Esse mesmo grupo de clubes acredita que pode se unir e quebrar o pay per view. É possível ?

É uma questão minha de filosofia e de negócio. O ideal não é mirar uma negociação do ponto de vista do que você pode gerar um problema do outro lado. Defender as causas dos clubes é papel de todos esses gestores. E muitos têm feito isso nessa construção do novo modelo. Tendo ou não fechado com a gente eu vi muitos numa abordagem construtiva, de crítica construtiva, de crítica pró desenvolvimento do negócio. Nossa avaliação aqui é que o futebol brasileiro é muito importante, é muito relevante comercialmente e é por isso é uma das maiores linhas de investimento desse grupo.

Podemos pensar que a Globo não teria a transmissão de 108 jogos, entre 380 no total no Brasileiro 2019, já que não teria 30% dos jogos sem esses três clubes (Palmeiras, Atlético-PR e Bahia) Como será não ter tantas partidas, podendo, inclusive, perder vários jogos decisivos ?

Existe um ensinamento grande da natação. Você deve se concentrar na sua raia. O novo modelo é bom para o clube. Ele atende na maior parte dos investimentos um critério de distribuição de recursos o mais equilibrado possível. Na hora que você tem 40% divididos de maneira igualitária, 30% baseado na colocação final do campeonato e ainda com uma estrutura onde o melhor remunerado neste quesito ganha apenas três vezes mais do que o último remunerado neste quesito isso é acima de tudo distribuição de recurso. Você ainda tem 30% baseado no número de vezes que esse clube é exibido porque também tem o aspecto de meritocracia comercial. A gente acredita que é um modelo dentro das possibilidades muito positivo, muito promissor para o futebol brasileiro. Ele é rentável.

Os clubes entendem que só tem 40% garantido nesse modelo que você citou. No caso, seriam os R$ 240 milhões, divididos por 20 clubes, R$ 12 milhões para cada. Os outros 60%, são 30% de audiência, que só a Globo sabe, e 30% de desempenho, que pode ser R$ 18 milhões (ao campeão) ou nada (aos rebaixados). Como fica o fluxo de caixa dos clubes com apenas 40% de garantia ?

Toda transformação de modelo têm bônus e, talvez, também tenha ônus, mas isso vale para qualquer clube tenha fechado todas as suas mídias com o Grupo Globo ou porque exerceu seu legítimo direito de vender parte da sua propriedade para terceiro, esses clubes vão lidar com um cenário mais desafiador. Esse cenário desafiador não vem só da aquisição de direitos. O futebol é um ambiente de uma indústria globalizada. Os clubes já há algum tempo sofrem e tem que lhe dar com maior planejamento, maior cuidado com a janela de transferência, um foco maior e preocupação na montagem de calendário. Então é um componente adicional, o planejamento financeiro estratégico de fluxo de caixa. Como é para qualquer entidade e qualquer empresa.

No pay-per-view, só 38% do total arrecadado é destinado aos clubes. Não é injusto ? 

O modelo é justo. Os clubes são remunerados pelo pay-per-view. Quando eles recebem um percentual da receita bruta do pay-per-view, que é o caso hoje, eles têm um acesso direto ao bolo de dinheiro que é produzido por essa engrenagem. No meu ponto de vista é um modelo justo, equilibrado.

Os outros 62% não são uma fatia muito grande para intermediários ? 

Novamente tem um aspecto aqui de compreensão do detalhamento. Todo mundo acha fácil fazer futebol. Talvez, todo mundo ache fácil montar um sistema de pay-per-view e operar. Se você buscar no mundo inteiro, são poucas as referências. Esse modelo que temos hoje não prejudica a exibição e remuneração dos clubes em TV aberta e TV fechada e ainda cria um modelo complementar que gera oferta de futebol plena e geração de receita adicional aos clubes.

Alguns clubes discordam das pesquisas internas da Globo e pensam que dão mais audiência do que vendem pacotes de pay-per-view. É verdade ?

Toda operação, todo negócio que depois resulte numa distribuição de receita entre sócios precisa estar amparada numa metodologia. Desde 2008, quando ainda existia o Clube dos 13, o dinheiro do pay-per-view é dividido com base numa pesquisa. Essa pesquisa cuja metodologia faz parte logicamente de um contrato, fez parte pela primeira vez de um contrato do clube dos 13 com os clubes na época participantes, que definiu a metodologia da pesquisa que dividiria os recursos. Note : esse dinheiro, na realidade, o conjunto da obra pertence aos clubes brasileiros. Se em algum momento houver segurança jurídica e conforto dos clubes para adotar outro critério, é uma possibilidade.

Alguns clubes acham que a Globo poderia retirar parte do faturamento do Sportv, que é alto, e colocar nessa porcentagem de pay per view, aumentando os 38%. Isso não pode ser feito ?

São modelos de negócios diferentes. Aliás, sempre o que colabora com o processo e às vezes eu sinto falta é importante sempre que você tenha um ponto de vista que critica o modelo, que também se desenvolva e no mínimo se discute alternativas e contrapropostas. Isso eu nunca ouvi e também acho que não funcione porque são modelos diferentes de negócios. Sobre a percepção de um clube de que poderia ter uma participação maior pode existir uma confusão aqui. A pesquisa que avalia a proporção de cada torcida dentro da base do pay-per-view não é necessariamente uma pesquisa de tamanho de torcida. O que influência nisso ? É o tamanho da torcida, claro, e a motivação do seu torcedor para assinar.

Os clubes que não firmaram ainda os acordos estão em uma posição de vantagem ? 

A proposta pertence ao proponente. Quem vende, define como vende e quando vende. Quem quer comprar, só governa como comprar e como propor algum modelo. Essa pergunta é melhor dirigida a eles. Eles avaliam a questão de time a favor deles ou não.

Qual a garantia que os clubes que não fecharam ainda e fecharem terão que o contrato vigente será mantido até 2024 ?

Esse grupo [da Globo] é conhecido por cumprir contratos. Todo contrato firmado é passível de uma discussão de renegociação. De um lado, de outro, de ambos. Já renegociei muitos contratos. Mas sempre respeitando os direitos e os compromissos assumidos. Voltando ao cenário hipotético de não fechar com todos os clubes, perde a Globo. Mas na minha opinião até mesmo quando você avalia e compara com outros mercados que não desenvolveram esse formato de pay-per-view que nos temos no Brasil, quem mais perde é o futebol brasileiro.

A Globo propõe que os clubes que fecharem com o EI não terão 100% de receita de em um jogo de pay per view transmitido pelo concorrente no mesmo horário ?

O clube vendeu TV fechada com determinadas características. Se essas características, elas porventura são melhores ou maiores para a TV fechada do que outros clubes venderam, em tese eles também podem ter conquistado um contrato melhor em TV fechada com terceiro. Esses clubes estarão ao mesmo modelo dos fundos de TV aberta, ao fundo de pay-per-view, com a única variação de que se ele não for capaz de entregar os direitos com as características e prerrogativas que o modelo comporta ou que os outros clubes todos cederam, ele vai ter uma solução comercial. Isso atende inclusive isonomia. Isonomia não é que todo mundo é igual. Todo mundo é igual desde que estejam na mesma situação.

A Globo tem uma estimativa de quantas assinaturas perderia caso não transmitisse 100% dos jogos ?

Como nunca passamos por isso, temos que conhecer antes para opinar depois. Eu mantenho o esforço de convencimento desses clubes de como esse novo modelo nosso de TV aberta e de pay-per-view se encaixa nas necessidades e nos desejos e nos anseios desses clubes. Falta quase um ano para a temporada 2019.

Ao aplicar redutores [descontos no repasse de valores em contrato] para quem fechou acordo com o Esporte Interativo, a Globo não está agindo para impedir a concorrência no mercado ? 

É exatamente o oposto. Os redutores funcionam neste modelo igual àquela expressão de que na luta você deve se adaptar ao meio, se adaptar à circunstância que você está vivendo. Na realidade, o redutor torna a nossa proposta absolutamente compatível com a que o clube fechou com o terceiro [Esporte Interativo] em um contrato que desconheço. Esse redutor é potencial. Se o que gera a redução não se verificar na praça, como por exemplo a transmissão de jogos em TV fechada para o local, o redutor não será aplicado.

Vivemos hoje a revolução do streaming. Quais as estratégias da Globo para esse modelo de negócio ?

Trabalhamos isso também. Eu vejo esse aspecto da distribuição streaming como um novo passo dessa história. Hoje, já existe uma exploração desses direitos através da internet streaming e de uma maneira positiva para o produto e para os clubes. Se você é assinante do Premiere, você simplesmente ligou o Premiere Play e acompanhou algum jogo de qualquer que seja o local que você esteja. É uma exploração de streaming positiva para o produto. Se deixou o cliente mais satisfeito, isso contribui para a manutenção da assinatura ou para a venda da assinatura. Ganhou o grupo, mas ganhou também o conjunto de clubes que são sócios dessa receita do pay-per-view. O mesmo acontece com a oferta do SporTV. Se você é assinante do SporTV, você tem o jogo através do SporTV Play.

O Premiere na internet hoje é condicionado a ter uma assinatura com uma operadora. A Fox Sports lançou um novo canal em que não tem esse intermediário. Isso é uma ameaça à Globo ?

Isso reflete essa transformação da mídia e a busca incessante, mas que também deve ser segura por aumentar a base endereçável, teu potencial de geração de receita. Vamos chegar lá.

A Globo não poderia ceder VTs de seus jogos aos clubes para eles transmitirem em streamings próprios, por exemplo? No caso, poderiam até falar os nomes verdadeiros dos estádios, como o Allianz Parque, e até aumentar a receita e oferecer um produto melhor ao consumidor da própria Globo, não ?

Isso tudo tem que ser visto no detalhe. Uma exploração paralela de um direito que remunera e gera tamanho retorno aos clubes pode afetar a própria capacidade desse negócio ser robusto. Aqui cabe uma avaliação absolutamente caso a caso e com todas as cautelas necessárias. Existe no Brasil a necessidade de um controle melhor da exclusividade. Uma analogia. É como se você fizesse um investimento de um belo restaurante naquela esquina e alguém pudesse passar ali e pegar uma provinha, um salgadinho ou um copo de alguma coisa. A definição de dar ou não dá e em que condições uma amostra grátis ou dar um presente, ou um agrado para o cliente é do dono do produto ou do estabelecimento. E não de quem não remunera aquilo.

Com a revolução do streaming, somada aos clubes que ainda não fecharam e ameaçam o pay per view com 100% dos jogos pela primeira vez, você pensa que o pay per view como conhecemos hoje está entrando em colapso ?

Sim. Penso, mas acho que tem um caminho ainda a percorrer e quero crer que tantos os clubes como o público brasileiro vão ter uma boa resposta do grupo nisso.

Existe o risco de ter uma reação em cadeia, os clubes que já fecharam o pay per view e tinham a promessa de 100% dos jogos, caso os outros três não fechem, fazer os demais voltarem atrás e querer renegociar os contratos ?

Ao contrário de outras competições, o Campeonato Brasileiro foi e tem sido comercializado de forma individual eu tenho segurança que nossa relação com os clubes em qualquer cenário vai estar muito bem cumprida.

Como é para a Globo ter seus três principais concorrentes no esporte como empresas americanas, no caso, ESPN, Fox e Turner ?

Para tudo na vida existem riscos e oportunidades. A credibilidade e a posição construída pelo Grupo Globo em relação ao povo brasileiro e a entrega dos produtos brasileiros também é uma vantagem. Então é uma vantagem do nosso foco no mercado brasileiro. Por outro lado, é claro em um universo absolutamente globalizado tem riscos e desafios adicionais o fato de concorrer com players que têm abrangências internacionais. Então como tudo. Existem riscos e oportunidades envolvidas.

A fusão ESPN/Fox, após a compra da Fox pela Disney, pode ameaçar a liderança do Sportv ?

Tudo é ameaça quando você avalia um movimento que mexa com o mercado. Se torna mais desafiador. Já passamos por esse movimento antes quando a Fox lançou o canal no Brasil. Quando a Record lançou uma plataforma, uma estratégia para esporte. A dinâmica da concorrência nesse processo é uma situação mutável e cabe a cada player, cada grupo e lógico que temos que olhar o nosso para lidar com a situação. Concorrência faz bem ao mercado, é sadio, provoca reações, provoca reflexões de modelo.

O Sportv vai fazer uma proposta em conjunto com a ESPN pela compra da Champions League ?

O processo de leilão nem aconteceu ainda. A final em Kiev marca o último jogo do ciclo atual. O próximo ciclo começa logo após a Copa do Mundo. Esse processo de venda está previsto para começar agora, provavelmente, semana que vem. Nem sim, nem não, sobre a disputa.

A Globo foi citada por um delator do Fifagate como pagadora de propina. O caso de corrupção na Fifa mudou a forma de negociação no futebol ? 

Não tenho sequer ângulo para falar sobre antes. Posso falar do que experimentei. Lido com direitos de transmissão há 20 anos. Tenho dois anos e quatro meses dedicados ao futebol, mas sempre com uma abordagem muito profissional e transparente. E tenho tido um retorno positivo com os clubes, com a CBF e com o que está acontecendo neste momento na Conmebol, como o esforço da organização do calendário, de organização e de produto. Na minha leitura, transparência e discussão técnica profissional fazem bem ao negócio e é nisso que a gente se engaja. A Globo dá grande valor a práticas éticas e transparentes em suas contratações. Por isso revisa e aprimora periodicamente seu sistema de compliance, em linha com as melhores práticas internacionais, observando a legislação em vigor.

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 07 Mai 2018, 06:07 
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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/05/sucesso-da-globo-jogo-virtual-cartola-fc-entra-na-mira-dos-clubes.shtml

O novo acordo do Grupo Globo com os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que começa em 2019, não contempla pagamento específico da empresa pelo uso da imagem das equipes no Cartola FC, considerado um serviço de sucesso dentro da emissora. Isso causa descontentamento em alguns dirigentes ouvidos pela Folha.

“Não temos contrato com a Globo a partir de 2019. E não faremos um contrato específico para o Cartola. Portanto, o Bahia estará de fora do Cartola”, disse Guilherme Bellintani, presidente do Bahia.

Fernando Manuel Pinto, diretor de direitos esportivos do Grupo Globo que negocia diretamente com os clubes os direitos de transmissão, explica que no novo contrato, válido até 2024, existe uma “nuvem digital” e que as imagens dos clubes usadas estão incluídas nesse tipo de cláusula.

“Todos os nossos acordos, quando a gente fala dos contratos de TV aberta, TV fechada e pay-per-vew, existem uma nuvem digital. Os direitos digitais estão nesses acordos e os direitos ligados às marcas dos clubes também”, afirma Fernando Manuel.

O Cartola FC é um jogo virtual inspirado no conceito de Fantasy (fantasia, em inglês), utilizado nos Estados Unidos nos esportes americanos. No Brasil, o usuário monta uma equipe a cada rodada da Série A e soma pontos de acordo com os desempenhos dos jogadores escolhidos.

A inscrição é gratuita, mas existe uma versão paga, que neste ano custa R$ 49,90.

Em 2017, estima-se que o Grupo Globo faturou cerca de R$ 14 milhões com o serviço.

O sucesso surpreendeu executivos da empresa, o que chegou a render menções ao jogo no Jornal Nacional, o principal telejornal da emissora.

Para viabilizar a plataforma, o Grupo Globo utiliza os nomes e escudos dos clubes, assim como os jogadores que fazem parte dos elencos profissionais e os técnicos.

Até o final deste ano, a Globo tem seis contratos com cada um dos 20 clubes da Série A. Um deles, envolve a liberação de imagem que viabiliza o Cartola. Esse acordo em específico não está mais previsto no novo contrato que vem sendo negociado, que vai de 2019 a 2024. A Globo oferece remuneração pelas transmissões dos jogos em TV aberta, TV fechada a pay-per-view.

As reclamações de dirigentes de clubes ouvidos pela Folha é que a Globo fatura bastante com o Cartola, e por isso as equipes deveriam ser melhor remuneradas.

A maioria deles prefere não falar abertamente sobre as negociações, alegando questões estratégicas.

Fernando Manuel Pinto vê com bons olhos a informação de que os clubes estão vendo o Cartola FC dessa forma.

“Se os clubes enxergam o Cartola como algo valioso, eu acho que atingimos mais um objetivo. Eu vejo como uma boa notícia os clubes terem o interesse com essa utilização dessa ferramenta digital e do jogo como algo valioso e importante para eles e para o Campeonato Brasileiro como um todo. Discutir com clube de futebol nunca é dor de cabeça. Eu adoro”, disse o diretor do Grupo Globo.

A discussão se estendeu também à participação dos atletas usados no jogo virtual da empresa. O ex-goleiro Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, apontou que existe uma discordância no que expressa a lei que aborda o assunto.

“Nós estamos tendo essa discussão com os clubes e com a Globo, se o Cartola também faz parte da base de cálculos que precisa ser repassada aos atletas. Estamos discutindo, como a lei fala em tudo o que for gerado dos recursos audiovisuais, nós entendemos que, sim, o Cartola está no meio de algumas rubricas que eles entendem que não, então estamos discutindo isso”, disse Martotelli.

Alguns clubes ainda não veem contemplados de forma adequada nos novos contratos o uso de vídeos na Internet, o que permite, por exemplo, que o site da Globo utilize os lances das partidas enquanto estas acontecem.

Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR e homem-forte da política do clube, crê que os times devem estar preparados para negociar os contratos digitais.

“A parte de streaming é um ponto nebuloso. É o futuro e é um dos outros pontos de desencontro com o contrato da Globo. É uma tendência com a velocidade da tecnologia, como se assina por seis anos, até 2024, é um caso”, afirma Petraglia.

No ano passado, Atlético-PR e Coritiba transmitiram o clássico entre as duas equipes pelo YouTube.

Das 20 equipes da Série A em 2018, quatro fecharam TV fechada com o Esporte Interativo, reduzindo o poder da Globo de manejar a tabela de jogos em suas diferentes plataformas : Atlético-PR, Bahia, Palmeiras e Santos.

Destes quatro, por enquanto, apenas o time da Vila Belmiro aceitou a proposta da Globo para TV aberta e pay-per-view.

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 16 Mai 2018, 04:18 
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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/05/clubes-ameacam-buraco-no-pay-per-view-da-globo-em-2019.shtml

:globo:

O pay-per-view da Globo vive a ameaça de não entregar o mesmo serviço a partir do ano que vem.

Sem acordo com Palmeiras, Bahia e Atlético-PR para os direitos de transmissão do Brasileirão de 2019 a 2024, a Globo não conseguirá garantir 100% dos jogos para os clientes que comprarem o pay-per-view já no torneio de 2019.

Além do trio, a emissora ainda não fechou acordo com equipes que estão na Série B e podem subir para a elite em 2019, como Coritiba, Criciúma, Fortaleza, Guarani, Paysandu e Sampaio Corrêa — parceiros do Esporte Interativo na TV fechada — além de Boa Esporte, CSA, Juventude, São Bento e Oeste, que ainda não acertaram com ninguém em nenhuma plataforma.

A Globo não fala em números de assinantes.

A Folha apurou que são por volta de 2 milhões por ano, entre os mensalistas e as compras avulsas dos pacotes.

Dirigentes dos clubes ouvidos pela Folha acreditam que podem se unir e quebrar o sistema de transmissão, causando um colapso no pay-per-view da Globo.

“Bahia, Atlético-PR e Coritiba não negociaram e não veem perspectivas de negociar TV aberta e pay-per-view para 2019. Portanto, considerando que os três clubes estejam na Série A em 2019, haverá uma redução próxima de 30% dos jogos exibidos no pay-per-view”, diz Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, à Folha.

A Lei Pelé estabelece que os direitos de transmissão dos jogos pertencem aos dois times envolvidos. Assim, caso a Série A de 2019 tenha três times sem contrato com a Globo, a emissora não poderia transmitir 108 dos 380 jogos (28% do total). Se forem quatro clubes, seriam 140 partidas (37%).

Essa redução é a principal arma dos times que ainda não fecharam com a Globo para barganhar fatias maiores dos contratos do pay-per-view.

A apuração da Folha é que alguns desses clubes acreditam que a Globo subfatura o que paga a eles em direitos de transmissão.

Responsável pelas negociações com os clubes, Fernando Manuel Pinto, da Globo, acredita que o que é oferecido pela Globo aos times é justo. "Esse modelo que temos hoje não prejudica a exibição e remuneração dos clubes em TV aberta e fechada e ainda cria um modelo complementar que gera oferta de futebol plena e geração de receita adicional aos clubes", diz o executivo.

“O PPV se caracterizou, na última década, por significativo crescimento percentual na receita dos clubes brasileiros. No ciclo que isso se conecta com os avanços tecnológicos, as perspectivas do streaming como desdobramento do que fazemos hoje no Premiere, será que realmente é positivo para alguns clubes se distanciarem desse modelo ? Eu acho que não”, continua Manuel Pinto.

Alguns clubes não pensam da mesma forma. O Atlético-PR, por exemplo, questiona algumas cláusulas.

“Tem vários pontos que a gente discorda, como o mínimo de 18% a 19% para Flamengo e Corinthians e a maneira como a pesquisa [para calcular receita de PPV] é feita. A divisão desigual [das porcentagens da proposta] concentra o poder de receitas. Entendemos que deveria ser a mesma divisão [de porcentagens] da TV aberta e fechada”, afirma Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR.

Pela proposta da Globo, os clubes dividiriam 38% do total arrecadado com a venda de pacotes de pay-per-view - os outros 62% são da emissora e de operadoras. A fatia de cada clube é definida de acordo com pesquisa de torcedores que compraram o serviço - os times com mais assinantes recebem mais. Há também um valor mínimo estabelecido em contrato que cada clube precisa receber.

"Os custos [para a Globo] permanecem os mesmos, e a receita multiplicou por nove. Se reduzir o faturamento [da Globo], nossa força de negociação é maior. A convivência do PPV sem três clubes em 2019 vai mostrar se atrapalha ou não o produto ", afirma Petraglia. Segundo ele, a receita atual da Globo é de R$ 1,750 bilhão com o PPV. A empresa não fala oficialmente de valores.

Fernando Manuel Pinto diz que a pesquisa que estabelece as fatias de cada clube na oferta da Globo existe desde 2008, quando ainda existia o Clube dos 13. “Se em algum momento houver segurança jurídica e conforto dos clubes para adotar outro critério, é uma possibilidade”, disse o executivo da Globo.

Outro time que ainda não aceitou a oferta da Globo é o Palmeiras, dono da quarta maior torcida do Brasil, de acordo com ranking do Datafolha de abril deste ano.

Segundo o clube disse à Folha, a negociação com a Globo está sendo conduzida por um time multifuncional de executivos e leva em consideração, essencialmente, aspectos técnicos da proposta, como audiência, força da marca, base de assinantes de serviços de TV paga, projeção de performance esportiva nos próximos anos e o potencial de alavancagem de negócios.

“Isso tem exigido mais tempo de debate para assimilação dos conceitos e, até o presente momento, não há um alinhamento de expectativas em relação a valores”, afirma o presidente Mauricio Galiotte à Folha.

Dos clubes da Série B, a maioria ainda vai negociar um acerto com a Globo para o pay-per-view.

“Creio que vamos fechar com a Globo. A negociação está em andamento, mas não acho que vai dar qualquer problema. Vamos chegar a um acordo”, disse Rildo Moraes, diretor de futebol do Boa Esporte.

Outros clubes, como São Bento e Oeste, ainda vão tentar barganhar valores maiores, contando, inclusive, com o apoio da FPF (Federação Paulista de Futebol).

“Da última vez reclamamos que era preciso dar mais dinheiro ao Oeste e conseguimos. Vamos ver como vai ficar agora. A ajuda do Reinaldo (Carneiro Bastos, presidente da FPF) é essencial”, disse Aparecido Roberto de Freitas, vice-presidente e investidor do Oeste.

Uma das cláusulas da proposta discutidas são as que estabelecem redução de 5,2% no valor que os clubes que já fecharam com o Esporte Interativo para transmissão na TV fechada teriam a receber pelos jogos em PPV.

Em determinados jogos, o clube pode não receber nada se a partida também for transmitida pelo concorrente no mesmo horário.

“Se o clube [que fechou com o Esporte Interativo] não for capaz de entregar os direitos com as características e prerrogativas que os outros clubes todos cederam [como, por exemplo, exclusividade], ele vai ter uma solução comercial. Isso atende inclusive isonomia. Isonomia não é que todo mundo é igual. Todo mundo é igual desde que estejam na mesma situação”, defende Fernando Manuel.

Inter, Paraná, Santos, Ceará e Ponte Preta, que acertaram com o Esporte Interativo para a TV fechada, já aceitaram a oferta do Grupo Globo e encaminharam acordos tanto na TV aberta quanto no pay-per-view.

Apesar das discordâncias, os demais clubes e a Globo têm se reunido constantemente para tentar um acordo que evite o colapso no sistema do pay-per-view a partir do ano que vem.

“Seguiremos abertos ao diálogo, buscando expor os benefícios e avanços do novo modelo 2019-24 da Série A para os clubes, a evolução que ele representa para nosso futebol. Se não plena, sem dúvida um grande passo, que encaminha outros em parceria com os clubes”, afirma Fernando Manuel.

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 02 Jun 2018, 15:09 
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https://www.esporteemidia.com/2018/05/recopa-vinculada-aos-direitos-da-copa.html

O duelo que marca o encontro entre os campeões da Taça Libertadores da América e da Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, tem causado controvérsia nos canais esportivos brasileiros, segundo publicou o UOL Esporte, por Gabriel Vaquer.

As emissoras estão chateadas com o fato do torneio ser exibido com exclusividade pelo vencedor do segundo pacote dos direitos da Copa Sul-Americana, a partir de 2019.

A controvérsia tem sido maior no FOX Sports, canal considerado o grande vencedor dos direitos da Libertadores – ele terá o direito de escolha do primeiro jogo da rodada, além de exibir sozinho a final na TV fechada.

A reclamação é de que não vale entrar tão forte na disputa da Sul-Americana, pois a final da Recopa muitas vezes é bem mais atrativa, em termos de audiência e qualidade técnica, do que os dois jogos do segundo torneio mais importante do futebol das Américas.

Além disso, entendem que a Recopa devia ser exibida pela primeira escolha da Libertadores – no caso, a própria FOX, se isso fosse definido.

Consideram um erro crasso da Conmebol.


A Conmebol, em muitas ocasiões, parece que quer confrontar a Globo tanto em relação aos horários das partidas (não só nos torneios dos clubes mas também nas Eliminatórias) e exigindo exclusividade em situações como essa.

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Re: Relação entre Globo, FIFA e CBF
MensagemEnviado: 02 Jun 2018, 15:24 
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Conmebol é ridícula, como vende um pacote que uma emissora transmite todas as fases mas não pode mostrar a final, ai você comprar o primeiro pacote da sul americana e também não pode mostrar a Recopa? Conmebol quer imitar a UEFA mas só copia o que não deve, o que realmente teria que fazer passa longe.

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Antonio Felipe escreveu:
Uma coisa é "Rafinha", "Borges", "Ecco", etc. Outra coisa é uma escrotidão como "Chapéus sapatos seilá mais o quê CH", "Dona Edivirges CH" e o escambau.

jachegouodiscovoador escreveu:
eu não gosto de cirano de beije rabo de 74 e achei melhor a versão do chapolin.


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Re: Relação entre Globo , Conmebol , FIFA e CBF
MensagemEnviado: 17 Jun 2018, 01:09 
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:globo:

Após a conclusão da licitação dos direitos de televisão, a Conmebol confirma que os jogos da Libertadores terão novos horários.

Os jogos das quartas-feiras serão antecipados de 21h45 para 21h30, entrando no horário da novela da Globo.

São duas justificativas para as mudanças nos horários: melhorar o atendimento ao torcedor que não precisará sair tão tarde do estádio e atender vários mercados, não só o brasileiro.

Para as quartas-feiras, serão jogos às 19h15 e às 21h30.

Nos outros dias, haverá jogos 19 horas, 21 horas e às 23 horas. Nesse último caso, serão partidas mais tardes, mas, em geral, não se aplica ao Brasil.

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Re: Relação entre Globo , Conmebol , FIFA e CBF
MensagemEnviado: 27 Jun 2018, 01:38 
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https://www.esporteemidia.com/2018/06/fortaleza-fecha-com-globo-por-tv-aberta.html

:globo:
O Fortaleza fechou contrato de direitos de transmissão com a Globo na TV aberta e pay-per-view refente às edições de 2019 a 2024 do Campeonato Brasileiro.

A informação é do UOL Esporte, por Eduardo Ohata. O Fortaleza tem contrato com o Esporte Interativo por TV fechada. A

A Globosat fechou também com o CSA, completando no seu rol de contratados do G4 da Série B, que conta ainda com Avaí e Figueirense.

"O contrato está condicionado à nossa presença na Série A, sob as mesmas condições de outros clubes que assinaram com a Globo, com 40% da receita dividida de forma equalitária, 30% de acordo com performance e 30% definidos pela exibição", explicou Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. "Estar na TV aberta dá uma boa visibilidade para o patrocinador, e o pay-per-view representa uma boa fatia da renda, levando em conta que nosso torcedor costuma consumir nosso produtos [está previsto que a renda do pay-per-view será distribuída de acordo com a representatividade do torcedor de cada clube]."

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