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Fanfics CH • Postem aqui suas histórias!
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MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 10:48 
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Programa CH: Chaves
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Fantasias: Chapolin
Tópico para postar fanfics de Chaves, Chapolin e de outros personagens.

Chaves

A casinha da Chiquinha - Autor: Chapolin Colorado

Roteiro original: Guilherme Aldeia de Souza

Ano do episódio: 1975

Duração do episódio: 21 minutos

Personagens:

Roberto Gómez Bolaños - Chaves

Ramón Valdés - Seu Madruga

Maria Antonieta de las Nieves - Chiquinha

Carlos Villagrán - Quico

Florinda Meza - Dona Florinda

Angelines Fernandez - Dona Clotilde (Bruxa do 71)

1º Bloco

[Chiquinha está no pátio montando uma casinha com tijolos em frente a sua casa.]

[Ela entra em casa e pergunta para o Seu Madruga, que está lendo um jornal.]

- Papai, você sabe onde está o meu lençol?

Seu Madruga: Eu o lavei. Você não viu que está pendurado no varal?

Chiquinha: É mesmo, mas não deveria ter feito isso.

Seu Madruga: E por que não?

Chiquinha: Porque ele nem estava tão sujo.

Seu Madruga: Mas não se lemba que você e o Chaves o sujaram de terra?

Chiquinha: Mas foi pouco. O lençol estava sujo pois você começou a dormir com ele nesses últimos dias (risadas de fundo)

Seu Madruga: O que será que ela quis dizer? (risadas de fundo) Tá, mas para que você quer o lençol?

Chiquinha: Para fazer o telhado da minha casinha.

Seu Madruga: Sua casinha?

Chiquinha: Sim!

Seu Madruga: É, pois fique sabendo que você não vai usá-lo como telhado de sua casinha.

Chiquinha: E como tapete? (risadas de fundo)

Seu Madruga: Olha, Chiquinha...

Chiquinha: Eu sei que vai sujar, mas como não sou eu que lavo mesmo... (risadas de fundo)

Seu Madruga: Ah, é? Pois da próxima vez, você vai lavá-lo! Agora vai lá brincar com seus amiguinhos, vai.

Chiquinha: Mas papai...

Seu Madruga: Fora!

Chiquinha: Mas...

Seu Madruga: Fora!

Chiquinha: Ma...

Seu Madruga: Foooora!

Chiquinha: Ué, ué, ué, ué, ué, ué!!! (risadas de fundo)

[Chiquinha começa a chorar e vai até a casa do Quico. Ela bate na porta.]

[Quico abre e vê a baixinha com óculos.]

- Quem é?

Chiquinha: Mas como você é burro, hein?

Quico: Até aí sem novidades. (risadas de fundo)

Chiquinha: Concordo. (risadas de fundo) Você é cego? Não está vendo que sou eu, besta!

Quico: Sim, eu sei que você é besta. (risadas de fundo)

Chiquinha: O quê?

Quico: Não, nada. O que você quer?

Chiquinha: Eu queria saber se você tem um lençol para me emprestar?

Quico: Para que você quer?

Chiquinha: Para fazer a minha casinha. Olha, já estou montando.

Quico: Mas você não tem lençol?

Chiquinha: Sim, mas o meu está molhado.

[Quico começa a rir.]

Quico: Nesta idade e você ainda molha o seu lençol? (risadas de fundo)

[Chiquinha dá um pontapé no Quico.]

Quico: Você não vai com a minha cara? (risadas de fundo)

Chiquinha: A culpa é sua! Eu não quis dizer que ele está molhado daquele jeito, e sim que o meu pai o lavou. Mesmo estando molhado eu poderia usá-lo, pois já esta quase seco, mas o meu pai não deixou eu usar.

Quico: Ah, bom! Eu vou ver se tem algum lençol.

Chiquinha: Quico, você não vai querer brincar de casinha comigo?

Quico: Brincar naquilo ali?

[Quico começa a dar uma risada debochada.] (risadas de fundo)

Chiquinha: Mas o que tem de errado com ela?

Quico: Tudo! Olha, uma casinha gentalhinha assim como a dona! (risadas de fundo)

[Quico começa a rir.]

Chiquinha: O quê?

Quico: Eu só brinco em casinhas decentes. É uma pena que você e o Chaves não sejam como eu.

Chiquinha: Ainda bem! (risadas de fundo)

[Quico fica bravo.]

Quico: Ah, é? Agora eu vou...

[Chiquinha ameaça bater no Quico.]

Chiquinha: O que você vai fazer, hein?!

Quico: Eu vou procurar o lençol para você.

Chiquinha: Ah, bem. (risadas de fundo)

[Quico entra em sua casa para procurar um lençol. Chiquinha empurra o barril do Chaves, com ele dentro, até a sua casinha.]

[Chaves sai do barril.] (risadas de fundo)

Chaves: Quem foi que empurrou o barril?

Chiquinha: Eu.

[Chaves fica espantado com a resposta da Chiquinha.] (risadas de fundo)

Chaves: Você?!

Chiquinha: Sim, por quê?

Chaves: Eu não suspeitei desde o princípio. (risadas de fundo)

Chiquinha: O que disse?

Chaves: Não, nada.

Chiquinha: Olha, Chaves, estou montando a minha casinha. Só falta o telhado. Você quer brincar comigo?

Chaves: Não, pois casinha é brincadeira de meninas.

Chiquinha: Então deixa pra lá, seu bobão.

[Quico sai da casa dele sem o lençol.]

Quico: Chiquinha, eu não consegui encontrar nenhum lençol na minha casa.

Chiquinha: Ah, que coisa ruim.

Chaves: Ora, mas o Quico não tem culpa de ser desse jeito. (risadas de fundo)

[Quico fica nervoso.]

Quico: A Chiquinha não estava se referindo a mim quando ela disse “coisa ruim”. Ela disse isso porque ficou indignada por eu não ter encontrado um lençol.

Chiquinha: Não, eu me referi a você mesmo. (risadas de fundo)

Quico: Está vendo como ela não... O que você disse?

Chaves: É, mas quando eu disse que você não tem culpa de ser desse jeito, eu não quis dizer que você é uma “coisa ruim”, e sim que você é burro. (risadas de fundo)

Quico: Chiquinha, viu só... Você não vai com a minha cara? (risadas de fundo)

Chiquinha: O Chaves tem razão. Você é burro porque não conseguiu achar sequer um lençol, não é verdade, Chaves?

Chaves: Sim. (risadas de fundo)

Quico: Não consegui achar nenhum lençol pois a minha mãe lavou todos eles, ora! Vejam só, estão todos no tanque. Eu só fui procurar em casa pois imaginei que tivesse algum que não foi lavado.

Chiquinha: Então onde eu vou conseguir um lençol para fazer o telhado da minha casinha?

Quico: Ah, Chiquinha, você pode perguntar para a Bruxa do 71 se ela tem um lençol para te emprestar.

Chiquinha: Para a bruxa?!

Chaves: Vai me dizer que você tem medo dela?

Chiquinha: Claro que não, Chaves!

Chaves: Ora, então vai!

[Ela vai até lá, e a Dona Clotilde a atende.]

- O que você deseja?

[Chiquinha fica paralisada sem dizer nada.]

Dona Clotilde: O que você deseja? Diz alguma coisa.

Chiquinha: AHHHHHHH! (risadas de fundo)

[Ela sai correndo para a sua casa com medo da Dona Clotilde. Chaves e o Quico permanecem na vila.]

Dona Clotilde: Mas o que deu nessa menina?

2º Bloco

[Seu Madruga vê a Chiquinha assustada e pergunta para ela.]

- Minha filha, o que houve?

[Dona Clotilde aparece na janela do Seu Madruga.]

Chiquinha: A Bruxa do 71 me assustou!

Seu Madruga: Isso é normal. (risadas de fundo)

[Dona Clotilde houve o que Seu Madruga disse e pergunta para ele.]

- O que disse, Seu Madruga?

Seu Madruga: Dona Clotilde, eu não sabia que a senhora estava aí.

[Dona Clotilde entra na casa do Seu Madruga.]

Dona Clotilde: Bem, eu queria saber o que houve com a Chiquinha para ela sair tão assustada em frente a minha casa.

Chiquinha: A senhora ainda pergunta? (risadas defundo)

[Seu Madruga fica bravo.]

Seu Madruga: Chiquinha!!!

Dona Clotilde: Bem, eu só queria saber...

Chiquinha: Quando a senhora ficará bonita. (risadas de fundo)

Dona Clotilde: Exatamente, eu... O que você falou, menina?

Seu Madruga: Chiquinha, pra que ficar dizendo coisas que nunca vão acontecer? (risadas de fundo)

Dona Clotilde: O quê!?

Seu Madruga: Sim, o dia em que a senhora ficar bonita será no dia 31 de Fevereiro. (risadas de fundo)

Dona Clotilde: Como!?

Seu Madruga: Digo, digo...

Dona Clotilde: É melhor o senhor não dizer mais nada! Para o senhor ficar bonito não é uma coisa impossível.

Seu Madruga: É mesmo?!

Dona Clotilde: Claro, poderia acontecer em qualquer dia.

Seu Madruga: Obrigado, obrigado!

Dona Clotilde: Sim, pois o senhor está precisando muito que fique bonito. (risadas de fundo)

[Seu Madruga fica bravo e Chiquinha começa a rir.] (risadas de fundo)

[Seu Madruga olha bravo para Chiquinha.]

Chiquinha: Ah, ohh, aihh! É que me escapuliu. (risadas de fundo)

Seu Madruga: Francamente, francamente!

Dona Clotilde: Seu Madruga, você não precisa ficar nervoso.

Seu Madruga: E por que não?

Dona Clotilde: Porque mesmo o senhor sendo desse jeito, eu ainda te acho lindo! (risadas de fundo)

Seu Madruga: É, e agorinha mesmo disse que eu precisava ficar mais bonito.

Dona Clotilde: Sim, aí eu vou te achar mais lindo! Um galã! (risadas de fundo)

Seu Madruga: Olha, é melhor sabermos o que a Chiquinha queria com a senhora.

Chiquinha: Bem, eu só queria saber se a Dona Clotilde tinha algum lençol para me emprestar.

Seu Madruga: Para fazer o telhado da sua casinha, né?

Chiquinha: Sim, pois é, pois é, pois é! ? (risadas de fundo)

Dona Clotilde: Mas acontece que eu tenho apenas o lençol da minha cama. Não poderei emprestá-lo.

Chiquinha: Aahhnn!

Seu Madruga: Está bem, Chiquinha. Você pode pegar o seu lençol.

Chiquinha: Obrigada, papaizinho lindo, meu amor! (risadas de fundo)

[Seu Madruga, Dona Clotilde e Chiquinha vão para o pátio.]

Dona Clotilde: O lençol já está seco, Seu Madruga.

Seu Madruga: É, está mesmo. Vou sacudí-lo um pouco.

[Seu Madruga sacode o lençol sem querer na Dona Florinda.] (risadas de fundo)

Dona Florinda: O que o senhor pensa que está fazendo?

Seu Madruga: Bom, eu estava sacudindo o lençol e...

Dona Florinda: Está bem! Eu não vou bater no senhor, pois estou com bom humor hoje, viu?

Seu Madruga: Dona Clotilde, que sorte que a senhora tem.

Dona Clotilde: Eu?

Seu Madruga: Sim, pois se a Dona Florinda está de bom humor, hoje só pode ser dia 31 de Fevereiro, dia em que a senhora deixará de ser feia. (risadas de fundo)

[Dona Clotilde fica brava.]

Dona Clotilde: É melhor eu ir para a minha casa.

[Dona Clotilde entra em sua casa.]

Seu Madruga: Bom, e que novidade ver a senhora de bom humor, hein?!

[Seu Madruga coloca o braço no ombro da Dona Florinda.] (risadas de fundo)

[Dona Florinda tira o braço da gentalha.]

Dona Florinda: Mas é melhor não aproveitar dessa situação, pois eu posso muito bem ficar de mau humor e você sabe o que pode acontecer com o senhor!

Seu Madruga: Sim, claro que sim.

Dona Florinda: Não sou obrigada a aguentar a gentalha, principalmente um velho mulambento como o senhor. (risadas de fundo) E por falar nisso: Tesouro, não se misture com essa gentalha!

Quico: Sim, mamãe! Gentalha, gentalha, prrrrr! (risadas de fundo)

[Dona Florinda e Quico entram para casa. Seu Madruga explode de raiva.]

Seu Madruga: E eu tenho que aguentar isso...

Chiquinha: Imagine se ela estivesse de mau humor. (risadas de fundo)

Seu Madruga: E você, Chiquinha, tome muito cuidado para não sujar esse lençol.

[Seu Madruga entra em sua casa.]

Chiquinha: Sim, papai. Chaves, agora você vai querer brincar de casinha comigo?

Chaves: Já disse que não, pois é brincadeira de meninas. Além disso, gostaria de saber o porquê de você ter pego o meu barril?

Chiquinha: É que eu quero usá-lo como um cômodo da minha casinha.

Chaves: Ah, não vai, não! Pois você pode usá-lo como banheiro, e daí onde eu fico depois? (risadas de fundo)

Chiquinha: Está bem, Chaves. Mas você não quer mesmo brincar de casinha, mesmo tendo comida de verdade?

Chaves: Já disse que... Comida de verdade?!

Chiquinha: Sim!

Chaves: Zás, zás, e agente brincava e... e brincava e... e,e,e... comia muito sanduíche de presunto e... zás! (risadas de fundo)

Chiquinha: Mas tem uma condição?

Chaves: Qual?

Chiquinha: Que você seja o meu marido.

(risadas de fundo)

Chaves: De brincadeira?

Chiquinha: Lógico!

Chaves: E por que tem que ter essa condição, hein?

Chiquinha: Pois um casal, a mulher sempre prepara a comida para o marido.

Chaves: Ah, bom! Se é assim, sim! (risadas de fundo)

Chiquinha: Ou seja, eu vou preparar muita comida para você!

Chaves: Isso, isso, isso, isso!

Chiquinha: Bem, agora eu vou até a minha casa buscar uma coisa comum entre casais e que não vai se diferente com a gente

Chaves: E o que é?

Chiquinha: O nosso filho.

[Chaves fica espantado.] (risadas de fundo)

Chaves: Nosso filho?!

Chiquinha: Sim, eu vou lá buscar.

Chaves: Mas Chiquinha...

[A baixinha com óculos entra em sua casa. Quico vai para o pátio com a sua bola de plástico.]

Quico: Chaves, você quer jogar futebol comigo?

Chaves: Zás, zás e... Não, não vai dar.

Quico: E por que não?

Chaves: Porque eu vou brincar de casinha sendo o marido da Chiquinha.

[Quico começa a rir.]

Quico: Marido da Chiquinha?! Tem gosto pra tudo nesse mundo. (risadas de fundo)

Chaves: Você sabe que é de mentira! E eu só vou brincar de casinha, pois a Chiquinha disse que ia ter comida na brincadeira. Por isso eu prefiro brincar de casinha, daí eu como alguma coisa. Brincar de futebol não tem nada para comer, já que as bolas não são comestíveis e...

Quico: Ai, cale-se, cale-se, cale-se, você me deixa louco! (risadas de fundo)

Chaves: Tá bom, mas não se irrite! (risadas de fundo)

Quico: Então não me deixe irritado!

Chaves: Ninguém tem paciência comigo. (risadas de fundo)

Quico: Não! E sobre o que você falou que as bolas não são comestíveis, eu posso provar que elas são sim.

Chaves: Como?

Quico: Olha só!

[Quico morde bem forte a sua bola de plástico, até que ela estoura. Chaves e o Quico se assustam.] (risadas de fundo)

Chaves: Mas o que você fez?!

Quico: Viu como são comestíveis, mas o problema é que tem gosto ruim e acaba rápido.

[Quico fica triste e começa a chorar.]

Quico: Agrrrrrrrrrrrrrrrrrr! (risadas de fundo)

Seu Madruga: Mas o que está acontecendo aqui, Chaves?

Chaves: É que a bola do Quico estourou e agora ele não para de chorar.

[Dona Florinda vem correndo para saber o que houve.]

Dona Florinda: O que foi, tesouro?

Quico: Mamãe, a minha bola estourou!

Dona Florinda: Ah, mas tinha que ser o senhor mesmo! E eu ainda avisei para não provocar que eu ficaria de mau humor.

[Dona Florinda dá um tabefe no Seu Madruga.] (risadas de fundo)

Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha!

Quico: Sim, mamãe! Gentalha, gentalha, prrrrrrr! (risadas de fundo)

[Seu Madruga explode de raiva.]

Dona Florinda: E da próxima vez, vai estourar as bolas da sua vó!

[Dona Florinda entra em sua casa. Quico permanece no pátio.]

Chaves: Seu Madruga, não estoura as bolas da sua vó. Me empresta para eu jogar futebol. (risadas de fundo)

[Seu Madruga fica bravo e bate no Chaves.]

Seu Madruga: Toma!

[b[Chaves começa a chorar.][/b]

Chaves: Pipipipipipipipi! (risadas de fundo)

Seu Madruga: Pipipipipipipi! Só não te dou outra porque a minha avózinha adora se divertir com as suas bolas. (risadas de fundo)

[Dona Clotilde sai de sua, perguntando para o Seu Madruga.]

- O que houve, Seu Madruga?

Seu Madruga: O de sempre, Dona Clotilde! Eu tenho que aturar esses moleques, os tabefes da Dona Florinda, enfim...

Dona Clotilde: Bem, se quiser eu posso te tranquilizar com um abraço. (risadas de fundo)

Seu Madruga: O que eu quero é cinco quilômetros de distância da senhora. (risadas de fundo)

[Dona Clotilde fica brava e entra em sua casa.] (risadas de fundo)

[Seu Madruga também entra em sua casa.]

3º Bloco

Chaves: Quico, tem uma coisa que está me pertubando.

Quico: E o que é, Chaves?

Chaves: O que a Chiquinha disse pra mim.

Quico: O que ela disse?

Chaves: Eu não sabia que ela ia levar tão a sério essa brincadeira de casinha, que eu sou o marido dela e toda essas coisas, mas ela levou e foi até a casa dela buscar o nosso filho, e... E agora?

[Quico fica espantado.]

Quico: Que história é essa de nosso filho, meu e seu, Chaves?! Você está louco?! (risadas de fundo)

Chaves: Que meu e seu! É da Chiquinha é meu.

Quico: Ah, bem! E o que você pensa em fazer?

Chaves: Eu não sei!

[Chaves está apavorado. Chiquinha chega no pátio com uma boneca.]

Chiquinha: Eu demorei um pouco, pois eu não estava conseguindo achar o nosso filho, mas aqui está ele, Chaves!

Chaves: Ai, não!

[Chaves não olha e vira de costas.] (risadas de fundo)

Chiquinha: Ai, não?

Chaves: Sim, você está falando de filho e...

Chiquinha: Sim, o nosso filho. Uma boneca. Por isso, na verdade, não é um filho, e sim uma filha.

Chaves: Uma boneca?

Chiquinha: Sim.

[Chaves fica aliviado.] (risadas de fundo)

Chiquinha: Por que você ficou desse jeito, Chaves?

Quico: Bem, eu vou contar o que é, Chiquinha. Acontece que o Chaves...

[Chaves dá um beliscão no Quico para ele não contar.] (risadas de fundo)

Chaves: Não fala, seu bestão!

Quico: Desculpa!

[Chaves e Chiquinha vão brincar de casinha.]

Chaves: Chiquinha, e a minha comida?

Chiquinha: Eu ainda vou preparar.

Chaves: Mas rápido, pois eu tenho que ir trabalhar.

Quico: Olha o outro! Falando de trabalho!

[Quico começa a rir.] (risadas de fundo)

Chaves: O que disse?

Quico: Se você não vai bem na escola, como você fala de trabalho. (risadas de fundo)

Chaves: O quê?

Quico: Você é tão burro que deve ter trabalho para conseguir um trabalho! (risadas de fundo)

Chiquinha: Quico, não está vendo que nós estamos brincando. É tudo de mentira o que fazemos.

Chaves: Deixa! Ele vai aprender a não mexer comigo!

[Chaves bate no Quico.] (risadas de fundo)

Chiquinha: Chaves, o que você fez?!

[Seu Madruga sai da casa dele.]

Seu Madruga: O que houve?

Quico: Mamãe!!!!!!

[Dona Florinda sai da casa dela.]

Dona Florinda: O que foi, tesouro?

Quico: Ele me bateu!

Dona Florinda: Outra vez o senhor aprontando com o meu filho!

[Seu Madruga fica apavorado e entra na casinha da Chiquinha.]

Seu Madruga: A senhora seria capaz de destruir a casinha da minha filha só para me dar um tabefe?

Dona Florinda: Claro que não, Seu Madruga. Eu não farei isso.

Seu Madruga: E então?

Dona Florinda: Vou fazer algo bem melhor.

[Dona Florinda tranca a janela e a porta da casa do Seu Madruga. Dona Clotilde aparece na janela da sua casa e vê tudo o que está acontecendo.]

Dona Florinda: Trancando toda a sua casa, o senhor escolhe: ou fique aí e não bota mais os pés na sua casa, ou saia daí e leva o tabefe que merece, para depois ter a sua casa de volta. (risadas de fundo)

Seu Madruga: Mas, mas...

Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha!

[Dona Florinda entra na casa dela.]

Quico: Não sei como vou fazer isso, então faço na casinha mesmo. Gentalha, gentalha, prrrrrr!

[Quico empurra a casinha, que desmorona em cima do Seu Madruga.] (risadas de fundo)

Quico: Puxa, Seu Madruga! O senhor ficou sem duas casas agora. Acho que é melhor sair daí e levar o tabefe da minha mamãe.

[Quico entra em sua casa rindo.] (risadas de fundo)

Seu Madruga: Poderia ter mais alguma coisa para piorar?

Chaves: Sim, que eu fiquei sem a minha comida da brincadeira.

[Chaves começa a chorar e entra no barril.] (risadas defundo)

Chaves: Pipipipipipipipi!

[Seu Madruga começa a chorar também.]

Seu Madruga: Ainnnnnnnn! (risadas de fundo)

[Dona Clotilde sai de sua casa.]

Dona Clotilde: Não chore mais, Seu Madruga. Eu tenho uma ótima solução para o senhor não levar o tebefe da Dona Florinda e ter uma casa de volta.

Seu Madruga: E qual é, Dona Clotilde?!

Dona Clotilde: Ir morar comigo! (risadas de fundo)

Seu Madruga: Não, Dona Clotilde! Espere...

Dona Clotilde: Saia dessa casinha e vamos para a minha casa! Venha, comigo, venha.

Seu Madruga: Calma, calma, eu...

[Ambos entram na casa da Dona Clotilde.] (risadas de fundo)

Chiquinha: Meu papaizinho, meu papaizinho...

[Chiquinha começa a chorar também.]

Chiquinha: Ué, ué, ué, ué, ué! (risadas de fundo)

FIM!


O encanador da vila - Autor: Furtado

Ano: 1981 (precisei colocar o ano pois é o único contexto que achei)
Atores: Chespirito, Ramón Valdez, Edgar Vivar, Angelines Fernandez e Maria Antonieta de Las Nieves
Sinopse: Seu Madruga agora trabalha de encanador. O que ele não esperava é Chaves destruiria todos os canos da vila.

Foco na caixa de ferramentas. A imagem abre com Seu Madruga arrumando um cano no tanque.

SENHOR BARRIGA – Então fica combinado, Seu Madruga. Você arruma estes canos e eu lhe pago e desconto dos aluguéis atrasados.

SEU MADRUGA – Sem a menor dúvida, eu vou arrumar esta barriga, senhor cano... digo, eu vou arrumar este cano, Senhor Barriga.

SENHOR BARRIGA – Acho bom. Me diga, você viu o menino Chaves hoje?

SEU MADRUGA – Ainda não, por que?

SENHOR BARRIGA – É que sempre que chego na vila ele me recebe com pancadas.

SEU MADRUGA – Bom, talvez ele esteja no outro pátio com as crianças.

SENHOR BARRIGA – Com licença, Senhor Barriga.

SENHOR BARRIGA vai até o segundo pátio. CHAVES aparece na entrada da vila brincando com um bilboquê. Ele para atrás de SEU MADRUGA.

CHAVES – Oi, Seu Madruga.

SEU MADRUGA – Oi, Chaves... não vai?

CHAVES – Aonde?

SEU MADRUGA – Là?

CHAVES – Lá aonde?

SEU MADRUGA – Francamente, francamente Chaves. O Senhor Barriga está lhe procurando no segundo pátio.

CHAVES – Ah.

SEU MADRUGA – [imita] Ah. Sai daqui, moleque.

CHAVES vai para o segundo pátio. CHIQUINHA sai de casa e vai falar com o pai.

CHIQUINHA – O que está fazendo, papaizinho lindo meu amor.

SEU MADRUGA – Tá, tá. O que você quer?

CHIQUINHA – Me dá dinheiro para eu comprar um pirulito.

SEU MADRUGA – Quanto é?

CHIQUINHA – 20 mangos.

SEU MADRUGA – Quanto?

CHIQUINHA – 20 mangos.

SEU MADRUGA – Um pirulito não custa isso.

CHIQUINHA – [dá risadas] É que eu também ia no Restaurante de Dona Florinda comer um sanduíche de presunto e ia convidar o Chaves.

SEU MADRUGA – Ah bom, diga para o Chaves não comer muito, viu?

CHIQUINHA – Obrigado, papaizinho lindo meu amor!

CHIQUINHA sai correndo da vila.

SEU MADRUGA – Muito bem, vamos continuar.

SEU MADRUGA começa a mexer nos encanamentos. DONA CLOTILDE sai de sua casa.

DONA CLOTILDE – Seu Madruga, Seu Madruga...

SEU MADRUGA – O que foi?

DONA CLOTILDE – Eu fiz um frango assado, o senhor queria um pedaço?

SEU MADRUGA – Claro que sim. Deixe na minha casa que depois eu pego.

DONA CLOTILDE – Ah não, vai ficar frio. Venha, venha saborear o frango em minha casa.

SEU MADRUGA – Na sua casa [Seu Madruga fica com medo].

DONA CLOTILDE – Venha, Seu Madruga.

SEU MADRUGA vai forçado.

FIM DO PRIMEIRO BLOCO

COMEÇO DO SEGUNDO BLOCO

NHONHO entra na vila. SENHOR BARRIGA está correndo e CHAVES vem atrás.

SENHOR BARRIGA – Não, Chaves.

CHAVES dá um soco em SENHOR BARRIGA e está com os olhos vendados.

NHONHO – Que direito lhe dá de bater no meu papai.

CHAVES – É que eu e a Chiquinha...

NHONHO bate com sua pança em CHAVES

CHAVES – É que eu...

NHONHO bate com sua pança em CHAVES

CHAVES – Agora você vai ver, Nhonho!

SENHOR BARRIGA leva mais um soco.

SENHOR BARRIGA – Nhonho, diga para o Seu Madruga que depois eu venho ver os encanamentos.

CHAVES – Nhonho, vamos brincar de beisebol.

NHONHO – Vamos!

NHONHO e CHAVES começam a brincar de beisebol.

CHAVES – Lá vai.

CHAVES já a bola que acerta o cano e estoura.

NHONHO – Chaves, você é um tonto. Acabou estourando o cano.

CHAVES – Pois, pois...

CHIQUINHA entra na vila

CHIQUINHA – Eu vi tudo Chaves, vou contar pro meu pai que você quebrou e despedaçou o trabalho dele.

CHAVES – Ah é.

CHAVES puxa os cabelos de CHIQUINHA, que chora.

CHIQUINHA – Ué Ué Ué. Eu vou contar pro meu papai que você me bateu, me chutou. Ué Ué Ué.

NHONHO – Deixe a chata da Chiquinha, vamos jogar beisebol.

CHAVES – Isso, e lá vai o grande campeão e ele acerta e....

SEU MADRUGA está saindo da casa de DONA CLOTILDE e é acertado por CHAVES.

SEU MADRUGA – Só me faltava isso. Toma

SEU MADRUGA bate em CHAVES que vai para o barril.

CHAVES – Pipipi.

SEU MADRUGA – Só não te dou outra porque... a minha vovozinha era campeã nacional de beisebol. Nossa, o que está acontecendo aqui!

NHONHO – Foi o Chaves, Seu Madruga. Ele jogou a bola de beisebol no cano.

SEU MADRUGA – E arruinou meu trabalho. Como vou explicar isso pro Senhor Barriga.

CHAVES – Não é por isso.

CHAVES enrola o cano com uma fita crepe. Todos ficam se olhando.

TERMINA O EPISÓDIO


Chaves vai morar com o Seu Madruga e a Chiquinha - Autores: Chapolin Colorado e Gogetareborn

Obs: A parte em negrito do roteiro foi o Bruno (Gogetareborn) que fez.

Roteiro original: Guilherme Aldeia de Souza e Bruno Mattos da Silva

Ano do episódio: 1977

Duração do episódio: 21 minutos

Personagens:

Roberto Gómez Bolaños – Chaves

Ramón Valdés – Seu Madruga

Carlos Villagrán – Quico

Maria Antonieta de las Nieves – Chiquinha

Rubén Aguirre – Professor Girafales

Florinda Meza – Dona Florinda

1º Bloco

[Chaves bate na porta do Seu Madruga e ele atende, mas sem perceber, Chaves bate no Seu Madruga.]

(risadas de fundo)

[Seu Madruga fica bravo.]

Seu Madruga: O que veio me pedir?

Chaves: Eu queria te perguntar se quer um favor.

Seu madruga: Bom, já que é assim. Eu fiquei de entregar estes leites lá no 28. Vai lá e entrega.

Chaves: Sim


[Chaves pega os leites que Seu Madruga lhe deu e fica olhando para ele.]

Seu Madruga: O que foi?

Chaves: O pagamento.

Seu Madruga: Como?

Chaves: Sim, já quero receber adiantado. (risadas de fundo)

Seu Madruga: Você só vai receber dinheiro quando você me fizer o favor.

[Chaves se distancia do Seu Madruga. Começa a olhar para o chão, para cima, para o portão da vila...]

Seu Madruga: O que deu em você?

[Chaves responde ironicamente]

Chaves: O senhor não ouviu alguém me chamar pedindo para lhe fazer um favor e que vai me pagar na hora, não como muitos por aí.

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Está bem, Chaves. Toma o dinheiro.

Chaves: Obrigado!

[Chaves vai até o 2º pátio para entregar os leites para o 28. Dona Florinda sai de sua casa e vai até o Seu Madruga.]

Seu Madruga: Não, não, não, não, não! Não é minha culpa! (risadas de fundo)

Dona Florinda: Eu não vim lhe bater. Eu vim para perguntar algo ao senhor.

Seu Madruga: Ah, bom! O que é?

Dona Florinda: Por que o Chaves saiu correndo feliz daquele jeito?

Seu Madruga: É que eu pedi que ele entregasse os leites no apartamento 28. Eu dei dinheiro para ele e por isso ficou tão feliz. Ele não sabe, mas eu vou lhe dar um sanduíche de presunto também.

Dona Florinda: Entendi. Obrigada.


Seu Madruga: De nada, curiosa.

(risadas de fundo)

Dona Florinda: O que disse?

Seu Madruga: Nada, nada!

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Melhor para o senhor.

[Seu Madruga abre a porta para entrar, mas acerta a Dona Florinda.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Me desculpe, me desculpe, é que eu tava...

Dona Florinda: Tá, Tá!

[Seu Madruga entra para casa.]

[Chaves chega no 1º pátio.]

Dona Florinda: Ah, e por falar em leite... Chaves, poderia comprar uma caixa de leite lá na venda para mim? O troco fica com você.


Chaves: Melhor assim, não é? (risadas de fundo)

Dona Florinda: E se eu mudo de ideia e não deixo o troco com você?

[Quico sai da casa dele.]

Chaves: Então eu mudo de ideia e não vou buscar nada! (risadas de fundo) A senhora vai ter que ir lá. Vai andar bastante e pode ser que nessa idade a senhora não aguente muito. (risadas de fundo) [Dona Florinda fica brava] E depois...

Quico: Ai cale-se, cale-se, cale-se, você me deixa louco! (risadas de fundo)

Chaves: Tá bom, mas não se irrite!

Quico: Então não me deixe irritado!

Dona Florinda: Quico?

Quico: Que é?! (risadas de fundo)

[Dona Florinda fica brava.]

Quico: Que coisa, não! (risadas de fundo)

Dona Florinda: Tudo bem, tesouro. E você Chaves, vai lá buscar o leite.

Chaves: Vai deixar o troco comigo? (risadas de fundo)

[Quico e Dona Florinda ficam bravos.]

Dona Florinda: Sim!!!!!

[Chaves fica com medo e fica no portão da vila. Chiquinha sai de sua casa.]

Quico: E se você pensa que vai se sair bem por ter chamado a minha mãe de velha, espera que você verá! Vai ter que aguentar as atitudes de velha dela! (risadas de fundo)

Dona Florinda: Tesouro!?

Quico: É que...

Dona Florinda: Está bem, está bem. Vamos entrar, filho.

Quico: Sim, mamãe.

[Dona Florinda e Quico entram para casa.]

Chiquinha: E depois desta gritaria eles ainda falam que eu e meu pai que somos a gentalha (risadas de fundo) Chaves, aonde você vai?

Chaves: Dona Florinda disse pra eu comprar umas caixas de leite e disse que eu podia ficar com o troco.

Chiquinha: Mas Chaves, você não gostaria de ampliar o dinheiro para aumentar o troco?

Chaves: Como?

Chiquinha: É só plantar uma moeda naquele vasinho. Molha e espera crescer uma árvore de dinheiro.

Chaves: Isso, isso, isso, isso! (risadas de fundo)

[Chaves planta a moeda e começa a regar. Chiquinha começa a rir.] (risadas de fundo)

[Seu Madruga sai da casa dele.]

Seu Madruga: Chaves, já entregou os leites que eu pedi?

Chaves: Claro! Fui até o 28... [Aponta para o 2º pátio e sem ver molha Seu Madruga com o regador.] (risadas de fundo)

Seu Madruga: Tinha que ser o Chaves mesmo! Toma! [Seu Madruga bate no Chaves.]

Chaves: Pipipipipipipipi!

Seu Madruga: Pipipipipipipipi! (risadas de fundo)

[Quico sai de casa.]

Seu Madruga: Toma mais cuidado, tonto!


Chaves: É quem me chama! (risadas de fundo)

Seu Madruga: O quê?!

Quico: Alguém me chamou? (risadas de fundo)

Chiquinha: Como é burro! Não, Quico! O Chaves e o meu pai estavam falando de outro tonto. (risadas de fundo)

Quico: Ah, Bom! É que....O quê? Você não vai com a minha cara? (risadas de fundo)

Chaves: Não, é que eu estava falando do Seu Madruga.

Seu Madruga: É verdade e....O Quê? (risadas de fundo)

[Quico começa a rir.]

Quico: O Seu Madruga é um tonto!

(risadas de fundo)

[Seu Madruga faz uma cara de bravo para o Quico.]

Quico: Bobalhão?... Idiota? Gentalha, isso sim.... Burrinho de carga? Não deu!

(risadas de fundo)

[Seu Madruga dá um beliscão em Quico.]

Quico: MAMÃE!

(risadas de fundo)

[Dona Florinda sai de sua casa.]

Dona Florinda: O que foi, tesouro?

Quico: O Seu Madruga me beliscou!

Seu Madruga: É que eu...

[Dona Florinda bate no Seu Madruga.] (risadas de fundo)

Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha!

Quico: Sim, mamãe! Gentalha, gentalha pfff! (risadas de fundo)

[Seu Madruga joga o chapéu no chão.]


Dona Florinda: Hoje vai ser difícil eu ficar de bom humor.

[Dona Florinda se vira e encontra o Professor Girafales. Dona Florinda fica de bom humor.]

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Mas é o Professor Girafales!

Quico: Sim, o meu papi!

(risadas de fundo)

[Professor Girafales e Dona Florinda ficam se olhando apaixonadamente um para o outro. Quico fica contente. Seu Madruga fica fazendo caretas para Dona Florinda]

(risadas de fundo)

[Música de fundo]

2º Bloco

[Chaves e Chiquinha estão no pátio.]

Chiquinha: Chaves, já plantou a sua moeda?

Chaves: Sim! Agora... Chiquinha?

Chiquinha: O que, Chaves?

Chaves: Você já não me enganou uma vez com essa história?

Chiquinha: E você como é burro, plantou mais uma vez a moeda em um vasinho, com a esperança de nascer uma árvore de dinheiro. Hahaahahahaah! [Chiquinha começa a rir.]

(risadas de fundo)

Chaves: E você ainda rir! Heheeheehhee! [Chaves começa a rir também.]

Chiquinha: Por que você fala isso?

Chaves: Você não se lembra que você foi a única que se deu mal nessa história? Heheheehe! [Chaves rir mais uma vez e vai para a venda comprar o leite da Dona Florinda. Chiquinha fica com cara de boba.]

(risadas de fundo)

[Transição de cenas.]

[Chaves está sentado na escada triste. Chiquinha sai de sua casa.]

Chiquinha: O que aconteceu, Chaves?

Chaves: Tenho muito azar. Eu pensei que eu receberia um bom troco, mas o preço de leite aumentou e não recebi quase nada

[Dona Florinda e Professor Girafales saem de sua casa para passear.]

Chiquinha: Mas é por causa dos energéticos, Chavinho.

Chaves: O que a energia tem a ver com os leites?

(risadas de fundo)

[Professor Girafales ouve o que o Chaves diz e decide explicar para ele.]

Professor Girafales: Não, Chaves. Os energéticos não tem nada a ver com a energia. Os energéticos tem a ver com a inflação.

Chaves: Inflamação?

(risadas de fundo)

Professor Girafales: Inflação, Chaves! Você não sabe o que é inflação?

Chaves: Ah, sim! A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços.

(risadas de fundo)

[Dona Florinda, Professor Girafales e Chiquinha ficam espantado com a resposta do Chaves.]

Professor Girafales: É... É isso, Chaves. É isso mesmo.

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Já que ele sabe, vamos?

Professor Girafales: Vamos.

[Dona Florinda e Professor Girafales vão passear.]

Professor Girafales: Nem eu sabia direito o que era inflação.

(risadas de fundo)

[Dona Florinda olha espantada para a câmera.]

Chaves: Ainda bem que a Dona Florinda não viu a garrafa de leite vazia.

(risadas de fundo)

Chiquinha: Você não entregou para Dona Florinda?

Chaves: Pois, pois, pois...

[Quico sai de sua casa.]

Quico: Chaves, você não entregou o leite até agora.

Chaves: Eu bebi tudo.

(risadas de fundo)

Quico: Ah, bom... O quê?!

Chaves: Pois, pois...

Quico: Sorte sua que o Professor está aqui, assim a minha mãe nem vai perceber que você não trouxe o leite. Ah, mas eu já ia me esquecendo. Tenho boca para falar, não é? [Quico começa a rir.]

(risadas de fundo)

Chaves: Mas agora que sua mãe está com o Professor Girafales eles só vão tomar café.

Quico: E se eu falar pra minha mãe oferecer café com leite para o Professor Girafales?

(risadas de fundo)

Chiquinha: Quico, deixa de ser um menino ruim, ainda mais agora.

Quico: Por que diz isso?

Chiquinha: Porque o coitado do Chavinho não recebeu quase nada de troco quando foi comprar o leite.

Quico: Ah, bom.

Chiquinha: Chaves, você poderia fazer o que eu faria no seu lugar.

Chaves: E o que é?

Chiquinha: Você deveria falar para o vendedor que você enxergava mal e que você deu mais dinheiro para ele. Assim você teria mais troco.

(risadas de fundo)

Chaves: Ah, é! Pois saiba que você que está enxergando mal por estar olhando para a pessoa errada. Eu nunca faria isso e nem voltarei a fazer.

(risadas de fundo)

Quico: Puxa! Falando dessas coisas, às vezes eu me lembro de quantos problemas que você enfrenta na sua vida, Chaves. Passa fome, não tem um lugar para dormir, e...

Chiquinha: É isso! Chaves, que tal se você ir morar comigo e o meu pai?

Chaves: O Quico fala dos meus problemas e você continua não ligando.

Chiquinha: Mas eu disse que você poderia ir morar comigo e o meu pai.

Chaves: Por isso.

(risadas de fundo)

Chiquinha: Mas, Chaves, na minha casa você vai ter o que comer e poderá dormir em um lugar confortável!

Chaves: É sério?!

Chiquinha: Sim, pois é, pois é, pois é!

Chaves: Zás, zás, aí eu ia comer... e... e... e ia comer muito e, e, e... e dormir tranquilamente e...e... zás!

(risadas de fundo)

Chiquinha: Eu vou procurar o meu pai para falar com ele, está bem?

Chaves: Sim!

[Chiquinha vai até o segundo pátio.]

[Seu Madruga sai da casa dele. Ele vem assobiando e varrendo o pátio. Ele passa a vassoura nos pés do Chaves.]

Chaves: Por acaso eu sou invisível?

(risadas de fundo)

[Chiquinha encontra o Seu Madruga.]

Seu Madruga: Desculpa, Chaves.

Chaves: Tudo bem. Mas eu sempre tenho que ter problemas aqui na vila. Hoje eu não recebi quase nada de troco e tudo por causa da energia.

(risadas de fundo)

Chiquinha: Energéticos, Chaves.

Seu Madruga: Bem, agora tudo está aumentando, Chaves.

Quico: Menos a Chiquinha! [Quico começa a rir.]

(risadas de fundo)

[Seu Madruga faz cara de bravo para o Quico.]

Seu Madruga: Com certeza a sua inteligência não precisa aumentar.

[Quico fica contente.]

Quico: É mesmo?!

Seu Madruga: Sim, já que você não tem mesmo!

(risadas de fundo)

Quico: Não vai com a minha cara?

Seu Madruga: Ah, é?

[Seu Madruga belisca o Quico.]

Quico: Agrrrrrrrrrr! [Quico começa a chorar.]

(risadas de fundo)

Chiquinha: Papai, o Chaves pode ir morar com a gente?

Seu Madruga: O quê?

Chiquinha: Desse jeito acabaria com todos os problemas que ele tanto questiona.

Seu Madruga: Mas desse jeito aumentaria os meus problemas, filhinha.

(risadas de fundo)

Chiquinha: Ah, papai [Chiquinha fica triste. Chaves também fica triste.]

Seu Madruga: Tudo bem. O Chaves pode morar com a gente

[Chaves e Chiquinha ficam contentes.]

Quico: Agora sim a gentalha está reunida.

(risadas de fundo)

Seu Madruga: E você cale a boca!

Quico: Quero saber como vai fazer para ter o Chaves em sua casa.

Seu Madruga: Eu também queria saber.

(risadas de fundo)

Chaves: Então vamos entrar logo!

Seu Madruga: Espera, Chaves.

[Seu Madruga, Chaves e Chiquinha entram em casa. Chaves olha os pratos na mesa.]

Chaves: Nesses pratos que vamos comer, né?

[Chaves derruba os pratos.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Na verdade eram os pratos que íamos comer.

[Seu Madruga olha com cara de bravo para o Chaves.]

(risadas de fundo)

3º Bloco

[Seu Madruga, Chiquinha e Chaves estão tomando café da tarde.]

Seu Madruga: Chaves, pega um copo de leite pra mim.

Chaves: Sim.

[Chaves entra na cozinha. Coloca o leite no copo, mas não aguenta olhar e toma todo o leite. Chaves procura mais leite na geladeira, mas já não tem mais nada. Ele começa a ficar desesperado até que tem uma ideia. Com o resto de leite que sobrou no final do copo, Chaves enche de água e o leite fica ralo]

(risadas de fundo)

Chaves: Aqui está o leite.

Chiquinha: Chaves, que tipo de leite é este? Está estranho...

Chaves: Quem é que vai saber.

(risadas de fundo)

[Seu Madruga toma todo o leite ralo e faz uma cara de quem gostou.]

Seu Madruga: Obrigado, Chaves!

[Chaves fica espantado que o Seu Madruga tomou todo o leite ralo.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Ah, Chaves. Eu tinha comentado com a Dona Florinda que eu ia te dar um sanduíche de presunto depois que você fizesse o favor de entregar os leites no 28.

Chaves: E?!

Seu Madruga: Eu fico devendo.

(risadas de fundo)

[Chaves olha triste para câmera.]

[A cena muda para a casa da Dona Florinda e do Quico.]

Dona Florinda: Foi ótimo o passeio, Professor.

Professor Girafales: Foi mesmo.

Dona Florinda: Quer mais café?

Professor Girafales: Aceito sim.

[Dona Florinda pega o café e a xícara.]

Quico: Mamãe, você sabia que o Chaves está morando com o Seu Madruga e a Chiquinha?

Dona Florionda: Não pode ser. Agora morando junto eles vão fazer mais bagunça, como sempre [Dona Florinda começa a derramar café no Professor sem ela perceber.]

Professor Girafales: Ai! Como isso arde!

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Desculpa, Professor Girafales! [Professor pega um pano para limpar.]

Professor Girafales: Não se preocupe, Dona Florinda. Pode deixar que eu limpo. Bem, voltando ao assunto do Chaves, eu acho ótimo que ele tenha ido morar na casa do Seu Madruga. Muitas vezes o Chaves chega cansado na escola por não ter dormido direito. Consequentemente ele tira uma nota ruim nas provas. Agora, dormindo na casa do Seu Madruga, ele melhorará o seu desempenho na escola.

Dona Florinda: Professor, não vê que isso é desculpa dele por tirar nota baixa.

Professor Girafales: Eu posso dizer para a senhora que são muitos que tiram notas baixas na escola. O Quico poderia dizer isso também por experiência própria, não é Quico?

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Tesouro, quer dizer que você também tira notas baixas?!

Quico: Ninguém disse isso, mamãe.

(risadas de fundo)

[Já é de noite. A cena muda para a casa do Seu Madruga e da Chiquinha.]

Seu Madruga: Vamos dormir, crianças?

Chiquinha: Sim. Chaves, você vai dormir no sofá e eu durmo no meu quarto

Chaves: E o seu pai?

Seu Madruga: Eu durmo aqui no móvel da sala

(risadas de fundo)

Seu Madruga e Chiquinha: Boa noite, Chaves.

Chaves: Boa noite.

[Seu Madruga começa a roncar bem forte. Chaves não consegue dormir.]

(risadas de fundo)

Chaves: Só me faltava essa...

[Chaves vai até o quarto da Chiquinha.]

Chaves: Chiquinha?

Chiquinha: Ai! Um bandido, um bandido! [Chiquinha joga o travesseiro no Chaves.]

(risadas de fundo)

Chaves: Sou eu, Chiquinha!

Chiquinha: Ainda bem. O que você quer?

Chaves: Seu pai não me deixa dormir. Ele está roncando sem parar

(risadas de fundo)

Chiquinha: Eu também não estou conseguindo dormir. Mas eu vou resolver isso.

[Eles saem do quarto.]

Chaves: Nós vamos colocar algo para tapar os nossos ouvidos?

Chiquinha: Não adiantaria. O ronco dele é muito forte. Parece um caminhão freando.

(risadas de fundo)

Chaves: O que você vai fazer então?

Chiquinha: Uma coisa que funciona muito bem. Veja: [Chiquinha começa a imitar uma apresentadora de televisão] Para todos aqueles que estão assistindo o programa de prêmios “Para que pensar no amanhã, se você pode ficar milionário hoje.” (risadas de fundo) E nós já temos um convidado. Pode entrar, Seu Madruga![Seu Madruga faz uma cara de contente enquanto dorme] (risadas de fundo) Ele está com o bilhete do sorteio e o número do bilhete dele é: 877. Vamos ver se ele vai ficar milionário. Se ele perder, azar o dele. [Seu Madruga faz uma cara de bravo enquanto dorme] (risadas de fundo) Vamos sortear os números e vê se o Seu Madruga ganhará. Vamos ao sorteio. Os números sorteados são: 8 – 7 – 7! Seu Madruga é o novo milionário! [Seu Madruga bota um baita de um sorriso no rosto e fica tão contente que acaba dormindo tranquilamente] (risadas de fundo)

Chaves: Nossa!

Chiquinha: Viu, não está mais roncando.

Chaves: Mas será que seu pai não morreu de tanta alegria?

(risadas de fundo)

Chiquinha: Claro que não, Chaves!

Chaves: Eu vou fazer a prova. Seu Madruga corre, corre, pois a Dona Florinda quer bater no senhor! [Seu Madruga fica desesperado enquanto dorme] (risadas de fundo) Ela se prepara para bater no senhor e... Leva um tabefe [Seu Madruga vira o rosto pensando que levou um tabefe] (risadas de fundo)

[Seu Madruga se levanta e fala dormindo.]

Seu Madruga: Eu levei esse tabefe por sua culpa, Chaves! Toma!

[Seu Madruga bate no Chaves enquanto dorme.]

Chaves: É, não morreu mesmo não, e... Pipipipipipippipipi!

(risadas de fundo)

Chiquinha: Por que você foi fazer isso, Chaves? Olha, meu pai voltou a dormir tranquilamente e não roncará mais.

Chaves: Mas ele me deu um baita de um cascudo!

Chiquinha: Olha, Chaves, deixa isso pra lá e vamos dormir, está bem?

Chaves: Tá.

[Chiquinha vai para o quarto. Chaves deita no sofá.]

[A cena muda para a casa da Dona Florinda e do Professor Girafales.]

Professor Girafales: Nossa, já são quase onze da noite! Dona Florinda, está muito tarde! Eu preciso ir.

Dona Florinda: Tudo bem, Professor.

Quico: Professor, o senhor vai começar a me dar uma nota boa na escola? Lembre-se que você gosta muito da minha mãe. Não vai querer decepcioná-la, vai?

(risadas de fundo)

[Dona Florinda fica brava.]

Dona Florinda: Quico!

Professor Girafales: Bom, se sua mãe querer...

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Professor Girafales! Eu jamais pediria para o senhor dar uma nota boa para o Quico só por causa do nosso relacionamento!

Professor Girafales: A sua mãe tem razão, Quico. Bem, eu já estou indo.

Dona Florinda: Adeus, Professor Girafales.

Professor Girafales: Adeus, Dona Florinda.

Quico: Adeus, papi.

(risadas de fundo)

Quico: Digo, Professor.

Professor Girafales: Adeus, Quico.

[A cena muda para a casa do Seu Madruga a da Chiquinha.]

[Uma mosca começa a irritar o Chaves.]

(risadas de fundo)

[Chaves começa a jogar várias coisas para acertar a mosca. Pisa em cima do sofá para tentar pegar a mosca.]

(risadas de fundo)

[Professor Girafales sai da casa da Dona Florinda e é acertado pelo cofrinho jogado por Chaves.]

(risadas de fundo)

[Professor Girafales escuta a barulheira na casa do Seu Madruga.]

Professor Girafales: O Seu Madruga está tendo tanto trabalho com o Chaves, que precisa descontar em mim.

(risadas de fundo)

[Professor Girafales vai embora da vila. Chaves vê se o professor já foi. Então, ele joga um quadro para acertar a mosca, mas ela escapa e faz um barulho debochando dele.]

(risadas de fundo)

[Chaves fica irritado e começa a derrubar os quadros, quebrar os vidros da janela... Até que ele acerta sem querer o Seu Madruga, mas mesmo assim não acorda.]

Chaves: Minha nossa!

(risadas de fundo)

[Chiquinha ouve os barulhos da sala.]

Chiquinha: Puxa, o meu pai começou a roncar diferente agora.

(risadas de fundo)

[Chaves continua destruindo a casa do Seu Madruga, até que ele consegue matar a mosca. Ele joga a mosca pela janela.]

Chaves: Me sinto invencível!

(risadas de fundo)

[Mas Chaves olha espantado por ter destruído a casa do Seu Madruga.]

Chaves: E agora?!

(risadas de fundo)

[Já é de manhã. Chquinha acorda e se depara com a bagunça.]

(risadas de fundo)

Chiquinha: CHAVES?! O que aconteceu aqui?!

Chaves: Eu queria domir, mas a mosca não deixava. Quando eu a matei, me deparei que tinha destruído toda a casa.

Chiquinha: Se o meu pai acorda e vê toda essa bagunça, eu não vou pensar duas vezes e vou te acusar. Não quero que ele pense que fui eu quem fez essa bagunça

(risadas de fundo)

Chaves: Mas, Chiquinha...

[Seu Madruga se levanta. Chiquinha começa a distraí-lo]

Chiquinha: O meu pai se levantou!

Chaves: E agora?!

Chiquinha: Ah, papai, vamos até a cozinha? Eu quero que o senhor prepare o meu café da manhã

Seu Madruga: Tudo bem.

[Seu Madruga não percebe a bagunça e eles entram na cozinha.]

Seu Madruga: Chiquinha?

Chiquinha: Sim, papai?

Seu Madruga: Se o Senhor Barriga vier hoje, pode deixar ele entrar. Tenho dinheiro suficiente para pagar os 14 meses de aluguel atrasado.

Chiquinha: Com que dinheiro?

Seu Madruga: Você não ficou sabendo? Eu ganhei muito dinheiro ontem em um programa de televisão.

(risadas de fundo)

[Chiquinha fica desesperada.]

Chiquinha: Mas, papai...

Seu Madruga: Ontem eu também levei um tabefe da Dona Florinda e tudo por causa do Chaves. Eu vou lá vê-lo.

Chiquinha: NÃO!!!

(risadas de fundo)

[Seu Madruga e Chiquinha saem da cozinha.]

Seu Madruga: Chaves, ontem eu levei um tabefe da Dona Florinda por causa de você e só não te dou outra porque...

[Seu Madruga percebe a bagunça que o Chaves fez.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: O que houve aqui?!

[Chiquinha muda de assunto.]

Chiquinha: Sabe, papai. Você não levou nenhum tabefe da Dona Florinda ontem. Eu fiz uma brincadeira com o senhor.

Seu Madruga: Sim, mas eu quero saber o que houve aqui?!

Chiquinha: O dinheiro que você ganhou também foi uma brincadeira.

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Sim, mas eu quero... Brincadeira?!

Chiquinha: Sim.

(risadas de fundo)

[Seu Madruga não sabe se chora ou se fica irritado.]

Seu Madruga: Mas o que aconteceu aqui?! O que você tem pra dizer, Chaves?!

Chaves: Pois, pois, pois... Pelo menos eu matei a mosca.

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Olha, eu não quero saber de nada! E eu já sei o que eu vou fazer com vocês dois.

[Chaves e Chiquinha olham com medo um para o outro.]

[No final, a Chiquinha e o Chaves começam a arrumar toda a casa do Seu Madruga.]

Seu Madruga: Vamos ver se assim vocês aprendem!

(risadas de fundo)

FIM!


Os bolos da Dona Clotilde - Autor: Chapolin Colorado

Roteiro original: Guilherme Aldeia de Souza

Ano do episódio: 1976

Duração do episódio: 23 minutos

Personagens:

Roberto Gómez Bolaños – Chaves

Ramon Valdés – Seu Madruga

Carlos Villagrán – Quico

Maria Antonieta de las Nieves – Chiquinha

Edgar Vivar – Senhor Barriga

Florinda Meza – Dona Florinda

Angelines Fernandez – Dona Clotilde (Bruxa do 71)

1º Bloco

[Chaves vem equilibrando uma vassoura e chega no 1º pátio. Ele perde o equilíbrio e a vassoura cai no bolo da Dona Clotilde.]

(risadas de fundo)

[Chaves fica apavorado e vai até a casa da Chiquinha. Ele bate na porta e a Chiquinha atende.]

Chiquinha: O que você quer?

Chaves: Eu derrubei a vassoura no bolo da Dona Clotilde, veja só!

[Chiquinha e Chaves vão até o bolo.]

Chiquinha: Chaves, eu não acredito nisso!

Chaves: Mas aconteceu, e agora...

Chiquinha: Como você é burro! (risadas de fundo) Como foi que você não comeu o bolo?

Chaves: Não, Chiquinha...

Chiquinha: Em vez de comer o bolo, você derruba uma vassoura nele. É por isso que a sua situação está desse jeito.

(risadas de fundo)

Chaves: Mas, Chiquinha...

Chiquinha: Agora eu vou ter que comer.

Chaves: Mas eu derrubei a vassoura nele. Vai comer assim mesmo?

Chiquinha: É que agora que você derrubou a vassoura, quebrou-se o feitiço que a Bruxa do 71 colocou no bolo. Pois é, pois é, pois é!

(risadas de fundo)

Chaves: É verdade...

Chiquinha: Com licença que eu vou comer o bolo.

(risadas de fundo)

Chaves: Tudo bem... Chiquinha, eu também quero!

(risadas de fundo)

[Chiquinha e Chaves vão com o bolo para o 2º pátio. A vassoura fica no 1º pátio. A cena muda para casa da Dona Florinda e Quico.]

Dona Florinda: Quico, quer fazer um favor pra mim?

Quico: Sim, mamãe.

Dona Florinda: Procura a vassoura lá no pátio, para que eu possa varrer a casa.

Quico: Tudo bem.

[Quico sai da casa dele e fica procurando a vassoura.]

Quico: Onde que está essa vassoura... Ah, está ali.

[Dona Clotilde percebe que seu bolo não está na janela. Ela sai da casa e percebe que a vassoura que o Quico está segurando está com cobertura de bolo igual ao dela.]

Dona Clotilde: Quico, você sabe onde está o meu bolo que eu coloquei na janela?

Quico: Não.

Dona Clotilde: Ele estava na janela e sumiu do nada...

Quico: Este é um daqueles casos que o bolo deu bolo

[Quico começa a rir.]

(risadas de fundo)

[Dona Clotilde olha com cara de sem graça para o Quico.]

Quico: Bota um sorrisinho no rosto, vai.

(risadas de fundo)

[Dona Clotilde continua olhando com cara de sem graça.]

Quico: Não deu!

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: É estranho o meu bolo desaparecer e você com essa vassoura com um pouco de cobertura de chocolate igual ao meu bolo, muito estranho...

Quico: Então deve ter acontecido que o bolo aprendeu a voar na vassoura igual a senhora.

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Como?!

Quico: Andar? Dirigir? Nadar, isso sim... Pedalar? Não deu outra vez!

(risadas de fundo)

[Dona Florinda sai da casa dela.]

Dona Florinda: O que está acontecendo aqui?

Dona Clotilde: Dona Florinda, acontece que eu tinha colocado um bolo na janela e ele sumiu sem mais nem menos. Depois eu vejo o seu filho com essa vassoura com um pouco de cobertura de chocolate igual ao meu bolo. Por isso eu acho que ele tem a ver alguma coisa com isso.

Quico: Não, mamãe! Eu nunca mexo nas coisas da bruxa!

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Eu não sou nenhuma bruxa!

Dona Florinda: Não liga, tesouro. Tem tanta gente que esconde os seus segredos.

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Como?!

Dona Florinda: Não é que...

Dona Clotilde: Pois para mim a senhora esconde bem a sua feiura com essas maquiagens!

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Como é que é?!

Dona Clotilde: Já disse!

[Dona Clotilde entra em casa.]

Dona Florinda: É por isso que não dá para se misturar com a gentalha!

[Dona Florinda entra para casa.]

Quico: Sim, mamãe.

[Quico vai até a casa do Seu Madruga e bate na porta. Seu Madruga atende.]

Seu Madruga: O que deseja?

Quico: Gentalha, gentalha, prrrrrrrrrrrr!

[Seu Madruga fica bravo.]

(risadas de fundo)

[Música de fundo]

2º Bloco

[Seu Madruga pega o chapéu. Dona Clotilde sai de casa.]

Dona Clotilde: Bom dia, Seu Madruga!

Seu Madruga: Péssimo dia!

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: O que aconteceu?

Seu Madruga: O de sempre, Dona Clotilde. O Quico fazendo gentalha, eu tenho que aguentar a senhora...

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: O que disse?!

Seu Madruga: Não, nada. Mas o que a senhora quer?

Dona Clotilde: Bem, eu vim dizer que estou preparando uns bolinhos para o senhor. Não sei quando ficará pronto, pois o bolo que eu ia comer simplesmente desapareceu.

Seu Madruga: Ou seja, o feitiço voltou contra o feiticeiro.

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: O quê?!

Seu Madruga: Digo, digo...

Dona Clotilde: É melhor não dizer nada. Eu mandarei a Chiquinha e o Chaves procurarem o bolo.

Seu Madruga: Na certa eles vão encontrar o bolo inteiro, mas a senhora não.

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Não creio nisso. De qualquer forma, espero que com os meus bolinhos o senhor tenha bom gosto.

Seu Madruga: Sim, obrigado, Dona Clotilde!

[Seu Madruga e Dona Clotilde entram em suas respectivas casas. Chaves e Chiquinha chegam no 1º pátio ainda com o bolo inteiro.]

Chaves: Eu não vou deixar você comer o bolo, Chiquinha!

Chiquinha: Por que não?

Chaves: Pois eu o vi primeiro.

Chiquinha: Isso não quer dizer nada.

[Dona Clotilde sai de sua casa.]

Chiquinha: Chaves, a Dona Clotilde verá o bolo!

Chaves: E agora?!

Dona Clotilde: Meninos, por acaso vocês... [Dona Clotilde olha para o bolo que eles estão segurando.] Este bolo se parece muito com o meu

Chaves: Mas é o seu.

(risadas de fundo)

[Chiquinha dá um beliscão no Chaves.]

(risadas de fundo)

Chaves: Por que você fez isso?!

Chiquinha: Não diga nada, burro!

Dona Clotilde: Se parece muito mesmo com o meu...

Chiquinha: Acontece que vários vizinhos gostam de imitar a senhora. Por isso que este bolo se parece tanto com o seu.

Dona Clotilde: Então, de quem é este bolo?

Chiquinha: Bom é... Da vizinha do 82.

Dona Clotilde: É mesmo?

Chaves: Se quiser vai lá perguntar pra ela.

(risadas de fundo)

[Chiquinha belisca mais uma vez o Chaves.]

(risadas de fundo)

Chaves: Outra vez, Chiquinha!

Chiquinha: Já disse para não dizer nada!

Dona Clotilde: E ela deixou que vocês pegassem o bolo?

Chiquinha: Bom é que...

Chaves: É que a vizinha do 82 fez o bolo para comer. Então ela tirou o bolo do forno, mas viu que não tinha como comer, pois estava muito quente. Daí ela deu pra nós.

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Mas ela não podia resfriar o bolo, não?

Chiquinha: Só se ela o pegasse com um lenço de assoar o nariz.

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Eu não quis dizer resfriar de... Deixa pra lá. Vocês querem procurar o meu bolo?

Chiquinha: Bom...

Chaves: Pois, pois...

Dona Clotilde: Eu darei 5 mil cruzeiros para cada um.

Chaves: Sim, nós podemos!

(risadas de fundo)

[Chiquinha não acredita no que o Chaves disse.]

Dona Clotilde: Mas eu só vou dar quando vocês tiverem encontrado o meu bolo, está bem?

Chaves: Sim!

[Dona Clotilde entra para casa.]

Chaves: Viu, Chiquinha! Com o dinheiro que ele dará eu comprarei um sanduíche de presunto... e... e... e vou comer e... zás!

[Chiquinha olha com cara de indignada para o Chaves.]

(risadas de fundo)

Chaves: O que foi?

Chiquinha: Como você é burro, Chaves! Não está vendo que o bolo dela é este que está todo desmanchado por causa da vassoura! Como nós vamos entregar o bolo assim para ela?!

Chaves: É que ela disse que ia dar 5 mil cruzeiros e eu posso comprar um sanduíche de presunto...

Chiquinha: E daí?

Chaves: Bom... a fome falou mais alto.

(risadas de fundo)

Chiquinha: Olha, isso não é problema meu mesmo, pois foi você que destruiu o bolo. Por isso eu já estou indo.

[Chiquinha entra para casa.]

Chaves: Chiquinha... O que eu vou fazer? Eu quero tanto comprar um sanduíche de presunto e...

[Quico sai da casa dele.]

Quico: O que está fazendo, Chaves?

Chaves: Eu tenho que achar o bolo da Dona Clotilde, pois ela disse que ia me dar 5 mil cruzeiros, mas o bolo dela é este daqui todo desmanchado. Nem estou com vontade de comer ele mais.

Quico: Ah, é que eu... Então foi você que sumiu com o bolo?

Chaves: Sim...

Quico: E a Dona Clotilde veio botar a culpa em mim e ainda por cima chamou a minha mãe de feia!

Chaves: Ela não deixa de está errada.

(risadas de fundo)

Quico: Você não vai com a minha cara?

Chaves: Mas a sua mãe é feia mesmo.

(risadas de fundo)

[Quico fica bravo e bate no Chaves.]

(risadas de fundo)

Chaves: Agora eu vou atacar esse bolo em você, Quico!

Quico: Não, Chaves!

[Seu Madruga e a Chiquinha saem da casa.]

Seu Madruga: Escuta, Chaves...

[Chaves acaba acertando o bolo no Seu Madruga.]

(risadas de fundo)

Quico: Mamãe!

[Seu Madruga fica bravo.]

Seu Madruga: Mas o que você fez, moleque?!

[Seu Madruga pega a bandeja do bolo. Dona Florinda sai de sua casa.]

Dona Florinda: O que foi, tesouro?!

Quico: Ele queria acertar o bolo em mim.

[Dona Florinda vai até o Seu Madruga.]

Dona Florinda: E como não conseguiu acertar no meu filho, dá uma de palhaço e acerta o bolo nele mesmo!

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Não é isso...

Dona Florinda: Pois agora me permita que eu vou acertar no senhor!

[Dona Florinda bate no Seu Madruga.]

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha!

Quico: Sim, mamãe! Gentalha, gentalha, prrrrrrrrrr!

(risadas de fundo)

[Seu Madruga fica bravo.

Dona Florinda: E da próxima vez, vai acertar bolo na sua vó!

[Dona Florinda e Quico entram para casa.]

Chaves: Seu Madruga, a sua vó gosta de bolo de chocolate ou de morango?

(risadas de fundo)

[Seu Madruga fica bravo e dá um cascudo no Chaves.]

Seu Madruga: Toma!

(risadas de fundo)

Chaves: Pipipipipipipipipi!

Seu Madruga: Pipipipipipipipipi! Eu só não te dou outra porque...

[Seu Madruga joga a bandeja do bolo, mas ela acaba acertando o Senhor Barriga.]

Senhor Barriga: Ai!

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Nossa!

Chiquinha: Ai, papai, o senhor já tem problemas com o Senhor Barriga por ficar devendo 14 meses de aluguel e agora quer ter outra problema com ele?

(risadas de fundo)

Seu Madruga: E você fica quieta, Chiquinha. Eu vou ajudar o Senhor Barriga.

[Seu Madruga ajuda o Senhor Barriga.]

Senhor Barriga: Obrigado, Seu Madruga. Vejo que o golpe de entrada não foi dado por você, Chaves.

Chaves: O senhor quer que eu dê um golpe?

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Chaves!

Chaves: Se lhe faz falta, pode deixar que eu faço esse favor.

(risadas de fundo)

[Senhor Barriga olha bravo para o Chaves.]

Chaves: Então eu fico devendo um golpe, Senhor Barriga.

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Some daqui, Chaves. Pelo menos eu estou ajudando o senhor.

Senhor Barriga: Mas não pense que me ajudando eu não vou cobrar o seu aluguel.

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Então... Chiquinha, vamos entrar para casa.

(risadas de fundo)

Senhor Barriga: O senhor não vai fugir de mim, Seu Madruga. E eu já quero o dinheiro do aluguel agora mesmo!

Seu Madruga: O que é isso, Senhor Barriga?!

[Seu Madruga e Senhor Barriga começam a discutir. Chaves tem uma ideia.]

Chaves: Chiquinha, venha cá.

Chiquinha: O que você quer?

Chaves: Eu já sei um jeito para o seu pai não pagar o aluguel.

Chiquinha: Como?!

Chaves: Eu finjo que estou passando mal. Então o seu pai vem ver o que está acontecendo e fala para o Senhor Barriga vir outro dia, pois ele vai cuidar de mim.

(risadas de fundo)

Chiquinha: Boa ideia!

Chaves: Mas tem uma condição

Chiquinha: Qual é?

Chaves: Que você me ajude arranjar um jeito para resolver este caso do bolo da Dona Clotilde.

Chiquinha: Tudo bem.

Chaves: Então vai lá falar com o seu pai o que nós vamos fazer.

[Chiquinha vai até o Seu Madruga.]

Chiquinha: Com licença, Senhor Barriga.

Seu Barriga: Pois não.

[Chiquinha conversa com o Seu Madruga bem baixinho.]

Chiquinha: Papai, eu sei como fazer para o senhor não pagar o aluguel?

Seu Madruga: Como?

[Chiquinha fala no ouvido do Seu Madruga.]

Seu Madruga: Gostei da ideia, filha. Incrível como o Chaves pensou nisso.

Chiquinha: Chaves? Não, papai, eu falei errado. Como uma menina bem inteligente, fui em que pensei nisso.

[Chaves fica bravo.]

(risadas de fundo)

[Chiquinha vai até o Chaves. Seu Madruga e Seu Barriga voltam a discutir.]

Seu Madruga: Bem, voltando ao assunto, Senhor Barriga...

Senhor Barriga: Sim...

Chiquinha: Já pode fingir que você está passando mal, Chaves.

Chaves: Sim. Ai, ai, ai, estou passando mal! O que está acontecendo comigo?!

(risadas de fundo)

Senhor Barriga: O que aconteceu com o Chaves?!

Seu Madruga: Vamos ver!

Chaves: Estou muito mal!

Chiquinha: E agora, papai?!

Seu Madruga: Temos que ver o que o Chaves está sentindo!

Senhor Barriga: O que você tem, Chaves?!

[Chaves para de fingir que está passando mal.]

Chaves: Bem, como é que se chama aquilo que a gente sente aqui no estômago. Eu esqueci, não sei explicar...

(risadas de fundo)

[Chiquinha e Seu Madruga ficam indignados por causa da burrice do Chaves.]

Senhor Barriga: Então era tudo brincadeira, não é?

Chaves: Pois, pois, pois...

Senhor Barriga: Seu Madruga, eu vou cobrar o aluguel no outro pátio e depois eu volto aqui para falar com o senhor.

Seu Madruga: Tudo bem, tudo bem...

[Seu Barriga vai para o 2º pátio. Seu Madruga olha com cara de bravo para o Chaves.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Francamente, francamente! Você estragou tudo, Chaves!

Chaves: Mas é que...

Seu Madruga: Mas é nada!

Chaves: Pois saiba que quem é culpado aqui é o senhor!

(risadas de fundo)

Seu Madruga: O quê?!

Chaves: Sim, pois o senhor não faz nada para pagar o aluguel!

(risadas de fundo)

Chiquinha: Mas você atrapalhou todo o plano para o meu pai não pagar o aluguel, Chaves.

Seu Madruga: Deixa, filhinha. Chaves, você não tem cérebro?

Chaves: Eu tenho. O senhor é que não tem, não é?

(risadas de fundo)

[Seu Madruga fica bravo.]

[Música de fundo]

3º Bloco

Seu Madruga: Caia fora daqui, Chaves! Eu vou entrar para limpar todo este bolo na minha camisa.

[Seu Madruga entra em casa.]

Chiquinha: Chaves, eu sei que você quer que eu te ajude com o caso do bolo da Dona Clotilde, não é?

Chaves: Sim, mas...

Chiquinha: Não se preocupe. Mesmo não ter dado certo a sua ideia de meu pai não pagar o aluguel, eu te ajudarei.

Chaves: Por que?

Chiquinha: Ora, você acha que eu vou deixar você receber todo o dinheiro da Dona Clotilde e eu nada? Eu não sou boba!

(risadas de fundo)

Chaves: Bom, mas o que nós vamos fazer? Eu joguei o bolo da Dona Clotilde no seu pai e...

Chiquinha: Mas não era aquele bolo que nós íamos entregar, pois estava todo desmanchado e com certeza a Dona Clotilde não iria nos dar dinheiro.

Chaves: Tem razão. Mas o que vamos fazer?

[Chiquinha tem uma ideia.]

Chiquinha: Espere, o bolo da Dona Clotilde não era de chocolate?

Chaves: Sim.

Chiquinha: Então aí é que está a solução! Vamos pegar terra desses vasos de planta e vamos fazer um bolo parecido!

Chaves: Sim, pois a terra se parece muito com chocolate, não é mesmo?

Chiquinha: E só agora que foi descobrir?

(risadas de fundo)

Chaves: Mas, Chiquinha, e se a Dona Clotilde resolver comer o bolo? Ela vai ficar muito brava com a gente.

Chiquinha: É só nós falarmos que um menino veio e jogou sujeira, pedra e, é claro, jogou terra!

Chaves: E pensar que o bolo é de terra...

(risadas de fundo)

Chiquinha: O importante é que ela tem que dá o dinheiro.

Chaves: Isso, isso, isso!

(risadas de fundo)

Chiquinha: Então vamos começar!

Chaves: Chiquinha, não é melhor chamar o Quico para ajudar?

Chiquinha: Pode ser. Vamos lá.

[Chiquinha e Chaves vão até a casa do Quico e Dona Florinda. Eles batem na porta e Quico atende.]

Quico: O que vocês querem?

Chiquinha: Você gostaria de nos ajudar a fazer um bolo de terra?

Quico: Vocês vão ser o único que vão comer isso aí.

(risadas de fundo)

Chaves: Não, Quico. Não é para comer.

Quico: Então?

Chaves: É só por fazer mesmo.

Chiquinha: Claro!

Quico: E o que eu ganho com isso?

Chiquinha: Nada.

(risadas de fundo)

Quico: Se é assim... Nada?!

Chaves: Ora, Quico! Não se lembra que ontem eu e a Chiquinha fizemos um favor para você. Está na hora de fazer por nós, não?

Quico: Tudo bem. Mas fiquem sabendo que a minha mãe não gosta que eu suje a minha roupa.

Chaves: Não se preocupe que você só vai sujar as mãos.

Quico: Mas tem outro problema?

Chiquinha: E qual é?

Quico: Se as pessoas virem a gente mexendo com terra, vão pensar que nós somos os três porquinhos.

(risadas de fundo)

[Quico compara o tamanho da Chiquinha com o dele.]

Quico: Ou melhor, dois porquinhos e meio.

[Quico começa a rir.]

(risadas de fundo)

Chiquinha: O que disse?!

Quico: Nada, nada.

Chaves: Vamos começar ou não?

Chiquinha: Vamos!

[As crianças pegam terra dos vasos de planta e começam a fazer o bolo.]

Chaves: A terra desse vaso não quer sair.

Quico: Bata bem forte em baixo do vaso para ver se sai.

[Chaves começa a bater.]

Chaves: Não quer sair. Eu vou balançar para ver se sai.

[Chaves começa a balançar o vaso e começa a tacar terra no Quico.]

(risadas de fundo)

Chaves: Estranho, agora não tem mais terra.

Chiquinha: Então pega dos vasinhos da minha casa.

[Chaves fica ajoelhado em frente a porta do Seu Madruga pegando os vasinhos. Seu Madruga sai de casa e tropeça no Chaves.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Mas tinha que ser o Chaves!

[Seu Madruga pega os vasinhos de planta. Quico não aguenta mais e grita:]

- Mamãe!

[Dona Florinda sai da casa dela.]

Dona Florinda: Quico, o que aconteceu?

Quico: Jogou terra no meu rosto, mamãe.

[Dona Florinda olha os vasos de planta não mão do Seu Madruga.]

Dona Florinda: Sempre aprontando, não é?

Seu Madruga: Eu?

[Dona Florinda bate no Seu Madruga.]

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Vamos, tesouro, não se misture com essa gentalha!

Quico: Gentalha, gentalha...

[Seu Madruga coloca os vasinhos na frente e Quico se machuca.]

Quico: Aaaaaiiiiiiii!

(risadas de fundo)

Dona Florinda: E da próxima vez, vai jogar terra na sua vó!

[Dona Florinda e Quico entram para casa.]

Chaves: Seu Madruga, a sua vó ainda brinca de terra?

(risadas de fundo)

[Seu Madruga bate no Chaves.]

Seu Madruga: Toma!

(risadas de fundo)

Chaves: Pipipipipipipipi!

[Chaves entra no barril.]

Seu Madruga: Pipipipipipipipi... Agora só falta o Senhor Barriga chegar e me cobrar o aluguel.

Senhor Barriga: Pois aqui estou!

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Olha, Senhor Barriga, isto é uma perseguição comigo!

(risadas de fundo)

Senhor Barriga: Ora, Seu Madruga, não se faça de inocente!

Seu Madruga: O senhor só cobra o meu aluguel!

(risadas de fundo)

Senhor Barriga Barriga: Seu Madruga, para de dizer bobagem. Eu cobro o aluguel de todos.

Seu Madruga: Então continua cobrando o aluguel dos outros vizinhos.

(risadas de fundo)

Senhor Barriga: Por que você acha que eu estou aqui lhe cobrando? Será que é porque o senhor me deve 14 meses de aluguel?

(risadas de fundo)

[Seu Madruga e Senhor Barriga começam a discutir. Chiquinha termina de fazer o bolo de terra e toca no barril. Chaves sai do barril.]

Chaves: O que você quer?

Chiquinha: Eu já terminei de fazer o bolo de terra.

Chaves: Então vamos falar com a Bruxa do 71.

[Chaves e Chiquinha batem na porta da Dona Clotilde e ela atende.]

Dona Clotilde: O que vocês querem?

Chiquinha: Aqui está o seu bolo

Dona Clotilde: Ah, sim! Muito obrigada!

Chaves: Mas, Dona Clotilde, não coma este bolo, pois um menino veio e jogou terra, pedra... um monte de coisa nele.

Dona Clotilde: Bom, então pode levá-lo. Eu sei que não foram vocês que sumiram com o meu bolo e não fizeram isto com ele.

[Chaves e Chiquinha olham um para o outro.]

Chaves e Chiquinha: Pois é, não é?

(risadas de fundo)

Dona Clotilde: Bem, aqui está os 5 mil cruzeiros prometidos para cada um.

Chaves e Chiquinha: Obrigado!

Dona Clotilde: Ah, Chiquinha, eu queria que você fizesse o favor de levar esta bandeja de bolinhos para o seu pai.

Chiquinha: Tudo bem.

[Dona Clotilde entra para casa. Chaves segura o bolo de terra e Chiquinha segura a bandeja de bolos.]

Chaves: Chiquinha, quer trocar este bolo por estes daí?

(risadas de fundo)

Chiquinha: Mas é claro que não!

Chaves: Por que são do seu pai, não é?

Chiquinha: Não, porque eu vou comer todos.

(risadas de fundo)

Chaves: Não, Chiquinha!

[Chaves e Chiquinha ficam brigando pelos bolos, até que um escorrega e cai no vestido da Chiquinha.]

(risadas de fundo)

Chiquinha: Olha o que você fez! Agora eu vou tacar um bolo em você, Chaves!

[Chiquinha ataca o Quico que saía de sua casa.]

(risadas de fundo)

Chiquinha: Que coisa, não.

Quico: Isso não vai ficar assim, Chiquinha!

[Quico acaba acertando o Chaves com um bolinho.]

(risadas de fundo)

Quico: Me escapuliu.

Chaves: Pois agora é minha vez!

[Chaves acaba acertando o Seu Madruga.]

(risadas de fundo)

Chaves: Ai, meu Deus!

Seu Madruga: Então é assim, Chaves. Agora eu vou acertar você!

[Seu Madruga acaba acertando a Dona Florinda.]

(risadas de fundo)

Seu Madruga: Me desculpe, Dona Florinda! É que eu...

Dona Florinda: O senhor passou dos limites! Permita-me fazer o mesmo!

[Dona Florinda acaba acertando a Dona Clotilde que saía de sua casa.]

(risadas de fundo)

Dona Florinda: Dona Clotilde, eu não queria acertar a senhora!

Dona Clotilde: Meus bolinhos! Todos foram desperdiçados!

[Todos começam a discutir e o Senhor Barriga tenta fugir para não levar um bolo no rosto também.]

Chaves: Eu não vou discutir, pois é melhor eu comer este bolo.

[Chaves percebe que é o bolo de terra e o joga longe, que acaba acertando o Senhor Barriga.]

(risadas de fundo)

Chaves: Viu, não fico devendo mais para o senhor.

(risadas de fundo)

FIM!


O ladrão da vila - Autor: Furtado

Ano: 1995
Personagens: Chaves, Pópis, Dona Florinda, Professor Girafales e Seu Furtado (Ricardo de Pascual)

Sinopse: Coisas começam a desaparecer pela vila e todos acusam Chaves de ser o ladrão.

OBS: Simulei como se Chaves existisse em 95.

FADE IN

Chaves está brincando de amarelinha no pátio. Pópis entra na vila comendo um sanduíche de presunto.

PÓPIS - O que está fazendo Chaves?

CHAVES - Estou brincando de amarelinha.

PÓPIS - Ah, que legal. Deixa eu brincar?

CHAVES - Não... Me dá

PÓPIS - Primeiro você diz se você quer...

CHAVES - Não... aí eu digo sim e você diz compra!

PÓPIS - Chaves, eu sou uma boa menina. Diga se você quer.

CHAVES - Sim.

PÓPIS - Compra!

Pópis entra no 14. Chaves fica emburrado. Nhonho vem do segundo pátio.

NHONHO - Chaves, vamos brincar de Polícia e Ladrão?

CHAVES - Sim! Zás, zás, e eu brincava e eu pegava o bandido e zás!

NHONHO - Eu sou a polícia e você o ladrão!

CHAVES - Tudo eu, tudo eu.

NHONHO - Se esconde Chaves.

CHAVES - Tá!

Chaves vai correndo para o segundo pátio. Nhonho está de olhos fechados contando. Seu Furtado pega roupas de Dona Florinda que estão no varal para roubar.

NHONHO - 10! Cadê você Chaves?

Seu Furtado disfarça e coloca as roupas dentro do barril de Chaves?

NHONHO - Oi Seu Furtado!

SEU FURTADO - Er... oi... Com licença.

Seu Furtado sai da vila correndo.

NHONHO - Chaves? Onde é que ele se meteu...

Professor Girafales entra na vila.

PROF. GIRAFALES - Olá, Nhonho.

NHONHO - Oi, profê!

PROF. GIRAFALES - Eu sou Girafales e meu nome é Professor! Digo sou professor e meu nome é Girafales!

NHONHO - Tá bom, professor.

PROF. GIRAFALES - Você viu a Dona Florinda, Nhonho?

NHONHO - Sim, ela está em casa.

PROF. GIRAFALES - Até logo, Nhonho.

Dona Florinda abre a porta para estender roupas no varal e encontra Girafales.

DONA FLORINDA - Professor Girafales?

PROF. GIRAFALES - Dona Florinda. Vim lhe trazer este humilde presente, ceroulas!

DONA FLORINDA - O que?

PROF. GIRAFALES - Digo, este lindo buquê de flores.

DONA FLORINDA - Não quer entrar pra tomar uma xícara de calças?

PROF. GIRAFALES - O quê?

DONA FLORINDA - É que minhas calças sumiram do varal!

Nhonho continua procurando Chaves. ELe olha dentro do barril.

NHONHO - O Chaves anda usando calças de mulher?

DONA FLORINDA - São as minhas calças!

PROF. GIRAFALES - Não acredito! Ele está roubando?

DONA FLORINDA - Sim.

Chaves vendo do segundo pátio. Todos estão parados olhando para ele.

CHAVES - Nhonho, você não me achou! Nhonho?

NHONHO - Ladrão!

DONA FLORINDA - Ladrão!

PÓPIS - (sai de casa) Ladrão!

PROF. GIRAFALES - Ladrão!

TODOS - Ladrão! Seu ladrão! Ladrãozinho!

Enquanto isso, o Seu Furtado sai da vila sem ninguém perceber. Chaves não entende os xingamentos.

FIM DO PRIMEIRO BLOCO

INICIO DO SEGUNDO BLOCO

É de noite. Todos estão em suas casas. Chaves arruma a sua trouxinha e sai da vila, muito triste. Ele toca no barril, dá uma última olhada para a vila e sai.

BGM Triste no fundo.

Passa-se um dia. Nhonho entra na vila triste. Dona Florinda está varrendo o pátio.

NHONHO - A senhora viu o Chaves, Dona Florinda?

DONA FLORINDA - Não, ele sumiu ontem. Também, um ladrão no meio de pessoas boas!

NHONHO - Mas eu sinto falta dele!

DONA FLORINDA - Sim, mas gente de bem não deve se misturar com marginais!

Dona Florinda entra em sua casa. Professor Girafales entra com Chaves na vila!

NHONHO - Chaves!

CHAVES - Nhonho!

Os dois se abraçam.

PROF. GIRAFALES - Eu o encontrei vindo para a vila. Ele me disse tudo.

CHAVES - Ontem à noite, depois de ir embora, eu fui a Igreja. Aí, me confessei e o padre me abeençou dizendo pra voltar aqui!

PROF. GIRAFALES - Ele estava voltando quando o encontrei.

NHONHO - Vamos brincar Chaves!

Dona Florinda sai de casa. Girafales deixa o seu chapéu cair. Seu Furtado aparece e rouba o chapéu.

DONA FLORINDA - Professor Girafales?

PROF. GIRAFALES - Dona Florinda. Vim lhe trazer este humilde presente, um buquê de flores.

DONA FLORINDA - Não quer entrar pra tomar uma xícara de café?

PROF. GIRAFALES - Depois da senhora.

Eles entram. Seu Furtado rouba o chapéu. Chaves e Nhonho estão vindo do segundo pátio.

SEU FURTADO - Mais um, hehehehe!

CHAVES - Sabe, Nhonho, quando cheguei na Igreja eu disse para o padre que o ladrão se arrependesse do que ele fez e que eu perdoava ele.

NHONHO - Que legal, Chaves.

Seu Furtado fica arrependido. Um vendedor de sanduíches de presunto entra na vila e ele compra três!

SEU FURTADO - Chavinho?

CHAVES - O que foi seu Roubado?

SEU FURTADO - Sanduíches de presunto!

CHAVES - Obrigado Seu Defumado!

Seu Furtado sai da vila contente. Chaves fica também contente.

ACABA A ESQUETE

FADE OUT


Mudanças para a vila - Autor: SamCH

Ano: 1976

Bloco 1

Chaves , Quico e Chiquinha Estão Brincando De Pique-Pega.

Chiquinha : Não me Pega Chaves!HAHAHAHA!

Chaves : Chiquinhaaaaaaaaaa!

Chiquinha : O Burro Empaca Perto Do Trigo!!! {Risadas}

Chaves : Te Achei !!

Chiquinha : Ai , Chaves , Espera............ Onde Está o Burro Do Quico?

Quico : Aquiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!

Chiquinha : Já Pode Sair Quico , Você Não Tem Um Cerebrinho , Tem Um CEREBRURRO!!! Desse Tamanho!!! , Buchechas De Buldogue , Patas De Minhoca {Risadas}

Quico : Ai Cale -se Cale - Se , Cale - Se Que Me Deixa Looooooooooooooooooouco!!

Chiquinha : Ninguém Tem Paciência Comigo!!!!!!!!

Quico : Nãããããão!!!!!!!!!!!!!!

Chaves : Olha Quem Está Chegando!!!

Quico : Jaiminho!

Jaiminho : Olá Crianças! Vou Me Mudar Pra Essa Vila!

Chaves : Não

Jaiminho : Sim!

Chaves : Não

Jaiminho : Sim!

Chaves : Sim!

Jaiminho : Não! ........... Quero Dizer Que Sim!!!!!!!!!

Chiquinha : Que Bom!!!!

Jaiminho : Chiquinha , Esta Carta e Pra Você!!!

Jaiminho Vai Até a Casa 81 , No Outro Pátio , Onde Ele Vai Morar.

Quico : Uma Carta Pra Chiquinha HAHAHAHAHAHAHAHUAHAUAHAUAU , Só Se For Da Guiness , Por Ser a Menor Menina Do Mundo!!!!!! {Risadas}

Chiquinha Chuta Quico .

Quico : Você Não Vai Com a Minha Cara!!!!!! Sua Micróbia

Chiquinha : Olha Aqui Quico , Eu Vou............... UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!

Chaves : Não Liga Pra Ele Chiquinha , Ele Só Repete o Que todo Mundo Diz!!!!!!!! {Risadas}

Chiquinha : UE UE UEUEUEUEUEUUE!!!!!

Seu Madruga Chega

Seu Madruga : O Que Foi Filhinha? Esses Poliglotas Fizeram Alguma Coisa Pra Você?

Chiquinha : Eles Me Chamaram De Microbia UEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Seu Madruga : Isso é Pra você Aprender!!!!!!

Seu madruga Dá Um Beliscão No Quico

Quico : MAMÃÃÃÃÃÃÃE!!!!!!!!

Dona Florinda : O Que Aconteceu Tesouro?

Quico : Mamãe , O Seu madruga Me Beliscou bem Forte!!!!

Dona Florinda Dá Um Tapa No Seu madruga

Dona Florinda : Vamos Meu Tesouro , e Não Se Misture Com Essa Gentalha!

Quico : Sim Mamãe , Gentalha , Gentalha!!!!!

Bloco 2

Chiquinha : VELHA COROCA!

Seu Madruga : CHI - QUI -NHA!!!!

Chiquinha : Tá Papai Eu paro..........

Seu Madruga Vai pra Casa........

Chiquinha : Chaves , Vamos Ler a Carta !!!

Chaves : Isso , Isso , Isso!!!!

Chaves e Chiquinha Vão Até a Escada , ler a Carta

Chiquinha : Leia a Carta Chaves!!!!!

Chaves : Sim!

Chaves : Vazinho

Chiquinha : O Quê?

Chaves : Aqui ó , Vazinho

Chiquinha : VALINHOS CHAVES ! VALINHOS , Chaves Acho Melhor Eu ler :

Carta :

Valinhos , SP , 17/05/1976

Querida Chiquinha e Madruguinha , Estou Indo Morar Na vila Aí Em São Paulo , Eu , Madroga e Malitcha , Vamos Morar Aí , Sua Bisavó Dona Neves.

Chiquinha : NOSSA!!!! VOU CONTAR PRO MEU PAPAI!!!!!!!!!! PAPAIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Seu Madruga : Diga Meu Amor , Diga!!!!!!

Chiquinha : Leia a Carta!!!!!!

Seu Madruga Depois De Ler a Carta Pula De Alegria

Seu madruga : Que boom Filha!!!!!!!

Seu madruga e Chiquinha Pulam Por Aí..........

De Repente Seu Madruga Bate no Seu barriga

Seu barriga : TINHA QUE SER O CHAVES!!!!!!!!!!

Seu madruga : Foi Sem Querer Querendo .............


De gota em gota Seu Madruga fica louco - Autor: Chad'

Ano: 1974
Atores presentes: Roberto Gómez Bolaños como Chaves; Carlos Villagrán "Pirolo" como Quico; Ramón Valdez como Seu Madruga; Florinda Meza como Dona Florinda; e Edgar Vivar como Senhor Barriga.

1º bloco

Quico e Chaves iam jogando futebol no pátio quando Chaves vai bater o pênalti:

- Quero ver você defender essa hein!
- Eu vou defender, chuta logo!

Chaves chuta e a bola vai na cabeça do Seu Madruga.

- TINHA QUE SER O CHAVES DE NOVO!
- Foi sem querer querendo...
- Só não te bato pois já estou com muito mal humor...

Seu Madruga pega um jornal, coloca em cima da cabeça e entra em casa. [risadas]

- Porque será que o Seu Madruga entrou em casa assim Quico?
- E eu sei lá! Mas agora vamos voltar a disputar o jogo, mas agora eu vou bater o pênalti!
- Sem problemas!

Quico chuta e Chaves defende os pés do Sr. Barriga, ele cai e a bola vai na cabeça dele.

- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DE PELÉ!!! UM CHUTE MAGNÍFICO QUE FOI SEM CHANCES DE DEFESAS E... tinha que ser o Chaves de novo! [risadas]
- Foi sem querer querendo...
- O que houve aqui Sr. Barriga?
- Nada Sr. Madruga, absolut...
- A propósito Sr. Barriga, agora preciso falar com o senhor, venha aqui em casa.

Seu Madruga mostra a casa cheia de goteiras ao Sr. Barriga.

- Puxa!
- Repuxa! - Diz Chaves
- Recontrapuxa! - Diz Quico [risadas]
- O que houve?
- Foi a chuva de anteontem. Isso porque não choveu mais...
- Para que servem as goteiras? - Diz Chaves
- Para molhar. - Responde Quico [risadas]
- Chaves, as goteiras são infiltrações de água que acontecem no teto da casa. Mudando de assunto, quando você, Sr. Madruga, vai pagar o aluguel?
- Não pagarei enquanto você não resolver o problema das goteiras!
- Na minha casa também tem goteiras! - Diz Quico
- Ah, só falta essa, onde que na sua casa tem goteiras?
- No chuveiro. [risadas]

2º bloco

- Mas Sr. Barriga, não é só na minha casa que estão tendo goteiras!
- Então mais aonde?
- No 76 e 73, que ficam aqui na região da minha casa.
- Bem, mas... Chaves, pegue um balde.
- Porque?
- Pegue um balde.
- O que vai me dar de recompensa?
- Pegue um balde, senão vai levar belos cascudos!
- Ah, tá aqui...
- O teto esburacado, o chão encharcado, só falta algo mesmo pra acabar com as paredes.
- Tem isso, olha. - Chaves mostra foto do Madruga - Podia ter uma foto mais bonita né? [risadas]
- Pois toma!
- Pipipipipipipipipi
- Quico...
- Pois não, Sr. Barriga.
- Pegue outro balde pra colocar aqui, o meu está furado.
- Vazio ou cheio?
- Qualquer um!
- Amarelo?
- QUALQUER UM?
- Mas não tem amarelo!
- Pegue logo o balde!!!!!
- Prontinho, aqui... - Quico tropeça em um dos baldes.
- Ai minha nossa. [risadas]
- Ande logo!
- Aqui está Senhor Barriguinha.
- Muito obrigado...
- Sr. Madruga, pode pegar um balde?
- Porque?
- Este também está com buraco.
- Aonde?
- Em cima, onde a água entra. [risadas] E embaixo também...
- Certo Quico!

Seu Madruga coloca o balde embaixo do de Quico.

- Chaves, pode dar uma forcinha aqui?
- O que?
- Não se diz "o que?", se diz "as ordens", idiota.
- As ordens, idiota. [risadas]
- Pegue um balde porque este está furado também... [risadas]

3º bloco

- Bem Sr. Madruga, não posso ficar esperando, vou cobrar o aluguel do número 2. Até depois!
- Até depois Sr. Barriga. Vou ficar ali fora, vendo se vai chover...
- Chaves, não acha que devemos jogar a água fora, senão os baldes vão transbordar?
- Sim, acho bom. Eu taco pela janela, e você pela porta.
- Certo Chavinho.

Chaves joga a água em Seu Madruga. [risadas]

- Foi sem querer querendo!
- Me dá esse balde! - E a água vai em Quico.
- MAMÃE!
- Pois não Tesouro...
- Ele jogou água em mim!
- Pois toma! [risadas]

Seu Madruga leva um tapa e fica irritado.

- Só faltava essa rrRrRrrRRR... [choro característico] [risadas]

FIM


Chaves vai ver o filme do Pelé - Autor: Buster Bunny CH

Ano: 1974
Atores:Roberto Goméz Bolaños,Carlos Villagrán,Ramón Valdez,Florinda Meza E Edgar Vivar.

Bloco 1:

Chaves Joga Futebol No Pátio Da Vila Com A Bola Do Quico,Que Vê Ele Jogando E Diz:

Quico:Que Tá Fazendo Com A Minha Bola?
Chaves:Jogando Futebol,Quer Jogar Comigo?
Quico:Não!Pois Vou Ao Cinema Hoje E Não Quero Sujar A Roupa!
Chaves:Tira A Camisa Pra Jogar Então!
Quico:Não,Se Não Fico Resfriado!
Chaves:Limpa O Ranho Com A Camisa Então!(risos)
Quico:Você É Mais Porco E Fedido Que O Seu Madruga!(risos)
Seu Madruga(Que Acaba De Chegar):Quer Saber Quico,Eu Tomo Banho Todos Os Sábados!(risos)
Quico:Só Se For Banho De Chiqueiro!HA!HA!HA!(risos)
(Seu Madruga Belisca O Quico)
Quico:Mamãe!!!!!!!!!(risos)
Dona Florinda:(Que Acaba De Sair De Casa)O Que Foi Tesouro?
Quico:Seu Madruga Me Beliscou!
(Dona Florinda Bate No Seu Madruga)(risos)
Dona Florinda:Vamos Quico,Não Se Junte Com Essa Gentalha Fedida!(risos)
Quico:Gentalha,Fedida!!!!(risos)
Dona Florinda:E Da Próxima Vez,Belisca Sua Vó!(risos)(Entra Na Casa Com O Quico)
Chaves:Seu Madruga,Sua Vózinha Não Te Dava Um Cascudo Quando Beliscava Ela?(risos)
Seu Madruga:Toma!!!(Bate No Chaves)(risos)
Chaves:Pi,Pi,Pi,Pi...(Entra No Barril)(risos)
Seu Madruga:Só Não De Dou Outra Porque...Eu Nunca Encostei Um Dedo Na Minha Vó!(risos)
Seu Barriga Chega,Estende A Mão Para O Seu Madruga E Diz:Pague O Alugel,E Não Aceito Vale Gás!(risos)
Seu Madruga:Tenha Mais Barriga Senhor Compaixão...Digo...(risos)
Seu Barriga:O Quê?
Seu Madruga:Tenha Mais Compaixão Senhor Barriga...Eu Procurei Muitos Empregos,Mais Não Achei Nenhum...
Quico(Que Sai De Casa):Que Tal Ser Ladrão,Mais Em Vez De Mostrar A Arma,Levanta O Suvaco Que Todos Desmaiam,E Dá Pra Você Pegar O Dinheiro...(risos)
Seu Madruga:E Porque Não Trabalha De Burro De Carroça?(risos)
Quico:Porque Seria Trabalho Infantil...(risos)

(Fim Do Primeiro Bloco)

Bloco 2:

Seu Barriga,Seu Madruga E Quico Conversando,Enquanto Chaves Está Dentro Do Barril...

Seu Madruga:É Verdade Senhor Barriga,Não Tenho 1 Centavo...Juro Pelo Meu Paizinho Que Está Debaixo Da Terra...
Seu Barriga:Ele Tá Cavando Tesouros?(risos)Bem,Pelo Menos O Chaves Não Me Deu Uma Pancada(Olhando Pro Barril)
(Chaves Sobe Do Barril E Dá Uma Cabeçada No Seu Barriga)(risos)
Seu Barriga:Tinha Que Ser O Chaves!!!
Chaves:Foi Sem Querer Querendo...(risos)
(Seu Madruga Sai Correndo Para O Outro Pátio)(risos)
Seu Barriga:Volte Aqui Seu Madruga!
(Seu Barriga Sai Correndo Atrás Do Seu Madruga)
Chaves:Quico,Vamos Jogar Futebol?
Quico:Não Posso...
Chaves:Então Eu Jogo Sozinho!
Quico:N-O,Não!!!(risos)
Seu Barriga Aparece E Fala:Melhor Cobrar O Aluguel Do Seu Madruga Outro Dia,Não Achei Esse Safado!
Chaves:Se Cansou De Correr Porque É Muito Gordo?(risos)
Seu Barriga:Se Por Um Lado Eu Sou Gordo...
Quico:Pelo Outro Também!!!(risos)
Chaves:Não Fale Assim Do Barriga Cansada!(risos)
Seu Barriga:O Que?
Chaves:Eu Disse Para Ele Não Falar Nada...(risos)
Quico:Ah,É Chaves,Pois Eu Vou Ao Cinema,E Não Te Convido!!!
Seu Barriga:Pois Eu Te Levo Chaves!!!
Chaves:Obrigada,Barriga Cansada!!!Digo,Seu Barriga!!!(risos)

(Fim Do Segundo Bloco)

Bloco 3:

Chaves,Seu Barriga,Quico,Dona Florinda E Seu Madruga Estão No Cinema....

Chaves:Que Filme Legal!!!
Seu Barriga:Quieto,Chaves!!!
Chaves:Mais Que O Filme É Legal Ele É...(risos)
Seu Barriga:Xiu!!!(risos)
Chaves:Mais É Legal...(risos)
Seu Barriga:Quieto!!!(risos)
Chaves:Mais É Le...(risos)
Quico:Calem-Se,Calem-Se,Calem-Se,Que Vocês Me Deixam LOUCO!(risos)
Chaves:Ninguém Tem Paciencia Comigo...(risos)
Pessoas Que Estão Assistindo O Filme Gritam:Cala Boca!!!(risos)
Quico:Ah,Chaves,Você É Mais Burro Que O Seu Madruga!!!(risos)
Seu Madruga:Que,Que Foi,Que Que Foi,Que Que Háááááá???(risos)
Seu Barriga:O Que Faz Aqui,Seu Madruga?Já Que Não Tinha Dinheiro Que Nem Um Favelado...(risos)
Seu Madruga:Favelado Tem Dinheiro,Só Não Tem Casa Decente...(risos)
Seu Barriga:Então Já Que Tem Dinheiro,PAGUE-ME-O-ALUGUEL!!!(risos)
Pessoas Que Estão Assistindo O Filme Gritam:Cala Boca!!!(risos)
Seu Madruga:Isso Seu Barriga,Cala Boca!!!(risos)
Dona Florinda:Chega!!!!!!!(risos)Vamos Embora Dessa Fanfarra Quico,E Não Se Junte Com Essa Gentalha!!!(risos)
Quico:Tá Meio Escuro,Mamãe Não Dá Pra Ver A Gentalha!!!(risos)Peraí,Eu Já Vi!!!(risos)Gentalha,Gentalha!!!(No Chaves)(risos)
Chaves:Quico,Porque Fez Isso?(risos)
Quico:Confudi Você Com O Seu Madruga!!!(risos)
Chaves:Me Confundiu Com Aquela Tripa Seca???(risos)
Quico:Não,Porque Os 2 São Fedidos!!!(risos)
Pessoas Que Estão Assistindo O Filme Gritam:Cala Boca!!!(risos)
Dona Florinda:Vamos Logo Tesouro...(risos)
Quico:Nem Deu Tempo De Ver O Filme Inteiro!(risos)
(Os 2 Saem Do Cinema)
Seu Madruga:Pelo Menos,A Dona Maguila E O Bochecha Foram Embora(risos)
Seu Barriga:Ah,É???Pensa Que Eu Esqueci???(risos)
(Começa A Maior Briga No Meio Do Filme)(risos)
Chaves:Desse Jeito Nem Dá Pra Ouvir O Filme...(risos)

FIM!!!


Os pais de Chaves - Autor: Hyuri Augusto

Escrita Por Hyuri Augusto
Elenco Chespirito,Ramon Valdez,Carlos Villagran,Florinda Meza,Edgar vivar (Nhonho)
Ano: 1974
Bloco 1
Quico esta jogando bola derrepente chega chaves feliz.
Chaves: Eu recebi uma carta.Eu recebi uma carta!!!
Quico:De quem é chavinho?
Chaves não sei não disseram.
[Risadas de fundo]
Quico:Ai como você é burro chaves eu perguntei quem escreveu
Chaves:Não sei aqui só diz "para o chaves"
Quico: Então leia.
Nhonho e Seu madruga chega ao patio Nhonho ajuda seu madruga a levar uma cesta
Seu Madruga:Obrigado Nhonho.
Nhonho estende a mão e diz
Nhonho:Cadê o dinheiro
Seu madruga:Depois eu te pago
[Risadas de fundo]
Nhonho chega a Chaves e Quico.
Nhonho: O que estão lendo
Chaves:Uma carta que chegou para mim
Bloco 2
Quico:Leia logo Chavinho
Chaves: Ta bom
Chaves começa a ler neste instante seu madruga e dona florinda chegam ao patio.
"Caro Chaves eu e seu pai te deixamos em um orfanato por o motivo de não poder te criar por que eramos muito pobres então eu e seu pai arrumamos dinheiro e vamos te dar tudo que nessecite."
Neste momento Seu madruga começa a chorar juntamente com Quico e Nhonho.
Quico: Chaves Chavinho não se vá olha eu te dou minha bola.
Nhonho: Chaves eu te dou meu pirulito
Dona florinda e Seu madruga: Nos te damos um sanduiche de presunto.
Seu madruga: Chaves Não diz quem escreveu a carta?
Chaves: Não Seu madruga.
Seu madruga tem uma ideia.
Seu madruga: Que tal morar comigo enquanto seus pais não vem.
Chaves se anima e da um abraço no seu madruga
Chaves: Obrigado Meu Sadruga Zas e eu morava com o senhor e que eu comia e dormia numa cama e zas zas.
Todos ficam felizes e começam a abraçar chaves.
Fim.


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Chapolin

As mulheres é quem mandam - Autor: Furtado

Ano: 1982
Atores: Chespirito, Florinda Meza, Edgar Vivar e Maria Antonieta de Las Nieves.
Quadro: Chapolin
Sinopse: Edgar recebe cartas dizendo que irão lhe matar. Ele desconfia de sua empregada Florinda e com medo, chama o Chapolin para acabar com o assassino.

EDGAR está trabalhando em seu escritório, na sua casa. A empregada FLORINDA chega com um envelope.

FLORINDA – Senhor?

EDGAR – O que foi?

FLORINDA – Chegou esta carta para o senhor e está sem remetente.

EDGAR – Sem remetente? Deixe-me ver o que diz.

EDGAR se senta no sofá, lê a carta fica com expressão assustada.

EDGAR – Minha nossa, me matam!

FLORINDA – Quem matou?

EDGAR – Ninguém me matou, eu quero dizer que querem em matar.

FLORINDA – Quem disse?

EDGAR – A pessoa que escreveu a carta, Florinda.

FLORINDA – Ah, isso deve trote de algum jovem, nestes dias de hoje eles estão cada vez mais atrevidos.

EDGAR – Acho que não, a carta foi batida à máquina.

FLORINDA – Puxa, eu vou telefonar para a polícia! O senhor não saia daí.

EDGAR – Vai!

Florinda sai para telefonar para a polícia.

EDGAR – Oh, e agora quem poderá me defender?!

CHAPOLIN – Eu!

EDGAR – O Chapolin Colorado!

CHAPOLIN – Não contavam com minha astúcia, sigam-me os bons!

Chapolin atropeça na mesa e cai no chão.

EDGAR – Se machucou Chapolin?

CHAPOLIN – Não, todos os meus movimento são friamente calculados! Muito bem, me diga o que foi?
EDGAR – Sabe, Chapolin. Uma carta endereçada a mim chegou nesta manhã e sem remetente. Eu li a carta e nela dizia que iam me matar.

CHAPOLIN – Nossa! Leu o quê?

EDGAR – A carta.

CHAPOLIN – Nossa! E o que dizia?

EDGAR – Que iam me matar.

CHAPOLIN – Nossa! Iam matar quem?

EDGAR – Eu! Chega Chapolin, eu te chamei para você me defender caso apareça o assassino.

FIM DO PRIMEIRO BLOCO

ÍNICIO DO SEGUNDO BLOCO

Florinda entra no escritório.

FLORINDA – É o Chapolin Colorado!

CHAPOLIN – Não contavam com minha astúcia!

FLORINDA – Patrão, eu já liguei para a polícia. Eles não acreditaram na nossa história.

CHAPOLIN – Mas por quê?

FLORINDA – Disseram que tínhamos tirado esta história de um filme do Sherlock Holmes!

EDGAR – Não precisa tentar de novo, Florinda. O Chapolin já está aqui.

FLORINDA – Se é assim sim! Com licença, patrão e Chapolin.

EDGAR – E então Chapolin? De quem suspeita?

CHAPOLIN – Você tem um cachorro?

EDGAR – Sim, por quê?

CHAPOLIN – Então é ele!

EDGAR – Como seria ele, por acaso ele consegue escrever cartas?

CHAPOLIN – É o que eu ia dizer!

EDGAR – Eu suspeito da empregada Florinda.

CHAPOLIN – Como, se é uma moça tão gentil.

EDGAR – Claro, porém esta história do telefonema está muito mal contada.

CHAPOLIN – É.

EDGAR – E como sou rico, ela pode querer a minha fortuna.

CHAPOLIN – Quem iria querer a fortuna de uma almôndega com patas?

EDGAR – Chapolin!

FLORINDA – Olá senhor, eu já estou indo.

EDGAR – Sem problema, até amanhã.

FLORINDA – Até.

CHAPOLIN – Agora ela saiu, podemos investigar.

EDGAR – Procure na cozinha alguma pista, enquanto eu procuro aqui.

CHAPOLIN – Está bem.

EDGAR – Vai, vai.

CHAPOLIN – Quer que eu procure aonde?

EDGAR – Na cozinha.

CHAPOLIN – Co o quê?

EDGAR – Zinha!

CHAPOLIN – Zinha o quê?

EDGAR – Cozinha! Chega Chapolin, fique aqui enquanto eu vou lá na cozinha.

CHAPOLIN – Esta bem. Nossa!

EDGAR – O que foi Chapolin?

CHAPOLIN – Minhas anteninhas de vinil detectam a presença do inimigo.

EDGAR – Minha nossa e onde está esse inimigo.

CHAPOLIN – Você tem latas de tinta e um lenço.

EDGAR – Sim, por quê?

CHAPOLIN – Logo você saberá, agora traga depressa.

FIM DO SEGUNDO BLOCO

INICIO DO TERCEIRO BLOCO

EDGAR – Aqui está Chapolin. As latas de tinta e o lenço.

CHAPOLIN – Obrigado.

CHAPOLIN assoa o nariz e pega as latas de tinta.

CHAPOLIN – Vamos fazer o seguinte, você irá fingir que está dormindo, o assassino vai vir e achar o bote perfeito no escuro, enquanto isso eu vou estar pronto com a lata de tinta para jogar no bandido.

EDGAR – Isso, isso, isso.

CHAPOLIN – Vamos lá.

EDGAR e CHAPOLIN vão para o quarto.

EDGAR – Já estou aqui.

CHAPOLIN – Agora vamos esperar...

CHAPOLIN adianta o relógio para a noite. Vozes de uma mulher começam a aparecer. As luzes são apagadas.

MARIA – Minha vida? Onde você está? Dormindo?

CHAPOLIN – Quem é?

EDGAR – Não sei.

CHAPOLIN – Deve ser a assassina!

EDGAR – Se prepare.

MARIA entra no quarto, acende a luz e toma um banho de tinta.

CHAPOLIN – Agora você vai ver.

MARIA – Chapolin Colorado! Sou a esposa dele.

CHAPOLIN – Suspeitei desde o princípio.

EDGAR – Querida, você está bem?

MARIA – Sujou toda a minha roupa! O que faz deitado?

EDGAR – Querem me matar!

MARIA – Quem?

EDGAR – Não sei.

MARIA – Olha, eu estou na sala.

EDGAR – Mas que gafe Chapolin. Balde de tinta justo na minha mulher.

CHAPOLIN – Como eu iria adivinhar?

EDGAR – Ei, estou vendo sombras na janela. É a assassina! Simula, Chapolin.

CHAPOLIN apaga as luzes.

CHAPOLIN – Sim, mula.

FLORINDA entra no quarto e cai na poltrona, ela se alevanta e tira do bolso uma faca de açougueiro.

CHAPOLIN – Sim, mula.

CHAPOLIN joga um balde de tinta em EDGAR e FLORINDA foge.

EDGAR – Pegue a Chapolin.

MARIA – Não é mais precisa mais! Já peguei ela.

EDGAR e CHAPOLIN ficam com cara de bobos.

EDGAR – O mundo está mudando Chapolin.

TERMINA O EPISÓDIO


O tesouro do faraó (1977) - Autor: Gogetareborn

[Dois homens,Carlos(Carlos Villagran) e Ruben(Ruben Aguirre) estão fazendo uma expedição junto de Julieta(Florinda Meza)nas piramides do egito]

Carlos-De acordo com o mapa,devemos dar 4 passos pra trás

[Todos vão pra trás 4 passos]

Carlos-Agora devemos ir 2 passos pra esquerda e 1 pra trás

[Todos vão pra esquerda e depois pra trás]

Carlos-Agora,mais 2 passos para trás e...

Ruben-Chega!Por que estamos indo pra trás se as piramides ficam pra frente

Carlos-É o que diz no mapa ora!

Julieta-Mais o mapa esta virado de cabeça para baixo(risadas)

Carlos-Impossivel meu amor,os mapas não tem cabeça!(risadas)

Julieta-Quero dizer que esta virado!

Carlos-Oh..assim sim...[Vira o mapa para trás]

Carlos-Amor...agora ta branco

Ruben-É Melhor que eu fique com o mapa![Apanha o mapa]

[Carlos e Ruben ficam brigando e Julieta pega]

Julieta-Eu fico com o mapa,pra evitar brigas!

Carlos-Por isso eu digo que é melhor que ela fique com o mapa

Julieta-Ok,10 passos para a frente

[Carlos e ruben vão 10 passos junto de Julieta]

Julieta-Agora 5 passos[Carlos caminha 5 passos]Mas cuidado com o bura...

[Carlos cai]

Julieta-..co

(Depois de um trabalhão,tiram Carlos do buraco)

Julieta-Está bem amor?

Carlos-Mais ou menos...mais vamos continuar,hã?

[Eles continuam mais quando os dois entram a porta se fecha]

Carlos-Se fechou!Mais mesmo assim nós continuamos

Julieta-Vão continuar?e eu vou ficar sozinha

Carlos-Não se preocupe meu amor,o maximo que poderia acontecer é de ter um rato

Julieta-Ai...

[Assim Julieta fica ali,sozinha...até que ouve alguns passos e logo eles ficam mais fortes,derrepente param,e logo se afastam]

[Julieta Grita]

[Julieta olha triste para camera]

Julieta-Oh...e agora quem podera defender-me?

Chapolin-Eu!

Julieta-O Chapolin colorado

Chapolin-Não contavam com minha astucia!

FIM DO PRIMEIRO BLOCO

Chapolin-De maneira que,você acredita que há uma mumia aqui nas piramides?

Julieta-Sim chapolin,pois eu ouvi muitos passos e risadas baixas

Chapolin-Será que não eram animais?

Julieta-Chapolin,nesta região não há animais,apenas aves como urubus e abutres

Chapolin-Eh...eu já sabia.(risadas)

Julieta-Claro chapolin!Você é inteligente!Ouvi dizer que você é mais inteligente que um asno(risadas)

Chapolin-De qualquer forma,as mumias não existem,então deve se ter medo de nada[chapolin se vira de costas pra moça e sem chapolin ver,a moça é pega pela mumia]alem disso não deve ter medo de nada aqui nas piramid...[Chapolin não ve julieta]Ora,onde terá ido?Não estou de brincadeira com você,saiba que o chapolin medroso nunca será colorado(risadas)!Digo...o chapolin colorado nunca será medroso

[Ouve-se uma risada assustadora e as anteninhas de chapolin se enfraquecem]

[Derrepente aparece um professor que estudava aquela area(Horacio gomez) e ve a perna de chapolin e a segura,chapolin começa a se assustar e olha pra baixo]

Chapolin-Ai...sai fora,sai fora,sai fora...(risadas)

Horacio-O Chapolim colo[chapolin acerta uma marretada nele,que faz o mesmo ir pra trás e então ele levanta]Por que me bateu?

Chapolin-Por que eu pensei que fosse um morto(risadas)

Horacio-Ora,eu sou um professor,e estudo piramides

Chapolin-Sabia que enquanto tagarelamos uma moça pode estar morrendo?

Horacio-Ora,mais como?

Chapolin-A Mumia a pegou e entrou ali dentro

Horacio-Então entre la

Chapolin-Eu?Eu entro...(risadas)

Horacio-É obvio

Chapolin-Eu entro...(risadas)

Horacio-Claro!

Chapolin-Eu entro..(risadas)

Horacio-Então vai logo!

Chapolin-Se aproveitam de minha nobreza..[Chapolin entra e horacio o segue]

FIM DO SEGUNDO BLOCO

Horacio-Esta bem escuro aqui dentro

Chapolin-Sim,mais minhas anteninhas de vinil cuidam disso(chapolin da tabefes nas duas antenas e elas acendem)

Horacio-Na TV eu nunca vi você fazer isso

Chapolin-É um truque novo...

[Chapolin vai caminhando e tropeça numa pedra e cai](risadas)

Horacio-Se machucou chapolin?

Chapolin-Claro que não,todos os meus movimentos são friamente calculados

Horacio-Ainda bem!

[Então os dois caminham,chapolin olha pro lado e não ve mais horacio]

Chapolin-Professor!

[Chapolin mesmo com medo continua e ouve gritos:’’Socorro!Socorro!Alguem?’’Chapolin corre e descansa em uma parede escorado]

Chapolin-Onde estarão el...

[Chapolin acaba girando a porta disfarçada de parede e acha Julieta,Ruben e Carlos,então ele vai e tenta cortar a corda]

Carlos-Rapido chapolin!Pegue o canivete no meu bolso

[Chapolin pega o canivete e começa a cortar a corda,porém chega a mumia,mais chapolin não nota]

Carlos-C-c-chapolin....

[Então a mumia bota a mão no ombro de chapolin]

Chapolin-Espere ai....

[Ele bota denovo]

Chapolin-Espera um pouco

[Ele bota denovo]

Chapolin-Você quer esperar e....[ele ve a mumia que tenta pegalo,mais chapolin sai e a mumia bate a cabeça na parede,então chapolin da uma marretada nas costas e a mumia cai]

Todos-Bravo chapolin!Você é um maximo!

Chapolin-Não contavam com minha astucia!

FIM DO TERCEIRO BLOCO

[Fora da piramide]

Chapolin-De maneira que...era apenas o professor fantasiado?

Julieta-É chapolin!Não passava de uma armação para ele ficar com o famoso tesouro de faraó

Chapolin-Suspeitei desde o principio!Agora,se me dam licensa eu tenho que cuidar de outras coisas,sigam me os bons![Chapolin tropeça numa pedra]

BGM
FIM E CREDITOS


Roubando omeletes - Autor: Furtado

Ano: 1985
Elenco: Chespirito (Chapolin), Florinda Meza (Florinda), Rubén Aguirre (Rubén) e Raul "Chato" Padilla (Mendigo).
Sinopse: Um mendigo está roubando as refeições de um casal, que vive com a janela aberta. O casal, dono da casa, acaba brigando porque um pensa que o outro está lhe tirando sarro. Mas a esposa decide chamar o Chapolin e ele consegue por um fim nisso tudo.

Plano na casa. Florinda está arrumando a mesa de jantar. Rubén vem apressado.

FLORINDA - Bom dia, meu tesouro!
RUBÉN - Bom dia, minha vida!
FLORINDA - Não vai tomar café da manhã?
RUBÉN - Não posso, tenho uma reunião hoje cedo com o meu chefe.
FLORINDA - Sim, mas...

[discussão]

Enquanto os dois discutem, um mendigo rouba o omelete que estava no prato sem eles perceberem.

FLORINDA - Você viu?
RUBÉN - O que?
FLORINDA - O omelete sumiu!
RUBÉN - Querida, eu já disse pra você ir ao psiquiatra!
FLORINDA - Eu juro que tinha feito um omelete pro café da manhã e ele estava aqui neste prato [Florinda pega o prato e mostra].
RUBÉN - Nossa!
FLORINDA - O que vou comer de café?
RUBÉN - Deixa que eu te ajudo a encontrar o omelete.
FLORINDA - Eu tenho uma ideia melhor.
RUBÉN - Qual?
FLORINDA - Chamar o Chapolin Colorado.
RUBÉN - Podia ser o Ligeirinho, o Super Homem, o Homem Aranha, por que logo o Chapolin?!
FLORINDA - Porque ele é o nosso herói da América!
RUBÉN - E cadê ele?
FLORINDA - Calma... Oh, e agora quem poderá nos ajudar?

Chapolin aparece na janela.

CHAPOLIN - Eu!
FLORINDA e RUBEN - O Chapolin Colorado!
CHAPOLIN - Não contavam com minha astúcia, sigam-me os bons! [ele pula da janela e cai sobre a mesa]

FIM DO PRIMEIRO BLOCO

INICIO DO SEGUNDO BLOCO

Chapolin anda pela sala. Florinda o acompanha. Rubén está sentado no sofá observando.

CHAPOLIN - Para quê me chamaram?
FLORINDA - Eu fiz um omelete para comermos no café da manhã e ele sumiu!
CHAPOLIN - Nossa! E o que aconteceu com o omelete?
FLORINDA - Ele sumiu!
CHAPOLIN - Quem sumiu?
FLORINDA - O omelete!
CHAPOLIN - E o que aconteceu com ele?
FLORINDA - Já chega!
RUBÉN - Eu falei pra chamar outro super-herói...
CHAPOLIN - E você cale-se! [barulhos] Minhas anteninhas estão detectando a presença do inimigo.
FLORINDA - E o que iremos fazer?
CHAPOLIN - Palma, palma, não priemos cânico! Eu tenho o plano! Você [aponta para Rubén] fica escondido perto da janela com um balde d'água. E você [falando pra Florinda] fica com um garfo esperando o bandido e garfeia ele quando for pegar o omelete.
FLORINDA - Isso, isso, isso.

Efeito de transição

FLORINDA - Está tudo pronto, Chapolin!
CHAPOLIN - Se escondam! E cadê aquele tonto?
RUBÉN - Aqui estou. Fui encher os baldes com água lá na torneira do quintal

Enquanto isso, o balde vaza.

RUBÉN - [pensando] Puxa, o balde está furado. Vou ter de encher de novo.

Ele sai. Vai encher o balde, só que coloca sem querer a mão na janela.

FLORINDA - Agora você vai ver!

Florinda dá uma garfada na mão de Rubén.

RUBÉN - Ai, ai, ai, ai!
FLORINDA - Rubén, o que faz aí?
RUBÉN - Estava enchendo o balde!
CHAPOLIN - Vem logo, tonto!
RUBÉN - Eu falei pra chamar outro super-herói.

Rubén entra dentro de casa com os baldes cheios.

FLORINDA - Aí vem o ladrão!
CHAPOLIN - Preparem-se!
MENDIGO - E agora vou pegar este omelete!

Florinda dá a garfada, Chapolin bate com a marreta bionica e Ruben joga os baldes d'agua.

MENDIGO - Ai, ai, ai, ai! Calma, eu só quero um prato de comida!
RUBÉN - Era só isso? Entre homem.

Efeito de transição.

FLORINDA - Viu só Chapolin? Ele só queria um prato de comida. Hoje em dia, há muita gente passando fome e mesmo assim, os seres humanos não lembram de uma coisa básica: "As boas pessoas devem amar aos seus semelhantes"!

O mendigo come feliz o prato de comida.

CHAPOLIN - É, eu vi.
RUBÉN - Eu falei pra chamar outro super-herói...

FIM DO EPISÓDIO


A mistura de mãe e política, o resultado é sogra - Autor: Chapolin Colorado

b]Roteiro original:[/b] Guilherme Aldeia de Souza

Ano: 1975

Personagens:

Roberto Gómez Bolaños – Chapolin Colorado

Ramón Valdés – Prefeito Faz Nada

Carlos Villagrán – Quase Nada

Maria Antonieta de las Nieves – Maria

Rubén Aguirre – Rubén

Edgar Vivar - Policial

Angelines Fernández – Sogra

Horacio Gómez – Bandido Qualquer

1º bloco:

Quase Nada e Bandido Qualquer estão na cadeia ouvindo o rádio do policial – Música de fundo

Locutor do rádio: Infelizmente nós vamos interromper este programa por causa de uma mensagem do nosso prefeito. (risadas de fundo) Não vou dizer mais nada, pois sei que ninguém vai escutar mesmo. (risadas de fundo)

Quase Nada: Temos que escutar este prefeito... Eu pensei que isso aqui era uma cadeia, e não uma sala de tortura. (risadas de fundo)

Bandido Qualquer: Pelo menos nós não vamos ter que ver os rostos dos nossos "companheiros" na televisão.

Quase Nada: "Companheiros" mesmo, pois são ladrões de carteirinha. (risadas de fundo)

O prefeito Faz Nada inicia um discurso nos meios de comunicação.

Prefeito Faz Nada: Cidadãos Tangamandapianos. Antes de mais nada, quero dizer que finalmente fiz uma coisa para a nossa cidade. (risadas de fundo) Aprovei uma lei em que todos os presos vão cumprir um prazo maior de detenção, e só faço isso por causa de um bandido que me ameaçou, pois se eu não tivesse sido ameaçado, eu voltaria ao meu antigo trabalho, que é de não fazer nada. (risadas de fundo) Obrigado a todos.

O discurso do prefeito termina.

Locutor do rádio: Horário político é chato demais e... (risadas de fundo) Já estamos de volta? Bem...

Quase Nada: Você ouviu isso? Vamos ter que ficar mais tempo na cadeia.

Bandido Qualquer: Pois é.

Policial: É isso mesmo que vocês ouviram. Vão ficar mais tempo na cadeia.

Quase Nada: Quanto tempo mais nós vamos ficar, além dos 40 anos de cadeia que já temos que cumprir?

Policial: Deixa eu ver... 10, 20... Mais 40 anos. (risadas de fundo)

Quase Nada: 40 anos?!

Bandido Qualquer: O bom é que até lá a minha sogra já vai estar morta. (risadas de fundo)

Quase Nada: Isso deve estar errado!

Policial: Tem razão. Não são 40 anos, são 20, 50... 60 anos. (risadas de fundo)

Quase Nada: 60?!

Bandido Qualquer: Até lá eu vou estar morto. (risadas de fundo)

Quase Nada: Mas tinha dito 40 anos!

Policial: É que eu tenho problema para contar. (risadas de fundo)

[Transição de cenas]

Uma dona de casa, que viu a mensagem na televisão, fica indignada com o discurso do prefeito, pois ele não está fazendo nada para melhorar a educação da cidade, a saúde, a poluição, entre outras coisas.

Maria: Não pode ser. Ele só pensa nele! Não faz nada para melhorar a nossa cidade! Não tem jeito mesmo!

Neste momento ela começa a fazer uma conta. Uma passeata do prefeito ocorre na cidade, aproveitando para fazer a sua campanha.

Prefeito Faz Nada: Votem 25! Votem 25! Votem 25!

Maria: Somando 10 com...

Prefeito Faz Nada: Votem 25!

Maria: ...12...

Prefeito Faz Nada: Votem 25!

Com toda esta campanha ela fica confusa e acaba errando a conta.

Maria: ...é igual a 25. (risadas de fundo) Eu odeio este prefeito! Como eu... Oh, e agora, quem poderá me ajudar?

Chapolin aparece na janela da casa dela.

Chapolin Colorado: Eu!

Maria: O Chapolin Colorado!

Chapolin Colorado: Não contavam com a minha astúcia! Sigam-me os bons!

Chapolin leva um tombo ao pular para dentro da casa.

(risadas de fundo)

Maria: Chapolin, você está bem?

Chapolin Colorado: Claro que sim. Todos os meus movimentos são friamente calculados. (risadas de fundo)

Maria: Ainda bem. Chapolin, eu preciso muito da sua ajuda!

Chapolin Colorado: Para isso eu estou aqui.

Maria: Na verdade a cidade toda precisa da sua ajuda

Chapolin Colorado: Para isso eu não estou aqui. (risadas de fundo)

Chapolin caminha para sair de casa, mas Maria o impede.

Maria: Chapolin, nós precisamos de sua ajuda e...

Chapolin Colorado: Eu sei. Como herói eu devo enfrentar todos os tipos de problemas.

Maria: Obrigada, Chapolin!

Chapolin Colorado: Bem, o que eu devo fazer para ajudar?

Maria: Bom... Se candidatar a prefeito da nossa cidade. (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Se candidatando como prefeito? Eu prefiro morrer. (risadas de fundo)

Maria: Mas como prefeito eu sei que você vai conseguir acabar com os problemas da nossa cidade.

Chapolin Colorado: Sim, mas vou ter uma péssima identidade. (risadas de fundo) Ou você já viu algum político honesto?

Maria: Não, mas você vai nos ajudar contra este prefeito, não vai?

Chapolin Colorado: Claro que sim, mas agindo como herói. O que ele faz de errado?

Maria: Nada.

Chapolin Colorado: Se ele não faz nada de errado, então por que reclama dele, ora? (risadas de fundo)

Maria: Quando eu disse nada, eu me referia ao fato de que é isso que ele faz de errado, ou seja, não faz nada para melhorar a nossa cidade, e só pensa no bem estar dele. Eu concordo com o fato de aumentar a pena dos ladrões, mas do que adianta fazer isso se ele não melhora a segurança para prender outros ladrões? Entendeu agora?

Chapolin Colorado: Suspeitei desde o princípio. (risadas de fundo) Bem, quais são os problemas que esta cidade enfrenta?

Maria: Veja nessa edição deste jornal. Aí fala os problemas da nossa cidade.

Chapolin Colorado: Vejamos: Chapolin Colorado é o pior herói do mundo, se que é que pode chamar aquilo de herói (risadas de fundo)

Chapolin fica muito nervoso com que acabou de ler.

Chapolin Colorado: Que palhaçada é essa!?

Maria: Me desculpe, Chapolin! É esta edição do jornal que mostra os problemas.

Chapolin Colorado: Vamos ver: Chapolin Colorado não chega nem aos pés do Super Homem, ainda mais com uma estatura de anão de circo. (risadas de fundo)

Chapolin fica mais nervoso ainda.

Chapolin Colorado: Outra vez!?

Maria: Eu me enganei novamente...

Chapolin Colorado: Sim, sim, sim, mas pode me dizer o que o Super Homem tem que eu não tenho?

Maria: A força, a inteligência... (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Se aproveitam de minha nobreza. (risadas de fundo)

Maria: Bom, Chapolin...

Chapolin Colorado: Está bem, está bem. Quer me fazer o favor de dizer quem é o dono deste jornal?

Maria: É o meu marido.

Chapolin Colorado: Ah, sim. Então pode chamar ele aqui agora mesmo que eu vou mostrar a minha força.

Maria: Acontece que ele está no trabalho.

Chapolin Colorado: Pois eu o espero.

Maria: Olha, Chapolin, você quer ver os problemas da nossa cidade sim ou não?

Chapolin Colorado: Sim, mas sem críticas a mim.

Maria: Desta vez é a edição certa do jornal.

Chapolin Colorado: Ainda bem, pois... Silêncio! Silêncio! Minhas anteninhas de vinil estão detectando a presença do inimigo! Vou fulminá-lo a golpes com a minha marreta biônica!

Rubén, marido de Maria, chega em casa.

Rubén: Olá, meu amor!

Chapolin dá um golpe nele com a marreta biônica, que acaba desmaiando.

(risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Não contavam com a minha astúcia!

Maria: Ele não é nenhum inimigo, Chapolin!

Rubén começa a se levantar com a ajuda de Maria.

Chapolin Colorado: Nossa! Então quem é?

Maria: É o meu marido.

Chapolin dá um golpe nele novamente, que acaba desmaiando outra vez.

(risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Vamos ver se agora para de me criticar!

(risadas de fundo)

Fim do primeiro bloco – Música de fundo

2º bloco

Rubén se levanta depois do golpe da marreta biônica do Chapolin – Música de fundo.

Rubén: Chapolin, por que você me bateu?

Chapolin Colorado: Por causa das críticas que eu recebi de você.

Rubén: Críticas?

Chapolin Colorado: Sim. Estão publicadas no seu jornal.

Rubén: Chapolin, não fui eu quem fez aquelas críticas.

Chapolin Colorado: Ah, sei, foi a minha vovozinha. (risadas de fundo)

Rubén: Eu só sou o dono do jornal. Quem fez estas críticas foram os redatores.

Chapolin Colorado: Sim, mas você concordou.

Rubén: Se eu não concordasse o jornal não iria vender que nem água. (risadas de fundo)

Chapolin se irrita e dá mais um golpe nele com a marreta.

(risadas de fundo)

Maria: Acho melhor acabar com esta discussão. Eu creio que o Chapolin veio aqui para solucionar os problemas da nossa cidade.

Chapolin Colorado: Isso mesmo. Me dê um jornal para ler.

Maria: Aqui está

Chapolin Colorado: Vamos ver: Trânsito torna Tangamandápio um verdadeiro caos. Se este é o problema, então por que não passam a andar de avião? (risadas de fundo)

Maria: Ai, Chapolin. Continua lendo.

Chapolin Colorado: Poluição aumenta cada vez mais em Tangamandápio. Por que não passam a morar em uma fazenda? (risadas de fundo) Para tudo tem uma solução.

Maria: Eu até que gostaria de morar em uma fazenda, mas o meu marido não gosta de ficar longe da cidade grande.

Rubén: É que eu tenho o meu jornal, querida.

Chapolin Colorado: Claro. Não vai perder a chande de me criticar. (risadas de fundo)

Maria: Não vão brigar novamente. Eu gostaria muito de morar na fazenda da minha mãe.

Rubén: Está vendo, Chapolin. É mais um motivo que não quero morar em uma fazenda. (risadas de fundo) Ninguém aguenta a minha sogra. (risadas de fundo)

Maria: É assim? Então se nós não vamos morar com a minha mãe, ela vai morar com a gente.

Rubén: O que!?

Maria: Isso mesmo. Mãe, maezinha, pode sair.

A mãe de Maria sai do quarto e vai para sala.

Sogra: Minha filhinha linda! Que bom que eu estou aqui com você e...

Ela olha para o Rubén.

Sogra: Só você. (risadas de fundo)

Rubén: Está vendo, Chapolin. Ela me odeia!

Chapolin Colorado: E não é só ela que te odeia. (risadas de fundo)

A mãe de Maria olha para o Chapolin.

Sogra: Minha filha, o que esta joaninha gigante está fazendo aqui? (risadas de fundo) Eu adoraria colocá-la como imã na minha geladeira. (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Minha senhora, eu não sou nenhuma joaninha. Eu sou o Chapolin Colorado.

A mãe de Maria, depois de ouvir quem é o Chapolin, acaba nem ligando.

Sogra: Minha filha, você já teve melhores visitas. (risadas de fundo)

Maria: Mamãe, não fale assim com o Chapolin, ele veio resolver os problemas que a nossa cidade efrenta, graças a este prefeito de segunda.

Chapolin Colorado: Tem razão...

A passeata começa a fazer muito barulho. Chapolin olha pela janela.

Chapolin Colorado: Como ele gosta de uma baderna. (risadas de fundo) E é muito cara de pau para fazer uma passeata desse tipo, sendo que todos o odeiam.

Neste momento Chapolin recebe uma “tomatada” no rosto.

(risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Cara de pau e ouvido biônico. (risadas de fundo)

Maria: Está vendo como ele é, Chapolin.

Rubén: Ora, só por causa de um tomate?

Sogra: Você é muito puxa-saco deste prefeitinho, seu tonto!

Ela bate em Rubén com a sua bengala.

(risadas de fundo)

Rubén: O que é isso?

Maria: Mamãe, tenha calma.

Rubén: Meu amor, quantos segundos a sua mãe ficará com a gente? (risadas de fundo)

Maria: Ela vai ficar com a gente até você parar de ser um puxa-saco deste prefeito, que só fica publicando em seu jornal a favor dele.

Chapolin Colorado: Acho melhor eu ia falar de uma vez com este prefeito.

Maria: Isso, Chapolin!

Todos saiam de casa para a rua.

Chapolin Colorado: Ele já está fazendo campanha eleitoral? A eleição não vai ser daqui a sete meses?

Rubén: Sim, Chapolin, mas é que ele é adiantado.

Maria: Adiantado em campanha, mas atrasado em ideias para melhorar a nossa cidade.

Chapolin Colorado: Então você é um tremendo puxa-saco, hein? (risadas de fundo)

A mãe de Maria bate novamente em Rubén com a sua bengala.

Sogra: Só sabe fazer coisa errada.

Rubén: É mesmo. Não sei o que eu estou fazendo aqui com a senhora. (risadas de fundo)

[Transição de cenas]

Na cadeia, Quase Nada e Bandio Qualquer estão indignados com a atitude do prefeito.

Quase Nada: Escute aqui, policial. Eu não vou cumprir estes mais 60 anos de cadeia.

Policial: Desobedecendo a lei... Mais 80 anos. (risadas de fundo)

Bandido Qualquer: Acho melhor você ficar quieto.

Quase Nada: Policial, você está de brincadeira, não está?

Policial: Estou.

O policial começa a rir. Quase Nada olha com cara de bravo para ele.

(risadas de fundo)

Quase Nada: Este prefeito não faz nada. Faz jus ao nome dele. (risadas de fundo)

Bandido Qualquer: Concordo plenamente.

Policial: Mas ele criou esta lei, portanto, ele fez uma coisa.

Quase Nada: Mas nos beneficiou?

Policial: Não.

Quase Nada: Então.

Policial: Faz sentido. (risadas de fundo) Entretanto está beneficiando a população.

Quase Nada: Ora, você acha que isso está beneficiando a população?

Bandido Qualquer: Está beneficiando o prefeito, isso sim.

Quase Nada: Extamente. Por que ele não aumenta a segurança, por exemplo? Beneficiaria a população, e digo isso com toda certeza, como reconhecimento do meu trabalho. (risadas de fundo)

Bandido Qualquer: E eu aposto que o seu salário deve ser muito baixo por causa deste prefeito.

Policial: E é mesmo.

Bandido Qualquer: Está vendo.

Policial: Mas só o que eu ganho para ouvir ladrões reclamando já vale como um salário grande. (risadas de fundo)

O policial se afasta dando uma risada.

Bandido Qualquer: Eu vou falar umas palvras bem feias para ele e vai começar agora...

Quase Nada: É melhor deixar a TV no mudo.

Quase Nada pega um controle remoto do nada e deixa o áudio no mudo.

(risadas de fundo)

Bandido Qualquer: Por que fez isso?

Quase Nada: Estamos em um horário que não se deve dizer estas coisas. (risadas de fundo)

Bandido Qualquer: Está certo.

Fim do segundo bloco – Música de fundo.

3º bloco

Chapolin e todos estão perto do prefeito Faz Nada – Música de fundo.

Prefeito Faz Nada: Votem em Prefeito Faz Nada! Votem 25! Votem em Prefeito Faz Nada! Votem 25!

Todas pessoas começam a vaiar. Ele responde ironicamente:

- A desvalorização de vocês contribui para o meu sucesso. (risadas de fundo)

Maria: Me dá nervoso o jeito que ele nos trata!

Rubén: Meu amor, pode ser que ele mude...

A mãe de Maria fica irritada e bate nele com a bengala.

Rubén: Ai!

(risadas de fundo)

Sogra: Este também me dá nervoso de tanta besteira que sai da boca dele! Parece até um esgoto! (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: “Palma”, “palma”, não “priemos” “cânico”! Vou resolver isso agora mesmo!

Maria: Isso, Chapolin!

Prefeito Faz Nada: Se toda essa gente soubesse que eu não estou nem ligando para estas vaias... Mas como não estão sabendo, deixem vaiarem até ficarem cansada. (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Então você é o destruidor dessa cidade?

Ele responde com toda tranquilidade:

- Sim...

Maria: E ele admite ainda?

(risadas de fundo)

Prefeito Faz Nada: Digo, digo...

Chapolin Colorado: Pois vai se despedindo de seu cargo de prefeito.

Prefeito Faz Nada: E por que?!

Chapolin Colorado: Porque eu estou aqui!

Prefeito Daz Nada: Ah! É o pior herói do mundo! (risadas de fundo) Se é que se pode chamar de herói! (risadas de fundo) Eu li isso em um jornal. (risadas de fundo)

Chapolin olha com cara de bravo para Rubén.

Rubén: O que foi?

Chapolin Colorado: Seu... Esqueça. O meu negócio é com você, prefeito, que não faz nada!

Prefeito Faz Nada: Como eu não faço nada? E esta lei que eu aprovei?

Chapolin Colorado: Bem, até pode beneficiar a população, mas você tinha que melhorar a edução, a saúde, entre outras coisas que estão esquecidas nessa cidade.

Prefeiro Faz Nada: Eu faço parte da população, portanto, ela foi beneficiada. (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Você não tem jeito mesmo.

Na delegacia, o policial percebe que está acontecendo alguma coisa com o prefeito e vai lá ver.

Policial: Eu vou ver o que está acontecendo com o prefeito.

Bandido Qualquer: Vai e desaparece! (risadas de fundo)

Quase Nada: Seu gordo! (risadas de fundo)

O policial chega para ter esclarecimentos sobre o que está acontecendo.

Policial: O que se passa aqui? Você está bem prefeito?

Prefeito Faz Nada: Estou, é esta coisa aqui que está me perturbando. (risadas de fundo)

Chapolin fica bravo com ele.

Chapolin Colorado: Eu só não te bato, pois tenho consciência sobre o que pode acontecer.

Maria: Não, Chapolin! Bata nele!

Sogra: É isso mesmo, Chapolin! Vá com tudo, camarada. (risadas de fundo)

Rubén: Eu não sei o que dizer, pois a qualquer momento eu posso receber uma pancada. (risadas de fundo)

Sogra: Ainda bem que está ciente sobre o que esta bengalinha pode fazer. (risadas de fundo)

Maria: Chapolin, este policial é outro puxa-saco!

Chapolin Colorado: Puxa-saco? Esta aí puxa até um caminhão com esta barrigona. (risadas de fundo)

Prefeito Faz Nada: Olha, é melhor sair, pois está atrapalhando a minha campanha.

Chapolin Colorado: Campanha? Você acha que o povo votará em você?

Prefeito Faz Nada: Claro que não! Mas você sabe, Chapolin, a roubalheira rola solta. (risadas de fundo)

O prefeito começa a rir e Chapolin decide dá uma pancada nele com a marreta biônica.

(risadas de fundo)

Policial: Você não pode fazer isso!

Chapolin Colorado: Mas ele só faz coisa errada! Por acaso você trabalha frequentemente?

Prefeito Faz Nada: Não, só no dia 1º de Janeiro, 7 de Setembro, 15 de Novembro... (risadas de fundo])

Chapolin Colorado: Todos estes dias são feriados!

Prefeito Faz Nada: Reclama com quem fez o calendário. (risadas de fundo)

Maria: Vamos, Chapolin! Mostre para ele o que esta cidade enfrenta!

Chapolin Colorado: Exatamente! A qualquer momento pode acontecer um acidente de trânsito, problema que esta cidade enfrenta.

Neste momento acontece uma batida entre duas ambulâncias. O prefeito fica sem jeito.

Prefeito Faz Nada: Que coisa, não? (risadas de fundo)

Rubén: Alguém tem que ajudar as pessoas da batida.

Chapolin Colorado: Isso mesmo, ou será que as ambulâncias desta cidade não funcionam? Outra coisa que pode acontecer é uma pessoa sofrer porblemas por causa da poluição, problema que a cidade enfrenta.

Neste momento um homem começa a ter problemas com a poluição.

Homem da rua: Ai, meu Deus! Não estou nem conseguinfo respirar!

Prefeito Faz Nada: Você é mesmo um bocudo, Chapolin! (risadas de fundo)

Maria: Está vendo, prefeito. O que você tem a dizer sobre isso?

Prefeito Faz Nada: Bom... é que...

Chapolin Colorado: Será que não tem nenhuma ambulância para ajudar aquele homem?

Policial: Sabe o que que é, Chapolin, as únicas ambulâncias desta cidade são justamente aquelas que bateram uma contra a outra. (risadas de fundo)

Chapolin Colorado: Estão vendo, povo. O que vocês acham de eu colocar este prefeito na cadeia?

Maria: É isso aí, Chapolin!

Todos as pessoas gritam de alegria.

Prefeito Faz Nada: E você, Senhor Policial? Não vai fazer nada?

Policial: Vou. O senhor vai para cadeia. (risadas de fundo)

Prefeito Faz Nada: O quê!?

Policial: Mudei para o lado certo.

(risadas de fundo)

[Transição de cenas]

O prefeiro aparece na mesma cela do Quase Nada e do Bandido Qualquer.

Quase Nada: Veja quem está aqui, Bandido Qualquer?

Bandido Qualquer: Sim, eu já vi, Quase Nada.

Prefeito Faz Nada: Não é melhor nós conversarmos, hein?

Quase Nada: Mais 60 anos de cadeia, prefeito?

Prefeito Faz Nada: Espera, espera!

Claques de pancada

(risadas de fundo)

Policial: Nossa!

[Transição de cenas]

Maria: Fantástico, Chapolin! Você o enfrentou e agora esperamos que o vice-prefeito seja decente em seu novo cargo. Todos estão contentes, graças ao Chapolin Colorado!

Chapolin Colorado: Não contavam com a minha astúcia!

Rubén: Vou publicar no meu jornal o confronto do Chapolin com o ex-prefeito.

Chapolin Colorado: Pelo menos você mudou.

Rubén: Claro!

Sogra: Sim, agora vamos entrar em casa e descansar um pouco.

Rubén: Querida, você não disse que sua mãe ia ficar a gente até eu mudar de ideia sobre o meu jornal?

Maria: Se você mudou de ideia, eu também posso mudar, não? (risadas de fundo)

Rubén: Chapolin, me ajuda! Vou morar com a minha sogra!

A mãe de Maria fica brava e dá uma pancada nele com a bengala.

Rubén: Ai!

(risadas de fundo)

Sogra: Vamos entrando logo!

Chapolin Colorado: Paciência... Sigam-me os bons!

FIM!


O jogador nº 1 - Autor: Léo Silveira

ANO: 1973

ELENCO:

CHESPIRITO - CHAPOLIN COLORADO
MARIA ANTONIETA DE LAS NIEVES - TREINADORA
RAMÓN VALDÉZ - PRESIDENTE DO TIME
EDGAR VIVAR - JOGADOR GORDO
RÚBEN AGUIRRE - JOGADOR ALTO E DESENGONÇADO
CARLOS VILLAGRÁN - JOGADOR IDIOTA (ESTILO CARLITOS)
ARTURO GARCIA TENÓRIO - JOGADOR FIGURANTE
NARIGUDO - JOGADOR FIGURANTE
OUTRO FIGURANTE - MAIS UM JOGADOR FIGURANTE

ROTEIRO:

Numa quadra de vôlei, a treinadora Maria fica desesperada ao ver seu time sendo derrotado mais uma vez no campeonato municipal de voleibol. Ao terminar a partida, Maria chama seu time e faz algumas perguntas:

Maria - Edgar, porque não pulou naquela bola que estava em seu alcance?

Edgar abaixa a cabeça e Carlos responde:

Carlos - Porque se ele pular, vai abrir um baita buraco na quadra!

Edgar olha feio pro Carlos, ameaçando lhe dar um tabefe!

Maria - E olha que não seria má idéia hein, pois assim a partida seria interrompida e não passaríamos mais um vexame!

Edgar - O que?

Maria - Não nada, me desculpe! E você Rúben, com esse tamanhão de girafa, porque não conseguiu fazer um só bloqueio?

Rúben - Eu tentei, ma acontece que eles fizeram trapaça!

Maria - Que trapaça?

Rúben - Falavam que iam jogar a bola em um lado, e quando ia pra lá, jogavam no outro!

Maria - Ai meu Deus, que burro! E além disso, você ainda poderia ter usado seu tamanho pra fazer uns pontos, não?

Rúben - É mesmo! Porque não me disse isso antes?

Maria dá um tapa na testa e não acredita no que escuta!

Maria - E você Carlos, o que achou do jogo?

Carlos - Bom, eu achei essa nota de vinte, acho que estava no bolso de algum jogador do time adversário!

Maria - Eu me refiro como foi a partida, o que você fez de útil ao time?

Carlos - Eu dei 5 saques!

Maria - E quantos acertou?

Carlos pensa, conta nos dedos e diz:

Carlos - Nenhum!

Maria - Ai meu Deus, ai meu Deus! Deste jeito vou acabar perdendo meu cargo de treinadora!

Ramón aparece imediatamente e diz!

Ramón - Isso mesmo!

Maria - Ramón?

Ramón - É exatamente isso que disse Maria. Ou vencemos o próximo jogo, ou você está demitida!

Maria - Mas Ramón...

Ramón - Nada de mais! De-mi-ti-da!

Maria se assusta, olha pro seu time, pra câmera e diz:

Maria - Oh, e agora, que poderá me ajudar?

Chapolin aparece se levantando atrás da mureta que cerca a quadra é diz:

Chapolin - Eu!

Maria - O Chapolin Colorado!

Chapolin - Não contavam com minha astúcia! Siga-me os bons!

Chapolin tenta pular a mureta, se atrapalha no pulo, e leva um baita tombo!

--------------------------FIM DO PRIMEIRO BLOCO------------------------------

Maria - Não se machucou Chapolin?

Chapolin - Claro que não, todos os meus movimentos são friamente calculados!

Maria - Que bom Chapolin, veja, eu sou a treinadora desse time de vôlei!

Chapolin - Puxa, que bom!

Maria - E acabo de perder mais uma partida!

Chapolin - Puxa, que ruim!

Maria - Com essa, já são 10 partidas consecutivas!

Chapolin - Puxa, que péssimo!

Maria - E não vencermos a próxima, serei demitida do cargo!

Chapolin - Puxa, que... deixa pra lá! Bom, mas o seu problema é simples de resolver, se não sabe, sou grande jogador de vôlei!

Maria - Bom, se é jogador pode até ser, mas ser grande...

Chapolin - O quero dizer é que sou um jogador muito bom!

Maria - Não me diga! Com esse tamanhozinho?

Chapolin - Pois não se esqueça o que diz o velho e conhecido ditado: mais vale um tamanho na mão que dois voando! Não, digo, o tamanho se mede da cabeça aos pés! Não, também não é isso: um pássaro na mão pode não ser documento! Não... Bom, a idéia é essa!

Maria - Acho que entendi. Mas de qualquer forma, não creio que você possa mudar esse time da água por vinho!

Chapolin - Mas claro que não, pois se tomarem vinho aí que não vão conseguir jogar mesmo!

Maria - Ai Chapolin, o que quero dizer é por melhor jogador que você seja, não é capaz de tornar esse time vencedor!

Chapolin - Duvida?

Maria - Sim!

Chapolin - Quando será o próximo jogo?

Maria - Depois de amanhã!

Chapolin - Pois veja bem.

Chapolin vai até os jogadores e diz:

Chapolin - Bom, o próximo jogo de vocês é depois de amanhã, mas amanhã já recomeçaremos os treinamentos, e com um grande reforço no time!

Todos - E qual é esse reforço?

Chapolin - Eu.

Todos - Ahhhh!

Carlos - Pensei que se tratava do Giba! (Supondo um dublagem atual)

Edgar - Ou então do Nalbert! (Supondo um dublagem atual)

Rúben - Ou até mesmo do Rodrigão! (Supondo um dublagem atual)

Chapolin - Se aproveitam de minha nobreza! Bem, calem-se, e lembrem-se: treino amanhã às 8 da manhã!

Edgar - Às oito? Não é cedo demais?

Chapolin - Claro que não! E que horas pensava em treinar?

Edgar - Sei lá, talvez às onze?

Chapolin - Às onze? Não acha que é muito tarde, perto da hora do almoço?

Edgar - Pois isso mesmo, pois logo chegaria a hora do almoço, e como o médico me proibiu de fazer exercício físico após o almoço...

Chapolin - Chega! Às oito!

No outro dia...

Chapolin chega a quadra e se depara com o time, e ao ver o Edgar comendo um sanduíche pergunta:

Chapolin - Por que ainda está comendo?

Edgar - Porque ainda não terminei o meu café!

Chapolin - Não sabia que não pode treinar após encher a pança de comida? Porque não comeu isso mais cedo, digamos, às 6 e meia?

Edgar - Está louco? Custei a acordar 7 e meia!

Chapolin - Está bem...

Chapolin se depara com o presidente Ramón, e diz:

Ramón - Desculpe, não temos vaga no time, ainda mais pra alguém da sua idade!

Maria cutuca Chapolin e diz:

Maria - Mas Chapolin...

Chapolin interrompe e diz:

Chapolin - Espera! Está tão fraco que nem força pra dar um saque tem!

Maria insiste.

Maria - Mas Chapolin, esse é o...

Chapolin interrompe mais uma vez e diz:

Chapolin - Espera! Por que não procura outro esporte pra jogar? Que sabe xadrez?

Maria grita.

Maria - Chapolinnn!

Chapolin - Queee!

Maria - Esse é o nosso presidente!

Chapolin - Por isso estou dizendo que... Você é o presidente?

Ramon - Sim!

Chapolin - Suspeitei desde o princípio!

Ramon - E quero que faça o meu time ganhar, você entendeu?

Chapolin - Pois sim!

Ramon - Volto amanhã na hora do jogo?

Chapolin - E porque não fica aqui vendo os treinamentos?

Ramon - Porque tenho coisas mais importantes pra fazer!

--------------------------FIM DO SEGUNDO BLOCO-------------------------------

Chapolin volta da quadra cansado, dizendo pra Maria:

Chapolin - Bom, fiz o possível!

Maria - O que disse a eles?

Chapolin - Pro Carlos, fiz ele treinar bastante os saques e até que ele melhorou:

Maria - E como foi seu desempenho?

Chapolin - De cada 10 saques ele acertou... um!

Maria - Só um?

Chapolin - Bom, melhor que no jogo passado que você me disse que ele errou todos!

Maria - Bom sim, mas... E ao Edgar?

Chapolin - Quanto ao gordinho, dei a ele a seguinte instrução: que quando o time adversário atacar, que ele se deite no chão de barriga pra cima?

Maria - Uai, pra que?

Chapolin - Oras, com a área que ele ocupa deitado, há muitas chances de que a bola acerte a barriga dele ao invés do chão, daí é defesa nossa!

Maria - É mesmo! Rsrs...

Chapolin - E ao grandão, é muito simples: irá cortar as bolas que levantarei pra ele! Parece que ele é bom nisso, e me disse que só não fez isso antes porque você não o havia mandado!

Maria - Pois é, eu já sabia!

Chapolin - E aos outros pedi simplesmente que não façam nada, que somente saia do caminho quando a bola virem para eles, que eu dou conta do recado!

Maria - Bom, então até amanhã na hora do jogo!

No dia seguinte o jogo começa com o time de Chapolin levando vários pontos! Maria pede tempo. Chapolin diz:

Chapolin - Porque não estão fazendo o que eu mandei?

Carlos - Porque não nos disse que podíamos começar!

Chapolin - Então faça logo!

Maria - Deixe Chapolin, jamais venceremos esse jogo! Já posso ir me despedindo!

Chapolin - Não senhora, você confia em mim?

Maria - Não!

Chapolin - Se aproveitam de minha nobreza! Bem, vamos lá colegas!

Incrivelmente Chapolin começa a desencantar fazendo jogadas e pontos incríveis! Edgar começa a salvar bolas com a barriga, Rúben dá algumas cortadas sensacionais e até Carlos começa a acertar saques! É incrível, o time consegue finalmente vencer! Maria grita ao término do jogo:

Maria - CHAPOLIN, VOCÊ É O MÁXIMO!

Chapolin - Não contavam com minha astúcia!

Todos ficam contentes, principalmente Maria! Chapolin diz:

Chapolin - Ainda bem que esse jogo salvou seu cargo, pois nas próximas semanas terei vários compromissos por aí!

Ramón aparece sorrindo e diz:

Ramón - Meus parabéns time! Agora necessitamos de mais uma vitória na semana de vem para classificarmos no campeonato, e se não classificarmos Maria, você perde o emprego!

Maria olha assustada pro Chapolin, e ele faz cara de que não pode fazer mais nada!

-------------------------------------------FIM DO EPISÓDIO----------------------------------------------


--

Dr. Chapatin

A sogra (1980) - Autor: Gogetareborn

[No hospital,chega um sujeito(Ruben Aguirre) com uma senhora(Maria A.D.L.N)]
Sujeito-Dr chapatin,minha sogra está com um problemão!
Dr Chapatin-Além da idade?(risadas)
Sujeito-Sim,sim alem de....O Que?
Dr Chapatin-Nada,nada...o que ela tem?
Sujeito-Eu realmente não sei doutor
Dr Chapatin-Esta bem...Quais são os sintomas?
Sujeito-Dores nas costas e no corpo todo,alem de que esta desmaiada
Dr Chapatin-Isso é da idade...ela é rabugenta constantemente?
Sujeito-Sim,mais o que tem haver?
Dr Chapatin-Não,não é nada...Me diga,ela já teve esse problema?
Sujeito-Sim,mais no final ela apenas estava dormindo Dr Chapatin!
Dr Chapatin-E Ela não esta dormindo agora?
Sujeito-Não,pois se não no minimo ela se mexeria
Dr Chapatin-Ela é tão velha que isso podia ser....ah,deixa pra lá(risadas)
Sujeito-Ora Dr Chapatin,mais mesmo assim,ela tem que dizer quando vai morrer
Dr Chapatin-Ora mais por que dizer?
Sujeito-Pra deixar o caixão pago...(risadas)
Dr Chapatin-Temos que manter ela ativa[Pega ela e levanta e começa a sacudir]
Sujeito-Por que está sacudindo ela?
Dr Chapatin-Para ela manter a forma fisica
Sujeito-Dr,ela tem 79 anos!
Dr Chapatin-Serio?Jurava que era 95(risadas)
Sujeito-Quase acertou e..O que?(risadas)
Dr Chapatin-Poderiamos fazer um bolão e...[O Sujeito olha com cara de bravo]
Sujeito-Vai cuidar da minha sogra ou não
Dr Chapatin-Eu pensava que era filha
Sujeito-O que sera que ele quis dizer?(risadas)de qualquer forma eu já tinha lhe dito que ela é minha sogra..
Dr Chapatin-Bom,acho que não tem jeito...
Sujeito-Como assim?
Dr Chapatin-Vou perder o bolão!(risadas)
Sujeito-Mais ora essa,a minha sogra esta desmaiada
Dr Chapatin-Então é melhor que lhe aplique um sedativo e...
Velha-O Que?
Sujeito-Esta viva?
Velha-Estou!
Sujeito-Não estava desmaiada ou morta?
Velha-Não,só estava dormindo!
Sujeito-Eu sabia,eu sabia,parece chiclete,nunca sai da minha vida
[Então os dois começam a discutir e Chapatim olha pra camera]
Chapatin-Isso tudo me da coisas...


Um paciente impaciente - Autor: FlavioRamoz

Personagem: Dr. Chapatin
Elenco: Roberto Gómez Bolaños (Dr. Chapatin), Florinda Meza (Enfermeira) e Raul Padilla (Médico)
Título: Um paciente impaciente
Por Flávio Eduardo Ramos
Sinopse: Dr. Chapatin precisa fazer um check-up mas acaba causando uma pequena confusão.

Imagino a esquete para em torno do ano de 1990.

Música – Fade In

Narrador: O Dr. Chapatin, depois de um ininterrupto ano de trabalho, resolve fazer seu check-up anual de todos os anos.

Dr.: Ai, ai... Sinto que preciso fazer uma revisão completa!
Enfermeira: Revisão, é? E em quanto está a quilometragem?
Dr.: Quê? (Fazendo seu tradicional gesto com as mãos) Isso me dá coisas!

(A Enfermeira tenta se desculpar)
Enf.: É, bem, digo... Desculpe, Dr. Chapatin. Pode ir que eu fico aqui no consultório e cuido de tudo.
Dr.: Que ir, coisa nenhuma! O doutor é que vem aqui. Eu faço esse exame desde mil novecentos e... não interessa (...) sempre com o mesmo médico; o avô de um primo meu (!); mas agora tive que chamar outro doutor por que este que me atendia está tendo problemas com seu pai, que não deve durar muito mais do que uns 30 anos, pois sua saúde está fraca.

(A enfermeira faz uma cara de espanto ouvindo a fala do doutor)

Enf.: Bom, mas não esqueça que às 15 horas o senhor deve atender o paciente Carlos, que está com umas dores horríveis na garganta.
Dr.: Ah, sim, sim... Eu vou pra minha sala.
Enf.: Certo, doutor.

A Enfermeira aproxima-se do rádio, no canto da sala, para ligá-lo, quando toca o telefone:

Enf.: Consultório do Dr. Chapatin?! Ah, então não poderá vir hoje, senhor Carlos? Se pode ser amanhã? Deixa eu ver... (Olha alguns papéis e uma agenda) Ah, sim, o Dr. Chapatin pode lhe atender amanhã. Obrigado, até logo. (Desliga o telefone)

Enf.: Tenho que avisar o Dr. Chapatin...

Nisso, adentra no consultório o médico que viria fazer o check-up do Dr. Chapatin.

Médico: Onde está o sr. Chapatin?
Enf.: Ali, em sua sala... O senhor é o médico que vai...

(O médico a interrompe com pressa)

Méd.: Sim, sou eu mesmo! Agora me dê licença, vou examinar o senhor Chapatin e não quero interrupções!
Enf.: Mas eu preciso avisá-lo que...
Méd.: Não faça perguntas!
Enf.: Mas é que eu...
Méd.: Não!
Enf.: Mas é que...
Méd.: Não!
Enf.: Mas é que...
Méd.: Não!
Enf.: Mas é que...
Méd.: Não!
Enf.: Mas é que...
Méd.: NÃÃÃÃÃO!

O médico entra na sala de Chapatin e a enfermeira volta para sua mesa, com uma cara de preocupação.

Méd.: Olá, eu vim aqui para o exame! (Fala para o Dr. Chapatin)
Dr.: Ah, sim, senhor Carlos, sente-se aí que vou examiná-lo.
Méd.: Mas eu não...
Dr.: Quieto, não vai doer nada; eu vou apertar seu pescoço com o dedo e o senhor me diz quando doer, certo?
Méd.: Mas doutor, eu... AHH!

(Dr. Chapatin aperta o pescoço do médico, quase enforcando-o)

Dr.: Fique quieto aí, homem! Dói aqui?
Méd.: Não!
Dr.: E aqui?
Méd.: Não!
Dr.: E aqui?
Méd.: Não!
Dr.: E aqui?
Méd.: Também não!
Dr.: Então, cheguei a uma conclusão!
Méd.: Qual?
Dr.: Que não concluí nada!
Méd.: Olha doutor, eu estou aqui para o seu exame!
Dr.: Mas então, não é isso que eu estou fazendo?
Méd.: Doutor, o senhor não entende, eu estou aqui pra...
Dr.: Olha, você já está me fazendo perder a paciência! O seu diagnóstico está quase pronto, mas pode-se ver claramente que você está mal, parece até um bode!
Méd.: O quê? (O médico faz uma cara de irritado) Se eu pareço um bode, o senhor deveria ir morar num museu!
Dr.: (Fazendo seu tradicional gesto com as mãos) Insinua que sou velho?
Méd.: Não, não; eu só acho que quando o senhor nasceu, ainda não sabiam que a Terra era redonda!

(O Dr. Ameaça bater no médico com o seu clássico saquinho, mas o médico se esquiva)

Méd.: Olha, senhor, eu vou embora!
(O médico sai rapidamente e Dr. Chapatin sai atrás dele, mas para quando passa pela sala ao lado e vê que a enfermeira quer lhe dizer algo):

Enf.: Dr. Chapatin, o senhor Carlos ligou dizendo que só poderá vir amanhã...
Dr.: Mas então, aquele homem era o...
Enf.: Sim, o médico que iria lhe atender!
Dr.: Então foi por isso!
Enf.: Por isso o quê, doutor?
Dr.: Que ele saiu sem pagar a consulta!

Música – Fade Out – Aplausos – Fim.


O que você olha tanto para baixo? - Autor: Chapolin Colorado

Roteiro original: Guilherme Aldeia de Souza

Ano do esquete: 1975

Personagens:

Roberto Gómez Bolaños – Dr. Chapatin

Ramón Valdés – paciente

Carlos Villagrán – policial

Rubén Aguirre – marido da enfermeira

Florinda Meza – enfermeira

Enredo do esquete do Dr. Chapatin

[Música de fundo]

Dr. Chapatin está no seu consultório. A sua enfermeria entra com uns papéis.

Enfermeira: Bom dia, Dr. Chapatin.

Dr. Chapatin: Bom dia, senhorita. Eu queria pedir um favor para...

Dr. Chapatin repara o uniforme que a enfermeira está usando.

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Que tipo de uniforme é este que você está usando?

Enfermeira: Ora, o uniforme que nós enfermeiras usamos.

Dr. Chapatin: Mas tem uma coisa estranha...

Enfermeira: Olha, eu não fico por aí dizendo que a sua roupa é estranha. (risadas de fundo) E tem mais, se ela fosse da cor branca o senhor ia parecer aqueles profetas bem velhos. Só iria faltar as longas barbas brancas.

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Insinua que sou velho?

Enfermeira: Bom, quanto a isso, me diga como era Moisés?

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Como disse?

Enfermeira: Bom, é que...

Dr. Chapatin: É que nada! Agora ver se você troca este uniforme, pois este saia está muito curta.

Enfermeira: Então é por isso?

Dr. Chapatin: Claro! Coloca alguma coisa maiorzinha, pois isso já está me dando coisas.

(risadas de fundo)

Enfermeira: Como dando coisas?!

Dr. Chapatin: Bom, é que, é que, deixa pra lá... Veste qualquer coisa maior, sendo que pode até ser um vestido de noiva. Eu não vou ligar se você trabalhar deste jeito.

Enfermeira: Não, eu só vou usar vestido de noiva daqui a duas semanas.

Dr. Chapatin: Quer dizer que você tem noivo?!

Enfermeira: Sim, por quê?

Dr. Chapatin: Por que?! Imagine se ele encontra você com esta roupa curta aqui comigo, ao invés de estar marcado o dia do seu casamento, estará marcado o dia do meu velório!

(risadas de fundo)

Enfermeira: Não se preocupe, Dr. Chapatin.

Dr. Chapatin: Como não me preocupar?

Enfermeira: Ué, só por causa que o meu marido tem quase dois metros de altura e que ele é lutador de boxe?

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Por favor, faça uma boa ação, e salve este pobre velhinho!

(risadas de fundo)

Enfermeira: Está bem, eu irei fazer o que o senhor quer.

Dr. Chapatin: Bom, é claro que está bom deste jeito, se você não quiser trocar...

(risadas de fundo)

Enfermeira: Ora, agora mesmo é que eu vou trocar! Com licença!

Dr. Chapatin: Pelo menos eu não levei um tabefe

(risadas de fundo)

Enfermeira: O que disse?

Dr. Chapatin: Não, nada.

Enfermeira: É melhor o senhor tomar cuidado. Não queira irritar o meu marido.

Dr. Chapatin: Verdade?

Enfermeira: Sim.

Dr. Chapatin: Então eu tenho uma bochecha reservada para a senhorita marcá-la bem com a sua mão.

(risadas de fundo)

Enfermeira: Não entendi.

Dr. Chapatin: Sim, não precisa que o seu marido fique sabendo de nada

(risadas de fundo)

Enfermeira: Olha, eu vou me trocar, está bem?

Dr. Chapatin: Tudo bem.

Um paciente com problema de torcicolo entra no consultório, olhando não totalmente para baixo, devido ao problema que tem.

Paciente: Com licença, o senhor deve ser o Dr. Chapatin, não é mesmo?

Pensando ser o marido da enfermeira, o doutor fica desesperado.

Dr. Chapatin: Ai! Eu tenho seguro contra boxeadores! Então não se atreva a me dar um cruzado de direita!

(risadas de fundo)

O paciente não entende nada.

Paciente: O senhor é um doutor ou é um paciente que está precisando de tratamentos contra caduquice ?

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: O que disse?

Paciente: Nada, nada.

Dr. Chapatin: Não está me chamando de velho, está?

Paciente: Não, eu só disse que você está sofrendo de caduquice.

Dr. Chapatin: Ah, bom.

Paciente: Ou seja, um velho caduco.

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin fica nervoso e começa a bater no paciente com o seu saquinho.

(risadas de fundo)

Paciente: Calma, calma! Me desculpe!

Dr. Chapatin fica observando a cabeça do paciente. A enfermeira entra no consultório, mas ainda está usando uma saia curta.

Enfermeira: Vai me dizer que o chapéu que este homem está usando é curto também?

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Não, é que estou vendo o motivo dele ficar com a cabeça assim.

Paciente: Bom, acontece que eu...

Dr. Chapatin vê que a enfermeira não trocou de roupa.

Dr. Chapatin: Espere! Você ainda não trocou esta roupa?

Enfermeira: É que eu não consegui achar outra vestimenta.

Dr. Chapatin: Então eu vou procurar.

O doutor vê que o paciente está olhando para as pernas da enfermeira, devido ao torcicolo.

Dr. Chapatin: Escute, amigo, se eu fosse você procuraria saber se boxeadores odeiam senhores magros e que usam chapéu.

(risadas de fundo)

Paciente: Por que?

Enfermeira: Eu acho que ele está se referindo...

A enfermeira olha para baixo e percebe do que se trata.

(risadas de fundo)

Enfermeira: Como se atreve, senhor?! O doutor eu deixo passar por ser um velho (risadas de fundo), mas você não, seu espertinho! Aproveitando que o meu expediente já está no fim, o meu marido irá vir me buscar e ele resolverá este caso.

(risadas de fundo)

Paciente: Mas do que vocês estão falando?

Dr. Chapatin: Você terá um problemão agora.

Paciente: Eu não entendo.

Enfermeira: Pois entenderá logo, logo.

O marido da enfermeira entra no consultório do Dr. Chapatin.

Marido: Com licença, doutor.

Dr. Chapatin: Pois não, o que deseja?

Enfermeira: Meu amor! Que bom que você chegou!

Dr. Chapatin fica espantando ao saber quem é o marido da enfermeira.

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Me desculpe, mas eu não posso atender hoje!

(risadas de fundo)

Marido: Mesmo que eu estivesse vindo a uma consulta, eu não entendo porque você está mentindo.

Dr. Chapatin fica assustado.

Dr. Chapatin: Eu estou mentindo?

Marido: Sim, disse que não pode atender, mas tem um paciente bem atrás de você.

(risadas de fundo)

Dr. Chapatin: Ah, aquele ali? Bom, é que eu...

Marido: Tudo bem, eu já disse que não vim ser consultado, vim buscar a minha mulher.

Enfermeira: E também resolver um problema. Aquele senhor que você apontou está olhando para as minhas pernas. É muito atrevimento pro meu gosto!

Paciente: Não, não, não! Eu não estou olhando, acontece que...

O marido da enfermeira fica irritado.

Marido: Então o senhor está olhando para as pernas da minha mulher, não é? Que tal se resolvermos este problema aqui no corredor? Aí o senhor já aproveita que está em uma clínica e já toma as medidas necessárias para se recuperar de, de... bom, o senhor já deve saber.

(risadas de fundo)

O paciente fica apavorado, enquanto o marido o leva para fora do consultório.

Paciente: Eu já disse que não estou olhando, acontece que estou com torcicolo e...

[sons de pancadas]

(risadas de fundo)

O doutor fica espantado com a força do marido da enfermeira.

Dr. Chapatin: Este é o seu marido mesmo, senhorita?

Enfermeira: Sim.

Dr. Chapatin fala meio que chorando.

Dr. Chapatin: Eu vou tomar as medidas necessárias para evitar um futuro enterro.

(risadas de fundo)

Enfermeira: Como disse?

Dr. Chapatin: Ninguém sabe quando nós vamos ter um torcicolo, não é verdade?

(risadas de fundo)

[transição de cenas]

[Música de fundo]

O paciente entra no consultório do Dr. Chapatin.

Paciente: Bom dia, senhorita.

Enfermeira: Bom dia, senhor. Me desculpe pelo o ocorrido, mas é que eu não sabia que o senhor estava com torcicolo. Eu também tomei a atitude certa, para evitar outras confusões. Já estou vindo com um uniforme mais decente.

A enfermeira olha para baixo.

Paciente: O que foi? Está vendo se eu estou usando uma saia curta que nem a senhorita?

(risadas de fundo)

Enfermeira: Não, é que, é que... O meu marido que fez com que você engessasse as pernas, não foi?

Paciente: Sim, mas pelo menos ele tratou o meu torcicolo com as pancadas que eu levei. Aquilo era pior do que ficar com as pernas engessada. Já estava me incomodando demais.

(risadas de fundo)

Enfermeira: Eu entendo. Se pelo menos o Dr. Chapatin estivesse aqui, ele poderia ter o ajudado. Eu espero que ele volte logo.

Paciente: Por falar nisso, aonde ele está?

Enfermeira: Ele decidiu trabalhar em um emprego que para ele é menos perigoso do que ser um médico. Mas eu não acho que ser um policial é menos perigoso. O Dr. Chapatin não tem jeito mesmo.

Paciente: Eu não entendo o motivo dessa atitude.

Enfermeira: Quem é que vai saber...

[transição de cenas]

Dr. Chapatin e os outros policias estão em uma troca de tiros com bandidos perigosos. O doutor fica apavorado em meio a tantos tiros, sendo que um até tira o seu quepe de policial.

Policial: Escute, velhinho, o que deu na sua cabeça para achar que ser um policial é menos perigoso que ser um médico, se é que tem periculosidade em ser um.

Dr. Chapatin: Eu não sei, mas eu torço para que a minha enfermeira abandone o altar da igreja daqui a duas semanas. Do contrário, eu não volto a ser um médico.

(risadas de fundo)

FIM!


--

Os Ladrões

Assaltando a delegacia - Autor: Chapolin Colorado

Roteiro Original: Guilherme Aldeia de Souza

Ano do esquete: 1973

Duração do esquete: 8 minutos

Personagens:

Roberto Gómez Bolaños - Chompiras

Rámon Valdés - Peterete

Carlos Villagrán - Delegado

Enredo:

[Peterete está caminhando tranquilamente como de praxe. Chompiras chega apontando uma arma nas suas costas.]

Chompiras: Mãos pra cima!

[Peterete fica desesperado.]

Peterete: Eu me rendo policial! Eu me rendo...

[Peterte descobre que é o Chompiras. O baixinho começa a rir.]

(risadas de fundo)

Peterete: Então é você?

[Chompiras responde com uma risada debochada.]

Chompiras: Sim.

(risadas de fundo)

Peterete: Chega de rir por causa disso!

Chompiras: Eu não estou mais rindo disso.

Peterete: Então do quê?

Chompiras: Da sua cara.

(risadas de fundo)

Peterete: Espere que vou fazer uma coisa.

Chompiras: Vai me dá um tapa?

Peterete: Como adivinhou?

(risadas de fundo)

[Peterete roda o baixinho.]

Peterete: E da próxima vez eu faço você comer bastante e depois andar na Montanha Russa para vomitar até não poder mais!

(risadas de fundo)

Chompiras: Por que você não me deu um tapa quando disse que eu estava rindo da sua cara?

Peterete: Porque eu quero dá dois tapas seguidos.

(risadas de fundo)

[Peterete dá um tapa em Chompiras.]

Peterete: E da próxima vez eu faço você assistir horário político o dia todo!

(risadas de fundo)

Chompiras: É esse o lugar que nós iremos assaltar?

Peterete: Sim.

Chompiras: E o que tem de importante aí?

Peterete: Como é que vou saber, eu nunca trabalhei aí.

(risadas de fundo)

Peterete: Nós vamos assaltar ou não?

Chompiras: Está bem, está bem.

[Chompiras vai até a porta e toca nela.]

Peterete: O que está fazendo?

Chompiras: Estou batendo na porta para atenderem e depois entrarmos para assaltar.

(risadas de fundo)

Peterete: Não seja burro! Vamos entrar pelo mesmo lugar de sempre.

Chompiras: E qual é?

Peterete: Pela janela!

Chompiras: Mas as janelas me dão coisas

(risadas de fundo)

Chompiras: Aprendi isso com um médico qualquer aí.

(risadas de fundo)

Peterete: Chega! Me ajuda abrir a janela

[Chompiras olha para cima e vê escrito "Delegacia" no local.]

Chompiras: Peterete?

Peterete: Para de falar e me ajuda aqui.

Chompiras: Mas, Peterete?

Peterete: Chega!

Chompiras: Então tá.

(risadas de fundo)

[Os dois entram dentro da delegacia.]

Peterete: Acenda a luz, está muito escuro aqui.

[Chompiras aperta o interruptor, mas a luz não acende.]

Chompiras: Não quer acender.

Peterete: Que coisa!

[Chompiras deixa o interruptor ligado.]

Chompiras: Não se lembra que acabou a luz na cidade? Não pude nem assistir ao programa do Dr. Chapatin.

(risadas de fundo)

Peterete: Dr. Chapatin?

Chompiras: Sim. Aquele que eu disse para você que é um médico qualquer.

(risadas de fundo)

Peterete: É mesmo! Foi ele que te curou daquele bala acertada em você e que ficou mau na hora, não foi?

Chompiras: Sim, mas eu não fiquei mau na hora.

Peterete: Como não? A bala foi bem fundo e...

Chompiras: Acontece que era uma bala perdida. Só depois de alguns minutos que ela encontrou o meu estômago.

(risadas de fundo)

Peterete: É, ainda bem que eu consegui assistir ao Concurso de Miss Universo antes que acabasse a luz.

(risadas de fundo)

Peterete: Tem uma vela e um isqueiro aí?

Chompiras: Espera... e... tenho...

Peterete: Ótimo!

Chompiras: Uma vela.

(risadas de fundo)

Peterete: Só a vela?

Chompiras: Sim.

Peterete: Roubou de uma loja?

Chompiras: Não, de um cemitério.

(risadas de fundo)

Peterete: De um cemitério?

Chompiras: Sim. Roubei de um túmulo de um homem que estava me devendo 5 mangos. Como ele não me pagou, estou roubando coisas do túmulo dele como pagamento.

(risadas de fundo)

Peterete: Coitado, esse não vai conseguir descansar em paz.

(risadas de fundo)

Peterete: Acho que eu tenho um isqueiro aqui... Ah, tenho sim!

Chompiras: Ótimo!

[Eles acendem a vela.]

Peterete: Agora sim, bem iluminado!

Chompiras: É, verdade... Olha, um cofre!

Peterete: Sim, e o bom é que não é de segredo.

Chompiras: É fofoqueiro?!

(risadas de fundo)

Peterete: Quero dizer que não é de segredo para abrir. Simplesmente abre normal, assim fica mais fácil.

Chompiras: Ah, bom. Deixa eu ver... Encontrei, será que com essa ferramenta dá para abrir?

Peterete: Muito bem, Chompiras! E, mas o problema é que está muito difícil.

Chompiras: Por que não chamamos o dono daqui para nos ajudar?

(risadas de fundo)

[Peterete dá um tapa em Chompiras.]

Peterete: E da próxima vez eu não te pago o salário do seu trabalho!

(risadas de fundo)

Chompiras: Desde quando você é o meu patrão?!

Peterete: Desde agora!

(risadas de fundo)

[A luz volta. Como Chompiras deixou o interruptor ligado, a luz da delegacia acende. O delegado está atrás deles, mas eles não percebem.]

Chompiras: A luz voltou!

Peterete: Ainda bem. Pode deixar esta vela em qualquer lugar.

[Chompiras dá a vela para o delegado.]

Chompiras: Segura pra mim?

(risadas de fundo)

[Chompiras pega a vela de volta.]

Chompiras: Peterete?

Peterete: Espera aí!

Chompiras: Peterete?

Peterete: Espera!

[Chompiras não percebe e queima Peterete com a vela.]

Peterete: AIIIIII!

(risadas de fundo)

Peterete: Não dá para deixar esta vela em outro lugar?

Chompiras: Mas...

Peterete: Por que não deixa com este senhor?

[Peterete percebe que é o delegado.]

(risadas de fundo)

Chompiras: Era o que eu estava tentando dizer para você. Isto aqui é uma delegacia!

(risadas de fundo)

Delegado: Vamos para a cela! Vamos!

Chompiras: Pelo menos não vamos ter que andar muito até a prisão

[(risadas de fundo)

FIM!


--

Os Loucos

Organização nunca é demais - Autor: FlavioRamoz

Personagem: Pancada Bonaparte
Elenco: Roberto Gómez Bolaños (Pancada) / Rubén Aguirre (Lucas Pirado)
Título: Organização nunca é demais
Por Flávio Eduardo Ramos
Sinopse: Pancada e Lucas percebem que a casa está bagunçada e resolvem dar um jeito, digamos, bem peculiar.

Imagino a esquete pros anos 90, talvez 1992 ou 1993.

Fade-in. Ao som de sua música característica, PANCADA BONAPARTE sai da sala à direita do cenário de seu pátio com 3 livros nas mãos. Senta-se no sofá e olha a capa do primeiro: "não é esse". Joga o livro no chão. Olha a capa do segundo: "também não é". Joga-o no chão. Vendo o terceiro, lê seu título: "Lições de halterofilismo".

PANCADA - Ah! Esse aqui serve!

PANCADA pega seu livro e coloca em baixo da mesinha à frente do sofá, para servir de apoio a uma das pernas, que estava quebrada. Nisso, entra pela porta principal seu amigo LUCAS PIRADO.

LUCAS - Boa tarde, Pancada! Eu trago para você uma notícia formigável! Sabia que as pessoas continuam dizendo que você e eu estamos loucos?
PANCADA - Que você e eu estamos loucos, Lucas?
LUCAS - Imagina!
PANCADA - Larga mão, Lucas! Diziam o mesmo do meu tio Genovevo e já viu, né...
LUCAS - Quem é o seu tio Genovevo, Pancada?
PANCADA - Aquele que é desenhista!
LUCAS - Ah, sim, Pancada! Eu me lembro perfeitamente do seu tio e de seus desenhos. E a propósito de gôndolas venezianas, como ele está, Pancada?
PANCADA - Está meio triste, sabe...
LUCAS - Mas por quê, Pancada?
PANCADA - Porque ele estava fazendo uns desenhos para um livro em algumas folhas de ofício, e ficaram bem bonitos, mas na hora do autor ver, ele não aprovou...
LUCAS - Por que o autor não aprovou, Pancada?
PANCADA - Porque meu tio usou tinta branca.
LUCAS - Eu sinto muito, Pancada.
PANCADA - Olha, Lucas...
LUCAS - Fala, belo!
PANCADA - "Belo!"
LUCAS - Ah, obrigado, muitíssimo obrigado!
PANCADA - Não há de queijo, só de batatas. Olha, Lucas, você está vendo a bagunça que virou a minha casa?
LUCAS - Eu já havia notado, Pancada, veja; aqui há dois livros jogados pelo chão! E não é só isso, pelo chão estão jogadas muitas outras coisas, olhe: um sofá, uma mesa, uma cadeira...
PANCADA - Sim, você deve estar certo! Olha, Lucas, eu vou chamar uma prima minha, que é faxineira, para que arrume toda essa bagunça!
LUCAS - Está bem, Pancada.
PANCADA vai em direção ao telefone.
PANCADA - Alô! Aqui é o Pancada! Eu gostaria que minha prima viesse até minha casa pra fazer uma faxina, organizar a bagunça da minha casa, que está cheia de coisas jogadas pelo chão! Fica na esquina de São Basílio e Martinica! É... Ao lado do escritório desse advogado, aí! Está bem! Tchau!

PANCADA desliga o telefone.

PANCADA - Bom, Lucas, ela está a caminho, e pediu que eu saísse da casa e só voltasse amanhã!
LUCAS - Venha comigo, Pancada, você pode passar a noite na casa de um sobrinho meu!
PANCADA - Sim, você deve estar certo. Vamos!

PANCADA e LUCAS saem da casa. Depois do efeito especial da troca de cena, LUCAS e PANCADA voltam pelo corredor e abrem a porta principal da casa, que, por enquanto, não é mostrada.

PANCADA - Bom, Lucas, vamos ver se minha prima fez um bom trabalho.

PANCADA e LUCAS entram na casa.

LUCAS - Sua prima fez um trabalho formigável, Pancada! Veja, não há mais nada espalhado pelo chão!

A câmera se afasta e mostra, aos poucos, todos os móveis de PANCADA pregados nas paredes.

Música. Aplausos. Fade-out. Fim.

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Editado pela última vez por Guilherme CH em 23 Ago 2014, 13:40, em um total de 7 vezes.

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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
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Chapolin Colorado escreveu:
Criei este tópico para postar os meus roteiros de episódios de Chaves e Chapolin Colorado.

Bom, vou postar o meu primeiro roteiro que é o episódio "A Casinha da Chiquinha". Não sei se ficou bom, mas aqui está:

Roteiro do episódio A Casinha da Chiquinha

Personagens:

Chaves

Seu Madruga

Chiquinha

Quico

Dona Florinda

Dona Clotilde (Bruxa do 71)

Roteiro original: Guilherme Aldeia de Souza

Enredo

Chiquinha está no pátio montando a sua casinha com tijolos em frente a casa dela.

[Chiquinha entra em casa e pergunta para o Seu Madruga que está lendo o jornal]

- Papai, você sabe onde está o meu lençol?

Seu Madruga: Eu lavei ele. Você não viu que está pendurado no varal?

Chiquinha: É mesmo, mas não deveria ter lavado ele.

Seu Madruga: Por que não?

Chiquinha: Ele nem estava tão sujo.

Seu Madruga: Não se lemba que você e o Chaves sujaram ele de terra?

Chiquinha: Mas sujamos pouco. O lençol estava sujo, pois você nestes últimos dias começou a dormir com ele. [risadas de fundo]

Seu Madruga: O que será que ela quis dizer? [risadas de fundo] Além disso, para que você quer o lençol?

Chiquinha: Para fazer o telhado da minha casinha.

Seu Madruga: Sua casinha?

Chiquinha: Sim!

Seu Madruga: É, pois fique sabendo que você não usar ele como telhado de sua casinha.

Chiquinha: E como tapete? [risadas de fundo]

Seu Madruga: Olha Chiquinha...

Chiquinha: Eu sei que vai sujar, mas como não sou que lavo mesmo... [risadas de fundo]

Seu Madruga: Ah, é? Pois da próxima vez, você vai lavar ele! Agora vai lá brincar com seus amiguinhos, menos de casinha. Não quero que você suja o lençol que eu acabei de lavar.

Chiquinha: Mas papai...

Seu Madruga: Fora!

Chiquinha: Mas...

Seu Madruga: Fora!

Chiquinha: Ma...

Seu Madruga: Fora!

Chiquinha: M...

Seu Madruga: Foooora!

[Chiquinha começa a chorar]

Chiquinha: Ué, ué, ué, ué, ué, ué! Você não deixa eu brincar de casinha! Saiba que eu vou sujar todas as roupas e lençóis para o senhor lavar tudo! Eu vou sujar [Chiquinha pega terra do vaso de planta e joga na camisa do Seu Madruga] assim! Ué, ué, ué! [risadas de fundo]

[Chiquinha sai da casa]

Seu Madruga: Olha só! Minha camisa está cheia de terra! Mas que menina levada! Será que não tem ningúem que eduque ela?! [risadas de fundo]

[Chiquinha para de chorar e vai até a casa do Quico e da Dona Florinda. Ela bate na porta]

[Quico abre a porta e vê a Chiquinha]

- Quem é?

Chiquinha: Mas como você é burro!

Quico: Até aí sem novidades. [risadas de fundo]

Chiquinha: Concordo. [risadas de fundo] Você é cego? Não está vendo que sou eu, besta!

Quico: Sim, eu sei que você é besta. [risadas de fundo]

Chiquinha: O quê?

Quico: Não, nada. O que você quer?

Chiquinha: Eu queria saber se você tem um lençol para me emprestar?

Quico: Para que você quer?

Chiquinha: Para fazer a minha casinha. Olha, já estou montando ela.

Quico: Mas você não tem lençol?

Chiquinha: Sim, mas o meu lençol de cama está molhado.

[Quico começa a rir]

Quico: Nesta idade e você ainda molha o seu lençol? [risadas de fundo]

[Chiquinha dá um pontapé no Quico]

Quico: Você não vai com a minha cara? [risadas de fundo]

Chiquinha: A culpa é sua! Eu não quis dizer que ele está molhado daquele jeito e sim que o meu pai lavou ele. Mesmo estando molhado, eu poderia usar ele, pois já esta quase seco, mas o meu pai não deixou eu usar.

Quico: Ah, bom! Eu vou ver se tem algum lençol.

Chiquinha: Quico, você não vai querer brincar de casinha comigo?

Quico: Brincar naquilo ali? [Quico começa a dar uma risada debochada] [risadas de fundo]

Chiquinha: Mas o que tem de errado na minha casinha?

Quico: Tudo! Olha, uma casinha gentalhinha assim como a dona! [Quico começa a rir] [risadas de fundo]

Chiquinha: O quê?

Quico: Se eu for brincar de casinha, eu sou brinco em casinhas decentes. É uma pena que você e o Chaves não sejam como eu.

Chiquinha: Ainda bem! [risadas de fundo]

[Quico fica bravo]

Quico: Ah, é? Agora eu vou...

[Chiquinha ameaça bater no Quico]

Chiquinha: O que você vai fazer, hein?!

Quico: Eu vou procurar o lençol para você.

Chiquinha: Ah, bem.

[Quico entra na casa dele para procurar o lençol. Chiquinha empurra o barril do Chaves (com ele dentro dele), até a casinha dela]

[Chaves sai do barril] [risadas de fundo]

Chaves: Quem foi que empurrou o barril comigo aqui dentro?

Chiquinha: Eu.

[risadas de fundo]

[Chaves fica espantado com a resposta da Chiquinha]

Chaves: Você?!

Chiquinha: Sim.

Chaves: Eu não suspeitei desde o princípio. [risadas de fundo]

Chiquinha: O que disse?

Chaves: Não, nada. Só não sei como você conseguiu empurrar o barril comigo dentro.

Chiquinha: Pois saiba que eu também não sei. [risadas de fundo]

Chiquinha: Olha, Chaves! Estou montando a minha casinha. Só falta o telhado. Você quer brincar comigo nela?

Chaves: Não, pois casinha é brincadeira de meninas.

[Quico sai da casa dele sem o lençol]

Quico: Chiquinha, eu não consegui encontrar um lençol na minha casa.

Chiquinha: Ah, que coisa ruim.

Chaves: Ora, mas o Quico não tem culpa de ser desse jeito. [risadas de fundo]

Quico: A Chiquinha não estava se referindo a mim quando ela disse “coisa ruim”. Ele disse isso, pois ficou indignada por eu não ter encontrado um lençol.

Chiquinha: Não, eu me referi a você. [risadas de fundo]

Quico: Está vendo como ela não... O que você falou, Chiquinha?

Chaves: E quando eu disse que você não tem culpa de ser desse jeito, eu não quis dizer que você é uma “coisa ruim” e sim que você é burro. [risadas de fundo]

Quico: Chiquinha, viu só... Você não vai com a minha cara? [risadas de fundo]

Chiquinha: O Chaves tem razão. Você é burro, pois não conseguiu achar um lençol. [risadas de fundo]

Quico: Eu não consegui achar nenhum lençol, pois a minha mãe lavou todos eles. Olha, estão todos no tanque.

Chiquinha: Onde eu vou consegui um lençol para fazer o telhado da minha casinha?

Quico: Ah, Chiquinha! Você pode perguntar para a Bruxa do 71 se ela tem um lençol para te emprestar.

Chiquinha: Para bruxa?

Chaves: Vai me dizer que você tem medo da Bruxa do 71?

Chiquinha: Claro que não, Chaves!

Chaves: Então, vai lá.

[Chiquinha vai até a casa da Dona Clotilde e ela bate na porta]

[Dona Clotilde atende a Chiquinha]

Dona Clotilde: O que você deseja?

[Chiquinha fica paralisada sem dizer nada]

Dona Clotilde: O que você deseja? Diz alguma coisa.

Chiquinha: AHHHHHHH! [risadas de fundo]

[Chiquinha sai correndo para a sua casa com medo da Dona Clotilde. Chaves e o Quico permanecem na vila]

Dona Clotilde: Mas o que deu nesta menina?

[Seu Madruga vê a Chiquinha assustada e pergunta para ela]

- Minha filha, o que houve?

[Dona Clotilde aparece na janela do Seu Madruga]

Chiquinha: A Bruxa do 71 me assustou!

Seu Madruga: Isto é normal. [risadas de fundo]

[Dona Clotilde houve o que Seu Madruga disse e pergunta para ele]

- O que disse, Seu Madruga?

Seu Madruga: Dona Clotilde, eu não sabia que a senhora estava aí.

[Dona Clotilde entra na casa do Seu Madruga e da Chiquinha]

Dona Clotilde: Bem, eu queria saber o que houve com a Chiquinha para ela sair tão assustada em frente da minha casa.

Chiquinha: A senhora ainda pergunta? [risadas defundo]

[Seu Madruga fica bravo]

Seu Madruga: Chiquinha!

Dona Clotilde: Eu só queria saber uma coisa que...

Chiquinha: Quando a senhora ficará bonita. [risadas de fundo]

Dona Clotilde: Exatamente, eu... O que você falou menina?

Seu Madruga: Chiquinha, para que ficar dizendo coisas que nunca vão acontecer? [risadas de fundo]

Dona Clotilde: O quê!?

Seu Madruga: Sim, o dia em que senhora ficar bonita, vai ser no dia 31 de Fevereiro. [risadas de fundo]

Dona Clotilde: Como!?

Seu Madruga: Digo...

Dona Clotilde: É o melhor o senhor não dizer mais nada. Pro senhor ficar bonito não é uma coisa impossível.

Seu Madruga: É mesmo!

Dona Clotilde: Claro, poderia acontecer em qualquer dia.

Seu Madruga: Obrigado, obrigado!

Dona Clotilde: Sim, pois o senhor está precisando muito que fique bonito. [risadas de fundo]

[Seu Madruga fica bravo e Chiquinha começa a rir]

Chiquinha: Essa foi boa! [risadas de fundo]

[Seu Madruga olha para Chiquinha com cara de bravo]

Chiquinha: Ah, ohh, aihh, ahhh! É que me escapuliu! [risadas de fundo]

Seu Madruga: Francamente, francamente! É melhor você ficar quieta, Chiquinha!

Dona Clotilde: Seu Madruga, você não precisa ficar bravo com que eu falei.

Seu Madruga: Por que eu não deveria ficar bravo?

Dona Clotilde: Porque mesmo o senhor sendo desse jeito, eu ainda te acho lindo! [risadas de fundo]

Seu Madruga: Agorinha mesmo disse que eu precisava ficar mais bonito.

Dona Clotilde: Sim, aí eu vou achar que você é mais lindo! Um galã! [risadas de fundo]

Seu Madruga: Olha, é melhor agente saber o que a Chiquinha queria com a senhora.

Chiquinha: Bom, eu só queria saber se a Dona Clotilde tinha algum lençol para me emprestar.

Seu Madruga: Para fazer o telhado da sua casinha, não é?

Chiquinha: Como foi que adivinhou? [risadas de fundo]

Dona Clotilde: Mas acontece que eu uso todos os meus lençóis. Acho que eu não vou poder emprestar para a Chiquinha.

Chiquinha: Aahhnn! [Chiquinha fica triste]

Seu Madruga: Tudo bem, Chiquinha. Você pode pegar o seu lençol.

Chiquinha: Obrigada, papaizinho lindo meu amor! [risadas de fundo]

[Seu Madruga, Dona Clotilde e Chiquinha vão para o pátio]

Dona Clotilde: O lençol já está seco, Seu Madruga.

Seu Madruga: É, está. Vou sacudí-lo um pouco.

[Seu Madruga sacode o lençol sem querer na Dona Florinda]

[risadas de fundo]

Dona Florinda: O que o senhor pensa que está fazendo?

Seu Madruga: Bom, eu estaca sacudindo o lençol e...

Dona Florinda: Está bem! Eu não vou bater no senhor, pois estou com bom humor.

Seu Madruga: Dona Clotilde, que sorte que a senhora tem.

Dona Clotilde: Eu?

Seu Madruga: Sim, pois se a Dona Florinda está de bom humor, hoje só pode ser dia 31 de Fevereiro, dia em que a senhora deixará de ser feia. [risadas de fundo]

Dona Clotilde: É melhor eu ir para a minha casa.

[Dona Clotilde entra para casa]

Seu Madruga: E que novidade ver a senhora de bom humor!

[Seu Madruga coloca o braço no ombro da Dona Florinda para parabenizá-la]

[risadas de fundo]

[Dona Florinda tira o braço do Seu Madruga do ombro dela]

Dona Florinda: Mas é melhor o senhor não aproveitar desta situação, pois eu posso muito bem ficar de mal humor e você sabe o que pode acontecer com o senhor.

Seu Madruga: Sim, claro que sim.

Dona Florinda: Não sou obrigada a aguentar a gentalha, principalmente um velho mulambento como o senhor. [risadas de fundo] E por falar nisso: Tesouro, não se misture com esta gentalha!

Quico: Sim, mamãe! Gentalha, gentalha, prrrrr! [risadas de fundo]

[Dona Florinda e Quico entram para casa. Seu Madruga fica bravo. Joga o chapéu no chão e começa a pisar nele. Depois pega o chapéu e coloca na cabeça]

Seu Madruga: Mas eu tenho que aguentar isso.

Chiquinha: E imagine se ela estivesse de mal humor. [risadas de fundo]

Seu Madruga: Chiquinha, tome muito cuidado para não sujar este lençol.

Chiquinha: Sim, papai. Chaves, agora você vai querer brincar de casinha comigo?

Chaves: Já disse que não e também já disse que é brincadeira de meninas, além disso, gostaria de saber qual o motivo de você ter pego o meu barril?

Chiquinha: Eu queria usar ele como um cômodo da minha casinha.

Chaves: Pois eu não vou deixar. Você pode usar ele como banheiro e daí onde fico depois. [risadas de fundo]

Chiquinha: Está bem, Chaves. Mas você não quer mesmo brincar de casinha, mesmo tendo comida de verdade?

Chaves: Já disse que não... Comida de verdade?

Chiquinha: Sim!

Chaves: Zás, zás, e agente brincava e... e brincava e... e,e,e... comia muito sanduíche de presunto e... zás!

Chiquinha: Mas tem uma condição?
Chaves: Qual?

Chiquinha: Que você seja o meu marido.

[risadas de fundo]

Chaves: De brincadeira?

Chiquinha: Lógico!

Chaves: Mas porquê tem que ter esta condição?

Chiquinha: Pois um casal, a mulher sempre prepara a comida para o marido. Eu vou preparar muita comida para você comer.

Chaves: Ah, bom! Se é assim, sim! [risadas de fundo]

Chiquinha: Daí você vai comer um monte de tipo de comida!

Chaves: Isso, isso, isso, isso!

Chiquinha: Bem, agora eu vou até a minha casa buscar uma coisa comum entre casais e que não vai se diferente com agente.

Chaves: E o que é?

Chiquinha: O nosso filho.

[Chaves fica espantado]

[risadas de fundo]

Chaves: Nosso filho?

Chiquinha: Sim, pois é, pois é, pois é! Eu vou lá buscar.

Chaves: Mas Chiquinha...

[Quico sai da casa dele com a sua bola de plástico]

Quico: Chaves, você quer jogar futebol comigo?

Chaves: Zás, zás e... Não vai dar.

Quico: Por que não?

Chaves: Porque eu vou brincar de casinha e eu vou ser o marido da Chiquinha.
[Quico começa a rir]

Quico: Marido da Chiquinha?! Tem gosto pra tudo neste mundo. [risadas de fundo]

Chaves: Você sabe que é de mentira! E eu só vou brincar de casinha, pois a Chiquinha disse que ia ter comida na brincadeira. Por isso, eu prefiro brincar de casinha, pois eu vou comer alguma coisa. Brincar de futebol não tem nada para comer, já que as bolas não são comestíveis e...

Quico: Ai, cale-se, cale-se, cale-se você me deixa louco! [risadas de fundo]

Chaves: Tá bom, mas não se irrite! [risadas de fundo]

Quico: Então, não me deixe irritado!

Chaves: Ninguém tem paciência comigo.

[risadas de fundo]

Quico: Não! Sobre o que você falou que as bolas não são comestíveis, eu posso provar que elas são sim.

Chaves: Como assim?

Quico: Olha só!

[Quico morde bem forte a sua bola de plástico, até que ela estoura. Chaves e o Quico se assustam]

[risadas de fundo]

Chaves: Mas o que você fez?

Quico: Viu como são comestíveis, mas o problema é que tem gosto ruim e acaba rápido.

[Quico fica triste e começa a chorar]

Quico: Agrrrrrrrrrrrrrrrrrr!

[risadas de fundo]

Seu Madruga: Mas o que está acontecendo aqui, Chaves?

Chaves: É que a bola do Quico estourou e agora ele não para de chorar.

[Seu Madruga pega a bola estourada e Dona Florinda vem correndo para saber o que houve]

Dona Florinda: O que foi, tesouro?

Quico: Mamãe, estourou a minha bola!

Dona Florinda: Ah! Mas tinha que ser o senhor mesmo! E eu ainda avisei para não provocar que eu ficaria de mal humor.

Seu Madruga: E daí?

Dona Florinda: Que eu estou de mal humor! Toma!

[Dona Florinda dá um tabefe no Seu Madruga]

[risadas de fundo]

Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com esta gentalha!

Quico: Sim, mamãe! Gentalha, gentalha, prrrrrrr!

[risadas de fundo]

[Seu Madruga fica bravo. Joga o chapéu no chão e começa a pisar nele. Depois pega o chapéu e coloca na cabeça]

Dona Florinda: E da próxima vez, vai estourar as bolas da sua vó!

[Dona Florinda entra para casa. Quico permanece no pátio.]

Chaves: Seu Madruga, não estoura as bolas da sua vó. Empresta elas para eu jogar futebol.

[risadas de fundo]

[Seu Madruga fica bravo e bate no Chaves]

Seu Madruga: Toma!

[Chaves começa a chorar]

Chaves: Pipipipipipipipi!

[risadas de fundo]

Seu Madruga: Pipipipipipipi! Só não te dou outra, pois a minha avozinha adora se divertir com as bolas dela.

[risadas de fundo]

[Dona Clotilde aparece na janela da casa dela, perguntando para o Seu Madruga]

- O que houve, Seu Madruga?

Seu Madruga: O de sempre! Eu tenho que aturar estes moleques, a Dona Florinda me batendo... Ela sempre se aproveita de mim.

[Dona Clotilde sai da casa dela]

Dona Clotilde: Bom, eu não sou o tipo de mulher igual a Dona Florinda que dá tabefes no senhor, mas eu me aproveito de você também, Seu Madruga! [risadas de fundo]

Seu Madruga: Ai, meu Deus! [risadas de fundo]

[Dona Clotilde abraça o Seu Madruga]

Dona Clotilde: Eu me aproveito do senhor, ficando sempre perto de você! [risadas de fundo]

Seu Madruga: Pois eu quero 5km de distância da senhora. [risadas de fundo]

[Dona Clotilde fica brava e entra para casa]

Seu Madruga: Ainda bem! [risadas de fundo]

[Seu Madruga entra na casa dele]

Chaves: Quico, tem uma coisa que está me pertubando.

Quico: E o que é, Chaves?

Chaves: O que a Chiquinha disse para mim.

Quico: O que ela disse?

Chaves: Eu não sabia que ela ia levar tão sério esta brincadeira de casinha, que eu sou o marido dela, mas ela levou e foi até a casa dela buscar o nosso filho.

[risadas de fundo]

[Quico fica espantado]

Quico: Que história essa de nosso filho, meu e seu, Chaves!? Você está louco!? [risadas de fundo]

Chaves: Que meu e seu! É da Chiquinha é meu.

Quico: Ui, que alívio. [risadas de fundo] O que você vai fazer, Chaves?

Chaves: Eu não sei! [Chaves fica apavorado]

[Chiquinha chega no pátio com uma boneca]

Chiquinha: Eu demorei um pouco, pois eu não estava conseguindo achar o nosso filho, mas aqui está ele!

[Chaves não olha e vira as costas]

[risadas de fundo]

Chaves: Ai, não!

Chiquinha: Ai, não?

Chaves: Sim, você está falando de filho e...

Chiquinha: Sim, o nosso filho. Uma boneca. Por isso, na verdade não é um filho e sim uma filha.

Chaves: Uma boneca?

Chiquinha: Sim.

[Chaves fica aliviado]

[risadas de fundo]

Chiquinha: Por que você ficou deste jeito, Chaves?

Quico: Bom, eu vou contar o que é. Acontece que o Chaves...

[Chaves dá um beliscão no Quico para ele não contar]

[risadas de fundo]

Chaves: Não fala, seu bestão!

Quico: Desculpa!

[Chaves e Chiquinha vão brincar de casinha]

Chaves: Chiquinha, e minha comida?

Chiquinha: Eu ainda vou preparar.

Chaves: Mas rápido, pois eu tenho que ir trabalhar.

[risadas de fundo]

Quico: Olha o outro! Falando de trabalho! [Quico começa a rir]

[risadas de fundo]

Chaves: O que disse?

Quico: Se você não vai bem na escola, como você fala de trabalho. Você deve ter conseguido o emprego “o trabalho de conseguir um trabalho’!

[risadas de fundo]

Chaves: O quê?

Quico: Você é tão burro, que tem trabalho para conseguir um trabalho!

[risadas de fundo]

Chiquinha: Quico, não está vendo que agente está brincando. É tudo de mentira o que agente faz.

Chaves: Deixa ele comigo. Ele vai aprender a não mexer comigo.

[Chaves bate no Quico]

[risadas de fundo]

Chiquinha: Chaves! O que você fez?!

[Seu Madruga sai da casa dele]

Seu Madruga: O que houve?

Quico: Mamãe!

[Dona Florinda sai da casa dela]

Dona Florinda: O que foi, tesouro?

Quico: Ele me bateu!

Dona Florinda: Outra vez o senhor aprontando com o meu filho!

[Seu Madruga fica apavorado e entra na casinha da Chiquinha]

Seu Madruga: A senhora seria capaz de destruir a casinha da Chiquinha?

Dona Florinda: Claro que não, Seu Madruga. Eu não vou destruir a casinha da sua filha para bater no senhor.

Seu Madruga: Então?

Dona Florinda: Vou fazer algo bem melhor.

[Dona Florinda tranca a janela e a porta da casa do Seu Madruga]

[Dona Clotilde aparece na janela da casa dela e vê tudo o que está acontecendo]

Dona Florinda: Trancando toda a sua casa, o senhor escolhe: ou fique aí e não bota mais os pés na sua casa ou saia da aí e leva o tabefe que merece, para depois poder ter a sua casa de volta

[risadas de fundo]

Seu Madruga: Nenhuma das opções é boa!

Dona Florinda: Esta é a intenção!

[risadas de fundo]

Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com esta gentalha!

[Dona Florinda entra na casa dela]

Quico: Não sei como vou fazer isso, então faço na casinha. Gentalha, gentalha, prrrrrr!

[Quico empurra a casinha e desmorona em cima do Seu Madruga]

[risadas de fundo]

Quico: Puxa, Seu Madruga! Ficou sem duas casas. Acho que é melhor o senhor sair daí e levar um tabefe.

[Quico entra na casa dele]

[risadas de fundo]

Seu Madruga: Poderia ter mais alguma coisa para piorar?

Chaves: Sim! Eu fiquei sem a minha comida da brincadeira.

[Chaves começa a chorar e entra no barril]

[risadas defundo]

Chaves: Pipipipipipipipi!

[Seu Madruga começa a chorar também]

Seu Madruga: Ainnnnnnnn!

[risadas de fundo]

[Dona Clotilde sai da casa dela]

Dona Clotilde: Não chore mais, Seu Madruga. Eu tenho uma ótima solução para o senhor não levar o tebefe da Dona Florinda e ter uma casa de volta.

Seu Madruga: E qual é?

Dona Clotilde: Ir morar comigo!

[risadas de fundo]

Seu Madruga: Não, Dona Clotilde...

Dona Clotilde: Vamos saia daí desta casinha destruída e vamos para a minha casa!

Seu Madruga: Espere...

[Dona Clotilde e Seu Madruga entram na casa dela]

[risadas de fundo]

[Chiquinha começa a chorar também]

Chiquinha: Ué, ué, ué, ué, ué!

[risadas de fundo]FIM

faltou o spoiler :joinha: eu gostei deste roteiro parabens :joia:

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Antonio Felipe escreveu:
Uma coisa é "Rafinha", "Borges", "Ecco", etc. Outra coisa é uma escrotidão como "Chapéus sapatos seilá mais o quê CH", "Dona Edivirges CH" e o escambau.


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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 11:00 
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É mesmo! :lol:

E obrigado pelo elogio, Beterraba! :joia:

Com o tempo eu vou passando mais roteiros que eu já criei para o meu computador e depois para o fórum. :)

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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 15:54 
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Parabéns aí cara!
Muito bom o seu roteiro!!!


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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 16:22 
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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 18:53 
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Muito bom o rotero, principalmente a parte em que a Chiquinha pede um lençol pro Quico. Parabéns!

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Ouça Don Cristóvão quero avisar que a tripulação está com fome!
E por que não comem?
Porque não há comida!
E por que não há comida?
Porque acabou!
E por que acabou?
Porque comeram!
E por que comeram?
Porque tinham fome!
Tá vendo, deveriam ter esperado!



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Dá licença, gente! Tô passando pelo tópico!!!


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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 20:04 
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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 20:11 
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Guilherme,bem legal a historia,mais eu podia ajudar você?

Ora deixa...Deixa eu ajudar a fazer os roteiros,diz que sim,não custa nada,simmmm?

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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 20:23 
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Claro que pode, Quico Gogetareborn! :)

O próximo roteiro que eu vou postar aqui vai ser o episódio "Os Bolos da Dona Clotilde". Não tem nada haver com o episódio de 73, a história é completamente diferente.

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Editado pela última vez por Guilherme CH em 09 Dez 2011, 01:08, em um total de 1 vez.

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Re: Meus roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 07 Dez 2011, 21:03 
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Então,sigam me os bons
mandarei uma mp perguntando as coisas

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Fanfics e Roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 14 Dez 2011, 13:08 
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Minha história:

AS MULHERES É QUEM MANDAM

Ano: 1982
Atores: Chespirito, Florinda Meza, Edgar Vivar e Maria Antonieta de Las Nieves.
Quadro: Chapolin
Sinopse: Edgar recebe cartas dizendo que irão lhe matar. Ele desconfia de sua empregada Florinda e com medo, chama o Chapolin para acabar com o assassino.

EDGAR está trabalhando em seu escritório, na sua casa. A empregada FLORINDA chega com um envelope.

FLORINDA – Senhor?

EDGAR – O que foi?

FLORINDA – Chegou esta carta para o senhor e está sem remetente.

EDGAR – Sem remetente? Deixe-me ver o que diz.

EDGAR se senta no sofá, lê a carta fica com expressão assustada.

EDGAR – Minha nossa, me matam!

FLORINDA – Quem matou?

EDGAR – Ninguém me matou, eu quero dizer que querem em matar.

FLORINDA – Quem disse?

EDGAR – A pessoa que escreveu a carta, Florinda.

FLORINDA – Ah, isso deve trote de algum jovem, nestes dias de hoje eles estão cada vez mais atrevidos.

EDGAR – Acho que não, a carta foi batida à máquina.

FLORINDA – Puxa, eu vou telefonar para a polícia! O senhor não saia daí.

EDGAR – Vai!

Florinda sai para telefonar para a polícia.

EDGAR – Oh, e agora quem poderá me defender?!

CHAPOLIN – Eu!

EDGAR – O Chapolin Colorado!

CHAPOLIN – Não contavam com minha astúcia, sigam-me os bons!

Chapolin atropeça na mesa e cai no chão.

EDGAR – Se machucou Chapolin?

CHAPOLIN – Não, todos os meus movimento são friamente calculados! Muito bem, me diga o que foi?
EDGAR – Sabe, Chapolin. Uma carta endereçada a mim chegou nesta manhã e sem remetente. Eu li a carta e nela dizia que iam me matar.

CHAPOLIN – Nossa! Leu o quê?

EDGAR – A carta.

CHAPOLIN – Nossa! E o que dizia?

EDGAR – Que iam me matar.

CHAPOLIN – Nossa! Iam matar quem?

EDGAR – Eu! Chega Chapolin, eu te chamei para você me defender caso apareça o assassino.

FIM DO PRIMEIRO BLOCO

ÍNICIO DO SEGUNDO BLOCO

Florinda entra no escritório.

FLORINDA – É o Chapolin Colorado!

CHAPOLIN – Não contavam com minha astúcia!

FLORINDA – Patrão, eu já liguei para a polícia. Eles não acreditaram na nossa história.

CHAPOLIN – Mas por quê?

FLORINDA – Disseram que tínhamos tirado esta história de um filme do Sherlock Holmes!

EDGAR – Não precisa tentar de novo, Florinda. O Chapolin já está aqui.

FLORINDA – Se é assim sim! Com licença, patrão e Chapolin.

EDGAR – E então Chapolin? De quem suspeita?

CHAPOLIN – Você tem um cachorro?

EDGAR – Sim, por quê?

CHAPOLIN – Então é ele!

EDGAR – Como seria ele, por acaso ele consegue escrever cartas?

CHAPOLIN – É o que eu ia dizer!

EDGAR – Eu suspeito da empregada Florinda.

CHAPOLIN – Como, se é uma moça tão gentil.

EDGAR – Claro, porém esta história do telefonema está muito mal contada.

CHAPOLIN – É.

EDGAR – E como sou rico, ela pode querer a minha fortuna.

CHAPOLIN – Quem iria querer a fortuna de uma almôndega com patas?

EDGAR – Chapolin!

FLORINDA – Olá senhor, eu já estou indo.

EDGAR – Sem problema, até amanhã.

FLORINDA – Até.

CHAPOLIN – Agora ela saiu, podemos investigar.

EDGAR – Procure na cozinha alguma pista, enquanto eu procuro aqui.

CHAPOLIN – Está bem.

EDGAR – Vai, vai.

CHAPOLIN – Quer que eu procure aonde?

EDGAR – Na cozinha.

CHAPOLIN – Co o quê?

EDGAR – Zinha!

CHAPOLIN – Zinha o quê?

EDGAR – Cozinha! Chega Chapolin, fique aqui enquanto eu vou lá na cozinha.

CHAPOLIN – Esta bem. Nossa!

EDGAR – O que foi Chapolin?

CHAPOLIN – Minhas anteninhas de vinil detectam a presença do inimigo.

EDGAR – Minha nossa e onde está esse inimigo.

CHAPOLIN – Você tem latas de tinta e um lenço.

EDGAR – Sim, por quê?

CHAPOLIN – Logo você saberá, agora traga depressa.

FIM DO SEGUNDO BLOCO

INICIO DO TERCEIRO BLOCO

EDGAR – Aqui está Chapolin. As latas de tinta e o lenço.

CHAPOLIN – Obrigado.

CHAPOLIN assoa o nariz e pega as latas de tinta.

CHAPOLIN – Vamos fazer o seguinte, você irá fingir que está dormindo, o assassino vai vir e achar o bote perfeito no escuro, enquanto isso eu vou estar pronto com a lata de tinta para jogar no bandido.

EDGAR – Isso, isso, isso.

CHAPOLIN – Vamos lá.

EDGAR e CHAPOLIN vão para o quarto.

EDGAR – Já estou aqui.

CHAPOLIN – Agora vamos esperar...

CHAPOLIN adianta o relógio para a noite. Vozes de uma mulher começam a aparecer. As luzes são apagadas.

MARIA – Minha vida? Onde você está? Dormindo?

CHAPOLIN – Quem é?

EDGAR – Não sei.

CHAPOLIN – Deve ser a assassina!

EDGAR – Se prepare.

MARIA entra no quarto, acende a luz e toma um banho de tinta.

CHAPOLIN – Agora você vai ver.

MARIA – Chapolin Colorado! Sou a esposa dele.

CHAPOLIN – Suspeitei desde o princípio.

EDGAR – Querida, você está bem?

MARIA – Sujou toda a minha roupa! O que faz deitado?

EDGAR – Querem me matar!

MARIA – Quem?

EDGAR – Não sei.

MARIA – Olha, eu estou na sala.

EDGAR – Mas que gafe Chapolin. Balde de tinta justo na minha mulher.

CHAPOLIN – Como eu iria adivinhar?

EDGAR – Ei, estou vendo sombras na janela. É a assassina! Simula, Chapolin.

CHAPOLIN apaga as luzes.

CHAPOLIN – Sim, mula.

FLORINDA entra no quarto e cai na poltrona, ela se alevanta e tira do bolso uma faca de açougueiro.

CHAPOLIN – Sim, mula.

CHAPOLIN joga um balde de tinta em EDGAR e FLORINDA foge.

EDGAR – Pegue a Chapolin.

MARIA – Não é mais precisa mais! Já peguei ela.

EDGAR e CHAPOLIN ficam com cara de bobos.

EDGAR – O mundo está mudando Chapolin.

TERMINA O EPISÓDIO

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Re: Fanfics e Roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 14 Dez 2011, 14:40 
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Seu roteiro até ficou bacaninha, mas só quero fazer uma crítica: você colocou até o ano (1982), e eu te pergunto: Pra que colocar ano? Que diferença isso faz?

Agora sobre o tópico, há algum tempo (uns 2 anos) venho bolando uma comédia, e espero em breve passar o roteiro de um episódio que estou criando a alguns meses. Ainda não ficou pronto por falta de tempo, deve ter uns 6 meses que não mexo no meu roteiro, mas agora nas férias, creio que em 15 dias fique pronto.


Editado pela última vez por Léo Silveira em 14 Dez 2011, 14:44, em um total de 1 vez.

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Re: Fanfics e Roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 14 Dez 2011, 14:48 
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O "Chapolin Colorado" cometeu o mesmo erro que o "Seu Furtado", ao meu ver. Colocou ano do episódio (1975) em seu belo roteiro. Pra que isso???

Vejam bem, tanto o roteiro do "Chapolin Colorado", quanto o do "Seu Furtado" ficaram bons, (na verdade, o do "Chapolin Colorado" ficou bem melhor), mas minha crítica é só sobre o detalhe do ano, que acho extremamente desnecessário, não faz sentido algum.


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Re: Fanfics e Roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 14 Dez 2011, 14:52 
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Eu acho ótimo que tenha o ano. Quem for lendo o roteiro pode ir imaginando a história com o figurino da época.


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Re: Fanfics e Roteiros • Postem aqui suas histórias!
MensagemEnviado: 14 Dez 2011, 14:53 
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Acho que para traduzir a qualidade do episódio. A cada temporada as séries oscilam em níveis de qualidade.

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