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Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
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MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 00:56 
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Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Esse site: http://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/
Tem várias matérias antigas bem interessantes sobre Chaves e Chapolin. A ver algumas, que mostram como faziam pouco caso de CH antigamente:

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 5/2/1989
Autor/Repórter: Ingo Ostrovsky

A DROGA QUE FAZ A CABEÇA
Sabe-se lá por que as crianças gostam tanto de Chaves e Chapolin?


Tem uma menina que vem aparecendo nas nossas telinhas vendendo seriedade e competência para nos convencer a entrar na guerra contra a inflação. Você já deve ter visto: ela diz que não faz política (mas está fazendo), diz que não é candidata a nada e declara ser apenas "o futuro" do nosso país. Toda vez que ela aparece eu fico preocupado com o nosso futuro só de pensar que essa menina, todo dia, às 12h22 (estranho horário liga sua TV na TVS para assistir Chaves. Provavelmente ela faz isso mesmo, como milhares de outras crianças, de Norte a Sul na cidade e eu confesso que isso me embanana. Por que as crianças gostam tanto do Chaves e o do seu companheiro Chapolin? A série é mexicana, escrita, dirigida e estrelada por Chaves e outros membros da família, como revelou outro dia o Gugu Liberato. A dublagem é péssima, a tradução bastante ruim, os cenários são ridículos (daquele tipo que balança quando uma porta se abre), parece um programa da década de 50, fica uma belezinha em preto e branco. E as crianças adoram.

O programa não tem abertura, não existe uma apresentação, ele simplesmente começa. Não há quase produção, os figurinos não entrariam na Casa Turuna, as piadas são antigas, aquele tipo de esquete meio atrapalhado em que certas palavras assumem um duplo sentido, como certas situações, de final mais do que previsível. E suas filhas, meu amigo, adoram.

Os atores que contracenam com Chaves e Chapolin não conseguiram fazer sequer uma ponta no teatro da escola do seu filho, só o Chaves se salva com algumas caretas, assim mesmo a variação é zero e depois de dois ou três closes a coisa fica chata. Então por que as crianças gostam? Não pense você que nossas crianças são débeis mentais. Toda a América Latina, mais Espanha e Itália (Itália???) assistem o programa. A trupe responsável por essa pequena aberração televisiva fatura alto, fazendo excursões e se apresentando ao vivo. Parece entretanto que não teremos o privilégio de vê-los num palco brasileiro tão cedo, a menos que eles aprendam a falar português ou que nossas crianças aprendam espanhol.

Nada disso responde à pergunta essencial: por que as crianças gostam? Talvez seja esse primarismo mesmo, essa coisa descomplicada que atraia nossos petizes. Minha filha ri quando o Chaves faz alguma besteira e diz que "foi sem querer querendo". A amiguinha dela gosta da "Chiquinha" (a garota da turma do programa), porque acha engraçado quando ela "chora sem lágrimas"...

No domingo passado eu fiquei prestando atenção nos Trapalhões, para tentar uma comparação, não de estilo, mas de gosto. Os Trapalhões se preocupam com figurinos, com os extras, existe uma evidente produção por trás do programa, muito embora Renato Aragão se esforce por bagunçar todos os esquemas armados. O texto é mais sofisticado do que o do Chaves e, na verdade, não se dirige só às crianças, é feito pra gente grande também. Não sei como ficaria Mussum traduzido para o espanhol, talvez melhor do que o Chaves traduzido para o português...

Ou seja, nossas crianças não estão sujeitas a um tipo de humor que justifique essa paixão pelo Chaves. Mas elas gostam e emendam no programa que vem logo depois, o Bozo, aquele palhaço do consumo que vende mais do que diverte. Vai entender...


Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 5/11/1991
Autor/Repórter: [carta]

QUEM É CHAVES

Quero fazer uma reclamação contra o SBT. Num vício comum, aliás, a várias outras emissoras, este canal escamoteia as fichas técnicas de vários filmes de TV, como os desenhos animados curtos (por exemplo, o Pica-pau), o que equivale a uma forma mesquinha de censura (por economia de tempo).

Ora, eu aprecio as séries mexicanas do Chaves e do Chapolin (principalmente este último, pois o primeiro é algo bisonho). Mas, graças à emissora, não sei quem produz a série, quem a dirige, e tampouco quem a interpreta. Quem são os artistas, principalmente o intérprete principal, que é muito bom comediante? E o magricela implicante, qual o nome do ator? Nem os nomes dos episódios aparecem. [ass.] - Rio de Janeiro


Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 11/12/1993
Autor/Repórter: Arthur Santos Reis

UMA LIÇÃO QUE VEM DO PIAUÍ

O SBT publicou esta semana um anúncio de página inteira vangloriando-se de ter sido sua a primeira imagem a chegar por televisão em uma cidadezinha perdida no sertão do Piauí, baseando-se em reportagem divulgada por um jornal paulista. Matérias deste tipo não são de hoje e costumam freqüentar as edições dos jornais, revelando as curiosidades e as ambivalências do país. Não importa. A reportagem está lá e se tornou motivo de promoção para o SBT. Não chegaria a ser também razão para espanto não fosse o fato de que o primeiro programa assistido pelos moradores de Lagoa do Barro, a 530 km de Teresina, foi a comédia mexicana Chaves. Como exemplo de ingresso da pequena cidade na modernidade, não poderia ter sido mais patético.

Tudo isto poderia ser apenas mais uma das curiosidades do Brasil, mas traz embutido um aspecto um pouco mais sério. Poderia ser um bom motivo para o SBT se envergonhar de sua programação medíocre, mas isto vem confirmar a falência do sistema nacional de televisões educativas. Além de nunca ter se aparelhado para levar seu sinal a localidades tão distantes quanto Lagoa do Barro, onde, aliás, sua ação deveria ser prioritária, deixou, por omissão, que aquela população carente se sintonizasse com a sociedade nacional através da imagem de Chaves. Que tipo de ganhe aquela comunidade piauiense pode ter a partir de seu acesso à televisão? Nada, além de constatar que Lagoa do Barro, afinal, não era tão atrasada assim.

Vale, então, perguntar para o que servem as televisões educativas. É claro que também não se pode considerar que algumas aulas de Química ou Português respondam à questão. E os programas de educação à distância, consumindo milhares (ou milhões) de dólares, não vão além dos limites do comodismo de seus sinais urbanos. Aliás, este sistema de televisões educativas nunca chegou a constituir um modelo útil para o país. Elas são chatas, pobres, malfeitas e, por ausência, acabam valorizando as imagens de Chaves.


Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 12/2/1994
Autor/Repórter:

MENINO IMITA PERSONAGEM DA TV E MORRE

FORTALEZA - O presidente do SBT, Sílvio Santos, tem um drama nas mãos para resolver neste carnaval: o caso do menino Pedro Victor Sampaio, de 7 anos, que morreu eletrocutado ao imitar personagens do programa Chaves e enfiar um fio numa tomada de energia elétrica. "Ele era filho único da família e eu o amava muito. Agora minha vida mudou de sentido e acho que vou enlouquecer", escreveu a mãe de Pedro Victor, Maria Nádia Bezerra Sampaio, de Canindé, em carta a Sílvio Santos, enviada ontem.

Pedro Victor morreu no dia 1º fevereiro quando assistia na sua casa, em Canindé, ao enlatado mexicano do SBT. Na telinha, os personagens seu Madruga e seu Barriga enfiavam o dedo na tomada e tremiam. O menino pegou um fio velho da enceradeira, imitou a cena e caiu morto. Seu pai, o radialista Pedro Sampaio Neto, ainda levou-o ao hospital, mas ele chegou sem vida.

"Não quero que isso venha a ocorrer com outras famílias, porque a dor que estou sentindo será minha companheira para o resto da vida", escreveu Maria Nádia.

No Colégio Menino Jesus, onde Pedro Victor estudava, sua carteira ficou vazia e os colegas decidiram que nela ninguém mais sentará. A diretora da escola, Joane Laurene de Oliveira, lidera mobilização de mães em Canindé para boicotar o SBT. "A programação infantil da emissora está muito dirigida à violência, o que não é correto", diz.

O diretor administrativo e de divulgação do SBT, Ademar Dutra, negou ontem, em São Paulo, qualquer responsabilidade da emissora pela morte de Pedro Victor. "É um absurdo querer culpar o programa e o SBT por essa tragédia", diz Dutra. "Transmitimos o Chaves há mais de 10 anos e não há violência alguma nos seus personagens. É um pastelão, uma espécie de Trapalhões mexicano, com um clima poético e ingênuo", define o diretor do SBT. Segundo Dutra, a emissora tomou conhecimento do fato através das agências de notícias.


Jornal/Revista: O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 15/10/1995
Autor/Repórter: Eduardo Elias

CHAVES SE APOSENTA DEPOIS DE 25 ANOS DE ESTRIPULIAS

Roberto Bolaños, que faz o personagem de sucesso no SBT, vai se dedicar só ao teatro

O cenário balança, as piadas são óbvias e as cenas malfeitas. Isso, isso. E as crianças, para desespero dos pais, adoram. A história dos personagens Chaves e Chapolim no Brasil é puro sucesso desde sua estréia no SBT, em 1984. No México, entretanto, o ator que faz os personagens acaba de pendurar as chuteiras - foi ao ar pela última vez no dia 25.

Os dois quadros são parte do programa Chespirito - que existia já há 25 anos. Nele, o ator Roberto Gomes Bolaños interpretava, além do super-herói e do menino que mora no barril, uma série de personagens, como El Chompiras e El Chaparron Bonaparte. Bolaños sempre foi uma espécie de faz-tudo: era produtor, diretor e criador dos tipos.

Muito mais gordo e sem querer declarar a idade, o ator desconversa quando perguntado sobre a falta de inteligência do programa "Sei que ele exerce muita influência e estou tranqüilo pois é saudável, feito com carinho e talento."

Agora longe da TV, Bolaños continua se apresentando na peça Onze y Doze - "espetáculo para jovens e adultos" produzido por Florinda Meza (a dona Florinda de Chaves) que está em cartaz há 3 anos na Cidade do México. Bolaños, claro, é o autor e diretor.

Boatos - Muito se fala que a maior parte do elenco morreu em um acidente aéreo. Não é verdade. Assim como Florinda Meza, Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha), Ruben Aguirre (professor Girafales), Edgar Vivar (Senhor Barriga) e Carlos Villagrán (Kiko) estão bem, obrigado. Quem morreu, e de causa natural, foi Ramon Valdez (Seu Madruga). Também faleceu, há pouco mais de um mês, Marcelo Gastaldi - o dublador que fazia as vozes de Chaves e Chapolim.

Com seu jeito infantil, Chespirito já chegou aos países Turquia, Índia, Espanha, Portugal, Itália e outros 22 da América. Nos Estados Unidos, sua popularidade levou os criadores de Os Simpsons a fazerem uma alusão ao Chapolim Colorado. Bart Simpson adorava as aventuras - escancaradamente cheias de defeitos da "abelha amarela".

América Latina - Por conta das famosas frases "No contaban con mi astucia", "eso, eso, eso", "quiero evitar la fadiga" ou ainda "chusma, chusma" (gentalha), os atores do programa já estiveram em praticamente toda a América Latina. Quase vieram ao Brasil em 91, mas a coincidência com a visita do Papa fez com que adiassem. Tanto sucesso levou o ator Carlos Villagrán a vôos mais altos: há 15 anos montou um programa em que Iko era a estrela (foi exibido pela Bandeirantes). Desde então, nunca mais juntou-se ao elenco.

Se no México sua carreira televisiva chega ao fim, no Brasil Bola-fios continua sendo sucesso. No dia 6, Chapolim alcançou 21 pontos no Ibope contra os 15 da Globo com o Globo Esporte. Um fenômeno. Especialmente quando se leva em conta que os episódios - a maioria foi produzida na década de 70 - são sempre os mesmos.

Paulo Gustavo, chefe da unidade de cinema do SBT, diz que a emissora detém os direitos - que devem ser renovados daqui a três anos - de 280 episódios do Chaves e 280 de Chapolim. Desde as primeiras aquisições, o programa não saiu do ar. Compras mais recentes aconteceram em 1987.


Jornal/Revista: O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 20/4/1997
Autor/Repórter: Carla França

CHAVES PERDE A ALEGRIA INFANTIL

Longe da TV desde 95, o ator Roberto Bola¤os reencontra o seu público no teatro

CIDADE DO MÉXICO - Num camarim modesto, Roberto Gomes Bola¤os, de 68 anos, prepara-se para entrar em cena na peça Onze y Doze. Não parece animado. O sorriso só surge quando alguém aponta sua netinha numa foto. Pouca coisa faria lembrar a alegria infantil de Chaves, personagem que tomou Bola¤os conhecido em toda a América Latina.

O ator diz saber que é sucesso no Brasil ("Pelé me disse, mas é verdade que ainda me vêem?") e chega a pedir desculpas ao seu público. "Sinto muito: estou velho e não posso mais fazer nem Chaves nem Chapolim", diz, meio acanhado ao agitar o dedo indicador como seu personagem ("isso, isso"), para a sessão de fotos.

Bola¤os está longe da TV desde setembro de 1995, quando a Televisa aposentou o programa Chespirito após 25 anos no ar. "Tenho contrato de exclusividade com a emissora mas não atuo mais", diz. Hoje, ele comanda a Televicine, a produtora de cinema da Televisa.

O ator não esperava sair da TV. "Mas não quero voltar tenho trabalho na produtora e no teatro", diz. No Chespirito, Bola¤os sempre foi uma espécie de faz-tudo: escrevia, dirigia, produzia, atuava e compunha canções.

Sotaque - Na década de 80, chegou a receber cachê por uma visita ao Brasil, que não se concretizou por "problemas políticos". Bola¤os sabia dizer frases de seus personagens em português. Numa terceira tentativa, ele se lembra "Pois fique você sabendo que eu posso cumprimentar com a máo (sic) desde aqui até aquele menino de camissa (sic) branca que está lá", diz. "Está bom?"

O ator ganhou cerca de 10% das vendas internacionais de seu programa. Acha que foi insignificante. "As TVs reprisam inúmeras vezes", justifica. O SBT, por exemplo, exibe episódios (a maioria da década de 70) desde 84. Bola¤os orgulha-se do humor infantil que fazia "Não fazia dano."

Sua peça Onze y Doze, para o público adulto e produzida por sua mulher (Florinda Meza a dona Florinda de Chaves), faz sucesso na Cidade do México há cinco anos. Mostra com humor, as desventuras de um homem que perde as funções sexuais num acidente.

Bola¤os faz um caminhoneiro divertido. Em cena parece recobrar a juventude e arranca gargalhadas da platéia Todos os 300 lugares do teatro costumam ser ocupados por pessoas simples, do interior do país. "A gente via o programa desde o berço", diz Rafael Peres, de 24 anos. Acompanhado por parentes, Peres viajou cinco horas para rever o antigo ídolo. "Os programas de hoje são grosseiros."

Do primeiro casamento, Bola¤os tem seis filhos: cinco mulheres e um homem (diretor de novelas). É fanático pelo time de futebol América do México e por Pelé. "Em 1989, Pelé queria que fizéssemos um filme juntos", diz. "Só não deu certo porque eu não queria interpretar Chaves no cinema" Quem também tentou uma parceria segundo Bola¤os, foi a equipe de Xuxa. Há um ano, representantes da apresentadora lhe propuseram que escrevesse cenas de seus programas. "Iam me pagar bem, não aceitei por falta de tempo."


Jornal/Revista: O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 8/6/1997
Autor/Repórter: Eduardo Zanelato

KIKO, AGORA, ANIMA CIRCO NO INTERIOR

O ator Carlos Villagrán, que ganhou fama no seriado 'Chaves', vai rodar o Estado de São Paulo durante 45 dias


Mesmo 18 anos depois de ter deixado o elenco do seriado Chaves, o bochechudo Kiko continua a ser o ganha-pão de Carlos Villagrán. Na semana passada, o ator mexicano chegou ao País para uma turnê pelo interior de São Paulo. Durante 45 dias, Villagrán volta a encarnar o personagem nas apresentações do Circo Stankowich. A estréia será em Campinas. "As trapalhadas do Kiko encerram o espetáculo: ele tenta tocar violão, cantar e dançar, mas não consegue", diz Villagrán.

Segundo o ator, Kiko era mais popular do que Chaves, o que seria uma das causas de sua saída do elenco. "Havia muito ciúme", comenta Carlos Villagrán tentou, sem sucesso, permanecer na TV: voltou a representar o personagem em programas no México e na Venezuela. Uma das séries

foi exibida pela Bandeirantes.

Na década de 80, Villagrán caiu na vida mambembe. Passou a percorrer os países onde Chaves era exibido, fazendo shows. Em 1995, esteve no sul do Brasil. Hoje, seus planos incluem shows na Europa e na Ásia - provavelmente em fevereiro. Aonde quer que vá, Villagrán tem de revelar o "segredo" das bochechas de Kiko. "Não uso nada artificial, apenas encho as bochechas de ar", diz. "Eu nasci com esse defeito de fabricação".

Sem artistas na família, Carlos Villagrán iniciou sua trajetória em 1971, com pequenas participações em programas humorísticos. No ano seguinte, o personagem que o tornou célebre surgiu ao lado de Chaves e sua turma, num quadro de Chespirito (CNT/Gazeta), programa da emissora mexicana Televisa, em que atuou por sete anos. Chegou a interpretar personagens sérios no teatro, mas sempre gostou de comédia "É muito melhor fazer o público rir do que chorar", afirma.

Concorrência - O ator diverte-se ao saber que muitos brasileiros pensam que ele está morto (do elenco, os únicos mortos são os intérpretes do sr. Madruga e de dona Clotilde, a Bruxa do 71). "Foi a concorrência do SBT que inventou isso", diz.

Villagrán afirma que nenhum dos seis filhos de seus dois casamentos pretende seguir a carreira artística. "Não tenho sucessores", lamenta Villagrán. Aos 48 anos, o comediante, que de bobo não tem nada, não descarta a possibilidade de trabalhar no vídeo, até mesmo no Brasil. "Se houver alguma proposta, terei muito prazer em voltar à TV."


Jornal/Revista: O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 15/6/1997
Autor/Repórter: Eduardo Elias

CHAVES PODE TER VERSÃO NACIONAL
Representante do SBT foi ao México negociar com Gomes Bola¤os a criação do seriado com atores brasileiros


O seriado mexicano Chaves faz sucesso no Brasil há mais de 13 anos. Os 280 episódios do programa são repetitivos já há algum tempo. Tenho estúdios. Por que não produzir novos episódios do seriado? Foi com um raciocínio semelhante a este que Sílvio Santos teve uma idéia brilhante: gravar novos episódios do menino que mora num barril, com atores brasileiros.

O empresário, dono do SBT, resolveu procurar o ator Roberto Gomes Bola¤os, intérprete do personagem, para propor-lhe participação no projeto. O SBT dispõe-se a pagar os direitos pelo uso da imagem do personagem e pretende mesclar antigos textos do programa com novos esquetes, escritos por Bola¤os.

Um enviado do SBT, Roberto Manzoni, esteve na Cidade do México há pouco mais de um mês para formalizar o convite. Manzoni, conhecido como "Magrão", é diretor do Domingo Legal, programa de Gugu Liberato. Bola¤os, por meio de sua secretária, confirma a visita de Manzoni e de mais um representante. Mas não responde se aceitou o convite. Há alguns anos, dois brasileiros ilustres tentaram, segundo Bola¤os, convidá-lo a desenvolver projetos semelhantes ao de Sílvio Santos. Xuxa propôs que fizesse roteiros para seu programa. E Pelé checou a possibilidade de lançar um longa-metragem com Chaves. Bola¤os recusou, "em respeito ao personagem, que foi feito para a TV". Alegou também "falta de tempo".

Kiko - Outra prova do sucesso de Chaves foi a repercussão da visita ao Brasil do ator Carlos Villagrán, que há 18 anos deixou o elenco do programa. Villagrán, o bochechudo intérprete de Kiko, faz uma turnê de 45 dias pelo interior de São Paulo, com o Circo Stankowich.

Na semana passada, Villagrán esteve no Jô Soares Onze e Meia, onde divertiu a platéia e foi apresentado a seu dublador brasileiro. Segundo seu empresário, Hugo Cortéz, o humorista pode integrar o elenco, ao lado de Didi e Beto Carrero, de uma nova versão de Os trapalhões.


Jornal/Revista: O Globo
Data de Publicação: 13/5/2001
Autor/Repórter: Paulo Ricardo Moreira

HUMOR PASTELÃO FAZ SUCESSO ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS

No ar há 16 anos, "Chaves" é um trunfo do SBT. Apesar das inúmeras mudanças de horário e das reprises, o seriado mexicano é sempre acompanhado por um público fiel, que garante médias de até 15 pontos de audiência. Atualmente, passa de segunda a sábado, às 14h15min. A emissora possui 180 episódios inéditos e promete exibi-los a partir de junho, ou agosto (mês de aniversário do SBT), com o título de "Clube do Chaves" e uma hora de duração.

- Chama-se "Chespirito" e tem vários personagens novos, além de antigos como o próprio Chaves, o Chapolim e o Pancada. Acredito numa renovação do público - aposta Mauro Lissoni, diretor de programação do SBT.

E o executivo tem lá suas razões. Uma pesquisa encomendada recentemente pela emissora mostrou que 52% dos espectadores estão na faixa etária dos 4 aos 17 anos; 36% têm entre 18 e 49; e 12%, acima dos 50. O estudante carioca Daniel Resende, de 14 anos, faz parte de um novo público. Ele não perde um só episódio do seriado:

- O Chaves pega o jeito de pensar das crianças e faz piadas com isso. Não há malícia. O cenário também tem graça. Quando alguém bate a porta, às vezes a parede balança.

Com humor pastelão e produção mambembe, o seriado foi gravado de 73 a 83 e faz sucesso em 26 países. Chaves, interpretado pelo ator mexicano Roberto Bolaños, é um menino que mora num barril e se mete em confusão com os moradores de uma vila, como Seu Madruga, Chiquinha, Quico e Dona Florinda.

- Eles são ridículos, mas não fazem mal a ninguém. É melhor do que os seriados de super-heróis japoneses com monstros de borracha - diz o universitário André Batista, de 19 anos, que se diverte com os bordões de Chaves como "Foi sem querer querendo", "Tá bom, mas não se irrite" e "Isso, isso, isso!".

O ator José de Abreu, o Eriberto de "Porto dos Milagres", já confessou que assiste ao enlatado mexicano com o filho. Outro admirador de "Chaves" é o cantor e compositor paulista Zé Rodrix:

- O seriado lida com valores reais e não faz cópia de adulto. Tudo tem começo, meio e fim. É um humor ingênuo. Não tem preconceito nem apelo erótico.

Para Mauro Lissoni, não há chances de o SBT perder o seriado para outra emissora:

- Ele é um coringa da programação. Além disso, não pede aumento nem faz leilão.

"O seriado lida com valores reais e não faz cópia de adulto. Tudo tem começo, meio e fim. É um humor ingênuo. Não tem preconceito nem apelo erótico" - Zé Rodrix, cantor e compositor

"Os personagens são ridículos, mas não fazem mal a ninguém. Não há violência. É melhor do que os seriados de super-heróis japoneses com mostrengos de borracha" - André Batista, estudante.


Jornal/Revista: Folha de S. Paulo
Data de Publicação: 6/10/2002
Autor/Repórter:

FÃ DE CHAPOLIN SE DIZ AMEAÇADO PELO SBT

O estudante Felipe Reina, 14, criador do site "O Mundo Chavesmaníaco", diz ter recebido e-mail ameaçador do SBT por conta da campanha que comandou pela volta da série "Chapolin", tirada do ar em 2000. "Fomos ameaçados de processo judicial caso continuássemos convocando fãs a mandarem e-mails pedindo a reprise do "Chapolin'", diz Reina. O SBT nega a autoria do e-mail ameaçador.

_________________
• Jornalista
• No meio CH desde 2003
• Um dos fundadores do Fórum Chaves. Administrador desde 2010
• Autor do livro "O Diário do Seu Madruga"
• Membro do Fã-Clube Chespirito Brasil
• Eleito pelos usuários como o melhor moderador em 2011, 2012, 2013 e 2014


Realizações no meio CH:
• Apoio na realização da etapa brasileira de América Celebra a Chespirito, em 2012
• Produção de entrevistas com Roberto Gómez Fernández, Ana de la Macorra e Ricardo de Pascual
• Entrevistei Rubén Aguirre, Edgar Vivar, Maria Antonieta de las Nieves e Carlos Villagrán
• Viabilizei a entrega da camiseta do Fórum Chaves para Chespirito
• Cobertura jornalística e de redes sociais de praticamente todos os grandes eventos e notícias CH desde 2010
• Um dos idealizadores do "Sigam-me os Bons", campanha social do Fórum e Fã-Clube
• Um dos idealizadores do Bloco Sigam-me os Bons, primeiro bloco temático CH de carnaval em São Paulo
• Apoio e participação nas turnês do Senhor Barriga, Kiko e Paty no Brasil
• Desmentido de todos os boatos envolvendo CH nos últimos anos
• Autor do furo sobre o Chaves no Multishow
• Coordenei o Projeto CH Legendado, que tornou acessível em português os inéditos de Chaves e Chapolin


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 01:01 
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Programa CH: Chaves
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4ª noticia tensa heim...


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 09:16 
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Se nota a partir da quinta notícia uma mudança no tom das reportagens. Aos poucos a imprensa começou a se tocar que CH não era o lixo que os críticos consideravam.

E reparem que na quinta matéria, de 1995, já falavam em 280 episódios de cada série. Não que os números estejam corretos...


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 10:27 
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Programa CH: Chaves
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Matéria do Jornal do Brasil de 2007, onde diz que a Lucélia Santos tentou comprar os direitos de Chaves pra produzir uma versão brasileira, e com o Ney Latorraca de Chaves. :risos:

NOTÍCIAS
Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 9/9/2007
Autor/Repórter: Rose Esquenazi


SEM QUERER QUERENDO

O que leva uma pessoa em sã consciência a sair de casa vestida de Chiquinha para participar de uma festa em que o namorado está fantasiado de Chaves? Pergunte para a estudante de comunicação da UFRJ Kárin Klem, 21 anos. Ela dirá que a razão é simples. "Eu me divirto. Acho que todo mundo deveria assistir ao Chaves, porque existem várias leituras. Quando você é criança, é uma coisa, quando você cresce, é outra". Em qualquer idade, Chaves, Chiquinha, Kiko, Dona Florinda, Seu Barriga, Nhonho, Seu Madruga, Professor Girafales, Bruxa do 71 fazem parte da memória afetiva de brasileiros e latino-americanos.

Depois de 25 anos no ar, Chaves ainda tem fôlego para competir com os programas da concorrência. No dia 21 de agosto, durante 46 minutos, a emissora de Silvio Santos ficou em segundo lugar. Com 8 pontos de média e picos de 10 às 14h14, este é um dos três horários (5h30 e às 19h) em que a emissora exibe a novelinha tosca, sem qualquer refinamento estético, mas com a pureza intacta do mundo infantil. Chaves já registrou pico de 17 pontos.

Hoje, a série reúne no mesmo sofá da sala duas gerações: pais e o filhos, que riem das piadas e confusões dos personagens chaplinianos e, às vezes, avós e netos. É o caso de Anaíde da Rocha, 79 anos, moradora do Flamengo. Ela não perde um capítulo, ao lado do neto, o estudante de direito Guilherme da Rocha, 23 anos. "Gosto de tudo, mas, principalmente, da implicância da Dona Florinda. O seriado lembra a minha infância", garante ela.

Felipe Caruso, 22 anos, estudante do curso de comunicação social da PUC-Rio, não acha exagerado dizer que o melhor programa infantil hoje é Chaves. "Eu gosto porque explora o humor ingênuo das crianças. A série consegue reunir a comédia, o drama e o suspense", elogia o estudante, que não se cansa de reprisar o DVD que tem em casa.

Outra grande fã é a atriz Lucélia Santos, que tentou comprar os direitos para produzir com atores brasileiros o Chaves no Brasil. Pensou até em convidar Ney Latorraca para o papel principal, mas esbarrou na incrível burocracia da Televisa. "Adoro o Chaves, é puro e lindo. É o único programa de TV que me faz parar. É bárbaro, sempre dá audiência", elogia.

Roselane Salomão, 25 anos, prestes a se formar na faculdade de medicina, em Campos, não esconde de ninguém que acaba de comprar vídeos da série. "Sou apaixonada pelo lado lúdico e pela inocência das mensagens. Quando era pequena, disse para minha mãe que eu queria morar na vila para brincar com o Chaves", conta.

Recentemente, Roselane assistiu a uma entrevista com o autor, Roberto Bolaños, intérprete de Chaves, e ele confessou que escreveu a série para mostrar a superioridade das mulheres. "Chiquinha sempre arma e se dá bem em cima dos homens. Dona Florinda sempre bate no Seu Madruga e ele nunca revida. Gosto disso", confessa Roselane, fã do programa desde que tinha 4 anos.

Os episódios que os estudantes e alguns dos internautas (leia ao lado) mais gostam foram os gravados em Acapulco, uma mudança importante já que todos os outros programas foram feitos nos estúdios da Televisa. "Além de fugir da vila, mostrou as crianças brincando na piscina", lembra a futura médica. O mais triste, recordam os aficcionados, foi ver todos os vizinhos voltando para o hotel, deixando Chaves totalmente sozinho na praia, enquanto o sol sumia no horizonte.

CHAVESMANIACOS - No Orkut, existem mil comunidades de ias do seriado com títulos curiosos: Chaves é cultura, O Chaves merece um Oscar, Só ponho no SBT para ver o Chaves, Queria morar na vila do Chaves, Eu amo o Chaves, qual é o problema?

Na pesquisa do JB Online, os leitores escolheram os episódios prediletos:

- "O último episódio das férias em Acapulco (ou Guarujá, rsrs) onde todos se reúnem na praia. Foi engraçado". - [ass.] - Nilópolis

- "O melhor foi o da catapora. Tem de tudo: golpe do Seu Madruga até erro de continuidade. Pena que o final não tenha sido o mais bonito: (todos pegam catapora, até uma calça pendurada no varal), e o pobre Chaves, que queria ter a doença para comer no hospital, não pegou". - [ass.] - Rio

- "Os produtores nacionais deveriam se mirar em Roberto Gómez Bolaños, o produtor dei Chavo(em espanhol), pois com simplicidade e pouco investimento, conseguiu fazer de seus personagens, heróis em muitos países do mundo. - [ass.] - Macaé

- "O julgamento do Chaves por ter atropelado, de bicicleta, o gato do Kiko". - [ass.] - Andirá

- "O melhor episódio foi a viagem para Acapulco. Imperdível". - [ass.] - Rio

- "Foi o programa em que Chaves confundiu, junto com Chiquinha, Seu Madruga com uma lista de compras do açougue! Foi muito interessante pois todas as pessoas da Vila achavam que o Seu Madruga tinha de fato morrido!" - [ass.] - Rio


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 10:42 
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"Outra grande fã é a atriz Lucélia Santos, que tentou comprar os direitos para produzir com atores brasileiros o Chaves no Brasil. Pensou até em convidar Ney Latorraca para o papel principal, mas esbarrou na incrível burocracia da Televisa."




Sério???? é piada né? é pra rir né???? né???? :garg:

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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 11:59 
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Esse jornal do Brasil era do Globo? Como falavam mal do Chaves...

Mas o tempo passa e as criticas mudam, pois se em pleno 2012, é só ver quem ganhou o Oscar de melhor filme.

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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 12:22 
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A reportagem "QUEM É CHAVES" pode se refletir claramente hoje.

Já a notícia da morte do menino, foi meio tensa, já que isso realmente pode acontecer.

Mas o destaque é a primeira, os adultos da época viram como a série fazia sucesso, e bom... tiveram que se render!

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O CÃO ARREPENDIDO
Volta o cão arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Seu osso roído e
Seu rabo entre as patas

(repete 44 vezes)


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 12:33 
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IHH!!! escreveu:
Esse jornal do Brasil era do Globo? Como falavam mal do Chaves...

Mas o tempo passa e as criticas mudam, pois se em pleno 2012, é só ver quem ganhou o Oscar de melhor filme.


Não, não. O Jornal do Brasil nunca foi das Organizações Globo.

Mas esse jornal era cheio de intelectuais chatos...

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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 12:51 
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Ney Latorraca interpretando o chavinho? Pelo amor de Deus... :vamp:

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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 26 Mar 2012, 13:03 
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Como a imprensa falava mal do Chaves e Chapolin Colorado. <_<

E daí se o cenário balança quando abre a porta? Precisou ter uma produção igual daquelas séries americanas para ser um sucesso mundial? Não precisou.

E como é que foi postado que a dublagem é ruim? Deviam estar loucos mesmo. :pancada:

Graças a Deus que acabou esta perseguição com as séries CH.


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 23 Mai 2012, 22:29 
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O Estadão liberou seu acervo de jornais para acesso. :)

Catei algumas coisas sobre CH lá:

Anúncio de 24/10/2000, mostrando Chaves pisando na Globo:
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Na programação dos filmes da semana (10-16/01/1999), mostra que Aventuras em Marte estava programado para o dia 16:
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Em 11/12/2005, nota sobre os DVDs do Chaves:
[spoiler]Imagem


Em 1/06/1997, Chespirito chega à CNT:
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Notícia curiosa de 09/06/2010, que mostra a sutil influência de CH na vida das pessoas:
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Em 01/08/2011: MJ libera fumo em Chaves:
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Notícia de 13/07/1978. Termina a greve dos dubladores. Quem era do Sindicato de Artistas de SP? Osmiro Campos:
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Street Chaves, em 07/04/2004:
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Em 08/06/1997, Kiko chega a SP para uma turnê:
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27/02/1992, notícia sobre a morte de Older Cazarré:
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Anúncio de 18/04/1970, de uma peça com Marcelo Gastaldi:
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Anúncio de 09/03/1968, de uma peça com: Helena Samara, Osmiro Campos e Gilberto Barolli:
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Notinha em 28/05/2005:
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Em 07/05/2005, nota sobre a iminente saída de Chaves do SBT:
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Em 16/09/1978, anúncio de show musical com Marcelo Gastaldi:
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_________________
• Jornalista
• No meio CH desde 2003
• Um dos fundadores do Fórum Chaves. Administrador desde 2010
• Autor do livro "O Diário do Seu Madruga"
• Membro do Fã-Clube Chespirito Brasil
• Eleito pelos usuários como o melhor moderador em 2011, 2012, 2013 e 2014


Realizações no meio CH:
• Apoio na realização da etapa brasileira de América Celebra a Chespirito, em 2012
• Produção de entrevistas com Roberto Gómez Fernández, Ana de la Macorra e Ricardo de Pascual
• Entrevistei Rubén Aguirre, Edgar Vivar, Maria Antonieta de las Nieves e Carlos Villagrán
• Viabilizei a entrega da camiseta do Fórum Chaves para Chespirito
• Cobertura jornalística e de redes sociais de praticamente todos os grandes eventos e notícias CH desde 2010
• Um dos idealizadores do "Sigam-me os Bons", campanha social do Fórum e Fã-Clube
• Um dos idealizadores do Bloco Sigam-me os Bons, primeiro bloco temático CH de carnaval em São Paulo
• Apoio e participação nas turnês do Senhor Barriga, Kiko e Paty no Brasil
• Desmentido de todos os boatos envolvendo CH nos últimos anos
• Autor do furo sobre o Chaves no Multishow
• Coordenei o Projeto CH Legendado, que tornou acessível em português os inéditos de Chaves e Chapolin


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 23 Mai 2012, 23:44 
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Muito legal! :D

Gostei de ler sobre as peças dos dubladores. :)

Triste foi a tragédia do Older Cazarré. :(


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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 08 Ago 2012, 18:30 
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Pesquisando pelo Google, me deparei com esse site: http://chespiritoweb.atspace.com/odia2.htm

Lá tem umas matérias antigas dos jornais Folha de SP e O dia. Vou postar algumas:

Folha de SP - Março de 2000

Família de "Chaves" tem dificuldades
Poucas famílias se beneficiariam tanto do pagamento do direito conexo quanto os Gastaldi. Quando o dublador Marcelo Gastaldi morreu, em agosto de 1995, aos 50 anos de idade, deixou a mulher, Olga, e quatro filhos. Gastaldi era a voz oficial dos personagens Chaves e Chapolin, dois dos programas mais populares da TV mexicana, e que fazem sucesso até hoje no SBT. O SBT continua faturando alto com Chaves e Chapolin (cada comercial de 30 segundos em Chaves custa cerca de R$ 8 mil), mas a família Gastaldi ficou na pior. Olga diz que, se não fosse pela bondade de amigos, a situação estaria insustentável. "A faculdade Mackenzie e o Colégio Paulistano deram bolsas de estudo para meus filhos, e até a administradora de meu prédio abonou o pagamento de nosso condomínio. Ainda há muita gente de bom coração por aí."


O dia - entre 1999 e 2000

- Ana Maria Braga reclamou no ar: “Para ser mais você, preciso ser mais eu”. A apresentadora, que vem sofrendo com a concorrência do seriado Chaves, prometeu ousar nas gravações.


Carta de um leitor
Gostaria que o SBT parasse de apresentar a reprise dos seriados Punky, Chaves e Chapolin. Eu acho que desenhos como Street Fighter, Mega Man e Fly poderiam ser exibidos no lugar desses enlatados tão chatos. Como é que o SBT quer roubar a audiência da Globo com uma programação de quinta como essa? Nem daqui a 200 anos.
Thiago Moreira de Matos, Belford Roxo.


Resposta de um outro leitor
Estou muito indignado com o leitor Thiago Moreira de Matos por ele ter enviado uma carta dizendo que o programa Chaves e Chapolin são de quinta categoria. Esses desenhos citados por ele, além de chatos, ensinam violência. Faço um apelo para que não se realize o desejo desse rapaz, ou as pessoas vão deixar de assistir ao SBT. O Chaves dá 17 pontos no Ibope, enquanto esses desenhos chatos dão no mínimo 5 pontos. Peço que o SBT mostre os programas inéditos e a CNT reprise o Chespirito, porque estou com saudades. Leandro Alves , Realengo.


O dia - 25/11/1999

SBT estuda mudança de horário do ‘Chaves’ para tirar ainda mais audiência de Ana Maria Braga
A dor de cabeça da Globo pode ficar ainda maior. Como está dando certo no horário e roubando audiência da Globo, o SBT não descarta a possibilidade de alterar sua grade de programação para que o velho seriado mexicano Chaves ocupe o mesmo tempo do concorrente Mais Você, conduzido por Ana Maria Braga. “Concorrência é assim mesmo. Desde o começo eu já tinha falado que o programa da Ana é muito curto e ela fica sem tempo para desenvolvê-lo e fazer suas brincadeiras como era de costume”, analisa Eduardo Lafond, diretor artístico do SBT, que dirigia Ana Maria Braga no tempo em que ambos trabalhavam na Record.

Atualmente, Chaves entra no ar no mesmo horário do Mais Você, às 13h45 (logo depois de Chapolin), e termina meia hora depois. A atração da Globo só sai do ar às 14h50.

Nas últimas duas semanas, enquanto os dois programas estão concorrendo a vantagem tem sido do SBT. Entre os dias 10 e 17 desse mês, na média total do minuto a minuto do Ibope, o SBT superou a Globo três vezes. Nos dias em que perdeu, a diferença foi de apenas um ou dois pontos. “Mesmo com a derrota, não deixa de ser uma vitória, neste caso, por causa da diferença de custos. O Chaves é muito mais barato que o Mais Você”, continua Lafon.

O seriado mexicano Chaves é exibido desde 84 pelo SBT e já mudou de horário inúmeras vezes, sempre mantendo bons índices de audiência: “O Chaves agrada gente de 8 a 80 anos. É popular, ainda que medíocre. Enfim, um besteirol que não agride”, completa Lafond.

Não deixa de ser curioso que o Mais Você, feito com toda a tecnologia moderna, seja derrotado justamente pelo programa criado pelo astro mexicano Roberto Bolaños, o Chaves, há mais de 20 anos. A série foi ao ar pela primeira vez no México em 1973, sendo exibida até 83. O encerramento aconteceu após a morte de Ramón Váldez, intérprete do Sr. Madruga, e da saída de Carlos Villagrán, o Quico. A série então perdeu força no país de origem, mas não no Brasil, onde as reprises sempre deram audiência ao SBT.

Roberto Bolaños tem hoje 73 anos e se dedica a escrever para teatro e TV, sempre trabalhando ao lado de Florinda Menza, sua esposa, que interpreta a Dona Florinda.


O dia - 04/02/2000

Quem surpreende
O ator mexicano Roberto Bolaños, intérprete do Chaves e Chapolim, vai ganhar uma homenagem da emissora Televisa.Aos 70 anos de idade, Bolaños gravará um grande especial reunindo os atores das duas séries e muitas participações especiais. Os programas, gravados de 1970 a 1995, são líderes de audiência na América Latina, Espanha e China.



O dia - 10/02/2000

SBT exibe a partir de março ‘As Novas Aventuras de Chaves’, no mesmo horário de Ana Maria Braga
A apresentadora Ana Maria Braga e Louro José não imaginam o perigo que vem pela frente. O SBT aumentou seu acervo do seriado mexicano Chaves com mais 180 episódios, quase o dobro do que exibiu nos últimos 15 anos. Além de se vestir de Chapolin e de se apresentar com o personagem tradicional, o ator mexicano Roberto Bolaños interpreta mais oito tipos nos episódios de As Novas Aventuras de Chaves, que entram no ar no horário do Mais Você a partir de março. Todos na mesma linha de besteirol e com cenários idênticos aos atuais.

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Vencedor do Usuário do Mês (maio, junho e outubro de 2012)
Usuário do Ano de 2012
Moderador do subs Da Discussão Nasce a Luz e CH no Exterior (novembro de 2012 - novembro de 2013 / novembro de 2015 - novembro de 2016)
Moderador do TV de Segunda Mão (novembro de 2013 - novembro de 2014)
Moderador Global (novembro de 2014 - novembro de 2015)
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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 08 Ago 2012, 19:00 
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"Todos na mesma linha de besteirol e com cenários idênticos aos atuais."

Aham...

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Re: Matérias antigas sobre Chaves e Chapolin • Em jornais brasileiros
MensagemEnviado: 09 Ago 2012, 10:13 
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Muito bacanas essas matérias que o Daniel encontrou.

Vejam que em fevereiro de 2000 já se sabia que a denominação dada pelo sbt ao Programa Chespirito seria As novas aventuras do Chaves. A Gota Mágica dublou assim, mas depois dos adiamentos da estreia o sbt acabou mudando o nome para Clube do Chaves (talvez para incluir também episódios clássicos quando bem entendesse, como chegou a fazer).

O curioso também é que a matéria fala em 180 episódios, mas já conhecemos 192 programas exibidos por sbt ou tln. Talvez os 50 programas de meia hora tenham sido contados como meio programa cada. Nesse caso seriam na verdade 155 programas de uma hora, e 50 programas de meia hora. O que bate certinho com a numeração da TLN, que vai programa P001 a P205.


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