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Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
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MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 19:57 
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Fórum Chaves

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O Fórum Chaves já entrevistou Roberto Gómez Fernández, Rubén Aguirre, Edgar Vivar e Maria Antonieta de las Nieves. Agora, trazemos aos fãs mais uma entrevista exclusiva: Carlos Villagrán, o Kiko!

Em fevereiro, o ator aceitou nos conceder essa entrevista através do Skype, diretamente do México. Villagrán fala sobre seu começo de carreira, os inícios do Chaves, sobre a carreira solo, as passagens pelo Brasil, o futebol e muito mais!

Assista aqui:



VERSÃO EM TEXTO

Desde que idade você sabia que podia inflar as bochechas e falar ao mesmo tempo?
Eu me lembro, faz muitos, muitos anos atrás, meu pai me dizia: “você tem que falar como um tio”, um tio, faz muitos anos. E eu tratava de imitar esse tio, e tinha uns oito anos, mais ou menos. E eu falava assim e riam muito de mim. Eu tinha uns oito anos, era uma criança. Era um menino.

Como você chegou a ser fotógrafo? Como foi esse período em que você trabalhou como fotógrafo no Heraldo?
Eu era fotógrafo desde menino. Eu colaborava com meu pai nas ruas. Ele ficava com uma câmera grande e tirávamos muitas fotos para famílias e vendíamos depois. E com o tempo, meu pai conheceu um diretor do jornal, um ano antes das primeiras olimpíadas no México, que foram em 1968. Então, estavam solicitando fotógrafos para cobrir as olimpíadas. Eu teve a sorte de ficar no jornal e era fotógrafo do Heraldo do México.

Como foi essa experiência de trabalhar nos jogos olímpicos? Trabalhou como fotógrafo até que ano?
Eu trabalhei nas Olimpíadas de 68, depois chegou ao México a primeira Copa do Mundo, México 70, onde o Brasil saiu campeão, você se lembra. Eu era fotógrafo ainda, do Heraldo. Tirei muitas fotos, eu corria atrás de Pelé para poder fotografá-lo.

E como foi essa experiência de estar dentro do estádio na Copa, fotografando?
Foi muito emocionante, estar em dois eventos, em 68 e em 70, na Copa do Mundo. Foi muito emocionante. Eu era um garoto ainda e foi um acontecimento muito grande para mim.

Nesses tempos, você também começou a fazer teatro, certo?
Os teatros já estavam feitos, eu só trabalhava dentro deles. Eu não fazia teatros, não colocava tijolos, nem cimento, só trabalhava.

Isso, como foi trabalhar no teatro?
Muito bonito, uma experiência muito bonita, porque quando o artista trabalha ao vivo com as pessoas, é muito bonito o contato direto.

Em que ano começou?
Foi em várias ocasiões. Vários momentos eu trabalhei, fazíamos programas de televisão, teatro, cinema, apresentações pessoais.

Nessa época você também trabalhou no Club del Shory, com Rubén Aguirre, certo?
Sim, se chamava Club de los Millonarios. Colocaram esse nome porque os garotos, as crianças são milionárias em imaginação, em alegria, por isso colocaram esse nome.

Como foi essa experiência de trabalhar na televisão e também trabalhar com Rubén e Maria Antonieta, que depois tiveram carreira juntos no Chaves?
Sim, ela também trabalhou no Club de los Millonarios. Para mim a experiência de trabalhar com Rubén Aguirre, eu tinha que olhar muito para cima, porque ele é muito grande. E depois quando entrou a Chiquinha, tinha que olhar muito para baixo, porque é muito pequena. Então eu passava olhando pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima.

Nesses tempos você fez uma peça de teatro chamada Loquibambia, em que fazia um personagem com as bochechas grandes.
Eu fazia um personagem de um menino que era uma testemunha. Era um menino que saía com as bochechas infladas e falava assim. O diálogo que me diziam eram: "você jura dizer toda a verdade e nada mais que a verdade?" E então o garoto dizia: "Você me dá cinco centavos?" "Aqui não se dá dinheiro", "Então não juro". Era um papel muito bonito que fazia, de menino.

De que maneira Chespirito chegou até você e lhe convidou a trabalhar com ele?
Eu pedia trabalho a muitos diretores de televisão. Mas Chespirito tinha um programa de uma hora e dentro desse programa de uma hora, fazia uma esquete de dez minutos, doze minutos, outros dez minutos, até completar uma hora. Então, Rubén Aguirre foi para outro canal de televisão. Ficou para ele um espaço de dez, doze minutos. E ele escreveu uma coisa de um menino, que se chamava Chaves. Eu fui até ele e ele me disse: "você vai ser um garoto", e eu, "quer um garoto que fale assim, com voz muito fininha, ou assim, com as bochechas?". E ele disse "assim, com as bochechas". Aí nasce o Quico. Aí começamos a fazer um esquete de dez minutos e depois o programa.

Essas coisas que o Quico fazia, seu choro, as frases "gentalha, gentalha", como surgiram? Foram criações suas ou Chespirito sugeriu algo, como foi?
Não, foram criações minhas. O "gentalha, gentalha" foi criação minha, em uma ocasião me ocorreu. O "cale-se, cale-se, que você me deixa louco" também me ocorreu. E que Quico fosse chorar no mesmo lugar, foi ideia do diretor Enrique Segoviano, que fazia os programas. Ele disse para o Quico ir chorar no mesmo lugar, sempre.

Que recordações você tem dos primeiros esquetes que gravou com o Chaves? Como foi esse início da série?
Foi incrível, sensacional. Foi algo muito surpreendente. Todos, os câmeras, o staff, todos começavam a rir muito, era muito bonito, todos riam demais, isso nos contagiava. Isso foi muito bonito, quando começamos a fazer o programa.

Nesses inícios, imaginava que o Chaves e Chapolin explodiriam, seriam um sucesso em toda a América Latina?
Não. Ninguém esperava que fosse um sucesso tão grande como aconteceu. Ainda temos um recorde mundial: dezessete países em primeiro lugar ao mesmo tempo, um recorde mundial. Foi um sucesso impressionante. Em Chile, Brasil, Porto Rico, Nicarágua, Panamá, Costa Rica, Honduras, Colômbia, toda a América do Sul, América Central, Caribe, Estados Unidos e agora na Alemanha, Espanha, Rússia, idiomas raros, Coreia, Arábia, tudo muito bonito. Praticamente todo o mundo.

A partir de quando o Chaves e Chapolin explodiram em audiência e começaram a ser exportados para outros países?
Sim, foi mais ou menos em 1977, 1978, quando o programa Chaves começou a ultrapassar fronteiras. O primeiro país onde tocamos para sermos internacionais foi Nicarágua. E depois veio toda essa revolução de sucesso, e foi muito bonito, passo a passo foi se criando mais e mais. No Brasil completou 30 anos desde que chegou o Chaves. Aqui no México temos 44 anos desde que começou o Chaves.

E depois que começaram as turnês com o elenco, como eram essas turnês? Que lembranças você tem desses momentos?
Foi impressionante, quando chegávamos vestidos de civis, descendo do avião, as pessoas vinha, nos beijava a mão, chorava porque tinha nos tocado, então era muito emocionante, era uma emoção aqui na garganta. Todos os países foram muito bonitos, no Chile, em todos os países que pisamos era um sucesso grande, enorme.

E teve algum momento que seja mais especial dessas turnês?
Sim, foi em Santiago do Chile, Pinochet era o presidente e ele declarou dia nacional de nossa chegada ao Chile. Suspendeu os trabalhos e as aulas. Ele nos colocou dois guarda costas para cada um, as pessoas invadiram as pistas do aeroporto, tiveram que desviar voos que chegavam, cancelavam voos que saíam, porque o avião ficou preso na pista, as pessoas tinham invadido. Nos colocaram em um caminhão blindado para poder ir. No Estádio Nacional de Chile, entraram 120 mil pessoas.

E do Chapolin Colorado, que lembranças tem? Gostava de fazer os vilões? Tem algum episódio que seja especial?
Não, gostava de todos. Gostava mais do Quico, lógico, mas gostava de fazer o Quase Nada, que falava assim. Que tinha uma cicatriz aqui. Gostava muito de fazer, fazíamos com muito carinho, prazer, alegria, com muito amor.

Este tipo um pouco tonto que você fazia, tinha uma inspiração em Jerry Lewis?
Sim. Era inspirado em um ídolo meu, que foi Jerry Lewis.

E do Chaves, tem algum episódio que seja especial para você?
Creio que todos. Gostava muito da escola. Todos gostavam muito também. Mas houve capítulos muito bonitos como os de Acapulco. A primeira e única vez que saímos da vizinhança.

E que recordações tem de Acapulco? Como foi gravar nessa cidade?
Foi diferente. Fazíamos dentro de um estúdio, e lá era no mar, na piscina, no hotel, com muitos turistas que ficavam vendo como gravávamos. Foi uma experiência muito agradável.

Lembra quanto tempo estiveram lá gravando?
Fizemos lá um programa do Chapolin e dois do Chaves. Foram uns cinco, seis dias.

Como era a experiência de estar tão perto dos turistas, das pessoas no hotel, como eram esses momentos de gravar e estar tão perto das pessoas?
Havia muitos turistas americanos. Falavam inglês e não nos conheciam. Só ficavam nos vendo assombrados, o que estávamos fazendo, adultos fazendo o papel de crianças. Mas não nos importávamos e gravávamos o programa.

Alguma vez no Chapolin ou também no Quico, você se machucou de verdade, ou conseguia que tudo fosse um jogo de câmeras?
Eram três coisas diferentes. Seu Madruga ficava nessa distância, a mão de Florinda passava a esta distância. Enrique Segoviano mudava a câmera, pra outra tomada, de uma a outra. E outro, nos efeitos, batia e piiim. As três coisas ao mesmo tempo, pareciam um tapa muito forte.

Parecia de verdade, era muito bem feito.
Sim, muito bem feito. Era muito cuidado, todo o tempo, por Enrique Segoviano.

Com o sucesso do Quico, você recebia muitos convites para séries solo, para sair do Chaves, até que chegou a sair? Como foi esse período em que estava no Chaves?
Era muito bonito. Uma benção de Deus. Mas quando eu saí, custou um pouco de trabalho. Tiraram o Quico e eu vivi oito anos na Venezuela, onze anos na Argentina, três anos no Chile, três anos no Brasil, fiquei em muitas cidades do Brasil. Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, muitas cidades, de muitos estados.

Exatamente por que você saiu do Chaves e Chapolin? Muita gente ainda tem dúvidas. Exatamente qual foi o motivo que fez você sair de Chaves e Chapolin?
Me tiraram do programa. Eu não saí. Me tiraram porque o Quico ganhou muita popularidade. Isso não dizem o Senhor Barriga, nem a Chiquinha, nem o Professor Girafales. O dono da Televisa, Emilio Azcárraga, me chamou para que eu fizesse um programa solo. Eu disse que sim e ele disse: "supervisionado por Chespirito", então eu lhe disse, pedi pra explicar, que havia diferenças entre eu e Chespirito. E ele me disse: "me soam outras coisas suas diferenças", então lhe disse: "muito obrigado então". Por isso tive que viver fora, porque Emilio Azcárraga mandou fax a todos os países, para que ninguém me desse trabalho. Porque senão ele deixava de vender o Chaves e novelas mexicanas. Mas Deus foi muito grande pra mim e sempre tive trabalho onde quer que fosse. Fui para um ano na Venezuela e fiquei oito. Me disseram: "esta é sua casa, Quico". Fiquei onze anos na Argentina e fui trabalhando por todo lado, com a benção de Deus.

Como foi essa experiência de gravar programas solo com o Kiko na Venezuela, em outros países?
Muito trabalho, mas o programa que todos gostavam era o Chaves. Então eu fazia um programa que se chamava Federrico, Kiko Botones, Ah que Kiko, fazia muitos programas. Impossível superar o Chaves, mas eu tinha que trabalhar.

E como foi trabalhar com Ramón Valdés, no que foi um de seus últimos trabalhos na televisão?
Foi muito bonito. Ramón Valdés era praticamente o centro do programa. Ele funcionava, tudo girava ao redor dele. A Chiquinha fica órfã, Dona Florinda fica sem filho e sem quem dar tapa, a Bruxa do 71, seu motivo principal era o Seu Madruga. Protetor do Chaves era o Seu Madruga, quem não pagava o aluguel, o Seu Madruga. Com o Professor Girafales, era o analfabeto e o professor. Então, quando o Seu Madruga sai, o programa cai muito.

E como era a sua relação de amizade com Ramón Valdés, como foi também depois quando ele faleceu, como você se sentiu?
Bom, com Ramón Valdés, até que ele morreu, sempre foi uma relação muito bonita, agradável. Depois foram muitos, muitos anos, mais de 30, que não havia relação com ninguém. Nem Chiquinha com Girafales, nem Girafales com Chiquinha, nem Chiquinha com Kiko, nem Girafales com Kiko, nem Senhor Barriga com Kiko, não havia relação nem pra bem, nem pra mal, não havia relação. E quando me avisam, já se esperava, que Chespirito estava com respirador artificial, muita gente esperava por aquele momento, que ele morresse. Eu estava em outro país, San Antonio, no Texas, quando chegou uma chamada, tive que deixar tudo no hotel e voar para o México, estar presente na missa de Roberto. A qual, sinceramente, me deu uma satisfação enorme. Meu coração, minha mente, ir à despedida do amigo, do gênio, do mestre, do companheiro, foi muito gratificante.

E depois de todos esses trabalhos, por que não fez mais programas de TV?
Eu tinha contrato na Venezuela para fazer uma série por um tempo, determinados capítulos. Quando terminava essa série, eu fazia outra, outras coisas. Mas o que mais fazia eram shows através de turnês, em muitas cidades.

Antes da década de 90, você esteve alguma vez no Brasil, ou aquela época foi a primeira vez que esteve aqui?
Em 1995 eu comecei na Argentina e depois 96, 97, 98, estive no Brasil. No Rio Grande do Sul em muitas cidades: Caxias do Sul, Passo Fundo, Canoas, Paraná, Santa Catarina, por todo lado, foram 47 cidades.

Antes de estar aqui, já sabia do êxito que a série tinha no Brasil?
Não, foi há muito tempo, em 1996. Não tinha o êxito que tinha agora, mas tinha. Na Globo, havia saído uma notícia de que todos os integrantes do Chaves havia morrido em um acidente aéreo. SBT dava mais audiência que a Globo e não havia forma de parar tanto sucesso. Então a Globo deu a notícia de que tínhamos morrido. Então quando me apresentei pela primeira vez, queriam queimar o circo. Todos vieram para ver que era o verdadeiro Kiko. Aí pude trabalhar a gosto.

E como foi sua reação quando teve o primeiro contato com a versão dublada do Quico em português?
Eu conheci no Jô Soares, eu fui convidado, fui vestido de Kiko, então estava lá sentado quando me apresentaram a Nelson Machado. Já tinha ouvido antes o programa dublado. Ele fazia a voz do Quico, era muito diferente do que se fazia no México.

E como foi ter esse contato com os fãs do Brasil, com a diferença de idioma? Como era fazer esse show com o idioma diferente?
Eu tratei de imitar, me colocavam a voz de Nelson Machado, para poder trabalhar e ter relação entre imagem e som. Aprendi um pouquinho a falar português, para que me entendessem no show do Kiko. Foi fácil, não foi muito difícil, as pessoas foram muito bonitas lá.

Depois desse tempo nos anos 1990, como foi em 2010 estar mais uma vez no Brasil e reencontrar Edgar Vivar no Festival da Boa Vizinhança, em São Paulo?
Sempre é muito bom reencontrar com um companheiro de trabalho de um programa tão exitoso como Chaves. A mim me alegrou muito reencontrá-lo, não sei ele, a mim sim. E também quando me encontrei com a Chiquinha em Los Angeles, lhe dei um abraço, me abraçou também. Não encontrei foi o Girafales, não sei se está doente.

Sobre esse reencontro com a Chiquinha, como foi depois de tanto tempo reencontrá-la?
Foi muito bonito. Inclusive havia um corredor, estávamos dentro de seu camarim cada um. Eu saí e disseram "aqui fica Kiko, e aqui fica a Chiquinha", então ela saiu e corremos os dois, nos abraçamos, eu a carreguei e lhe dei um beijo, começamos a conversar, contando os sucessos que tivemos durante tantos anos. Foi muito bonito.

Hoje, o que representa o Brasil para você?
Muito. Muito. Dia após dia falamos do Brasil, chegam mensagens do Brasil, no Instagram, Facebook, muitas coisas bonitas, agradecimentos por ter feito a infância muito feliz, muitos comentários, muitas fotos que me mandam do Brasil. Então, o Brasil significa, sempre está aqui dentro comigo, me lembro muito do Rio de Janeiro, de quase todas as cidades que eu fiquei, Londrina, gostei muito, Cascavel, também gostei muito. Gramado, estive em Gramado, Florianópolis, me lembro de todos esses lugares.

Como foi em 2013 e no ano passado fazer essas novas turnês no Brasil, sentir tão de perto esse amor que o público tem por você?
Na verdade, eu penso que é uma benção de Deus. Te digo, como ser humano, nunca havia sentido esse amor tão de perto, essa admiração pelo personagem. Eu agradeço a Deus por ter me trazido do Brasil toda essa experiência de amor, de energia positiva, de quantidade de coisas que encheram minha vida, de que valeu a pena fazer esse personagem, que me deu tantos e tantos prêmios.

Há alguns anos surgiu a notícia de que você tentaria lançar uma rede de restaurantes chamada Kiko Gourmet. O que aconteceu com esse projeto?
Esse projeto fiz para um filho. Ele não cuidou bem, coloquei a imagem e se chamava Kiko Gourmet, depois mudou para Kiko Hamburguesas. Ele não trabalhava bem, não cuidou bem e não deu certo.

E o projeto do livro falando de sua vida, como está?
Vai sair muito em breve, eu e minha companheira temos que afinar várias coisas. É um livro de agradecimento, não de queixas, não de falar mal de alguém, simplesmente acontecimentos que me passaram sendo Carlos Villagrán, sendo Kiko, ou sendo ambos. Vou contar a todos através de um livro.

Quero falar agora de sua paixão que é o futebol. Você disse em uma entrevista para Danilo Gentili que no Brasil é torcedor do Grêmio.
Sim, tenho umas cinco camisetas do Grêmio.

Aí no México, você é torcedor de alguma equipe?
Sim, de uma equipe que se chama Guadalajara, o Chivas.

Você tinha, ou tem o costume de ir ao estádio ver as partidas, ou não vai mais?
Em poucas ocasiões eu fui ao estádio. Gostava mais de ver na televisão, pra ver os replays dos gols, das faltas e apreciava melhor tudo.

Você escreveu uma coluna esportiva no jornal Plaza de Armas há um tempo. Como foi essa experiência? Gostaria de ser comentarista esportivo?
Me encantaria fazer um programa em que eu entrevistasse os jogadores de futebol de todo o mundo, começando pelos mais populares como Messi, Neymar, Ronaldo, todos esses. Fazer uma dupla entrevista: a cômica, vestido de Kiko, e a outra como Carlos Villagrán, entrevista séria. Para fazer televisão para Fox, ESPN, programa para um canal que esteja no ar, não sei. SBT?

No mundial do Brasil, gostou de ver? Como foi sua reação ao ver o 7x1 da Alemanha no Brasil, que foi algo muito inesperado?
Definitivamente, eu sou torcedor do Brasil. Todo o México é torcedor do Brasil. Primeiro vamos com nossa equipe, o México. Mas quando México é eliminado, Brasil tem nosso apoio, representa a todos nós. Foi muito cruel esse placar de 7, todos sofremos, todos acompanhamos Brasil nesse jogo tão triste.

Como se sentiu ao ver há um tempo Neymar e Messi vestidos como Kiko?
Me senti assim aqui dentro, foi muito bonito. São personagens do esporte muito conhecidos mundialmente e eles são admiradores do personagem Kiko. Eu me senti muito importante.

Como foi conhecer Neymar pessoalmente?
Muito agradável, estive falando com ele em Santos, na cidade de Santos, disse a ele: "quando você fizer um gol, você pode comemorar, eu lhe ensinava como, parece que não aprendeu muito. Foi muito mais bonita a conversa. Foi muito bonita.

A pergunta inevitável sobre o futebol. Quem foi melhor: Pelé ou Maradona?
Pra mim, Pelé. E também Maradona. Cada um em sua época, foram diferentes. Pelé jogou quando a bola molhava e pesava muito. Não é a mesma bola de hoje que não pesa. Pelé jogava com uma bola de pedra. Pesava muito pra cabecear, foram coisas totalmente diferentes. Na posição, na forma de jogar, era diferente, em estatura. Era diferente. Cada quem em sua época foi muito bom.

Pensa que os dois, Messi ou Neymar, algum dos dois vai superar Messi ou Maradona, ou também serão os melhores de sua época?
Também. A tecnologia favorece mais aos novos jogadores. A bola, o ar que contém, é muito mais ligeiro, não se molha, tem outra textura, do que há muitos anos atrás. Penso que para os ícones Pelé e Maradona, já ficaram como ícones. Não penso que ninguém vá superá-los.

O que você pensa do futebol hoje em dia, como está organizado, de um modo geral?
A nível mundial temos muitos problemas com a Fifa, com estádios como na Arábia, muitos mortos, e sucessos muito raros. Mas o futebol é o alimento do povo, das pessoas. É o esporte mais bonito do mundo, é meu ponto de vista.

E o que pensa do futebol do México hoje?
Mudou bastante. Não está totalmente maduro no aspecto mundial. Não chegamos ainda ao quinto jogo no Mundial. Agora está forte, com novo treinador, jogadores de sobra, que podem substituir, antes não tínhamos, se alguém saía, ficava mal, agora temos mais gente, jogadores. Sinto mais forte agora, na Copa Ouro e na Copa América vai ser interessante ver como o México se desenvolve.

Do futebol brasileiro, segue acompanhando, tem o costume de ver alguns jogos além da seleção brasileira?
Sim, vejo Corinthians, São Paulo, Belo Horizonte, os dois que passam pelo Sky, vejo muitos jogos do Brasil. Mas agora mesmo não sei quem está à frente.
Agora não está ocorrendo o Campeonato Brasileiro, ainda não começou.
Quem foi o campeão do último? Corinthians?
Foi o Cruzeiro, de Belo Horizonte.
Isso, isso, isso.

E depois da partida de Chespirito, como você se sente agora que Chespirito não está mais conosco?
Se sente a ausência dele. volto a repetir, se esperava isso, me ligaram vários jornalistas importantes do México e me falavam: "o que você vai fazer com o título que Chespirito lhe deixou?" Qual título? "Que depois de Chespirito, você está acima". Digo: não vou fazer nada, só agradecer a todas as pessoas, não tenho que fazer nada. Só falar dele, recordar dele e trabalhar, com a benção de Deus.

E falando de trabalho, até quando pensa em trabalhar como Kiko, quando pensa em se aposentar?
Há que chegar um dia próximo em que eu tenha que sair do Kiko, deixar de trabalhar e fazer outras coisas, produções, fazer um programa como Carlos Villagrán. Eu havia deixado o Kiko, eu tive uma experiência muito bonita. Encontrei um político mexicano em um hotel, no lobby, ele me perguntou: "onde você vai?" "eu vou me despedir do Peru". "Como se despedir?" "Sim, eu tenho que me despedir, tenho determinada idade e estou fazendo um menino de nove anos", "não, você não tem que se despedir, o público tem que se despedir de você". Isso me deu uma injeção de ânimo e vou trabalhar um ano, um ano e meio mais e depois vou sair. Pensei em fazer muito exercício, ficar mais magro, pra ficar parecido com esse Kiko de tantos anos atrás.

E depois de muito tempo, que você não esteja mais conosco, como gostaria de ser lembrado pelas pessoas?
Como cada um queira se lembrar. Não vou pedir nada, se quiserem se lembrar, estarei com Roberto lá em cima, com Seu Madruga e isso não me preocupa, como vou ser lembrado. Se fiz um bom trabalho, se fiz as pessoas rirem, já fui pago por isso. Agradeço muito às pessoas por essa entrevista que estamos, tão rica, tão linda, a todas as pessoas: muito obrigado, eu agradeço a eles.

Foi maravilhosa essa entrevista, creio que os fãs também vão gostar. Gostaria que você enviasse uma mensagem especial a todos os seus fãs do Brasil. O que gostaria de dizer a eles agora?
Tudo bem. Primeiro: calem-se, calem-se, calem-se, que vocês me deixam louco! Escutem muito bem. Eu me lembro de todos vocês, de todo o Brasil, tenho vocês dentro de meu coração, que ficam brincando todo dia, todos vocês do Brasil. O Brasil vive comigo, muito obrigado a todos, a todos os fãs, muitas bençãos a todos e por favor, sejam felizes e vão com minha cara.
E como Carlos Villagrán: querida gente, quero falar devagar para que todos me entendam. Querida gente do Brasil: Brasil representa exageradamente importante no que é minha vida. Quando eu soube do Brasil e tive que trabalhar lá, e não era trabalho, eram férias, me apaixonei. Recebo diariamente mensagens de todos os fãs, o Brasil me emociona, admiro o país em todos os seus aspectos, no futebol, na geografia, em sua história, no que fez, no Amazonas, nas quantidades de coisas que encontrei no Amazonas. Brasil significa muito para o mundo e para mim. Quero agradecer sinceramente a todos. Para mim, estou eternamente agradecido. Sou absolutamente agradecido com todos. Que viva o Brasil.


Entrevista e tradução por Antonio Felipe Purcino
Edição por Lucas Ambrosi
Legendas por Riddle Snowcraft

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 20:05 
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Fórum Chaves escreveu:
Exatamente por que você saiu do Chaves e Chapolin? Muita gente ainda tem dúvidas. Exatamente qual foi o motivo que fez você sair de Chaves e Chapolin?
Me tiraram do programa. Eu não saí. Me tiraram porque o Quico ganhou muita popularidade. Isso não dizem o Senhor Barriga, nem a Chiquinha, nem o Professor Girafales. O dono da Televisa, Emilio Azcárraga, me chamou para que eu fizesse um programa solo. Eu disse que sim e ele disse: "supervisionado por Chespirito", então eu lhe disse, pedi pra explicar, que havia diferenças entre eu e Chespirito. E ele me disse: "me soam outras coisas suas diferenças", então lhe disse: "muito obrigado então". Por isso tive que viver fora, porque Emilio Azcárraga mandou fax a todos os países, para que ninguém me desse trabalho. Porque senão ele deixava de vender o Chaves e novelas mexicanas. Mas Deus foi muito grande pra mim e sempre tive trabalho onde quer que fosse. Fui para um ano na Venezuela e fiquei oito. Me disseram: "esta é sua casa, Quico". Fiquei onze anos na Argentina e fui trabalhando por todo lado, com a benção de Deus.

Está aí a verdade sobre a ida de Carlos Villagrán pra Venezuela. Que emissora do mundo na América Latina ousaria divulgar que Emilio Azcárraga Milmo, filho do fundador da Televisa e pai do atual dono da mesma, cometeu uma verdadeira CHANTAGEM no sentido quase criminoso da palavra? Ninguem ousaria mexer com a pessoa mais poderosa da Televisa, que consequentemente é uma das pessoas mais poderosas da América Latina.

Qualquer jornalista profissional mexicano ou venezuelano não arriscaria perder o emprego (ou quem sabe a vida) expondo este tipo de verdade, levou um jornalista brasileiro (e fã) para enfim sabermos que não foi Chespirito que teve problemas com a popularidade do Quico - foi Azcárraga, que frustrado por Villagrán não ter aceito um trabalho supervisionado por Chespirito, usou seu poder para tentar acabar com a vida profissional do cara.

Ter feito o Chespirito cancelar as séries CH em 95 é pouco perto disso aí.

Meus parabéns ao Antonio por conseguir a verdade, e meus parabéns ao Carlos Villagrán por enfim ter encontrado um meio que divulgue essa verdade.

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 20:17 
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Fórum Chaves escreveu:
Nesses tempos, você também começou a fazer teatro, certo?
Os teatros já estavam feitos, eu só trabalhava dentro deles. Eu não fazia teatros, não colocava tijolos, nem cimento, só trabalhava.

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 20:49 
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Riddle Snowcraft.Δ17 escreveu:
Fórum Chaves escreveu:
Exatamente por que você saiu do Chaves e Chapolin? Muita gente ainda tem dúvidas. Exatamente qual foi o motivo que fez você sair de Chaves e Chapolin?
Me tiraram do programa. Eu não saí. Me tiraram porque o Quico ganhou muita popularidade. Isso não dizem o Senhor Barriga, nem a Chiquinha, nem o Professor Girafales. O dono da Televisa, Emilio Azcárraga, me chamou para que eu fizesse um programa solo. Eu disse que sim e ele disse: "supervisionado por Chespirito", então eu lhe disse, pedi pra explicar, que havia diferenças entre eu e Chespirito. E ele me disse: "me soam outras coisas suas diferenças", então lhe disse: "muito obrigado então". Por isso tive que viver fora, porque Emilio Azcárraga mandou fax a todos os países, para que ninguém me desse trabalho. Porque senão ele deixava de vender o Chaves e novelas mexicanas. Mas Deus foi muito grande pra mim e sempre tive trabalho onde quer que fosse. Fui para um ano na Venezuela e fiquei oito. Me disseram: "esta é sua casa, Quico". Fiquei onze anos na Argentina e fui trabalhando por todo lado, com a benção de Deus.

Está aí a verdade sobre a ida de Carlos Villagrán pra Venezuela. Que emissora do mundo na América Latina ousaria divulgar que Emilio Azcárraga Milmo, filho do fundador da Televisa e pai do atual dono da mesma, cometeu uma verdadeira CHANTAGEM no sentido quase criminoso da palavra? Ninguem ousaria mexer com a pessoa mais poderosa da Televisa, que consequentemente é uma das pessoas mais poderosas da América Latina.

Qualquer jornalista profissional mexicano ou venezuelano não arriscaria perder o emprego (ou quem sabe a vida) expondo este tipo de verdade, levou um jornalista brasileiro (e fã) para enfim sabermos que não foi Chespirito que teve problemas com a popularidade do Quico - foi Azcárraga, que frustrado por Villagrán não ter aceito um trabalho supervisionado por Chespirito, usou seu poder para tentar acabar com a vida profissional do cara.

Ter feito o Chespirito cancelar as séries CH em 95 é pouco perto disso aí.

Meus parabéns ao Antonio por conseguir a verdade, e meus parabéns ao Carlos Villagrán por enfim ter encontrado um meio que divulgue essa verdade.



Eu tinha entendido que ele não aceitou a proposta justamente porque já tinha diferenças com Chespirito... Ou seja.. os dois tiveram um desafeto sim que o levou a sair do programa...

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 20:56 
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José Antonio escreveu:
Fórum Chaves escreveu:
Nesses tempos, você também começou a fazer teatro, certo?
Os teatros já estavam feitos, eu só trabalhava dentro deles. Eu não fazia teatros, não colocava tijolos, nem cimento, só trabalhava.

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HUARUHRAUHRAUUAHRUHSUHAHURUARUHARUHARHUARUS

"Só não mando se foder, pq sou fã dele"

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 20:58 
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Eu meio que fico na dúvida se ele realmente quis fazer uma piada ou ele não entendeu muito bem a pergunta. :ponder:

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"Vai dar uma de paladino com seus muleques, rapaz. Isso é um tremendo de um franchona"

ALBORGHETTI, Luiz Carlos


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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 21:13 
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Não é possível. Acho que ele aproveitou a pergunta pra dar essa tiradinha.

E eu ri, confesso.


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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 21:17 
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Interessante essa Entrevista e muito mais Interessante ainda o esclarecimento dele a respeito de Sua Saída do Programa.


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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 21:26 
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Citação:
Eu meio que fico na dúvida se ele realmente quis fazer uma piada ou ele não entendeu muito bem a pergunta. :ponder:


Acho que ele quis fazer uma piada mesmo.Me lembrou em 2008,com o ''Pânico'',quando o Vesgo perguntou:

- Como começou tudo isso?

E ele :

- Começou com Adão e Eva!

Citação:
Não é possível. Acho que ele aproveitou a pergunta pra dar essa tiradinha.

E eu ri, confesso.




Eu também ri.

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 21:27 
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Foi uma piada. Nas vezes em que estive com ele em Porto Alegre, fazia piada sobre tudo o que era possível.

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Fundador e administrador do Fórum Chaves
Diretor do Fã-Clube Chespirito Brasil
Autor do livro "O Diário do Seu Madruga"

Eleito pelos usuários como o melhor moderador em 2011, 2012, 2013 e 2014


Twitter: @Antonio_Felipe


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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 21:49 
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Oloco bicho, altas revelações nessa entrevista. Adorei a mesma e parabenizo aos realizadores. Sobre a piadinha do teatro eu também ri :risos: Isso aí vai dar muita repercussão... vocês vão ver, vocês vão ver...


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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 21:54 
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Ótima entrevista. Parabéns! :joia:

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Fórum Chaves escreveu:
Nesses tempos, você também começou a fazer teatro, certo?
Os teatros já estavam feitos, eu só trabalhava dentro deles. Eu não fazia teatros, não colocava tijolos, nem cimento, só trabalhava.



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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 23:29 
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Esses manda-chuvas da Televisa, vou te contar...

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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 23:35 
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Citação:
Antes de estar aqui, já sabia do êxito que a série tinha no Brasil?
Não, foi há muito tempo, em 1996. Não tinha o êxito que tinha agora, mas tinha. Na Globo, havia saído uma notícia de que todos os integrantes do Chaves havia morrido em um acidente aéreo. SBT dava mais audiência que a Globo e não havia forma de parar tanto sucesso. Então a Globo deu a notícia de que tínhamos morrido. Então quando me apresentei pela primeira vez, queriam queimar o circo. Todos vieram para ver que era o verdadeiro Kiko. Aí pude trabalhar a gosto.


Essa aí foi fodz.

Ótima entrevista.

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Títulos e posições de destaque:

1º em A Fazenda do Fórum Chaves 4 :campeao:
1º no Foot Betting 2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - dezembro/2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - setembro/2016 :campeao:
1º no Torneio GUF 19 - Série A :campeao:
2º na eleição de usuário do mês - agosto/2012 :vice:
2º na eleição de usuário do mês - outubro/2013
2º no XIV Concurso de Piadas
2º no Trivia Fórum Chaves 3
2º na A Casa do Chavesmaníacos 14
3º na eleição de usuário do mês - setembro/2013 :terceiro:
3º no Torneio GUF Série B 14
3º na eleição de usuário do mês - outubro/2015
3º no Torneio GUF Série A 18
3º na eleição de usuário do mês - janeiro/2016
3º na eleição de usuário de 2016
4º na III A Fazenda do Fórum Chaves Imagem
4º na eleição de usuário do mês - abril/2015
4º na eleição de usuário do mês - novembro/2015


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Re: Fórum Chaves entrevista: Carlos Villagrán, o Kiko • Exclusivo no Fórum Chaves!
MensagemEnviado: 22 Fev 2015, 23:44 
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Programa CH: Chaves
Time de Futebol: Vasco
Muito show a entrevista! Já li, e logo mais assisto também!

Parabéns! :joia:


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