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Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
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MensagemEnviado: 20 Out 2013, 20:00 
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Fórum Chaves

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Depois de entrevistar Roberto Gómez Fernández e Rubén Aguirre, o Fórum Chaves traz aos fãs mais uma entrevista exclusiva, com muitas surpresas para todos. O entrevistado da vez é nada menos que Edgar Vivar, o Senhor Barriga!

Em setembro, logo depois de seu show em Porto Alegre, Edgar Vivar nos concedeu essa entrevista. Em quase uma hora, o ator fala sobre o começo na medicina, como foi descoberto por Roberto Gómez Bolaños, sobre as regravações de episódios, o fim do Chapolin em 1979, o fim das séries CH, a morte de seus companheiros de série, seu circo, sua incursão pelas redes sociais, seu encontro com Mário Vilela, o carinho dos fãs e muito mais! Uma entrevista imperdível!

Assista em alta definição:



Não esqueça de dar joinha e favoritar no Youtube :D


TEXTO

FCH - Para começar: antes de ser ator, o senhor teve um interesse pela medicina. Como surgiu esse interesse, por estudar medicina?
EV - É uma boa pergunta. Eu sempre pensei que ia ser médico, sempre, nunca pensei que ia ser ator. Quando cursava o último ano da escola prévia à universidade, eu tinha que fazer uma atividade estética. Uma matéria estética. E nunca tive a oportunidade. Então, quando fui requerido fazer, era uma das diversas matérias. Fotografia, canto coral, artesanato. Todas as matérias estavam cheias e uma somente com vaga: teatro, a classe de teatro. Então, tive que fazer uma peça de teatro experimental e gostei. Quando fui à escola de medicina, ao mesmo tempo estive estudando no centro universitário de teatro, porque eu pensava que qualquer atividade humana tem que ter a ver com a medicina. Porque você vai tratar não com enfermidades, mas com seres humanos, com pessoas. E também penso, estou totalmente seguro que as artes não estão brigadas com a medicina. Por isso segui estudando medicina e também atuação.
FCH - E ao mesmo tempo fazendo teatro.
EV - Isso, fiz muitas peças de teatro experimental no tempo em que estudava medicina.
FCH - Por quanto tempo que o senhor ficou fazendo medicina e então decidiu que não iria mais fazer, só atuação?
EV - Terminei minha carreira de médico dois anos depois de começar com Chaves. Eu estava trabalhando como médico em um hospital pequeno quando fui chamado por Roberto [Gómez Bolaños]. Eu trabalhava fazendo teatro experimental ao mesmo tempo em que trabalhava como médico. E em uma ocasião, fui chamado para um casting, para um comercial de geladeiras. Foi um comercial muito exitoso, engraçado. Então Roberto me viu no comercial e me conheceu. Eu não o conhecia, mas o diretor desse comercial era muito amigo de Roberto. Quando Roberto finalmente teve a oportunidade de ter seu próprio programa de televisão, necessitou mais atores. Então ele convidou esse cara, que se chama Ignacio Brambilla, seu amigo. Ele recusou o convite, disse que não podia, mas que conhecia alguém que podia trabalhar com ele: Edgar Vivar. Um dia recebi uma ligação. Era Roberto Gómez Bolaños. Perguntou: "Você é Edgar Vivar?" "Sim". "Sou Roberto Gómez Bolaños, Chespirito". "Ah, sim, sim". "Você gostaria de trabalhar na televisão?" "Sim!" "Você conhece a televisão?" Nunca trabalhei na televisão, tinha feito comerciais, teatro. Quando fui para a entrevista com ele, foi muito curioso. Ele estava fazendo [o episódio] "A Peruca de Sansão". Anos depois fui parte desse esquete. Então, estava fazendo o esquete, e eu ri, era muito engraçado. E todo mundo virou a cabeça para me olhar. Estava silencioso. E eu ri. "Corta!" E eu me senti tão mal, era a primeira vez que eu estava em um estúdio de televisão. "Corta! Silêncio! Quem riu!". Aí finalmente cortaram, repetiram a cena. Então veio Roberto, me entrevistou. Disse: "Aqui neste programa não usamos ponto eletrônico". Eu perguntei: "o que é isso?". E ele: "está contratado". Assim, estive trabalhando com ele dois anos continuamente. Felizmente coincidiu que o programa começou a fazer mais e mais e mais sucesso, não somente no México, também em toda a América Central. Primeiro no México, todo ele parava para ver o Chaves. Depois, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, foi como uma onda, começou a ter muito êxito. E começaram as turnês. A princípio eu não participava. Era somente Carlos Villagrán, Ramón Valdés, Rubén Aguirre. Depois foi Chiquinha e eu. Foi mais complicado. Não sabia o que escolher. Eu trabalhava em hospital e tinha que ir às apresentações fora do México, depois voltava ao hospital. E decidi seguir com a carreira [de ator]. Primeiro porque era menos responsabilidade. Se errava [como ator], não acontecia nada, repetia. Se errava como médico, o paciente morre. E também conheci muitas coisas desagradáveis na carreira médica. Nem todos os médicos são maus, mas via apêndices que não tinham que ser extraídos, cesarianas programadas porque o médico tinha que sair de férias, coisas assim que não gostava. Finalmente decidi que ficaria na atuação. Não me arrependo. Fui muito feliz com isso.

FCH - E quando Chespirito chegou até o senhor, ele já veio com a proposta de ser o Senhor Barriga?
EV - Não. No princípio era ser somente o dono da vila. Foi assim. Primeiramente o Chaves era somente um esquete, muito simples. Realmente a parte mais importante do programa de Chespirito era o Chapolin Colorado, foi o primeiro. Super-herói, tudo isso. E o Chaves era só uma partezinha e tinha poucos personagens. Era o Chaves, Seu Madruga e sua filha. Apareceu depois a Bruxa do 71, a Dona Florinda. E quando foi sendo mais importante, apareceram mais e mais personagens. No meu caso em particular, apareceu o dono da vila. Ele não escreveu "um homem gordo", escreveu para um dono. E depois foi adaptando. Eu acho que a grande qualidade de Roberto Gómez Bolaños é que ele conhecia muito bem seus atores, não somente suas capacidades, também nossas limitações. Isso foi vital, ele era muito inteligente.
FCH - Chespirito criou todo o personagem ou o senhor pode acrescentar alguma característica?
EV - Tudo foi parte de um crescimento conjunto. Ele escrevia e todo mundo podia acrescentar coisas para o bem do programa. No meu caso, o dono da vila, com certas características baseadas em minha pessoa. Um homem gordo que usava óculos - eu uso óculos. E quando comecei, eu parecia mais jovem. Ele queria uma pessoa mais madura, maior. Então eu usava um bigode falso. E também a atuação, tinha que ter a mesma idade do Seu Madruga. O terno, a forma de caminhar, era parte de minha interpretação. Ele escreveu o personagem, eu interpretava. Foi tudo parte de uma criação. Caso do Nhonho, ele escreveu para o filho do Senhor Barriga, com as mesmas características. E para a minha visão do personagem, era o mesmo, mas o final de uma corda. O Senhor Barriga foi como o Nhonho quando criança e o Nhonho será como o Senhor Barriga quando crescer. Então eu tinha que ser muito semelhante. Eu dei a ideia dos dentes falsos para marcar essa desproporção que as crianças têm quando estão mudando os dentes. Era uma criação conjunta. E ao final, tudo isso ia para fazer um melhor show.

FCH - Rubén Aguirre disse que admirava muito a forma como o senhor caía, sem se machucar, que parecia muito real. Como era isso, alguma vez o senhor se machucou?
EV - Duas coisas: era muito jovem. E também sabia como cair. Agora não posso fazer mais, está no videoteipe. Não sei. Algumas vezes me machuquei mesmo, meu joelho, quebrei o cotovelo quando fizemos El Chanfle 2 em uma das quedas. Infelizmente foi a tomada que não ficou no filme. Meus óculos quebraram... No princípio todos os ternos, tinta, água, tudo isso era meu, era parte da diversão. Para mim era uma diversão fazer o programa, a princípio.

FCH - Uma característica de Chaves e Chapolin é que muitos episódios tiveram mais de uma versão. Por exemplo, Don Juan Tenório teve mais de quatro versões. O que os atores opinavam sobre isso, de ter que gravar várias vezes a mesma história ao longo dos anos, mas mudando os personagens?
EV - Eu diria que é muito difícil não repetir em 25 anos. Agora você pode assistir todos os programas no Youtube, DVD e você vê os programas comprimidos. Em 25 anos, tentar fazer o programa com o mesmo nível de atuação, são muitos detalhes, tem que cuidar. E você faz Don Juan Tenório em um ano e no ano seguinte... No México é uma tradição apresentar [Don Juan Tenório]. É originalmente uma peça de teatro que se apresenta nos dias 1 e 2 de novembro, sempre, no México. E você tem várias versões, quatro ou cinco diferentes, em diferentes teatros. É tradição. Por isso também repetimos esse especialmente. Por exemplo, tem também programas como da viagem a Acapulco, que foi feito somente uma vez. Por isso quero dizer que são várias situações que você tem que pensar para fazer um programa exitoso, com bom nível, com boas atuações, tem que trabalhar muito e às vezes tem que repetir o mesmo. Mas especificamente Don Juan Tenório é por essa tradição.
FCH - E também porque naquela época não existia como existe hoje o Youtube, as repetições nos diversos países. E agora você pode ver a qualquer hora. Naquela época os programas não repetiam, o público se renovava.
EV - Sim, é muito curioso. No meu caso, você vê um Edgar Vivar muito gordo e algumas outras vezes mais magrinho. Depois você pode ver indiscriminadamente. No Brasil por exemplo, colocam juntos um esquete de um programa de 20 anos atrás junto a outro feito há dez anos. São diferenças muito grandes. Então, o mesmo esquete feito anos antes e outro anos atrás. É muito estranho. Não somente no Brasil, na Argentina também. Você tem todo um estoque de programas. E a emissora escolhe por tempo, para encher o tempo que tem para transmitir. Por exemplo, no Natal, quando precisam de mais tempo comercial, então colocam os esquetes mais curtos. Depende da emissora.

FCH - Em 1979, foi decidido encerrar a série do Chapolin, teve o episódio de despedida. Como os atores encararam isso naquela época?
EV - Agora estou lembrando... Foi porque Roberto teve um acidente num episódio onde há uma construção de um edifício. Ele destrói tudo como o Chapolin. E uma parte da cenografia acertou seu olho, sangrou muito. Ele tem uma cicatriz no olho. Nessa ocasião ele estava perdendo a capacidade para pular, essas coisas. E decidiu que era preferível fazer mais comédia e menos ação. Isso não significa que o show terminava. Mas que trocaria por algo mais inteligente, para a comédia. Veio depois La Chicharra. Foi uma decisão inteligente, mas nessa época eu não senti saudade ou algo assim, é uma coisa nova que faríamos, vamos ver o que vai ser. Acho que La Chicharra foi um pouquinho incompreendido. É mais comédia, muito engenhoso o que ele escreveu. Para mim é muito interessante assistir aos Chifladitos, é assim que eles se chamam no México. Você sabe, Roberto usava palavras com CH. É um som muito latino, constante no espanhol. Chavo, Chapulín, Chespirito, Chompiras, Chilindrina. Em português obviamente mudou. Então buscavam equivalente, alguns equivalentes, outros intraduzíveis, como a palavra "saudade", que pra nós não tem tradução. Então especificamente os Chifladitos, Lucas Tañeda tem uma conotação cultural no México. Lucas é louco. Chaparrón Bonaparte, como Napoleão. Chaparro é baixo. Todas as piadas são muito inteligentes, muito difícil de traduzir algumas delas, é como tratar de traduzir, guardadas as proporções, Cervantes ao inglês.

FCH - Durante o Programa Chespirito, em 1988 falece Ramón Valdés, depois também a Angelines... Como vocês lidaram com isso tanto pessoal como profissionalmente, nas séries?
EV - Difícil. Ramón Valdés, meu amigo, não estava mais no programa. Eu pessoalmente senti muito sua partida, era meu amigo. E quando ele morreu, estava muito mal, doente, tinha câncer. Eu voltava à Cidade do México, da Guatemala. A primeira notícia que tive quando abriram a porta do avião, peguei minha maleta, perguntaram: "É o Senhor Barriga?" "Sim". "Ramón Valdés morreu". Foi um choque. Eu somente deixei minhas malas em casa e fui diretamente ao cemitério. Para mim foi muito triste e ao mesmo tempo muito bonito. Porque muitas pessoas estavam lá, estava cheio. Suas filhas e filhos, nos abraçávamos. Encontrei Rubén Aguirre lá. Quando estava no cemitério, colocando Ramón [no túmulo], não quis estar perto. Então veio um menino e pediu a Rubén e a mim para por uma medalha dentro de seu caixão. Lembro perfeitamente, foi muito emocionante. Eu penso que é um compromisso muito grande, quando você tem o amor, o carinho de tantas pessoas. De alguma forma você não morre, você fica aqui, pelo que fez. Angelines Fernández morreu, pra mim também foi um choque, era uma pessoa muito austera, sua forma... Fui visitá-la no hospital, estava muito mal, não me reconheceu. Quando ela se foi, eu senti. Era minha amiga. Não foi o mesmo com Ramón. Anos depois morreu o carteiro Jaiminho, Raúl Padilla. Era um tipo muito engraçado. Eu o visitava, sua mulher era encantadora. Eu tenho muitas boas lembranças dele, quando morreu, Roberto também sentiu muito. Eu esperava que Ramón fosse morrer, que Angelines também fosse, Chato era compreensível, era mais velho. Mas eu não sabia o que pensar quando Horácio, irmão de Roberto morreu, foi um infarto fulminante.
FCH - Completamente inesperado, ele não era tão velho, continuava trabalhando com Chespirito...
EV - Sim, ele era produtor do programa, era produtor com Florinda nas novelas, estava trabalhando. Ele morreu numa segunda-feira... O que passou com o programa: Roberto nunca, nunca substituiu um personagem. Criou um novo. Kiko é insubstituível. Chiquinha, quando deixou o programa, depois voltou. Nunca foi substituída. O mesmo com Ramón, Rubén também, no começo foi para a televisão concorrente e voltou. Roberto era quem escrevia, acho que era também parte do êxito. Nunca substituiu um ator.

FCH - Em 1992 são gravados os últimos quadros do Chaves e do Chapolin. Como vocês reagiram quando Chespirito disse que não teria mais, que seriam os últimos episódios?
EV - Ele não disse nada. Eu soube pelo jornal que terminava o programa. "Acaba depois de 25 anos o show mais popular da televisão no México". Então liguei para Roberto. "É verdade o que apareceu nesta notícia?" "Sim, é verdade". "Como assim?" "Sim, porque agora a Televisa trocar o Canal de las Estrellas para canal de novelas. Nosso programa mudaria da segunda-feira à noite para o sábado ao mesmo horário. Eu não quis". Eu disse, "tem razão". "Além disso, precisamos de férias". É verdade! Nunca tivemos férias. Foi assim. Não houve programa de despedida, nada. Tudo foi assim. Dizem por aí que existe programa em que o Chaves morre. Mentira, não é verdade. Acho, não estou certo, que há um programa que não terminamos, um programa incompleto, se é que existe.

FCH - Durante um tempo o senhor atuou em um circo, como o Senhor Barriga e Nhonho. Como era? O senhor atuou somente no México com esse circo ou também em outros países?
EV - Sim, estive em todos os países da América Latina, com exceção do Brasil. Em quinze anos, fui a Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Panamá, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Peru, Colômbia, exceto Guiana, Cuba. É muito interessante, atuar em um circo é diferente de atuar em um teatro. No circo as pessoas estão vendo um trapezista, um domador, leão, tudo isso. Estão comendo... E o que eu fazia era transformar o picadeiro de um circo em um espaço teatral onde eu ia tentar crer que era um menino e que o público ia brincar comigo. Era muito bonito, tinha uma rotina para circo. Além de tudo, podia conhecer públicos diferentes, bem pertinho. Para mim foi uma experiência enriquecedora.
FCH - Foi por quanto tempo?
EV - Quinze anos.
FCH - Até que ano, o senhor se recorda?
EV - De 86, 87, até ano 2000, mais ou menos.

FCH - O senhor é o pioneiro dos atores de Chaves nas redes sociais. O primeiro a criar uma conta no Twitter e um dos primeiros também a entrar no Facebook. Como o senhor começou a ter esse contato com os fãs nas redes sociais? Como o senhor se sente tendo esse contato com fãs de diferentes partes do mundo?
EV - Eu gosto da tecnologia. Você tem que adaptar-se. A vida tem que adaptar-se às novas formas de expressão. Me sinto jovem ainda. É um contato novo para mim, diferente. Para as novas gerações é algo totalmente usual, normal. Eu fico maravilhado com a tecnologia, poder conversar via Skype com alguém que está há quilômetros, em outra parte do mundo. Quando eu era criança, tinha que levantar da cadeira para mudar o canal da televisão. Os bebês agora conhecem que apertando um botão, muda o canal, é algo que está "em um chip" adentro, já sabem causa e ação. Para mim é algo maravilhoso. Voltando às redes sociais, gosto de ter contato com as pessoas, é uma forma de me manter vivo. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Para mim é um desafio. Estive perto de morrer quatro vezes. Se Deus me deu a oportunidade de ficar aqui, não vou desperdiçar a oportunidade. Se você fica na zona de conforto também é uma maneira de morrer.

FCH - Quanto ao Chaves em Desenho Animado, o senhor gostou da versão animada do Senhor Barriga e do Nhonho?
EV - É uma boa estratégia mercadotécnica. Considero que é uma homenagem à interpretação de um grupo de atores. É uma coisa diferente. Algumas pessoas podem gostar, outras não. Para mim é uma homenagem somente. As situações são as mesmas dos programas que fizemos. É uma forma diferente, mas para a empresa é muito mais produtivo economicamente. Nem todos os desenhos eu gosto. Eu gosto do Senhor Barriga, Nhonho também. Não gosto por exemplo da Paty. Tampouco do Professor Girafales, o desenho para mim não é muito bom. O Chaves parece bem. Os dubladores são incríveis, Roberto escolheu as vozes. Para as crianças de hoje, está mais perto o videogame, os desenhos estão mais perto para elas. Algumas crianças de 5, 6 anos, [as pessoas fazem perguntar] "cumprimente o Senhor Barriga!" O Senhor Barriga, que aparece no Youtube, na televisão? Não tem nada a ver, dizem elas. Está mais magro, mais velho. Os desenhos não envelhecem, são sempre o mesmo, não pedem mais dinheiro.

FCH - Quais são os seus próximos trabalhos?
EV - No cinema: agora tenho dois scripts que estou lendo. Um é ficção científica, muito interessante, o outro é uma comédia, para o próximo ano. No México tenho quatro filmes que ainda não estrearam. Hoje mesmo estou em duas peças de teatro, uma somente aos domingos, O Mágico de Oz. Em uma semana começa "Um Coração Normal", uma peça muito interessante, foi prêmio Tony e acho que Pulitzer. É uma peça muito controvertida, intensa, são totalmente diferentes. É outro desafio. É como trabalhar no circo. Vou trabalhar com Rubén Aguirre no próximo ano, em setembro ou outubro, numa peça que tenho os direitos.
FCH - Só para o próximo ano então?
EV - Sim, tenho um problema no braço, tenho que operar, ficar três meses inativo.
FCH - E de dublagem, o senhor tem alguma coisa?
EV - Sim, terminei a dublagem de Meu Malvado Favorito 2 na versão em espanhol para toda a América Latina. E a Universal vai fazer um filme dos Minions, acho que vai aparecer algo também.

FCH - O que o senhor sente de diferente em cada vez que vem ao país?
EV - Na maioria do tempo fico em São Paulo, é mais complicado agora para se mover, é mais caro... Não sei, neste ano você tiveram muitos problemas pela Copa do Mundo, muito movimento social, você que é estrangeiro sente uma tensão na sociedade. O mesmo no México, tivemos eleições, lá a tensão social que temos agora é muito semelhante com o que vocês têm aqui.
FCH - E o sentimento quanto a estar junto com os fãs?
EV - É muito legal, os fãs são muito carinhosos, amorosos, eu queria poder levar todas as mostras de afeto que recebo. São bolinhos em forma do Senhor Barriga, bonequinhos, cartas, desenhos, bordados, muitas mostras de carinho. Isso é impagável. Não posso me queixar, é uma alegria muito grande para meu coração.
FCH - E também ser saudado por uma multidão em seus shows deve ser algo indescritível.
EV - Sim, os fãs são... É muito agradável quando aparece no palco o Senhor Barriga. Escutar "Senhor Barriga, eu te amo!". Quando começa a cantar qualquer canção do programa, todo mundo conhece, canta. "Quero ver, outra vez", cantam uma canção que meus irmãos não conhecem!

FCH - Já faz dez anos que o senhor esteve aqui no Brasil para participar do programa Falando Francamente, no SBT, e o senhor conheceu sua voz, Mário Vilela. Como foi esse momento?
EV - Foi muito emocionante, foi a primeira e última vez que estive com ele. Foi impressionante, porque quando lhe dei um abraço, disse muito obrigado, podia sentir seu coração batendo perto do meu, foi uma emoção muito forte. Ele estava doente, morreu pouco depois. Foi muito legal.

FCH - Para encerrar, gostaria que o senhor enviasse agora uma mensagem para todos os seus fãs que estão te vendo nessa entrevista.
EV - Sou muito grato por estes anos mais de vida, graças a Deus, para sentir o carinho, o amor de todos vocês. Muito obrigado. Quem dera pode falar melhor, descrever melhor o que sinto. O que posso fazer de melhor é atuar. Para todos vocês, com todo o meu coração. Muito obrigado.


Entrevista por: Antonio Felipe
Técnica, gravação e edição: Guilherme Liça
Apoio: Adriano Almeida e Gustavo Berriel

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 20:53 
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Agora nós descobrimos por que o Chespirito usou o tapa-olho nos episódios: Cleópatra (1979) e A Troca De Cérebros (1979). :chocado: :chocado:

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1 Ano de Fórum Chaves em 12/05/2012,21:28 :reverencia:
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"Essa é minha homenagem ao mestre do samba" Salve Bezerra Da Silva!! :reverencia: :reverencia:

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 21:09 
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Parabenizo-o por mais esta empreitada. Vou baixar o vídeo para assisti-lo.

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 21:14 
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Parabéns a todos que participaram da entrevista.Quando tiver mais tempo assisto completo.
E que continuem assim,sempre fazendo esse ótimo trabalho,Antônio Felipe e os demais.

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Viu só como é fácil bancar o rídiculo, Seu Madruga?


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 22:03 
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Conexão Purcino em edição especial, com Edgar Vivar! :D

Vou assistir com calma amanhã, mas desde já, merecem todos os parabéns pela realização muito bem executada! :)

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Meus títulos e conquistas no FCH:

Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / desde 2016)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH 2010
Campeão do 13º Concurso de Piadas 2011
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Tricampeão da Chapoliga (2014, 2015 e 2016)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 22:29 
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Prefiro Purcino Repórter!

Na boa, muito boa a entrevista. Confesso que chorei enquanto via.

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[Center]Bi-Vencedora do A Propósito... - Edições #5 e #6 (2011)
Bi-Vencedora do Balão do Usuário 3.0 - Edições #2 e #16(2011/2012)
Vice-Campeã do 14º Concurso de Piadas (2012/2013)
Consagrada Usuária Dourada da Fazenda do Fórum Chaves 2 - Em grupo (2013)
Eleita a Usuária do Mês de Outubro e Novembro/2013
3º Lugar na Fazenda do Fórum Chaves 3 (2014)
3º Lugar na Casa dos Chavesmaníacos 14 (2015)
Moderadora do TV de Segunda Mão (Novembro/2015-Novembro/2016)
Campeã da Casa dos Chavesmaníacos 15 (2016)


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 23:06 
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Postando aqui só pra ganhar curtida tb.

Digo... :unsure:

Boa entrevista. O melhor foi a curiosidade sobre o episódio da Construção, e saber que isso foi motivador tb para o fim do programa.


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 23:07 
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Ficou muito bom mesmo.

E tomara que consiga a entrevista com a Chiquinha pra fechar com chave de ouro.

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 20 Out 2013, 23:45 
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Degravei a entrevista, para quem preferir apenas ler - e não ter o privilégio de ver meu lindo rosto no vídeo.

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Autor do livro "O Diário do Seu Madruga"

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Twitter: @Antonio_Felipe


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 21 Out 2013, 00:22 
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Muito interessante isso do tapa-olho, tava na cara (sem trocadilhos) e a gente nunca reparou.

E esse programa incompleto que o Edgar falou, hein? Libera, Televisa! :lol:

Esses atores têm muita coisa legal pra contar, curiosidades que fazem a diferença pra maneira que nós, fãs, vemos as séries.
E só com alguém preparado como o Antonio, pra gente extrair essas pérolas. Entrevistinha meia-boca tem aos montes por aí, são um desperdício do tempo dos caras. :/
Parabéns ao Purcino pela entrevista, e pro Edgar por seu eterno carisma e simpatia! Não tem como não ser fã do cara.
Que venham muitas outras! =D


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 21 Out 2013, 00:56 
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Exelente entrevista, muito bacana a curiosidade, confesso que não sabia que tinha ocorrido aquele acidente no episodio da construção. :o

De frente com Purcino ataca novamente. :joia:

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 21 Out 2013, 09:03 
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Adorei a entrevista. E quantas curiosidades. Bem,e que venham mais entrevistas com os atores CH, pois esta foi ótima;


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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 21 Out 2013, 09:08 
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Excelente entrevista! Só faltou o Antônio Felipe fazer o "afunda ou boia" kkkkk
É o que nós sempre dizemos, quando a entrevista é feita por alguém que entende do universo CH, sempre rende, os atores tem muuuuuito a contar, mas, na TV, por diversas razões, ninguém pergunta!
Muito legal também a iniciativa da transcrição da entrevista
O Edgar é nota 1000! :vitoria:

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 21 Out 2013, 09:49 
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Entrevista fodastica parabéns a todos.

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Re: Fórum Chaves entrevista Edgar Vivar, o Senhor Barriga
MensagemEnviado: 21 Out 2013, 11:12 
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Antonio Felipe escreveu:
Degravei a entrevista, para quem preferir apenas ler - e não ter o privilégio de ver meu lindo rosto no vídeo.

Realmente, tu nos livrou dessa. :vamp:

Digo, ótima entrevista.

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Rebecca R. Snowcraft escreveu:
vai a merda


iago83 escreveu:
Não, muito obrigado. Prefiro ir ao meu computador, que lá eu crio minhas animações à vontade ou ao Coral Jovem da minha igreja.


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