Fórum Portal Vídeos Guia de Episódios

Tag Archives: rubén aguirre

Ainda sem receber alta, Rubén Aguirre deixará o hospital

ruben-hospital-2Logo depois de ser diagnosticado com cálculos na vesícula, Rubén Aguirre, o Professor Girafales, está a ponto de voltar para sua casa para seguir um tratamento básico, mas sem ter recebido alta. A informação é de sua esposa, Consuelo de los Reyes, com quem tem 55 anos de casamento.

Consuelo revelou a meios de comunicação que, apesar dos especialistas terem os resultados, o ator voltará para casa. “Ele precisa de uma operação ou um tratamento mais forte, que ainda não será feito. Ele tem dores muito fortes”, afirmou.

A esposa de Rubén assegurou que a Associação de Atores do México (ANDA) não entrou em contato com eles, nem pagou nenhum centavo da conta do hospital. Ela assegurou que uma de suas filhas teve que pagar a conta do hospital. “Parece que uma das minhas filhas deixou algo, não sei se efetivo, ou com cartão, porque de outra maneira não teria sido internado”, manifestou.

Ela revelou ainda que por muito tempo Rubén se dirigiu “de boa vontade” aos diretores do sindicato, para lhes pedir uma atenção médica digna por ter cumprido durante mais de 50 anos com suas contribuições como associado. No entanto, até o momento, só recebeu uma resposta de que “Rubén saiu caro”.

Aguirre pensou em vender uma propriedade que adquiriu para sua aposentadoria, para poder pagar o hospital caso a ANDA não dê respostas. “Nos chegou a aposentadoria e a propriedade não se vende, mas uma companhia de boas raízes está nos ajudando. E ainda que tenhamos filhos, cada um tem família e responsabilidades”, finalizou.

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves.

Texto: TVNotas, traduzido por Antonio Felipe

Rubén Aguirre, o Professor Girafales, é internado no México por cálculos na vesícula

Foto: Arquivo/El Universal

Foto: Arquivo/El Universal

O ator Rubén Aguirre foi internado esta terça-feira em um hospital de Puerto Vallarta, no México, após ser diagnosticado com cálculos na vesícula. A informação é de sua filha Veronica Aguirre.

Após vários exames, os resultados confirmaram que Rubén, de 81 anos, tem cálculos na vesícula, que se somam à diabetes e aos problemas de coluna que sofre como sequela de um acidente de automóvel, em 2007.

Veronica relatou que o intérprete do Professor Girafales foi levado em urgência ao hospital, após se queixar de fortes dores nas costas. “No começo não queriam interná-lo, por uma dívida que a Associação Nacional de Atores (ANDA) não cobriu, mas a família interveio e ele foi internado”, afirmou.

Ela disse que ontem seu pai permaneceu inconsciente e que não pode falar com ele. Veronica disse que esta quarta seu pai seguirá sob observação médica e que não há previsão de quando terá alta do hospital. “Nos preocupa muito essa doença, pois as dores são muito fortes”.

A filha de Aguirre mencionou que outra das preocupações que tem é que continuam à espera de um delegado da ANDA para que os apoie nesses momentos em que o pai está internado.

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves

Texto: El Universal, traduzido por Antonio Felipe

Rubén Aguirre, o Professor Girafales, denuncia descaso de associação de atores por sua saúde

Foto: USI

Foto: USI

O ator Rubén Aguirre, que interpretou o Professor Girafales em Chaves, utilizou as redes sociais esta segunda-feira (15) para denunciar o descaso da Associação Nacional de Atores (ANDA) em relação à sua saúde.

Rubén afirmou que quis que a opinião pública soubesse do “desinteresse de meu sindicato, a ANDA, em cumprir com suas obrigações comigo e com minha esposa” em “prestar uma atenção médica digna, a qual teremos direito”.

Aguirre pediu a ajuda do Presidente da Junta de Conciliação e Arbitragem do Bloco Latinoamericano de Atores (BLADA) e organizações de direitos humanos para “cumprir esse direito”.

“Apelo à consciência de algum defensor social que me apoie em minha luta para fazer valter esse direito fundamental”, concluiu.

Confira a carta completa:

“E agora… Quem poderá me defender?”

Como muitos de vocês sabem, nos últimos tempos meu estado de saúde e de minha se debilitaram. Há dez anos vivemos em Puerto Vallarta por estrita prescrição médica.

É meu desejo fazer a opinião pública conhecer o desinteresse de meu sindicato, a ANDA, em cumprir suas obrigações comigo e com minha esposa; no caso, prestar efetivamente uma atenção médica digna, há qual temos direito depois de ter cumprido como associado com minhas cotas e demais obrigações.

Por outro lado, solicito a ajuda do Presidente da Junta de Conciliação e Arbitragem do Bloco Latinoamericano de Atores (BLADA) e de organizações independentes de direitos humanos, em matéria de trabalho e de saúde para fazer cumprir esse direito.

Que ironia: teria que estar recorrendo ao meu sindicato para que defenda e reivindique meus direitos como trabalhador e, no entando, é meu sindicato que não me dá voltas, que assume sempre um discurso demagógico e me põe travas burocráticas, que me obrigou a buscar alternativas para minha atenção médica. É claro: trata-se de não cumprir.

Sei que não é só meu caso: quantos dos meus companheiros renunciam, por cansaço, a dar voltas inúteis, a buscar a quem deveriam dar a cara que, casualmente, em cada ocasião não estão disponíveis.

E enquanto um tiver forças e recursos para resolver sua situação, o faz. Ademais, porque em questões de saúde, simplesmente não cabe a espera.

Pois minhas forças se acabaram. Tenho lutado há dez anos por esse direito, porque há dez anos o necessito.

Dei voltas e voltas, escrevi centenas de cartas aos responsáveis da Previdência Social do México e de Guadalajara, falei pessoalmente e por telefone com diretores, secretários, advogados e demais funcionários da ANDA e nada. Tenho 82 anos e, repito, tenho sérios problemas de saúde.

Sirva essa carta aberta para fazer responsável a Associação Nacional de Actores do detrimento da minha saúde e da minha esposa, e das consequências que essa desatenção derivem.

Lamento profundamente não ver o fim dessa história dos sindicatos do México, reflexo da cultura da fraude e da imoralidade.

Apelo, uma vez mais, à consciência de algum defensor social que me apoie em minha luta para fazer valer esse direito elementar.

Rubén Aguirre

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves.

Texto: Antonio Felipe

Antes de ser Girafales, Rubén Aguirre era um “mais um executivo na Televisa”

ruben-entrevistaHavia uma vez um engenheiro agrônomo que era um executivo de um canal de televisão e um dia, recebeu uma proposta de Roberto Gómez Bolaños, que a levou a se tornar o Professor Girafales.

Rubén Aguirre conversou com a MDZ Radio, da Argentina, durante o programa Tormenta de Ideas, sobre a que disse ser uma etapas mais felizes de sua vida, quando fez parte do elenco de Chaves.

Como vê o tempo em que foi feito o Chaves?
Foi um tempo muito próspero, bonito, alegre, com companheiros muito bons. Passei muito bem e foi a última coisa que fiz.

Como foi conhecer Chespirito sendo você o chefe?
Eu era mais um executivo da Televisa, encarregado de receber as propostas de novos programas. Quando uma história me parecia viável, bonita e boa, a apresentava aos meus chefes e às vezes havia uma uma espécie de filtro.

Imaginava no que se tornaria essa proposta?
Não começamos com o Chaves, a primeira ideia foi de um programa que se chamava El Ciudadano e quando decidi que ele mesmo [Chespirito] faria, se chamou El Ciudadano Gómez. Depois fizemos Chespirotadas, não foi grande coisa, mas teve êxito no México. Logo fizemos Os Supergênios da Mesa Quadrada e depois vieram Chapolin e Chaves, que transcenderam a outros países.

Como começou a trabalhar com Chespirito?
Eu conheci Chespirito alguns anos antes do Chaves. Em Supergênios eu já era o Professor Girafales, éramos quatro que debatíamos assuntos da atualidade, mas quando fez o Chaves, me disse: “agora quero que volte a fazer [Girafales], mas agora com crianças”. Tornamos ele mais amável, sem deixar de ser sempre exigente com o que eu pedia aos alunos. Para humanizar a coisa e dar-lhe uma aparência distinta, estabeleceu-se o romance com Dona Florinda. Isso nos fez mais queridos, tanto a ela como a mim.

Você se baseou em algum professor da infância para criar o Professor Girafales?
Claro, a frase do “ta, ta, ta” eu copiei de Wenceslao Rodríguez, um professor que tive no secundário. Nunca mais o vi, já deveria estar morto quando comecei o programa. Eu tinha 13 ou 14 anos quando ele nos dava aula, hoje tenho 80 e o Girafales eu fiz com 34.

No Chaves, tudo estava no roteiro?
Tudo estava friamente calculado. Quando alguém tinha alguma ideia, comentávamos a Bolaños. Se ele gostava, ensaiávamos primeiro, mas nunca improvisávamos. No México chamamos de morcilla (a improvisação) e estão totalmente proibidas as morcillas.

Todos os personagens que Chespirito criou são anti-heróis. Havia uma ideologia por trás disso?
Havia talento e muita bondade em seu modo de ser, sempre foi um bom homem.

Por que alguns protagonistas brigaram com Chespirito?
O motivo principal foi a ambição. “Eu sou maior que você” ou “devo ganhar mais”, o que ocorre sempre nesse tipo de grupos. A Carlos Villagrán ofereceram um contrato fabuloso na Venezuela, e era lógico que deixaria o programa.

No que Horácio Gómez, o Godinez, colaborava?
Era o irmão de Chespirito, era o administrador, fazia esse pequeno papel, mas na realidade manejava todos os assuntos financeiros do grupo.

Godinez era fanático por futebol?
Sim, e Roberto também, deixava qualquer coisa para ver seu time, o América.

E você?
Eu não gosto de futebol, não gosto muito. Quando criança, como cresci no norte, joguei muito beisebol. Me choca como dão cotoveladas no nariz de um jogador e depois levantam as mãos como dizendo “eu não fui”. Mete um gol e se agarram as nádegas, quisera ver um goleiro que leva um gol e que dê a mão ao jogador e diga “que bárbaro, que belo gol”.

Como era sua relação com os atores, além dos personagens?
Éramos uma família. Ramón Valdés era tão engraçado no programa como fora dele, sempre tinha piadas muito agradáveis para contar, era um bom companheiro.

Ouça a entrevista:

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves!

Texto: Rádio MDZ, traduzido por Antonio Felipe

Rubén Aguirre nega ter se relacionado com Florinda Meza

Foto: USI

Foto: USI

“Todo mundo andou atrás de mim”, declarou a atriz Florinda Meza ao Programa do Ratinho, no SBT, na última quarta-feira (25).

A atriz e produtora foi convidada para a atração, onde mostrou imagens da casa onde viveu com Roberto Gómez Bolaños, comentou que nunca proibiu que visitassem sua tumba e culpou a imprensa “suja” por tais declarações.

Além de falar sobre Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Carlos Villagrán (Kiko), Florinda assegurou que Rubén Aguirre, o Professor Girafales, andou atrás dela.

Quando lhe perguntaram se foi namorada de Villagrán, Florinda comentou: “Eu já lhes disse que tinha pedacinhos bons, eu era uma jovem atraente. Todos, não só Roberto, todos, todos, todos andavam atrás de mim, mas os homens assim são. Não foi apenas Carlos. Rubén também andou atrás de mim, mas também Horácio Gómez (Godinez), todos”.

Rubén Aguirre, no entanto, negou que tenha se relacionado com Florinda. Em uma entrevista para o programa Ventaneando, da TV Azteca, do México, o ator disse que quando Florinda tinha 22 anos, “parava o trânsito de verdade”.

“Eu sou homem e gosto das mulheres bonitas e a via, mas de andar atrás dela é outra coisa. No máximo lhe disse um elogio, como digo a qualquer mulher bonita, o que se faz um homem quando vê qualquer mulher bonita”, explicou Aguirre, que assegurou que sempre respeitou e foi fiel há sua esposa, Consuelo, com quem é casado desde 1960.

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves!

Texto: El Universal, traduzido e adaptado por Antonio Felipe

“Falta talento e sobra tecnologia”, diz Rubén Aguirre sobre a televisão de hoje

ruben-entrevista“A primeira vez que apareci na televisão, no Canal 10 de Monterrey, me rechaçaram. Mario Quintanilla, o diretor do canal, ao me ver no ar, disse que me via mal: que estava tão grande que nem sequer cabia na tela. É grotesco! Suas mãos parecem luvas de beisebol. Como isso ocorre? Você não serve pata a televisão! Não se dá conta? Veja, vá com o gerente, Juan Garza, e melhor que fique vendendo publicidade”.

As memórias de Rubén Aguirre, o inesquecível Professor Girafales, recentemente editadas no México pela Editora Planeta, são o testemunho de um rechaço que não ficou no não.

Pelo contrário, ainda que o locutor, cronista de touradas, ator e pai de família (teve sete filhos e diz ter plantado mais de mil árvores) nasceu em Saltillo em 15 de junho de 1934, não pôde apagar durante muitos anos o adjetivo de “grotesco”, superou em muito o dito, para se converter, graças ao professor que estava irremediavelmente apaixonado pela Dona Florinda em Chaves, em um comediante de categoria internacional.

Después de Usted é também um livro sobre a história do rádio no México, relato daqueles anos iniciais onde a tecnologia brilhava por sua ausência e tudo o que ia ao ar era fruto exclusivo da criatividade dos locutores.

Entre eles, o mais audaz e sem dúvida engenhoso, Rubén Aguirre, que para matar o aborrecimento quando lhe trabalhava de madrugada, punha-se a inventar radionovelas onde ele fazia todos os sons e vozes.

Estamos em um bonito hotel de Puerto Vallarta. Temos um encontro com o Professor Girafales. Amigos e parentes mandam mensagens com saudações, multiplicando uma expressão eterna: “Tá ta ta tá”, expressão inesquecível que o comediante copiou de um velho professor de escola chamado Wenceslao.

“Era um velhinho que era muito bom professor, muito bom homem, mas que quando lhe fazíamos perder a paciência, saía o ta ta ta tá”, contou Rubén.

Aos 81 anos, Rubén Aguirre conserva o vozeirão. Já não caminha, porque um grave acidente automobilístico lhe afetou a coluna vertebral e sua esposa de toda a vida, Consuelo, ficou sem uma perna.

Foram momentos duros para um homem com alma de viajante e que transita entre a charmosa localidade balneária de Jalisco o inverno de sua vida, rodeado de seus filhos, entre eles Veronica, que o ajudou a revisar e corrigir seu escrito.

No prólogo escrito por Armando Fuentes Aguirre “Catón”, primo de Girafales, destaca-se “sua alegria e sua generosidade”.

Alegre e generoso: efetivamente, se mostra durante a longa entrevista para SinEmbargo, onde entre outras coisas tem bonitas palavras sobre Ramón Valdés, o Seu Madruga, um comediante sem par com quem compartilhou cenários, sonhos e amizade.

Para você, quem é o melhor comediante do México?
Cantinflas, sem dúvida.

Mais que Tin Tan?
Tin Tan era mais completo, cantava, dançava, mas fez também filmes ruins. Bom, claro que Cantinflas fez coisas horríveis ao final de sua carreira. De todos os comediantes atuais, o mais inteligente e que mais gosto é Eugenio Derbez. E das mulheres, Consuelo Duval. Como a admiro, que boa comediante ela é! Atrevo-me a compará-la e a dizer que é superior inclusive a Carol Burnett.

Bons comediantes com roteiros frouxos.
Sim, a verdade é que sim. Não há bons escritores de humor na televisão atual. Ou não há escritores, ou não os pagam, algo passa. A tecnologia cresceu muito, mas o talento não seguiu o mesmo caminho. Repetem novelas que foram sucesso há 30 anos, se uma novela triunfa na Argentina, a trazem ao México, mudam duas ou três coisinhas e a montam aqui. Fazem novas versões para não pensar. Falta talento e sobra tecnologia. Para nós custava muito fazer o Chapolin ficar pequeno em nossa época. Eram horas e horas de trabalho do pobre diretor do programa. Agora, com tanta facilidade, fazem voar os atores, os fazem magros, gordos, das maneiras que querem.

Você diz em seu livro que alguns atores se convertem em monstros sagrados e confundem a ficção com a realidade. Roberto Gómez Bolaños foi um monstro sagrado?
Creio que sim. Creio também que se Roberto tivesse nascido nos Estados Unidos e não no México, que Bob Hope, que nada. Nasceu no México e desgraçadamente aqui os trabalhos de ator sempre são mal pagos e mal difundidos.

Em seu livro, não obstante você se anima a discutir algumas coisas…
Éramos tão amigos que me dava a liberdade de discutir algumas coisas. Se tivesse sido só meu chefe, não teria me atrevido. Por outro lado, cada quem busca os problemas. Nem Edgar Vivar nem eu tivemos problemas alguma vez para usar nossos personagens, por exemplo. Eles (Carlos Villagrán e Maria Antonieta de las Nieves) tiveram algumas questões, não sei se em busca de notoriedade ou de ambição, não sei.

Mas você diz em seu livro que o trabalho é de quem o necessita.
Sim, como diz Neruda em “O Carteiro”: a poesia é de quem a necessita. Assim também é o trabalho. E o personagem, o mesmo, não é de quem o inventa, mas de quem o executa e logo o necessita para trabalhar.

Você foi muito amigo de Roberto Gómez Bolaños, mas foi também da Chiquinha.
E de Carlos Villagrán também. Conheci Maria Antonieta de las Nieves quando era quase uma menina. Logo se casou com um locutor amigo meu e eu fui muito feliz. Cada quem tem seu caráter e ninguém tem a culpa de ser como é. Há muita gente tosca, eu não sou. Minha forma de ser busca o menos possível o conflito e se dar bem com todo mundo.

Clique em “Leia Mais” para ler a entrevista completa.

Rubén Aguirre, o Professor Girafales, lança sua autobiografia

capa-livro-girafalesO ator mexicano Rubén Aguirre, intérprete do Professor Girafales em Chaves, classifica Roberto Gómez Bolaños como “um artista extraordinário” e a Florinda Meza como fator de divisão, em um livro de memórias que acaba de publicar, com o título “Después de Usted”.

Na autobiografia de 284 páginas, o “professor mais querido da América Latina” fala de suas origens como ator, de como conheceu Chespirito, criador do programa – e das divisões que surgiram no elenco, que à distância qualifica como “diferenças de família”.

Aguirre, de 80 anos, foi narrador de touradas e locutor antes de ser famoso. Conta que quando apareceu pela primeira vez na televisão, o diretor do canal em que ele trabalha lhe disse que era “grotesco” com suas mãos enormes e uma estatura de 1,95m.

No livro, o Professor Girafales, que vive sua aposentadoria na cidade de Puerto Vallarta, na costa do Pacífico, relata que se inspirou em um “velho e querido professor do ensino secundário” para encarnar seu personagem.

Aguirre lembra com carinho os atores de Chaves, exceto Florinda Meza, a viúva de Bolaños. Ele a descreve como uma mulher “ciumenta”, que tinha “encantado” o ator e produtor, falecido no ano passado, e evitava lhe passar as ligações telefônicas.

“Eu creio que Roberto nunca se deu conta de que essa situação separava o grupo, porque estava encantado”, afirmou. “Falar mal dela em frente a Roberto significava perder sua amizade e perder tudo. Agora posso dizer que ele a endeusava”.

Nas memórias, em que publica fotos de distintas etapas de sua vida, o ator afirma que encarnar o Professor Girafales nunca lhe custou trabalho. “Não me custou, porque sou como ele: vaidoso, sentimental, romântico e sonhador. Eu sou tudo o que é Girafales.

A frase “Después de usted” que dá nome às memórias vem do diálogo que o Professor e Dona Florinda tinham quando ela o convidava a entrar em sua casa e tomar uma xícara de café.

O ator relata que o final da série Chaves, depois de mais de 20 anos de exibição e em pleno êxito, deu-se porque todos os atores estavam envelhecendo e isso se notava especialmente nos que interpretavam crianças.

A autobiografia de Rubén Aguirre já está à venda em versão digital para Kindle na Amazon. Clique aqui para comprar. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil em português.

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves!

Texto: El Universo, traduzido e adaptado por Antonio Felipe

Livro de Rubén Aguirre será publicado no fim do mês

girafales-selecaoDepois de vários anos pensando e analisando se escreveria ou não um livro contando suas memórias, o ator Rubén Aguirre, intérprete do Professor Girafales em Chaves, lançará nas próximas semanas o título Después de usted, memórias de Rubén Aguirre (Depois de você, memórias de Rubén Aguirre), pela Editorial Planeta.

O conteúdo do livro foi escrito desde março de 2014 e revelerá tudo o que ocorreu dentro e fora do grupo de atores que Roberto Gómez Bolaños formou nos anos 70.

Em entrevista ao Diário Basta!, do México, Aguirre confirma a existência do texto e conta o que público lerá.

“Este mês sai meu livro que dará o que falar. É sobre minhas memórias, do programa, sobre os bastidores do programa, o que as pessoas não sabiam, tudo. Não tenho data exata, mas me disseram que em janeiro estará à venda.

“Já está na gráfica, está sendo preparado. Desde antes do programa eu era amigo de Roberto. Esta manhã me avisaram que o livro sai este mês, pela Editorial Planeta. Tudo é sério e bem fundamentado, ressalto. Se o público nos deu seu aplauso e seu carinho, é justo que também saiba como estava tudo por dentro”, disse.

Rubén adianta alguns episódios que estarão em seu livro de memórias e que, sem dúvida, todos os atores que participaram estarão incluídos.

“Falarei de coisas de todos e claro que está incluída a Chiquinha, dos que se forma e que argumentaram para deixar o programa. Inclusive há histórias das viagens, das gravações, coisas de cada um deles, tudo é verídico e certo. Eu escrevi isso desde antes que a Chiquinha ficou com o personagem. Tentei apagar muitas linhas porque são muito fortes, mas ao final as deixei, mas no momento não posso contar mais do texto”, advertiu.

Um capítulo importante é o da convivência entre os atores, mas Rubén põe uma leve ênfase de como os ciúmes reinaram e ensurdeceram alguns atores.

“Abordei o tema dos ciúmes, as discussões, o litígio que os advogados de Roberto e Maria Antonieta sustentaram, os confrontos… Agora prefiro não falar mais do tema para que leiam meu livro e através do texto conheçam a verdade do que passou e tenham sua própria opinião. Por fora não vou dizer nada, tudo vem no livro”, acrescenta.

Aguirre comentou que foi em novembro de 2014 que concluiu a escrita do libro, o qual Roberto Gómez Bolaños não pôde ler.

“Eu não pensava em fazer um livro e veio um senhor muito inteligente e me disse que o público merecia, e que podíamos trabalhar para benefícios de ambas as partes. Me convenceram, por isso entrei [no projeto]; Não falei com Roberto porque me proibiram de dizê-lo; quando terminei, ele morreu, mas o epílogo vem dedicado ao funeral, à morte de Roberto. Recordo que a última vez que conversamos foi algo assim como: ‘Roberto, se há alguma coisa que eu possa fazer por você, me diga’. Ele me disse: ‘Já está fazendo isso ao me telefonar’. Aí vem tudo isso porque Roberto acaba de falecer”.

A obra será vendida nas principais lojas e livrarias de todo o país, assim como em toda a América Latina e será traduzido ao português.

É assim que o ator buscará acabar com as dúvidas das relações pessoais e conflitos que existiram em torno do grupo de atores que trabalharam e conquistaram fama internacional com o falecido ator Roberto Gómez Bolaños “Chespirito”.

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves!

Texto: Diário Basta!, traduzido por Antonio Felipe

Rubén Aguirre prepara livro sobre bastidores do Chaves

Foto: USI

Foto: USI

O ator mexicano Rubén Aguirre, o Professor Girafales, confirmou que publicará um livro sobre as histórias que viveu com seus companheiros de vizinhança.

“Estou escrevendo sobre o que passamos nas turnês, aviões e gravações. Vou lançar uma publicação para que o público saiba o que passou por trás das câmeras”, declarou ao programa Día D, exibido no domingo no Peru.

“Éramos como uma família que briga, mas também se reconcilia”, acrescentou.

No entanto, Aguirre se mostrou cauteloso para falar sobre as rixas entre Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Florinda Meza (Dona Florinda). “Não é assunto meu. Talvez a única coisa que consiga seja me angustiar”, indicou.

O ator se sentiu conformado com o reencontro de Florinda Meza e Carlos Villagrán. “Gostei porque sempre fomos uma família. Roberto (Gómez Bolaños) não viu essa reconciliação, mas do céu deve ver com muito gosto que tenham deixado de lado as diferenças”.

Discuta esse assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves!

Texto: Perú21, traduzido por Antonio Felipe

Rubén Aguirre, o Professor Girafales, diz ter pena de Chiquinha e Kiko

ruben-aguirre-telemundoO ator Rubén Aguirre, que interpretou o Professor Girafales no seriado Chaves, concedeu sua primeira entrevista a uma emissora de televisão, após ter saído do hospital, onde ficou internado por algumas semanas. À Telemundo, dos Estados Unidos, Aguirre disse ter pena de Maria Antonieta de las Nieves e Carlos Villagrán, que seguem trabalhando como Chiquinha e Kiko.

“Deus me livre [voltar a trabalhar], já estou aposentado. Se meus companheiros andam trabalhando é porque necessitam de dinheiro, algum problema devem ter. Ou estão acumulando. Me dá pena que Maria Antonieta e Kiko sigam trabalhando. Algo passa com eles, que não se aposentam e dizem: ‘acabou’. E seguem, seguem, acumulando, para os genros ou quem quer que seja, não entendo isso”, afirmou.

Maria e Carlos seguem fazendo shows com seus personagens clássicos de Chaves. A atriz anunciou esta semana que fará uma nova turnê na América do Sul. Há duas semanas, Carlos esteve no Brasil, onde fez quatro shows como o Kiko.

Na entrevista para o programa Al Rojo Vivo, Aguirre disse que fez um pacto com Roberto Gómez Bolaños, criador da série. “Fizemos uma promessa muito difícil de cumprir, de nos vermos logo. Mas é difícil, ele vive em Cancún e eu, em Puerto Vallarta. É difícil”, expressou.

O eterno Professor Girafales falou ainda sobre o acidente automobilístico que sofreu em 2007, no México, no qual sua esposa Consuelo perdeu parte de uma das pernas.

“Operei a coluna vertebral, me puseram uma placa, quatro parafusos e tenho dificuldades para caminhar. Trabalhei toda a minha vida, desde os 13 anos de idade. E agora ver-me diminuído… Mas entendo que tenho 80 anos e a vida não pode ser igual sempre, tem que ter etapas. Agora estou limitado. Não me amargo”, contou.

Aguirre esteve hospitalizado por algumas semanas na Cidade do México, após um quadro de desidratação, que causou problemas em seus rins. Após sair do hospital, o ator vem enfrentando dificuldades para caminhar.

Confira a entrevista:

Texto: Antonio Felipe